Praga: Dicas Práticas

Este será o último post sobre Praga e onde vou reunir algumas dicas práticas sobre a cidade (além daquelas que já foram mencionadas neste post.)

  • Hotel:

Quando começamos a organizar a nossa viagem pela Europa equacionamos a possibilidade de alugarmos apartamentos em vez de hotel, uma vez que esta viagem não ia sair barata, desta forma sempre conseguíamos poupar algum ao fazer algumas refeições no apartamento.

E foi, sem dúvida, uma das melhores decisões que tomamos nesta viagem. Além de termos economizado bastante, deu-nos outra liberdade que num hotel não nos é possível, desde chegar mais cedo ao apartamento e não ter que voltar a sair para ir jantar.

Pesquisei muitos apartamentos, através dos sites Airbnb e Booking, e em Praga encontrei os Apartamentos Pushkin.

Pareceu-me ideal, super bem localizado, espaçoso e o melhor de tudo, muito em conta 🙂 Só tinha um senão, o facto de não ter serviço de recepção 24 horas, e só ser possível fazer check-in até às 21:00. Apesar da chegada do nosso voo estar agendada para as 18 Horas, mais o tempo de chegarmos ao centro e depois ao hotel, se tudo corresse bem chegaríamos por volta das 19 Horas. Por isso decidimos marcar… Mas depois começaram as minhas inseguranças e dúvidas, e se o nosso voo se atrasasse e não conseguíssemos chegar ao hotel a horas de fazer o check-in??

Felizmente correu tudo bem, o nosso voo chegou antes da hora e nem tivemos que esperar pelo autocarro que nos levou ao centro, pois mal saímos do aeroporto ele lá estava e partiu logo quando embarcamos. Por isso, ainda chegamos antes do que estava a prever.

Mas fica a dica, se o vosso voo for muito tarde, é melhor não correrem o risco de reservar aqui 😉

DSCN2644Os Apartamentos Pushkin está localizado no centro histórico de Praga, a cerca de dois minutos a pé da Ponte Carlos e da Praça da Cidade Velha. Está super bem localizado!

Quando aqui chegamos o nosso receio era o barulho que podíamos ouvir durante a noite, por ter uma localização tão central o fluxo de pessoas que aqui passam é muito grande e o nosso quarto era virado para uma rua cheia de bares… Mas, o quarto tem uma boa insonorização, não ouvimos nada e tivemos umas noites tranquilas. Excepto uma noite que havia um jogo importante de hoquei (que é uma modalidade muito popular aqui) e que ouvimos alguns festejos vindos do bar do outro lado da rua, mas nada que nos tirasse o sono durante toda a noite.

DSCN2828A única coisa que não gostei foi o facto de não ter umas cortinas mais escuras, o quarto/sala tem umas janelas enormes e apenas está coberto por um cortinado bem fino que deixa entrar toda a claridade. E como eu não consigo dormir com claridade, assim que o sol nascia acordava…

DSCN2827A cozinha estava equipada com tudo o necessário para fazer refeições (tachos, frigideiras, fogão, microondas, chaleira, loiças) e até máquina de lavar roupa e tábua e ferro de passar.

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Também tem disponível WiFi gratuito e o sinal é bom.

  • Restaurantes:

A maioria das nossas refeições foram feitas no “nosso” apartamento, mas não queríamos sair da Republica Checa sem provar a sua culinária. Seleccionei alguns restaurantes, com a ajuda de várias pesquisas em blogs e no tripadvisor, e acabamos por nos decidir ir ao U Rudolfina.

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Este restaurante é frequentado, na sua maior parte, por pessoas locais que saem do trabalho e vão beber uma cerveja e que acabam por ficar e comer qualquer coisa…

Não esperem encontrar um serviço cinco estrelas, nem nada que se pareça, vão encontrar muito barulho (ainda por cima se houver um jogo de hoquei como nesse dia havia), pessoas a fumarem lá dentro, mas se querem ter uma experiência genuína não deixem de ir ao U Rudolfina.

