Passadiço do Alamal

Há algum tempo que queremos fazer o percurso dos Passadiços do Paiva mas, para nós, não é propriamente perto (vivemos no Algarve) e acabamos sempre por adiar. Assim, quando descobri o Passadiço de Alamal, no concelho de Gavião, achei que era uma forma de colmatar a não ida aos Passadiços do Paiva.

Apesar de não ter a dimensão dos de Paiva, o Passadiço do Alamal foi uma agradável surpresa. É um tesouro pouco conhecido, mas sem dúvida que merece uma visita!

O percurso tem início na Praia Fluvial do Alamal e termina junto à ponte de Belver. É um percurso relativamente pequeno (4km, ida e volta), que se faz facilmente e sem grande esforço. Uma vez que não tem grandes desníveis, apenas um par de escadas, torna-o acessível a praticamente toda a gente.

É um percurso muito agradável de se fazer, sempre junto das margens do RioTejo, num percurso cheio de vegetação, e de brinde ainda temos uma vista privilegiada para o Castelo de Belver.

Alojamento

Nós decidimos pernoitar na Quinta do Belo-Ver, em Belver. Um alojamento bem perto do Castelo, que reunia algumas comodidades que apreciamos quando fazemos viagens em Portugal, como parque estacionamento privativo, piscina, ar-condicionado nos quartos e pequeno-almoço incluído (que era excelente por sinal).

Esta quinta, tem ainda de bónus uma vista fabulosa sobre o rio Tejo. E a piscina foi uma agradável surpresa, uma vez que a tivemos só para nós. Mais nenhum hospede usufruiu enquanto lá estivemos 🙂

Onde Comer

Na verdade não tínhamos muitas opções de restaurantes em Belver. No Tripadvisor só apareciam duas opções…e não queríamos “pegar” no carro para ir mais longe… Assim, decidimos ir ao restaurante “O Castelo”.

Como é dos poucos restaurantes por aqui, convém reservar. A comida é caseira e muito bem confeccionada, com produtos locais. O dono do restaurante é o cozinheiro, é muito simpático e bastante atencioso com os clientes. Lugar a repetir!

Monsaraz: A Vila, a Praia Fluvial, Alojamento e Restaurantes

Esta foi a nossa terceira vez em Monsaraz. Gostamos tanto deste lugar que não nos importamos nada de voltar. Apesar de já ter escrito um post sobre este local, nesta visita descobrimos vários sítios que acho que merecem ser mencionados.

Praia Fluvial de Monsaraz

O primeiro é a Praia Fluvial de Monsaraz, que se situa no centro Náutico de Monsaraz. Esta praia possui várias infra-estruturas que permitem passar um dia bem agradável, desde um parque de merendas, um parque infantil, assim como balneário e um bar/restaurante.

Além disso, tem áreas de relvado e de areal e também uma piscina flutuante, com zonas de banhos para crianças e adultos.

Em 2017, esta praia, recebeu o título de praia mais acessível, disponibilizando condições para que as pessoas com mobilidade reduzida possam usufruir, igualmente, de todo o espaço.

Passamos uma manhã e um início de tarde muito agradável por aqui, pelo que recomendamos bastante.

Alojamento

De seguida dirigimo-nos para a vila de Monsaraz. Ao contrário das outras visitas, desta vez ficamos alojados por aqui e a escolha recaiu na Casa da Tia Anica. Tem uma localização perfeita; fora das muralhas, o que permite encontrar um lugar para estacionar o carro com alguma facilidade, mas perto o suficiente para permitir aceder à vila a pé e rapidamente.

Outra das razões que nos fez escolher este alojamento foi o seu pátio interior, com uma vista soberba para o Alqueva, onde podemos, no final da tarde, descontrair e apreciar a vista.

Além disso tem todas as comodidades necessárias, desde WC, cozinha completamente equipada, TV, Wi-FI e Ar condicionado.

Restaurantes

Se pretendem fazer uma refeição em Monsaraz, principalmente no verão, aconselho a reservarem com alguma antecedência! Esta vila é bastante procurada e, dessa forma, os melhores restaurantes ficam logo sem vagas! Nós tentamos reservar nos “Sabores de Monsaraz“, que seria a nossa primeira escolha, mas quando ligamos já não estavam a aceitar reservas. Fomos para a segunda opção, a “Taverna Os Templários” e, com sorte, conseguimos uma mesa! O espaço é acolhedor e tem um terraço com uma vista soberba. A comida tipicamente alentejana é fantástica e o restaurante tem também uma boa selecção de vinhos.

