Gastos em Viagem: Uma semana em Malta em modo Low Cost.

Malta é, definitivamente, um destino que está na moda. Este pequeno paraíso no meio do mediterrâneo tem conquistado cada vez mais turismo e compreende-se porquê, pois com as suas praias paradisíacas, as suas paisagens deslumbrantes e uma arquitectura e história apaixonantes, é difícil ficar indiferente a esta pequena ilha.

Mas, o que nem todos sabem, é que é possível fazer uma viagem para este destino paradisíaco de forma económica. Querem ver como?

Vamos aos detalhes:

VOOS

Nós viajámos pela companhia aérea Ryanair, desde de Sevilha, e o bilhete de ida e volta custou 85,66€. Mas pagámos um extra para reservar o lugar e também uma mala de porão.

Gastamos 233,32€  pelos dois.

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ALOJAMENTO

Alugamos um apartamento com dois quartos e dois WC´s em St. Julian´s, que dividimos com os amigos que viajaram connosco.

Para 7 noites o apartamento ficou 317,70€ por casal.

 

ALIMENTAÇÃO

Os pequenos almoços e os jantares eram sempre feitos no apartamento, o que nos permitiu poupar algum dinheiro. Mas os almoços, como andávamos sempre na rua, acabávamos por fazê-los em restaurantes, embora normalmente fossem coisas rápidas e económicas.

No supermercado gastamos 104,66€ e nos almoços gastamos 114,10€, o que perfaz um total em alimentação de 218,76€ pelos dois.  

 

 

TRANSPORTES

Para as nossas deslocações pela Ilha decidimos alugar um carro (Goldcar). Além disso, utilizámos o barco para nos deslocarmos para a Ilha de Comino e para a Ilha de Gozo.

Assim gastamos 149,50€ (no aluguer carro, gasóleo e estacionamento), mais 35€ nas deslocações de barco.

Fazendo um total de 184,50€ pelos dois, em transportes.

 

ACTIVIDADES

Os únicos locais nesta viagem que entramos da qual pagamos entrada foi o Aquarium de Malta e as Catacumbas em Rabat.

Gastamos 34,80€ pelos dois.

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Dá um total de 494,54€ por pessoa, com tudo incluído.

Roteiro de Viagem a Malta em 6 dias

Vou deixar aqui a minha sugestão de roteiro para uma viagem de 6 dias por Malta, com base na minha própria viagem.

1º Dia | Ilha de Comino

Dedique um dia inteiro à ilha de Comino e aproveite para relaxar e apreciar este pequeno paraíso com águas cristalinas. Mas, recomendo que chegue bem cedo, pois caso contrário encontrará esta pequena ilha completamente apinhada de pessoas e rapidamente a ideia de paraíso se desvanecerá.

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Encontrará todas as dicas de Comino neste post.

2º Dia | Ilha Gozo

A Ilha de Gozo tem muito para ver e, para quem tem tempo disponível, recomendo ficar dois dias de forma a não correr o risco de não conseguir visitar tudo o que pretende e acabar frustrada como eu…

Não deixe de ver a cidade de Vitória, a Gruta Calypso, as Salinas, a Basílica Ta´Pinu e as ruínas da Azure Window.

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A melhor forma de nos deslocarmos pela ilha é de carro mas, uma boa opção para quem não quer conduzir por lá, é utilizar os autocarros Hop on – Hop off.

Para mais pormenores sobre a Ilha de Gozo, aqui.

3º Dia | Mdina, Rabat , Mosta e Jardins Santo Antão

O dia hoje será dedicado à parte mais histórica de Malta. Deixe-se encantar pela antiga capital de Malta: Mdina, percorra as suas ruas estreitas sem pressas e aprecie a sua arquitectura.

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Não deixe de ir a Rabat e às Catacumbas de São Paulo.

Aproveite para ir a Mosta e aprecie a sua igreja com a maior cúpula de Malta e uma das maiores do mundo.

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Se for hora de almoço aproveite para ir ao restaurante Olympic, em Mosta. As refeições são extremamente económicas, saborosas e muito bem servidas.

Para terminar o dia, aproveite para passear nos jardins de Santo Antão, onde foram filmadas algumas cenas  da 1º temporada da série “Guerra dos Tronos”. Nas fotos que tinha visto achei que seria bem mais bonito do que na realidade é, devido ao facto de algumas zonas do jardim estarem um pouco ao abandono…

Mais detalhes de Mdina e Rabat, neste post.

4º Dia | Marsaxlokk, St. Peter´s Pool, Blue Grotto e Ghar Lpasi

Hoje o dia será passado na parte sul da Ilha. Começamos pelas fantásticas vistas que a St. Peter´s Pool nos proporciona e, de seguida, fomos visitar a vila piscatória de Marsaxlokk. Aproveite para ir a um Domingo e conhecer o seu mercado tradicional.

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De seguida fomos conhecer os cenários magníficos da Blue Grotto. Nesta famosa formação rochosa existem várias grutas junto à água sendo possível fazer passeios de barco e conhecer o seu interior.

