Edimburgo | Escócia

Edimburgo é a capital da Escócia e, apesar de ser uma cidade pequena, tem várias atracções fantásticas! Tem um dos castelos mais importantes do Reino Unido, vários museus interactivos e inovadores, e até a experiência de ver como são feitos e provar os famosos whiskys escoceses na sua terra de origem.

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Passear pelas ruas da Old Town, com os seus edifícios antigos, ficamos com a sensação de termos sido transportados para outra época. É uma verdadeira delícia passear pelas suas ruas estreitas e antigas e sermos surpreendidos pela música da gaita de foles.

Os mais conhecidos e principais pontos turísticos de Edimburgo estão concentrados na Old Town e, principalmente, na Royal Mile, que é a rua histórica mais importante da cidade, e que vai desde o Castelo até à Abadia de Holyrood. Esta rua está sempre lotada de turistas e na sua extensão é possível encontrar várias atracções da cidade, desde:

O Castelo de Edimburgo, que é a atracção mais visitada de toda a Escócia e um dos castelos mais importantes do Reino Unido, tendo por cá passado diversos monarcas ilustres, desde a Rainha Mary of Scots à Rainha Margaret, que mais tarde foi nomeada Santa. Entretanto o seu filho, o Rei David I, mandou construir a Capela Margaret, em sua homenagem. Actualmente é o edifício mais antigo de Edimburgo.

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Na realidade, o Castelo é um conjunto de vários edifícios como o Royal Palace, o National War Museum, Honours Of Scotland, entre muitos outros. O espaço é enorme e requer algum tempo para visitá-lo na totalidade.

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Se a sua ideia não for visitar o interior do Castelo, não deixe de lá ir, nem que seja apenas para admirar a vista fantástica, uma vez que o mesmo encontra-se numa das colinas mais altas da cidade.

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Logo a seguir ao Castelo encontra-se o Tartan Weaving Mill, que se trata de uma loja que é também uma atracção turística, onde podemos ver como é toda a produção dos famosos kilts, que são muito tradicionais aqui. A experiência é engraçada, e tinham por lá uns cachecóis de caxemira lindos que fiquei a roer-me por não ter comprado um…

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Mesmo à frente ao Tartan Weaving Mill encontramos o The Scotch Whisky Experience. Lá podemos conhecer toda a história do Whisky e ainda ver a maior colecção privada do mundo desta bebida. Se são fãs de Whisky é, sem dúvida, uma atracção a não perder. Nós fomos e adoramos! Vou contar todos os pormenores num próximo post.

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Bastante perto encontramos a Camera Obscura & World of Illusions, que me pareceu bastante interessante de visitar mas, infelizmente, já não tivemos tempo para fazê-lo.

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Ainda na Royal Mile encontramos a Catedral mais importante da cidade: a St. Giles. É bastante fácil de identificá-la, pois o alto da sua torre lembra a forma de uma coroa. O seu interior parece magnífico mas, infelizmente, quando lá passamos estava fechado e depois já não tivemos oportunidade de lá voltar.

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Afastando-nos um pouco da Royal Mile, mas ainda na Old Town, dirigimo-nos para a Grassmarket. Tratava-se de um mercado onde podíamos encontrar à venda cavalos e gado, e era também o local onde se faziam as execuções públicas. Actualmente encontramos aqui vários restaurantes e comércio diverso.

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Não deixem de passar pela Victoria Street e Victoria Terrace, que é, na minha opinião, um dos locais mais fotogénicos e bonitos de Edimburgo.

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Não muito distante daqui, encontramos a famosa estátua do cão que guardou o túmulo do seu dono durante 14 anos, até morrer: a Greyfriars Bobby.

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E mesmo ali ao lado encontra-se a The Elephant House, que é passagem obrigatória para os fãs do Harry Potter, pois foi aqui que J.K. Rowlins começou a escrever os primeiros esboços dos livros.

