Parque e Palácio da Pena – Sintra

Apesar de ambos já conhecermos o Palácio da Pena, há já vários anos que queríamos muito revisitar um dos palácios mais bonitos do nosso país. Já tínhamos feito várias tentativas, todas falhadas. Umas vezes não encontrávamos lugar para estacionar o carro, outras simplesmente desistíamos depois de ver as filas monstruosas à entrada, e outras o tempo não estava favorável para fotografias.

Até que… aconteceu uma pandemia! E depois de vários meses sem irmos a Sintra, no início de Junho decidimos que era altura de lá voltar. E tivemos a ideia de tentar ir ao Palácio, uma vez que o turismo era praticamente nulo… Fomos logo à hora que o recinto abriu e nem queríamos acreditar quando verificamos que o Palácio era, literalmente, só nosso.

Foi espectacular para tirar fotografias, pois não encontramos ninguém para além dos funcionários, mas ao mesmo tempo era um cenário desolador… Custa ver um dos monumentos mais visitados do país sem turistas… 😦

Por isso, fica a dica a quem quer visitar esta beldade sem encontrar as multidões habituais como é costume. Esta é a altura!

Após a entrada pelo portão principal, junto à bilheteira, ainda é necessário fazer uma subida até chegarmos ao Palácio. Existe a possibilidade, para quem não quer fazer este percurso a pé, de apanhar o comboio próprio do recinto, com um custo adicional.

À medida que nos vamos aproximando do Palácio é impossível não ficarmos impressionados com a sua grandiosidade e com toda sua variedade de cores e estilos.

O Palácio da Pena representa uma das principais expressões do Romantismo arquitectónico, do século XIX e foi o primeiro Palácio nesse estilo na Europa.

Em 1838 D. Fernando II adquiriu e mandou remodelar o antigo convento dos monges, erguido no topo na Serra de Sintra em 1511, e que se encontrava abandonado desde 1834, com a extinção das ordens religiosas. D. Fernando encarregou o arquitecto Barão de Eschwege pela remodelação do Palácio. Em 1843, o Rei decidiu ampliar o Palácio através da nova ala (Palácio Novo).

Durante o restauro de 1994 repuseram as cores originais no exterior do Palácio: Rosa-Velho no antigo mosteiro e Ocre no Palácio Novo.

Apesar do interior do Palácio, na minha opinião, não ser dos mais belos que já visitei (nesse aspecto o Palácio de Queluz continua no meu top) é o seu exterior e envolvência que impressionam.

É obrigatório usar máscara no interior no Palácio. Já nos espaços exteriores o seu uso não é obrigatório (Informações na altura em que visitamos – Junho 2020)

A sua localização estratégica no alto da serra de Sintra, e as suas cores atractivas, tornam impossível ficarmos indiferentes à beleza deste monumento. Daqui, nos dias mais limpídos, podemos usufruir de uma vista panorâmica, incluindo a imensidão do Oceano Atlântico.

Castelo dos Mouros, visto do Palácio da Pena.

Durante a visita pelo Palácio podemos ver os aposentos dos Reis, assim como o salão de festas e a enorme cozinha.

O Palácio da Pena foi a primeira residência real com diversos espaços sanitários e destinados à higiene corporal, coisa que nessa altura era praticamente inédito. Como se devem de lembrar das aulas de história, a população desta época era bastante descurada nos seus cuidados de higiene pessoal.

Além do espectacular Palácio não podem deixar de visitar o Parque, com jardins luxuriantes onde podemos encontrar centenas de espécies arbóreas oriundas dos quatro cantos do mundo.

Dicas Práticas:

Horário: Parque 09h00 – 19h00 (última entrada 18h00) / Palácio 09h30 – 18h30 (último bilhete 17h30 e última entrada 18h00).

Bilhete: Consultar o site (aqui), pois existem diferentes opções.

Existe a possibilidade de obter bilhetes combinados e dessa forma obter um preço mais reduzido.

Aos Domingos, os munícipes do Concelho de Sintra não pagam a entrada nos parques e monumentos sob a gestão da Parques de Sintra, como é o caso do Palácio da Pena. Para usufruir do bilhete gratuito, devem ser apresentados documentos oficiais que comprovem a residência.

Como chegar:

Automóvel – Apesar de ser mais cómodo, não é o melhor transporte para deslocar-se ao Palácio, uma vez que o trânsito e os acessos a este monumento, em viatura particular, encontra-se condicionado. Recomendam a utilização dos percursos pedestres ou de transportes públicos.