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Terminamos o dia em Ghar Lpasi. Nesta aldeia piscatória encontra-se uma piscina natural com água cristalina e uma cor hipnotizante. Este lugar é bastante popular entre os moradores e pude comprovar isso, pois era Domingo quando lá fui e estava a abarrotar de locais a aproveitar a sua folga para  darem um mergulho.

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5º Dia | Popeye Village, Gneja Bay, Aquarium

Começamos o dia com um dos cenários mais bonitos de Malta, na minha opinião; Anchor Bay: A cor da água nesta baía é simplesmente incrível! Um azul turquesa com uma limpidez fora do comum e que nos permite ver perfeitamente o fundo. E, para completar esta magnifica vista, encontramos a popeye village como pano de fundo.

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De seguida dirigimo-nos a outro belo cenário: Gnenja Bay. Esta praia de areal dourado e agua transparente em tons esverdeados é um local excelente para se fazer praia, pois para além das suas condições naturais perfeitas, tem boas infraestruturas para um dia bem passado, desde o amplo estacionamento, até ao bar onde se servem bebidas e snacks.

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Durante a tarde pode aproveitar para passar algumas horas no Aquarium de Malta.

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E para fechar o dia com chave de ouro, mesmo ao lado do Aquário encontra-se o Café del Mar, que é o local ideal para assistir ao por do sol e saborear uma bebida com esta magnífica vista.

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6º Dia | Valletta e Birgu (Três Cidades)

Valletta, capital de Malta, merece pelo menos um dia inteiro. É uma cidade fantástica, que respira história e com uma arquitectura fascinante. “Perder-se” pela cidade é a melhor forma de a conhecer.

Um dos locais que mais me surpreendeu em Valletta foram os Lower Barrakka Gardens, são um verdadeiro oásis no meio da confusão da cidade. Neste jardim reina a tranquilidade, local perfeito para descontrair e apreciar as belíssimas vistas.

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Aproveite para conhecer as três cidades. Como não tinha tempo para visitar todas apenas fomos a Birgu (ou Vittoriosa) que é considerada a mais bonita das três.

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Se ainda lhe sobrar algum tempo, explore um pouco a parte mais turística do país: Sliema e a Baía de St. Julian´s. De Sliema tem uma das vistas mais características de Valletta.

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Malta National Aquarium

Num dos dias da viagem a previsão de tempo era de chuva… Assim sendo, decidimos que o melhor seria fazermos algo que não implicasse andar na rua e, por isso, decidimos visitar o Aquário de Malta.

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No Aquário Nacional de Malta podemos encontrar várias espécies marinhas de todo o mundo, desde tubarões, raias, polvos, alforrecas, etc… Mas, a maior atracção deste Aquário é o seu tanque principal, que ao ser atravessado por um túnel vidrado, permite ao visitante uma experiência diferente e bem próxima dos os peixes que lá se encontram.

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Num dos raros momentos que consegui apanhar o túnel sem pessoas.

Aquele local é verdadeiramente fascinante, principalmente para os amantes de fotografia: imaginem uma foto com uma pessoa a atravessar aquele túnel vendo passar por cima de si uma enorme variedade de peixes… seria perfeito! Mas, infelizmente, a realidade é um pouco diferente! Como seria de esperar, aquele lugar específico é bem concorrido e por isso é quase impossível tirar uma fotografia onde não aparecem pelo menos 30 pessoas! 😛

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Apesar de existirem inúmeros Aquários deste género espalhados pelos quatro cantos do planeta, e para nós Portugueses que temos o Oceanário de Lisboa que já foi considerado três vezes o “Melhor Aquário do Mundo”, continuo a achar que se trata de uma visita bem válida, principalmente se estiverem nas mesma condições do que nós: Tempo Instável e/ou com crianças.

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Quando derem por terminada a vossa visita ao Aquário, aproveitem para passar no Café del Mar, que fica mesmo ao lado.

É o local ideal para terminar o dia, tomar uma bebida e apreciar as vistas deslumbrantes sobre o mediterrâneo. O por do sol neste local é simplesmente maravilhoso!

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E se são apreciadores de partys, no verão eles tem vários eventos onde a animação é certa. Por coincidência, no dia que escolhemos visitar o Café Del Mar estava a decorrer uma Sunset Party.

Popeye Village| Malta

A Popeye Village encontra-se na parte noroeste de Malta, perto de Mellieha. Este local foi construído para servir de cenário para o filme Popeye, que estreou em 1980.

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Para construir esta aldeia de madeira, vieram troncos da Holanda e para os telhados foram utilizadas madeiras que vieram do Canadá.

Actualmente a Popeye Village foi convertida num parque temático, sendo uma das atracções mais visitadas em Malta. Aqui dentro, podemos visitar o interior de algumas casas que serviram de cenário para o filme.

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Além disso, existe uma piscina para adultos e outra para crianças e várias outras diversões aquáticas. Animação é que não falta, e certamente será um dia muito bem aproveitado e divertido. Na minha opinião, para quem viaja com crianças, é um local a não perder.

O bilhete também dá direito a um passeio de barco pela Baía Anchor.