Outro restaurante que recomendamos é o Xarez. Não fomos lá desta vez mas tínhamos experimentado na nossa última visita à vila. Na altura não fizemos uma refeição completa, e apenas pedimos uma sandes de presunto com queijo da serra, que estava divinal! E de bónus, tínhamos ainda uma vista espectacular.

A Vila

Monsaraz, na minha opinião, está entre as vilas mais bonitas do Alentejo. É difícil não ficarmos apaixonados por este pedacinho do nosso país: paisagens deslumbrantes, gente acolhedora, comida e vinhos fantásticos…

Aconselho a deixarem o carro fora das muralhas, pois lá dentro, além de ser difícil circular de carro é bastante complicado arranjar algum lugar para estacionar. E, este local vê-se bem é percorrendo a pé. Se visitar Monsaraz no verão, passe o dia na praia fluvial e visite a vila à tardinha ou no início da manhã, pois o verão aqui é muito quente!

O ponto mais emblemático de Monsaraz é o seu Castelo, que se encontra na extremidade oposta da Porta da Vila (entrada para as muralhas), mas até lá chegarmos caminhamos calmamente pelas ruas empedradas e fomos admirando as casinhas, os pormenores das ruelas e, acima de tudo, apreciamos a vista fantástica à nossa volta.

Percorremos a muralha até chegarmos ao Castelo, o ponto alto da visita a esta vila. Aqui podemos apreciar ainda melhor toda a vista, tanto para a Barragem do Alqueva, o maior lago artificial da Europa, como para a planície alentejana a perder de vista.

Junto à Igreja da Nossa Senhora da Lagoa, no local da antiga escola primária encontramos uma agradável surpresa, a loja de vinhos Ervideira. Nós, como amantes de vinho, decidimos entrar e fizemos uma fantástica descoberta! Numa sala fechada encontramos a loja, onde provamos alguns vinhos e acabamos por adquirir uma garrafa. Mas, a parte melhor acontece no terraço, onde é possível saborear um copo de vinho acompanhado com uma bonita vista para o Alqueva. Se não conhecem, experimentem o vinho “Invisível”. Trata-se de uma vinho branco, produzido com uvas tintas, da casta Aragonez. É excelente!

Para finalizar a visita, vale a pena deslocar-se até à Capela/Ermida de São Bento, que se encontra fora das muralhas da vila. Esta parte é pouco explorada e, dessa forma, com poucos turistas e, apesar da Capela encontrar-se ao abandono e em ruínas, vale a pena a ida para apreciarmos a vista panorâmica que se obtêm daqui é indescritível e mágica.

Montargil | O que visitar na região.

Apesar de Montargil não ter muitas atracções para ocupar o nosso tempo, podemos sempre fazer uma caminhada pelas margens da Barragem de Montargil. Se forem no verão, podem ainda usufruir das praias fluviais da zona.

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Não muito distante de Montargil, encontra-se Ponte de Sor, que é uma cidade muito agradável. Fizemos um pequeno passeio junto à zona ribeirinha, onde aproveitamos para apreciar a calmaria e a beleza do lugar.

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Outro lugar que recomendo a visita é ao Parque Ecológico de Gameiro, em Mora. A verdade é que descobrimos este lugar porque faz parte da área envolvente do Fluviário de Mora, o qual sinceramente, me desiludiu bastante.

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O Fluviário abriu as suas portas em 2007 e foi o primeiro aquário dedicado aos ecossistemas de água doce na Europa. Durante a visita podemos observar a fauna e a flora das espécies que lá habitam, como o Bordalo, a Cumba, a Carpa ou o Esturjão. Algumas destas espécies encontram-se em situações bastante vulneráveis e correm o risco de se extinguirem.

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A parte que mais queria ver era a das lontras, que se encontra na parte exterior do fluviário. Mas o género de aquário onde elas estão, estava de tal forma sujo que foi praticamente  impossível vê-las, o que me deixou muito triste. A parte exterior está muito mal aproveitada e com pouquissíma manutenção.

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As lontras são alimentadas às 12:45 e às 16:40, pode ser que nessa altura, as consigam ver um pouco melhor…

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E, quando demos por nós, já estávamos no final da visita, e ficamos literalmente a olhar um para o outro e a perguntar, “é só isto?!”

