Khoasan Road – Bangkok

Khoasan Road, foi o primeiro sítio que fomos quando chegamos a Bangkok e, o último sítio que visitamos antes de partirmos para Phuket.

E a bem dizer, era onde passávamos a maior parte das nossas noites livres. Foi o mercado onde achei que os preços eram os mais baixos e onde se consegue fazer as melhores negociações, com alguma dose de paciência, conseguimos reduzir os preços para metade (ou mais), do valor que inicialmente foi pedido.

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Além do mais, aqui encontra-se tudo, desde roupas, restaurantes, animação nocturna, massagens, muitas agência de organização de excursões… E se precisarmos de uma carta de condução ou um BI falsificado aqui é o sitio indicado a ir… Fazem-no na hora e à vista de todos 🙂

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E aqui também foi o único sítio que encontrei os adoráveis insectos, para comer.

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Sempre disse que ia comer um bicharoco quando fosse à Tailândia. Agora tinha-os ali à minha disposição, as minhas amigas disseram logo que não o iam fazer, mas eu não queria perder aquela oportunidade… Não sabia se ia voltar novamente aqui, e mais tarde iria arrepender-me.

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Por isso, arranjei coragem, respirei fundo e pedi uma larva… Ainda fiquei indecisa entre as larvas, as minhocas ou as formigas… 🙂
 
P1090169Assim que escolhi o bicharoco, a rapariga passou-o por um molho, que pareceu-me ser soja.

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O bicho em si não sabe a nada, o pior mesmo é a sensação de trincar e mastigar… E sabermos o que temos na boca… Mas não me arrependo nada de tê-lo feito e voltava a fazê-lo 🙂

As minhas amigas, depois desta minha experiência, disseram que se encontrassem uma rã à venda, também experimentavam. Mas acabamos por não ver mais bichos à venda… 😦

DSC04066Na última manhã em Bangkok, antes de irmos para o aeroporto, voltamos aqui, para fazer as últimas compras… Queria comprar tudo o que queria comprar, lembranças para a família, mais umas roupinhas para mim, neste mercado, porque tinha receio que em Phuket os preços fossem muito mais altos…

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E depois de tudo comprado, apanhamos um táxi, e fomos apanhar o avião para Phuket, através da low cost Air Asia.

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Bangkok: Chatuchak Weekend Market & Siam Niramit

Depois da visita ao Floating Market, ficamos com a tarde livre. Como era sábado decidimos ir ao Chatuchak Weekend Market, um mercado que só se realiza aos fins de semana.

Li no guia de viagem que a melhor maneira de chegar ao mercado era através de Skytrain, mas como do nosso hotel não havia paragens próximas decidimos ir de táxi. A rapariga da agência de Khoasan Road, arranjou-nos um taxista que ligou o taxímetro e saiu-nos muito mais barato, pagamos 170 Baths.

O chatuchak market é um dos maiores mercados da Ásia, e o maior da Tailândia, com cerca de de 200.000 visitas por fim de semana.

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Se existe, há à venda neste mercado. Neste lugar podemos, literalmente, fazer compras até cair 🙂

À primeira vista parece bastante difícil percorrer o mercado, mas depois de algum tempo lá, reparei que o mercado está dividido por secções, e cada secção é especializada em algum artigo, como livros, artigos para decoração, roupas, animais, restaurantes…

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Quando organizei esta viagem não tinha planeado ir aqui, se soubesse com antecedência tinha arranjado um mapa, para orientar-me melhor dentro deste mercado. Sim, existe mapas do mercado…

Dá para perdermo-nos lá dentro… Houve uma altura que aqueles corredores transformam-se em labirintos e não conseguíamos encontrar a saída em parte alguma…

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Acabei por não fazer muitas compras, pois já tinha feito muitas compras ao longo da semana, e o espaço na mala já começava a ficar bastante reduzido… E ainda faltava uma semana de férias… 🙂