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Nós não entramos no parque, apenas apreciamos a deslumbrante vista (não se paga)! Fiquei completamente hipnotizada pela cor desta água, simplesmente perfeito!

Na minha opinião é dos lugares “Must Go” em Malta, afinal não é todos os dias que vimos uma água tão cristalina e com estes tons e, para completar o cenário perfeito, com as casinhas de madeira da Popeye Village.

Morada: Anchor Bay, Triq Tal-Prajjet. Il-Mellieha
Site: Popeye Malta (Para consulta de preços e horários do parque)

Sliema e St. Julians | Malta

Sliema e St. Julian´s são das zonas mais turísticas de Malta, muito por terem uma grande oferta de alojamento, restauração e facilidade de transportes.

O plano inicial quando começamos a organizar a viagem seria fazer as deslocações através de transportes públicos (mais tarde achamos que seria mais viável alugar carro), pois isso optamos por nos hospedarmos em St. Julian´s, devido à sua excelente oferta de alojamento e transportes públicos.

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Gostei bem mais de St. Julians do que Sliema. É mais pequena e apesar de ser também muito turística, achei que o clima é mais autêntico e descontraído.

Tem uma bonita marginal, a Spinola Bay, onde é muito agradável passear e descontrair apreciando toda a atmosfera Maltense.

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Uma parte de St. Julian´s que também me surpreendeu bastante foi o Portomaso Marina. trata-se de uma zona bem luxuosa, com hotéis de 5 estrelas e bons restaurantes, e com uma vista privilegiada para os vários iates atracados na marina.

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É em St. Julians que se encontram concentradas as escolas de Inglês, as quais recebem milhares de estudantes de intercâmbio de todo o mundo. É um destino de eleição dos estudantes por ser um país europeu económico e com clima ameno durante todo o ano pelo que é normal encontrar muitos jovens por lá.

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Já na zona de Paceville é onde se encontra a maior concentração de bares e restaurantes, ou seja, onde a vida nocturna de St. Julian´s acontece. É uma zona muito movimentada, com muito barulho e alguma confusão. Se procura algo mais relaxante é melhor afastar-se dessa zona.

Em relação a Sliema, do pouco tempo que lá estive, achei bem mais turístico do que St. Julian´s, com mais hotéis, bares e mais “apinhado” de turistas. Também tivemos alguma dificuldade em encontrar um lugar para estacionar ( e também foi o sítio onde pagamos mais pelo estacionamento), mas vale a pena vir cá e percorrer a marginal para apreciar as vistas fabulosas para Valletta.

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Esta vista para Valletta é uma das imagens mais famosas de Malta.

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Valletta e Vittoriosa | Malta

Fundada em 1566, Valletta é a capital de Malta e uma das mais pequenas capitais da Europa, mas possui muitos locais de importância histórica, tanto que a cidade foi declarada Património Mundial da UNESCO e é, este ano,  a capital Europeia da Cultura.

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Devido à sua localização estratégica foi ocupada por vários povos ao longo dos séculos, o que contribuiu para a riqueza histórica e arquitectónica da cidade.

A principal atracção de Valletta é a própria cidade, com as suas ruelas escondidas, a arquitectura barroca, as varandas, as igrejas e as vistas…

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Valletta surpreendeu-me muitooooo e gostei imenso desta cidade. Um lugar vibrante, cheio de vida, com uma arquitectura fantástica e umas vistas soberbas.

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Recomendo passarem pelo menos um dia inteiro por aqui!

Entramos na “City Gate” de Valletta e logo à nossa direita encontra-se o impressionante edifício “New Parliament”. A partir daqui fomos andando pelas ruazinhas um pouco sem rumo certo e fomos apreciando os edifícios e varandas tão característicos de Malta.

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É uma cidade bastante fotogénica, com vários locais fantásticos para fazer aquelas fotografias  lindas que costumamos ver nas “instagramers” famosas.

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Um sítio que tive muita pena de não ter conseguido visitar foi a St. John´s Co-Cathedral, mas acho que vale mesmo muita a pena!

Um dos locais que mais gostei em Malta foi o Jardim Lower Barrakka Gardens.  É um local bastante tranquilo, o sítio perfeito para fugir da confusão da cidade, um verdadeiro oásis. E, além de tudo isso, tem umas vistas de tirar o fôlego.

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Como é um pouco afastado, acaba por não ser muito visitado mas vale mesmo muito a pena passar por lá!

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Em frente ao jardim encontra-se o “Siege Bell War Memorial”. Foi inaugurado pela Rainha Elizabeth II em 1992, tratando-se de um monumento em honra das pessoas que morreram durante a Segunda Guerra Mundial, no famoso confronto ocorrido em Malta, e que ficou conhecido como “O cerco de Malta”.

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Não muito distante do Lower Barrakka Gardens encontra-se o Upper Barrakka Gardens, com a particularidade de ser bem mais frequentado do que o primeiro e, dessa forma, deixa de ter aquele factor que tanto me seduziu no Lower Barrakka e que é uma enorme sensação de paz! Ainda assim é um jardim muito bem cuidado e que tem vistas fantásticas para o porto e para as Três Cidades.

