Itinerário de 3 dias no Alto Alentejo

Nós adoramos a região do Alentejo que, para nós, significa bom vinho, boa comida, paisagens incríveis, sossego, e tranquilidade. Sempre que conseguimos fazemos uma escapadinha para conhecer mais um pouco desta bela região do nosso país. Aqui segue um itinerário pelo Alto Alentejo, que pode perfeitamente ser feito num fim-de-semana prolongado.

1º Dia – Marvão

A vila de Marvão é, na minha opinião, uma das mais bonitas do Alentejo. Daqui conseguimos ter vistas de tirar o fôlego. Subam até ao Castelo e percam-se na imensidão de paisagem que obtemos daqui.

Depois caminhem e apreciem as ruas estreitas e sinuosas da vila.

Não deixem de fazer uma refeição no Restaurante “Varanda do Alentejo”, onde poderão apreciar as famosas e Migas Alentejanas, terminando com uma Sericaia para sobremesa, tudo típico desta região.

Vale a pena pernoitar na vila e nós recomendamos o Hotel Dom Dinis ( Há post sobre este hotel, aqui).

Jacuzzi do Hotel Dom Dinis

Itinerário de Marvão

2º Dia – Castelo de Vide a Belver

No segundo dia seguimos viagem em direcção a Castelo de Vide. Esta pequena localidade possui um castelo de onde podemos obter umas vistas panorâmicas magnificas.

Castelo de Vide é considerada uma das vilas medievais melhor preservadas em Portugal. Para comprova-lo, caminhe calmamente pelas suas ruas labirínticas e deixe-se encantar pelo charme das suas ruelas.

Não saia de Castelo de Vide sem fazer uma refeição no Restaurante “ O Djony“. Tem um ambiente muito simples e descontraído, mas a comida é excelente, o atendimento muito simpático e os preços bem acessíveis.

Itinerário de Castelo de Vide

Saímos de Castelo de Vide e dirigimo-nos para Belver. Nesse dia acabamos por não fazer mais nada, apenas a relaxar na piscina da Quinta do Belo-Ver, local onde ficamos a pernoitar e o qual recomendamos.

Para jantar fomos ao restaurante “O Castelo”, em Belver, onde saboreámos uma agradável refeição num ambiente descontraído.

3º Dia – Passadiço do Alamal

No último dia, e depois de um belo pequeno-almoço na Quinta do Belo-Ver, dirigimo-nos para o passadiço do Alamal. É um percurso muito agradável de se fazer, sempre junto das margens do Rio Tejo, num caminho cheio de vegetação. Como brinde, temos ainda uma vista privilegiada para o Castelo de Belver.

Artigo sobre o Passadiço do Alamal

Se quiserem prolongar a vossa estadia pelo Alentejo, podem sempre ir a Montargil e Évora.

Évora

Montargil

Devido à actual pandemia, as viagens ficaram deveras comprometidas e uma das piores sensações para os amantes de viagens é não saber quando podemos voltar a viajar de forma segura. Nós, para os próximos tempos não temos grandes planos, e certamente as próximas férias serão feitas em Portugal. E, sem dúvida, a região do Alentejo é uma óptima escolha! E vocês, já tem planos de viagens?

Passadiço do Alamal

Há algum tempo que queremos fazer o percurso dos Passadiços do Paiva mas, para nós, não é propriamente perto (vivemos no Algarve) e acabamos sempre por adiar. Assim, quando descobri o Passadiço de Alamal, no concelho de Gavião, achei que era uma forma de colmatar a não ida aos Passadiços do Paiva.

Apesar de não ter a dimensão dos de Paiva, o Passadiço do Alamal foi uma agradável surpresa. É um tesouro pouco conhecido, mas sem dúvida que merece uma visita!

O percurso tem início na Praia Fluvial do Alamal e termina junto à ponte de Belver. É um percurso relativamente pequeno (4km, ida e volta), que se faz facilmente e sem grande esforço. Uma vez que não tem grandes desníveis, apenas um par de escadas, torna-o acessível a praticamente toda a gente.

