Mercados de Natal de Estrasburgo| França

Estrasburgo fica a cerca de 60 Km de Baden-Baden e, já que estávamos mesmo ali ao “lado”, aproveitamos um dos dias da viagem para conhecer um mercado de Natal noutro país, pois há muito que queria visitar um mercado fora da Alemanha.

É relativamente fácil e rápido chegar a Estrasburgo a partir de Baden-Baden. (Mais pormenores no final deste post.)

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Conhecido como “Marché de Nöel”, o mercado de Natal de Estrasburgo é considerado um dos maiores e mais antigos mercados da Europa.

Existem cerca de 11 mercados de Natal espalhados pelos principais pontos da cidade. Apesar de serem vários, como o centro da cidade de Estrasburgo é relativamente pequeno, dá perfeitamente para visitá-los a todos em apenas um dia.

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Para organizar de forma mais eficiente a sua visita o melhor é consultar o site oficial do Mercado noel.strasbourg.eu e analisar o mapa que lá tem disponível para perceber onde  os mesmos estão localizados.

Mas, basicamente, em todas as principais praças existe um mercado, como na Place Gutenberg, na Place Kléber ou, na principal praça da cidade, a Place de La Cathédral. 

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Nós começamos a nossa visita a Estrasburgo pelo bairro mais pitoresco da cidade: a Petit France; a sua arquitectura medieval e os diversos canais que o atravessam, dá-nos a sensação de entramos num conto de fadas, enquanto passeamos por este bairro tão encantador.

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Por vezes esquecia-me que estava em França, pois esta parte do país pertenceu à Alemanha durante muitos anos, e isso nota-se bastante na sua arquitectura. Trata-se de um destino bastante interessante e que deixou muita vontade de explorar mais esta região.

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Além dos vários mercados de Natal que estão espalhados pelo centro da cidade, o que mais me impressionou foi toda a decoração, com enfeites e luzes que se vêem em praticamente todos os prédios e ruas da cidade. A decoração é tanta que chega a ficar exagerado. Não é à toa que a cidade é conhecida como a “Capital do Natal”.

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Apesar de ter adorado a arquitectura da cidade, a realidade é que fui lá principalmente por causa dos seus mercados de Natal e, nesse aspecto, ficou muito aquém das minhas expectativas! As barraquinhas e toda a sua decoração são praticamente iguais às dos mercados da Alemanha mas, a minha principal desilusão, foi não sentir por lá o espírito natalício que é o que tanto me encanta nos mercados Alemães. A espontaneidade, e a alegria das pessoas locais é que tornam os mercados especiais, e enquanto percorrei os de Estrasburgo não senti nada disso. Tudo o que vi dava a sensação de ser para o turista ver, acabando por soar um pouco a falso…

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Até as canecas onde servem o vinho quente (aqui chamado de Vin Chaud) não existem…e eu que adoro fazer colecção! O vinho é servido num copo de plástico que, apesar de ter uma decoração alusiva ao local, não deixa de perder um pouco o seu encanto… 😦

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Ainda assim, penso que vale a pena conhecer Estrasburgo pelo Natal, por toda a decoração excessiva que até tem algum encanto. Mas não deixem de visitar um mercado na Alemanha, para sentirem o verdadeiro e genuíno espírito natalício. 🙂

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Quando visitar

O mercado de Natal de 2018 abriu as suas “portas” no dia 23 de Novembro, mantendo-se até 30 de Dezembro. Mas o melhor é onsultarem o site oficial para saberem as datas no ano em  que vão: https://noel.strasbourg.eu/en/

A não perder

Na Place de La Cathédral, o mercado é à volta da imponente Catedral de Estrasburgo. Neste espaço também podemos encontrar a loja mais conhecida de decorações de Natal: a Käthe Wohlfahrt. Quem gosta de natal e as suas decorações não pode deixar de visitá-la.