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Além disso, ainda temos vista para os canhões da Saluting Battery. Trata-se de uma plataforma construída para defender a cidade contra os ataques que vinham do Grand Harbour. Diáriamente ao meio-dia e às 16 Horas os canhões são disparados. Nós chegamos bem na hora que estavam a fazer a demonstração e conseguimos assistir ao disparo dos canhões.

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Ainda por lá fica o elevador do Upper Barrakka. Ao descermos temos acesso directo ao cais, de onde partem os barcos para as três cidades e é a forma mais simples de lá chegar.

Vittoriosa

Como não tínhamos tempo para conhecer as Três Cidades (Vittoriosa, Senglea e Cospicua), decidimos conhecer apenas a Vittoriosa (Birgu, em Maltês), que é considerada a mais bonita das três.

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Vittoriosa foi um dos principais locais da Ilha onde se instalaram os cavaleiros de S. João após a vitória sobre os Turcos Otomanos. Como a antiga capital Otomana, Mdina, localizava-se no centro da ilha, os cavaleiros resolveram criar uma nova cidade perto do mar. Batizaram-na de Vittoriosa porque venceram essa batalha.

Na marina de Vittoriosa podemos apreciar os barcos típicos malteses, os Luzzus, mas o que mais impressiona é a quantidade de iates de luxo que lá se encontram… Nunca tinha visto tantos iates daquele género juntos…

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Dicas Práticas

Como chegar a Valletta: Há várias formas de chegar à capital da ilha; nós fomos de carro e não tivemos problemas com o estacionamento.

Através de autocarro: Malta tem uma grande extensão de rotas de autocarros que cobrem toda a ilha, por isso, independentemente de onde se encontra hospedado, haverá certamente pelo menos uma rota que o levará até à cidade.

Outra hipótese é através de barco, o que por si já é um passeio! Os ferry boat partem de Sliema, através do porto de Marsamxett e atracam em Sliema Ferry ou em Bormla (uma das Três cidades).

Para aceder às Três Cidades, além da hipótese que mencionei acima, também pode apanhar um barco no caís de Valletta. Nós acabamos por ir de carro, pois achamos que seria mais prático e rápido, uma vez que não teríamos que regressar a Valletta.

*Dica: Uma das melhores vistas para Valletta é de Sliema, que é o bairro que se encontra do outro lado da baía de Valletta.

Mdina & Rabat | Malta

Reserve um dia para conhecer uma das zonas mais históricas de Malta: Mdina e Rabat, localizadas no centro da ilha.

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Mdina foi a capital de Malta até ao século XVI, altura em que Valleta passou a ser a capital do país. Actualmente é conhecida como a “Cidade Silenciosa”, por tratar-se de um local muito calmo, não sendo permitido a circulação automóvel dentro das muralhas. (apenas dos habitantes, e para cargas/descargas.)

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Acredita-se que Mdina foi inicialmente habitada pelos Fenícios, os quais começaram a edificá-la, tendo posteriormente chegado os Romanos que continuaram com a construção das muralhas em redor da cidade. Com a chegada dos Árabes, a cidade mudou para o seu nome actual: Mdina, que significa cidade muralhada.

A entrada na cidade fortificada faz-se pela porta da cidade. A sua entrada é gratuita e apenas se paga bilhete no caso de querermos visitar o interior de algum local.

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O local está incrivelmente preservado e é um dos melhores exemplos de uma cidade murada na Europa. Por isso, é um deleite para os olhos deambular pelas suas ruas estreitas, apreciar os palácios antigos e casas com tons castanho, varandas trabalhadas e portas coloridas.

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Deixe-se “perder” pela cidade e apaixone-se por este lugar bastante pitoresco. Se nos afastarmos do centro vamos perceber melhor o conceito de “cidade silenciosa”, pois iremos encontrar ruas completamente desertas…

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No final da rua “Triq Villegaignon” encontra-se um miradouro com vistas desafogadas de Malta.

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Em Mdina não deixe de visitar a St. Paul´s Cathedral que foi  construída em 1705. Inicialmente havia outra neste mesmo local, mas foi destruída por um terramoto em 1693.

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Depois de visitarmos Mdina dirigimo-nos a Rabat. O seu nome vem do árabe e significa subúrbios, pois esta cidade ficava próxima da antiga capital de Malta.

Rabat surpreendeu-me bastante, apesar de ser muito semelhante à cidade de Mdina. Com as suas ruas estreitas cheias de história e os edifícios antigos, tem a  particularidade de ter muito menos turistas.

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Rabat

As principais atracções de Rabat, além de passear sem rumo pela cidade, são a Igreja e Gruta de S. Paulo e as Catacumbas de S. Paulo.

Na igreja de São Paulo que foi construída por cima da gruta onde se escondeu o apóstolo Paulo, depois do barco onde seguia ter sofrido um naufrágio, encontra-se uma estátua do apóstolo na gruta onde ter-se-á escondido durante três meses.

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A gruta de S. Paulo é apenas uma pequena parte do enorme complexo de catacumbas debaixo de Rabat.

