Itinerário em Marraquexe

Dois a três dias são mais do que suficientes para conhecer a cidade, obviamente que depende do ritmo e dos gostos de cada um.

Nós ficamos dois dias inteiros e metade de outro, e deu para ver tudo o que tinha planeado.

Decidi fazer um itinerário da cidade, pois escrevi diversos posts sobre Marraquexe, o pode tornar um pouco confuso a quem está a planear uma viagem e tentar perceber quantos dias é necessário para conhecer a cidade.

Como já tinha dito anteriormente, vai depender do gosto de cada um e também do ritmo, mas vou partilhar o meu roteiro.

1º Dia 

Como estávamos instalados perto das Tumbas de Saadi, foi por aí que começamos a nossa visita à cidade.

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De seguida fomos ao maravilhoso Palácio Bahia.

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Depois de visitarmos o palácio fomos para o Museu Dar Si Saïd, que foi uma pequena desilusão para mim.

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Terminamos a tarde a assistir à transformação que a praça Jemma El-Fna sofre do dia para a noite, a partir do Café Glacier, que na minha opinião é um dos melhores lugares para ver a praça.

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Para terminar o dia, nada melhor do que jantar numa das barracas da praça Jemma El-Fna.

Todos os locais que visitamos durante o primeiro dia ficam dentro da medina, o nosso único meio de transporte desse dia foram os nosso pés 😉

2º Dia

Como os sítios que queríamos visitar durante a manhã eram fora da medina, e ficavam um pouco longe um do outro, contratamos um taxí.

Começamos a manhã nos Jardins Menara.

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Como o táxi estava à nossa espera e como não ficamos muito entusiasmados com este jardim, seguimos em direcção ao Jardim Majorelle.

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Daqui fomos caminhando até à Medersa Ali Ben Youssef, que se encontra dentro da medina.

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Na parte da tarde aventurámo-nos pelos Souks.

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Terminamos a tarde no café de France, para assistir, mais uma vez, à transformação da praça Jemma El-Fna, e também a um fantástico por do sol.

Café de France

Mas a melhor forma de conhecer Marraquexe é deixar-se “perder”, e ser surpreendido. Não faça roteiros demasiado exaustivos, que o levem a não viver a cidade. Perca-se nos souks, sente-se numa varanda na praça Jemma El-Fna, e fique lá bastante tempo, a observar toda a magia à sua volta 🙂

Antes de terminar os posts sobre Marrocos tenho que referir que Marrocos é muito mais do que Marraquexe. Se estiver a planear uma viagem a Marrocos, não fique restringido apenas a Marraquexe. Pois Marrocos é um país único e que facilmente conseguimos ficar encantados pelo que o país tem para nos oferecer… Aqui temos a oportunidade de experimentar diversas coisas, numa só viagem, Deserto, Montanhas, Cultura, Neve, Oásis… É impossível não encontrarmos algo que nos encante e nos apaixone durante uma viagem por Marrocos.

Riad Inaka

Na última estadia da viagem, e na segunda estadia em Marraquexe (a primeira foi no dia em que chegamos a Marrocos), tentamos escolher um Riad um pouco melhor, mas que não fosse demasiado dispendioso. Depois de muita procura, encontramos o Riad Inaka, que nos pareceu perfeito. Ficava dentro da medina, mas um pouco longe do praça principal, apesar da distância pareceu-nos um espaço bastante agradável e pela módica quantia de 35€/noite/quarto, era mais do que perfeito 😉

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Já utilizei várias vezes a palavra Riad, mas não sei se sabem o que é… Eu também não sabia até começar a planear a viagem… Pois bem, Riad é uma casa típica marroquina com um jardim e pátio interior. Normalmente tem poucos quartos e os serviços são super personalizados, somos tratados como um membro da família.

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Um das situações que exemplificam o serviço personalizado que tivemos durante a nossa estadia, foi durante o pequeno-almoço, uma vez que nos perguntaram o que nós queríamos que nos fosse servido para comermos..