Mas o mais importante era a comida e essa estava deliciosa.

Eu queria muito experimentar um goulash, que é considerado um dos pratos típicos daqui. Trata-se de um cozido de carne de vaca servido com um molho muito condimentado e acompanhado com rodelas de pão e batatas. Estava divinal!

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O Sérgio escolheu uns ribs picantes e pela primeira vez vi-o a elogiar uma comida em viagem (ele é do mais esquisito que possa existir em relação a comida, só gosta da nossa :P)

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A comida foi acompanhado com vários litros de cerveja típica 🙂 Já tinha lido no meu lonely planet que ao irmos a um bar eles deixam um pequeno papel na nossa mesa e riscavam um traço por cada cerveja que nos serviam e que era importante não perdermos esse papel! No U Rudolfina utilizaram esse sistema, cada vez que pedíamos uma cerveja faziam um traço no pedaço de papel que tínhamos na nossa mesa 😉

Além da comida estar deliciosa o melhor da noite foi mesmo o preço, foi extremamente barato, pagamos cerca de 13€ pelos dois pratos, as cerveja que pedimos (mais de 2 litros) e a gorjeta que deixamos.

  • Transporte público:

Não posso dar grande dicas sobre o transporte público na cidade, pois não o utilizamos, excepto para sair do aeroporto (aqui).

Como o nosso apartamento era super localizado andamos sempre a pé. E Praga é uma cidade onde as principais atracções são relativamente perto umas das outras, por isso não vi necessidade de utilizar os transportes.

  • A não perder:

Se foram apreciadores de cerveja não podem sair de Praga sem experimentarem. Nós perdemos a conta das cerveja que experimentamos, compramos muitas no supermercado para bebermos durante as refeições que fazíamos no apartamento.

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Mas também fomos a bares e houve uma que gostamos especialmente, a Pilsner Urquell. É considerada a melhor marca de cervejas Checa.

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Além de saborosa, a cerveja na República Checa é muito barata!!

Agora vamos para os doces… Depois de ter visto praticamente em cada esquina um estabelecimento a vender um doce típico, com o nome Trdelník, não resisti e decidi experimentar!

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O Trdelník trata-se de uma massa enrolada em forma de espiral, em volta de um espeto que vai girando sobre a brasa do carvão. Quando está pronto é polvilhado com açucar e canela.

Pode ser servido simples ou recheá-lo com diversas opções, nutella, doce de morango, baunilha, gelado…

Nós escolhemos o recheio de nutella e é tãoooo bommmm 🙂

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O impossível é mesmo comer só um, ainda por cima, como este doce é tão popular nestas bandas existe lojinhas de trdelník porta sim, porta não, então é praticamente impossível não estarmos sempre a passar por o cheiro delicioso que este doce emana e não nos sentirmos tentados a comer…

Dois dias em Praga: Itinerário

1º Dia

Começamos o dia a visitar o Castelo de Praga, fomos bem cedo para tentar não apanhar muitas filas.

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Quando saímos do castelo seguimos em direcção a Malá Strana (Cidade Baixa). Este bairro também é conhecido como cidade pequena e é o distrito histórico melhor preservado de Praga.

Descemos através da Rua Nerudova e apreciamos os belíssimos edifícios deste bairro.

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DSCN2693De seguida entramos na belíssima Igreja de São Nicolau  (Kostel sv Mikuláse).

DSCN2218Trata-se de uma das mais belas construções barrocas da Europa Central. O interior da igreja é impressionante, com os seus diversos detalhes e frescos no tecto.

Morada: Malostranské nám.

Preço: 70 CZk (2,50€)

Horário: 09:00 – 17:00 Horas

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Quando saímos da igreja continuamos pela Malá Strana e seguimos em direcção à rua Ujezd até chegarmos ao Parque Petřín. Daqui apenas vimos o memorial das vitimas do regime Comunismo (Pomník obětem komunismu), que controlou o país entre 1948 e 1989.

