O Alojamento no Lago di Como

A escolha do local para a base da viagem ao Lago di Como é fundamental, para facilitar as deslocações durante a viagem. O ideal é ficar na “mid-Lake”, ou seja, mais no centro do Lago, pois dessa forma permitirá explorar mais facilmente as cidades à volta do Lago. Decidimos ficar em Bellagio, devido à sua excelente localização.

Depois dessa decisão tomada, começamos a ver qual o alojamento que iríamos reservar… E foi uma grande dor de cabeça… Os preços praticados, na maioria dos alojamentos, são uma pequena exorbitância. Além do preço, os que estão localizados mesmo no centro, na sua grande, maioria não têm estacionamento!

E o estacionamento é outro dos factores que devemos ter em atenção, se lá formos de carro. Como já tinha mencionado neste post, estacionar no Lago pode ser uma autêntica tortura, principalmente em épocas altas. Assim sendo, se reservarem hotel/apartamento com estacionamento privativo vai facilitar bastante a nossa vida.

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Vista da varanda do alojamento

Depois de muito pesquisar, encontrei o Apartment Casa Felicita Bellagio. A principal razão que me fez reservar aqui, foi por ter estacionamento privado! Mas também achei que tinha uma óptima relação qualidade/preço. E, apesar de se encontrar a cerca de 2 Km do centro, isso não foi um problema, a pé chega-se facilmente em 10/15 minutos, pois existe um atalho.

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Quando lá chegamos tivemos uma agradável surpresa! Foi tudo muito melhor do que estava à espera. Para começar, o anfitrião, Cristiano, era extremamente simpático e deu-nos diversas dicas sobre o Lago. À nossa espera tínhamos um cesto com produtos da quinta da família, desde frutas, compotas, queijo, iogurtes e também nos deixou um pacote de esparguette e molho de tomate, o que nos permitiu fazer o jantar do primeiro dia, sem irmos às compras. 🙂

Se chegarmos tarde e o supermercado já estiver fechado (os supermercados em Bellagio encerram muito cedo), dentro da casa existe uma pequena dispensa com produtos básicos, onde podemos abastecer e depois é só anotar o que levamos e pagamos quando fizermos o check-out 🙂

A Casa é enorme! Tem um quarto de casal com um berço para bebés; um quarto com um beliche e um sofá cama e mais um pequeno quarto com uma cama de solteiro. Dá perfeitamente para 6 pessoas! Além dos quartos, tem uma cozinha completamente equipada, um WC, uma sala de estar e uma varanda com vistas para o Lago.

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Quarto de Casal

Além disto tudo, a casa encontra-se numa área bastante sossegada, isolada da confusão do centro, onde conseguimos relaxar ouvindo a natureza e apreciando as vistas para o Lago.

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Sala de Estar

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Cozinha

Só encontrei um senão neste alojamento. Os supermercados são um pouco longe. Dá para ir a pé, mas carregar sacolas e subir até ao apartamento pode ser um pouco cansativo.

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Pequeno almoço, na varanda do alojamento.

Dicas Práticas Lago di Como: Como organizar a viagem, Como lá chegar, Como se deslocar…

Neste post vou compilar algumas informações e dicas para facilitar a organização da viagem ao Lago di Como:

  • Como chegar ao Lago, através de Milão:

Nós chegamos a Itália a partir do aeroporto de Malpensa, em Milão. E tínhamos duas opções para chegar ao Lago: Alugar carro, ou recorrer a transportes públicos. Como não íamos ter muitos dias disponíveis, achamos que a melhor opção, para nós, seria alugar um carro.

  • Alugar carro: Nós alugamos através do site rentalcars. Apesar de as rent-car locais (Sicily by car, Winrent) ficarem mais económicas, preferimos reservar numa rent-car mais internacional (Europcar), porque lemos várias críticas negativas, em relação às empresas Italianas de aluguer de carros. Por exemplo cobrarem a caução por alegarem que o carro tinha sido entregue com riscos… Por isso, fica aqui uma dica importantíssima: Tirem fotos a todos os pormenores do carro quando lhes é entregue e depois, na devolução!

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         O processo no balcão da rent-car foi extremamente rápido. Mas quando nos foram entregar o carro, verificamos que não foi aquele modelo que tínhamos alugado. (Escolhemos um carro pequeno para conduzirmos sem grande stress nas ruas estreitas do Lago). Mas o que nos fez mesmo recusá-lo, foi o estado em que se encontrava… Todo cheio de riscos e, para piorar, quando o ligamos tinha uma luz da pressão dos pneus acesa… Tivemos que voltar ao balcão, dentro do aeroporto, para nos entregarem outro veículo. Inicialmente disseram-nos que não tinham carros mais pequenos disponíveis e que tínhamos que esperar pelo menos 20 minutos… Decidimos esperar, mas nem 5 minutos tinham passado quando nos entregaram um Fiat Panda imaculado! Tirando este pequeno percalço inicial, correu tudo bem. O processo de entrega do carro foi bastante rápido. Mas, mais uma vez, não se esqueçam de tirar fotografias ao carro quando o entregarem!

