Últimas horas na Tailândia

Não queria acreditar que no dia seguinte, a estas horas, já estaria no aeroporto de partida para casa…

O que é bom acaba depressa, e foram dias tão bonssssss 🙂

A última noite em Phuket foi de puro relax, e era mesmo isso que estava a precisar. Duas das minhas amigas foram para Patong, ao mercado nocturno, fazer umas últimas compras…

Mas eu, e outra amiga, preferimos ficar por Karon beach. Jantamos num restaurante no centro, e depois fomos fazer uma massagem às pernas. Soube tão bemmmmmm, habituava-me facilmente a levar massagens destas todos os dias… 🙂

phi phiPasseamos um pouco pelo centro e encontramos os postos de gasolina lá do sítio… Garrafinhas de um litro 🙂

phi phi (6)Depois de um saboroso crepe, voltamos para o hotel.

O último dia na Tailândia foi passado na praia e a gastar os últimos Baths, em compras 🙂

Jantamos no nosso hotel, e depois o nosso transfer levou-nos para o aeroporto.

A companhia aérea Emirates tem voos directos de Phuket para o Dubai, assim não fizemos escala em Bangkok, o que tornou a viagem menos cansativo.

A Tailândia superou muito as minhas expectativas. Um país repleto de exotismo, que me deixou fascinada pela sua rica cultura, pelos seus templos dourados e pelas suas magnificas ruínas em Ayuthaya. Que me deixou apaixonada pelas suas praias paradisíacas, pelos seus sabores orientais e pela simpatia do seu povo.

Um país que me cativou pela sua religião Budista, um país que vou sempre recordar com carinho e que um dia espero voltar 🙂

Phi Phi Island

Em relação à excursão do dia anterior, esta não correu muito bem, quer dizer, correu bastante mal. Por onde começar?

Primeiro, pagamos bem mais por esta excursão, porque para além de ir às Phi Phi, também queríamos ir à Bamboo Island. Quem nos vendeu esta excursão reparou neste nosso interesse e aproveitou-se disso, e fez-nos um preço bem mais alto… Como descobrimos? Durante a excursão conhecemos um rapaz egípcio que pagou 1000 Baths e nós… 2500 Baths, cada… 😦

Antes de embarcarmos, tivemos um briefing com o nosso guia, que começou logo a dizer que estava muita ondulação e que talvez não conseguíssemos ir à ilha Bamboo! Whatttt??!?! Ainda com uma réstia de esperança que o tempo melhorasse e que conseguisse ir a essa ilha, dirigimo-me para o speedboat, que íamos fazer a excursão.

Sentamo-nos nos bancos junto aos motores, para não corrermos o risco de enjoarmos, mas como estava muita ondulação entrava bastante água para dentro do barco, principalmente para a zona onde estávamos sentadas, resultado, ficamos encharcadas até os ossos. Nem tivemos tempo para pensar em enjoar, naquele momento esse era o menor dos nossos problemas…Levamos todo o tempo a tentar cobrir-nos com as toalhas, para minimizar os estragos que os jactos de agua que iam na nossa direcção estavam a provocar…

Em comparação à excursão às Similan, que também foi num speedboat, este ia completamente cheio, ia toda a gente super apertada, por isso, nem de lugar conseguimos mudar…

Depois de umas tortuosas horas naquele barco, chegamos ao primeiro destino do dia, à ilha Phi Phi Leh, mais concretamente à Maya Bay.

A famosa praia que serviu de cenário para o filme “A Praia”, com o Leonardo Dicaprio.

Maya Beach

Toda a gente me avisou que ia ter uma desilusão nas Phi Phi, mas queria comprovar com os meus próprios olhos o que tanto me tinham dito… E foi pior do que imaginava!

Quando começamos a aproximar-nos da praia, reparo nas dezenas de barcos atracados, sem qualquer espaço para mais nenhum… Pensei que seria impossível atracar o nosso, mas qual quê, para eles aquilo é o prato do dia… Aperta para um lado, aperta para o outro, cabe sempre mais algum…

Tínhamos cerca de uma hora para lá estar…

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Maya Beach (10)As fotos são lindas, não são? A água cristalina, a paisagem envolvente… Mas não imaginam a dificuldade que tive para conseguir tirar estas fotografias…

Esta é a triste realidade que lá se encontra:

O espaço onde é permitido mergulhar é delimitado por bóias, e resume-se a pouquíssimos metros, o resto, está destinado às dezenas de barcos. Uma das minhas amigas deu-se ao trabalho de contar os barcos que estavam naquele momento atracados… Mais de 50… Se cada barco levar 30 pessoas, dá 1500 pessoas, por hora… Façam as contas, da quantidade de pessoas que passam por esta praia todos os dias…

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Esta é uma das paisagens mais conhecidas em todo o mundo, mas o homem está a destruí-la. Torna-se decadente assistir a este cenário… Duvido que ainda se vá a tempo de salvar este, que foi em tempos, um paraíso…

A paisagem que encontramos já nada tem a ver com a que foi filmada no “The Beach”, no ano 2000.

Se tiver oportunidade de voltar às Phi Phi, vou contratar um barco privado e organizar tudo à minha maneira. Acredito que se for logo de manhã cedo, não se encontre esta quantidade absurda de turistas… E aí, talvez a minha opinião sobre a Maya Bay mude…

Daqui partimos para uma suposta praia do macacos, mas praia não vi… Nem saímos do barco, estava a tirar fotografia à paisagem, uma vez que o mar estava com uma cor extraordinária… Quando reparei já estávamos a sair dali… Ainda fui a tempo de tirar uma fotografia a um macaco…

Phi Phi Don (12)

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Fizemos uma paragem em Phi Phi Don onde almoçamos num restaurante bastante movimentado.

Phi Phi Don (8)

Phi Phi Don (4)Depois do almoço restou-nos muito pouco tempo livre para explorar a ilha. A minha ideia era ir até ao View Point, de onde temos uma vista espectacular. Mas não nos sobrou praticamente tempo nenhum… Demos apenas uma voltinha, e encontramos um macaquinho tão fofo 🙂

Phi Phi Don (5)

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Phi Phi Don (3)E foi o momento alto do dia! Assim que foi para o meu colo, tirou-me os óculos, depois subiu para a minha cabeça e começou a tirar-me a bandolete…

Passado um bocado o nosso guia chama-nos com o seu apito… Era assim que nos tratava…

Lá seguimos a bordo, para a próxima paragem… Íamos fazer snorkeling! Uma excelente ideia, tínhamos acabado de almoçar e íamos enfiar-nos dentro de água…

Phi Phi Don (11)

Phi Phi Don (10)

Mal mergulhei começo a ver bastantes peixes à minha volta, eram tantos, tantos… E não tinham nenhum receio das pessoas, vinham na nossa direcção e quase que chocavam connosco.

