Ilhas Similan

Ao marcar a excursão para as Ilhas Similan tínhamos a opção de permanecer uma noite numa das ilhas, a diferença de preços, entre fazer a excursão de um dia ou dois dias não era muito grande, por isso ficamos na dúvida… Mas já tínhamos o hotel pago, e os dias já eram tão poucos para tudo o que queríamos fazer… Em contrapartida, podíamos permanecer numa ilha praticamente deserta, quando todas as excursões abalassem…

Depois de muita discussão e ponderação, decidimos fazer a excursão apenas num dia.

A excursão foi caríssima, tendo em conta os preços que estávamos habituadas a pagar em Bangkok, foi 3200 Baths (70€), por pessoa.

Bem cedinho vieram-nos buscar ao hotel e seguiu-se uma viagem num mini-bus, de cerca de 1:30 hrs, até ao cais. Antes de nos deslocarmos para o cais, fizemos uma breve paragem para comer, tínhamos à nossa disposição café, leite, chá, bolachas e, muito importante, comprimidos para o enjoo. Tomei um, que eu e barcos…

Antes de abalarmos tivemos um briefing com a nossa guia, que era super cómica. Alertou-nos para vários cuidados que devíamos ter, como não deitar sacos de plásticos para o mar, uma vez que é bastante perigoso para as tartarugas, podem morrer se engolirem um saco….

Tiramos os sapatos e entramos no barco. Estava em pulgas, não via a hora de desembarcar na primeira ilha 🙂

A palavra Similan significa nove e são nove as ilhas que constituem o arquipélago de Koh Similan. Cada uma das ilhas tem um número e um nome: Koh Ba Ngu (Nº 9), Similan (No. 8), Payu (No. 7), Miang (No. 4, No. 5 e, para alguns, No. 6), Payan (No. 3), Payang (No. 2), e Hu Yong (No. 1). Hin Pousar, ou “Rocha Cabeça de Elefante”, também é atribuído à ilha Nº 6 por alguns.

As ilhas Similan são uma reserva natural e são uma área altamente protegida. A construção nas ilhas é totalmente proibida, o número de visitantes é controlado, e nem todas as ilhas são visitáveis, e as que são visitáveis só estão abertas aos visitantes durante seis meses por ano, de 01 Novembro a 15 de Maio.

E espero que assim continue, que não se torne num lugar invadido por turistas e por construções de Resorts, como já aconteceu em vários lugares na Tailândia…

Mas adiante… A primeira paragem foi na ilha nrº 7, a Payu. Mas para lá chegar ainda tínhamos um longo percurso pela frente… Uma vez que as ilhas Similam ficam a cerca de 70 km da costa.

Já começava a ficar enjoada quando, felizmente, depois de 1 hora no speedboat, chegamos ao primeiro destino… Na Payu apenas fizemos snorkeling.

Mal o barco parou, subi para o banco, para espreitar a vista. E não há palavras para descrever aquele lugar… O paraíso deve ser parecido com aquilo que estava a ver… 🙂 Só queria saltar barco fora, para mergulhar naquela água cristalina.

E assim o fiz, calcei as barbatanas e lá fui eu…Só tinha feito snorkeling uma vez, quando fui a Cuba. Lá a coisa não correu muito bem e aqui começou ainda pior…

payu island (4)

Não conseguia respirar com o raio do tubo, entrava-me sempre água pela boca, depois de ter-me engasgado umas quantas vezes, a barbatana saiu-me do pé… Felizmente ainda fui a tempo de apanhá-la, só pensava nos 1000 Baths que tinha entregue de caução, caso perdesse ou estragasse as barbatanas…

Com isto tudo fiquei cansadíssima, e ainda por cima, reparo que o barco estava bastante afastado de mim… Como as forças já eram poucas, decido nadar até ao barco para pedir um colete. Chego perto do barco, completamente sem fôlego, e ainda dentro de água peço a um dos tripulantes um “lifeguard”… Só depois é que me apercebi o que tinha pedido… 🙂 Mas eles perceberam, e entregaram-me o colete.

payu island (6)Deixei as barbatanas no barco e tentei, mais uma vez, fazer um pouco de snorkeling, claro que com estas aventuras todas o tempo já estava a terminar. Ia morrendo de raiva, já estava a começar a conseguir respirar através do tubo, mas o tempo já se tinha esgotado. Ainda assim, consegui ver uns peixinhos 🙂

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payu islandA próxima paragem foi na ilha nrº 4, a Miang. Para lá chegar ainda demoramos uns 30 minutos, de speedboat. Uma das minhas amigas passou bastante mal, enjoou bastante, e apesar da tripulação ter sido bastante prestável, com medicação e cuidados, ela não ficou melhor. Quando desembarcamos ela mal se conseguia mexer, por isso fizemos turnos, para ela não ficar sozinha, enquanto as outras iam conhecer a ilha.