Achamos o preço demasiado elevado (7,20€/pessoa) para a infraestrutura e quantidade de coisas que nos oferece.

O Fluviário dispõe de uma cafetaria e de um restaurante, onde podemos fazer as refeições.

Não demos a viagem por perdida, porque aproveitamos e fomos apreciar a natureza no Parque Ecológico de Gameiro.

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Existe um passadiço, com 1.5Km de extensão (3Km, ida e volta), que segue junto da Ribeira da Raia. Aqui podemos fazer uma caminhada e apreciar a natureza e a calma que nos rodeia. 

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Aqui, e se o tempo permitir, pode ocupar o seu tempo na praia fluvial do Gameiro, que possui também um parque de merendas, uma Zona de Lazer e um parque de Arborismo. 

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Montargil| Hotel & Restaurantes

Com a pandemia instalada em todo o mundo, é muito provável que o regresso à normalidade das viagens para o exterior não chegue tão cedo, seja por quarentenas obrigatórias exigidas nos países de destino ou mesmo pelo simples receio de viajar… Dessa forma, acredito que a maior parte dos amantes de viagens optem pela máxima “Vá para fora cá dentro” e, assim sendo, vou escrever alguns posts sobre escapadinhas que fui fazendo pelo nosso belo país nos últimos anos, e que ainda não tinha escrito. Pode ser que de certa forma vos inspire 🙂

Nau Hotels Lago Montargil & Villas

Em Outubro passado tínhamos alguns dias de férias e precisávamos mesmo de descansar, por isso, aproveitamos a oportunidade para ir para um hotel que há muito estava na minha lista de lugares a visitar. Estou a falar do Lago Montargil & Villas.

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O Nau Hotels Lago Montargil & Villas é uma referência na zona, que se destaca pela sua qualidade de um hotel de 5 estrelas.Este hotel tem duas zonas distintas: um complexo de edifícios onde se encontram os quartos, assim como piscina interior, SPA, bar, ginásio e restaurante; a outra zona, localiza-se junto à lagoa da barragem de Montargil, e é composta por 11 villas náuticas com piscina privativa, as quais me deixaram a suspirar…

Apesar de não termos ficado instalados nas villas, o nosso quarto também nos deixou bastante surpreendidos pela positiva. Um quarto bem amplo, com uma casa de banho espaçosa  e uma varanda com uma vista impressionante, para os jardins e piscina.A cama era de extrema qualidade e conforto. Um pormenor que os quartos tinham e que para mim é bastante importante, é o blackout total das cortinas, não deixando entrar qualquer claridade no quarto. É algo que me incomoda quando durmo fora de casa, uma vez que a mais pequena claridade consegue perturbar o meu sono.

Existem diversos espaços exteriores, como piscinas rodeadas por centenas de palmeiras e vegetação, onde é muito agradável passear. Mas o ex-líbris deste hotel é a sua piscina infinita, que tem como pano de fundo a barragem de Montargil. Esta está localizada junto do clube náutico.A parte que mais aproveitamos neste hotel foi mesmo o SPA. Aqui encontramos um ambiente calmo e relaxante, onde dividíamos o nosso tempo entre o jacuzzi e a piscina aquecida, com zonas de hidromassagem. Também existe sauna e banho turco, mas não usamos, pois não somos muito fãs.

Para darmos continuidade à atmosfera relaxante, aproveitamos e fizemos uma massagem relaxante a dois. Teve uma duração de 50 minutos e soube pela vida aquele momento… Num ambiente completamente zen, acompanhado por uma música relaxante, saímos de lá completamente na nuvens. Recomendo!

O pequeno-almoço é das primeiras coisas que penso assim que acordo num hotel! Simplesmente adoro toda a variedade que temos ao nosso dispor e faz o meu apetite disparar! Quem é como eu?

E este não desiludiu nada, bem pelo contrário! Tinha uma enorme variedade, havendo opções para todos os gostos e feitios e, além disso, estavam sempre a repor as faltas. Além do pequeno-almoço é possível fazer as outras refeições aqui, pois o hotel tem à nossa disposição um buffet, assim como restaurante à carta. Mas, sinceramente, não somos muitos fãs de refeições nos hotéis, à excepção do pequeno-almoço. E estando nós no Alentejo, cuja gastronomia adoramos, fomos experimentar os restaurantes locais. (Mais pormenores dos restaurantes, no final do post).

