Miradouro do Arco da Rua Augusta

Quando vamos passar o fim de semana a Sintra tentamos quase sempre visitar algo de novo, como era início de Janeiro ainda tínhamos uma pequena esperança de apanharmos a iluminação de Natal de Lisboa ligada, mas apesar de as iluminações ainda lá estarem não se acenderam… Por isso, aproveitamos por passear pela baixa da capital e decidimos subir ao Miradouro do Arco da Rua da Augusta.

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A construção do Arco da Rua Augusta foi programada em 1759, no âmbito da reconstrução pombalina, após a destruição da baixa lisboeta pelo terramoto de 1755.

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A partir de 9 de Agosto de 2013 é possível aceder ao miradouro, no topo do Arco. A entrada faz-se pela Rua Augusta, através de uma pequena porta mesmo ao lado do arco. Parte do percurso para o acesso ao miradouro é feita através de elevador, depois é preciso subir dois lanços de escadas.

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As escadas são bem estreitas e em caracol e apenas cabe uma pessoa de cada vez. Para a subida e descida se faça sem qualquer constrangimento existe sinalizações (um género de um pequeno semáforo) que é necessário carregar e só quando fica verde podemos subir sem corrermos o risco de esbarrarmos em alguém…

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O topo do Arco oferece uma vista panorâmica ímpar sobre a cidade de Lisboa.

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Daqui é possível avistar o Terreiro do Paço, a Baixa Pombalina, o Tejo, a Sé, o Castelo de São Jorge, a Ponte 25 de Abril e a estátua do Cristo Rei.

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É sem dúvida uma vista magnifica e imperdível numa visita a Lisboa.

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Preço: 2,50€ / Crianças com idades até 5 anos não pagam bilhete.
Horário: 9 às 19 hrs. Aberto todos os dias

Museu da Carris

Há imenso tempo que o Sérgio me dizia que gostava de visitar o novo museu da Carris. Como eu nunca lá tinha ido, aproveitamos um fim de semana que passamos em Lisboa e que não tínhamos nada combinado, lá fomos nós!

Desde 1872 que a Carris presta um forte contributo para o crescimento de Lisboa. A empresa de transportes públicos tem vindo a acompanhar a evolução da cidade desde então.

Ao visitarmos este Museu realizamos uma viagem no tempo através do vasto espólio disponível. Desde fotografias, uniformes, títulos de transporte, elétricos e autocarros, entre muitos outros documentos e objectos de grande interesse histórico.

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Fizemos o trajecto para o Núcleo II (que é o mais interessante, na minha opinião) num eléctrico de 1901. E não estava nada à espera, foi surreal! Só esta viagem valeu a visita ao museu 🙂

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No Núcleo II encontra-se em exposição viaturas que fizeram a história da empresa (carro americano, eléctricos e autocarros).

Carro Americano

Carro Americano

Carro Americano

Em 1873 a Carris inaugurou o seu serviço ao público com viaturas de transporte urbano a tracção animal deslocando-se sobre carris.

Apelidados, pela gíria, de “Americanos”, eram puxados por dois animais. A entrada em circulação do serviço de carros eléctricos, em 1901, conduziu à sua total extinção.

Ilustrando um dos modelos desaparecidos, a réplica que se encontra no museu foi integralmente construída nas oficinas da Carris, com base num projecto datado de 1886.

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Electrico nr.º 444

Entre Maio e Junho de 1901 entraram em funcionamento os primeiros carros eléctricos fechados que integraram a frota da Carris, num total de 75, de “grande conforto e elegância” para a época, com janela de caixilhos envidraçados, guarnições interiores de madeira trabalhada a baixo-relevo, cadeiras interiores reversíveis forradas com tecido de palha entrançada e uma pintura exterior muito bem acabada.

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Foram numerados de 401 a 474. Eram conhecidos por “São Luis”, devido à sua proveniência de fabrico, a fábrica americana St. Louis Car, Cª. e, a partir de 1952, foram sendo progressivamente abatidos ao serviço.

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Esta parte é bem interactiva, sendo possível entrar na maioria dos veículos, sentarmo-nos nos lugares dos passageiros, assim como no do motorista.

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IMG_0392É um museu bem interessante e que vale uma visita! Eu adorei conhecer um pouco mais da história da Carris, assim como ter entrado em eléctricos e autocarros que estão fora de circulação há muitos anos!

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Informações Úteis:

Morada: Rua 1º Maio nr.º 101, Lisboa

Horário: Segunda a Sábado 10 às 18 Horas. Aos sábados encerra das 13 às 14 Horas. Encerrados aos Domingos e Feriados.

Preço: 4€/ Adulto

Oceanário de Lisboa

Desde que comecei a minha vida laboral que me habituei a não trabalhar no meu aniversário, ou tirava férias nessa semana, ou simplesmente tirava o dia dos meus anos. Gosto de estar descansada nesse dia, sem grandes stresses ou problemas, e principalmente fazer algo diferente, senão parece um dia como outro qualquer…

Este ano foi diferente, tinha começado a trabalhar há relativamente pouco tempo numa empresa nova e não ia tirar um dia de férias… Senti que foi um dia normal, por isso, durante o fim de semana decidi fazer algo diferente, rumamos a Lisboa e fomos visitar o Oceanário 🙂

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Só lá tinha ido quando foi a Expo 98, e quem a visitou nessa altura sabe que um dos pavilhões mais concorridos era o do Oceanário e tinha sempre filas monstruosas para entrar, na altura só consegui ver uma parte, pois entrei quando estava quase a encerrar… e desde essa altura que ficou um desejo de lá voltar… Dezassete anos depois voltei 😀

Aquiri o bilhete online, pois além de evitar as filas para adquirir o bilhete, obtive um desconto de 15% no bilhete para a exposição permanente e a temporária. E como a exposição temporária era as “Florestas Submersas by Takashi Amano”, algo que também queria muito ver, juntou-se o útil ao agradável 😀

Depois de uma curta caminhada entramos no edifício e somos logo surpreendidos por um enorme aquário, trata-se do aquário central e é impossível não ficarmos hipnotizados por aquele tanque gigantesco.