Chegar de carro ao Lago é bastante fácil! Saímos do aeroporto e entramos na autoestrada A9 (pagamos 2,20€ pela portagem) e depois seguimos as indicações para Como. Foi bem mais simples lá chegar do que inicialmente pensei. Levamos cerca de 1 hora e meia.

  • Transportes públicos. Para quem não quer alugar carro para ir ao Lago di Como, também é possível fazê-lo através de transportes públicos. Apesar de não ter usado o comboio para chegar ao Lago, também pesquisei essa opção, antes da viagem: Da estação Cadorna, em Milão, existem comboios de hora a hora e levam cerca de uma hora até chegar à cidade de Como. A estação Como Nord Lago é bem perto do Lago e, dessa forma, podem apanhar o barco caso a vossa estadia não seja na cidade de Como.

 

  • Conduzir em Itália

Se optarem por alugar carro e conduzir no Lago, há algumas situações que devem ter em consideração. A primeira, é que as estradas são muito estreitas e, se não têm muita experiência em conduzir, não aconselho a fazê-lo. Mas, se o decidirem fazer, vão ser recompensados pelas vistas, pois as estradas atravessam vilas e, a maior parte das vezes, as estradas são junto às margens do Lago, o que proporciona umas vistas memoráveis.

  • Estacionamento: Outro pormenor que devem ter em atenção é o estacionamento! Quando reservarem o hotel tenham em consideração se existe estacionamento disponível (e gratuito, de preferência). Li situações que foi bastante complicado estacionar o carro e, acredito que no verão deve ser extremamente difícil. Nós alugamos uma casa com estacionamento privado, mas como era muito fácil e rápido de chegar ao centro da cidade, nunca utilizamos o carro para as deslocações próximas de casa. E essa foi a melhor decisão que podíamos ter tomado. Além da poupança em parquímetros, também nos livrou de várias dores de cabeça para encontrar estacionamento…

A única vez que utilizamos estacionamento público foi quando fomos conhecer a cidade de Como. E decidimos fazê-lo num parque onde se paga à saída, conforme o tempo que lá estivermos. Como não sabíamos quanto tempo iríamos ficar por lá, não queríamos colocar num parquímetro, e andar stressados que só tínhamos colocado moedas para “X” tempo e já o tínhamos ultrapassado…

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Se decidirem estacionar na rua, ou se não tiverem outra opção, devem ter atenção onde o vão fazer. As zonas de estacionamento estão marcadas no chão com três cores: Branco – Estacionamento gratuito, Azul – Estacionamento Pago, Amarelo – Estacionamento para Residentes.

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Estava um pouco preocupada com o estacionamento e com a condução por lá (apesar de ter muita confiança nas capacidades do condutor), devido aos relatos que tinha lido. E, realmente, os italianos são mesmo uns doidos a conduzir, naquelas estradas estreitas do Lago, onde por vezes apenas cabia um carro, eles nunca abrandavam! Os outros se quisessem que se desviassem, ou parassem… Mas correu tudo pelo melhor e não tivemos problemas com o estacionamento nem com a condução.

  •  Zona ZLT: Uma das formas mais fáceis de serem multados em Itália é entrarem nos centros das cidades, em áreas marcadas com ZTL: “Zona de Tráfego Limitado”. Nestas zonas só é permitida a entrada de viaturas de residentes e transportes públicos. Depois de entramos nessa zona, o nosso carro é fotografado e a multa é enviada para casa. (No caso de um carro alugado, será enviada para a rent-a-car, que posteriormente enviará a multa para nós, com custos administrativos!).IMG_7007

No centro de Bellagio, vimos essa sinalização, mas pelo que pudemos perceber também é permitido circular se o nosso hotel ficar mesmo no centro. Como não foi o nosso caso, não sabemos ao certo a forma correcta de proceder. Por isso, tenham algum cuidado quando circularem no centro das cidades. E se tiverem que entrar no centro para aceder ao vosso hotel, coloquem-lhes a questão previamente para saber quais os procedimentos a tomar, e assim evitar levarem uma multa.

  • Como se deslocar no Lago.

A melhor forma de nos deslocarmos pelas cidades que rodeiam o Lago é de barco! Para terem uma ideia, o trajecto de Bellagio para Varenna demora 13 minutos de barco. De carro, o mesmo trajecto, demora mais de uma hora! Por isso, na minha opinião, a melhor forma de visitarmos as vilas junto ao Lago, é mesmo através de barco.