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O Carrossel junto à Catedral também é outro ponto forte deste mercado. Aquele cenário quase idílico, com a magnífica Catedral e o belíssimo Carrossel rodeados pelas casas típicas da Alsácia, fez com que o meu imaginário retrocedesse para a infância e para um mundo onde tudo era fantástico e fácil. 🙂

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Passear nas ruas da cidade, principalmente junto aos mercados mais conhecidos para apreciar toda a decoração.

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Se lá forem não deixem de provar a Tarte Flambée. Trata-se uma espécie de pizza com recheio de cebola, queijo e bacon e é feita em forno de lenha! É mesmo boa!

Como Chegar

  • A partir de Baden-Baden: Apesar de não haver comboios directos, é bastante simples lá chegar. Da estação de comboios de Baden-Baden apanhamos o comboio até “Appenweier”, aqui temos que mudar de comboio e de linha (fica um pouco longe, mas está tudo sinalizado). Nesta estação apanhamos o comboio para o nosso destino final “Strasbourg”.

Nós adquirimos logo o bilhete de ida e volta no guiché da estação de Baden-Baden. A funcionária foi super prestável e tirou todas as nossas dúvidas. Deu-nos também o itinerário, com os horários, número de comboio e respectiva plataforma.

O bilhete de ida e volta teve um custo de 28,60€/Pessoa (Preços de Dez. 2018), todo o trajecto foi feito em 1:30 Hrs e nesse período tivemos cerca de 40 minutos na estação “Appenweier” a aguardar o comboio que nos levava para Estrasburgo.

É de salientar que na estação “Appenweier” não há nada! Nenhum terminal para nos abrigarmo-nos do frio ou algum sítio para comer ou beber, por isso vão preparados!

  • A Ryanair voa directamente a partir do Porto para Estrasburgo.
  • Outra hipótese é a partir do aeroporto de Basel (BSL), que é um aeroporto binacional, pois encontra-se na fronteira de França, Suiça e Alemanha, a Easyjet faz voos de Lisboa, Faro e Porto.

Montemartre

Aproveitamos a última manhã livre em Paris, para visitar a Basílica de Sacré-Coeur e o bairro de Montemartre.

Saímos na lindíssima estação de metro Abbesses, e para aceder à rua temos que subir uma série de escadas em espiral, mas a subida é compensada pelas pinturas nas paredes em cada andar.

IMG_4428A subida (ou descida) pode ser feita através do elevador, mas fazer esta travessia através das escadas é sem dúvida melhor, pois como em cada andar há uma pintura diferente, ficamos sempre na expectativa que pintura irá surgir-nos à frente.

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Muito próximo da estação de metro Abbesses, existe um jardim um pouco escondido, lá pode-se encontrar o mural do Amor. É um mural, todo em azulejo, onde a palavra amo-te, está escrita em todas as línguas. 🙂

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Seguimos em direcção à Basílica de Sacré-Couer, para aceder aquela zona é necessário subir algumas escadas, mas também é possível fazê-lo atravês do funicular. Como os transportes públicos, ainda continuavam gratuitos, decidimos aproveitar e fizemos a subida através do funicular 🙂

IMG_3652Este é o segundo ponto mais alto de Paris (o primeiro é, obviamente, a Torre Eiffel), e a vista daqui é realmente muito bonita.

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As vistas ficaram um pouco condicionadas devido ao tempo que se fazia sentir nesse dia, pois, infelizmente, estava muito nublado.

A belíssima basílica Sacré-Couer, com a sua cor branca, quase se fundia com o céu nublado…

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Acabamos por não entrar na basílica, pois além de não termos muito tempo disponível, a entrada é paga… Por isso, preferimos percorrer o bairro de Montemartre, e foi a melhor decisão que tomamos 🙂

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Comsideram este bairro um dos mais charmosos de Paris, e eu concordo inteiramente. Foi aqui que me senti verdadeiramente em Paris, andar pelas ruas de Montematre é uma verdadeira delícia para os olhos, há inúmeros restaurantes espalhados pelo bairro, com muitos pormenores na decoração, que fazem as delícias dos turistas, ou são as suas esplanadas tipicamente parieneses, ou as flores muito bem cuidadas nas janelas, ou as fachadas em madeira…

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Este bairro ficou mais conhecido quando, no final do século 19, muitos artistas em inicio das suas carreiras, actualmente bastante conhecidos, tais como Picasso, Van Gogh, Degas escolheram esta zona para morar.  Por ser uma zona um pouco mais distante do centro de Paris, as habitações eram muito mais económicas, e assim acessíveis para os artistas.