Autocarro – Da Vila de Sintra, o autocarro nr.º 434 da empresa Scotturb, efectua o trajecto de ligação entre a estação ferroviária e o Palácio da Pena (Sintra estação – Circuito da Pena). Horários e preços consultar o seguinte site: Scotturb.

Quinta da Regaleira – Sintra

Na minha opinião a Quinta da Regaleira é um dos locais mais românticos, mais enigmáticos e mais surpreendentes que Sintra pode oferecer.

A Quinta da Regaleira foi residência de verão da família Carvalho Monteiro, entre 1848 e 1920. António Augusto Carvalho Monteiro, um brasileiro riquíssimo de ascendência portuguesa decidiu adquirir esta quinta para criar o seu lugar de eleição.

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Quando adquirimos o bilhete de entrada é-nos entregue um mapa da Quinta. Não o percam porque vai dar muito jeito, pois o jardim é enorme e é muito fácil perdermo-nos por lá!

Apesar do Palácio da Regaleira ser o edifício principal desta Quinta, são os seus jardins os grandes protagonistas da visita e é aí que se encontra toda a magia e esoterismo.

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No enorme jardim podemos encontrar lagos, grutas, túneis subterrâneos, poços, torres, esculturas… é o inicio de uma viagem para um mundo de imaginação.

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Existem vários túneis, o que permite percorrer a quinta por debaixo da terra devido às ligações existentes entre eles. É aconselhável levar uma lanterna (ou o telemóvel) porque  lá dentro não há luz e a visibilidade é quase nula!

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É bastante interessante e misterioso percorrer estes túneis pois nunca sabemos ao certo o que vamos encontrar pelo caminho, nem onde vamos sair…

Um dos que mais gostei de fazer foi o Portal dos Guardiões, que nos leva a uma das entradas para o Poço Iniciático que é uma das imagens mais conhecidas da Quinta da Regaleira.

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O Poço Iniciático, ou a “Torre Invertida”, afunda-se a cerca de 27 metros no interior da terra, com acesso através de uma monumental escadaria em espiral. Acredita-se que aqui se faziam rituais relacionados com o esoterismo.

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A melhor forma de apreciar a grandiosidade desta obra, é percorrer um dos túneis que dão acesso à base do poço e ir subindo os degraus até ao topo.

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Não deixem de passar pelo Lago da Cascata, que pode passar despercebido aos mais distraídos por se encontrar um pouco escondido. Aqui temos que caminhar sobre umas pedras que se encontram ao longo do lago, para conseguirmos aceder ao túnel! Simplesmente mágico! 🙂

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Depois de percorrer todo o jardim deixamos para o final a visita ao Palácio. Aqui podemos encontrar diversas salas com uma decoração da época e algumas explicações sobre a história da Quinta.

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Uma das áreas que mais me impressionou aqui dentro foi a sua biblioteca. Junto às prateleiras o chão é em espelho, o que cria uma ilusão de óptica e dá a sensação que as prateleiras são infinitas!

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Informações Úteis:

Horário: 1 Abril a 30 Setembro – 09:30 às 20:00 Horas / 1 Outubro a 31 Março – 09:30 às 18:00 Horas

Preço: Adultos 6€. Desconto para crianças, idosos e estudantes.

Para os munícipes a entrada é gratuita aos domingos.

Morada: Quinta da Regaleira, 2710-567 Sintra

Site: http://www.regaleira.pt/default.aspx

Palácio Nacional de Jardins de Queluz

Adoro palácios, é um facto! Faz-me lembrar os meus tempos de criança quando brincava às princesas e aos príncipes 🙂 Por isso sempre que visito um palácio, volto a sentir-me uma criança, e imagino-me uma princesa a viver naquele local 🙂

E, felizmente, em portugal há palácios lindíssimos! Assim que tenho oportunidade visito um 🙂

Era domingo e como não tínhamos nada planeado decidimos ir ao Palácio de Queluz. E surpreendeu-me bastante, arrisco-me a dizer que foi um dos palácios mais bonitos que já visitei.

E não sou a única a ter a mesma opinião, uma vez que o Palácio de Queluz, é muitas vezes designado como a Versalhes portuguesa.

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O Palácio foi mandado construir pelo futuro D. Pedro III, marido da rainha D. Maria I, em 1747.