Algo que foi servido ao pequeno-almoço, durante a nossa estadia em Marrocos, que nunca tinha comido e que nem conhecia, foi a msemmen, que é uma panqueca bem fina e rectangular, e era deliciosa 🙂

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O quarto era bastante confortável, com um W.C. privativo e um pequeno espaço onde era possível arrumar as malas e os nossos pertences.

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O Riad tem vários detalhes decorativos bem bonitos e interessantes.

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O Riad tem um terraço onde é possível apanhar um pouco de sol e descontrair.

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Morada: Bab Ksiba 15 Derb El Kadi, Medina, Marraquexe.

Jardim Majorelle

O Jardim Majorelle é mais conhecido como jardim de Yves Saint Laurent, e é um dos locais mais visitados de Marraquexe.

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O magnifico jardim Majorelle foi criado pelo pintor francês Jacques Majorelle, depois da sua morte o local começou a cair em decadência. E é ai que entra o estilista Yves Saint Laurent. Em 1966 o estilista, e o seu companheiro Pierre Bergé, viajaram pela primeira vez para Marraquexe e descobriram o jardim, ficando imediatamente apaixonados pelo espaço… Na altura este jardim, apesar de aberto ao público, era muito pouco frequentado e sem muitos cuidados… Um dia o casal ouviu que o jardim ia ser vendido, para construírem um resort e destruir o jardim… Por isso, para impedirem esse desfecho ao jardim, em 1980, Yves Saint Laurent e Pierre Bergé compraram o Jardim Majorelle.

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Yves Saint Laurent e o seu companheiro viveram aqui durante algum tempo. Quando o famoso estilista faleceu, as suas cinzas foram espalhadas no jardim. Depois, ergueu-se ali o Memorial Yves Saint Laurent, que consiste numa coluna romana.

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Neste jardim é possível “fugirmos” da loucura e agitação de Marraquexe, aqui respira-se paz e calma.

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Existem vários bancos espalhados pelo jardim, onde é possível descontrairmos e apreciar a beleza do local.

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É bastante agradável passear aqui, é um verdadeiro jardim tropical mas com um ambiente marroquino.

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A mistura do verde do jardim com o azul cobalto das paredes tornam este jardim um autêntico deleite para os nossos olhos.

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Além do jardim, neste espaço também existe um museu de cultura berbere, o bilhete para o jardim não inclui a visita ao museu, tem que ser pago à parte. Nós não fomos ao museu…

Também existe uma loja, com acessórios e roupas do estilista, uma livraria e uma galeria de arte.

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Morada: Rue Yves Saint Laurent, Marraquexe

Site: http://www.jardinmajorelle.com

Preço: Jardim 50 Dh, para entrar no museu é preciso adquirir bilhete, não sei o valor pois não cheguei a lá entrar.

Jardins Menara

No último dia inteiro em Marraquexe queríamos visitar dois jardins, mas ambos ficavam fora da Medina, portanto um pouco longe de onde estávamos hospedados, e como não pesquisamos sobre os transportes públicos na cidade e não nos queríamos aventurar muito, achamos que seria mais seguro alugar um táxi. Assim, falamos com o funcionário do Riad de onde ficamos instalados, e ele arranjou-nos um táxi, já com preço e os locais a visitar acordados.

Assim, ficou combinado com o taxista levar-nos inicialmente para o Jardim Menara e posteriormente ao Jardim Majorelle.

A imagem do pavilhão, que existe neste jardim, com os Atlas como pano de fundo é uma das imagens mais conhecidas de Marraquexe. E era essa imagem que esperava encontrar ao visitar o jardim Menara, mas como no dia em que fomos estava bastante nublado não conseguimos apreciar essa vista.

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A visita a este jardim foi uma pequena desilusão, não consegui encontrar grandes encantos neste local, e como o tempo estava nublado nem conseguiamos obter a imagem do atlas, como pano de fundo…

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Este jardim consiste, basicamente, em inúmeras oliveiras e num pavilhão com uma enorme piscina mesmo à sua frente, onde existem vários peixes.

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Os jardins foram construídos no século XII, mas o pavilhão que se encontra junto ao lago só foi construído no século XVI.