Uma das praças centrais está sempre cheia de artistas a pintarem, a exporem e a venderem os seus trabalhos.

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Depois de uma manhã a percorrer as ruas deste bairro magnifico, e depois de termos saboreado uma deliciosa baguette, era hora de voltarmos para o aeroporto e darmos por terminada a nossa viagem a Paris. É a parte que menos gosto nas viagens, quando chegam ao fim… 😦

Paris: 2º Dia

Quando saimos de Notre-Dame, dirigimo-nos para a livraria Shakespeare & Company. Outro local que serviu de cenário para o filme “Antes do Anoitecer”.

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Esta livraria fica mesmo ao lado da igreja de Notre-Dame.

Apesar de ser mais conhecida devido ao filme, recomendo uma breve visita, mesmo que não tenha visto (eu não vi!) ou não tenha gostado do filme, pois esta livraria é um verdadeiro encanto.

É a típica livraria parisiense, as prateleira cheias de livros até ao tecto, para conseguir aceder aos livros das prateleiras de cima, temos que subir uma escada de madeira… Lá encontra-se de tudo, livros novos, usados, edições antigas… São dois andares com um aspecto vintage e repletos de história.

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Depois do Sérgio ter comprado um livro nesta mítica livraria, saímos e fomos caminhando sempre junto ao Sena.

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Como era fim de semana e estava um solzinho tão bom, as margens do rio estavam repletas de parisienses e turistas a fazerem piqueniques, ou em animadas conversas com amigos ou simplesmente a fazer a fotossíntese.

E nós, não podíamos desperdiçar um sol tão bom 🙂 Compramos umas baguetes, arranjamos um lugar para nos sentarmos, junto ao rio Sena, e saboreamos o nosso almoço, enquanto éramos brindamos por um calor espectacular (Só não achei piada ao facto de não ter roupa para tanto calor, tinha ido preparada para o inverno rigoroso da europa…) 🙂

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Apesar de estar a saber bem aquele banho de sol, ainda queríamos fazer muitas coisas nesse dia, por isso, começamos a caminhar até chegarmos ao Louvre.

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Como ontem já tínhamos visitado o interior do museu, apenas tiramos umas fotografias à famosa pirâmide de vidro, e seguimos caminho até ao Jardim des Tuileries.

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Este jardim é o local indicado para descansar um pouco os pés já doridos, de tanta caminhada.

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O difícil mesmo foi encontrar uma cadeira livre, todo o jardim estava apinhada de pessoas, a usufruir dos belos jardins e do magnifico sol 🙂

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Depois de alguns minutos a descansar, seguimos em direcção à praça de la concorde. Foi nesta agitada praça que Maria Antonieta e Luis XVI foram executados, através de guilhotina, durante a Revolução Francesa.

Daqui atravessamos a famosa avenida de Champes Elysées.

Todos os guias de viagem aconselham uma visita a esta avenida, mas não achei nada de extraordinário, talvez tenha sido o facto de estar um calor insuportável e eu não ter a roupa mais apropriada para o calor que se fazia sentir, talvez tenha sido por a avenida estar apinhada e era quase impossível transitar sem ir contra as pessoas…

Enfim, ainda assim consegui ver algumas lojas que fazem desta avenida uma das mais famosas do mundo, tais como a Louis Vuitton, Dior, Guerlain… Nem me atrevi em entrar nestas lojas, para não me assustar com os preços.

Mas consegui arrastar o Sérgio para a Sephora, a maior que já entrei. Mas apenas andei a namorar as maquilhagens, e consegui controlar-me e não comprei nada… (Pouco orgulhosa de mim! 😀 )

IMG_4228No final da avenida encontra-se o Arco do Triunfo.