É um percurso muito agradável de se fazer, sempre junto das margens do RioTejo, num percurso cheio de vegetação, e de brinde ainda temos uma vista privilegiada para o Castelo de Belver.

Alojamento

Nós decidimos pernoitar na Quinta do Belo-Ver, em Belver. Um alojamento bem perto do Castelo, que reunia algumas comodidades que apreciamos quando fazemos viagens em Portugal, como parque estacionamento privativo, piscina, ar-condicionado nos quartos e pequeno-almoço incluído (que era excelente por sinal).

Esta quinta, tem ainda de bónus uma vista fabulosa sobre o rio Tejo. E a piscina foi uma agradável surpresa, uma vez que a tivemos só para nós. Mais nenhum hospede usufruiu enquanto lá estivemos 🙂

Onde Comer

Na verdade não tínhamos muitas opções de restaurantes em Belver. No Tripadvisor só apareciam duas opções…e não queríamos “pegar” no carro para ir mais longe… Assim, decidimos ir ao restaurante “O Castelo”.

Como é dos poucos restaurantes por aqui, convém reservar. A comida é caseira e muito bem confeccionada, com produtos locais. O dono do restaurante é o cozinheiro, é muito simpático e bastante atencioso com os clientes. Lugar a repetir!

Monsaraz: A Vila, a Praia Fluvial, Alojamento e Restaurantes

Esta foi a nossa terceira vez em Monsaraz. Gostamos tanto deste lugar que não nos importamos nada de voltar. Apesar de já ter escrito um post sobre este local, nesta visita descobrimos vários sítios que acho que merecem ser mencionados.

Praia Fluvial de Monsaraz

O primeiro é a Praia Fluvial de Monsaraz, que se situa no centro Náutico de Monsaraz. Esta praia possui várias infra-estruturas que permitem passar um dia bem agradável, desde um parque de merendas, um parque infantil, assim como balneário e um bar/restaurante.

Além disso, tem áreas de relvado e de areal e também uma piscina flutuante, com zonas de banhos para crianças e adultos.

Em 2017, esta praia, recebeu o título de praia mais acessível, disponibilizando condições para que as pessoas com mobilidade reduzida possam usufruir, igualmente, de todo o espaço.

Passamos uma manhã e um início de tarde muito agradável por aqui, pelo que recomendamos bastante.

Alojamento

De seguida dirigimo-nos para a vila de Monsaraz. Ao contrário das outras visitas, desta vez ficamos alojados por aqui e a escolha recaiu na Casa da Tia Anica. Tem uma localização perfeita; fora das muralhas, o que permite encontrar um lugar para estacionar o carro com alguma facilidade, mas perto o suficiente para permitir aceder à vila a pé e rapidamente.

Outra das razões que nos fez escolher este alojamento foi o seu pátio interior, com uma vista soberba para o Alqueva, onde podemos, no final da tarde, descontrair e apreciar a vista.

Além disso tem todas as comodidades necessárias, desde WC, cozinha completamente equipada, TV, Wi-FI e Ar condicionado.

Restaurantes

Se pretendem fazer uma refeição em Monsaraz, principalmente no verão, aconselho a reservarem com alguma antecedência! Esta vila é bastante procurada e, dessa forma, os melhores restaurantes ficam logo sem vagas! Nós tentamos reservar nos “Sabores de Monsaraz“, que seria a nossa primeira escolha, mas quando ligamos já não estavam a aceitar reservas. Fomos para a segunda opção, a “Taverna Os Templários” e, com sorte, conseguimos uma mesa! O espaço é acolhedor e tem um terraço com uma vista soberba. A comida tipicamente alentejana é fantástica e o restaurante tem também uma boa selecção de vinhos.

Outro restaurante que recomendamos é o Xarez. Não fomos lá desta vez mas tínhamos experimentado na nossa última visita à vila. Na altura não fizemos uma refeição completa, e apenas pedimos uma sandes de presunto com queijo da serra, que estava divinal! E de bónus, tínhamos ainda uma vista espectacular.