Este trabalho queria fazer representar a degeneração que um regime daquele tipo provoca no ser humano.

DSCN2404A primeira estátua mostra um corpo completo, já a segunda estátua exibe, aparentemente a mesma pessoa, mas parcialmente desfigurada… e a degeneração prossegue, mal se reconhecendo a morfologia humana da última escultura.

Continuámos no bairro e apreciamos a bela arquitectura dos prédios até chegarmos à ponte Jiráskúv Most.

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Atravessámos a ponte e deparamo-nos com o estranho prédio dançante (Tančící dům).

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Este prédio foi construído para representar o momento  que o país vivia após a Revolução de Veludo, em 1989. A Checoslováquia tinha acabado de se desmembrar  (A Rep. Checa separou-se da Eslovávia) e as duas deixaram o comunismo para trás. “Era necessário que esse edifício reflectisse o contexto da sociedade checa, sua ruptura com o passado totalitário e a sua disposição para evoluir e adpotar mudanças radicais” – explicou o arquitecto.

Seguimos sempre junto ao rio até chegarmos à Ponte D. Carlos. Quando lá chegamos decidimos que era altura de fazermos uma pequena pausa para o almoço (como o nosso apartamento não era muito distante dalí aproveitamos e fomos lá preparar uma coisa rápida para o nosso almoço).

Depois do almoço e de um pequeno descanso atravessámos a Ponte D. Carlos e fomos ao Museu Franz Kafka.

Frente ao museu encontram-se duas estátuas masculinas que estão a urinar em cima de um mapa da República Tcheca. A obra é um protesto à corrupção do país.

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Adquirimos o bilhete para o museu (a bilheteira é na loja do museu, do lado oposto ao museu) e lá entramos, infelizmente não era possível tirar fotografias dentro do museu.

A exposição é composta por duas secções, “Existential Space” (“espaço existencial”) e “Imaginary Topography” (Topografia Imaginária). Na primeira vemos como a cidade afecta o escritor, como ela molda sua vida. Os seus diários e volumosa correspondência com a família, amigos, amantes e editores testemunham essa influência. Já a segunda busca traçar um paralelo entre o mundo imaginário que Kafka descreve nos seus romances e contos e a Praga de verdade, claramente a sua inspiração para ambientar suas obras, com seus edifícios, pontes e monumentos.

Grande parte dos documentos estavam escritos em checo e não percebi um boi… 😛 Mas existe muita informação em inglês 😉

Para quem gosta da literatura do Kafka esta é um boa oportunidade de compreender melhor a sua literatura.

Morada: Cihelná 2b
Horário: Todos os dias das 10hs às 18hs.
Preço: 200 CZK (cerca de 7€)

Quando saímos do museu fomos directos para a Ilha de Kampa, que é o local ideal para apreciar as vistas da ponte Carlos.

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No jardim do museu Kampa, na ilha de Kampa, estão espalhadas três estátuas de bebés gigantes sem rosto. Segundo o autor, estes bebés são um protesto ao comunismo, cuja a repressão faria os jovens crescerem sem uma identidade definida.

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Ainda na ilha de Kampa existe um memorial dedicado a John Lennon.

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Terminamos o nosso dia na Old Town Bridge Tower e obtemos uma vista lindíssima sobre a Ponte Carlos e para o Castelo.

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2º Dia

Começamos o dia na Praça da Cidade Velha, onde apreciamos o famoso relógio Astronómico e seguidamente subimos a Old Town Hall de onde obtemos uma vista deslumbrante da cidade.

Da praça da cidade velha seguimos em direcção ao bairro judeu.

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Praga foi a primeira cidade da República Checa onde se registou uma comunidade Judaica. Mas os judeus não foram bem aceites, entre os finais do século XI e princípios do século XII os judeus que aqui viviam foram alvo de perseguições, discriminações e os seus direitos civis eram muito limitados.