Phi Phi Don (7)

Phi Phi Don (2)

Apesar de serem todas da mesma espécie, foi engraçado fazer snorkeling aqui.

Phi Phi Don (9)

Era altura de irmos para a Bamboo Island, mas o nosso guia disse que não dava devido à ondulação… Fizemos uma revolução dentro daquele barco, eu e as minhas amigas começamos a gritar BAMBOO! BAMBOO! BAMBOO! Houve quem se juntasse a nós… Mas a organização estava irredutível, se quiséssemos ir, deixava-nos lá perto e íamos a nado!! Pedimos o nosso dinheiro de volta, mas claro que não nos devolveram…

Ainda ficamos mais revoltadas, quando passamos perto da Bamboo e vimos que havia barcos atracados! Se os outros conseguiam porque nós não conseguíamos?!

Acabaram por nos enfiar numa ilha, a Khai Nai Island.

Khai Nai Island (3)

Khai Nai Island (4)

Apesar da desilusão, decidi aproveitar o tempo que tinha livre, e fui fazer snorkeling, enquanto as minhas amigas ficaram a ver roupa numa barraquinha que havia na praia.

Agora que já sabia fazer snorkeling não queria outra coisa… 🙂

Khai Nai Island (16)

Khai Nai Island (5)

Khai Nai island

Não deu para ver grande variedade de peixes, mas foi divertido, tirando a parte que fiquei toda arranhada por ter ido contra os corais…

Khai Nai Island (13)

Embora estivéssemos um pouco descontentes por termos sido “obrigadas” a ir para aquela ilha, tínhamos que aproveitar…

Decidimos fazer uma sessão fotográfica, já que o cenário até era bonito 🙂

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Khai Nai Island (8)

Era hora de regressar a Phuket, mas esta excursão deu dores de cabeça do inicio até ao fim…

Claro que tivemos mais uma peripécia no regresso… Como a maré estava muito baixa, o nosso barco ficou encalhado… Levamos umas duas horas a fazer um percurso bem pequeno…

phi phi (2)

O nosso barco a tentar sair do sítio…

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phi phi (3)Mas houve quem ficasse em pior situação que nós… Este barco ficou completamente encalhado na areia… Quando perguntamos a um membro da tripulação como é que eles faziam para sair dali, responderam com toda a naturalidade, quando a maré subir…

Felizmente esta foi a última excursão que fizemos, como correu tão mal, não sei se teria vontade de marcar mais excursões e passar os dias a ser enganada e não conseguir aproveitar nada do que estava a visitar…

Phang-Nga Bay

Uma das excursões que marcamos, na noite anterior, foi à Baía de Phang-Nga. Sinceramente, não fazia muita questão de ir à famosa ilha James Bond, que é uma das principais atracções desta Baía. Um dos principais factores que nos levou a marcar esta excursão, foi que o passeio seria efectuado através de um barco grande, ou seja, a velocidade ia ser muito inferior do que se fossemos num speedboat, por isso, o risco da minha amiga enjoar seria muito menor.

Phang Nga Bay (18)

Como já tinha mencionado, este não era um dos sítios que fazia questão de ir, já tinha visto aquela imagem da James Bond em tantos sítios, que era essa a ideia que tinha daquela baía. E não queria pagar um balúrdio para ir ver um calhau no meio do mar…

Mas, gosto tanto quando sou surpreendida, pela positiva 🙂

A excursão não começou muito bem, para mim, logo quando partimos do cais e começo a tirar fotografias reparo que a minha máquina estava a deixar uma mancha preta no meio das fotos, nem queria acreditar…Estava a fazer uma das minhas viagens de sonho e já tinha estragado duas máquinas fotográficas… Confesso que até chorei…Felizmente, ainda tinha outra máquina…

O acidente com a máquina fotográfica foi rapidamente esquecido quando começo a ver a paisagem que tinha à minha frente.

Phang Nga Bay (16)

Tentei encontrar um bom adjectivo para retratar o que vi, mas não consegui. Qualquer um seria pouco para descrever a beleza daquele lugar.

A área da baía tem cerca de 400 km2, há mais de 40 ilhas com enormes penhascos verticais, alguns com grutas. Algumas dessas grutas só são acessíveis quando a maré está baixa.

Phang Nga Bay (7)

Aqui, a cor do mar é turquesa, e por onde se olhe, os nossos olhos vão sempre encontrar alguma formação rochosa.

Phang Nga Bay (2)

Mal o dia tinha começado e já achava que esta excursão estava a ser uma das melhores. Para mim, bastava-me isto, navegar pela baía e admirar estas formações cársicas gigantescas 🙂

Phang Nga Bay

Estas paisagens naturais, onde o homem não tem qualquer intervenção, dão-me um enorme fascínio. E são das coisas que mais me dá prazer em ver, neste momento, estava em puro êxtase.

Phang Nga Bay (3)

Mas o dia mal estava a começar… 🙂

Phang Nga Bay (8)

A nossa primeira paragem foi em Panak Island.

Panak Island

Ainda no barco, avisaram-nos que íamos visitar esta gruta através de kayak. Eu sou péssima a remar, não tenho força de braços, então já estava a ver que ia ser um suplício… Mas quando o barco parou, à nossa espera estavam os kayaks já com remadores 😀

Panak Island (3)

O kayak só podia transportar duas pessoas, então, fomos duas a duas. Mas tivemos muita sorte com os nossos remadores, eram dois rapazes muito simpáticos e brincalhões.  Como perceberam que éramos todas amigas, foram sempre com os kayaks juntos, e apesar do nosso remador não saber falar inglês, o que ia no kayak com as outras nossas amigas falava, por isso íamos ouvindo as explicações sobre o que íamos vendo pelo caminho.

Panak Island (4)

A gruta era muito escura, não se via nada, mas cada Kayak tinha uma lanterna, para iluminar o caminho e também as zonas onde estavam os morcegos pendurados, para podermos vê-los.

Ao sair da gruta tivemos que nos deitar no kayak, pois o “tecto” estava muito baixo, senão o fizéssemos batíamos com a cabeça na gruta 🙂

Quando saímos da gruta, chegamos a um lugar lindo, uma lagoa escondida do mundo exterior.