As Catacumbas de São Paulo são outro dos pontos de interesse em Rabat. Trata-se de um complexo de cemitérios romanos subterrâneos que foram utilizadas até ao século VII. Elas encontram-se fora das muralhas da antiga capital de Malta, Mdina, uma vez que a lei romana proibia os enterros dentro dos limites da cidade.

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São várias as catacumbas que podem ser visitadas (algumas delas encontram-se fechadas ao público), mas não é extremamente necessário entrar em todas, uma vez que são muito semelhantes.

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Se sofre de claustrofobia, talvez não seja o local mais indicado para se visitar. Os túneis são muito estreitos, só cabe uma pessoa de cada vez, e baixos, muitas vezes tínhamos que caminhar um pouco abaixados, e sim, assisti a várias cabeçadas nas rochas e eu própria também me estreei :/

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As catacumbas voltaram a ter um papel de grande importância durante a II Guerra Mundial, pois serviram de abrigo para a população da ilha.

Preço: 5€ (Adultos)

Horário: Segunda a Domingo 09:00 às 17:00 Horas

Morada: St. Agatha Street, Rabat

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Dicas Práticas:

Como chegar a Mdina & Rabat através de transportes públicos: Apesar de ter ido de automóvel é fácil lá chegar de autocarro. O autocarro nr.º 202, desde St. Julians, faz paragens até Rabat de hora a hora.

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Estacionamento: Um dos aspectos que nos preocupava, por andarmos com carro durante a viagem, era o estacionamento. Mas não tivemos grande dificuldade nesse aspecto! Como não é possível entrar com o carro nas muralhas de Mdina, estacionamos num parque na Triq San Pawl, muito perto do portão da cidade. Não há parquímetros, mas como na maior parte da ilha, existe sempre um funcionário no parque que nos pede um pagamento, o valor que quisermos… Normalmente dávamos 1€!

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St. Peter´s Pool e Marsaxlokk | Malta

A St. Peter´s Pool foi um locais mais bonitos que tive a oportunidade de visitar em Malta. Trata-se de uma piscina natural que é resultante do colapso de uma falésia que deixou uma abertura que faz lembrar uma piscina.

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Como é um local de extraordinária beleza, é normal estar sempre com muitos turistas por isso, quanto mais cedo forem para lá, menos probabilidades de encontrarem uma multidão. E foi isso que fizemos, sendo esse o nosso primeiro destino do dia.

O caminho até à St. Peter´s Pool faz-se por uma estrada de terra batida muito estreita (onde só passa um carro) e em muito mau estado. Depois de estacionarmos o carro num de parque de terra (gratuito) ainda temos que fazer uma caminhada num piso desnivelado e com muitas pedras.

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Quem não tiver veículo, a melhor forma de lá chegar é ir de autocarro até à vila de Marsaxlokk e daí apanhar um barco até St. Peter´s Pool. (O barco custa 10€/pessoa, ida e volta).

Apesar de ser um pouco complicado lá chegar, a paisagem recompensa qualquer esforço pois é de uma beleza inqualificável. Os vários tons de azul que este local apresenta são um convite a um mergulho… E, se for essa a vossa vontade, não se deixem ficar pelo desejo, pois é possível fazer-se praia aqui, apesar de não ter areia. Para irmos à água temos duas hipóteses: ou saltamos da falésia, ou descemos por umas escadas que se encontram nas rochas.

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Quem pretende passar algum tempo na St. Peter´s Pool é melhor ir prevenido, pois o local não tem qualquer infraestrutura, não existindo WC´s, nem restaurantes, nem chapéus e cadeiras para alugar… Apenas vi uma roulotte no parque onde deixamos o carro a vender bebidas e gelados.

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Depois de visitarmos St. Peter’s Pool dirigimo-nos para a vila piscatória de Marsaxlokk. Era domingo, e esse é o dia mais concorrido na vila, tanto por turistas como também pelos locais, pois é o dia em que acontece o famoso mercado do peixe.

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Se querem conhecer esta vila com algum sossego não vão a um Domingo! Mas se querem ter a experiência de visita-la no dia de maior afluência, com muita agitação e animação, então o Domingo é o dia certo. Apesar de ter gostado muito da experiência de lá ter ido nesse dia, o único ponto negativo é que não encontramos nem um restaurante para almoçar  que não estivesse já cheio ou com reservas.

O mercado não vende apenas peixe. Trata-se de uma espécie de feira onde se vende de tudo um pouco, desde produtos locais como vegetais, frutas e mel, até souvernis e roupa. E digo-vos que os produtos tinham um óptimo aspecto! Ficamos com vontade de nos abastecermos de frutas e legumes, mas não iriamos regressar tão cedo ao apartamento e corríamos o risco de se estragarem dentro do carro, pois nesse dia estava um calor insuportável.

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Não existe nenhuma atracção “obrigatória” para visitar em Marsaxlokk, pelo que é saborear o ambiente do local, passear pelo mercado, pelas ruas, pela marginal e apreciar os pescadores a preparar os seus barcos para a faina.