A Vila

Monsaraz, na minha opinião, está entre as vilas mais bonitas do Alentejo. É difícil não ficarmos apaixonados por este pedacinho do nosso país: paisagens deslumbrantes, gente acolhedora, comida e vinhos fantásticos…

Aconselho a deixarem o carro fora das muralhas, pois lá dentro, além de ser difícil circular de carro é bastante complicado arranjar algum lugar para estacionar. E, este local vê-se bem é percorrendo a pé. Se visitar Monsaraz no verão, passe o dia na praia fluvial e visite a vila à tardinha ou no início da manhã, pois o verão aqui é muito quente!

O ponto mais emblemático de Monsaraz é o seu Castelo, que se encontra na extremidade oposta da Porta da Vila (entrada para as muralhas), mas até lá chegarmos caminhamos calmamente pelas ruas empedradas e fomos admirando as casinhas, os pormenores das ruelas e, acima de tudo, apreciamos a vista fantástica à nossa volta.

Percorremos a muralha até chegarmos ao Castelo, o ponto alto da visita a esta vila. Aqui podemos apreciar ainda melhor toda a vista, tanto para a Barragem do Alqueva, o maior lago artificial da Europa, como para a planície alentejana a perder de vista.

Junto à Igreja da Nossa Senhora da Lagoa, no local da antiga escola primária encontramos uma agradável surpresa, a loja de vinhos Ervideira. Nós, como amantes de vinho, decidimos entrar e fizemos uma fantástica descoberta! Numa sala fechada encontramos a loja, onde provamos alguns vinhos e acabamos por adquirir uma garrafa. Mas, a parte melhor acontece no terraço, onde é possível saborear um copo de vinho acompanhado com uma bonita vista para o Alqueva. Se não conhecem, experimentem o vinho “Invisível”. Trata-se de uma vinho branco, produzido com uvas tintas, da casta Aragonez. É excelente!

Para finalizar a visita, vale a pena deslocar-se até à Capela/Ermida de São Bento, que se encontra fora das muralhas da vila. Esta parte é pouco explorada e, dessa forma, com poucos turistas e, apesar da Capela encontrar-se ao abandono e em ruínas, vale a pena a ida para apreciarmos a vista panorâmica que se obtêm daqui é indescritível e mágica.

Montargil | O que visitar na região.

Apesar de Montargil não ter muitas atracções para ocupar o nosso tempo, podemos sempre fazer uma caminhada pelas margens da Barragem de Montargil. Se forem no verão, podem ainda usufruir das praias fluviais da zona.

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Não muito distante de Montargil, encontra-se Ponte de Sor, que é uma cidade muito agradável. Fizemos um pequeno passeio junto à zona ribeirinha, onde aproveitamos para apreciar a calmaria e a beleza do lugar.

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Outro lugar que recomendo a visita é ao Parque Ecológico de Gameiro, em Mora. A verdade é que descobrimos este lugar porque faz parte da área envolvente do Fluviário de Mora, o qual sinceramente, me desiludiu bastante.

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O Fluviário abriu as suas portas em 2007 e foi o primeiro aquário dedicado aos ecossistemas de água doce na Europa. Durante a visita podemos observar a fauna e a flora das espécies que lá habitam, como o Bordalo, a Cumba, a Carpa ou o Esturjão. Algumas destas espécies encontram-se em situações bastante vulneráveis e correm o risco de se extinguirem.

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A parte que mais queria ver era a das lontras, que se encontra na parte exterior do fluviário. Mas o género de aquário onde elas estão, estava de tal forma sujo que foi praticamente  impossível vê-las, o que me deixou muito triste. A parte exterior está muito mal aproveitada e com pouquissíma manutenção.

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As lontras são alimentadas às 12:45 e às 16:40, pode ser que nessa altura, as consigam ver um pouco melhor…

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E, quando demos por nós, já estávamos no final da visita, e ficamos literalmente a olhar um para o outro e a perguntar, “é só isto?!”

Achamos o preço demasiado elevado (7,20€/pessoa) para a infraestrutura e quantidade de coisas que nos oferece.