Como hotel de 5 estrelas é normal os preços não serem os mais convidativos para todos os bolsos. Na época alta, o Lago Montargil & Villas chega facilmente aos 300€/noite. Mas a minha dica é irem nas épocas baixas, e nesse aspecto este hotel consegue balancear muito bem os seus preços consoante a altura. Nós, em Outubro (já considerada época baixa) pagamos cerca de 90€/noite.É um lugar muito agradável para passar uns dias, se o seu propósito for ter uns dias de sossego e relaxamento. Recomendadíssimo!

Restaurantes Montargil

– O Tropical

Indicaram-nos este restaurante no hotel, e também tinha consultado o Tripadvisor onde reparei que era o nr.º 1 em Montargil. Dessa forma, não pensamos duas vezes ao escolhe-lo para o nosso primeiro jantar na vila. E foi uma escolha acertada, pois é um restaurante com ambiente tipicamente alentejano. Fomos recebidos pelo proprietário de uma forma simpática e brincalhona, o que nos fez de imediato sentir-nos à vontade. Jantamos umas plumas, que vieram acompanhadas por migas e batatas fritas, e estavam divinais! Uma boa relação qualidade/preço.

Morada: Rua Heróis do Ultramar 24A, Montargil.

– Retiro do Mocho

Tínhamos visto no Tripadvisor que este restaurante tinha uma boa classificação, por isso decidimos vir cá jantar na nossa segunda noite em Montargil. Chegamos bem cedo e fomos os primeiros clientes a chegar para jantar. O atendimento foi bem simpático e a comida era bastante saborosa. Eu escolhi o bacalhau melhorado e o Sérgio foi para lombinho grelhado, e na altura, fomos avisados que ainda não tinham acendido as brasas, por isso ia demorar… E apesar de termos sido avisados, realmente a demora foi bastante… Quando a comida chegou, já estava naquele ponto da fome já ter passado… O que é realmente lamentável, pois a comida é bastante saborosa.

Morada: Foros do Mocho, Montargil.

Castelo de Vide

Depois de sairmos de Marvão, dirigimo-nos para Castelo de Vide, apenas com uma paragem estratégica na estrada N246-1 (conhecida localmente por “Alameda dos Freixos”), para a foto da praxe.

Castelo de Vide é uma vila alentejana, localizada numa colina da Serra de São Mamede.

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A abundância de vegetação, o clima ameno e a proximidade da Serra, mas também devido ao seu esplendor e encanto o que a torna numa das localidades mais românticas da região alentejana, tornaram-na conhecida como a “Sintra do Alentejo”.

O que fazer:

São diversos os locais de interesse e os monumentos na vila, destacando-se:

  • Castelo e as bonitas vistas obtidas de lá.

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A entrada para o Castelo é gratuita. Além das vistas panorâmicas que se tem do alto do Castelo, também podemos lá encontrar o Centro de Interpretação do Megalitismo.

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  • Judiaria

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Um dos exemplos mais importantes e bem preservados da presença judaica em Portugal. Aqui, a maioria das portas mantêm o arco gótico ogival e, em muitas ombreiras, do lado direito, podemos ainda ver fendas esculpidas. Era o local onde os judeus guardavam os seus Mezuzá, ou seja, os pergaminhos, que continham as duas passagens da Torá.

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Também ainda existe a Sinagoga, actualmente transformada num museu. A ideia era lá entrarmos, mas à hora que lá passamos estava encerrado para a pausa do almoço.

  • “Perder-se” pelas suas ruas labirínticas.

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Castelo de Vide é considerada uma das vilas medievais melhor preservadas em Portugal. Por isso, é muito fácil para quem visita este local deixar-se encantar pelo charme do  seu cenário medieval.

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Onde comer:

O restaurante surpresa desta road trip foi o que encontramos em Castelo de Vide, o Djony. O ambiente é bastante simples e descontraído, mas, o mais importante, a comida é simplesmente deliciosa.

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Antes de termos tempo para ver o menu, já o proprietário do restaurante, nos tinha servido uma tigela de sopa. E disse-nos que ali, em vez de servirem as habituais entradas com pão e patês, serviam sopa… E estava tão boa!!