Mas, apesar de estar decidido conhecermos o Lago dessa forma, esse aspecto estava a preocupar-me um pouco, pois li cobras e lagartos sobre o sistema de barcos de lá; que era muito confuso, que havia atrasos constantemente… E quando consultei o site, não fiquei mais tranquila… Primeiro, só tinham disponíveis os horários até 31 de Setembro e eu ia em Outubro… Depois, tentei perceber os horários que tinham disponíveis, e cada vez que olhava para aquela tabela ficava com um nó no cérebro… Não conseguia perceber a sequência das viagens…

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Através do site Gestione Navigazione Lahi, podem fazer o download dos horário dos barcos. (No lado esquerdo superior, escolham o Lago Como – Download Area – Aparece todas as tabelas. Cuidado, não tem apenas as tabelas que estão em vigor, por isso tenham atenção às datas). Dessa forma, conseguem planear muito melhor, e antecipadamente, os vossos dias no Lago.

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Quando, finalmente, publicaram os horário para Outubro, e depois de ter pesquisado um pouco e ter compreendido o sistema, não achei nada difícil.

Existe o Servizio Navetta in Centro Lago – Mid-Lake Shuttle, que pára nas partes mais turísticas do Lago.

Horário Lago

Download da tabela: www.navigazionelaghi.it/file2/_Navetta%20CL_A2017__.pdf

A tabela com todos os horários disponíveis, em Como, é muito mais confuso :/

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Mas, na prática, achei super simples apanhar os barcos e não assisti a nenhum atraso.

De qualquer forma, quando adquirimos o bilhete entregam-nos um horário.

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Mas também podem descarregar a aplicação no vosso telemóvel e consultar os horários dos barcos. A desvantagem é que ter que ter internet para consultar a aplicação.

Aplicação do Gestione Navigazione Laghi, no telemóvel.

Compramos o bilhete diário, que custou 15€ (Preços em Outubro de 2017). Podemos andar de barco as vezes que quisermos, durante esse dia.

Quem não quiser ficar dependente de horários e ter mais flexibilidade, pode sempre alugar um barco, com motorista. Mas, é muito caro!!

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Também existe o Servizio Autotraghetto / Car Ferry, no qual podem levar o carro. Tem a vantagem de terem o carro com vocês, mas a opção de horários é bem menor do que só a de passageiros, além de que teriam de preocupar-se com o estacionamento em cada cidade.IMG_6381

Um aspecto importante que devem levar em consideração, é verificar bem o horário do último barco, para o vosso destino final. Não queiram correr o risco de o perder, pois se estiverem do outro lado do Lago…Imaginem só os euros e o tempo perdido num táxi… :p

  • Melhor Altura para visitar o Lago: A altura alta é no verão, de Junho a Setembro! Por sequência os preços disparam, está tudo lotado e é quase impossível apreciar a beleza daquele lugar, devido à quantidade de turistas. Além de que os preços nessa altura, disparam… Mesmo que pudesse viajar nessa altura (o meu trabalho não me permite tirar férias no verão), muito provavelmente não o faria.

Nós viajamos no meio de Outubro e adoramos! Havia pouquissímos turistas, o que nos permitiu desfrutar de tudo muito melhor. E as cores do Outono, aqui, tornam tudo ainda mais mágico. Apanhamos um tempo óptimo, sempre com sol e calor. Mas, acho que tivemos muita sorte, porque o dono do apartamento que alugamos disse-nos que neste mês não é comum fazer tão bom tempo… Por isso, não sei se será a melhor altura. DSCN6136

Gostava muito de lá voltar no inicio da Primavera. Para apanhar ainda neve nos Alpes, deve ser uma imagem fantástica.

A partir de Novembro até meados de Março, muitos hoteís, Villas e restaurantes encerram.

Este post está gigantesco, mas queria reunir todas as informações que achei importantes para conseguirem uma viagem ao Lago di Como. Se tiverem mais alguma dúvida, podem deixar mensagem 🙂

Itinerário no Lago di Como

Tivemos dois dias inteiros e metade de outro no Lago, e conseguimos ver tudo a que nos propusemos, sem correrias. E ainda nos sobrou algum tempo que nos permitiu praticar o “Dolce Far Niente”, coisa que na maior parte das viagens não conseguimos fazer.

Para nós, os dias que lá passamos foram os suficientes para o que queríamos fazer. Mas, como já “falei” em outros posts, depende muito do ritmo de cada pessoa.

Vou deixar detalhado o que fizemos em cada dia, para terem noção do que é possível fazer/visitar num determinado período de tempo.

1º Dia (Tarde)

Chegamos a Bellagio por volta das 14 Horas. (Planeamos chegar por volta das 12 horas, mas devido à Rent Car, que nos atrasou todo o processo, chegamos bem mais tarde… Escreverei sobre este assunto num post de dicas práticas).

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Por isso, o resto da tarde, ficamos por Bellagio a conhecer um pouco da cidade. Sem qualquer destino predefinido, apenas vagueando pela cidade e descobrindo os encantos da mesma.