Panak Island (8)

Demos uma volta de kayak e vi de perto vários arbustos de mangue. O nosso remador, através de gestos, perguntou-me se queria subir para cima do arbusto. É claro que sim 😀

Panak Island (9)

Panak Island (10)

Panak Island (5)

No caminho de regresso para a gruta passamos perto de vários macacos…

Panak Island (11)

Panak Island (6)

Panak Island (7)

Antes de regressarmos ao barco grande, os nossos remadores fizeram uma paragem numa pequena praia, e tivemos por lá a tirar fotos e a divertir-nos um pouco.

Panak Island (12)

O remador do meu kayak, o nosso macaquinho, como carinhosamente lhe tratava, era tão querido e simpático. Sempre que olhávamos para ele, tinha um sorriso nos lábios.

Com folhas secas fez uma flor e ofereceu-me 🙂
Panak Island (13)

Já lá estávamos há um belo bocado, quando alguns macacos começaram a aparecer junto de nós, os rapazes avisaram-nos que eles são perigosos e que era melhor não nos aproximar-mos… Era hora de regressarmos ao barco.     Panak Island (14)

Já no barco, o almoço foi servido a bordo. Tínhamos alguma variedade e a comida estava deliciosa.

Phang Nga Bay (15)

Phang Nga Bay (14)

Depois de algum tempo a navegar, chegamos à Hong Island.

Hong Island (16)

Os remadores dos kayaks tinham ido connosco no barco, por isso, exploramos esta ilha com os mesmo rapazes.

Hong Island (14)

Não conseguimos fazer todo o percurso no kayak, como a maré estava muito baixa, em algumas zonas não existia água…

Hong Island (2)

Portanto, além do kayak, também exploramos esta ilha a pé.

Hong Island (4)

O remador do kayak das minhas amigas era tão brincalhão, estava sempre a meter-se connosco, ou punha-se por trás de nós, quando estávamos a tirar fotografias, ou imitava as nossas poses… Foi um autêntico pagode 🙂

Hong Island (12)Aqui estava a imitar alguma de nós, numa pose… 🙂

Andamos cerca de uma hora por esta ilha, ora a explorar grutas, ora a navegar junto às formações rochosas ou simplesmente a andar sobre o areal…

Hong Island (7)

Hong Island (6)

Hong Island (11)

Segundo o nosso guia, esta ilha era conhecida como a James Bond II, devido a uma formação rochosa que a ilha têm, bastante similar à original.

Hong Island (15)

E, na minha opinião, depois de ter visitado a verdadeira James Bond, esta é muito mais bonita.

Hong Island (8)

Hong Island (9)

Eram horas de regressar ao barco grande e deixar os nossos remadores de Kayaks para trás… Ohhhh 😦

Phang Nga Bay (11)

No barco tínhamos sempre à nossa disposição refrescos, assim como, fruta e bolachas.

Phang Nga Bay (17)

Phang Nga Bay (13)

Depois de algum tempo a navegar, chegamos à ilha mais fotografada desta baía, a James Bond.

james bond (4)Saímos do barco grande e trocamos por um long tail boat que nos transportou até à ilha.

james bond (2)

E sim, confirma-se, a ilha James Bond não é nada de especial. Apenas aquela rocha com a base mais fina e que imaginei ser maior do que realmente é…

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O nome original desta ilha é Khao Phing Kan, mas toda a gente a conhece como James Bond Island, devido ao filme “007 The man with the golden gun”, de 1974, que utilizou esta ilha como um dos cenários para o filme.

james bond (3)Felizmente, na altura que fomos, não estavam demasiados turistas, o que permitiu tirar bastantes fotografias à paisagem.

james bond

Aqui tivemos relativamente pouco tempo, cerca de 30 minutos, mas também não havia muito mais para ver… Ainda vi uma gruta, mas acabei por não entrar.

Eram horas de regressarmos ao barco, para o último destino do dia.

Phang Nga Bay (12)Navegamos um pouco mais por esta maravilhosa baía.

Phang Nga Bay (4)

Até chegarmos à Lawa Island.

Uma ilha deserta, onde íamos assistir a um lindo por do sol.

lawa Island

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lawa Island (6)Esta ilha foi o local ideal para terminar um dia, simplesmente, único e perfeito..

lawa Island (8)Assistir o sol a pôr-se por detrás daquelas formações rochosas, foi uma experiência incrível. Só pensava que não queria partir. Queria ficar.

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lawa Island (7)Mas tive que voltar…

A viagem de regresso foi feita de noite, e o frio começou a incomodar um pouco e, também, começou a fazer um pouco de ondulação,o que tornou a viagem um pouco mais atribulada… Mas nada conseguia estragar aquele dia perfeito 🙂

Sem dúvida, este foi um dos sítios mais memoráveis que tive, durante a estadia em Phuket.

Neste dia tive tantas experiência inacreditáveis, desde andar de kayak, visitar grutas, ver esta linda baía, ver macacos selvagens…Que vai ser um dos sítios que vou recordar com mais carinho, desta viagem 🙂

E além do mais não foi muito dispendiosa, em relação às outras excursões que pagamos em Phuket, custou 1500 Baths (35€).

Praias de Phuket

No dia anterior chegamos bastante tarde da excursão, por isso, acabamos por jantar e ficar pelo hotel o resto da noite.

Como queríamos ver noutros sítios os preços das excursões, para ver se encontrávamos algo um pouco mais acessível, decidimos que hoje o dia iria ser passado nas praias de Phuket, e assim, víamos os preços das excursões e tentávamos descansar um pouco, pois os últimos seis dias foram sem parar…

Depois de um delicioso pequeno almoço, aproveitamos o transfer até à praia, disponibilizado gratuitamente pelo nosso hotel.

Karon beach (2)

A Karon beach não é uma praia espectacularmente bela, mas depois de ter estado, no dia anterior, nas Similan, era praticamente impossível encontrar uma praia que me arranca-se tantos suspiros, como fizeram as Similan.

Karon beach (6)

Mas é uma praia relativamente sossegada, sem demasiados turistas, com a água límpida e relativamente quentinha.

Karon beach (7)

Karon beach (3)Há alguns barcos, típicos daqui, que servem como táxis, para visitarmos outras praias… Mas não são nada acessíveis ($)! Acho que ficamos muito mal habituadas, com os preços praticados em Bangkok…

Karon beach (5)Por isso, depois de um almoço num restaurante junto à praia, seguimos a pé, até à praia mais próxima…

DSC04939Barracas de fruta, junto à praia

Depois de uma breve caminhada, demos de cara com a Kata Beach.

