Roma – 3º Dia

O último dia de viagem foi dedicado ao Vaticano. Fui de metro até ao Vaticano e foi a única vez que utilizei meio de transporte, nesta viagem, sem ser as minhas pernocas.

Cheguei ao Vaticano já passava um pouco das 9 horas, fui directamente para o Museu, na esperança de não apanhar muita fila… Pelo caminho encontrei tantas pessoas a pedir esmola, principalmente pessoas com deficiência,  uns sem mão outros sem pernas, custou-me olhar sem ficar com um nó no coração :S E num lugar daqueles vermos tanta miséria, deixa-nos a pensar…

P1120834Quando cheguei ao Museu deparei-me com um fila de espera enorme…Uma hora depois lá consegui, finalmente, entrar no Museu! Paguei uma pequena exorbitância pelo bilhete e passei por uma apertada segurança, muito pior do que no aeroporto.

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Tive praticamente toda a manhã no museu e se tivesse mais tempo, tenho a certeza que conseguias estar lá todo o dia e não conseguia ver tudo ao pormenor.

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Os frescos na Stanze di Raffaello são impressionantes, todos aqueles detalhes. Eu que sou uma leiga em arte, todos os frescos deixaram-me deveras impressionada.

Stanze di Raffaello_

Stanze di Raffaello  (2)

Como e óbvio, o que mais me despertava curiosidade era a Capela Sistina, uma das supremas obras-primas de Michelangelo, entrei e não há palavras para descrever aquela verdadeira obra-prima. A sala estava completamente cheia, com pessoas que não sabem cumprir regras, pois vi várias pessoas a tirar fotos (principalmente chinocas), o que é expressamente proibido, e a falarem como se estivessem num café…

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Depois de centenas salas percorridas com arte sacra, saí em direcção à Basílica de S. Pedro. O objectivo era lá entrar, mas depois de ver a dimensão da fila e do preço desisti e fiquei apenas pelo exterior, a tirar fotos e a descansar um pouco.

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Depois de ter-me abastecido com alguns terços com cheiro a rosas (com rosas plantadas no Vaticano, segundo o vendedor) para oferecer à minha mãe e à minha tia, segui viagem até ao  Castel Sant´Angelo. Durante a época medieval esta foi a mais importante das fortalezas pertencentes aos Papas. Serviu também como prisão para muitos patriotas, na época dos movimentos de unificação da Itália ocorridos no século XIX.

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Não entrei porque, como tudo em Roma, o bilhete era caríssimo…

A ponte Sant’Angelo, sobre o rio Tibre, é ornada por doze estátuas de anjos esculpidas por Bernini.

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Fiz uma pequena paragem numa padaria onde comi umas fatias de pizza deliciosas! Hum… já estou com água na boca só de pensar 🙂

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Com o estômago reconfortado, segui até a Piazza Navona, que no dia anterir não tinha conseguido apreciar convenientemente. A Piazza Navona deve a sua inconfundível forma elíptica a um estádio e a uma pista de corridas aqui construídos em 86 pelo Imperador Domiciano. A reconstrução pelo papa Inocêncio X, em 1644, ditou o aspecto actual. A animada fontana dei Quattro Fiumi (Fonte dos Quatro Rios), de Bernini, domina o espaço. Inaugurado em 1651, tem 4 figuras representativas dos rios do paraíso (Nilo, Ganges, Danúbio e Prata) e dos quatro cantos do mundo (África, Ásia, Europa e América)

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Fiquei por lá um belo bocado, sentada num banco a apreciar a piazza. Esta praça é bastante movimentada, tem vários pintores e fiquei com pena de não trazer nenhuma pintura, mas não tinha maneira de transportar…

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Como estava um dia com um céu azul maravilhoso, voltei ao Panteão para tirar mais uns quantas fotografias. Como na noite anterior tinha chovido, durante horas, o  interior do Panteão ainda tinha o piso um pouco molhado.

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Fui andando sem destino certo e descobri, mesmo atrás do Panteão, o Obelisco della Minerva. Depois de consultar o guia de viagem vi que a igreja de Santa Maria Sopra Minerva era bastante interessante de se visitar, pois é o primeiro e o único templo gótico de Roma.

Mas infelizmente estava fechado durante a hora de almoço e como parecia que ia chover decidi, com muita pena minha, não esperar e segui caminho.