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2º Dia

O segundo dia foi o mais intenso da viagem, para terem uma ideia, caminhamos cerca de 20 km!

Acordamos bem cedo para apanhar o primeiro barco do Mid-Lake Shuttle para Varenna, que era às 8:45Hrs. O próximo só saíria às 10:45Hrs e, dessa forma, já comprometeria tudo o queríamos fazer nesse dia… Conseguimos apanhar o primeiro barco e ainda tivemos o privilégio de sermos os únicos passageiros! 😀

Treze minutos depois de termos partido de Bellagio, desembarcamos em Varenna. Como chegamos bem cedo, tivemos a cidade só para nós e simplesmente adoramos aquele lugar!

Varenna

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Esperamos até às 10 horas para a abertura da Villa Monastero (pormenores da visita aqui) e visitamos os seus jardins em pouco mais de uma hora. Não poderíamos demorar-nos muito mais, pois o próximo barco era às 11:23, e a Villa ainda é um pouco distante do cais… Mas foi tempo suficiente, conseguimos visitar todo o jardim sem pressas. Caso pretendam conhecer o museu, vão com certeza necessitar de mais tempo…

Varenna (2)

Apanhamos o barco que nos levou à Villa Carlotta e visitamo-la muito calmamente (pormenores da visita aqui).

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Quando saímos de lá, ainda faltava muito tempo para o próximo barco (era só às 15 Horas). Por isso, decidimos andar um pouco sem rumo até encontrarmos algum sítio para comer uma pizza e descansar um pouco…

Tremezzo

Tremezzo (3)

Tremezzo (4)

Depois fomos conhecer um pouco de Tremezzo. Apanhamos aí o barco que nos levou até Lenno.

Lenno (5)

Lenno (4)

Lenno (2)

Adorei Lenno, achei-a super pitoresca. Antes de irmos para a Villa del Balbianello, fizemos (fiz, vá! Arrastei, literalmente o Sérgio para lá) uma paragem na “La Fabbrica del Gelato” onde comi (devorei, diga-se!) o melhor gelado da minha vida! A sério!!! Era tão bom, tão bom, que quando saí da Villa, antes de ir apanhar o barco de regresso, passei lá novamente para comprar outro gelado! Até o Sérgio, que não liga nada a doces, adorou!

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Fica a dica, se lá forem, provem o de sabor a avelã (nocciola).

Apanhamos o barco das 17:09Hrs para regressarmos a Bellagio. Ainda havia um às 19:09, que era o último. Mas queríamos evitar ir no último barco, pois poderia algo correr mal e, se por alguma razão não conseguirmos embarcar nesse, ficamos sem grandes soluções para voltar a Bellagio… Como estávamos no outro lado do Lago… talvez só de táxi, e nem quero imaginar a fortuna que nos deviam cobrar!

Neste dia não fizemos mais nada. Arrastamo-nos, literalmente, até ao apartamento e ficamos por lá o resto da tarde/noite.

3º Dia

Como o dia anterior foi tão cansativo, neste dia decidimos não planear nada em concreto… Acordamos só quando nos apeteceu, sem despertador. Tomamos um delicioso pequeno-almoço na varanda do apartamento, que tinha uma vista maravilhosa para o Lago.

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Só saímos do apartamento no final da manhã, e fomos percorrer as ruazinhas de Bellagio. Entramos no Bar Pasticceria Rossi, que tem uma esplanada com vista para o Lago, e pedimos um cappuccino. Aquele bocadinho soube-nos tão bem, ficar ali apenas a apreciar as vistas e a relaxar 🙂

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Como não podíamos levar o resto do dia na esplanada, decidimos ir explorar mais um pouco da cidade. Caminhamos até chegar à “La Punta di Bellagio”. Local onde foi construído um pequeno porto, no ano de 1820, e que tem umas vistas magnificas para o Lago e para a cidades mais próximas.

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Antes de regressarmos ao apartamento para almoçar, encontrei em Bellagio uma loja com decorações de Natal, que fez-me ficar eufórica!

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Para quem não sabe, tento sempre trazer um souvenir de viagem para colocar na árvore de natal (copiei a ideia da Drieverywhere), assim, todos os anos ao decorar a árvore de natal recordo-me das viagens que já fiz 🙂 Mas, nem sempre é fácil encontrar enfeites de Natal… Por isso, quando encontro uma loja só com essas decorações é uma alegria!

E esta loja é um charme! Tem imensos artigos, e, também é possível personalizar o enfeite, escrevendo o que quisermos, e é feito na hora, pela dona da loja.

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Depois do almoço e de alguma indecisão do que iriamos fazer durante a tarde, entramos no nosso piccolo Fiat Panda e fomos até à Cidade de Como.