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A parte da baía é magnífica, repleta com os típicos barcos de pesca, aqui chamados de “luzzu”. Os barcos são caracterizados pelas suas cores alegres e por um par de olhos pintados na proa, que é o símbolo da protecção aos pescadores quando se encontram em alto mar.

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Como não encontramos nenhum local onde pudéssemos almoçar, decidimos seguir em direcção ao próximo destino do dia. Pelo caminho encontramos um local, com um aspecto um pouco duvidoso, mas que  tinha à venda uns aperitivos típicos de Malta que queria muito experimentar: os Pastizzi. São uns folhados salgados que podem ser recheados com queijo, frango, ervilhas… Além de muito saborosos fizemos a refeição mais barata da viagem, pois com cerca de 2€ ficamos almoçados! 😛

Um dia na Ilha de Gozo | Malta

A Ilha de Gozo foi a desilusão nesta viagem por Malta. Não por não ter gostado do que visitei, mas pelas expectativas demasiado elevadas em relação a esta ilha e, como fomos demasiado optimistas com os planos que tínhamos para apenas um dia, não conseguimos visitar todos os pontos que estavam no nosso roteiro. Apesar de Gozo ser a segunda maior ilha de Malta, é na realidade bem pequena, mas com muitos lugares de interesse para visitar. Por isso, para quem está a pensar lá ir tenho dois conselhos: Ficar a pernoitar para ter mais tempo para conhecer tudo com calma e levar carro (ou alugar lá), pois vários lugares são um pouco complicados de chegar através dos transportes públicos.

Decidimos levar o carro para Gozo porque achamos que era fundamental para visitarmos tudo o que nos tínhamos proposto e confirmou-se ser a melhor decisão. Chegamos ao Porto de Cirkewwa alguns minutos antes da hora do ferry e já lá se encontravam vários carros. O processo de embarque foi relativamente rápido e eficiente. Não pagámos nada ao embarcar, pois o bilhete só é adquirido no regresso.

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Dentro do ferry

Entramos com o carro para o ferry, onde é tudo sinalizado e organizado, cabendo muitas viaturas lá dentro. Como ninguém pode permanecer dentro do carro durante a viagem, dirigimo-nos ao andar de cima e  aproveitamos para apreciar as vistas. O barco é bem grande, tem dois bares com diversas bebidas e snaks, uma papelaria, WCs, áreas abertas e fechadas. A viagem foi bem tranquila e cerca de 30 minutos depois já estávamos a desembarcar em Gozo.

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Começamos a viagem por esta ilha da melhor forma possível: a perdermo-nos. 😛      Como achávamos que tínhamos todo o tempo do mundo, decidimos andar um pouco à aventura sem rumo certo…resultado: acabamos em caminhos de terra batida onde mal cabia um carro (e eu só a pensar na caução), e andamos nisto cerca de uma hora! 😛

Depois deste devaneio lá retomamos o foco e dirigimo-nos para  a primeira paragem do dia: o impressionante miradouro na gruta Calypso.

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Entrada para a gruta

O caminho até lá é de terra batida e o estado do mesmo não é dos melhores, mas a paisagem compensa largamente o esforço.

Do interior da gruta as vistas para a baía de Ramla são soberbas. Daqui podemos apreciar melhor o extenso areal dourado da praia de Ramla, que é muito requisitada pelos turistas que procuram praias grandes e com areia (o que não é assim tão comum em Malta).

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Levamos imenso tempo por lá, a apreciar a paisagem e a tirar fotos até a nossa paz ter sido interrompida por um enorme grupo de turistas.

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Quando nos apercebemos, já eram horas de almoço e como não tínhamos ideia em que local parar para comer, fomos conduzindo até chegar à pequena localidade de Marsalforn. Pareceu-nos o local ideal para encontrar algum sítio para almoçar, pois havia vários restaurantes junto à Marina. A nossa decisão recaiu no restaurante “Il Kartell” e foi sem dúvida uma escolha acertada! Foi uma das melhores refeições que tive em Malta, onde comi uma especialidade do país, raviolli com queijo de cabra e molho de tomate. Além da comida maravilhosa, ficamos na esplanada e apreciamos a bela vista para o mar mediterrâneo.

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Aqueles momentos souberam pela vida! Mas a tarde ia avançado e ainda tínhamos tanto para ver… Por isso, arrancámos à descoberta desta pequena ilha.

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A segunda paragem do dia foi no lugar que mais surpreendeu em Gozo, as Salt Pans (salinas).

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Na costa norte da ilha encontra-se uma extensa área de salinas escavadas nas rochas, mesmo junto ao mar. Uma conjunção de factores como a boa qualidade da água do mar, a posição das salinas e das rochas e também o clima, tornam esta área perfeita para a colheita do sal.

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A tradição do sal nesta região existe há séculos e é uma prática que tem sido transmitida de pais para filhos sendo o sustento de várias famílias locais.

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Depois de várias fotos seguimos rapidamente para o próximo destino; o desfiladeiro Wied il-Ghasri. Quando vi uma imagem deste local quis logo incluí-lo no nosso roteiro.