DSC04687A secção dos animais é uma delícia, encontramos todos os animais que podemos imaginar, desde cobras, aranhas, peixes, pássaros, cães…

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Chegou a um ponto que já não conseguia ver nada, com tanta coisa à minha volta, corredores e corredores, atolados de artigos…

E o cansaço já começava a dar sinais, tinha sido uma semana intensa, sem parar…

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Acabei por não tirar muitas fotografias, mas encontrei um video no youtube que retrata bem o se se encontra neste mercado:

Depois de um dia sem parar, o mais normal era irmos descansar para o hotel… Mas não, é óbvio que não fomos para o hotel 🙂

Uma das minhas amigas queria assistir a um espectáculo de dança, o Siam Niramit. Ainda em Portugal, vimos os preços dos bilhetes e não eram nada simpáticos, cerca de 25€.

Mas, na agência onde compramos todas as excursões, também vendiam os bilhetes para este espectáculo a um preço mais baixo, 900 Baths (20€), então acabamos por comprar na agência.

Sabíamos que o recinto do espectáculo não ficava muito distante de Chatuchak, mas não sabíamos qual seria a melhor maneira de lá chegar, se apanhar um táxi ou ir de metro… Já estávamos a ficar com pouco tempo, uma vez que aconselhavam a chegar com uma hora de antecedência, no mínimo. Àquela hora estava um trânsito enorme, ainda por cima era fim de semana, portanto decidimos apanhar o metro…

Já dentro do metro, alguém pergunta, quem ficou com os bilhetes, a amiga que eu pensava que tinha ficado com eles, responde automaticamente: A Gilda. Eu?!?!?! Então foi o percurso todo nesta discussão… Eu tinha a certeza que não tinha ficado com eles, elas achavam que tinha sido eu, porque das outras excursões tinha ficado eu responsável por guardar os vouchers… Mas eu tinha quase a certeza que tinha dado os bilhetes a uma amiga, disse-lhe para procurar dentro da mala dela… E lá estavam… Ufa, já estávamos a pensar que não íamos conseguir assistir ao espectáculo!

Depois desta confusão toda, olhamos umas para as outros e desatamos a rir 🙂 O cansaço… já não temos idades para estas aventuras 😛

Mesmo à saída do metro encontramos uma carrinha da Siam Niramit que transportava gratuitamente as pessoas até ao recinto 🙂

Assim que entramos fomos recebidas como umas rainhas, raparigas com trajes tailandesas, oferecem-nos uma flor e dão-nos toda a atenção possível.

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Quando lá entrei é que percebi porque aconselhavam a chegar tão cedo… O espaço é enorme e tem muita animação para entreter os visitantes, até o espectáculo começar. Além de elefantes, houve uma demonstração de uma dança típica.

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Como as minhas fotos ficaram uma autêntica porcaria, encontrei no youtube, um video bem fiel do que podemos lá encontrar:

Eram horas do espectáculo começar, avisam-nos para começarmos a deslocar-nos para a sala de espectáculo. Na entrada somos alertadas que é totalmente proibido entrar com câmaras fotográficas e de filmar. Não queria deixar a minha máquina a um desconhecido, tinha lá todas as fotos da viagem… Mas o serviço é excelente e super organizado, entregamos a máquina, colocam-na numa bolsinha de veludo e, posteriormente, numa espécie de pequeno cacifo com um número, e dão-nos o mesmo numero, para apresentar à saída.

Já sentada, à espera que o espectáculo começasse, o cansaço começa a dar de si… E confesso que ainda dei umas “pendedelas”… 🙂

E inicialmente não estava muito confiante com o espectáculo, achei que ia apanhar uma tremenda seca! Mas como estava enganada… Foi lindo, é um espectáculo que retrata a história e costumes Tailandeses, com uns efeitos de luzes impressionantes.

