Dicas práticas de Cracóvia e como conciliar viagem a Auschwitz e Minas de Sal Wieliczka

Como Chegar a Cracóvia

A Ryanair voa para Cracóvia a partir de Lisboa e do Porto, mas como achava os preços pouco low cost, decidi abranger a pesquisa também ao aeroporto de Sevilha. Como somos do Algarve, e a distância da deslocação para Lisboa ou Sevilha é a mesma, decidimos embarcar em Espanha uma vez que os preços eram bem mais simpáticos.

Como chegar ao centro de Cracóvia desde o aeroporto

O aeroporto de Cracóvia está localizado a cerca de 17 quilómetros do centro da cidade. Para lá chegar ou voltar para o aeroporto através de transportes públicos, podemos utilizar comboio ou autocarro. Nós optamos pelo comboio.

Comboio:  A estação encontra-se junto ao terminal. O comboio funciona das 04H00 às 23h30 com uma frequência de +/- 30 minutos, e a viagem tem uma duração de cerca de 20 minutos.

O bilhete de “Kraków Airport” para “Kraków Glówny” (estação principal) tem um custo de PLN 9 (2€/ preços em Maio/19) e pode ser adquirido nas máquinas situadas no terminal do aeroporto, que aceitam moedas, notas e cartões.

Como ainda não tínhamos Zloty (Moeda local), fizemos o pagamento dos bilhetes através do cartão Revolut, pois se tivéssemos utilizado o cartão multibanco português tínhamos pago uma taxa maior do que o preço do bilhete.

Dica: Há um carrefour à saída da estação de comboios (Nas Galerias Krakowka), e é uma boa opção para fazer logo algumas compras se estiverem hospedados num apartamento.

Alojamento

Escolher um alojamento central é uma óptima opção para não utilizar transportes durante a estadia. Nós escolhemos o Flower Residence, pois gostamos mais de ficar em apartamentos. Não é dos mais centrais, mas em cerca de 10/15 minutos a pé chega-se ao centro, tendo uma óptima relação qualidade-preço.

Como se deslocar

Se a localização do seu alojamento for central não precisará utilizar transportes para visitar Cracóvia, pois os principais pontos de interesse encontram-se relativamente perto uns dos outros e é bastante fácil fazer essas deslocações a pé. Apenas se pretender visitar os Campos de Concentração de Auschwitz ou as Minas de Sal Wieliczka é que terá que utilizar um meio de transporte para lá chegar, uma vez que ficam a alguma distância de Cracóvia.

Restaurantes

A gastronomia na Polónia é muito boa e tem um preço bastante acessível. Durante a nossa estadia fomos a alguns restaurantes e provamos alguns pratos típicos:

Fomos ao U Babci Maliny onde, além do serviço normal no andar de baixo, na parte superior funciona como um género de take-away.  Aqui escolhi a comida mais típica da Polónia: Pierogi. Pedi um prato onde havia três tipos diferentes de Pierogi e, apesar de ser saboroso, como eram fritos achei demasiado enjoativo…

No dia em que passeamos pelo Bairro Judeu, fomos ao Polakowski. O espaço é bem pequeno, mas a comida é bastante saborosa e económica. Aqui pedi um prato tradicional judaico: Tcholent, que é um género de feijoada com carne, batata e cevada e que estava delicioso! O Sérgio pediu um Schniztel de porco que também estava maravilhoso, e ainda pedimos Pierogi. Desta vez não eram fritos, e adorei!

No último dia decidimos almoçar pela feirinha que estava a acontecer na praça principal, pois o tempo estava magnífico e só apetecia estar numa esplanada. Dividimos uma espetada de carne que também estava deliciosa, mas foi a refeição mais cara que tivemos na Polónia!

Como conciliar uma viagem a Cracóvia com Minas de Sal e Auschwitz

Quem visita Cracóvia, normalmente, quer conciliar uma visita às Minas de Sal, em Wieliczka, e ao Campo de Concentração de Auschwitz.

O ideal será ficar 4 dias completos: 2 dias e meio em Cracóvia, uma manhã ou tarde para as Minas de Sal e um dia completo para Auschwitz.