Miang island (13)Quando chegou a minha vez de explorar a ilha é que me apercebi que tinha desembarcado no paraíso…

Miang island (11) A ilha tem pouquíssimos turistas, o que confere um aspecto de ilha deserta. Miang island (12)

Toda a ilha é coberta por uma densa floresta, e toda ela é muito limpa, não se vê qualquer lixo, o que transmite, ainda mais, um ar virgem à ilha. Miang island (4)

Escusado será dizer que não consegui parar de tirar fotografias, para onde olhasse ficava cada vez mais apaixonada… Esta ilha oferece um cenário pitoresco: a areia fina e branquíssima, à sua volta um mar azul turquesa, cercado por floresta e rochedos. Queria ficar ali, para sempre 🙂

Miang island

Miang island (6)A mata densa junto à praia, dá um aspecto ainda mais deslumbrante a esta ilha.

Miang island (5)Esta era a ilha que ficaríamos hospedadas, se tivéssemos escolhido pernoitar nas Similan. A hospedagem é feita em tendas, disponibilizadas pelo próprio Parque Nacional, no meio da floresta.

E arrependi-me tanto de não ter ficado lá a dormir, uma vez que quando os barcos turísticos se fossem embora, apenas um número muito pequeno de pessoas ficaria lá. Assim, poderia explorar toda a ilha, e saborear, calmamente, todo aquele paraíso…

Miang island (3) Foi nesta ilha que nos foi servido o almoço, apesar de estar saboroso, não queria perder muito tempo com a refeição, pois queria aproveitar o máximo tempo possível para absorver toda aquele vista…

Soube a pouco o tempo que lá tive, cerca de duas horas. Quando dei por mim, já eram horas de ir para outra ilha…

A tripulação deu uma coca-cola à minha amiga, e ela começou a sentir-se melhor, também disseram para ela ir na parte de trás no barco, para apanhar ar fresco… E resultou, a viagem para a outra ilha correu muito melhor 🙂

A próxima paragem foi na ilha nº 8, a Similan. Esta é uma das ilhas mais conhecidas e fotografadas, do arquipélago, graças ao seu enorme rochedo, que está localizado em cima de uma enorme formação rochosa. Somos automaticamente atraídos por aquele rochedo, e é, praticamente impossível não estarmos sempre a olhar ou a apontar a câmera, para aquele enorme “pedragulho”.

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À semelhança da Miang Island, esta ilha, também é cercada por uma densa mata.

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Esta é a maior ilha do arquipélago, uma das suas característica é a sua formação rochosa abundante e os recifes de corais.

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É possível ir até junto ao famoso rochedo, pois há um caminho até lá. Lá em cima conseguimos ter noção do seu enorme tamanho, uma vez que junto ao rochedo parecemos umas formiguinhas… 🙂

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Mas eu preferi ficar dentro de agua, e aproveitar para fazer snorkeling, uma vez que na 1ª paragem a coisa não correu muito bem…

E ir às Similan e não ver a sua rica fauna submarina, é praticamente um crime! Pois, este é um dos destinos mais concorridos, do mundo, para fazer mergulho, devido á sua rica vida marinha. Como mergulho não ia fazer, restava-me fazer snorkeling… 🙂

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Ahhhhhh, e foi tão bom! Consegui, finalmente, controlar a respiração, e consegui fazer snorkeling durante bastante tempo, e vi tantos peixinhos, uns maiores, outros mais coloridos… 🙂

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Antes de regressarmos, ainda fizemos uma paragem numa outra ilha, que não me recordo do nome, apenas para fazer snorkeling. Como estava um pouco de ondulação, a água estava um pouco turva, e não deu para ver grande coisa…

P1090625Depois do susto inicial, nunca mais fiz snorkeling sem o colete 😛

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Eram horas de regressar a terra… É de realçar toda a atenção que a tripulação nos deu, durante o trajecto de volta foi-nos servido várias frutas, ananás, melancia… E tivemos sempre disponível refrigerantes e, também, águas. Além do mais, tínhamos espaço suficiente no barco para ficarmos sentadas confortável e espaçadamente, e no regresso, até podíamos deitar-nos, uma vez que algumas pessoas, as que iam ficar a pernoitar na ilha, não regressaram connosco.

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Nós, com a nossa guia, super engraçada 🙂

Apesar de esta excursão ter tido um valor um pouco elevado, valeu, sem dúvida, o dinheiro investido. Não só pela visita a estas ilhas paradisíacas, mas principalmente, pela atenção que toda tripulação teve connosco, e com o resto dos passageiros, durante todo o dia.