Kata beach (4)

É uma praia muito mais turística em relação à Karon Beach. Tem vários restaurantes e bares, mesmo junto à praia. Acredito que a vida nocturna ali deve ser bastante animada… Kata beach

Kata beach (2)

Como estava um calor infernal, assim que cheguei à praia, fui logo dar um mergulho!

Era possível alugar cadeiras e chapéu de sol, mas nem perguntamos o preço, porque não queríamos estar muito tempo nesta praia…

Só fomos a esta praia, por acidente, uma vez que o objectivo era encontrar a Kata Noi Beach. No dia anterior, tínhamos conhecido um senhor, que já tinha ido à Tailândia 6 vezes (inveja!!), e aconselhou-nos a ir à Kata Noi Beach.

Kata beach (3)

Por isso, depois um breve mergulho e as fotos da praxe, seguimos caminho. Fizemos o caminho junto à agua, assim estávamos mais à fresquinha…

Quando chegamos ao fim da praia, seguimos pelo centro de Kata, encontramos mercados, assim como agências, mas não vimos nada que nos enchesse as medidas…

No mapa, a Kata Noi Beach, parecia ser muito perto, mas ficava a uma distância de mais de 3 Km da praia que tínhamos acabado de sair… Lá se foi a ideia de termos um dia de descanso… 😛

Depois da caminhada, debaixo de um sol escaldante, onde já começava a desesperar por um mergulho, finalmente, encontramos a Kata Noi Beach 🙂

Kata Noi (2)

Kata Noi

E realmente, valeu o esforço. É uma praia muito charmosa, com muita vegetação ao seu redor.

Quem nos aconselhou esta praia, disse-nos que valia a pena a visita, principalmente porque tinha poucos turistas. E foi esse aspecto que mais me agradou na Kata Noi Beach. É uma praia muito sossegada, tendo em conta os padrões das praias em Phuket.

Aproveitamos o resto da tarde para relaxar um pouco, apanhamos um pouco de sol, demos uns mergulhos… ainda tentei fazer um pouco de snorkeling, mas a água estava muito turva…

Kata Noi (4)

Kata Noi (3)

Junto à praia há bares de apoio, fomos a um, comer um gelado e beber uma água de coco. E foi assim que passamos o resto da tarde.

Tinha visto no meu guia de viagem, que o por do sol em Phromthep Cape era imperdível. Por isso, queríamos terminar o nosso dia ai…

Saímos da praia, ao final da tarde, e caminhamos até encontrar um táxi. Se fossemos a pé, só lá chegávamos quando fosse noite, uma vez que ainda ficava a uma distância de 10 km… 🙂

Mal chegamos percebi que aquele lugar era bem concorrido, o parque de estacionamento estava cheio de autocarros turísticos, táxis, tuk tuks e scooters…

Phromthep Cape

Foi difícil encontrar um lugar sem demasiadas pessoas…

Phromthep Cape (5)

Phromthep Cape é o local mais a sul de Phuket.

Phromthep Cape (31)

Apesar da enorme quantidade de turistas, foi um momento único e inesquecível…

Phromthep Cape (23)

Phromthep Cape (34)

Foi sem dúvida, o por do sol mais bonito, que tive o prazer de assistir 🙂

Phromthep Cape (13)

Phromthep Cape (46)

E ficamos por lá, a maravilhar-nos com aquela paisagem deslumbrante, até o sol se esconder totalmente.

Phromthep Cape (43)

Phromthep Cape (47)

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Para regressar ao hotel contratamos um tuk tuk, completamente psicadélico, tinha luzes de todas a cores por todo o lado, com a música em alto e bom som. Parecia que estávamos numa discoteca, escusado será dizer que entramos no espírito e foi a doidice completa, durante todo o percurso…

Kata Noi (5)

As pessoas que passavam por nós paravam e ficavam a olhar, mas nós não nos importamos minimamente, afinal ali ninguém nos conhecia 🙂

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Phromthep Cape (63)

Como não tínhamos encontrado nenhum excursão durante o dia, assim que chegamos ao hotel, fomos tomar um duche rápido e decidimos ir até Patong. Acabamos por marcar duas excursões, uma para a James Bond e a outra para as Phi Phi.

Ilhas Similan

Ao marcar a excursão para as Ilhas Similan tínhamos a opção de permanecer uma noite numa das ilhas, a diferença de preços, entre fazer a excursão de um dia ou dois dias não era muito grande, por isso ficamos na dúvida… Mas já tínhamos o hotel pago, e os dias já eram tão poucos para tudo o que queríamos fazer… Em contrapartida, podíamos permanecer numa ilha praticamente deserta, quando todas as excursões abalassem…

Depois de muita discussão e ponderação, decidimos fazer a excursão apenas num dia.

A excursão foi caríssima, tendo em conta os preços que estávamos habituadas a pagar em Bangkok, foi 3200 Baths (70€), por pessoa.

Bem cedinho vieram-nos buscar ao hotel e seguiu-se uma viagem num mini-bus, de cerca de 1:30 hrs, até ao cais. Antes de nos deslocarmos para o cais, fizemos uma breve paragem para comer, tínhamos à nossa disposição café, leite, chá, bolachas e, muito importante, comprimidos para o enjoo. Tomei um, que eu e barcos…

Antes de abalarmos tivemos um briefing com a nossa guia, que era super cómica. Alertou-nos para vários cuidados que devíamos ter, como não deitar sacos de plásticos para o mar, uma vez que é bastante perigoso para as tartarugas, podem morrer se engolirem um saco….

Tiramos os sapatos e entramos no barco. Estava em pulgas, não via a hora de desembarcar na primeira ilha 🙂

A palavra Similan significa nove e são nove as ilhas que constituem o arquipélago de Koh Similan. Cada uma das ilhas tem um número e um nome: Koh Ba Ngu (Nº 9), Similan (No. 8), Payu (No. 7), Miang (No. 4, No. 5 e, para alguns, No. 6), Payan (No. 3), Payang (No. 2), e Hu Yong (No. 1). Hin Pousar, ou “Rocha Cabeça de Elefante”, também é atribuído à ilha Nº 6 por alguns.

As ilhas Similan são uma reserva natural e são uma área altamente protegida. A construção nas ilhas é totalmente proibida, o número de visitantes é controlado, e nem todas as ilhas são visitáveis, e as que são visitáveis só estão abertas aos visitantes durante seis meses por ano, de 01 Novembro a 15 de Maio.