Foi pena não dar para filmar, mas há sempre chicos espertos que não cumprem as regras…encontrei um video no youtube, onde está filmado uma parte do espectáculo:

Quando terminou o espectáculo, fomos levantar as máquinas fotográficas e dirigimo-nos para a saída do recinto, já lá estavam vários taxistas e carrinhas do Siam Niramit, mas claro que nenhum conhecia o nosso hotel… Então os funcionários do Siam Niramit sugeriram-nos que fossemos de carrinha até ao metro e de lá tentássemos arranjar um táxi…. Foi o que fizemos, lá encontramos um taxista que aceitou levar-nos ao hotel… Mas e o trânsito?! Tivemos mais de uma hora parados no meio daquele trânsito infernal…

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Nessa noite, quando cheguei ao quarto, apaguei logo de imediato… Foi um dia comprido, mas aproveitado até ao ultimo minuto 🙂

Sirocco Sky Bar – Bangkok

Depois de um dia super cansativo, o mais provável era ficarmos a descansar no hotel… Mas quem fica num quarto de hotel se temos uma cidade enorme, com tanto por descobrir, à nossa espera?! 🙂

Essa noite estava destinada a irmos ao Sky Bar Sirocco. Como para entrar neste bar temos que seguir um dress code, assim que chegamos da excursão fomos para o hotel vestir as melhores roupas que tínhamos levado. Depois de toda a produção seguimos de táxi para o bar, pois ainda ficava um pouco distante do nosso hotel, cerca de 10 km.

O Sirocco localiza-se no terraço do hotel Lebua, um hotel de 5 estrelas. Para termos acesso ao bar temos que entrar pelo hotel e subir o elevador. Junto ao elevador encontrava-se uma funcionária a “avaliar” se íamos bem vestidas o suficiente para entrarmos no bar… Ainda começou a reclamar com a roupa que uma amiga minha tinha levado, mas acabou por deixar-nos entrar…

Tirando esse episódio mais infeliz, foi uma noite bem divertida.

Mal chegamos ao último andar do hotel, temos esta vista estonteante:

P1090350Não conseguimos desviar o olhar, nem por um minuto, desta vista.

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Assim que entramos no bar fomos “cercadas” por uma funcionária com o menú, para escolhermos algo para beber, e não saiu perto de nós enquanto não escolhêssemos. Não, pensam que é só ver a vista e não consomem nada… 😛

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Pedi um mojito que custou-me os olhos da cara, 820 Baths (19 Euros)!

Claro que com apenas aquela bebida foi suficiente para fazermos a festa, ainda por cima ainda não tínhamos jantado…

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Este bar ficou mais conhecido porque aqui foi filmado o filme Ressaca II.  Não deu para ficarmos com ressaca, mas aquele bocadinho que lá passamos foi uma risota completa, muito resumidamente fizemos a festa, deitamos os foguetes e apanhamos as canas 🙂

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Por volta das 10:30 horas a fome já começava a apertar… Pudera! Saímos do bar e fomos jantar numa pizzaria que ficava ali nos arredores.

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Para encontramos alguém que nós quisesse levar de regresso ao hotel foi complicado, ou não conheciam o hotel, ou não queriam ir para tão longe, ou queriam levar-nos um balúrdio…

Acabamos por regressar de Tuk Tuk (com aquelas roupas no tuk tuk…) que nos custou 100 Baths. Aqui é que tive noção como fomos enganadas no 1º dia, quando nos levaram 200 Baths, de Chinatown ao hotel… Agora estávamos muito mais distantes e levaram-nos metade do valor…

Wat Arun

Antes de irmos para outro templo tínhamos que tratar do ratinho que já estávamos a sentir. Mesmo junto ao cais encontramos um restaurante, se é que aquele lugar pode ter esse nome… Mas tinha uma vista espectacular para o Wat Arun.

Ficamos na esplanada, por baixo de nós encontrava-se o rio, o piso em madeira não apresentava muita, ou nenhuma, segurança. Do lugar onde estávamos conseguimos ver a cozinha… Mas é melhor não falar da cozinha 🙂 Estávamos de férias e não queríamos ter esse tipo de preocupações.