Apesar de ser possível visitar Auschwitz e as Minas de Sal no mesmo dia, eu não recomendo, pois fica bastante cansativo e, além do mais, fica com pouquíssimo tempo disponível em cada sítio e acaba por não ver nada.

As Minas de Sal de Wieliczka ficam a 12 Km de Cracóvia e é fácil lá chegar através de de comboio, autocarro ou Uber (Podem ler o artigo completo sobre as minas e como lá chegar aqui).

Por sua vez, os campos de concentração de Auschwitz encontra-se a cerca de 70 Km de Cracóvia, também é possível lá chegar através de comboio ou autocarro. Como ainda é uma distância considerável e por questões práticas, decidimos fazer a visita aos campos de concentração através da empresa GetYourGuide. Mas podem ler o artigo completo sobre Auschwitz e como lá chegar aqui).

Campo de Concentração Auschwitz-Birkenau

Desde que tenho o blog, este foi o post mais difícil de escrever… há vários meses que o tinha a meio gás e nunca o conseguia terminar. Faltavam-me sempre as palavras para descrever a experiência que tive ao visitar Auschwitz. Mas cá vai…

Quem me conhece sabe da minha curiosidade acerca da história da Alemanha Nazi e dos seus campos de concentração. Já vi diversos documentários, li vários livros, fui a alguns Museus sobre o assunto (Berlim e Budapeste) e até já visitei o campo de concentração Sachsenhausen, em Berlim. Isto tudo para tentar compreender como foi possível acontecerem estes crimes bárbaros durante tanto tempo, sem que alguém tenha impedido e travado tamanha atrocidade. Mas, por mais que me informe sobre o assunto, é impossível compreender a imensa maldade do ser humano… Auschwitz não é uma invenção cinematográfica ou literária. Infelizmente existiu e acho que todos deveríamos visitar este lugar para termos conhecimento do que realmente se passou, de como o ser humano pode ser tão cruel e fazer mal ao seu semelhante, só por terem uma religião, etnia, ideias políticas ou orientação sexual diferentes.

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Há vários anos que queria ir a um dos mais maiores campos de extermínio, Auschwitz-Birkenau e, quando surgiu a hipótese de visitar a Polónia, não pensei duas vezes. Era obrigatório incluir uma visita a este local.

Um pouco de história…

Os campos de concentração foram criados no terceiro Reich e aqui eram aprisionadas pessoas consideradas como “elementos indesejáveis” para o regime Nazi; Judeus, Homossexuais  e adversários políticos.

Auschwitz (Junho 1940-Janeiro 1945) foi o primeiro campo de concentração Alemão fundado na Polónia e tornou-se o maior entre todos os campos existentes.

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Os membros das SS mantinham os judeus para lá deportados sem conhecimento sobre aquilo que os esperavam, até ao final… Muitas vezes diziam-lhes que seriam direccionados ao campo, mas antes deveriam passar pela desinfecção e banho. Aqui, a realidade era serem encaminhados para a câmara de gás.

Durante a existência de Auschwitz os Alemães deportaram para o campo, no mínimo, 1,3 milhões de pessoas.

O número exacto de mortos em Auschwitz é impossível de ser determinado, uma vez que os nazis destruíram grande parte dos registos. Mas estima-se que cerca de 900 mil judeus foram assassinados nas câmaras de gás logo após a sua chegada.

No final de 1944, quando os Alemães se aperceberam da possível derrota na guerra, começaram a destruir as provas dos crimes: Queimaram os registos dos prisioneiros, as listas de Judeus deportados, levaram objectos roubados das vítimas… Durante a última semana de existência do campo, explodiram as câmaras de gás e incendiaram os armazéns com os pertences deixados pelos Judeus, de forma a eliminar os vestígios do que tinha acontecido naquele local.

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A 27 de Janeiro de 1945 sete mil e quinhentos prisioneiros doentes e esgotados deixados no campo, foram libertados pelos soldados soviéticos.