É possível chegar até lá de carro, mas o caminho é bem sinuoso e de terra batida, por isso “estacionamos” onde nos foi possível e fizemos o resto do percurso a pé até ao topo do vale, e lá de cima a vista é soberba. O vale esculpido nos rochedos e os vários tons de azul e verde da água do mar é espectacular!

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Uma das partes boas de viajar com carro é podermos parar quando e onde quisermos, sem estar dependentes de itinerários rigorosos e horários. Isso permitiu-nos fazer várias paragens quando achávamos algum sítio interessante.

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O próximo destino foi a Basílica Ta´Pinu.

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Foi a Sandra que sugeriu lá irmos e ainda bem que o fez. Esta igreja é de uma imponência brutal e toda a sua construção e envolvência não deixa ninguém indiferente.

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Reza a lenda que a Virgem apareceu aqui a uma mulher de Gharb, no início do século XIX, deixando um rasto de milagres. Para assinalar a sua aparição foi construída esta Basílica, que se converteu num lugar de peregrinação.

Chegamos a este local momentos antes da missa da tarde e é impressionante ver como os Malteses são religiosos. Como esta basílica é um pouco isolada, sem qualquer povoação nas proximidades, vimos vários autocarros, carrinhas e carros a transportar inúmeras pessoas apenas para assistirem à missa.

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A paragem seguinte, que era para mim a mais esperada do dia foi também a maior desilusão de Gozo: Azure Window (Janela Azul).

A Janela Azul era uma das imagens de Malta e uma das maiores atracções do país. O icónico arco natural esculpido na rocha formava uma “janela” perfeita e era uma das formações rochosas mais conhecidas do mundo.

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Tentativa falhada de fazer uma fotografia engraçada

Era um local de tal beleza que serviu de cenário à cena do casamento de Daenerys Targaryen e Khal Drogo na “Guerra dos Tronos”, e também nos filmes “Choque de Titãs” (1981) e “O Conde de Monte Cristo” (2002).

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Mas, para quem não sabe, a Janela Azul colapsou a 8 de Março de 2017 devido a fortes tempestades. Apesar de já estar ciente dessa situação pensava que apenas tinha caído o arco e que a coluna que sustentava o arco ainda continuava lá… Sinceramente não tinha pesquisado muito sobre o assunto e foi uma verdadeira desilusão o que lá encontrei. Não resta nada daquela imagem que todos temos, pois ruiu completamente.

Mesmo junto às ruínas da Janela Azul encontra-se o Blue Hole, que é um local bastante procurado para fazer mergulho.

Muito próximo daqui encontra-se a Inland Sea, que como o nome indica é um bocado de mar na terra. A água vem de um túnel que está “escavado” no meio do rochedo e há possibilidade de fazer passeios de barco pelas grutas.

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A última paragem do dia seria em Victoria que é a maior e mais importante cidade de Gozo. Mas, infelizmente, não conseguimos visitar porque não estávamos a encontrar lugar para estacionar e começamos a ver que as horas já iam ficando curtas para apanhar o ferry e conduzir até St. Julians (local do nosso apartamento), tendo a viajar connosco uma bebé de quase 2 anos. (Havia banho, jantar e dormida para tratar).

Assim, com alguma tristeza, desistimos da ideia de ver a cidade de Victoria e fomos apanhar o ferry de volta para Malta.

Guia prático de Gozo

Como chegar:

Os ferries para a ilha de Gozo partem do porto de Cirkewwa, na ilha de Malta. Nós levamos o carro para a ilha e a experiência de embarque correu super bem, bastante organizado, como contei no início deste post.

É possível chegar de transportes públicos até ao porto de Cirkewwa, pode apanhar o autocarro nr.º 41 ou 42 desde Valletta ou o 222 desde Sliema e St. Julians.

Para regressar a Malta temos que regressar ao porto de Mgarr, em Gozo, passamos com o carro por um guichê (nem precisamos sair do veículo) onde é efectuado o pagamento, não se paga nada na ida, apenas quando se regressa.

Nós pagamos 29,65€ (15,70€ pelo carro e condutor + 4,65€ por adulto, éramos 3).

O regresso efectuou-se de forma bem tranquila e organizada.

Mais informações de horários e preços actualizados consulte o seguinte site: Gozo Channel.

Deslocações em Gozo:

Recomendo levarem carro ou alugarem um veículo em Gozo, para conseguirem conhecer mais e melhor a Ilha e visitar além do óbvio, que foi o que mais me surpreendeu por lá. Sinceramente não estou a ver como conseguiríamos visitar tudo o visitamos em tão pouco tempo se estivéssemos dependente de transportes públicos.

Um boa alternativa para quem não quer conduzir ou não tem carta de condução são os autocarros Hop on Hop off, pois eles param nos principais pontos turísticos.  Para mais informações consultem o site: City Sightseeing.

Quando tempo ficar em Gozo

Se querem conhecer bem Gozo aconselho a pernoitarem, pelo menos por uma noite. Porque apenas com um dia não dá para ver tudo o que esta pequena ilha tem para oferecer.