O Fluviário dispõe de uma cafetaria e de um restaurante, onde podemos fazer as refeições.

Não demos a viagem por perdida, porque aproveitamos e fomos apreciar a natureza no Parque Ecológico de Gameiro.

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Existe um passadiço, com 1.5Km de extensão (3Km, ida e volta), que segue junto da Ribeira da Raia. Aqui podemos fazer uma caminhada e apreciar a natureza e a calma que nos rodeia. 

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Aqui, e se o tempo permitir, pode ocupar o seu tempo na praia fluvial do Gameiro, que possui também um parque de merendas, uma Zona de Lazer e um parque de Arborismo. 

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Montargil| Hotel & Restaurantes

Com a pandemia instalada em todo o mundo, é muito provável que o regresso à normalidade das viagens para o exterior não chegue tão cedo, seja por quarentenas obrigatórias exigidas nos países de destino ou mesmo pelo simples receio de viajar… Dessa forma, acredito que a maior parte dos amantes de viagens optem pela máxima “Vá para fora cá dentro” e, assim sendo, vou escrever alguns posts sobre escapadinhas que fui fazendo pelo nosso belo país nos últimos anos, e que ainda não tinha escrito. Pode ser que de certa forma vos inspire 🙂

Nau Hotels Lago Montargil & Villas

Em Outubro passado tínhamos alguns dias de férias e precisávamos mesmo de descansar, por isso, aproveitamos a oportunidade para ir para um hotel que há muito estava na minha lista de lugares a visitar. Estou a falar do Lago Montargil & Villas.

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O Nau Hotels Lago Montargil & Villas é uma referência na zona, que se destaca pela sua qualidade de um hotel de 5 estrelas.Este hotel tem duas zonas distintas: um complexo de edifícios onde se encontram os quartos, assim como piscina interior, SPA, bar, ginásio e restaurante; a outra zona, localiza-se junto à lagoa da barragem de Montargil, e é composta por 11 villas náuticas com piscina privativa, as quais me deixaram a suspirar…

Apesar de não termos ficado instalados nas villas, o nosso quarto também nos deixou bastante surpreendidos pela positiva. Um quarto bem amplo, com uma casa de banho espaçosa  e uma varanda com uma vista impressionante, para os jardins e piscina.A cama era de extrema qualidade e conforto. Um pormenor que os quartos tinham e que para mim é bastante importante, é o blackout total das cortinas, não deixando entrar qualquer claridade no quarto. É algo que me incomoda quando durmo fora de casa, uma vez que a mais pequena claridade consegue perturbar o meu sono.

Existem diversos espaços exteriores, como piscinas rodeadas por centenas de palmeiras e vegetação, onde é muito agradável passear. Mas o ex-líbris deste hotel é a sua piscina infinita, que tem como pano de fundo a barragem de Montargil. Esta está localizada junto do clube náutico.A parte que mais aproveitamos neste hotel foi mesmo o SPA. Aqui encontramos um ambiente calmo e relaxante, onde dividíamos o nosso tempo entre o jacuzzi e a piscina aquecida, com zonas de hidromassagem. Também existe sauna e banho turco, mas não usamos, pois não somos muito fãs.

Para darmos continuidade à atmosfera relaxante, aproveitamos e fizemos uma massagem relaxante a dois. Teve uma duração de 50 minutos e soube pela vida aquele momento… Num ambiente completamente zen, acompanhado por uma música relaxante, saímos de lá completamente na nuvens. Recomendo!

O pequeno-almoço é das primeiras coisas que penso assim que acordo num hotel! Simplesmente adoro toda a variedade que temos ao nosso dispor e faz o meu apetite disparar! Quem é como eu?

E este não desiludiu nada, bem pelo contrário! Tinha uma enorme variedade, havendo opções para todos os gostos e feitios e, além disso, estavam sempre a repor as faltas. Além do pequeno-almoço é possível fazer as outras refeições aqui, pois o hotel tem à nossa disposição um buffet, assim como restaurante à carta. Mas, sinceramente, não somos muitos fãs de refeições nos hotéis, à excepção do pequeno-almoço. E estando nós no Alentejo, cuja gastronomia adoramos, fomos experimentar os restaurantes locais. (Mais pormenores dos restaurantes, no final do post).