Durante a Páscoa de 1389 os Judeus sofreram uma pilhagem e incêndios no seu bairro, devido a acusações do clero de Praga. Deste infeliz episódio mais de 1500 judeus foram assassinados.

Com a ascensão da imperatriz Maria de Teresa os judeus foram expulsos de todo o reino. Contundo, o seu filho, o imperador Joseph II, autorizou o regresso dos Judeus, e criou leis para aliviar as condições de vida dos judeus e combatendo o racismo que eram sujeitos.

Como reconhecimento, a comunidade batizou o bairro “Josefov”, nome que ainda hoje é atribuído ao antigo bairro judeu.DSCN2636

Por ironia do destino, hoje em dia, esta parte da cidade é conhecida como “Pequena Paris” por hospedar a rua mais cara da cidade e por ter alguns dos prédios mais bonitos de Praga.

O actual complexo do bairro judeu é constituído pelo Antigo Cemitério Judeu e seis sinagogas – Klaus, Maisel, Pinkas, Spanish, Velha-Nova e Alta. Eles formam o museu judeu e constituem não apenas o maior património judaica da cidade, mas também o complexo judaico melhor conservado na Europa.

Para aceder às sinagogas e ao cemitério judaico é preciso pagar, mas os bilhetes não são individuais para cada atracção. Nós só queríamos visitar o cemitério, mas para isso tinhamos que adquirir um bilhete que dava entrada a vários outros locais que não estávamos muito inclinados a conhecer. Por isso, acabamos por não entrar em nada e apenas passeamos pelo bairro.

Depois de passearmos um pouco pelo bairro, seguimos até ao Municipal House.

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Este belíssimo edifício foi construído entre 1906 e 1912, no local do antigo Palácio Tribunal Real, onde os reis da Boêmia residiram entre 1383 e 1485.

Mesmo ao lado encontra-se a torre da Pólvora.

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Depois seguimos para a Wenceslas Square (Vaclavske Namesti). Esta praça central foi fundada por Charles IV em 1348. Por centenas de anos, foi chamada de “mercado de cavalos” e contou com um pequeno lago, carroças puxadas por cavalos e o primeiro teatro Checo. Nos tempos medievais era também o cenário de várias execuções públicas.

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A 28 Outubro de 1918 a independência da Checoslováquia foi anunciada aqui, em 1945 o fim da II Guerra Mundial foi declarada e celebrada nesta praça. Depois, durante a revolução de veludo foi palco de demonstrações históricas.

Praça da Cidade Velha – Staromestske Namesti

A cidade velha (Staré Mésto) é considerada um dos bairros históricos mais bonitos da Europa.

Na cidade velha podemos encontrar a Praça da Cidade Velha que é repleta de construções coloridas e é onde se localizam alguns dos edifícios mais antigos da Republica Checa, entre eles, a Old Town Hall (Staroměstská radnice) de estilo medieval e com o seu famoso relógio Astronómico.

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É possível subir à torre da Old Town Hall, essa subida pode ser feita através de elevador ou de escadas. Nós optamos por subir pelas escadas e descer pelo elevador. Ao longo da subida estão expostas várias fotografias e a história da destruição da Câmara Municipal e do Relógio Astronómico, por parte dos nazis e posteriormente a sua reconstrução.

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Do topo da torre obtemos uma bela vista panorâmica do centro histórico de Praga.

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Daqui de cima, uma das vistas mais bonitas é para a Church of Lady Before Týn (Chrám Matky Boží před Týnem) com os seus inconfundíveis pináculos. A igreja foi erguida na segunda metade do século 14 e apesar do seu tamanho respeitável, nem sempre foi deste tamanho, a igreja surgiu pequena e com o tempo (e aumento de importância) foi ampliada até chegar ao limite das construções vizinhas.

Apesar de parecerem iguais, as torres Adam e Even são diferentes (a torre sul é cerca de 1 metro mais alta), inclusive foram erguidas em épocas distintas.