Igreja de Santa Maria sopra Minerva

Interior da igreja de Santa Maria Sopra Minerva – imagem retirada da net

 Começou a choviscar e decidi entrar numa igreja que estava ali perto, a S. Ignazio di Loyola. Esta igreja não estava no roteiro, entrei mesmo para abrigar-me da chuva, mas ainda bem que entrei, pois esta igreja possui um impressionante conjunto de frescos e esculturas.

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O que mais me atraiu foi mesmo o seu tecto, um fresco admirável, que na minha humilde opinião não fica muito atrás do fresco na Capela Sistina. E de bónus ainda tive direito a assistir a um concerto de orgão de tubos que estava a ocorrer naquele momento, e foi lindo 🙂

A caminho do hotel comecei a ver grande aparato policial, mesmo em frente à igreja de Santa Maria Maggiore estava a acontecer uma grande manifestação dos partidos de esquerda, principalmente o partido Comunista.

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Quando estava a chegar ao nosso hotel comecei a ouvir uma grande discussão, era, pelo que percebi, uma reunião de condomínio que estava a acontecer no hall de entrada do hotel… Levaram toda a tarde naquela discussão, pensei seriamente que alguém não ia sair vivo daquela reunião… Quando saí para jantar ainda ficaram por lá…

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Decidi ir jantar novamente ao restaurante que tínha ido na noite anterior. Quando ia a caminho começou a chover, assim que cheguei ao restaurante reparei que estava cheio, aos fins-de-semana convém fazer reserva, como não sabia desse pormenor a solução era ficar na esplanada… Como era uma esplanada com toldo não fazia frio nem chuva lá e estava com tanta fome que fiquei.  O atendimento foi totalmente diferente da noite anterior, levaram uma eternidade a servir-me e farta de esperar decidi não esperar pela sobremesa e, simplesmente pedir a conta. Quando a conta veio (aliás não veio, tive que ir busca-la) cobraram a sobremesa que nunca chegou a aparecer…

No regresso ao hotel apanhei uma molha daquelas…

E estava terminada a viagem, nem queria acreditar, que na manhã seguinte ia-me embora 😦

Quando estava a colocar o despertador lembrei-me que a hora em Portugal mudava nessa madrugada e não sabia se também mudaria nessa noite em Itália, e como lá é uma hora a mais do que em Portugal e com o cansaço acumulado já não sabia a que hora colocar o despertador… Levei horas a tentar descobrir que horas deveria acordar para apanhar o avião, o meu tic e tec quase fizeram curto-circuito 🙂 Conclusão, coloquei uns três despertadores diferentes, algum deles devia estar correcto. Com o receio de perder o voo nem dormi descansada e para ajudar, o alarme do prédio/hotel começou a tocar e levou uma hora naquilo…

Na manhã seguinte acordei à hora que devia e fui apanhar o avião, que se atrasou quase duas horas :S

Estes três dias não foram suficientes para conhecer toda a cidade, fiquei com a sensação que ficou muito para ver,  a cidade em si é um autêntico museu, com muitos pormenores escondidos a cada canto… Apesar da imagem negativa que fiquei dos italianos, adorei tudo o resto, a comida e toda a magia da cidade…

Roma – 2º Dia

O dia começou bem cedo, pois queria chegar ao Coliseu antes das 9 da manhã. Depois de um pequeno-almoço reforçado comecei a caminhada para o Coliseu e o Forum, pelo caminho passei pela Igreja Santa Maria Maggiore.

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Santa Maria Maggiore é justamente considerada a mais esplêndida basílica do inicio do Cristianismo, graças ao seu interior majestoso e a muitos mosaicos incríveis.

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Segunda reza a lenda, a Virgem apareceu ao papa Libério a 5 Agosto 352  e disse-lhe para construir uma igreja no exacto local onde a neve caísse no dia seguinte. Embora fosse verão, a neve caiu. Lendas à parte, a igreja data provavelmente de 430. Além da grandiosidade geral, os principais tesouros são os 36 mosaicos, representações do sec. V das vidas de Moisés, Abraão, Isaac e Jacob. O altar elevado alegadamente contém uma relíquia do berço de Cristo.

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Segui viagem para o destino principal desse dia, no meio das ruas estreitas comecei a avistar o Coliseu e os meus olhos começaram a brilhar, pois o Coliseu era o que mais desejava visitar, nesta viagem.