Durante o reinado de D. Pedro III e D. Maria I, o palácio era palco de grandes e animadas festas.

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D. Pedro III faleceu em 1786, dois anos depois faleceu o seu filho, D. José. Estes últimos acontecimentos deixaram D. Maria I demasiado debilitada, a ponto de ter ficado com o cognome de “A Louca”, no Brasil, devido à doença mental manifestada pelos acontecimentos da sua vida.

Devido à incapacidade de D. Maria I de governar, foi decretado o poder ao seu filho D. João VI.

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Na sequência das invasões francesas, a família real teve que partir para o Brasil, em 1807.

Ainda se falou que Napoleão Bonaparte ia instalar-se no Palácio de Queluz, mas tal facto nunca aconteceu.

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Aposentos da Princesa D. Maria Francisca Benedita

Com a saídas dos franceses de Portugal, D. João VI e a corte regressam a Portugal, em 1821.

Quando o Rei morre, em 1826, D. Pedro IV e o seu irmão D. Miguel, começam a discutir pelo poder. Mas foi D. Pedro IV (D. Pedro I, no Brasil) que acaba por levar a melhor e é proclamado Rei de Portugal.

Mas foi sol de pouca dura…D. Pedro IV abdica do reinado em favor da sua filha mais velha, Maria II, ainda em 1826.

Nesse mesmo ano, o trono de D. Maria II foi usurpado pelo seu tio D. Miguel I, irmão mais novo de D. Pedro IV…

Em 1834 D. Pedro IV acaba por falecer precocemente vítima de tuberculose, no mesmo quarto – Quarto D. Quixote – onde tinha nascido, 35 anos antes.

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Quarto D. Quixote

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Que tragédia, não é? Ainda eu queria ter sido uma princesa! :p

Tirando a parte trágica da família que habitou este palácio, este local é de deixar qualquer um de boca aberta, devido à beleza do mesmo.

Mal começamos a visita, entramos na Sala do Trono, e foi onde soltei o meu primeiro “Uau” da visita…

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Sala dos Tronos

Com uns magníficos lustres de cristal, as paredes e tecto com uma rica decoração em talha dourada, faz desta sala um dos meus locais preferidos deste Palácio.

Esta sala era utilizada para as grandes festas e recepções da família real. Actualmente é cenário de cerimónias oficiais.

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Sala dos Tronos

Outra sala que também gostei foi o corredor dos Azulejos. As paredes são todas decoradas com azulejos, que representam as quatro estações, os quatro continentes, assim como cenas de mitologia clássica e cenas de caça.

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Já quase a terminar a visita ao palácio fui mais uma vez surpreendida por um espaço ricamente decorado, e que mais uma vez, não consegui conter um UAU! 🙂

Trata-se da sala dos embaixadores, que ainda hoje é utilizada para funções protocolares do Estado Português.

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Além do fantástico interior do palácio, este local distingue-se também pelos seus jardins, que foi cenário de festas da família real.

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Os jardins abrangem cerca de 20 hectares, é um espaço enorme e requer algum tempo para visitar tudo. A parte mais bonita e mais arranjadinha é a zona mesmo junto ao palácio, o resto do jardim encontrei vários espaços em obras de requalificação. Por isso, espero voltar daqui a uns tempos para ver os jardins todos arranjadinhos 😉

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Morada: Largo Palácio de Queluz, Queluz

Horário: 9h00 – 17h30, última entrada 17h00

Preço: 10€ (época alta) 8,5€ (época baixa)

Parque e Palácio de Monserrate

Adoro fazer uma escapadinha, nem que seja apenas no fim-de-semana… dá para sair da rotina, descansar e recarregar energias para enfrentar uma nova semana. Felizmente eu e o Sérgio estamos em plena sintonia nesse aspecto, por isso sempre que conseguimos “fugimos” daqui.

Como o Sérgio tem casa em Sintra, esse é o destino que mais vezes vamos…

O mês de Agosto começou e o Algarve estava completamente caótico, filas para tudo e mais alguma coisa, por isso, mal chegou o fim de semana, fugimos de cá e fomos passar o fim de semana a Sintra 🙂

Como não conseguimos parar quietos, aproveitamos para revisitar o Parque e o Palácio de Monserrate, tanto eu como o Sérgio já o tínhamos visitado, mas na altura o palácio ainda estava a sofrer trabalhos de requalificação.