Em 1806, Napoleão concebeu o Arco do Triunfo, como simbolo do seu poder militar.

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Arco do Triunfo

Estava parcialmente em obras… Já estava a estranhar não encontrar alguma coisa em manutenção 🙂

Arco do Triunfo (2)Como já estávamos um pouco cansados, decidimos apanhar o metro, até ao próximo destino.

Saímos na estação Trocadero e fomos ver, mais uma vez, a torre Eiffel 🙂

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IMG_4244O objectivo era vê-la iluminada, mas ainda faltava muito até começar a anoitecer.

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Por isso, decidimos fazer um cruzeiro pelo rio Sena, através da empresa Bateaux Parisiens.

Volta de Barco (10)Os barcos partem do cais, mesmo junto à torre Eiffel, e tem a duração de uma hora.

O percurso que fazem é desde a torre Eiffel até Notre-Dame, e depois fazem a viagem de regresso.

Volta de Barco (8)Dentro do barco, nos bancos, há auscultadores, onde é possível termos um auto-guia, disponível em várias linguas.

Decidi apenas usufruir da vista, apesar de já ter percorrido todo aquele caminho a pé, durante o dia, a prespectiva da cidade dentro do barco é diferente e muito interessante.

Volta de Barco (9)Este passeio de barco custou 13€, e valeu muito a pena.

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Quando o barco atracou no cais, o sol já se estava a pôr… Mas ainda faltava um pouco para começar a anoitecer.

IMG_4343Como ainda não tinha experimentado os famosos crepes parisieneses, decidi que era a hora e o local perfeito para fazê-lo.

Volta de BarcoJunto à torre há várias barraquinhas a venderem crepes, comprei um com nutela e sentei-me a saborear aquele delicioso crepe e apreciar a magnifica vista para a torre, que àquela altura tinha uma cor magnifca, devido ao pôr do sol 🙂

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E finalmente começou a anoitecer…

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E com a escuridão veio a extradordinária iluminação da torre Eiffel.

IMG_4416É um espectáculo simplesmente fascinante ver toda aquela enorme torre iluminada.  Para mim, é uma das experiências que não se pode deixar de fazer, durante uma visita a Paris 🙂

E foi com esta extraordinária vista que terminou o nosso segundo dia na cidade luz 🙂

Notre Dame

No segundo dia em Paris, o tempo estava esplendoroso, e quase já não demos com os sinais da poluição, tirando o facto de os transportes públicos continuarem gratuitos 🙂

IMG_3424Começamos o dia na île de la cité, e depois de uma breve caminhada pela ilha, seguimos em direcção a Notre Dame.

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Este espectacular monumento começou a ser construído em 1163 e só terminou em 1345.

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A entrada para a igreja é gratuíta. Na altura que entrei, estava a começar a missa, e apesar do interior desta catedral ganhar outra vida durante a missa, também se torna impossível transitar calmamente, para quem apenas quer apreciar o interior da igreja.

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Por isso, não nos demoramos muito tempo lá dentro e seguimos em direcção à lateral de Notre-Dame. Dali é possível aceder às torres e apreciar as gárgulas e as fabulosas vistas sobre Paris, mas para isso temos que subir 422 degraus…

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Nas viagens há sempre algo que para nós é completamente imperdível e que não podemos deixar de fazer enquanto lá estamos… Em Paris, para a a maior parte das pessoas é subir à Torre Eiffel, mas, para mim, era subir a Notre Dame.

IMG_4070Afinal, se subisse à torre Eiffel, não podia vê-la… Por isso, preferi aceder ao topo de Notre Dame, e apreciar as belas vistas sobre Paris, sempre com a torre Eiffel no cenário 🙂

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A subida das centenas de degraus deixou-me um pouco ofegante, mas é recompensada por esta incrível vista. 🙂

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IMG_3492Notre-Dame tem um estilo gótico, mas as laterais e a traseira é onde é mais notória tal construção, e é simplesmente impressionante.