P1120444A fila na bilheteira não estava tão grande como estava à espera, talvez por ser bem cedo. O bilhete foi um pouco caro, como tudo em Roma. Mas com este bilhete, além de ter acesso ao interior do Coliseu, também deu acesso ao Fórum Romano e o Palatino.

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Uma vez dentro do Coliseu, tive a noção como está degradado, apesar do aspecto a imponência daquele monumento é verdadeiramente impressionante. Conseguimos, facilmente, transportar-nos para a época da Roma antiga, e imaginar toda a violência e morte que aquele recinto assistiu.

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No interior do recinto tem várias imagens/textos, onde podemos compreender melhor toda a história.

A construção do Coliseu foi iniciada pelo imperador Vespasiano no ano 72 e veio a ser inaugurado pelo seu filho Tito em 80 com uma gala onde se assistiu à chacina de 5000 animais num só dia.

Os combates com armas perduraram durante cerca de 500 anos. Criminosos, escravos e gladiadores lutavam entre si ou com animais, frequentemente até a morte. O público tinha o poder de decidir sobre a vida ou a morte dos derrotados, acenando com lenços para mostrar piedade ou virando o polegar para baixo para exigir o golpe final.P1120571

A ruina iniciou-se na Idade Média, com a pilhagem de pedras para construir igrejas e palácios. A profanação terminou em 1744, quando a estrutura foi consagrada à memória dos cristãos supostamente martirizados na arena.P1120606

Depois de algumas horas dentro do Coliseu sai e fui direito ao Arco di Constantino, que fica mesmo em frente ao Coliseu.

P1120619 O arco de Constantino foi erigido quando o Imperador Constantino venceu o seu rival Imperador Maxentius em 312. Trata-se de um dos últimos grandes monumentos erigidos na Roma antiga.

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De seguida, entrei no Forum Romano. Já tinha lido que estava bastante degradado, mas nunca pensei que fosse tanto, e foi um pouco decepcionante para mim. É apenas um espaço enorme com um amontoado de pedregulhos e pedaços do que resta de edifícios e colunas. Quem, como eu,  desconhece  a história daquele recinto, ao visitá-lo, vai ficar na mesma. Foi a sensação que fiquei. Tive que recorrer ao meu guia de viagem, para tentar compreender um pouco o que era o quê.

P1120663 Apesar da desilusão com a degradação geral, os poucos edifícios que se encontram pouco deteriorados ou as colunas que ainda não estão totalmente partidas, são impressionantes. Dá o que pensar, olhar para todas aquelas construções grandiosas e imaginar o que sofreram os homens que tiveram que construir tal império, pois na altura não tinham acesso a maquinarias nem nada do género, era tudo com a força manual.P1120682

O Forum Romano foi o centro político e cívico do Império. O Fórum inicialmente era um pântano entre os montes Palantino e Capitolino. Mais tarde, tornou-se numa lixeira e a seguir, num mercado e num santuário religioso. A dada altura, juntou todas as estruturas da florescente vida civil, social e política de Roma. Ao longo de muitos séculos, cônsules, imperadores e senadores embelezaram-no com magníficos templos, tribunais e basílicas. Dois milénios de pilhagem e ruína deixaram uma amalgama de colunas estranhas e pedras amontoadas.

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Sai do Fórum, e ali perto encontrava-se a Piazza Venezia e a Piazza Del Campidoglio.

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A Piazza Campidoglio foi desenhada por Michelangelo no Capitólio, para a entrada triunfal do Imperador Carlos V na cidade em 1536.

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Aqui a fome já apertava, mas não encontrava nenhuma pizzaria por perto, então, fui andando até encontrar uma roulotte a vender comida, decidi experimentar os paninis, que são um género de um entalado de pão, com massa do género da pizza, com diferentes ingredientes lá dentro, eu  escolhi de presunto e queijo. Não sei se era da fome que tinha, mas achei delicioso 🙂

Enquanto devorava o meu panini, uma argentina abordou-me, a pedir informações,  em conversa com a rapariga vi que ela também partilhava da mesma opinião que a minha, em relação à simpatia dos italianos.

Perto de onde estava, encontrava-se a Bocca De La Veritá, diz a lenda que a população local acreditava que a boca se fecharia destruindo a mão de quem declarasse uma mentira, artifício útil para detectar a fidelidade do cônjuge.

P1120722Estava uma fila enorme e tinha que se pagar 1€, se quiséssemos tirar uma foto com a mão dentro da Boca. Decidi que não valia a pena, tirei uma foto de longe e segui viagem.