Quando chegamos à cidade de Como estacionamos o carro no parque de estacionamento Autosilo Valduce, que se fica a uns 200 metros do centro. Muito bem localizado e pagamos apenas 3,50€ por duas horas.

Seguimos em direcção à Catedral de Como (Duomo), que nos impressionou bastante. Esta Catedral foi a última que foi construída, no estilo em gótico, em Itália.

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À sua volta existe uma praça muito simpática, com muitos restaurantes e bares. Os seus prédios possuem uma arquitectura que não nos faz ficar com dúvidas que estamos em Itália.

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Passamos pela Piazza Cavour e depois seguimos por um caminho pedestre, sempre junto ao Lago, até chegarmos à escultura Life Electric, que se encontra no cais do Lago. Esta escultura contemporânea foi concluída em 2015, e é dedicada ao físico Alessandro Volta.

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A Life Electric foi inspirada na tensão eléctrica que existe entre dois polos de uma bateria.

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Existem muitas mais coisas para fazer em Como, é uma cidade muito interessante e que nos surpreendeu bastante. Mas a ideia não era fazer um reconhecimento exaustivo da mesma, mas sim conhecer algum sítio diferente e, ao mesmo tempo, descontrair. Por isso, apesar de termos conhecido muito pouco da cidade, ainda lá estivemos cerca de duas horas, mas foi tudo em slow mode.
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Não podíamos ir embora sem experimentar os gelados de Como! Não é?! 🙂 Entramos na Gelateria Lariana ( Lungo Lario Trento, 5 – Como) e recomendamos, muito!! Mais uma gelataria para entrar no meu top 5, de gelados preferidos!IMG_7041
4º Dia

No 4º e último dia de viagem saímos cedo do Lago, pois tínhamos que entregar o carro na rentcar do Aeroporto de Milão, até às 11 da manhã. Depois de devolvermos o veículo ainda nos restava algumas horas até apanhar o avião que nos levava de regresso a Portugal. E já que estávamos em Milão, tínhamos que aproveitar a oportunidade e conhecer um pouco da cidade!

Compramos o bilhete de comboio de ida-volta que custou 20€/pessoa. (sai mais barato se comprarem assim, do que um bilhete por trajecto, que custa 13€).

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Apanhamos o comboio em direcção a Milano Cadorna, por ficar mais próximo das principais atracções de Milão. E cerca de 40 minutos depois, saímos da estação e seguimos em direcção ao Duomo de Milano.

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Só para terem uma ideia da complexidade que é tirar uma fotografia à Catedral, sem apanhar pessoas… 😛 #missãoimpossível

Depois entramos nas Gallerias Vittorio Emanuele II, onde fiz algumas comprinhas! #issoqueriaeu #aindaandeianamorarumagucci

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Onde está o Wally? 😛

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De seguida passamos pela Piazza de Scala.

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E já no regresso para a estação de comboio, fomos até ao Castello di Sforza. Mas ficamos apenas pelo exterior, pois não tínhamos muito mais tempo disponível…

E sinceramente, não ficamos com vontade de conhecer muito mais… A cidade desiludiu-nos um pouco… A Catedral e as Galerias são imponentes, realmente são… Mas… nada de extraordinário! E depois de alguns dias, no meio de paisagens naturais tão deslumbrantes como as do Lago, achamos que Milão era uma cidade um pouco suja e com demasiados turistas, para o nosso gosto! Não nos convenceu.

As “Villas” no Lago di Como

Visitamos três “Villas” em três cidades distintas, no Lago di Como. E depois de as ter visitado não consigo decidir qual foi a minha preferida. Apaixonei-me por todas elas, pois cada uma tem um encanto diferente que me fez ficar rendida…

A primeira que visitamos foi a Villa Monastero, em Varenna.

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A Villa Monastero é uma villa ecléctica, que inicialmente era um convento cisterciense, fundado no final do século XII.

Em 1566, o arcebispo Carlo Borromeo decidiu transferir as últimas seis freiras do mosteiro para outro edificio cistercensiano em Lecco; como consequência, em 1569, a Villa Monastero foi vendida a Paolo Mornico.

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Walter Kees de Leipzig comprou a villa em 1890 e, entre 1897 e 1909, realizou modificações que deram origem ao seu actual estilo eclético. Em 1936, a família Milanese De Marchi, originária da Suíça, doou a villa ao público e tornou-se num museu. Em 1940, os jardins foram abertos ao público.

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A Villa Monastero é cercada por um jardim, possuindo várias espécies botânicas raras provenientes de todo o mundo. Em cada época do ano, os visitantes, podem desfrutar de uma verdadeira explosão de cores, formas e perfumes.

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Esta Villa tem uma localização bastante privilegiada, mesmo à beira do lago, de onde se podem obter umas vistas deslumbrantes.

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Morada: Viale Giovanni Polvani, 4 – Varenna

Site: www.villamonastero.eu/

Horário: Consoante o mês tem um horário diferente, é melhor consultarem o site (aqui).