E espero que assim continue, que não se torne num lugar invadido por turistas e por construções de Resorts, como já aconteceu em vários lugares na Tailândia…

Mas adiante… A primeira paragem foi na ilha nrº 7, a Payu. Mas para lá chegar ainda tínhamos um longo percurso pela frente… Uma vez que as ilhas Similam ficam a cerca de 70 km da costa.

Já começava a ficar enjoada quando, felizmente, depois de 1 hora no speedboat, chegamos ao primeiro destino… Na Payu apenas fizemos snorkeling.

Mal o barco parou, subi para o banco, para espreitar a vista. E não há palavras para descrever aquele lugar… O paraíso deve ser parecido com aquilo que estava a ver… 🙂 Só queria saltar barco fora, para mergulhar naquela água cristalina.

E assim o fiz, calcei as barbatanas e lá fui eu…Só tinha feito snorkeling uma vez, quando fui a Cuba. Lá a coisa não correu muito bem e aqui começou ainda pior…

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Não conseguia respirar com o raio do tubo, entrava-me sempre água pela boca, depois de ter-me engasgado umas quantas vezes, a barbatana saiu-me do pé… Felizmente ainda fui a tempo de apanhá-la, só pensava nos 1000 Baths que tinha entregue de caução, caso perdesse ou estragasse as barbatanas…

Com isto tudo fiquei cansadíssima, e ainda por cima, reparo que o barco estava bastante afastado de mim… Como as forças já eram poucas, decido nadar até ao barco para pedir um colete. Chego perto do barco, completamente sem fôlego, e ainda dentro de água peço a um dos tripulantes um “lifeguard”… Só depois é que me apercebi o que tinha pedido… 🙂 Mas eles perceberam, e entregaram-me o colete.

payu island (6)Deixei as barbatanas no barco e tentei, mais uma vez, fazer um pouco de snorkeling, claro que com estas aventuras todas o tempo já estava a terminar. Ia morrendo de raiva, já estava a começar a conseguir respirar através do tubo, mas o tempo já se tinha esgotado. Ainda assim, consegui ver uns peixinhos 🙂

payu island (5)

payu island (2)

payu islandA próxima paragem foi na ilha nrº 4, a Miang. Para lá chegar ainda demoramos uns 30 minutos, de speedboat. Uma das minhas amigas passou bastante mal, enjoou bastante, e apesar da tripulação ter sido bastante prestável, com medicação e cuidados, ela não ficou melhor. Quando desembarcamos ela mal se conseguia mexer, por isso fizemos turnos, para ela não ficar sozinha, enquanto as outras iam conhecer a ilha.

Miang island (13)Quando chegou a minha vez de explorar a ilha é que me apercebi que tinha desembarcado no paraíso…

Miang island (11) A ilha tem pouquíssimos turistas, o que confere um aspecto de ilha deserta. Miang island (12)

Toda a ilha é coberta por uma densa floresta, e toda ela é muito limpa, não se vê qualquer lixo, o que transmite, ainda mais, um ar virgem à ilha. Miang island (4)

Escusado será dizer que não consegui parar de tirar fotografias, para onde olhasse ficava cada vez mais apaixonada… Esta ilha oferece um cenário pitoresco: a areia fina e branquíssima, à sua volta um mar azul turquesa, cercado por floresta e rochedos. Queria ficar ali, para sempre 🙂

Miang island

Miang island (6)A mata densa junto à praia, dá um aspecto ainda mais deslumbrante a esta ilha.

Miang island (5)Esta era a ilha que ficaríamos hospedadas, se tivéssemos escolhido pernoitar nas Similan. A hospedagem é feita em tendas, disponibilizadas pelo próprio Parque Nacional, no meio da floresta.

E arrependi-me tanto de não ter ficado lá a dormir, uma vez que quando os barcos turísticos se fossem embora, apenas um número muito pequeno de pessoas ficaria lá. Assim, poderia explorar toda a ilha, e saborear, calmamente, todo aquele paraíso…

Miang island (3) Foi nesta ilha que nos foi servido o almoço, apesar de estar saboroso, não queria perder muito tempo com a refeição, pois queria aproveitar o máximo tempo possível para absorver toda aquele vista…

Soube a pouco o tempo que lá tive, cerca de duas horas. Quando dei por mim, já eram horas de ir para outra ilha…

A tripulação deu uma coca-cola à minha amiga, e ela começou a sentir-se melhor, também disseram para ela ir na parte de trás no barco, para apanhar ar fresco… E resultou, a viagem para a outra ilha correu muito melhor 🙂

A próxima paragem foi na ilha nº 8, a Similan. Esta é uma das ilhas mais conhecidas e fotografadas, do arquipélago, graças ao seu enorme rochedo, que está localizado em cima de uma enorme formação rochosa. Somos automaticamente atraídos por aquele rochedo, e é, praticamente impossível não estarmos sempre a olhar ou a apontar a câmera, para aquele enorme “pedragulho”.

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similan island (8)

À semelhança da Miang Island, esta ilha, também é cercada por uma densa mata.

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Esta é a maior ilha do arquipélago, uma das suas característica é a sua formação rochosa abundante e os recifes de corais.

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É possível ir até junto ao famoso rochedo, pois há um caminho até lá. Lá em cima conseguimos ter noção do seu enorme tamanho, uma vez que junto ao rochedo parecemos umas formiguinhas… 🙂

similan island (2)

Mas eu preferi ficar dentro de agua, e aproveitar para fazer snorkeling, uma vez que na 1ª paragem a coisa não correu muito bem…

E ir às Similan e não ver a sua rica fauna submarina, é praticamente um crime! Pois, este é um dos destinos mais concorridos, do mundo, para fazer mergulho, devido á sua rica vida marinha. Como mergulho não ia fazer, restava-me fazer snorkeling… 🙂

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similan island (7)

Ahhhhhh, e foi tão bom! Consegui, finalmente, controlar a respiração, e consegui fazer snorkeling durante bastante tempo, e vi tantos peixinhos, uns maiores, outros mais coloridos… 🙂

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Antes de regressarmos, ainda fizemos uma paragem numa outra ilha, que não me recordo do nome, apenas para fazer snorkeling. Como estava um pouco de ondulação, a água estava um pouco turva, e não deu para ver grande coisa…

P1090625Depois do susto inicial, nunca mais fiz snorkeling sem o colete 😛

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Eram horas de regressar a terra… É de realçar toda a atenção que a tripulação nos deu, durante o trajecto de volta foi-nos servido várias frutas, ananás, melancia… E tivemos sempre disponível refrigerantes e, também, águas. Além do mais, tínhamos espaço suficiente no barco para ficarmos sentadas confortável e espaçadamente, e no regresso, até podíamos deitar-nos, uma vez que algumas pessoas, as que iam ficar a pernoitar na ilha, não regressaram connosco.