Ainda estava indignada com a situação que se tinha passado ontem no aeroporto e comentei que se tivesse sido hoje, a situação seria bastante diferente, tinha respondido à funcionária desta forma: Xau Puta! Uma senhora que ia à nossa frente, olhou automaticamente na minha direcção… Só depois é que me caiu a ficha, Xau em italiano tem o mesmo significado e puta é puttana…

Fui direito à Isola Tiberina, esta ilha é de pedra vulcânica e parece-se com um barco. Duas pontes unem-se às margens, uma delas, a Fabrício erigida em 62 A.C. é a única ponte romana a sobreviver intacta.

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P1120733Passei pelo bairro judeu, onde encontrei vários homens com quipá, que são os chapéus utilizado pelos judeus tanto como símbolo da religião como símbolo de “temor a Deus”, a partir dai andei um pouco perdida e não consegui encontrar uma fonte que estava no itinerário, por isso fui andando pelas ruas. Acabei por fazer a compra do souvenir nessa zona, um íman com a imagem da Bocca de la veritá. Sem querer dei de caras com o cemitério de gatos. Onde encontrei um gatinho, que era idêntico ao teixerinha, começo a chamar-lhe para lhe tirar uma foto, quando se vira reparo que o pobre do gato é cego de um olho 😦

P1120756Daqui fui directo para o Panteão. O Panteão foi, muito provavelmente, o que mais fascinou em Roma. Não sei se pela sua antiguidade, se pela envolvência, se pelas dimensões do mesmo. Durante a minha estadia em Roma acabei por passar algumas vezes pelo Panteão e ficava sempre um belo bocado por lá, sentada numa fonte, que se encontrava mesmo à sua frente, a comer um belo gelati ou a apreciar a sua magnificência ou apenas a observar as pessoas que por lá passavam.

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O Pantheon é a maior estrutura romana completa que sobreviveu até hoje, edificado pelo Imperador Adriano entre 118 e 128. O oculus central, com 9 mt de diâmetro, é pensado para inspirar a medição com os céus lá em cima, deixa a luz (e a chuva) tombar no piso de mármores.

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Pertinho de lá fica a Piazza Navona, mas a bateria da minha câmara fotográfica já estava bastante fraca, consegui tirar apenas uma fotografia. E ir a um sítio e não tirar fotografias, para mais tarde recordar, é quase como se não tivesse lá ido, para mim. Como também parecia que vinha uma tempestade a caminho, decidi voltar para o hotel para descansar um bocado, antes do jantar. E foi a melhor decisão que tomei, mal fechei a porta do quarto, comecei a ouvir uma chuvada enorme, lá fora estava um temporal daqueles, livrei-me, por muito pouco, de uma bela molha 🙂

Enquanto estava na Piazza Navona, quase caí na tentação de dar 5€ por meia dúzia de castanhas assadas, umas castanhas enormes e com um aspecto delicioso. Não cheguei a experimentar mas depois fiquei arrependa…Seriam tão boas como apresentavam?

Como a chuva entretanto parou, sai para jantar, escolhi um restaurante junto ao Coliseu, pois queria  tirar fotografia nocturnas. Depois de várias fotos no Coliseu, fui procurar o restaurante que o nosso guia de viagem sugeria e foi a decisão mais acertada. A comida era simplesmente deliciosa, comi uma sobremesa de chocolate branco com frutos vermelhos de chorar por mais e, finalmente, consegui encontrar um italiano simpático, o empregado que me serviu foi bastante atencioso. E para melhorar, nesse restaurante não cobraram  a taxa de couvert.

P1120826Gostei tanto que decidi que seria o restaurante que iria na noite seguinte 🙂

P1120827Cerveja

P1120829Massa deliciosa

P1120831Sobremesa

Roma – 1º Dia

Mal fiz o check-in no hotel, apenas fui ao quarto deixar as malas e saí logo para conhecer a cidade. Não sabia bem qual seria a primeira paragem. Acabei por decidir ir em direcção à Fontana Del Tritone, pois tinha visto que havia um cinema bem perto, assim via logo se o filme “Eu e tu” dava nessa sala.