Preço: 5€ Jardins / Jardins e Casa 8€ – Desconto de 1€ no bilhete inteiro ao apresentar o bilhete de barco, Navigazione Lago di Como.

Quando saímos de Varenna dirigimo-nos até Tremezzo, para visitar a Villa Carlotta. Assim que começamos a aproximar-nos da Villa, através do barco, conseguimos ver o imponente edifício e as suas escadarias de cor branca, que se destacam de tudo o resto à sua volta.

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Esta belíssima villa foi construída no final do século XVII, pelo marquês Giorgio Clerici.

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Em 1801, Gian Battista Sommariva, político famoso, empresário e patrono das artes, comprou a Villa Carlotta. Graças a ele, a propriedade em Tremezzo alcançou o topo do seu esplendor, tornando-se num templo de arte do século XIX. O último beijo de Romeu e Julieta é apenas uma das muitas obras-primas que enriquecem a sua extraordinária colecção. Sommariva transformou a herdade num fascinante jardim romântico.

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Os herdeiros de Sommariva venderam a Villa em 1843 à princesa Marianne de Nassau, esposa de Albert da Prússia, que presenteou a sua filha Carlotta por ocasião de seu casamento com Georg of Sachsen-Meiningen. Daí o nome Villa Carlotta.

Os Sachsen-Meiningens usaram a Villa como local de férias. Não fizeram mudanças substanciais no edifício; venderam os restos da coleção de arte, com exceção de algumas estátuas e pinturas e dedicaram-se ao cuidado e ao enriquecimento do jardim, introduzindo uma grande variedade de espécies raras e exóticas.

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Os jardins desta Villa são verdadeiramente esplenderosos. A convivência harmonica dos estilos, a variedade de espécies de plantas e sua localização formidável, são apenas alguns dos aspectos que tornam este lugar num dos locais mais visitados do Lago di Como.
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É possível escolher entre dois percursos para visitar os jardins: o itinerário breve (45 minutos) e o completo (90 minutos). Nós decidimos escolher o maior, e fizemo-lo em modo passeio, com várias paragens para tirar fotografias e para apreciar a paisagem. Mesmo assim, demoramos menos de 90 minutos!
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É um passeio extremamente agradável, onde estamos em pleno contacto com a natureza. Encontramos pouquíssimos turistas, o que nos permitiu usufruir melhor de toda a envolvência. Acredito que nos meses de verão não seja tão tranquilo passear por lá…

Morada: Via Regina, 2 – Tremezzina

Paragem barco: Villa Carlotta (Pára mesmo em frente à Villa)

Site: www.villacarlotta.it

Horário: No mês de Dezembro encerram e só voltam a abrir no final de Março. Os horários mudam consoante o mês, por isso é melhor consultarem o site (aqui).

Preço: 10€ – Existe um desconto ao apresentar o bilhete de barco, Navigazione Lago di Como. Não sei qual o valor do desconto que só agora é que me apercebi que não me lembrei de apresentar o bilhete! #fail

Escassos três km separam Tremezzo de Lenno, local onde se encontra a Villa del Balbianello.

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Esta Villa foi construída nos últimos anos de 1700, pelo Cardeal Durini, que pretendia construir uma tranquila residência de Verão. Quando o Cardeal morreu, em 1797, a Villa foi herdada por Luigi Porro Lambertenghi, sobrinho de Durini, que transformou a villa num lugar de meditação serena para elementos da maçonaria.

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Ao longo dos anos a Villa passou por vários proprietários e algum abandono por parte dos mesmos. Até que em 1974, o seu último proprietário, Guido Monzino, fez uma ampla reestruturação, tanto na mansão como nos jardins, que adquiriram a forma actual.

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Guido Monzino, solteiro e sem herdeiros diretos, morreu em 1988, deixando a Villa, as suas fabulosas peças de mobiliário e os seus magníficos jardins para o Fondo Ambiente Italiano (FAI), juntamente com um fundo monetário que, ainda hoje, ajuda a suportar os seus custos de manutenção.

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O seu jardim extremamente bem cuidado, com várias estátuas a embelezá-lo e com umas vistas espantosas para o Lago, tornam-na num lugar de uma beleza inqualificável.

De destacar a sua magnifica Loggia (elemento arquitetónico aberto inteiramente e, normalmente sustentado por colunas e arcos), toda envolvida em vegetação e com vistas esplendorosas para o Lago.

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É um lugar de extrema beleza que não passou despercebida a Hollywood. Por isso, já serviu de cenário para alguns filmes, entre os mais conhecidos está o Star Wars – Ataque dos Clones, episódio II.