Como hotel de 5 estrelas é normal os preços não serem os mais convidativos para todos os bolsos. Na época alta, o Lago Montargil & Villas chega facilmente aos 300€/noite. Mas a minha dica é irem nas épocas baixas, e nesse aspecto este hotel consegue balancear muito bem os seus preços consoante a altura. Nós, em Outubro (já considerada época baixa) pagamos cerca de 90€/noite.É um lugar muito agradável para passar uns dias, se o seu propósito for ter uns dias de sossego e relaxamento. Recomendadíssimo!

Restaurantes Montargil

– O Tropical

Indicaram-nos este restaurante no hotel, e também tinha consultado o Tripadvisor onde reparei que era o nr.º 1 em Montargil. Dessa forma, não pensamos duas vezes ao escolhe-lo para o nosso primeiro jantar na vila. E foi uma escolha acertada, pois é um restaurante com ambiente tipicamente alentejano. Fomos recebidos pelo proprietário de uma forma simpática e brincalhona, o que nos fez de imediato sentir-nos à vontade. Jantamos umas plumas, que vieram acompanhadas por migas e batatas fritas, e estavam divinais! Uma boa relação qualidade/preço.

Morada: Rua Heróis do Ultramar 24A, Montargil.

– Retiro do Mocho

Tínhamos visto no Tripadvisor que este restaurante tinha uma boa classificação, por isso decidimos vir cá jantar na nossa segunda noite em Montargil. Chegamos bem cedo e fomos os primeiros clientes a chegar para jantar. O atendimento foi bem simpático e a comida era bastante saborosa. Eu escolhi o bacalhau melhorado e o Sérgio foi para lombinho grelhado, e na altura, fomos avisados que ainda não tinham acendido as brasas, por isso ia demorar… E apesar de termos sido avisados, realmente a demora foi bastante… Quando a comida chegou, já estava naquele ponto da fome já ter passado… O que é realmente lamentável, pois a comida é bastante saborosa.

Morada: Foros do Mocho, Montargil.

Castelo de Vide

Depois de sairmos de Marvão, dirigimo-nos para Castelo de Vide, apenas com uma paragem estratégica na estrada N246-1 (conhecida localmente por “Alameda dos Freixos”), para a foto da praxe.

Castelo de Vide é uma vila alentejana, localizada numa colina da Serra de São Mamede.

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A abundância de vegetação, o clima ameno e a proximidade da Serra, mas também devido ao seu esplendor e encanto o que a torna numa das localidades mais românticas da região alentejana, tornaram-na conhecida como a “Sintra do Alentejo”.

O que fazer:

São diversos os locais de interesse e os monumentos na vila, destacando-se:

  • Castelo e as bonitas vistas obtidas de lá.

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A entrada para o Castelo é gratuita. Além das vistas panorâmicas que se tem do alto do Castelo, também podemos lá encontrar o Centro de Interpretação do Megalitismo.

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  • Judiaria

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Um dos exemplos mais importantes e bem preservados da presença judaica em Portugal. Aqui, a maioria das portas mantêm o arco gótico ogival e, em muitas ombreiras, do lado direito, podemos ainda ver fendas esculpidas. Era o local onde os judeus guardavam os seus Mezuzá, ou seja, os pergaminhos, que continham as duas passagens da Torá.

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Também ainda existe a Sinagoga, actualmente transformada num museu. A ideia era lá entrarmos, mas à hora que lá passamos estava encerrado para a pausa do almoço.

  • “Perder-se” pelas suas ruas labirínticas.

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Castelo de Vide é considerada uma das vilas medievais melhor preservadas em Portugal. Por isso, é muito fácil para quem visita este local deixar-se encantar pelo charme do  seu cenário medieval.