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Nós, com a nossa guia, super engraçada 🙂

Apesar de esta excursão ter tido um valor um pouco elevado, valeu, sem dúvida, o dinheiro investido. Não só pela visita a estas ilhas paradisíacas, mas principalmente, pela atenção que toda tripulação teve connosco, e com o resto dos passageiros, durante todo o dia.

Phuket

A viagem de avião até Phuket foi bem rápida, cerca de uma hora. A Air Asia funciona super bem, é como as low cost Europeias, não servem refeições a bordo gratuitamente e, também é necessário fazer o check-in online. A maior diferença é que temos lugares marcados quando fazemos o check-in online, sem pagar mais por isso… Mas, não podemos escolher os lugares… Esse serviço é pago à parte… E é claro que eu fiquei separada das minhas amigas, fiquei no assento junto ao corredor, longe da janela, e ainda por cima fiquei junto a um casal japonês, que levou todo o voo a cantar… Ninguém merece 🙂

Duas das minhas amigas ficaram junto da janela, por isso tiraram várias fotos da vista…

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Só deu para abrir o apetite do que nos esperava… 🙂

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Quando fizemos a reserva no hotel contratamos logo o serviço de transfer, por isso, quando chegamos ao aeroporto já tínhamos à nossa espera uma carrinha para nos levar ao hotel.

O percurso até ao hotel ainda foi longo, chegamos praticamente de noite…

A escolha deste hotel não foi fácil… Tínhamos uma certeza, não queríamos ficar em Patong, que é a zona mais turística de Phuket. Queríamos ficar numa zona mais tranquila, longe do barulho e da confusão, para conseguirmos descansar. Outro dos requisitos era que tivesse pequeno almoço incluído, para não perdermos tempo de manhã a procurar um sítio para comer, e que tivesse piscina, se houvesse algum dia que não quiséssemos fazer nada, ficamos apenas pelo hotel…

Muitos hotéis já estavam esgotados, para as datas que queríamos, outros estavam fora do nosso orçamento, outros eram muito longe… Então a escolha recaiu para o Manohra Cozy Resort, em Karon Beach.

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Este hotel fica um pouco longe da praia, a cerca de 2 km, em compensação fica numa zona com muita vegetação, e esse foi um dos aspectos que mais gostei neste hotel. Estamos em plena comunhão com a natureza, o que torna este hotel bastante tranquilo e encantador.

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Apesar de ser altura alta, conseguimos um preço bem acessível. Pagamos 285€/Quarto, para 5 noites.

O hotel é gerido por dois jovens italianos, que foram muito prestáveis e estiveram sempre prontos a ajudar-nos, em qualquer dúvida que tivéssemos.

Depois do check-in feito levaram as nossas malas até ao nosso quarto e explicaram-nos onde estavam as toalhas, as almofadas e como funcionava o cofre. Também nos explicaram que o consumo do mini-bar era pago à parte, mas que tínhamos direito a uma garrafa de água, por pessoa, todos os dias.

Os quartos não são luxuosos, são simples, mas espaçosos e limpos.

20140126_193802-2(A qualidade da foto é péssima, foi tirado com o telemóvel)

DSC04911-2(A entrada para o nosso quarto)

Estávamos tão cansadas da viagem e, como já era tarde para procurar um restaurante, decidimos jantar pelo hotel. Como os donos são italianos, a maior parte da comida do restaurante do hotel é italiana. Eu, que sou completamente doida por massas, nem pensei duas vezes em escolher uma massa para o meu jantar.

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Mas a bebida foi uma cerveja tailandesa 🙂

P1230305O jantar estava tão, mas tão saboroso! A massa era caseira e os todos os ingredientes eram frescos. E para um jantar no hotel, não foi muito caro, foi cerca de 7,50€.

P1100472(Por do sol no nosso hotel)

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P1230411(A vista para do pequeno almoço)

Já estava habituada ao fraco pequeno almoço do hotel em Bangkok (ovos mexidos, ovos estrelados, massa, pão de forma), que o pequeno almoço continental deste hotel soube-me como um manjar dos deuses… Tinham bastante variedade, como iogurtes frescos, cereais, frutas, vários tipos de pão, bolos. E sempre com uma óptima qualidade.

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Um dos aspectos que mais agradou neste hotel é que todos os espaços são abertos, desde a recepção, ao restaurante até ao lugar onde se tomava o pequeno almoço. E era bastante agradável, estar a comer e ouvir a natureza, e muitas vezes, tínhamos a companhia de alguns pássaros, enquanto comíamos.

DSC05487Apesar de ter tido pouco tempo para usufruir da piscina, o tempo que tive deu para perceber que é um espaço cuidado e limpo. Tem um pequeno bar, mesmo junto da piscina, caso queiramos beber algo.

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Antes de irmos jantar, no 1º dia, conversamos um pouco com os donos do hotel, sobre os locais que queríamos visitar, eles aconselharam-nos a ter algum cuidado ao escolher as agências que íamos marcar as excursões, porque podíamos acabar por ter alguma desilusão. Que íamos encontrar preços bem diferentes para a mesma excursão, a diferença está na qualidade do serviço… O tempo nos locais é muito reduzido, sempre a correr… A atenção que dão às pessoas é pouco ou nenhuma…

Como eles trabalhavam com uma agência, acabamos por marcar uma excursão para o dia seguinte, às Ilhas Similan. Mas como a excursão abalava bastante cedo, a sala do pequeno almoço ainda não estava aberta, os donos prontificaram-se em arranjar-nos algo para levarmos. E assim foi, quando voltamos ao quarto, tínhamos à nossa espera uma sandes, fruta e sumo 🙂

Se um dia tiver a oportunidade de voltar a Karom beach, voltaria a ficar neste hotel, a atenção que nos é dada por parte dos funcionários, assim como, pelos proprietários é excelente, além do mais tem uma excelente relação qualidade/preço.

Khoasan Road – Bangkok

Khoasan Road, foi o primeiro sítio que fomos quando chegamos a Bangkok e, o último sítio que visitamos antes de partirmos para Phuket.

E a bem dizer, era onde passávamos a maior parte das nossas noites livres. Foi o mercado onde achei que os preços eram os mais baixos e onde se consegue fazer as melhores negociações, com alguma dose de paciência, conseguimos reduzir os preços para metade (ou mais), do valor que inicialmente foi pedido.