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Do outro lado da rua está o National Museum of Scotland. É um museu extremamente interessante e interactivo, onde existem várias salas sobre os mais diversos temas: Reino Animal, Ciência, Transportes, História… Gostei tanto deste museu que vou fazer um post com mais detalhes sobre ele. E o melhor de tudo é que a sua entrada é gratuita. 😉

Os jardins do Princess Street separam a cidade velha da cidade nova.  Trata-se de um enorme parque, com belos jardins, mas na altura que lá fomos (e por isso é que lá fomos nessa época) estava a decorrer o famoso mercado de Natal, pelo que grande parte do jardim foi invadido por barraquinhas de comida e artesanato, assim como várias atracções e divertimentos.

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Um dos principais destaques deste parque é o Scott Monument, construído em homenagem ao escritor escocês Sir Walter Scott. É possível subir para obter uma vista da cidade, sendo a entrada paga.

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Mas um dos locais onde se obtêm uma das melhores vistas da cidade é sem dúvida, o Calton Hill. Se apanharem um dia bom (não foi o nosso caso) a vista é completamente desafogada. Ainda nesta colina podemos encontrar vários monumentos: National Monument of Scotland, o Observatório e o Dugald Stewart Monument.

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Ainda na New Town não deixem de passar pelo museu Scottish Nacional Portrait Gallery, nem que seja apenas para admirar o seu belíssimo interior.

Sem dúvida que Edimburgo superou as minhas expectativas e deixou-me o “bichinho” de lá voltar e explorar toda a Escócia 🙂

Notting Hill

Notting Hill é um bairro bem típico de Londres e que ficou bastante conhecido desde que lá foi filmado o filme “Notting Hill” com a Julia Roberts e o Hugh Grant.

Da primeira vez que fui a Londres acabei por não ter tempo de ir a este bairro, por isso desta vez não queria voltar a perder esta oportunidade de conhecer este bairro super charmoso.

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É um passeio muito agradável percorrer o bairro e ver as fachadas das casas em estilo victoriano, todas coloridas.

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Além do filme, este bairro também é bastante popular devido ao Portobello Market, que se trata de um mercado de antiguidades. Para quem aprecia velharias este mercado é imperdível!

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Apesar de haver uma maior afluência de feirantes, e consequentemente de visitantes, durante o fim de semana, eu visitei numa segunda feira e encontrei várias lojinhas e barraquinhas abertas 😉

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Ah, e para quem é fã do filme não podem sair daqui sem passarem pela Notting Hill Bookshop, a livraria do Hugh Grant, no filme. Fica na seguinte morada: 13 Blenheim Crescent 😉

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A melhor forma de aqui chegar é sair na estação de metro Notting Hill Gate e deixar-se perder e encantar pelas ruas deste bairro.

Museum of London

Depois de termos saído do Hyde Park apanhamos o metro e saímos na estação St. Paul´s, a intenção era irmos para o Museu de Londres, mas muito próximo encontra-se a St. Paul´s Cathedral, por isso demos lá um “pulinho”.

Apenas admiramos o edifício, acabamos por não entrar porque a entrada é paga. #forretas 

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Seguimos, finalmente, para o museu de Londres. Este museu não é tão conhecido como o Museu de História Natural ou o British Museum, e para ser sincera, nem sabia da sua existência até comprar o meu guia de viagem, ele estava no top 25 dos locais a visitar em Londres. Por isso, decidi pesquisar melhor e achei-o bastante interessante.

E ainda bem que decidi incluir este museu no meu roteiro, pois passou a ser um dos meus museus preferidos em Londres.

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Uma visita a este museu é a melhor forma de vaguear pelos 2000 anos da história de Londres. O museu está dividido em várias salas, que contam a história de Londres desde os seus primórdios.

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As salas estão organizadas cronologicamente. A primeira sala é a London Before London (450.000 AC a 50 DC), aqui podemos seguir a história dos londrinos anteriores à ocupação romana.

Depois segue-se a Roman London (50 DC a 410 DC), que explica a fundação de Londinium, pelos romanos. Posteriormente passa-se pela Medieval London.

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Mas a parte que mais que impressionou foi a War, Plague and Fire (1550 a 1660). Foi um período de expansão, mas também de muitas tragédias. Aqui encontramos a história desde o tempo Elizabetano, passando pela Grande Praga, em 1665, ao grande Incêndio em 1666, até às guerras civis.

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O Grande Incêndio

Apesar de saber que tinha havido um grande incêndio em Londres, acho que nunca me tinha debruçado profundamente sobre o assunto e não sabia (ou não me recordava) de vários pormenores impressionantes sobre este trágico acontecimento.