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Onde comer:

O restaurante surpresa desta road trip foi o que encontramos em Castelo de Vide, o Djony. O ambiente é bastante simples e descontraído, mas, o mais importante, a comida é simplesmente deliciosa.

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Antes de termos tempo para ver o menu, já o proprietário do restaurante, nos tinha servido uma tigela de sopa. E disse-nos que ali, em vez de servirem as habituais entradas com pão e patês, serviam sopa… E estava tão boa!!

Era apenas o inicio de uma repasto dos deuses… Além da comida deliciosa, o atendimento foi do mais atencioso possível! Se não bastasse a comida excelente, o atendimento maravilhoso, no final, quando veio a conta, também nos fez sorrir…Bastante acessível, pagamos cerca de 20€, os dois!!

Lugar a voltar, sem dúvida! 🙂

Marvão

Marvão é uma vila situada no alto Alentejo, na escarpa do Parque Natural da Serra de São Mamede. Da vila conseguimos obter vistas panorâmicas fascinantes, pois ela encontra-se a 862 metros de altitude, no topo da Serra do Sapoio.

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Esta povoação terá sido conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques, entre 1160 e 1166, mas foi tomada outra vez, numa contra-ofensiva moura, em 1190. Em 1229 D. Dinis apoderou-se do Castelo de Marvão, que teve uma grande importância nas guerras com os castelhanos e espanhóis.

Os rochedos de Marvão foram utilizados como refúgio e como ponto militar estratégico desde, pelo menos, o período romano.

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Depois de várias horas de viagem, apenas com uma paragem estratégica para um almoço rápido, subimos a íngreme estrada que dá acesso a esta vila. Já lá dentro, aventurámo-nos pelas suas ruas estreitíssimas. (Tão estreitas que eu só dizia ao Sérgio: “O carro não vai passar aqui!”).

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Estacionamos o carro junto ao castelo (pois o nosso hotel era mesmo ao lado) e fomos conhecer um pouco da vila.

Percorremos a pé as suas ruas estreitas e sinuosas e admiramos a pacata vila com as suas casas caiadas de branco, muito bem arranjadas.

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Além de admirar as vistas, de tirar o fôlego, que se obtém da vila, e de descobrir os encantos escondidos pelas ruas da vila, não existe muito mais para visitar, além do seu castelo. E foi isso que fizemos!

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Pagamos o bilhete da entrada, com um custo de 1,50€/pessoa, e fomos explorar o Castelo. Situado no topo da vila, no ponto mais alto do planalto, consegue-se desfrutar de uma vista espantosa e completamente hipnotizante! Era capaz de levar horas só a contemplar aquelas paisagens…

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Como disse José Saramago: “De Marvão vê-se a terra toda”. E tinha toda a razão, em dias de pouca nebulosidade consegue-se alcançar uma vista com distâncias espantosas.

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Começamos a visita pela cisterna, que se encontra junto à entrada principal. É uma das maiores cisternas dos castelos portugueses, com cerca de 10 metros de altura e 46 de comprimento. Acumulava água para cerca de 6 meses, o que era essencial para que a vila pudesse resistir a um cerco prolongado, pois no cume do monte, a quase 900 metros, não existia água disponível.

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A nossa visita ao castelo foi mais curta do que inicialmente estávamos a contar devido ao facto de o castelo estar cercado de uma praga de insectos. Eram aos milhares e chegou a um ponto que se tornou mesmo muito incomodo… voavam para cima de nós, entravam para dentro da roupa, chegamos a levar picadas… Tivemos que desistir e dar por terminada a visita.

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Em conversa com a dona do hotel onde ficamos, soubemos que era uma praga que tinham todos os anos, duas vezes por ano. Quando começava a fazer muito calor e quando o frio voltava… Durava cerca de 2/3 dias e que a autarquia já tinha feito várias intervenções e nunca conseguiram exterminar esta praga… Por nossa sorte, conseguimos acertar mesmo nessa altura do ano que a praga aparece! :p

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Ao final da tarde fomos aproveitar o jacuzzi do hotel (este hotel vai merecer um post à parte).