Se a vossa viagem por Malta for muito curta e quiserem combinar num dia a visita a Comino e Gozo teoricamente é possível fazê-lo, apesar de não aconselhar pois será tudo muito corrido. Mas entre ir ou não ir de todo, é sempre melhor conhecer um pouco do que nada. Os ferry´s de Comino fazem a travessia às três ilhas, é uma questão de verificarem no site os horários e planearem bem a visita.

Lagoa Azul na Ilha de Comino | Malta

Vamos começar os posts de Malta da forma mais bela possível, ou seja, com a praia que é considerada uma das mais bonitas da Europa; a Lagoa Azul na ilha de Comino.

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E não é difícil perceber o porquê dessa distinção… Ainda no barco que nos levava até esta ilha paradisíaca, e apesar da distância que nos separava de Comino ainda ser relativamente grande, já era possível vislumbrar aquele azul hipnotizante da pequena ilha, pelo que não consegui conter um sonoro “UAU”!

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Esta pequena ilha de Malta tem apenas 3,5 km2 e tem o nome de Comino devido à planta que cresce na região. Considerada em tempos antigos como um lugar perigoso de se viver devido à constante invasão de piratas, ainda hoje é pouco habitada, o que lhe confere um ar de ilha deserta.

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Apesar de ter ficado completamente fascinada com toda a beleza da Lagoa Azul, fiquei um pouco desiludida pela enorme quantidade de turistas que lá se encontravam.

Dessa forma aconselho que cheguem bem cedo. Nós apanhámos o segundo barco e ainda conseguimos aproveitar alguns instantes de sossego. Mas, a partir das 11h da manhã, começam a chegar vários barcos carregados de turistas, alguns com música bem alta, o que acaba de vez com a paz e a visão paradisíaca do local… E nós fomos no início de Maio, pelo que nem quero imaginar aquele lugar no pico do verão! :/

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A maior concentração de pessoas faz-se  junto ao cais, por isso a minha sugestão, se quiserem fugir da confusão, é afastarem-se um pouco dessa parte. Ou ficarem a pernoitar no único alojamento da ilha, o Comino Hotel, pois seguramente terão uma perspectiva bem diferente da ilha quando ao final da tarde todos os barcos turísticos partirem.

Além dos hospedes do hotel, não existe mais nenhum habitante na ilha de Comino; não há estradas, nem carros,  nem restaurantes e não existe mais nenhuma infraestrutura. Mas não se preocupem porque existem várias barracas junto à Lagoa Azul a vender todo o tipo de comidas e bebidas. Desde Hambúrguers, Cachorros, Saladas, Wraps, Gelados e Fruta. Não sei se em todas as barraquinhas era possível efectuar o pagamento através de multibanco, mas na que compramos o nosso almoço era. Pensei que por a oferta ser pouca para tanta procura os preços fossem estupidamente caros, mas não! Foi até bastante acessível! Eu e o Sérgio comemos um hambuguer cada, com uma dose de batatas fritas e dois refrigerantes, o que ficou por cerca de 10€.

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A extensão de areia na ilha é minúscula e essa parte é altamente competida pelos turistas. Há a possibilidade de alugar espreguiçadeiras e guarda-sóis, que dependente do lugar terá o seu custo. O mais caro que vi foi duas espreguiçadeiras + Chapéu de Sol na areia, por 25€ (O dia todo). Se ficar numa espreguiçadeira em cima do rochedo sairá mais barato…

Apesar de só existir areal (e bem pequeno) na parte central da Lagoa Azul, vale a pena fugir da confusão dessa zona e fazer uma caminhada pelo resto da ilha pois as vistas são igualmente deslumbrantes! Fiquei encantada pela Crystal Lagoon.

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Relativamente à água, como é no Mediterrâneo pensei que fosse mais quente. Não estava completamente gelada, mas imaginava-a bem mais agradável. Desagradável foram as centenas de alforrecas que por lá encontrámos. Tanto o Sérgio como o Ricardo (o amigo que viajou connosco) foram “atacados” por alforrecas e, apesar de não ter sido muito grave, durante todo o dia ficaram com a pele irritada na zona onde elas lhes tocaram.

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Ilha de Gozo lá o fundo.

Apesar das alforrecas, do turismo massivo e de todos os pontos negativos que enumerei, vale mesmo MUITO a pena uma visita a este local. A cor desta água é das mais bonitas que já vi, e é completamente hipnotizante!

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Guia Prático de Comino

  • Como Chegar à Blue Lagoon

Podem aqui chegar através de barco do porto de Cirkewwa ou da cidade de Sliema. A forma mais rápida e mais económica (e a que eu aconselho) é através do porto de Cirkewwa. Como tínhamos carro, dirigimo-nos até lá e ao chegar ao cais existem indicações de onde partem os barcos tanto para Comino como para Gozo. Estacionamos no parque (gratuitamente), compramos os bilhetes e embarcamos. O bilhete custou 10€ (ida e volta), demorou cerca de 15/20 minutos e ainda pararam junto a algumas grutas da ilha.

Mesmo que não tenha carro existe uma paragem de autocarro perto do porto de Cirkewwa.

Podem consultar os horários neste site: Comino Ferries.

Já desde Sliema os barcos demoram cerca de 1:30 Horas e cheguei a ver preços de 30€.