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Old Town Hall (Staroměstská Radnice)

Horário: Segundas 11:00 – 22:00 Terça a Domingo 09:00 – 22:00 Horas

Preço: Adultos 130 CZK (cerca de 5,00€)

Mas a principal atração da praça é o espectacular Relógio Astronómico (Orloj), instalado na parede sul da Old Town Hall em 1410.

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O relógio astronómico é composto por várias partes, para além dos círculos astronómicos e do calendário, está equipado com um mecanismo composto por doze apóstolos, que a cada hora surgem em duas pequenas janelas.
IMG_0040Quando os apóstolos surgem, estes, juntamente com outras figuras laterais do relógio, ganham vida através do movimento mecânico – a morte replica, virando a ampulheta e sugerindo ao Turco a seu lado que o tempo deste terminou. Ele balança a cabeça com desdém. Da mesma forma comportam a Vaidade e o Avarento.

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Nenhum relógio atingiu tal perfeição e suscitou tal espanto como o relógio da cidade velha. Este também é cercado de diversos mitos e histórias, uma delas diz que o Rei mandou arrancar os olhos do construtor do relógio (Jan Taborsky) para que ele nunca mais pudesse construir nada tão bonito. Mas Jan Taborsky morreu pouco tempo depois, e o relógio parou de funcionar e permaneceu parado até 1866. Este relógio sofreu danos novamente em 1945 durante um dos ataques nazis a Praga.

A cada hora que passa é exibido um “espectáculo” onde se reúne milhares de turistas para assistir às figuras dos apóstolos e outras esculturas em movimento.

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Multidão para assistir ao espectáculo do relógio.

É quase obrigatório assistir a este espectáculo, e foi uma das primeiras coisas que fiz quando cheguei a Praga. E sim, o relógio é de uma beleza indiscutível e inigualável, mas o espectáculo da mudança de hora não achei nada de especial… Esperava mais. Fui sou eu? Quem mais teve esta opinião?
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No centro da praça está o memorial de bronze em homenagem a Jan Hus (1915), reformista checo, excomungado pelo papa e queimado por heresia em 1415. Cinco séculos mais tarde, ele é considerado um símbolo da independência nacional.

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Castelo de Praga – Prazsky Hrad

No nosso primeiro dia em Praga levantamo-nos bem cedo e dirigimo-nos para o Castelo de Praga, para tentarmos evitar multidões, o que em Praga é praticamente impossível.

Atravessámos a ponte D. Carlos e seguimos em direcção ao Castelo, este percurso é sempre a subir e apesar de ser um pouco cansativo fazê-lo a pé, esta caminhada revelou-se uma agradável surpresa, pois passámos pela Rua Nerudova que é repleta de casas antigas com as fachadas lindíssimas e com os seus brasões.

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Mal chegamos ao Castelo, que na verdade não é um castelo, mas sim um complexo de vários edifícios, fomos brindados com uma vista estonteante sobre a cidade.

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Depois de apreciadas as vistas, entramos e dirigimo-nos a uma das bilheteiras que se encontram dentro do complexo e adquirimos rapidamente os bilhetes.

Existem dois tipos de bilhetes:

  • Circuito A (Circuito Longo) que inclui a Catedral, Palácio Antigo, Basílica de St. George, Golden Lane com a Torre Daliborka, Torre da Pólvora e o Palácio Rosenberg. Preço 350CZK (cerca de 13€);
  • Circuito B (Circuito Curto) que inclui a Catedral, Palácio Antigo, Basílica de St. George, Golden Lane com a Torre Daliborka. Preço 250CZK (cerca de 9,50€).

Se quisermos fotografar dentro dos edifícios é necessário adquirir uma foto licença, por 50 CZK (cerca de 1,90€).

Nós optamos pelo circuito B, pois incluía tudo o que nós achamos ser o mais interessante visitar.

Começamos pela impressionante Catedral S. Vitus, este, é sem dúvida, o edifício mais espectacular do Castelo.