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E também uma cena do filme 007 – Casino Royale, onde a Villa Del Balbianello serviu de clínica onde James Bond (Daniel Craig) recupera-se após uma tortura…

 

Morada: Via Comoedia 5, Tremezzina

Como lá chegar: É possível aceder a pé, a partir de Lenno. Assim que desembarcamos, existem indicações para a Villa del Balbianello à saída do cais. É cerca de 1 km até lá chegar, e metade do percurso é num caminho um pouco sinuoso, com subidas acentuadas. Também é possível aceder através de taxiboat, que pára num pequeno cais exclusivo e com acesso directo aos jardins da Villa. Não sei os valores, mas acredito que não deve ser muito barato…

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Site: www.fondoambiente.it/

Horário: Meados de Março a 19 de Novembro, das 10 às 18 Horas. Abre todos os dias, excepto às Segundas e Quartas. Existem algumas aberturas excepcionais durante o inverno, podem consultar as datas no site (aqui)

Preço: 10€ Jardins / 20€ Jardins e Villa.

Lago Di Como – Itália

A lista de sítios que quero, ou que gostaria de visitar é interminável e, o Lago di Como em Itália, não estava nos planos imediatos. Mas, estava a precisar de umas férias mais relaxadas, não daquele género de viagens que necessito de férias depois das férias! Não podia ser um destino muito longe, pois o Sérgio já não tinha muitos dias de férias para gozar este ano…assim, e depois de pesquisar alguns voos, vi que as passagens para Milão estavam bastante acessíveis… E de Milão aos Lagos era um “pulinho”. Foi dessa forma que o Lago di Como nos apareceu como o próximo destino de férias! 🙂

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O Lago di Como é um dos três grandes lagos italianos: Lago Maggiore, Di Lugano e Di Como. É o 3º maior lago da Itália com 146 Km2 e está localizado no norte do país, bem perto da fronteira com a Suiça, numa região chamada Lombardia. É um dos lagos mais profundos da Europa, atingindo os 416 metros.

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O lago tem o formato da letra Y invertida, e tornou-se no mais conhecido devido às suas esplenderosas “villas” que têm servido de pano de fundo para diversos filmes. E, também, porque este lugar é um dos refúgios dos mais ricos. Vários famosos tem ou já tiveram casa aqui, como o George Clooney, Madonna, Gianni Versace…

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A beleza desde lugar é indescritível. As fotos não fazem juz à beldade das paisagens do Lago. Era tudo tão idílico que muitas vezes dava por mim a questionar se estaria em algum sonho… 🙂

Os muitos vilarejos encostados às margens do lago e rodeados pelas montanhas, tornam-no num lugar de beleza inqualificável.

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Apesar de à volta do Lago existirem várias vilas e imensos locais interessantes não conseguiríamos visitar tudo com os dias que tínhamos disponíveis. Além disso, queríamos fazer tudo muito calmamente para também praticarmos o “Dolce Far Niente”. 🙂

Depois de alguma pesquisa, decidimos visitar as seguintes “comunas” (expressão italiana para município):

Bellagio é um dos vilarejos mais conhecidos do Lago, e é também considerado um dos mais bonitos. (Não o achei o mais bonito, mas já lá vamos). É, sem dúvida, bastante pitoresco, com as suas ruas estreitas floridas e muito bem cuidadas.

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Decidimos pernoitar em Bellagio, devido à sua excelente localização. O ideal é ficar na “mid-lake”, ou seja, mais no centro do Lago, pois assim permitirá explorar mais facilmente as cidades à volta do Lago. Além disso, Bellagio é uma cidade maior em relação às suas vizinhas mais próximas e, por isso, existem mais transportes, restaurantes, hotéis…

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Varenna

Esta foi a cidade que conquistou o meu coração. Foi a grande surpresa da viagem, na minha opinião, (e do Sérgio) esta é a mais bonita e autêntica do Lago.

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Chegamos bem cedo e por isso o vilarejo estava praticamente por nossa conta. Nas primeiras horas quase não encontramos ninguém… Caminhamos muito calmamente e deliciamo-nos com vários pormenores de Varenna que, certamente, se estivesse apinhada de turistas não repararíamos. E simplesmente apaixonamo-nos por aquele lugar.

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Caminhamos na orla do lago, onde não circulam carros, e ficamos fascinados com as diversas esplanadas que lá se encontram, com uma vista esplendorosa e privilegiada para a báia. Ficamos com uma vontade enorme de almoçar por lá e praticar o “Dolce Far Niente”, mas ainda era muito cedo. Além de que não podíamos perder o próximo barco que nos levaria a Tremezzo.

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Tremezzo

Não desembarcamos em Tremezzo, mas sim, na Villa Carlotta (fica mesmo muito próximo), pois o objectivo principal era conhecer a Villa e os seus jardins.