Auschwitz II – Birkenau 

Algo que desconhecia até à minha visita a este local, era que o campo de concentração é dividido em duas partes: Auschwitz, com uma dimensão de 20 Hectares e por Auschwitz II – Birkenau, com 171 Hectares e que estão a uma distância de 3Km entre eles. O Museu e Memorial que actualmente podemos visitar, foi fundado em 1947 e abrange a superfície do antigo campo de concentração de Auschwitz, sendo o maior campo de extermínio e  o único antigo campo tão bem conservado em relação ao seu estado original.

Iniciámos a nossa visita por Auschwitz II – Birkenau. Este campo começou a ser construído no Outono de 1941 e foi planeado para ser um campo para prisioneiros de guerra soviéticos, acabando por tornar-se no maior centro de extermínio de judeus e no maior campo de concentração nazi para prisioneiros de diferentes nacionalidades. No verão de 1944, durante o maior fluxo de transporte de judeus da Hungria e da Polónia para Birkenau, encontravam-se por lá cerca de 90 mil prisioneiros: 69 mil judeus, 13 mil polacos e 8 mil de outras nacionalidades.

Assim que entramos em Birkenau deparamo-nos com a linha ferroviária. Era aqui que  as SS dividiam os prisioneiros mal eles chegavam, entre os que iam directamente para as câmaras de gás (idosos, crianças e mulheres na sua maioria) e os que ainda tinham utilidade para trabalhos forçados.

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À nossa direita encontramos alguns barracões de madeira e aqui podemos ver os compartimentos onde se acumulavam os prisioneiros. Era aqui que dormiam e faziam as suas necessidades, e podemos ficar com uma pequena ideia das condições desumanas a que que foram obrigados a sobreviver…

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Em Birkenau podemos encontrar o que resta dos fornos crematórios e câmaras de gás, uma vez que as SS os explodiram durante a última semana de existência do campo, numa tentativa de apagar as provas de genocídio.

Fornos Crematórios

Fornos Crematórios

Auschwitz foi o único campo onde os cadáveres dos prisioneiros eram cremados em larga escala, em modernos e eficientes fornos crematórios. Segundo um relatório elaborado pelas SS, os crematórios tinham uma capacidade para 4756 cadáveres por dia.

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O campo ainda preserva as suas torres de vigia, assim como as “paredes” de arame farpado ao longo do seu perímetro.

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Depois de duas horas a percorrer todos os cantos de Birkenau, tentamos assimilar e compreender o que aqui se passou. Mas é impossível compreender o incompreensível!

Auschwitz não pode ser esquecido e tem que ser visitado.

Auschwitz I

A uma distância de 3 km encontra-se Auschwitz I, e foi para lá que nos dirigimos de seguida, num percurso efectuado por autocarro.

Logo à entrada de Auschwitz I podemos visualizar a frase mais conhecida da história Nazi “Arbeit Macht Frei” (O Trabalho Liberta). Depois de passar por este conhecido letreiro senti um arrepio na espinha, e imaginei que os milhares de prisioneiros que por aqui passaram devem ter sentido um réstia de esperança ao ler aquilo, e que se trabalhassem muito tudo ia correr bem… Não foi o caso 😦

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São 17 os blocos que podemos visitar para compreender o que lá passou… O Bloco 5 é um dos mais chocantes, pois aqui encontramos várias provas dos crimes. Milhares de objectos pessoais trazidos pelos deportados, desde óculos, sapatos, malas de viagem, pincéis de barba, etc. E o mais chocante de tudo, cerca de duas toneladas de cabelos que foram cortados às vitimas aquando da sua chegada ao campo.

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Há várias salas onde podemos perceber como era o dia-a-dia dos prisioneiros, assim como exposições fotográficas, muitas delas bastante chocantes. Uma que me impressionou particularmente, foi no Bloco nr.º 6. Aqui estão expostas várias fotografias dos detidos que estiveram no campo de concentração, com informações desde o nome, o numero de registo e data de nascimento. Todos os homens e mulheres que aparecem nessas fotos, morreram por lá.

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Estarmos no exacto local onde mais de um milhão de inocentes perderam a vida é avassalador e não deixa ninguém indiferente mas, na minha opinião, é uma visita “obrigatória”. Partilho a ideia de uma frase que li no campo “Those who do not remember the past are condemned to repeat it”.