Nesta zona do museu podemos visualizar um vídeo onde conseguimos compreender melhor o que se passou num dos maiores desastres da história de Londres. Um grande incêndio que se estendeu por 3 dias e que começou numa padaria de Pudding Lane, alastrou e devastou a cidade, destruindo 80%, do que se considera o coração de Londres.

DSCN0291Posteriormente passamos por outros tempos, mais prósperos para Londres, a Era Vitoriana…

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Até aos tempos mais recentes e actuais…

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É sem dúvida um museu imperdível, onde podemos aprender a história de Londres de uma forma divertida e didáctica.

Uma curiosidade acerca deste museu, é que está situado exactamente onde Londres começou, no centro da City, e uma parte da muralha que circundava a cidade ainda se encontra, até hoje, no jardim no museu.

Morada: 150 London Wall

Site: www.museumoflondon.org.uk/

Horário: 10 às 18 Hrs

Preço: Gratuíto

Hyde Park

Depois de saírmos do Museu de História Natural, seguimos pela Exhibition Road até chegarmos ao Hyde Park.

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O plano era comprar umas sandes pelo caminho e almoçar no parque, assim poupávamos tempo e dinheiro, e foi isso que fizemos 😉

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Da primeira vez que tinha ido a Londres cometi uma grande falha ao não ter ido a este parque, por isso, desta vez não podia cometer novamente o mesmo erro.

O Hyde Park é um dos maiores espaços verdes de Londres, com 142 hectares.

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Ele é mesmo enorme, mas existem pormenores neste jardim que não podem deixar de visitar, desde o memorial de Diana, a princesa de Gales, ao Rose Garden e o Italian Gardens.

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Para não perder nada do que queria visitar, estudei o parque através do google earth, e vi onde se situava as atracções que queria ver, dessa forma, não perdi muito tempo a tentar procurar o que queria 😉

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Uma das zonas que mais gostei neste parque foi o Italian Gardens, um lugar com lagos, repuxos, flores e vários bancos onde era possível descontrair e apreciar o momento.

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Italian Gardens

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Italian Gardens

Na altura em que visitei o hyde park era outono, e essa estação dá um encanto especial à natureza, com os seus tons quentes, e tudo fica mais bonito.

DSCN0214Terminámos a visita no italian gardens, pois tinha visto que havia uma estação de metro lá perto. Apanhámos o metro e seguimos até ao próximo destino (que será o próximo post) 🙂

 

Londres: O Regresso

DSCN0350Lembro-me como se fosse hoje da primeira vez que fui a Londres, e desde essa altura sabia que ia voltar a esta fantástica metrópole!

Normalmente, quando viajo para um sítio novo, no final da viagem digo sempre que um dia quero voltar, ou por ter gostado bastante do local ou porque gostava de ver algo que não tenha conseguido ter tempo para fazê-lo, mas a verdade é que sei que quando vou marcar um novo destino de férias dou preferência a locais que não conheço. Mas com Londres foi diferente, tinha a certeza, que mais cedo ou mais tarde ia acabar por voltar…

E isso aconteceu quatro anos depois… Uma das principais razões que me levou a voltar foi porque o Sérgio ainda não conhecia a cidade, a outra, foi porque queríamos um destino relativamente perto, pois só tínhamos dois dias de férias, juntamos a um fim de semana, e foi a escapadinha perfeita 🙂

Quatro anos depois, desde a primeira vez que visitei Londres, a minha experiência pessoal, como a de viajante, é completamente diferente, por isso estava curiosa com o meu regresso a esta cidade que tanto me tinha cativado na primeira visita.

Continuo fascinada e apaixonada por Londres, e via-me a viver aqui, pois é uma cidade que me identifico bastante. Mas se continua a ser a minha capital europeia preferida? Continua no top 3, isso é certo, mas está muito muito empatada com Berlim… Não sei se o facto de ter visitado Berlim durante o Natal (que é a minha altura preferida do ano) teve alguma influência, mas Berlim conquistou-me completamente.

Quem já teve a mesma sensação que eu? A de ter um local no top dos nossos locais preferidos, e passados alguns anos voltar lá, e a opinião ter mudado?