O Palácio de Monserrate está inserido no parque de Monserrate, situado em São Martinho, em Sintra.

O parque é uma das mais belas criações paisagísticos do Romantismo, realizada por Sir Francis Cook.

Esta antiga propriedade rural de 33 hectares alberga uma notável colecção botânica com espécies de todo o mundo, plantadas por zonas de origem, compondo cenários contrastantes ao longo de caminhos sinuosos, por entre ruínas, recantos, lagos e cascatas.
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Pouco depois de termos começado a nossa caminhada por este fantástico parque, encontramos a Capela.

Trata-se de uma falsa ruína da autoria de Francis Cook, criada a partir da capela edificada por Gerard de Visme em substituição da capela de N.ª Sr.ª de Monserrate.

Francis Cook modificou a Capela propositadamente de forma a construir uma ruína romântica.

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Capela

Seguimos em direcção ao Jardim do México.

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Jardim do México

Esta zona é a mais quente e seca de Monserrate, devido ao desvio da linha de água para a encosta. Reúne colecções de plantas de climas quentes. A recuperação integral foi concluida em 2010.

Através da densa vegetação do parque já conseguimos vislumbrar o magnífico palácio.

O Palácio de Monserrate foi construído em 1856, sob projecto do arquitecto inglês James T. Knowles, para residência de verão da família Cook.

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Este palácio que foi residência de verão da família Cook, foi construído sobre as ruínas da mansão neogótica edificada pelo comerciante inglês Gerard de Visme no século XVIII, que possuiu a concessão da importação do pau-brasil em Portugal e foi responsável pelo primeiro palácio de Monserrate.

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Família Cook

A arquitecta deste palácio é simplesmente impressionante, existem tantos detalhes lindíssimos e fascinantes.

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No átrio principal do palácio, logo à entrada, encontra-se uma fonte em mármore de Carrara.

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Uma das zonas que mais fascinou foi o corredor de ligação entre as três torres do palácio. Um corredor com uma sucessão de arcos e colunas, bastante trabalhados.

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Cúpula do átrio principal

A estrutura da cúpula do átrio principal é em madeira, decorada com estuque.

A sala da música, que ocupa a torre norte do edifício, possui uma lindíssima cúpula, em estuque com motivos florais dourados.

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A biblioteca foi restaurada entre 2008 e 2009, com principal destaque para as estantes em madeira de nogueira, a porta em alto-relevo e a pintura e papéis decorativos.

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A deslumbrante porta da biblioteca

Também é possível aceder ao primeiro andar, assim como ao andar de baixo, onde se pode encontrar a cozinha.

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1º Andar do Palácio de Monserrate

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Informações úteis:

Horários de visita

Época Alta: Parque 09h30 às 20h00 (última entrada 19h00) / Palácio 09:30 às 19h00 (última entrada 18:15)

Época baixa: Parque 10:00 às 18h00 (última entrada 17h00) / Palácio 10:00 às 17h00 (última entrada 16h30)

Preço dos bilhetes:
Adulto (de 18  a  64 anos) – 8 €

Jovem (de 6 a 17 anos) – 6,50 €

Sénior (maiores de 65 anos) – 6,50 €

Os munícipes do concelhos de Sintra, aos Domingos até às 13h, estão isentos de pagamento de entrada nos parques e monumentos sob gestão da Parques de Sintra. Para usufruir desse direito, devem ser apresentados documentos oficiais que comprovem a residência.

Museu do Brinquedo

Tinha lido uma notícia que o Museu do Brinquedo, em Sintra, ia fechar as portas no final do mês de Agosto.

E já que estava alí não podia perder a última oportunidade de conhecer este museu.

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Os brinquedos presentes neste museu fazem parte de uma recolha feita ao longo de mais de 50 anos pelo coleccionador João Arbués Moreira.

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A colecção começou a ser constituída quando tinha 14 anos de idade com os brinquedos que lhe iam sendo oferecidos e outros, pertença de pais e avós.

Museu do Brinquedo (5)Com a idade, o poder de escolha e de compra aumentou ao mesmo tempo que crescia a vontade de saber mais acerca das peças que ia encontrando, o seu fabrico, a sua origem, a sua história. Assim começou a pesquisa e aquisição de peças mais antigas e o interesse pela História da Humanidade que os brinquedos tão bem documentam.