Informações Práticas – Como visitar:

Excursão organizada

Por uma questão de praticidade marcamos a visita para Auschwitz através do site Get Your Guide. O site é muito fácil de utilizar, basta seleccionar a excursão que pretendemos ir; escolher o dia e fazer o pagamento. Logo de seguida recebemos um e-mail com os respetivos vouchers, onde está descriminado a hora e os locais onde o autocarro pára para recolher as pessoas que adquiriram estas excursões.

Existem várias excursões para Auschwitz , nós decidimos ir nesta, pagamos cerca de 22€/ pessoa. Estava incluído o transporte de ida-volta em autocarro, a partir de Cracóvia, o percurso entre Auschwitz I e Auschwitz II (são cerca de 3 km), o bilhete de entrada para o campo e um livro com toda a história do campo no nosso idioma.

Esta excursão teve uma duração de 8 horas (desde que saímos de Cracóvia até ao regresso), e apesar de ser possível visitar os campos de uma forma mais económica, recomendo fazê-lo por este site.

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De forma independente

É possível visitar Auschwitz de forma independente e gratuíta, sem recorrer as excursões. A primeira coisa que devem ter em atenção é adquirir os bilhetes o mais breve possível, pois eles esgotam rapidamente. Para fazê-lo, basta irem ao site oficial do campo (aqui), escolher a o dia e a hora.

Normalmente as primeiras e as últimas visitas são sem guia, e dessa forma, não precisam pagar nada, mas tem que adquirir o bilhete à mesma, através do site.

Como lá chegar:

Os campos de concentração encontram-se a cerca de 80 Km de Cracóvia, e essa foi umas das razões que me levou a fazer esta visita através da excrusão organizada. Mas é possível fazer-se a visita por conta própria:

  • Comboio: A partir da estação Central de Cracóvia existem vários comboios em direção à Gare Oswiecim, que se encontra a cerca de dois quilómetros dos campos.
  • Autocarro: Os autocarros saem da estação de autocarros MDA (ao lado da estação de comboio) e a paragem Oswiecim Museum é bem próximo da entrada dos campos. Se tivesse feito a visita a Auschwitz de forma independente, esta teria sido a opção que tinha escolhido para lá chegar.

Entre Auschwitz e Birkenau são 3 km que podem ser percorridos de táxi, autocarro ou a pé. Existe um  autocarro  do museu que faz esse trajecto de forma gratuita. As partidas do campo de concentração de Auschwitz, entre Abril e Outubro, ocorrem a cada 10 minutos, entre Novembro e Março, a cada 30 minutos.

Minas de Sal de Wieliczka | Polónia

Uma das visitas obrigatórias numa viagem à Polónia é às Minas de Sal de Wieliczka. Estas minas são umas das mais antigas do mundo, e foram exploradas sem interrupção desde o século XIII até 1996, ano em que a escavação de sal foi encerrada.

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Como numa viagem nossa tem que haver sempre uma peripécia nesta não foi diferente…por pouco, quase não visitávamos as Minas mesmo já com os bilhetes comprados! :p

Como o dia estava chuvoso decidimos visitar as Minas da Sal de Wieliczka, que fica a cerca de 15 Km de Cracóvia. Depois de adquirimos os bilhetes numa loja da cidade, fomos almoçar descontraídamente, e posteriormente seguimos para a estação de comboios com a intenção de chegamos a Wieloczka.  Mas atrasamo-nos e o comboio seguinte não permitia chegar a tempo da hora marcada para a nossa visita… Decidimos então ir de UBER, mas não contávamos que a hora de ponta na Polónia fosse às 2 da tarde! Resumindo, o que era para ser uma viagem de 20 minutos tornou-se numa longa  jornada de mais de 1 Hora!!! Com tudo isto, quando lá chegamos já tinha passado a hora da nossa visita! Mas, felizmente, aceitaram-nos na excursão seguinte.

A visita é obrigatoriamente guiada e acompanhada. Tem uma duração de 2,5 horas e começa da melhor forma: com uma descida de mais de 300 degraus numa escada de madeira! Mas ao todo,  ao longo da visita, descemos 800 degraus…é dose!