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As suas torres e colunas vêem-se de toda a cidade.

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Foi no século 14 que se iniciou a construção da Catedral, mas levou cerca de 600 anos para ser concluída.

Quando estamos a passar por este imponente edifício é impossível não estar sempre a admirá-lo, tanto pelo seu enorme tamanho, como pelos detalhes góticos da construção.

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A arquitectura da Catedral de S. Vitus fez-me lembrar muito o nosso Mosteiro da Batalha, são muito semelhantes.

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Dentro da Catedral existem muitos detalhes fascinantes, entre eles os vitrais deslumbrantes.

Mas é o exterior que mais impressiona, é simplesmente magnífica esta construção.

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Nas traseiras da Catedral encontra-se a Basílica de São Jorge.

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Esta basílica destaca-se devido à sua fachada de estilo barroco pintada de cor vermelha.

A Basílica é o edifício religioso mais antigo do país, a sua construção original data do ano 973, tendo sido reconstruída em 1142, após um incêndio.

O seu interior é bastante simples e pequeno.

Saímos e fomos andando pelas ruas do complexo quando reparei numa loja com decorações de natal (sou louca pelo natal) e arrastei, literalmente, o Sérgio lá para dentro e comprei o meu primeiro enfeite de natal da viagem 😀

De seguida fomos para a Golden Lane. Estas casas foram construídas no século 16 e serviam para abrigar os melhores atiradores da guarda, que eram os guardiões do castelo. Mais tarde, serviram como residência dos ourives, até que no século 19 e 20 foi tomada pelos habitantes de Praga.

De todas as casas destaca-se a número 22, actualmente transformada numa loja de souvenirs, mas que foi ocupada pelo escritor Franz Kafta, que aqui se refugiou durante dois anos para poder escrever tranquilamente.

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Em algumas casas está recriada o interior das casas da altura. Conseguimos ver uma taberna, a casa de Matylda Prusová uma famosa vidente que perdeu o seu filho na primeira guerra mundial. Ela era extremamente procurada devido às suas previsões, que mais tarde resultaram na sua morte por parte da Gestapo (dizem que foi por ter previsto a queda de Hitler). IMG_9863

Na Golden Lane podemos visitar um museu com armaduras e armas medievais e também ver os objectos utilizados na tortura durante a época medieval.

Ainda na Golden Lane visitamos a Daliborka Tower, localizada no final da vila, que funcionou como prisão, até ao final do século 18.

Se conseguirmos abstrair da prisão e das torturas que esta pequena vila assistiu, diria que a Golden Lane é uma vila saída de um conto de fadas, com as suas casas pequenas e coloridas e com detalhes encantadores.

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Não podem sair no Castelo sem antes passar pelos Southern Gardens, pois oferece vistas soberbas.

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Ponte Carlos – Karluv Most

A Ponte Carlos é, sem dúvida, um dos cartões postais de Praga.

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Em 1357 o Rei Charles IV pediu para restaurar a ponte Judith, que tinha sido destruída com uma inundação em 1342, nascendo então a Ponte Charles. A sua conclusão só terminou quase 200 anos depois.

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No século XVII foram adicionadas à ponte trinta estátuas, de importantes santos.

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Da ponte temos vistas magnificas, principalmente para o Castelo.

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Se quiserem apreciar a ponte Carlos com poucos turistas a melhor altura de o fazer é logo de manhã, bem cedo. Nós passamos por lá quando fomos para o Castelo e voltamos a passar ao final da tarde e não parecia o mesmo local onde tínhamos passado há umas horas atrás…

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Ponte Carlos cheia de turistas

Por volta da hora de almoço e durante a tarde é praticamente impossível transitar sem esbarrarmos com alguém. Além das centenas de turistas, a ponte começa a encher-se de vendedores, pintores, músicos…

Tentem passar por várias ocasiões aqui, em diferentes alturas do dia, para assistirem à transformação de turistas e mesmo artistas que a ponte sofre ao longo do dia…

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Existem dois lugares que obtemos uma vista priviligiada para a ponte, uma delas é na ilha de Kampa.