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Além do mais, aqui encontra-se tudo, desde roupas, restaurantes, animação nocturna, massagens, muitas agência de organização de excursões… E se precisarmos de uma carta de condução ou um BI falsificado aqui é o sitio indicado a ir… Fazem-no na hora e à vista de todos 🙂

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E aqui também foi o único sítio que encontrei os adoráveis insectos, para comer.

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Sempre disse que ia comer um bicharoco quando fosse à Tailândia. Agora tinha-os ali à minha disposição, as minhas amigas disseram logo que não o iam fazer, mas eu não queria perder aquela oportunidade… Não sabia se ia voltar novamente aqui, e mais tarde iria arrepender-me.

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Por isso, arranjei coragem, respirei fundo e pedi uma larva… Ainda fiquei indecisa entre as larvas, as minhocas ou as formigas… 🙂
 
P1090169Assim que escolhi o bicharoco, a rapariga passou-o por um molho, que pareceu-me ser soja.

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O bicho em si não sabe a nada, o pior mesmo é a sensação de trincar e mastigar… E sabermos o que temos na boca… Mas não me arrependo nada de tê-lo feito e voltava a fazê-lo 🙂

As minhas amigas, depois desta minha experiência, disseram que se encontrassem uma rã à venda, também experimentavam. Mas acabamos por não ver mais bichos à venda… 😦

DSC04066Na última manhã em Bangkok, antes de irmos para o aeroporto, voltamos aqui, para fazer as últimas compras… Queria comprar tudo o que queria comprar, lembranças para a família, mais umas roupinhas para mim, neste mercado, porque tinha receio que em Phuket os preços fossem muito mais altos…

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E depois de tudo comprado, apanhamos um táxi, e fomos apanhar o avião para Phuket, através da low cost Air Asia.

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Bangkok: Chatuchak Weekend Market & Siam Niramit

Depois da visita ao Floating Market, ficamos com a tarde livre. Como era sábado decidimos ir ao Chatuchak Weekend Market, um mercado que só se realiza aos fins de semana.

Li no guia de viagem que a melhor maneira de chegar ao mercado era através de Skytrain, mas como do nosso hotel não havia paragens próximas decidimos ir de táxi. A rapariga da agência de Khoasan Road, arranjou-nos um taxista que ligou o taxímetro e saiu-nos muito mais barato, pagamos 170 Baths.

O chatuchak market é um dos maiores mercados da Ásia, e o maior da Tailândia, com cerca de de 200.000 visitas por fim de semana.

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Se existe, há à venda neste mercado. Neste lugar podemos, literalmente, fazer compras até cair 🙂

À primeira vista parece bastante difícil percorrer o mercado, mas depois de algum tempo lá, reparei que o mercado está dividido por secções, e cada secção é especializada em algum artigo, como livros, artigos para decoração, roupas, animais, restaurantes…

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Quando organizei esta viagem não tinha planeado ir aqui, se soubesse com antecedência tinha arranjado um mapa, para orientar-me melhor dentro deste mercado. Sim, existe mapas do mercado…

Dá para perdermo-nos lá dentro… Houve uma altura que aqueles corredores transformam-se em labirintos e não conseguíamos encontrar a saída em parte alguma…

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Acabei por não fazer muitas compras, pois já tinha feito muitas compras ao longo da semana, e o espaço na mala já começava a ficar bastante reduzido… E ainda faltava uma semana de férias… 🙂

DSC04687A secção dos animais é uma delícia, encontramos todos os animais que podemos imaginar, desde cobras, aranhas, peixes, pássaros, cães…

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Chegou a um ponto que já não conseguia ver nada, com tanta coisa à minha volta, corredores e corredores, atolados de artigos…

E o cansaço já começava a dar sinais, tinha sido uma semana intensa, sem parar…

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Acabei por não tirar muitas fotografias, mas encontrei um video no youtube que retrata bem o se se encontra neste mercado:

Depois de um dia sem parar, o mais normal era irmos descansar para o hotel… Mas não, é óbvio que não fomos para o hotel 🙂

Uma das minhas amigas queria assistir a um espectáculo de dança, o Siam Niramit. Ainda em Portugal, vimos os preços dos bilhetes e não eram nada simpáticos, cerca de 25€.

Mas, na agência onde compramos todas as excursões, também vendiam os bilhetes para este espectáculo a um preço mais baixo, 900 Baths (20€), então acabamos por comprar na agência.

Sabíamos que o recinto do espectáculo não ficava muito distante de Chatuchak, mas não sabíamos qual seria a melhor maneira de lá chegar, se apanhar um táxi ou ir de metro… Já estávamos a ficar com pouco tempo, uma vez que aconselhavam a chegar com uma hora de antecedência, no mínimo. Àquela hora estava um trânsito enorme, ainda por cima era fim de semana, portanto decidimos apanhar o metro…

Já dentro do metro, alguém pergunta, quem ficou com os bilhetes, a amiga que eu pensava que tinha ficado com eles, responde automaticamente: A Gilda. Eu?!?!?! Então foi o percurso todo nesta discussão… Eu tinha a certeza que não tinha ficado com eles, elas achavam que tinha sido eu, porque das outras excursões tinha ficado eu responsável por guardar os vouchers… Mas eu tinha quase a certeza que tinha dado os bilhetes a uma amiga, disse-lhe para procurar dentro da mala dela… E lá estavam… Ufa, já estávamos a pensar que não íamos conseguir assistir ao espectáculo!

Depois desta confusão toda, olhamos umas para as outros e desatamos a rir 🙂 O cansaço… já não temos idades para estas aventuras 😛

Mesmo à saída do metro encontramos uma carrinha da Siam Niramit que transportava gratuitamente as pessoas até ao recinto 🙂

Assim que entramos fomos recebidas como umas rainhas, raparigas com trajes tailandesas, oferecem-nos uma flor e dão-nos toda a atenção possível.

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Quando lá entrei é que percebi porque aconselhavam a chegar tão cedo… O espaço é enorme e tem muita animação para entreter os visitantes, até o espectáculo começar. Além de elefantes, houve uma demonstração de uma dança típica.

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Como as minhas fotos ficaram uma autêntica porcaria, encontrei no youtube, um video bem fiel do que podemos lá encontrar:

Eram horas do espectáculo começar, avisam-nos para começarmos a deslocar-nos para a sala de espectáculo. Na entrada somos alertadas que é totalmente proibido entrar com câmaras fotográficas e de filmar. Não queria deixar a minha máquina a um desconhecido, tinha lá todas as fotos da viagem… Mas o serviço é excelente e super organizado, entregamos a máquina, colocam-na numa bolsinha de veludo e, posteriormente, numa espécie de pequeno cacifo com um número, e dão-nos o mesmo numero, para apresentar à saída.