IMG_3499Uma das melhores vistas para Notre-Dame é através da ponte de L´Archevêché. Esta ponte é mais uma das inúmeras pontes em Paris, que está repleta de cadeados de amor.

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Apesar da entrada para a igreja ser gratuita, para subir às torres de Notre Dame temos que desembolsar 8,50€.

Louvre

O Louvre é o maior museu do mundo, possuindo uma infinidade de obras.

Construído em 1190, serviu como fortaleza para os ataques dos Vikings, no reinado do Rei Felipe Augusto.

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O acesso ao museu pode ser feito através da pirâmide de vidro, que é a entrada principal, e por essa razão, quase sempre tem filas enormes… Mas, o que muitas pessoas não sabem é que existem outras entradas.

A entrada pelo Carrousel Du Louvee, na Rue de Rivoli 99, é a mais indicada. Também é possível comprar o bilhete de entrada para o museu numa loja de variedades, localizada no Carrousel Du Louvre. Assim evitamos filas para entrar dentro do museu, e para comprar o bilhete. Foi só chegar, entrar, comprar o bilhete e ir para o museu 🙂

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Entrada no Louvre pelo Carrousel Du Louvre

Para entrarmos dentro do museu não precisamos ter o bilhete, o bilhete só é exigido à entrada das alas. Por isso, quem pretende só ver a pirâmide invertida no interior do recinto, pode fazê-lo sem que seja necessário comprar bilhete.

Louvre (3)Os bilhetes podem ser adquiridos, além da bilheteira, através de máquinas que estão localizadas na área de apoio ao visitante.

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O museu é enorme e é impossível ver tudo em apenas um dia. O melhor é organizar o que queremos visitar (se o seu objectivo é visitar todas as salas o melhor é dispensar dois dias para visitar o museu).

Antes de abalar imprimi o mapa do museu, disponível no site deles (há uma versão em português), e marquei as salas onde estavam as obras que queria ver. Desta forma não perdi tempo a tentar compreender o mapa, quando cheguei ao Louvre.

Esse mesmo mapa também está disponível gratuitamente no balcão de informações.

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O Louvre tem quatro andares e está organizado em três alas: Sully, Richelieu e Denon. Para entrar em cada ala é necessário apresentar o bilhete, por isso, tenha cuidado para não perder o bilhete, e conserve-o até sair do museu.

Começamos a visita pelos fossos medievais do Louvre que se encontra no piso -1, na Ala Sully.

Aqui encontra-se as fundações do antigo forte medieval, quando o Louvre ainda era uma fortaleza.

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Assim que encontrava um espaço onde pudesse sentar-me, ia directo descansar os pés… Foram muitos quilómetros dentro do museu… 🙂

Ainda no piso -1, encontra-se a impressionante Esfinge de Tanis, que foi descoberta em 1825, entre as ruínas do templo de Amon, localizado na cidade de Tanis, no Egipto.

Apesar de ser díficil precisar a data em que foi construída, os indícios apontam para o ano 2600 a.C.

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Esfinge de Tanis

Ainda na mesma Ala, mas no piso 0 e 1, encontram-se as antiguidades egípcias. E foram nestas salas onde tivemos mais tempo, a apreciar toda estas obras egípcias. Foi uma das áreas que mais gostei no Louvre.

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Existem inúmeros sarcófagos espalhados nesta área. Estes objectos são impressionantes, pois são ricamente decorados.

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Deusa Sekhmet

Uma mulher com cabeça de leoa, representava a deusa Sekhmer, é a deusa da vingança e das doenças. Rá, Deus do Sol, enviou Sekhmer para destruir os humanos que conspiravam contra ele.

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O Escriba Sentado

A impressionante escultura do Escrita sentada retrata um homem a escrever algo sobre um papiro. Esta escultura é famosa devido à sua qualidade, antiguidade e delicadeza das formas, sendo uma obra esculpida por volta de 2500 a.C.

Depois de visitada uma grande parte das obras da antiguidades Egípcia, decidimos mudar de ala.

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Psique reanimada pelo beijo do amor

Voltamos ao piso 0, mas na Ala Denon, onde conhecemos algumas das esculturas mais famosas. Nomeadamente a Psique reanimada pelo beijo do amor, que é uma escultura lindíssima.