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É, sem dúvida, a principal atracção do Oceanário, este tanque tem 5.000m³ e pode ser observado através de 4 vidros enormes, com 40m² cada.

É muito difícil, senão impossível, não sermos imediatamente atraídos por um desses vidros assim que passamos por eles, e ficar a admirar todas as espécies que por lá vivem…

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Além do tanque principal existem quatro divisões que representam os habitats marinhos dos Oceanos Atlântico, Antártico, Pacífico e Indico.

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A divisão mais procurada é a das lontras marinhas, miúdos e graúdos não conseguem resistir às amorosas lontras.

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Recentemente o Tripadvisor elegeu o Oceanário de Lisboa como o melhor aquário do mundo. Reconhecimento muito merecido!

Uma visita aqui é algo que não nos apetece dar por terminada… Apetece-nos sentar à frente ao aquário central e ficar a admirar por tempo indeterminado todas as espécies marinhas.

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De seguida fomos à exposição temporária “Florestas Submersas” do japonês Takashi Amano.

Trata-se do maior “nature aquarium” do mundo, com 40 metros de comprimento, 160 mil litros de água doce, 25 toneladas de rocha vulcânica dos Açores, 78 troncos de árvoes da Escócia e da Malásia, 10000 peixes tropicais de água doce de 40 espécies e 46 espécies de plantas aquáticas.

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Este aquário recria o equilíbrio da natureza, os seus ciclos de vida e transformação. Takashi inspirou-se na natureza e na estética tradicional japonesa wabi-sabi, que revela três realidades: Nada dura, Nada está acabado e Nada é perfeito. 🙂

É sem dúvida uma experiência que estimula os sentidos e durante a visita somos acompanhados pela música de Rodrigo Leão.

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Foi em Abril de 2015 que o oceanário abriu as portas ao público desta exposição e estará patente durante dois anos e meio.

Infelizmente, pouco tempo depois de ter sido inaugurada esta exposição, o autor deste projecto, Takashi Amano, faleceu.

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Preço exposição permanente e temporária: 15,30€ (Preço online, com 15% desconto)

Lisboa: Electrico 28

O fim de semana prolongado foi o pretexto perfeito para fazer uma escapadinha. E havia melhor lugar para começar o fim de semana que em Lisboa, uma capital europeia, que nos últimos tempos tem vindo a arrecadar inúmeros prémios como o melhor destino turístico?

E além do mais, sempre que consigo, gosto de explorar melhor o meu país, que diga-se de passagem é lindíssimo 🙂

Decidi fazer uma coisa que nunca tinha feito, andar no eléctrico. A linha escolhida foi a famosa nrº 28.

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Apanhei o eléctrico na praça Luis de Camões e saí no Miradouro de Santa Luzia. O bilhete do eléctrico custou 2,85€.

Andar de eléctrico é uma experiência única, é uma das coisas que não podemos deixar de fazer, numa visita à capital.

Em pleno mês de Agosto, o eléctrico estava a abarrotar de turistas, arranjei um espacinho mesmo junto ao condutor, onde entre solavancos, descidas acentuadas e um calor abrasador, cheguei ao Miradouro de Santa Luzia.

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Este miradouro tem uma vista soberba sobre o bairro de Alfama e sobre o rio.

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Um pouco mais à frente, encontra-se o miradouro Portas do Sol que também tem umas vistas espectaculares, sobre a cidade.

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DSCN1348Daí, subi até ao Castelo de São Jorge. O objectivo inicial era entrar no castelo, mas acabei por desistir pois estava uma fila interminável para comprar bilhete…

Como não entrei no castelo, decidi “perder-me” pelo bairro junto ao castelo e deliciar-me com os certos pormenores, como os azulejos nas fachadas das casas 🙂

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Há um enxame de Tuk Tuk em Lisboa.

Há um enorme quantidade de Tuk Tuk a circular em Lisboa. É uma boa opção para quem tem pouco tempo para conhecer Lisboa, apesar de não ser uma alternativa muito económica, pelo que me apercebi uma volta de uma hora pode ficar entre os 50/60€, nada a ver a ver com os preços praticados nos tuk tuk da Tailândia 🙂

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 Do castelo desci até à Sé para tirar uma fotografia a este belíssimo edifício.

DSCN1410Da Sé segui em direcção ao Terreiro do Paço, onde tive a descansar uns breves momentos, com uma vista fantástica para o rio Tejo.

DSCN1419Depois de tanta caminhada era altura de repor as energias, então, passei pelo Arco da Rua Augusta e procurei pela gelataria Amorino, que sabia que ficava algures na rua Augusta.

Estes famosos gelados além de serem deliciosos tem um formato bastante original, em forma de flor. Pedi três sabores, morango (que é divinal), stracciatella e tiramisú.

Não são os gelados mais baratos, mas valem cada cêntimo! Um cone pequeno é 3,50€, o médio 4,50€ e o grande 5,50€. A escolha nos sabores é ilimitada, podemos escolher os que quisermos, para qualquer cone.

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E assim terminou um dia simplesmente fantástico, com as vistas e o estômago satisfeitos 🙂