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A outra, que na minha opinião é a melhor, é da Old Town Bridge Tower (Staroměstská mostecká věž ).

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Para subir à Old Town Bridge Tower é preciso pagar 90CZK (cerca de 3,40€).

Lá de cima a vista é simplesmente perfeita, para além da vista privilegiada para a ponte e para o Castelo, também conseguimos obter uma vista fantástica para toda a cidade.

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Praga é conhecida como a cidade das cem cúpulas, e daqui de cima compreendi o porque dessa fama 🙂

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Fiquei bastante tempo a absorver tudo o que estava ao meu redor, os seus fantásticos telhados, os inúmeros pináculos… Foi um dos lugares que mais gostei em Praga 🙂

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Old Town Bridge Tower

Morada: Staré Mesto

Preço: 90Czk (3,40€)

Horário: 10:00 às 10:00 Hrs

Dicas práticas Praga-Viena-Bratislava-Budapeste: Como organizar a viagem

Esta trip pela Europa Central deu-me algum trabalho a organizar e tive alguma dificuldade em encontrar as informações que necessitava para a organização da viagem, tive que procurar e fazer muitas pesquisas. Por isso, decidi compilar todas as informações necessárias para conseguirem organizar uma viagem destas 😉

O primeiro passo é saber quantos dias temos disponíveis e quantos dias precisamos para cada país/cidade. Nós só tínhamos 11 dias disponíveis, e ficaram distribuídos da seguinte forma: 3 noites em Praga, 3 noites em Viena e 3 noites em Budapeste, Bratislava reservei apenas algumas horas para conhecer a cidade.

Depois de decidido os dias que vão ter para a viagem é altura de marcar os bilhetes de Avião.

Bilhetes de Avião

Fizemos Lisboa-Praga e Budapeste-Lisboa pela TAP.

Na altura que marcamos os voos ainda existia voo directo de Budapeste-Lisboa, entretanto essa rota foi suprimida. A alternativa foi fazer Budapeste-Frankfurt pela Lufthansa e depois Frankfurt-Lisboa pela TAP.

Apesar do stress de termos que alterar os planos iniciais, no final até calhou bem, assim aproveitamos para conhecer mais uma cidade que não conheciamos (uma vez que a escala era de 6 horas deu para sair do aeroporto e conhecer um pouco a cidade.)

Alojamento

Depois dos bilhetes de avião adquiridos é altura de marcar o alojamento. Nós decidimos alugar apartamentos, assim podíamos fazer algumas refeições e poupar algum na alimentação. Para reservar utilizamos o booking e o airbnb.

Em Praga ficamos nos Apartments Pushkin

Em Viena alugamos um apartamento através do Airbnb (este)

Em Budapeste ficamos Bebop Opera Apartments

Foram todos excelentes, mas vou fazer um post com mais pormenores de cada um.

Deslocações entre os Países 

Todas as deslocações entre os países foram feitas através de comboio. Um mês antes da viagem comecei a ver os horários e estações dos comboios, até que me apareceu um aviso sobre o dia que pretendia fazer a viagem de Praga-Viena ser bastante concorrido e já haver poucos bilhetes disponíveis. Assim sendo, para não arriscar a ficar sem passagem de comboio para o dia que pretendia decidi comprar os bilhetes online.

As viagens Praga-Viena e Viena-Bratislava foram compradas através da operadora OBB. Os comboios desta companhia são bastante confortáveis com ar condicionada e wi-fi.

O site é bastante simples de utilizar. Do lado esquerdo do site carregamos onde diz OBB e carregamos na opção “English”, para o site ficar em inglês (caso não percebam alemão). Na mesma coluna aparece a opção “Book Ticket Now” (a vermelho) e vamos ser reencaminhados para outro separador.