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Cativo

Um pouco mais à frente encontra-se o Cativo, mais conhecido como o escravo moribundo, obra de Michelangelo.

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A primeira selfie da história 😛

Nesta altura o cansaço já começava a dar sinais, por isso, dirigimos-nos ao 1º piso, ainda na mesma sala e arrastamo-nos pelas inúmeras salas cheias de quadros até encontrarmos a famosa Gioconda, mais conhecida como Mona Lisa.

A Mona Lisa é uma das maiores atracções do Louvre, mas grande parte das pessoas que estão diante deste quadro, ficam um pouco desiludidas, tal como aconteceu comigo. Além do quadro ser mais pequeno do que estava à espera, está dentro de um vidro, e com um perímetro de segurança à sua volta, onde estão sempre centenas de pessoas a tentar tirar uma fotografia.

Claro que não consegui tirar uma fotografia digna e fiquei frustradíssima… Depois de andar à cotovelada com as centenas de pessoas que lá estavam, para conseguir chegar perto do quadro, o vidro que cobre o quadro não permite tirar fotografias sem ficarem com algum reflexo…

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Gioconda

Apesar de os meus pés já gritarem com dores não podia sair do Louvre sem visitar os aposentos de Napoleão III.

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Esta era uma das salas que fazia questão de visitar.

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As salas do apartamento de Napoleão III são uma demonstração do luxo e ostentação em que viveu Napoleão.

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Informações Práticas:

Horário: O Louvre abre diariamente, excepto às terças.

Seg/Qui/Sab/Dom : 9:00 às 18:00 horas.

Quartas e Sextas: 09:00 às 22:00 Horas.

Preços:

Colecções Permanentes: 12€

Exposição Hall Napoleon: 13€

Bilhete combinado: 16€

De Outubro a Março, no primeiro domingo de cada mês, o acesso à coleção permanente é gratuito.

Metro: Estação Palais Royal/Musée du Louvre.

Paris: 1º Dia

Durante a nossa estadia em Paris, a cidade esteve em alerta máximo para a poluição. A cidade estava toda coberta por uma nuvem acinzentada,  por essa razão alterei um pouco os planos que tinha para o primeiro dia, na cidade luz. Inicialmente, ia passar todo o dia a passear ao ar livre pela cidade, assim, como a poluição era bem visível, decidi passar a maior parte do dia no museu Louvre.

Ainda assim, não pude deixar de começar o dia a rever a Torre Eiffel. O meu primeiro contacto com este extraordinário monumento foi há quase 10 anos, numa viagem por França. A visita foi fugaz, de apenas uma hora, era o tempo que tinha disponível até apanhar o TGV até Rennes.

A visão para a Torre Eiffel é sempre algo de extraordinário, e o primeiro impacto é sempre o mais marcante. Recordo-me perfeitamente da primeira vez que a vi, e desde essa altura, fiquei com um bichinho de cá voltar… Pois, quando lá estive, só tive oportunidade de ver a Torre Eiffel, por isso é que há tanto tempo que queria voltar aqui e conhecer melhor a cidade.

Para o Sérgio era a sua primeira vez em Paris, e ficou tão fascinado com a imponência da Torre Eiffel que quis subir ao cima da torre. Como não tinha incluído esse programa no itinerário, uma vez que o tempo disponível era pouco, ficou um pouco complicado inserir a subida nos nossos planos… A melhor maneira de o fazer é marcar com antecedência, uma vez que as filas são intermináveis… Ficou o desejo de cá voltar para ver a cidade de Paris, a partir do topo da Torre Eiffel.

Devido à poluição, durante a nossa estadia, os transportes públicos foram gratuitos, forma de encorajarem os automobilistas a deixarem os seus veículos em casa. Assim, usamos e abusamos do metro, sempre sem pagar nada.

IMG_3607Saímos da estação de metro Trocadero (Linha 6 e 9) que vai direito ao Palais de Chaillot, local onde se tem uma das melhores vistas para a Torre Eiffel.