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No restaurante 🙂

Pedimos dois pratos diferentes e trocamos entre nós. E esta foi, sem qualquer dúvida, a melhor refeição tailandesa que tive durante toda a viagem. E pagamos a módica quantia de 65 baths (1,50€).

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A refeição

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As vistas do nosso restaurante

Este dia foi inteiramente dedicado aos templos, para mim era inconcebível estar em Bangkok e não conhecer, pelo menos alguns dos templos mais importantes.

Uma vez que a religião budista está muito presente em todo o país, existem inúmeros templos por toda a cidade, e em todos os cantos da cidade existem imagens de Buda. Ora é o Buda em pé, ora deitado ou sentado. A devoção do povo é tanta que costumam deixar aos seus pés oferendas de todos os tipos, e a maioria das pessoas possuem altares de adoração à porta das suas casas.

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Pela cidade é muito comum vermos monges, e o primeiro impacto que tive com esta realidade foi algo de surpreendente, desconhecia que era tão comum ver os monges a fazem a sua vida normal pela cidade. Tinha uma ideia incorrecta, e pensava que estariam sempre nos templos…

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Escolher apenas alguns templos para visitar, numa cidade que tem tantos templos é uma escolha muito ingrata, e ainda é pior se só tivermos apenas um dia inteiro para explorar Bangkok. Depois de muito pesquisar, escolhi alguns, que para mim, eram imperdíveis, e se sobrasse tempo, depois do Grand Palace e do Wat Pho, o próximo seria o Wat Arun, que fica nas margens do Rio Chao Phraya.

Para chegar ao Wat Arun é necessário apanhar um barco para atravessar o rio, custou 6 bats (0,13€)

Foi uma confusão, não estavamos a perceber qual era o cais correcto para irmos para o templo, perguntamos a um local, mas o inglês dele era péssimo, por isso ficamos na mesma. :/

Perguntamos a um casal irlandês se estávamos correctas e eles pareciam ainda mais confusos que nós… Por isso, seguimos a maré…

Já dentro do barco, os únicos lugares sentados livres eram ao lado de um monge budista, por isso dirigimos-nos para lá com o intuito de nos sentarmo, quando reparamos que o monge começou a gesticular, como a nos enxotar… Demos meia volta e alguns rapazes cederam-nos o lugar… Depois percebemos que o monge não devia poder ter contacto com mulheres. Ou senão, não foi com a nossa cara, já que a minha amiga Cátia andava a apregoar que queria tirar uma fotografia com um monge, e de preferência deitado ao nosso colo 🙂

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A viagem de barco foi bem curta, nem chegou a 5 minutos. A entrada neste templo é de 50 Baths (1,10€) e temos, à semelhança dos outros templos, ir vestidos convenientemente, ombros, pernas e barriga cobertos.

Este templo foi construído no século XVIII, a torre mais alta do complexo tem 82 metros de altura.

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E para subir até la? Um verdadeiro desafio, as escadas são muito (e ao dizer muito estou a ser optimista) íngremes! E para descer? Ninguém queria ser a primeira, porque se caíssemos a queda não era amortecida por ninguém, já que éramos as primeiras… Tivemos que descer de costas.

Mas todo o esforço é recompensado pelas vistas verdadeiramente deslumbrantes e panorâmicas sobre Bangkok e do rio.

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As minhas amigas encontraram um casal português aqui, somo um pais pequeno mas encontra-se sempre um português em qualquer canto do mundo 🙂

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A decoração do templo também é bastante interessante, é feita de bocados partidos de mosaicos de porcelana chinesa. Visualmente a mistura de cores dos mosaicos, torna-se um espectáculo simplesmente fantástico!

À volta da torre havia um tecido de cetim de cor amarelo, onde as pessoas deixaram pequenas mensagens, e é claro que nós tivemos que deixar a nossa pequena marca.