Já sentada, à espera que o espectáculo começasse, o cansaço começa a dar de si… E confesso que ainda dei umas “pendedelas”… 🙂

E inicialmente não estava muito confiante com o espectáculo, achei que ia apanhar uma tremenda seca! Mas como estava enganada… Foi lindo, é um espectáculo que retrata a história e costumes Tailandeses, com uns efeitos de luzes impressionantes.

Foi pena não dar para filmar, mas há sempre chicos espertos que não cumprem as regras…encontrei um video no youtube, onde está filmado uma parte do espectáculo:

Quando terminou o espectáculo, fomos levantar as máquinas fotográficas e dirigimo-nos para a saída do recinto, já lá estavam vários taxistas e carrinhas do Siam Niramit, mas claro que nenhum conhecia o nosso hotel… Então os funcionários do Siam Niramit sugeriram-nos que fossemos de carrinha até ao metro e de lá tentássemos arranjar um táxi…. Foi o que fizemos, lá encontramos um taxista que aceitou levar-nos ao hotel… Mas e o trânsito?! Tivemos mais de uma hora parados no meio daquele trânsito infernal…

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Nessa noite, quando cheguei ao quarto, apaguei logo de imediato… Foi um dia comprido, mas aproveitado até ao ultimo minuto 🙂

Damnoen Saduak – Floating Market

O último dia inteiro em Bangkok foi aproveitado até ao último minuto 🙂

Marcamos mais uma excursão, na mesma agência que marcamos as outras, desta vez ao mercado flutuante de Damnoen Saduak. Esta excursão foi só durante a manhã e custou apenas 200 baths (4,50€)

Este mercado fica a cerca de 100 km de Bangkok. Depois de mais de uma hora no mini-bus, desembarcamos, mas tivemos que aguardar, segundo o nosso guia, tínhamos sido os primeiros a chegar, e por isso tínhamos que esperar que os autocarros com as outras excursões chegassem.
Para chegarmos ao mercado tivemos que apanhar um barco e atravessar por um labirinto de canais, cercado por casas construídas em cima da água. Enquanto atravessávamos os canais, os habitantes que se encontravam nas casas junto ao rio, acenavam-nos, sempre com um sorriso no rosto 🙂

Finalmente chegamos ao mercado, é possível visitar o mercado sem ser de barco, mas a experiência é totalmente diferente.
Para andar no barco tivemos que pagar 150 Baths/ pessoa (3,40€).

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Os canais tornam-se pequenos para a quantidade de barcos que por lá circulam, houve alturas que chocamos com outros barcos, tal não era a quantidade de turistas e de pessoas que por lá andavam a vender… A maiorias dos barcos são movidos a remo, por mulheres, e vendem de tudo, desde frutas, comida, roupa, peixe…

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O barqueiro ia conduzindo devagar e encostava se nós apontássemos ou mostrássemos interesse em comprar alguma coisa. Por vezes parava junto dos vendedores, mesmo que não estivéssemos interessadas em comprar, eles têm um acordo com os vendedores, e se alguém comprar alguma coisa o barqueiro ganha uma comissão.
Muitas negociações e muito poucas compras, aliás as únicas compras que lá fiz foi de fruta… Pois os preços estão muito inflacionados.

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Dentro dos barcos e entre tachos e panelas, as mulheres cozinham as comidas típicas para vender aos turistas, a maior parte das vezes, a um preço um pouco exagerado.

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Sim, este é um dos sítios que é mesmo para o turista ver, mas vale a pena pela experiência, e é sem dúvida um paraíso para a fotografia, foi nesta altura que senti mesmo falta da minha máquina fotográfica reflex… 😦 (Caso não tenham lido um dos primeiros posts desta viagem, a objectiva da minha máquina avariou no primeiro dia de viagem).

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Sirocco Sky Bar – Bangkok

Depois de um dia super cansativo, o mais provável era ficarmos a descansar no hotel… Mas quem fica num quarto de hotel se temos uma cidade enorme, com tanto por descobrir, à nossa espera?! 🙂

Essa noite estava destinada a irmos ao Sky Bar Sirocco. Como para entrar neste bar temos que seguir um dress code, assim que chegamos da excursão fomos para o hotel vestir as melhores roupas que tínhamos levado. Depois de toda a produção seguimos de táxi para o bar, pois ainda ficava um pouco distante do nosso hotel, cerca de 10 km.

O Sirocco localiza-se no terraço do hotel Lebua, um hotel de 5 estrelas. Para termos acesso ao bar temos que entrar pelo hotel e subir o elevador. Junto ao elevador encontrava-se uma funcionária a “avaliar” se íamos bem vestidas o suficiente para entrarmos no bar… Ainda começou a reclamar com a roupa que uma amiga minha tinha levado, mas acabou por deixar-nos entrar…

Tirando esse episódio mais infeliz, foi uma noite bem divertida.

Mal chegamos ao último andar do hotel, temos esta vista estonteante:

P1090350Não conseguimos desviar o olhar, nem por um minuto, desta vista.

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Assim que entramos no bar fomos “cercadas” por uma funcionária com o menú, para escolhermos algo para beber, e não saiu perto de nós enquanto não escolhêssemos. Não, pensam que é só ver a vista e não consomem nada… 😛

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Pedi um mojito que custou-me os olhos da cara, 820 Baths (19 Euros)!

Claro que com apenas aquela bebida foi suficiente para fazermos a festa, ainda por cima ainda não tínhamos jantado…

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Este bar ficou mais conhecido porque aqui foi filmado o filme Ressaca II.  Não deu para ficarmos com ressaca, mas aquele bocadinho que lá passamos foi uma risota completa, muito resumidamente fizemos a festa, deitamos os foguetes e apanhamos as canas 🙂

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Por volta das 10:30 horas a fome já começava a apertar… Pudera! Saímos do bar e fomos jantar numa pizzaria que ficava ali nos arredores.

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Para encontramos alguém que nós quisesse levar de regresso ao hotel foi complicado, ou não conheciam o hotel, ou não queriam ir para tão longe, ou queriam levar-nos um balúrdio…

Acabamos por regressar de Tuk Tuk (com aquelas roupas no tuk tuk…) que nos custou 100 Baths. Aqui é que tive noção como fomos enganadas no 1º dia, quando nos levaram 200 Baths, de Chinatown ao hotel… Agora estávamos muito mais distantes e levaram-nos metade do valor…