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E realmente a poluição era tanta que quase não se conseguia distinguir a majestosa torre.

Mas não desistimos e começamos a caminhar até perto da torre.

É praticamente impossível os nossos olhos não serem atraídos por esta poderosa silhueta.

IMG_3636A Torre Eiffel foi construída num tempo recorde de 2 anos para a Exposição Universal de 1889, por Gustave Eiffel. Inicialmente, não era suposto a torre permanecer de pé depois da exposição, mas graças ao imenso sucesso que suscitou entre os visitantes, durante a exposição, ela acabou por nunca ser desmontada.

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Esta torre de 324 metros enfrentou grande oposição, mas o seu génio foi vingado pelo facto de a oscilação não exceder os 9 cm com ventos fortes e de a torre ter permanecido a estrutura mais alta do mundo durante 40 anos.

Gustave Eiffel manteve um gabinete aqui até à sua morte, em 1923.

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Como o ar aqui não estava tão cinzento, decidimos passear um pouco pelas redondezas, em vez de irmos logo para o Louvre.

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Fomos em direcção à ponte Bir-Hakeim. Esta ponte foi construída entre 1903 e 1905.

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Esta estrutura de art nouveau de dois níveis, tem uma faixa pedestre, uma via rodoviária e uma linha de metro.

Bir-Hakeim (3)Bir-Hakeim (6)Além de ser uma ponte muito bonita, com bastantes pormenores fantásticos, tem uma vista espectacular para a Torre Eiffel.

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Bir-Hakeim

É praticamente impossível não estar sempre a apontar a objectiva para a esplendorosa Torre Eiffel. Aliás, nesta viagem, na maior parte das minhas fotografias a Torre Eiffel está presente. É realmente uma obra cativante a apaixonante 🙂

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Como o dia até estava bastante agradável e até estava calor para os padrões do mês de Março, aqui na Europa, decidimos ir a pé até ao Louvre, em vez de irmos de metro.

Passamos pelo relvado do Parc du Champs de Mars, mesmo em frente à Torre Eiffel, e a poucos passos de distância começamos a ver a majestosa cúpula dourada dos “Les Invalides”.

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O edifício Les Invalides foi construído em 1670 e serviu para alojar soldados inválidos e continua a albergar alguns ainda hoje.

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É também um memorial às campanhas e batalhas que marcaram a história de França. Aqui encontram-se o casaco comprido de Napoleão, a sela da coroação, e até mesmo o seu cavalo, Vizir, de par com uma recriação da sela onde morreu no exílio. É neste local que se encontra sepultado Napoleão Bonaparte.

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A Torre Eiffel sempre a dar o ar da sua graça 🙂

Podemos aceder facilmente aos Invalides através do metro, a partir das estações:  La Tour Maubourg, École Militare ou Invalides (linha 8).

Como a fome já começava a apertar decidimos apanhar o metro para chegarmos mais rapidamente ao Louvre. Entramos na estação Invalides e saímos no Concorde (linha 8), esta não é a mais próxima do museu, mas a linha que dá acesso ao Louvre estava em obras, na altura, por essa razão saímos e fizemos o resto do caminho a pé, a distância também é curtinha.

Antes de entrarmos para o museu decidimos almoçar. Mesmo em frente ao  Arc de Triomphe du Carrousel encontrava-se uma banca da loja Paul Boulangerie, onde vendem baguetes. Deliciamo-nos com baguettes de salami e queijo de camembert.

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Decidimos então entrar no Louvre (que vai merecer um post inteiro dedicado a ele) e passamos lá o resto da tarde.

Quando saímos do Louve já estava a começar a anoitecer, então, fomos caminhando pelo Jardin des Tuileries.

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Até chegarmos à Place de la Concorde. Daqui apanhamos o metro até ao próximo destino…

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Place de La Concorde

Da Place de La Concorde já se consegue ver lá ao fundo o Arco do Triunfo.