Era apenas o inicio de uma repasto dos deuses… Além da comida deliciosa, o atendimento foi do mais atencioso possível! Se não bastasse a comida excelente, o atendimento maravilhoso, no final, quando veio a conta, também nos fez sorrir…Bastante acessível, pagamos cerca de 20€, os dois!!

Lugar a voltar, sem dúvida! 🙂

Hotel Dom Dinis – Marvão

Para a estadia em Marvão apenas tinha uma condição: Ficar dentro das muralhas! Depois de muito procurar, pareceu-me que o Dom Dinis era uma escolha acertada. E não podia estar mais certa, pois adoramossssss tudo! E, se um dia lá voltarmos, vamos ficar aqui, certamente!

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O quarto apesar de relativamente pequeno, era muito confortável e tinha uma vista magnífica para o Castelo de Marvão.

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De bónus, o hotel tinha um jacuzzi com vista para uma paisagem maravilhosa, o que tornou ainda mais especial aquele momento em que lá estivemos. A ida ao jacuzzi tem que ser marcada antecipadamente e só permitem uma marcação de cada vez, o que possibilita estarmos por lá mais à vontade e com mais privacidade.

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É muito bem localizado, mesmo ao lado do Castelo. Apesar das ruas estreitas de Marvão, o hotel é de fácil acesso e com estacionamento gratuito.

Foram todos muito simpáticos e prestáveis, desde a proprietária aos empregados.

IMG_5986O pequeno almoço estava incluído na tarifa e, além de muita variedade, tinham diversos produtos locais como queijos e doces, o que na minha opinião é uma mais valia.

Adoramos a experiência e vamos voltar, sem dúvida!

Marvão

Marvão é uma vila situada no alto Alentejo, na escarpa do Parque Natural da Serra de São Mamede. Da vila conseguimos obter vistas panorâmicas fascinantes, pois ela encontra-se a 862 metros de altitude, no topo da Serra do Sapoio.

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Esta povoação terá sido conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques, entre 1160 e 1166, mas foi tomada outra vez, numa contra-ofensiva moura, em 1190. Em 1229 D. Dinis apoderou-se do Castelo de Marvão, que teve uma grande importância nas guerras com os castelhanos e espanhóis.

Os rochedos de Marvão foram utilizados como refúgio e como ponto militar estratégico desde, pelo menos, o período romano.

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Depois de várias horas de viagem, apenas com uma paragem estratégica para um almoço rápido, subimos a íngreme estrada que dá acesso a esta vila. Já lá dentro, aventurámo-nos pelas suas ruas estreitíssimas. (Tão estreitas que eu só dizia ao Sérgio: “O carro não vai passar aqui!”).

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Estacionamos o carro junto ao castelo (pois o nosso hotel era mesmo ao lado) e fomos conhecer um pouco da vila.

Percorremos a pé as suas ruas estreitas e sinuosas e admiramos a pacata vila com as suas casas caiadas de branco, muito bem arranjadas.

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Além de admirar as vistas, de tirar o fôlego, que se obtém da vila, e de descobrir os encantos escondidos pelas ruas da vila, não existe muito mais para visitar, além do seu castelo. E foi isso que fizemos!

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Pagamos o bilhete da entrada, com um custo de 1,50€/pessoa, e fomos explorar o Castelo. Situado no topo da vila, no ponto mais alto do planalto, consegue-se desfrutar de uma vista espantosa e completamente hipnotizante! Era capaz de levar horas só a contemplar aquelas paisagens…

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Como disse José Saramago: “De Marvão vê-se a terra toda”. E tinha toda a razão, em dias de pouca nebulosidade consegue-se alcançar uma vista com distâncias espantosas.

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Começamos a visita pela cisterna, que se encontra junto à entrada principal. É uma das maiores cisternas dos castelos portugueses, com cerca de 10 metros de altura e 46 de comprimento. Acumulava água para cerca de 6 meses, o que era essencial para que a vila pudesse resistir a um cerco prolongado, pois no cume do monte, a quase 900 metros, não existia água disponível.

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A nossa visita ao castelo foi mais curta do que inicialmente estávamos a contar devido ao facto de o castelo estar cercado de uma praga de insectos. Eram aos milhares e chegou a um ponto que se tornou mesmo muito incomodo… voavam para cima de nós, entravam para dentro da roupa, chegamos a levar picadas… Tivemos que desistir e dar por terminada a visita.