Diz a lenda que este jardim era utilizado pelos sultões para passear e fazer a “selecção” das suas concubinas. As mulheres que não cumpriam os requisitos para o seu harém, eram afogadas no lago, frente ao pavilhão.

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A entrada para os jardins é gratuíta, mas para visitarmos o pavilhão temos que pagar 10 Dh. Nós, como estávamos tão desiludidos com o jardim, decidimos nem entrar no pavilhão…

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Morada: Avenue de La Ménara, Marraquexe.

Horário: 08:00 – 17:00 Horas

Preço: Jardim Gratuíto / Pavilhão: 10 Dh (Aproximadamente 1€)

Medersa Ali Ben Youssef

No meio da loucura dos souks, consegue-se encontrar alguma paz e serenidade dentro da Medersa Ali Ben Youssef.

Mederssa é uma palavra árabe e significa escola, e na Medersa Ali Ben Youssef dedicavam-se ao ensino do Alcorão. O Alcorão é o livro sagrado da religião islâmica.

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A Medersa Ali Ben Youssef foi construída no século XIV pelo sultão Abu al-Hassan e restaurada em 1565 pelo Sultão Abdallah Al-Ghalib.

Era a maior Medersa de Marrocos, e uma das maiores do norte de África, podia albergar até 900 estudantes, e esteve em funcionamento até o ano 1960.

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Assim que entramos, o primeiro local que temos acesso é ao pátio central. No centro do pátio encontra-se uma “piscina”, que era utilizada para rituais de purificação.

Normalmente a piscina tem água, mas quando visitamos estava vazia.

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O edifício é todo em madeira e mármore bastante trabalhado e esculpido.

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Além da madeira e do mármore, também tem os zellij, que são aqueles mosaicos coloridos, típicos de Marrocos.

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Do pátio é possível vermos umas pequenas janelas no primeiro andar. Nessas janelas é onde eram os aposentos dos estudantes.
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É possível subirmos ao primeiro andar e ver os dormitórios. Eram espaços muito pequenos e bastante simples.

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A Medersa foi um dos lugares que mais gostei de visitar em Marraquexe, além da riquíssima decoração do edifício, aqui pode-se respirar alguma paz e sossego e fugir um pouco da confusão e loucura da cidade.

Ficamos algum tempo por aqui, a fotografar, a percorrer os andares e admirar todo o trabalho minucioso esculpido na madeira e mármore do edifício.
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Na minha opinião, é um dos lugares mais bonitos da cidade.

Informações:

Morada: Pl Ben Youssef

Horário: 9:00 – 18:00, durante o verão encerra às 19:00.

Preço: 10 Dh (Aproximadamente 1€)

Museu Dar Si Saïd

O Dar Si Saïd deixa muito a desejar como museu, é muito fraco, foi uma pequena desilusão esta visita…

Este museu foi inaugurado em 1982 e lá dentro podemos encontrar alguns objectos que foram utilizados pelo povo marroquino.

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Mas os objectos são muito poucos, assim como as informações disponibilizadas dos mesmos…

Estou habituada aos museus daqui, da Europa, que têm tanta coisa e tanta informações que chegam a cansar… Talvez por isso tenha tido uma pequena desilusão com o Museu Dar Si Saïd.

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A visita é compensada, quando acedemos ao piso superior, onde a decoração detalhada das paredes e tectos é simplesmente incrível.

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E depois no pátio central, onde tem um pequeno jardim e um coreto com uma fonte e onde o chão é todo em azulejo.

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DSCN8339IMG_7332De resto, não tem muito mais para ver…

Informações Úteis

Morada: Derb Si Said, Marraquexe

Horário: 9:00 às 4:45 Hrs, De Quarta a Segunda.

Preço: 10 Dh (Aproximadamente 1€)

Palácio Bahia

Não se sabe a data exacta da construção do Palácio Bahia, mas calcula-se que foi entre 1859 e 1873.

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O palácio foi construído em várias fases e por dois importantes vizirs. O primeiro Si Moussa e depois pelo seu filho Ahmed ben Musa.

