Roteiro de Viagem a Malta em 6 dias

Vou deixar aqui a minha sugestão de roteiro para uma viagem de 6 dias por Malta, com base na minha própria viagem.

1º Dia | Ilha de Comino

Dedique um dia inteiro à ilha de Comino e aproveite para relaxar e apreciar este pequeno paraíso com águas cristalinas. Mas, recomendo que chegue bem cedo, pois caso contrário encontrará esta pequena ilha completamente apinhada de pessoas e rapidamente a ideia de paraíso se desvanecerá.

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Encontrará todas as dicas de Comino neste post.

2º Dia | Ilha Gozo

A Ilha de Gozo tem muito para ver e, para quem tem tempo disponível, recomendo ficar dois dias de forma a não correr o risco de não conseguir visitar tudo o que pretende e acabar frustrada como eu…

Não deixe de ver a cidade de Vitória, a Gruta Calypso, as Salinas, a Basílica Ta´Pinu e as ruínas da Azure Window.

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A melhor forma de nos deslocarmos pela ilha é de carro mas, uma boa opção para quem não quer conduzir por lá, é utilizar os autocarros Hop on – Hop off.

Para mais pormenores sobre a Ilha de Gozo, aqui.

3º Dia | Mdina, Rabat , Mosta e Jardins Santo Antão

O dia hoje será dedicado à parte mais histórica de Malta. Deixe-se encantar pela antiga capital de Malta: Mdina, percorra as suas ruas estreitas sem pressas e aprecie a sua arquitectura.

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Não deixe de ir a Rabat e às Catacumbas de São Paulo.

Aproveite para ir a Mosta e aprecie a sua igreja com a maior cúpula de Malta e uma das maiores do mundo.

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Se for hora de almoço aproveite para ir ao restaurante Olympic, em Mosta. As refeições são extremamente económicas, saborosas e muito bem servidas.

Para terminar o dia, aproveite para passear nos jardins de Santo Antão, onde foram filmadas algumas cenas  da 1º temporada da série “Guerra dos Tronos”. Nas fotos que tinha visto achei que seria bem mais bonito do que na realidade é, devido ao facto de algumas zonas do jardim estarem um pouco ao abandono…

Mais detalhes de Mdina e Rabat, neste post.

4º Dia | Marsaxlokk, St. Peter´s Pool, Blue Grotto e Ghar Lpasi

Hoje o dia será passado na parte sul da Ilha. Começamos pelas fantásticas vistas que a St. Peter´s Pool nos proporciona e, de seguida, fomos visitar a vila piscatória de Marsaxlokk. Aproveite para ir a um Domingo e conhecer o seu mercado tradicional.

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De seguida fomos conhecer os cenários magníficos da Blue Grotto. Nesta famosa formação rochosa existem várias grutas junto à água sendo possível fazer passeios de barco e conhecer o seu interior.

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Terminamos o dia em Ghar Lpasi. Nesta aldeia piscatória encontra-se uma piscina natural com água cristalina e uma cor hipnotizante. Este lugar é bastante popular entre os moradores e pude comprovar isso, pois era Domingo quando lá fui e estava a abarrotar de locais a aproveitar a sua folga para  darem um mergulho.

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5º Dia | Popeye Village, Gneja Bay, Aquarium

Começamos o dia com um dos cenários mais bonitos de Malta, na minha opinião; Anchor Bay: A cor da água nesta baía é simplesmente incrível! Um azul turquesa com uma limpidez fora do comum e que nos permite ver perfeitamente o fundo. E, para completar esta magnifica vista, encontramos a popeye village como pano de fundo.

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De seguida dirigimo-nos a outro belo cenário: Gnenja Bay. Esta praia de areal dourado e agua transparente em tons esverdeados é um local excelente para se fazer praia, pois para além das suas condições naturais perfeitas, tem boas infraestruturas para um dia bem passado, desde o amplo estacionamento, até ao bar onde se servem bebidas e snacks.

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Durante a tarde pode aproveitar para passar algumas horas no Aquarium de Malta.

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E para fechar o dia com chave de ouro, mesmo ao lado do Aquário encontra-se o Café del Mar, que é o local ideal para assistir ao por do sol e saborear uma bebida com esta magnífica vista.

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6º Dia | Valletta e Birgu (Três Cidades)

Valletta, capital de Malta, merece pelo menos um dia inteiro. É uma cidade fantástica, que respira história e com uma arquitectura fascinante. “Perder-se” pela cidade é a melhor forma de a conhecer.

Um dos locais que mais me surpreendeu em Valletta foram os Lower Barrakka Gardens, são um verdadeiro oásis no meio da confusão da cidade. Neste jardim reina a tranquilidade, local perfeito para descontrair e apreciar as belíssimas vistas.

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Aproveite para conhecer as três cidades. Como não tinha tempo para visitar todas apenas fomos a Birgu (ou Vittoriosa) que é considerada a mais bonita das três.