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Em conversa com a dona do hotel onde ficamos, soubemos que era uma praga que tinham todos os anos, duas vezes por ano. Quando começava a fazer muito calor e quando o frio voltava… Durava cerca de 2/3 dias e que a autarquia já tinha feito várias intervenções e nunca conseguiram exterminar esta praga… Por nossa sorte, conseguimos acertar mesmo nessa altura do ano que a praga aparece! :p

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Ao final da tarde fomos aproveitar o jacuzzi do hotel (este hotel vai merecer um post à parte).

Depois de relaxarmos no hotel decidimos ir jantar… Não existem muitas opções de restaurante em Marvão, mas no hotel aconselharam-nos a Varanda do Alentejo. O serviço foi relativamente rápido e com um atendimento simpático e a comida era boa, mas nada de especial! Por no Alentejo comer-se sempre bem a fasquia nos restaurantes desta zona é sempre muito alta.

Para acompanhar a refeição bebemos o vinho “.Com”, que recomendo muitíssimo!! E além do mais, a companhia também era bastante boa :P, pelo que foi um jantar  bem agradável e com uma vista verdadeiramente fantástica! 🙂

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E, depois de uma corrida até ao nosso hotel pois começou a chover torrencialmente, demos por terminada a noite em Marvão. No dia seguinte tínhamos que sair cedo pois ainda tínhamos muitos quilometros pela frente…

Miradouro do Arco da Rua Augusta

Quando vamos passar o fim de semana a Sintra tentamos quase sempre visitar algo de novo, como era início de Janeiro ainda tínhamos uma pequena esperança de apanharmos a iluminação de Natal de Lisboa ligada, mas apesar de as iluminações ainda lá estarem não se acenderam… Por isso, aproveitamos por passear pela baixa da capital e decidimos subir ao Miradouro do Arco da Rua da Augusta.

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A construção do Arco da Rua Augusta foi programada em 1759, no âmbito da reconstrução pombalina, após a destruição da baixa lisboeta pelo terramoto de 1755.

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A partir de 9 de Agosto de 2013 é possível aceder ao miradouro, no topo do Arco. A entrada faz-se pela Rua Augusta, através de uma pequena porta mesmo ao lado do arco. Parte do percurso para o acesso ao miradouro é feita através de elevador, depois é preciso subir dois lanços de escadas.

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As escadas são bem estreitas e em caracol e apenas cabe uma pessoa de cada vez. Para a subida e descida se faça sem qualquer constrangimento existe sinalizações (um género de um pequeno semáforo) que é necessário carregar e só quando fica verde podemos subir sem corrermos o risco de esbarrarmos em alguém…

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O topo do Arco oferece uma vista panorâmica ímpar sobre a cidade de Lisboa.

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Daqui é possível avistar o Terreiro do Paço, a Baixa Pombalina, o Tejo, a Sé, o Castelo de São Jorge, a Ponte 25 de Abril e a estátua do Cristo Rei.

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É sem dúvida uma vista magnifica e imperdível numa visita a Lisboa.

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Preço: 2,50€ / Crianças com idades até 5 anos não pagam bilhete.
Horário: 9 às 19 hrs. Aberto todos os dias

Roteiro de um dia no Porto

Já tinha ido ao Porto duas vezes, mas foi sempre de passagem. Da primeira vez o foco principal foi fazer o passeio de barco pelo Douro (2011) e da segunda, a viagem tinha como protagonista o Gerês (2012). Mas ficou sempre o desejo de voltar ao Porto para conhecer melhor a cidade.

Como em Outubro tinha uns dias de férias e não tinha nada planeado “agarrei” na minha mãe e rumamos à Cidade Invicta.

Começamos o dia bem cedo e cerca das 8 da manhã já estávamos a sair da estação de metro do Bolhão. Andamos sempre a pé e as únicas vezes que utilizamos os transportes públicos foi para ir e vir do aeroporto.

A primeira visita do dia foi à Capela das Almas, na Rua de Santa Catarina. Esta impressionante igreja com o seu exterior todo forrado a azulejo, representando os passos da vida de São Francisco e de Santa Catarina é um dos ícones da cidade do Porto.