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À saída do templo reparamos numa rapariga vestida com trajes tailandeses e pensávamos que era uma sessão fotográfica. Mas depois reparamos numa tenda com as roupas e logo de seguida fomos abordadas por duas mulheres tailandesas para alugarmos os fatos e tirarmos fotografias, inicialmente achamos um pouco caro e depois de muito regatiamento, ficou acordado que alugávamos os fatos por 50 Baths (1,10€), mas sem as unhas nem a coroa…

Escolhemos a cor e começaram a vestir-nos, a pessoa que estava a vestir-nos não devia saber do nosso acordo, por isso começa a por-nos as unhas e a coroa…Melhor assim, nós ficamos caladinhas que nem uns ratinhos 🙂

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P1090094Não tínhamos tempo limite com os trajes, por isso aproveitamos ao máximo, tiramos imensas fotografias (com as nossas máquinas) e divertimo-nos até nos fartar! 😀

Ainda faltava algumas horas até começar a anoitecer, como uma amiga minha queria conhecer Chinatown, e ao consultamos o mapa vimos que não ficava muito distante dali, decidimos seguir para lá. Apanhamos o barco, que foi outra vez uma confusão para tentar perceber qual o cais correcto, mas conseguimos chegar. E viajar de barco, pelo rio Chao Phraya, dá-nos uma perspectiva diferente da cidade.

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P1090128Só tinha ido a uma Chinatown, em Londres, e não se pode comparar… Aqui encontramos ruas e ruas a abarrotar de lojas com tudo o que se possa imaginar… As ruas são suficientemente estreitas para todas a lojas e pessoas que lá frequentam? Sem dúvida! Mas de certeza, que com jeitinho, ainda cabe uma scotter pelo meio… 🙂

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Nesta altura já nos arrastávamos… decidimos apanhar um tuk tuk para ir até ao hotel. Seria a primeira viagem de tuk tuk 🙂 Depois de muita negociação, mesmo assim fomos “roubadas”, agora temos noção disso, lá seguimos viagem, bem apertadinhas 🙂

Confesso que não foi uma experiência que me sentisse muito segura, tinha a sensação que a qualquer momento alguém ia contra nós ou que o tuk tuk ia dar volta… Ainda por cima fomos na hora de mais trânsito, o nosso motorista já estava super stressado por levarmos tanto tempo no mesmo sítio sem avançar… Comecei a temer o pior, pensei mesmo que ele fosse subir para o passeio, para ir para o outro lado da estrada, em sentido contrário… Mas correu tudo bem, e a primeira vez custa sempre, e foi a animação total 🙂

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Wat Pho

A poucos passos do Grand Palace encontramos o Wat Pho ou o templo do Buda deitado. Este templo é o mais antigo de Bangkok, e é aqui que está localizado o maior Buda deitado, da Tailândia, com 43 metros de comprimento e 15 metros de altura. É verdadeiramente impressionante, e é bastante difícil encontrarmos um ângulo para tirar uma fotografia completa do Buda.

P1220191Para entrarmos neste templo temos que retirar os sapatos, à entrada emprestam-nos uns sacos (que cheiram tanto a chulé…) onde colocamos os nossos sapatos e podemos transportá-los junto a nós, durante a visita, à saída devolvemos o saco.

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O silêncio deste lugar é normalmente interrompido pelo som dos moedas, atrás do Buda há 108 potes de bronze. O ritual consiste em deitar uma moeda em cada um dos potes para atrair a sorte.

Os pés do Buda são uma obra impressionante de se ver, todos trabalhados, medem 3 metros de altura por 4,5 metros de largura.

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No Wat Pho não encontramos apenas o Buda deitado, no seu exterior vamos encontrar mais de 1000 Budas, é o local onde abriga a maior quantidade de Budas do País.