Como a fome já apertava fui comer umas fatias de pizza, numa pizzaria pertinho do meu hotel. Aliás, em Roma, há pizzarias loja sim, loja não 🙂

Apercebi-me logo de imediato que os italianos são uns malucos a conduzir, ficava sempre com receio de atravessar a rua, pois eles simplesmente não paravam nem sequer abrandavam se houvesse algum peão na estrada. Centenas de vespas, sempre a acelerar 🙂P1120251

Achei bastante fácil andar por Roma, com a ajuda no mapa que veio com o guia de viagem da CityPack. Cheguei facilmente à Fontana del Tritone e, depois das fotos da praxe procurei a sala de cinema e como o filme ia passar  nessa sala comprei logo o bilhete para essa noite.  Paguei 8,50€ para um bilhete (agora já não temos coragem de dizer que o cinema é caro em Portugal).

Segui para a Fontana de Trevi e fiquei impressionada pelo dimensão da fonte, pelas fotos que já tinha visto parecia-me muito mais pequena. A fonte fica na fachada de um prédio de uns 4/5 andares. E estava lotada de pessoas, praticamente impossível chegar perto da fonte. E logo ai tive a noção da quantidade de “caça turistas”, ora era para tirarem fotos com uma poloroid, ou para levar a algum restaurante e eram bastante persistentes…

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O nome da Fontana de Trevi tem origem nas três estradas (tre Vie) que vão dar à praça.P1120263

Depois das centenas de fotos fui comer o  primeiro gelado italiano, e depois de comer um gelado daqueles a experiência de comer outros gelados nunca mais será a mesma. É simplesmente delicioso!

Fui andando pelas ruazinhas de Roma, únicas, com o seus prédios todas da mesma cor, um amarelo torrado, passei pela Colonna di Marco Aurelio e segui por diversas ruas até chegar à Piazza di Spagna. Descansei um pouco as pernas na escadaria da Santissima Trindade dos Montes. Com as pernas já descansadas segui caminho pela Via Dei Condotti, rua com as lojas mais caras de Roma.

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P1120311Como a fome já apertava e queria muito experimentar as massas italianas, rumei a caminho de um restaurante que tinha lido criticas muito positivas, o L´Archetto. Já estava quase a desistir quando o encontrei. A escolha foi difícil, pois no menu estavam mais de 100 massas e pizzas. A refeição não foi muito dispendiosa, o que achei  mais caro foi a taxa de couvert, uma taxa cobrada nos restaurantes italianos, cerca de 5€. A sobremesa? Outro gelado 🙂

P1120351Como ainda tinha algum tempo até o filme começar, voltei para a Piazza di Spagna. E aventurei-me pelas ruazinhas, apreciando as vespas e os vários prédios com detalhes fantásticos.

P1120365E chegou a tão esperada hora do filme “Eu e Tu”. A sala era um verdadeiro luxo, bastante espaçosa, com umas poltronas em pele, super confortáveis, valeu os 8,50€ do bilhete. Apesar do meu italiano deixar muito a desejar, como tinha lido o livro, compreendi a história 🙂

Já era tardíssimo quando sai do cinema, lá regressei ao hotel para o merecido descanso 🙂

Roma – A Chegada

Cheguei a Roma perto da hora de almoço, o primeiro impacto com os italianos não foi o mais positivo.

Logo no aeroporto achei demasiado mal organizado e não conseguia encontrar a saída por nada, dirigi-me para um balcão que depois percebi que era outro balcão de embarque. Mas quando me dirigi à senhora e entreguei-lhe o meu Cartão de Cidadão e o bilhete de avião, dirigiu-se a mim de uma forma bastante insultuosa e até fez um gesto como se eu fosse burra. Fiquei de boquiaberta, sem conseguir pronunciar uma palavra que fosse, pois aquela situação parecia surreal.

Depois de algum tempo lá consegui sair do aeroporto e fui de comboio para o centro de Roma. Tive a preocupação de procurar um hotel bem central para não ter que utilizar meios de transporte para deslocar-me. Fiquei hospedada perto da estação Termini, bem central.

Mal saí da estação de comboios o cheiro nauseabundo daquela cidade instalou-se nariz. O primeiro impacto não foi dos mais positivos, fiquei com uma imagem de uma cidade suja e com muitos sem abrigos, principalmente perto da estação Termini.

Comecei a temer o pior quando vejo que o meu hotel ficava num beco, quando entro no prédio vejo que alguns vidros estava partidos… mas, felizmente, o quarto até não era assim tão mau quanto isso, era espaçoso e limpo.