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Nesta página, do lado esquerdo, podemos criar a nossa conta (Create OBB account now), ou podem fazê-lo no final do processo de compra.

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Colocar o local de partida e do destino, o dia e hora que se pretende e aparecem as opções disponíveis, depois é só escolher o trajecto que se pretende (atenção ao escolher o percurso, pois nem todos são directos).

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Depois de seleccionado o percurso e a hora que pretendem, vai aparecer uma página para colocarmos o primeiro e último nome do passageiro e de seguida aparece a seguinte página:

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Depois é só carregar onde diz “Add to Basket”.

E escolher o modo como pretendemos pagar. Depois do pagamento efectuado os bilhetes são enviados para o nosso e-mail, depois é só imprimir e apresentar ao fiscal no comboio 🙂 Super simples 😉2

O bilhete de Bratislava para Budapeste não foi possível comprar online porque a companhia Eslovaca (www.slovakrail.sk/) não vende bilhetes internacionais através do site. Comprei quando cheguei a Bratislava e não houve qualquer problema. O bilhete não tinha horário, por isso, podíamos ir em qualquer comboio, o que nos deixou mais confortáveis, assim podíamos conhecer a cidade descontraidamente sem a preocupação que a determinada hora tínhamos que estar na estação de comboios.

Outro pormenor que devemos ter atenção ao comprar os bilhetes é  em relação às estações. Em algumas cidades existe mais do que uma estação, e devemos ver qual é a mais próxima do centro ou do nosso hotel. Deixo aqui os nomes das estações centrais onde desembarquei:

  • Praga – Praha Hlanvi Nadrazi ou Praha hl. N.
  • Viena – Hauptbahnhof ou Hbf
  • Bratislava – Hlavná Stanica ou Bratislava hl. st.
  • Budapeste – Keleti Railway Terminal

Os percursos de comboio que fizemos ficaram distribuídos da seguinte forma:

Praga – Viena / Viena – Bratislava / Bratislava – Budapeste

Autocarro

Estes percursos também podem ser feitos através de autocarro, se comprado com antecedência fica ligeiramente mais económico do que de comboio. Mas as paragens não eram tão centrais como as do comboio, e como gosto de viajar de comboio, decidi fazer todos os percursos dessa forma 😉

Deixo-lhes as empresas que pesquisei: Studentagency e Orangeways e pelo que li diziam que eram muito confortáveis, com ar-condicionado, wi-fi e serviço de café.

Aeroporto – Como ir/ou chegar ao centro

De Praga utilizei o Airport Express para chegar ao centro, das opções disponíveis achei que era a mais viável, a nível de custo/benefício.

Os autocarros do Airport Express encontram-se à saída do aeroporto, são fáceis de encontrar. Partem de meia em meia hora, e demoram cerca de 33 minutos a chegar ao centro de Praga. Fazem 3 paragens, e a última é na estação central de comboios, foi nessa que saí.

Custo: 60 CZK (Cerca de 2€). O bilhete pode ser comprado directamente ao motorista.

Do centro de Budapeste para o aeroporto também é bastante simples de chegar, através de transportes públicos.

De metro seguir para a estação Kobánya-Kispet (Linha M3), que é a última desta linha. Ao sairmos da estação existem indicações para o aeroporto, mas essas placas indicam o local para apanhar o autocarro para o aeroporto. O autocarro é o numero 200E. Faz diversas paragens, mas a última é mesmo em frente ao aeroporto.

Todo este percurso leva cerca de 1 hora.

O bilhete para o autocarro que nos leva ao aeroporto é o mesmo que usamos para os transportes públicos utilizados na cidade. Tinha adquirido um bloco de 10 bilhetes para andar de metro durante a minha estadia na cidade, e como não tinha utilizado todos acabei por não comprar mais nenhum para ir para o aeroporto.

Caso tenham que comprar o bilhete este percurso sairá por 700 Florins (Bilhete Metro 350 HUF + Autocarro 350 HUF), o que dá pouco mais de 2€.