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Se ainda lhe sobrar algum tempo, explore um pouco a parte mais turística do país: Sliema e a Baía de St. Julian´s. De Sliema tem uma das vistas mais características de Valletta.

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Lagoa Azul na Ilha de Comino | Malta

Vamos começar os posts de Malta da forma mais bela possível, ou seja, com a praia que é considerada uma das mais bonitas da Europa; a Lagoa Azul na ilha de Comino.

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E não é difícil perceber o porquê dessa distinção… Ainda no barco que nos levava até esta ilha paradisíaca, e apesar da distância que nos separava de Comino ainda ser relativamente grande, já era possível vislumbrar aquele azul hipnotizante da pequena ilha, pelo que não consegui conter um sonoro “UAU”!

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Esta pequena ilha de Malta tem apenas 3,5 km2 e tem o nome de Comino devido à planta que cresce na região. Considerada em tempos antigos como um lugar perigoso de se viver devido à constante invasão de piratas, ainda hoje é pouco habitada, o que lhe confere um ar de ilha deserta.

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Apesar de ter ficado completamente fascinada com toda a beleza da Lagoa Azul, fiquei um pouco desiludida pela enorme quantidade de turistas que lá se encontravam.

Dessa forma aconselho que cheguem bem cedo. Nós apanhámos o segundo barco e ainda conseguimos aproveitar alguns instantes de sossego. Mas, a partir das 11h da manhã, começam a chegar vários barcos carregados de turistas, alguns com música bem alta, o que acaba de vez com a paz e a visão paradisíaca do local… E nós fomos no início de Maio, pelo que nem quero imaginar aquele lugar no pico do verão! :/

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A maior concentração de pessoas faz-se  junto ao cais, por isso a minha sugestão, se quiserem fugir da confusão, é afastarem-se um pouco dessa parte. Ou ficarem a pernoitar no único alojamento da ilha, o Comino Hotel, pois seguramente terão uma perspectiva bem diferente da ilha quando ao final da tarde todos os barcos turísticos partirem.

Além dos hospedes do hotel, não existe mais nenhum habitante na ilha de Comino; não há estradas, nem carros,  nem restaurantes e não existe mais nenhuma infraestrutura. Mas não se preocupem porque existem várias barracas junto à Lagoa Azul a vender todo o tipo de comidas e bebidas. Desde Hambúrguers, Cachorros, Saladas, Wraps, Gelados e Fruta. Não sei se em todas as barraquinhas era possível efectuar o pagamento através de multibanco, mas na que compramos o nosso almoço era. Pensei que por a oferta ser pouca para tanta procura os preços fossem estupidamente caros, mas não! Foi até bastante acessível! Eu e o Sérgio comemos um hambuguer cada, com uma dose de batatas fritas e dois refrigerantes, o que ficou por cerca de 10€.

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A extensão de areia na ilha é minúscula e essa parte é altamente competida pelos turistas. Há a possibilidade de alugar espreguiçadeiras e guarda-sóis, que dependente do lugar terá o seu custo. O mais caro que vi foi duas espreguiçadeiras + Chapéu de Sol na areia, por 25€ (O dia todo). Se ficar numa espreguiçadeira em cima do rochedo sairá mais barato…

Apesar de só existir areal (e bem pequeno) na parte central da Lagoa Azul, vale a pena fugir da confusão dessa zona e fazer uma caminhada pelo resto da ilha pois as vistas são igualmente deslumbrantes! Fiquei encantada pela Crystal Lagoon.

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Relativamente à água, como é no Mediterrâneo pensei que fosse mais quente. Não estava completamente gelada, mas imaginava-a bem mais agradável. Desagradável foram as centenas de alforrecas que por lá encontrámos. Tanto o Sérgio como o Ricardo (o amigo que viajou connosco) foram “atacados” por alforrecas e, apesar de não ter sido muito grave, durante todo o dia ficaram com a pele irritada na zona onde elas lhes tocaram.

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Ilha de Gozo lá o fundo.

Apesar das alforrecas, do turismo massivo e de todos os pontos negativos que enumerei, vale mesmo MUITO a pena uma visita a este local. A cor desta água é das mais bonitas que já vi, e é completamente hipnotizante!

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Guia Prático de Comino

  • Como Chegar à Blue Lagoon

Podem aqui chegar através de barco do porto de Cirkewwa ou da cidade de Sliema. A forma mais rápida e mais económica (e a que eu aconselho) é através do porto de Cirkewwa. Como tínhamos carro, dirigimo-nos até lá e ao chegar ao cais existem indicações de onde partem os barcos tanto para Comino como para Gozo. Estacionamos no parque (gratuitamente), compramos os bilhetes e embarcamos. O bilhete custou 10€ (ida e volta), demorou cerca de 15/20 minutos e ainda pararam junto a algumas grutas da ilha.

Mesmo que não tenha carro existe uma paragem de autocarro perto do porto de Cirkewwa.

Podem consultar os horários neste site: Comino Ferries.

Já desde Sliema os barcos demoram cerca de 1:30 Horas e cheguei a ver preços de 30€.