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Entrada: Gratuita

Horário: 7:30-13:00/15:30-19:00

Muito próximo da igreja encontra-se um dos locais mais emblemáticos da cidade, o Mercado do Bolhão. Aqui podemos encontrar produtos alimentares como frutas, legumes, carnes, peixes, e até souvenirs.

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Seguimos para a Avenida dos Aliados, que é considerada o centro da cidade do Porto. Os seus imponentes edifícios tornam-na numa das mais bonitas e conhecidas da cidade.

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Fizemos uma pequena pausa num dos cafés desta avenida para tomar o pequeno-almoço.

Caminhamos até a Igreja de Santo Idelfonso. À semelhança da Capelas das Almas esta igreja também tem a fachada decorada com azulejos.

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Morada: Praça da Batalha

Horário Seg.: 15-18hrs

Entrada Gratuita

Acabamos por não entrar nesta igreja pois quando lá passamos estava fechada. Continuamos o passeio e “perdemos-nos” pelas ruas estreitinhas da cidade e apreciamos mais de perto a arquitectura portuense.

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De seguida entramos na Estação de São Bento. Esta estação já foi considerada uma das mais belas do mundo. E não é de admirar tal reconhecimento, pois o seu átrio encontra-se decorado com belíssimos azulejos que representam alguns dos momentos mais importantes da história de Portugal.

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De seguida fomos para um dos monumentos religiosos mais importantes da cidade: A Sé do Porto.

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Na praça onde se encontra a Sé, o Terreiro da Sé,  obtemos uma vista privilegiada para a cidade.

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Não querendo ficar apenas pelo exterior deste monumento, decidimos entrar. O interior da igreja é de acesso gratuito, mas não deixem de adquirir o bilhete que dá acesso ao claustro.

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Trata-se de uma zona simplesmente magnífica onde podemos encontrar fantásticos painéis de azulejos do século XVIII que revestem as galerias, assim como um acervo de arte sacra.

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 Morada: Largo do Terreiro da Sé

Horário: 09:00 – 19:00 Hrs/ Museu e Clastros: 09:00-18:30/ Missa:11Hr

Preços: Igreja grátis / Claustros: 3€

A poucos metros da Sé encontra-se o tabuleiro superior da Ponte Luís I. Decidimos atravessar a ponte a pé, para apreciarmos as vistas magníficas da cidade. Infelizmente o tempo não estava a colaborar connosco e começou a chover com mais intensidade.

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Depois de atravessarmos a Ponte Luís I caminhamos até chegar às margens do Rio Douro, do lado de Vila Nova de Gaia.

Tiramos as fotos praxe dos barcos Rabelos e da Ponte e, como já estávamos a ficar com fome, decidimos procurar um sitio para almoçar.

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Optamos por regressar ao Porto, mas desta vez usando o tabuleiro inferior. Descobrimos um restaurante típico, onde entramos para almoçar uma francesinha (Obviamente)! Mas não estava nada de especial, já comi francesinhas bem melhores :/

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Depois do almoço caminhamos calmamente junto à zona ribeirinha do Porto e apreciamos toda a beleza daquele local.

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De seguida fomos para o Palácio da Bolsa mas, infelizmente, não conseguimos visitá-lo. O processo é extremamente complexo, fazendo muito pouco sentido. Não são permitidas visitas livres, obrigando sempre à presença de um Guia, cujo idioma é determinado consoante as marcações que estão efectuadas. Quando lá chegamos, as duas próximas visitas seriam em línguas que não iríamos compreender… Supostamente seria possível fazer marcação por e-mail, algo que tentei, não tendo obtido qualquer resposta.

Fiquei mesmo com imensa pena de não ter visitado o Palácio da Bolsa mas, pelo menos, já tenho um bom pretexto para voltar ao Porto 🙂

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Com a nossa visita frustrada, seguimos até à Torre dos Clérigos. Entramos e  visitamos a sua igreja (que é gratuita). Se lá forem subam à Torre, pois dizem que a vista é espectacular! Além do dia estar chuvoso, também achei que a subida ia tornar-se demasiado cansativa para a minha mãe pois ela já não tem 30 anos…

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Próxima paragem: Livraria Lello. Aquando da minha primeira visita ainda não se pagava entrada mas, concordo plenamente com essa decisão pois a maior parte das pessoas que lá iam não chegavam a comprar nada. Mas sendo assim, esperava que fosse  tudo mais organizado, o que não aconteceu… Colocamo-nos na fila junto à entrada da livraria mas, quando chegou a nossa vez, disseram-nos que os bilhetes tinham que ser adquiridos do outro lado da estrada… E não havia nenhuma indicação nesse sentido…