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Estas minas de Sal apresentam uma profundidade de 327 metros e estendem-se por mais de 290 quilómetros de túneis, ao longo dos quais podemos encontrar capelas e estátuas esculpidas que ilustram a história deste local, assim como dos mineiros que por cá passaram.

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É uma verdadeira cidade subterrânea, com várias infraestruturas (luz, água) e foi um produto do trabalho árduo de dezenas de gerações de mineiros.

Durante a visita, só conhecemos uma pequena parte da mina, (cerca de 3,5 Km), o que corresponde a apenas 1%.  Segundo a nossa guia, teríamos que caminhar durante 4 meses para conseguir percorrer toda a mina.

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A sala que mais se destaca durante a visita, devido à sua grandiosidade, é a Capela de Santa Cunegunda. Esta impressionante sala com 54 metros de longitude, conta com uma belíssima decoração, desde candelabros, capela, altar, estátuas, e tudo isto construído e esculpido em sal.

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Estava um pouco receosa com esta visita, pois não me sinto nada confortável em espaços muito fechados e escuros, mas os túneis da mina são largos e iluminados, o que não provoca uma sensação de claustrofobia.

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No final da visita subimos até à superfície num elevador bem pequeno, que vai sempre a rebentar pelas costuras e que foi a parte que menos gostei da visita.

Informações Úteis:

Bilhetes e Preços: Existem diferentes opções para visitar as minas: A Rota Turistica (a que fizemos), A Rota dos Mineiros e a Rota dos Peregrinos.

Para verem o preço dos bilhetes é melhor consultarem o site oficial: www.ebilety.kopalnia.pl/

O Guia está incluído no preço da entrada.

Para tirar fotografias e/ou filmar temos que pagar à parte 10 PNL

Horário: 01 Abril a 31 Setembro 07:30 às 19:30 /  02 Novembro a 31 Março 08:00 às 17:00.

Morada: Danilowicz Shaft, “Wieliczka” Salt Mine, ul. Daniłowicza 10

Como Lá Chegar: Apesar de termos chegado de UBER, o regresso foi feito através de comboio. A estação não é muito distante das Minas.

Há também a opção de irem de autocarro, como não utilizei não se é melhor ou não, Podem ver mais pormenores no site das Minas: //www.wieliczka-saltmine.com

Cracóvia | Polónia

Cracóvia é a terceira maior cidade da Polónia, e entre os anos de 1038 a 1596 foi capital do País. É muito procurada turisticamente, principalmente pela sua proximidade ao Campo de Concentração de Auschwitz. E foi essa a razão fundamental que me levou a Cracóvia, pois há muito que andava a planear uma ida a esse local, que é considerado o maior campo de extermínio da história.

Mas agora falemos da belíssima Cracóvia, que me surpreendeu bastante pela positiva! É considerada uma das cidades medievais mais bem preservadas da Europa, uma vez que foi pouco bombardeada durante a 2ª Guerra Mundial e os seus magníficos edifícios ficaram praticamente intactos.

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Foi uma agradável surpresa passear pelas belas ruas de Cracóvia e descobrir todos os encantos que esta magnífica cidade possui. Além da sua impressionante história e de todos os fantásticos monumentos, tem a vantagem de ser um cidade barata, pois consegue-se arranjar alojamento relativamente económico e fazer refeições com apenas 6/7€.

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Apesar de pequena, Cracóvia tem vários pontos de interesse a visitar.

Principais pontos turísticos de Cracóvia

  • Praça do Mercado (Rynek Glowny) – Todos os caminhos vão dar à praça principal de Cracóvia, que é uma das maiores da Europa.

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Aqui podemos encontrar:

  • Basílica de Santa Maria (Kosciól Mariacki) – A imagem mais marcante da praça é sem dúvida esta Basílica. É possível visitar o seu interior, que é magnifico, mas infelizmente quando lá fomos estava coberto de andaimes, pois estavam a fazer obras de requalificação e não conseguimos apreciar convenientemente a sua beleza. Para visitar o interior é preciso pagar 10 PLN e a entrada faz-se pela porta lateral da Basílica. O acesso pela frente só é permitido a pessoas que queriam rezar, pois não se paga. De hora a hora é possível ouvir, do alto da torre, o som de um trompete.