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Era utilizado para residência dos vizirs, pai e filho, mas também serviu de harém de Ahmed ben Musa, que tinha 4 esposas e 24 concubinas.

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O palácio estava dividido em vários apartamentos, onde ficavam alojadas as suas mulheres.

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A sua construção segue a arquitectura típica marroquina, onde em cada apartamento tem um pequeno pátio, decorado com azulejos.

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Em cada pátio existe pequenas fontes e por aqui passeavam as concubinas do vizir.

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Mas o que mais fascinou neste palácio foram os tectos em madeira, bastante trabalhados, assim como as portas, com diversos detalhes. É um trabalho bastante rico e minucioso, e podemos ter uma noção do luxo em que viviam os vizirs e as suas mulheres, que por cá habitaram.

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Quando Ahmed ben Musa morreu, em 1900, o palácio foi palco de um autêntico pandemónio. Quando souberam que Ahmed tinha morrido, os escravos pilharam tudo o que conseguiram e as mulheres lutaram entre si, pela pose das jóias.

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Alguns dias depois da morte do vizir, nada restava no interior do palácio…

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Existem quem diga que a pilhagem do palácio foi ordenada pelo sultão, pois invejava a fortuna do vizir Ahmed, e queria para si a luxuosa mobília e os materiais decorativos do palácio.

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Felizmente algumas partes da decoração magnífica do palácio sobreviveram intactas à devastação que o palácio sofreu.

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Devido a essa pilhagem, nas divisões do palácio não existe quaisquer mobília, mas acho que a experiência tinha-se tornado muito mais enriquecedora se tivessem recriado mobília da altura, para termos uma melhor percepção de como viviam…

Informações:

Site: www.palais-bahia.com

Morada: 5 Rue Riad Zitoun el Jdid, Marraquexe

Entrada: 10 Dh (Aproximadamente 1€)

Horário: 9 Am – 17:00  Pm

Tumbas de Saadi

No primeiro dia em Marraquexe tínhamos planeado visitar diversos locais, um deles eram as Tumbas de Saadi, e como ficavam bem próximas do nosso Riad, foi logo o primeiro local que visitamos nesse dia.

Para entrarmos nas Tumbas temos que desembolsar 10 dirhams (aproximadamente 1€), mas nem tivemos direito a bilhete de entrada, nem nada… (e eu que gosto tanto de coleccionar os bilhetes 🙂 É pagar e entrar!

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As Tumbas, como o próprio nome indica são um cemitério. Foram construídas no século XVI e eram onde as pessoas importantes da Dinastia Saadi eram enterradas. A dinastia Saadi governou Marraquexe do século XVI ao XVII, altura que começou a dinastia Alaouite, que actualmente ainda governa Marrocos.

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Durante a transição de uma dinastia para a outra, o sultão Al-Rashid, da dinastia Alaouite, mandou encerrar as tumbas. A sua intenção era destruí-las mas como era um acto bastante desrespeitoso e que podia trazer mau agouro, decidiu apenas fechá-las.

Mas em 1917 foram redescobertas e abertas ao público.

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Assim que entramos nas Tumbas, do lado esquerdo, encontra-se o primeiro mausoléo. Nesse local encontra-se enterrado o sultão Ahmad Al- Mansur.

Por ser uma zona muito estreita onde só cabem duas pessoas de cada vez, é normal haver fila para ver estas tumbas.

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Ao centro deste mausoléo encontra-se sultão Ahmad Al-Mansur, as restantes pertencem aos seus filhos e sucessores.

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É um espaço bem interessante para se visitar, principalmente pela arquitectura. Apesar de ver-se tudo em pouco tempo, vale a pena a visita.