Depois de relaxarmos no hotel decidimos ir jantar… Não existem muitas opções de restaurante em Marvão, mas no hotel aconselharam-nos a Varanda do Alentejo. O serviço foi relativamente rápido e com um atendimento simpático e a comida era boa, mas nada de especial! Por no Alentejo comer-se sempre bem a fasquia nos restaurantes desta zona é sempre muito alta.

Para acompanhar a refeição bebemos o vinho “.Com”, que recomendo muitíssimo!! E além do mais, a companhia também era bastante boa :P, pelo que foi um jantar  bem agradável e com uma vista verdadeiramente fantástica! 🙂

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E, depois de uma corrida até ao nosso hotel pois começou a chover torrencialmente, demos por terminada a noite em Marvão. No dia seguinte tínhamos que sair cedo pois ainda tínhamos muitos quilometros pela frente…

Montemor-o-Novo

Depois de termos passada a manhã de domingo na Casa do Governador saímos de Évora e seguimos em direcção a Montemor-o-Novo. Um casal nosso amigo encontrou na net boas referências de um restaurante na zona por isso, fizemos a reserva e lá fomos todos 🙂

O restaurante A Ribeira tem um ambiente simples e descontraído. Mas o que faz deste espaço diferente de todos os outros é que a ementa é cantada. Sim cantada, o dono, o Sr. Carlos, canta-nos a ementa. Foi tão inesperado e divertido que esqueci-me completamente de tirar fotografias ou fazer um video. Mas existe vários vídeos no youtube onde podem ver como é o ambiente, como este.

Além do ambiente bem divertido a comida é maravilhosa e bem acessível. Sítio a não perder numa ida a esta zona!

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Depois do almoço aproveitamos que estávamos ali e fomos visitar as Ruínas do Castelo de Montemor-o-Novo.

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Este castelo foi devastado durante o terramoto de 1755, continua bastante degradado, pois não houve qualquer trabalho de requalificação, o que é uma pena…

Apesar disso merece um visita, nem que seja para apreciar as vistas deslumbrantes sobre Montemor-o-Novo.

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E desta forma demos por terminado um fim de semana perfeito, era hora de voltarmos a casa 🙂

Casa do Governador – Évora

O lugar onde íamos pernoitar em Évora tinha que ser algo especial, não queria um hotel mediano, como a maior parte dos hotéis que costumamos ficar nas nossas viagens low-cost (que servem perfeitamente para o nosso estilo de viagem), este tinha que oferecer um tipo de serviço diferente do que costumamos optar, pois a ideia era estarmos algum tempo por lá… 🙂

Andei a ver hotéis de 4 e 5 estrelas com spa, mas achei que o Sérgio ia valorizar algo mais familiar… Por isso pus de parte a ideia dos hotéis e comecei a pesquisar casas de turismo rural. E de todas, a que mais me chamou a atenção foi a Casa do Governador e o factor decisivo foi que dentro das actividades possíveis na herdade havia a possibilidade de alugar bicicletas (como o Sérgio anda numa fase doentia por bicicletas não pensei duas vezes :P).

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E acertei em cheio na escolha deste lugar! Tem uma boa localização, próxima do centro da cidade mas fora da confusão citadina, fica a cerca de 7 km do centro de Évora.

Toda a casa  é bastante confortável, além dos quartos, existem duas salas de estar espaçosas onde podemos estar tranquilamente.

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Toda a casa apresenta uma decoração rústica digna de uma capa de revista! Existem vários pormenores que fazem toda a diferença.

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Adorei a sala de refeições, além da grande variedade servida ao pequeno-almoço, desde sumos naturais, bolos frescos, fruta, iogurtes, produtos da região… O que mais gostei foi a vista…Tem duas janelas enormes que nos permite ver parte da quinta. E é super relaxante estarmos a comer e a apreciar o exterior, com os animais a passarem..

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O quarto e o wc são espaçosos e muito, muito confortáveis… Nem apetecia sair dalí… Da janela do nosso quarto tínhamos vista para a herdade.