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  • Sukiennice – É considerado o centro comercial mais antigo da Europa. Foi construído no século XIV e chegou a ser um importante centro de comércio internacional. Hoje em dia, alberga lojas de souvenires e de produtos típicos e é bastante procurado pelos turistas. Encontrei várias lojas onde vendiam bolas de Natal, pelo que perdi imenso tempo a tentar escolher a bola desta viagem para acrescentar à minha colecção (Decorações de Natal de Viagens). Mas, no final, acabei por comprar noutro sítio… 🙂

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  • Torre Municipal – Trata-se de uma torre gótica que se encontra no meio da praça. Ao lado desta torre encontra-se a pitoresca escultura de “Eros Bendato”, que simboliza o deus grego do amor e do desejo.

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Portão St. Florian e Barbacã – O St. Florian é o portão da antiga muralha que existia e cercava a cidade. Esta porta tem mais de 700 anos e é a principal entrada para o centro histórico, dando acesso à Rua Floriasnnka. Em frente a este portão encontra-se o Barbacã, esta estrutura militar teve extrema importância na defesa da cidade, pois tinha como principal função a protecção das muralhas dos ataques da artilharia, onde se encontravam arqueiros e atiradores.

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Parque Planty (Planty krakowskie) – Com a perda de funcionalidade das muralhas que protegiam a cidade dos ataques, estas foram substituídas por um jardim que delimita o centro histórico de Cracóvia. É um espaço muito agradável para passear e  descontrair, sendo quase inevitável passar por este parque.

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Ulika Florianska – É uma das ruas principais de Cracóvia e que vai unir-se à praça do Mercado, aqui podemos encontrar muito e diversificado comércio, desde cafés, restaurantes, lojas…

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  • Castelo de Wawel – Não é apenas um castelo, mas sim um complexo de edificios que inclui o Palácio, a Catedral da Cracóvia, jardins, entre outros edificios importantes. O Castelo é sem dúvida uma das imagens mais conhecidas da cidade. A entrada para o recinto é gratuíta, mas para acedermos aos diferente edíficios é necessário adquirir bilhete. (Mais informações no site oficial wawel.krakow.pl).

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É sem duvida um dos lugares imprescindíveis, nem que seja apenas para ver este grandioso edifícios e apreciar as magnificas vistas para Cracóvia.

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  • Bairro Judeu (Kazimierz) – Os judeus de Cracóvia foram dos mais martirizados na II Guerra Mundial, e o bairro judeu é um dos melhores locais na cidade para sentir isso. Hoje em dia, apesar de haver um esforço para reformar este bairro, algumas ruas ainda parecem um pouco abandonadas. Há muito para ver por aqui, e nos últimos anos tem-se tornado muito popular, havendo muita oferta de restaurantes e bares.

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A não perder no Bairro Judeu:

  • Sinagoga Remuh e Cemitério – É a menor sinagoga do Bairro Judeu e a única que continua em funcionamento. Mas a principal atracção desta Sinagoga é o seu antigo cemitério, onde ainda é possível ver várias lápides com inscrições em hebreu. Na altura que a visitei encontrei vários Judeus a fazer as suas orações junto dos seus e a cuidar das lápides dos seus entes queridos. É sem dúvida uma experiência marcante, pois é algo a que não se assiste todos os dias. (Preço: 10PLN)
  • Sinagoga Tempel – O seu exterior é bastante simples, mas o interior desta Sinagoga surpreende os visitantes. É muito colorida e ricamente decorada, o que é algo incomum em lugares como este. Sem dúvida que vale uma visita! (Preço:5PLN)

Cracóvia é relativamente pequena e as suas principais atracções estão muito próximas umas das outras, o que possibilita ver tudo em relativamente pouco tempo. Infelizmente, tivemos algum azar com o tempo e apanhamos chuva torrencial todos os dias (com excepção do dia de regresso), o que nos condicionou um pouco os planos, tendo ficado algumas coisas por visitar, tais como:

  • Plac Bohaterów Getta (Praça Heróis do Gueto);
  • Fábrica de Schindler
  • Krakus Mound

Vendo as coisas pelo lado positivo, tenho um bom pretexto para voltar a esta bela cidade 🙂