Ao percorrer o recinto vamos encontrar vários edifícios pontiagudos e muito trabalhados em azulejos, chamados de “Chedis”. Depois do Buda deitado, esta foi a parte que mais gostei no Wat Pho, vamos percorrendo o templo e sem estarmos à espera somos surpreendidos por mais um “chedi”…

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Wat Pho

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Foi aqui que nasceu a primeira escola de massagem tailandesa. Confesso que antes de ir para a Tailândia ouvi relatos sobre a massagem tailandesa pouco amigáveis, que era muito agressiva, que ficávamos sem nos conseguir mexer… Não estava muito convencida em fazer, mas como podia perder uma oportunidade como esta? Mais tarde ia arrender-me, e estava no lugar indicado para não ter receio em receber este tipo de massagem… Havia duas massagens disponíveis, ao corpo todo ou apenas aos pés, decidi fazer ao corpo, custou 260 Baths (cerca de 6€) e soube tão, mas tão bem! Não, não é uma massagem relaxante e é um pouco agressiva, principalmente na zona dos pés, doeu-me um pouco… Mas soube muito bem, era mesmo o que estava a precisar depois de um dia todo de um lado para o outro.

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A entrada para o Wat Pho foi 100 Baths (cerca de 2,30€) e tive direito a uma garrafa de água, que veio mesmo a calhar, que apesar de não estar muito calor, para o que costuma ser normal na Tailândia, ainda sofri um pouco, porque tinha que estar toda coberta para conseguir entrar nos templos.

Aqui a fome já apertava, agora era encontrar um lugar para almoçar e seguir para o último templo 🙂

Grand Palace

Mal começou a manhã seguimos para o Grand Palace. E antes de lá chegarmos fomos abordadas por um homem muito simpático a dizer-nos que o recinto ia estar fechado devido a uma cerimônia, nem liguei muito, porque já tinha lido que é um dos golpes comuns. Abordam as pessoas e dizem-lhes que o palácio vai estar fechado para uma ocasião especial, e para não perdermos o dia oferecem-nos um passeio… Tudo treta! O Grand Palace está aberto todos os dias!

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O Grand Palace foi construído em 1782 e serviu de residência da realeza da Tailândia, até meados do século XX.

Actualmente está parcialmente aberto ao público. Várias partes do complexo estão fechadas para serem usadas pelo governo ou para cerimônias.

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Este grandioso espaço ocupa uma área de quase 220.000 metros quadrados.

Na verdade, o Grand Palace não é apenas um único edifício ou palácio, mas sim, um complexo de vários edifícios.

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É um complexo grandioso e de uma beleza enorme, com tantos pormenores, tantas cores que é impossível ficarmos indiferentes. As fotografias não conseguem captar a beleza deste local.

Mal entrei senti-me esmagada com tanta imponência que via em todos os cantos que olhava, ou era uma escultura bem colorida, ou era um templo extremamente trabalhado ao pormenor…

Grand Palace (48)Um dos lugares com mais visitações é o templo do Buda Esmeralda, ou Wat Phra Kaew. O Buda é bem mais pequeno do que imaginava, tem apenas 75 centímetros de altura.

O Buda está vestido com roupas feitas de fio de ouro, possui três vestimentas diferentes, que mudam consoante a estação do ano: Verão, Inverno ou época das chuvas. A mudança do manto é feita pelo rei, numa cerimónia oficial e muito importante para os tailandeses, que acreditam que lhes trás sorte.

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É expressamente proibido tirar fotografias a esta relíquia sagrada.

Para entrar no templo temos que seguir algumas regras: tirar os sapatos, em sinal de respeito, e pelo facto dos sapatos serem considerados sujos e nunca apontar os pés para o Buda.

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Pensei que fosse apanhar muitas mais pessoas aqui dentro e que seria praticamente impossível andar normalmente sem encalhar em alguém. Felizmente esteve bem tranquilo, não sei se foi derivado à crise política que o país está a atravessar, o que tem culminado em várias manifestações, que tenha levado a que muitas turistas adiassem a viagem. A verdade é que achei o Palácio com poucos turistas (ainda bem, para mim). E em relação às manifestações e instabilidade do País, eu, enquanto turista nunca me apercebi de nada. Achei um país bem seguro.

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Não é só turistas que frequentam o Grand Palace, vi muitos tailandeses a rezar e a fazer oferendas ao Buda.