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Mas desiludiu-me o facto de não haver qualquer explicação ao longo do percurso e como não tínhamos contratado nenhum guia foi um passeio um pouco às cegas… Tentar advinhar o que era o quê…

O que me safou foi que tinha feito o “trabalho de casa” e pesquisado antes de visitar, e também o meu imprescindível guia de viagem 😉

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Morada: Rue de La Kasbah / Horário: 9 am – 4:45 pm

Preço: 10 dirhams (aproximadamente 1€)

Restaurante La Porte Du Monde – Marraquexe

Num dos dias que andávamos a explorar a medina de Marraquexe, onde se encontram os Souks, a fome começou a apertar, por isso começamos a ver se encontrávamos algum restaurante onde pudéssemos almoçar e que tivesse dentro dos nossos padrões (entenda-se por económico :p)

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Entrada da La Porte Du Monde

Encontramos o restaurante La Porte Du Monde, vimos que os preços eram relativamente acessíveis por isso decidimos entrar.

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Fomos para o terraço e o ambiente que encontramos foi bastante agradável, muito descontraído e confortável.

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Havia culinária marroquina, mas todos nós fomos para a pizza! E estavam simplesmente deliciosas 🙂 Para acompanhar a pizza escolhi um delicioso sumo de laranja natural.

IMG_7395IMG_2137Apesar do serviço ter sido um pouco lento e terem demorado um pouco a servirem-nos as pizzas, estava tudo bastante delicioso,  é uma excelente escolha para quem anda a explorar os souks, além do mais é bem em conta 😉

Preço: 70 Dirhams (1 pizza e sumo de laranja natural)

Morada: Toualat Kennaria No 69, Marraquexe.

Souks

Afinal o que são os Souks? Os souks são o termo que se utiliza para os mercados das cidades árabes.

DSCN8404Nos souks de Marraquexe encontra-se de tudo à venda, e é um verdadeiro paraíso para quem é viciado em compras… Mas para comprar é imprescindível regatear o preço, e para isso é preciso uma dose extra de paciência, mas podemos conseguir até metade do preço que inicialmente nos pediram… Pode tornar-se numa experiência stressante, mas é muito compensador e engraçado quando conseguimos o preço que queremos! Apesar de acharmos que fizemos o negócio da china, que compramos algo por uma verdadeira pechincha, os marroquinos nunca ficam a perder, se nos venderam por determinada quantia é porque ficaram a  ganhar SEMPRE algum!

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Comprar nos Souks pode ser uma experiência bem divertida 🙂

Muitas vezes fizemos propostas bem baixas, eles chamavam-nos berberes e nem consideram fazer negócio connosco 🙂

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Eles estão organizados segundo o produto, existe o souk das peles, o souk de tecidos, o souks de jóias, o souk de artesanato, o souk de especiarias… Souks para tudo e mais alguma coisa! 🙂

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Os Souks de Marrequexe são enormes, ruas que nunca mais terminam, com milhares de lojas com uma imensidão de produtos, são tão grandes que até chega a aborrecer…

As ruas estreitas dos Souks são autênticos labirintos e parecem todas iguais, por isso é normal perdermo-nos por lá… O que não é normal é não nos perdermo-nos 😉

DSCN8393Há quem contrate um guia, para explorar os souks. Nós (forretas de primeira) não o fizemos e fomos à aventura!

Num dos dias que andávamos a explorar os souks fomos abordados por um marroquino, que disse que tinha um amigo, que nos podia levar a um local onde trabalhavam as peles dos animais. Quando demos por nós estávamos atrás desse marroquino, num lugar cada vez mais distante do centro e praticamente não se via turistas nessa zona… Comecei a temer pelos meus rins, então decidimos que era melhor voltarmos para trás, mas não fazíamos a menor ideia de onde estávamos… O que nos safou foi uma aplicação no telemóvel (CityMaps2Go) onde vimos onde estávamos e como sair dalí….

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Apesar dos souks serem locais pedonais há que ter atenção, pois é normal  circularem por lá bicicletas, motorizadas ou mesmo carroças com burros.
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Apesar do assédio constante dos vendedores, para comprarmos os artigos deles, apesar da confusão que ali se vive, é uma aventura que não se pode perder numa viagem por Marraquexe.

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A mistura de cores, de sabores, de aromas, estimulam todos os sentidos e se quisermos viver verdadeiramente a cidade, temos que percorrer as ruas labirínticas dos souks, pois é sem dúvida, a alma da cidade.