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Os bilhetes eram adquiridos aqui

Adquirimos os bilhetes, esperamos novamente na fila e lá entramos! Mas havia tantas, mas tantas pessoas lá, que era impossível desfrutar do belíssimo edifício.  Foi bastante frustrante. Agora que a entrada passou a ser paga, deveria também haver um controlo mais rigoroso sobre o numero de pessoas que entram de cada vez, para não se tornar tão caótico como estava! Espero sinceramente que não seja sempre assim, senão vão sair de lá muitos turistas desiludidos.

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A entrada é 3€, mas esse valor pode ser descontado na compra de um livro. Foi o que fiz!

Seguimos para a Igreja das Carmelitas. Esta belíssima igreja tem na sua fachada lateral a sua principal atracção, sendo toda ela revestida em painéis de azulejo onde está ilustrada a lenda da fundação da ordem das Carmelitas.

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Horário: 07:30às 19 Hrs

Entrada: Gratuita

Antes de voltarmos para o aeroporto fizemos uma paragem no Macdonald´s da Avenida dos Aliados, que foi considerado um dos mais bonitos do mundo, para lanchar e descansar um pouco das longas horas de caminhada.

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Apesar de cansativo, foi um dia muito bem passado e divertido. Ficou o sentimento de saudade mesmo antes de irmos embora.

Museu da Carris

Há imenso tempo que o Sérgio me dizia que gostava de visitar o novo museu da Carris. Como eu nunca lá tinha ido, aproveitamos um fim de semana que passamos em Lisboa e que não tínhamos nada combinado, lá fomos nós!

Desde 1872 que a Carris presta um forte contributo para o crescimento de Lisboa. A empresa de transportes públicos tem vindo a acompanhar a evolução da cidade desde então.

Ao visitarmos este Museu realizamos uma viagem no tempo através do vasto espólio disponível. Desde fotografias, uniformes, títulos de transporte, elétricos e autocarros, entre muitos outros documentos e objectos de grande interesse histórico.

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Fizemos o trajecto para o Núcleo II (que é o mais interessante, na minha opinião) num eléctrico de 1901. E não estava nada à espera, foi surreal! Só esta viagem valeu a visita ao museu 🙂

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No Núcleo II encontra-se em exposição viaturas que fizeram a história da empresa (carro americano, eléctricos e autocarros).

Carro Americano

Carro Americano

Carro Americano

Em 1873 a Carris inaugurou o seu serviço ao público com viaturas de transporte urbano a tracção animal deslocando-se sobre carris.

Apelidados, pela gíria, de “Americanos”, eram puxados por dois animais. A entrada em circulação do serviço de carros eléctricos, em 1901, conduziu à sua total extinção.

Ilustrando um dos modelos desaparecidos, a réplica que se encontra no museu foi integralmente construída nas oficinas da Carris, com base num projecto datado de 1886.

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Electrico nr.º 444

Entre Maio e Junho de 1901 entraram em funcionamento os primeiros carros eléctricos fechados que integraram a frota da Carris, num total de 75, de “grande conforto e elegância” para a época, com janela de caixilhos envidraçados, guarnições interiores de madeira trabalhada a baixo-relevo, cadeiras interiores reversíveis forradas com tecido de palha entrançada e uma pintura exterior muito bem acabada.

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Foram numerados de 401 a 474. Eram conhecidos por “São Luis”, devido à sua proveniência de fabrico, a fábrica americana St. Louis Car, Cª. e, a partir de 1952, foram sendo progressivamente abatidos ao serviço.

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Esta parte é bem interactiva, sendo possível entrar na maioria dos veículos, sentarmo-nos nos lugares dos passageiros, assim como no do motorista.

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IMG_0392É um museu bem interessante e que vale uma visita! Eu adorei conhecer um pouco mais da história da Carris, assim como ter entrado em eléctricos e autocarros que estão fora de circulação há muitos anos!

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Informações Úteis:

Morada: Rua 1º Maio nr.º 101, Lisboa

Horário: Segunda a Sábado 10 às 18 Horas. Aos sábados encerra das 13 às 14 Horas. Encerrados aos Domingos e Feriados.

Preço: 4€/ Adulto