Tinha preparado uma surpresa ao Sérgio e só a revelei quando estávamos à espera do metro…

Um dos filmes preferidos do Sérgio é a trilogia Antes do Amanhecer, Antes do Por do Sol e Antes da Meia Noite. O filme Antes do Por do Sol foi gravado em Paris, um dos lugares que serviu como cenário para o filme, foi o Pure Café, que fica um pouco afastado das rotas turísticas. Como, inicialmente, não sabia o nome do café, pois ainda não vi os filmes (shame on me), fiz alguma pesquisa e descobri o nome e a morada do mesmo.

Então, na estação de metro apresentei-lhe uma folha onde mostrava qual seria a nossa próxima paragem! Claro que ele adorou 🙂

Entramos na estação de metro Concorde e saímos em Faidherbe-Chaligny (linha 8), o resto do percurso foi feito a pé.

Le Pure Café (3)Entramos, sentamo-nos e deliciámo-nos com uma refrescante cerveja.

Uma das coisas que mais gosto de fazer em viagem é tentar sair um pouco das rotas turísticas e tentar “infiltrar-me” na rotina local. E foi isso que tentei fazer aqui. O Pure café é um café tipicamente parisiense e onde havia pouquíssimos turistas.

Enquanto saboreava a minha cerveja, observava as pessoas à minha volta e deliciava-me com o ambiente do sítio.

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Antes de regressarmos ao hotel, demos um “pulinho” até ao Moulin Rouge.

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Saímos na estação de metro Pigalle, há outra mais próxima do cabaré, a Blance. Mas decidimos sair antes, para sentirmos o ambiente do local.

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Obviamente que não entramos, nem assistimos a nenhuma dança de cancã. Pois os espectáculos não são nada baratos.

Moulin rouge

Tiramos apenas a foto da praxe e aproveitamos para jantar antes de voltar ao hotel.

Aqui deparamo-nos com um dilema… Jantar no glamoroso restaurante do Moulin Rouge ou no restaurante de fast-food Quick, que fica mesmo ao lado do Moulin Rouge… Difícil escolha… Claro que os forretinhas foram para o Quick! ihihih 😀

Depois de termos jantado seguimos para o hotel, para descansar, pois o dia já ia longo…
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Paris: A chegada

O pretexto para a viagem para Paris foi o aniversário do Sérgio. Não queríamos nada muito dispendioso, pois tinha acabado de chegar da Tailândia, e que não perdêssemos muito tempo na viagem.

A decisão recaiu para Paris porque conseguimos uns bilhetes de avião em conta, a partir do aeroporto de Faro. Assim poupávamos o dinheiro do transporte até Lisboa e também não perdíamos tempo na deslocação…

O nosso voo foi na hora de almoço, mas entre deslocações e atrasos, só chegamos ao nosso hotel à hora de jantar.

Como era o dia do aniversário do Sérgio, decidimos ir a um restaurante que tivesse um ambiente porreiro, pois ninguém merece jantar no macdonalds no dia do seu aniversário 😛

Como ficamos hospedados na zona de Belleville a escolha, em relação à restauração, não era muito diversa, mas acho que fizemos uma escolha acertada.

O restaurante escolhido foi o Le Nuovo Cosmos, o ambiente era descontraído e a decoração era acolhedora. Tudo o que desejávamos para essa noite 🙂

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Mas o melhor de tudo foi mesmo a refeição, ambas estavam deliciosas. O Sérgio escolheu um bife grelhado com batatas assadas e eu fiquei-me pela vitela com queijo parmesão e legumes salteados. Para acompanhar pedimos o vinho tinto da casa, que era muito bom.

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Ficamos bastantes satisfeitos com a refeição e já não sobrava muito mais espaço para sobremesas, mas quem nos serviu foi tão atencioso e aconselhou-nos tanto uma sobremesa que não conseguimos recusar…

E ainda bem que não o fizemos, pois estava divinal. Eram três miniaturas distintas, a primeira era um pudim, a segunda um macaron e a ultima um petit gateau.

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Depois de todas estas calorias ingeridas fomos andar um pouco pela zona de Belleville, antes de voltarmos para o hotel.