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Ao longo da viagem reparei que os Tailandêses são muito devotos, fazem doações (comida, dinheiro, velas) nos templos, nas suas próprias casas… A devoção do povo é tão contagiante que fiquei a olhar para o Budismo com outros olhos.

Mais de 95% da população na Tailândia é Budista, o seu lema é sanuk, sabai e saduak, que traduzido, significa “sê feliz, fica tranquilo, contenta-te com aquilo que a vida te oferece”

Grand Palace (145)A entrada custou 400 baths (cerca de 9€), não é barato, tendo em conta os preços praticados na Tailândia, mas vale cada cêntimo, neste caso, cada Bath 🙂

Para entrar no Grand Palace é preciso estar vestido adequadamente, não se pode entrar com as pernas ou ombros descobertos. Se não formos vestidos adequadamente à entrada do Palácio emprestam vestimentas, para usarmos durante a visita.

Depois de várias horas lá dentro decidimos que tínhamos que ir embora, pois ainda queríamos visitar mais dois templos nesse dia.

A caminho de Bangkok…

Acordei bem cedo para seguir viagem até Lisboa, o voo era às 13 horas. Viajamos com a companhia aérea Emirates e fizemos escala no Dubai.

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Agarradas à net no aeroporto do Dubai 🙂

O entretenimento no avião é espectacular, e apesar das 16 horas de voo, quase não deu para aborrecer, desde a filmes mais recentes, até diversos jogos a músicas, temos um lote de diversão disponível 🙂

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P1080989Assim que aterramos tratamos de arranjar um táxi para o nosso hotel. Como ficamos hospedadas numa parte velha e mais pobre de Bangkok começamos logo a ter noção da realidade do local, nada a ver com as imagens que nos apresentam nas agências de viagens. Muita pobreza, muitas pessoas a dormir na rua… Mas para mim, isso é o que mais valorizo numa viagem, ver a verdadeira essência do país, não gosto de ficar resguardada num resort as férias todas, afinal o que ficamos a conhecer?

DSC04019Assim que chegamos ao hotel e depois do check-in tratado, fui mudar de roupa, para algo mais fresco e equipada com a minha máquina fotográfica, fomos conhecer as redondezas. O nosso hotel ficava a poucos passos do Grand Palace, ia ser o ponto de partida do dia seguinte. Tivemos nessa zona a tirar umas fotografias quando começo a ver que a minha máquina não focava e não disparava… Comecei a entrar em stress, resultado, a objectiva tinha avariado 😦 Mas não deixei que isso estragasse as minhas férias de sonho! Por alguma razão tinha levado 3 máquinas fotográficas! 😛

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Uma das últimas fotos da minha máquina Canon 😦

Seguimos para a Khaosan Road, uma rua bastante movimentada. Já me tinham dito que as coisas lá eram extremamente baratas, mas nunca pensei que fossem tanto! Se soubesse que era tudo tão barato, tinha levado a mala quase vazia… Comprei uma blusa, um candeeiro (que me apaixonei perdidamente) e mais algumas coisinhas, o importante lá é negociar, negociar e negociar. Podemos obter até metade, ou mais, do preço que nos pedirem inicialmente!

A fome já começava a apertar e fomos comer numa barraca de rua, a nossa primeira refeição tailandesa, um pad thai que custou cerca de 1€ e estava delicioso!

DSC04073Depois da barriguinha cheia fomos tentar encontrar uma agência que organizasse as excursões que queríamos fazer, na Khaosan Road há inúmeras agências, fomos a algumas, mas na 1ª que fomos tivemos um atendimento espectacular, eram duas irmãs super simpáticas e que esclareceram todas as nossas dúvidas. Marcamos só uma, para Kanchanaburi, que nos custou 750 Baths, cerca de 16€.

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Na agência a negociar as excursões 🙂

Era tempo de voltarmos ao hotel, para descansar, que no dia seguinte ia ser non-stop!