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Brinquedos egípcios com 3000 anos – Berlindes e figurinhas em pedra. Brinquedos romanos com 2000 anos – Guizo e figuras de animais em bronze.

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Com o passar do tempo, a colecção foi aumentando tendo neste momento mais de 60 000 brinquedos diferentes. Havia de preservar e expor este património permitindo ao publico tomar contacto com a maior colecção do género em todo o pais.

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Museu do Brinquedo (12)Em 1987 foi criada a fundação Arbués Moreira à qual foi doada toda a colecção. Dois anos mais tarde, um acordo com a Câmara Municipal de Sintra para cedência de um espaço permitiu a criação do Museu do Brinquedo.

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Museu do Brinquedo (11)A colecção continuou sempre a crescer e o espaço tornou-se insuficiente para as peças entretanto adquiridas e doadas. Era indispensável a criação de um novo local de exposição que permitisse albergar toda a colecção e enriquecer a comunicação entre o publico visitante e o Museu.

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Por essa razão, o museu “mudou-se” para o antigo quartel dos Bombeiros de Sintra.

Museu do Brinquedo (2)Claro que deliciei-me com alguns brinquedos que me fizeram recordar os meus tempos de criança.

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As barriguitas… adorava estas bonecas. Como na altura as barbies não tinham os preços tão acessíveis, como hoje em dia, recordo-me que usava as bonecas barriguitas como filhas da barbie e do ken 🙂

Museu do Brinquedo

Recebi uma boneca Nancy que dançava ao som da música, numa noite de Natal 🙂

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A ida a este museu fez-me reviver os tempos felizes da infância, onde ficávamos felizes apenas com um chocolate e onde os problemas não existiam 🙂

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Há várias casas de bonecas no museu e perdi largos minutos a contemplar todos os pormenores deliciosos do interior das casas 🙂

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Eu toda contentinha a “derreter-me” com uma casinha de bonecas 🙂

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Além do museu ser fantástico, tem uma vista espectacular para a vila de Sintra.

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Actualização 01/09/2014

Apesar do museu do brinquedo em Sintra ter fechado no dia 31/Agosto, li uma notícia onde João Arbués Moreira, filho do criador da fundação e do museu, declarou que espera conseguir reabrir o museu em 2016 e que já houve uma manifestação de interesse por parte da Câmara de Lisboa para albergar o Museu do Brinquedo, na capital.

Sintra

O dia amanheceu com um sol esplêndido, e apesar de ter que voltar para Lagos, nessa tarde, foi impossível ficar dentro de casa, com o dia lindo que estava lá fora… Por isso a manhã foi passada a passear pela vila de Sintra 🙂

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Não fui a nenhum palácio, nem castelo, pois apenas a vila em si, vale (muito) a visita.

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É caminhar sem rumo, perder-nos pelas suas ruas estreitas, e deixar-nos encantar pelos pormenores deliciosos, que vamos encontrando pelo caminho.

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Sintra é daqueles lugares mágicos, que não cansamos de visitar. Podemos ir lá ir 500 vezes, e das 500 vezes, ficamos encantados com algo.

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DSCN0428Mal entramos na vila, parece que fomos transportados para um conto de fadas. 🙂

É uma vila muito romântica, em qualquer estação do ano. Fica linda, num dia cheio de sol, mas nos dia nublados, a vila fica cercada de uma neblina, que confere um ar misterioso.

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DSCN0436Em Sintra há dois doces muito conhecidos, as queijadas e os travesseiros. As queijadas de Sintra não gosto, é um bolo seco.

Em relação aos travesseiros tinha a ideia que já tinha provado e não tinha gostado… Mas, no dia anterior, tinha comido uns travesseiros e adorei! São leves e deliciosos.

Então, não resisti em passar pela Piriquita e comprar uma caixa, para levar para o Algarve 🙂

DSCN0396A Piriquita é uma das casas mais antigas que fabricam travesseiros e também, as queijadas. Apesar de ser mais conhecida pelos seus deliciosos travesseiros.

Foi fundada há mais de um século, por Constância Pires, mais conhecida por Piriquita, e continua a ser gerida pela família, no mesmo local onde foi fundada.

A fama crescente e a incapacidade de atender todas as pessoas no espaço de origem da fábrica levou a empresa a inaugurar, ao cimo da rua, a Piriquita II.

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Sintra é um daqueles lugares que deixa sempre saudades, quando partimos…