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O quarto não tem televisão o que contribui para uma estadia ainda mais relaxada e tranquila. E é uma forma de desligarmos completamente da vida citadina.

No exterior reina a serenidade do campo, onde é bastante agradável fazer um passeio a pé ou de bicicleta.

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Existe uma pequena piscina no exterior, que não conseguimos usufruir por termos ido em Março.

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Foi sem dúvida uma experiência inesquecível, num ambiente familiar e calmo e onde conseguir relaxar bastante e abstrair-nos da confusão do dia a dia.

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Só tivemos pena de termos ficado apenas um fim de semana.

Évora

No aniversário do Sérgio decidi fazer-lhe uma surpresa e irmos passar o fim de semana fora. Depois de ver várias hipóteses decidi reservar uma noite numa casa de campo em Évora. Como queria que fosse completamente surpresa decidi não contar ao Sérgio para onde íamos, apenas que íamos passar o fim de semana fora, e ele só soube quando chegamos ao local, acho que fiz um bom trabalho 🙂

O engraçado da situação é que uns dias antes fomos beber um cafezinho com um casal nosso amigo (Alô Sandra) e disse-lhe que estava a preparar uma surpresa para o Sérgio.. Qual não foi o meu espanto quando ela me disse que também ia esse fim de semana para Évora, também para comemorar o seu aniversário 😀 E por pouco não ficávamos no mesmo hotel, pois uma das opções que tinha visto era no hotel que eles escolheram 😀

Por isso o fim de semana foi extremamente divertido, pois quando esta gente se junta toda é uma verdadeira algazarra!  🙂

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No sábado logo cedo saímos de Lagos e rumamos a Évora 🙂 Assim que chegamos fomos almoçar num restaurante que tinha visto que tinha boa pontuação no tripadvisor e que reservei pelo caminho, O Combinado. O Restaurante é bem pequeno por isso é melhor reservarem com alguma antecedência. O serviço é 5 estrelas, a comida de comer e chorar por mais e por um preço bem em conta, recomendo!

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Migas! Deliciosas!

Depois de tanta comilança decidimos “desmoer” tudo e visitar a cidade. Tivemos muito sorte com o tempo e apanhamos um fim de semana solarengo em pleno inverno, o que nos permitiu andar bastante a pé e dessa forma, transformou o passeio ainda mais memorável e divertido.

Évora é uma cidade muito acolhedora, com um rico património cultural e onde é muito agradável passear.

Praça do Giraldo

É a praça principal da cidade e onde se concentra a maior parte da agitação da cidade, vários restaurante e cafés podem-se encontrar nesta praça.

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Igreja da Graça

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A fachada da igreja da Graça é simplesmente fabulosa. Esta igreja encontra-se entre a praça do Giraldo e a Igreja de S. Francisco.

Sé Catedral de Évora 

A construção da Catedral de Évora foi iniciada em 1186 e foi concluída apenas em 1250. É um monumento fascinante e imponente.

Para além da Catedral nós visitamos também o Claustro e a Torre e recomendamos que o façam, apesar do Claustro ser bastante interessante o melhor é mesmo a vista formidável sobre a cidade que obtemos a partir da torre.

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Nós ❤

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Preços: Catedral + Claustro + Torre: 3,50€

Templo de Diana

É o monumento mais conhecido da cidade. Trata-se das ruínas dum templo romano e é um dos mais grandiosos e mais bem preservados templos romanos de toda a Península Ibérica, tendo sido considerado Património Mundial pela Unesco em 1986.

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Capela dos Ossos

É uma capela da igreja de S. Francisco cujas paredes se encontram todas forradas com ossos humanos. Era o local de oração e meditação sobre a efémera condição humana, construída pelos frades franciscanos deste convento, no final do século XVI, com os ossos que estavam nos túmulos das igrejas e cemitérios da cidade.

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Sobre a porta da entrada é uma frase muito interessante “Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos”.

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É impossível não nos arrepiarmos ao visitar o interior macabro desta Capela, mas é um dos locais imperdíveis numa visita a Évora.

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Preço: Adultos 3€