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O edifício da Villa Carlotta é imponente mesmo visto de longe. Do barco conseguimos vislumbrar toda aquela construção de cor branca, com os seus portões e escadarias. Mas, é nos seus jardins que a magia acontece…uma paisagem luxuriante e de cortar a respiração, que terá direito a um olhar mais detalhado em outro post. 😉

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Como ainda faltava algum tempo para o próximo barco, quando saímos da Villa Carlotta, decidimos passear e conhecer um pouco de Tremezzo. Mas, não tem muito mais para se ver… Fomos avançando pela marginal e ao passarmos em frente ao Grand Hotel Tremezzo ficamos deslumbrados. O edifício encontra-se localizado em frente ao Lago e possui uma piscina construída lá dentro. Numa próxima viagem ao Lago, já sabemos onde ficar 😛 #deveserbaratinho

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Piscina do Grand Hotel Tremezzo

Lenno

Mais um vilarejo que parece que saiu directamente de um conto de fadas. Muito acolhedor e simpático, é relativamente pequeno e vê-se bem em pouco tempo.

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Mas, a sua principal atracção, e também o motivo da nossa visita, é a Villa del Balbianello. Lugar de tirar o folego de tão lindo que é! Já serviu de cenário para vários filmes. (Mais pormenores no próximo post, deixo só algumas fotos para abrir o apetite).

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Como

Apesar de ter pesquisado e planeado o que visitar na cidade de Como, inicialmente ponderamos em não ir. Mas, como tínhamos uma tarde livre, e apesar de querermos relaxar, não conseguimos parar quieto, especialmente se estivermos num sítio pela primeira vez… Então, decidimos pegar no carro e conduzir até Como.

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Esta cidade também foi uma agradável surpresa. Bem maior do que as que já tínhamos visitado nos outros dias, possuindo várias infraestruturas de uma cidade moderna mas sem perder o encanto de se encontrar rodeada pelas montanhas e pelo Lago.

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Como este post já está a ficar muito extenso, vou fazer outro com mais pormenores dos lugares a visitar em cada “comuna“.

Pois no último dia inteiro no Lago decidimos não fazer planos… Acordamos sem despertador, saboreamos o pequeno almoço na varanda do nosso apartamento calmamente, depois, fomos passear

I’m going to Italy!!

A esta hora, se tudo correr bem, já estamos no avião a caminho de Milão! De lá alugamos um carro para o Lago Como 🙂

Vai fazer 5 anos que fui pela primeira vez a Itália, mais precisamente a Roma. E desde aí, ficou a vontade de conhecer muito mais deste país! Além disso, estou com tantas saudades da comida…

IMG_6852Quem me segue pelo Instagram pode ir acompanhando as aventuras desta viagem, pois vou publicar várias fotos por lá (espero!) 😁

Roma – 3º Dia

O último dia de viagem foi dedicado ao Vaticano. Fui de metro até ao Vaticano e foi a única vez que utilizei meio de transporte, nesta viagem, sem ser as minhas pernocas.

Cheguei ao Vaticano já passava um pouco das 9 horas, fui directamente para o Museu, na esperança de não apanhar muita fila… Pelo caminho encontrei tantas pessoas a pedir esmola, principalmente pessoas com deficiência,  uns sem mão outros sem pernas, custou-me olhar sem ficar com um nó no coração :S E num lugar daqueles vermos tanta miséria, deixa-nos a pensar…

P1120834Quando cheguei ao Museu deparei-me com um fila de espera enorme…Uma hora depois lá consegui, finalmente, entrar no Museu! Paguei uma pequena exorbitância pelo bilhete e passei por uma apertada segurança, muito pior do que no aeroporto.

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Tive praticamente toda a manhã no museu e se tivesse mais tempo, tenho a certeza que conseguias estar lá todo o dia e não conseguia ver tudo ao pormenor.

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Os frescos na Stanze di Raffaello são impressionantes, todos aqueles detalhes. Eu que sou uma leiga em arte, todos os frescos deixaram-me deveras impressionada.

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Stanze di Raffaello  (2)

Como e óbvio, o que mais me despertava curiosidade era a Capela Sistina, uma das supremas obras-primas de Michelangelo, entrei e não há palavras para descrever aquela verdadeira obra-prima. A sala estava completamente cheia, com pessoas que não sabem cumprir regras, pois vi várias pessoas a tirar fotos (principalmente chinocas), o que é expressamente proibido, e a falarem como se estivessem num café…

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Depois de centenas salas percorridas com arte sacra, saí em direcção à Basílica de S. Pedro. O objectivo era lá entrar, mas depois de ver a dimensão da fila e do preço desisti e fiquei apenas pelo exterior, a tirar fotos e a descansar um pouco.

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Depois de ter-me abastecido com alguns terços com cheiro a rosas (com rosas plantadas no Vaticano, segundo o vendedor) para oferecer à minha mãe e à minha tia, segui viagem até ao  Castel Sant´Angelo. Durante a época medieval esta foi a mais importante das fortalezas pertencentes aos Papas. Serviu também como prisão para muitos patriotas, na época dos movimentos de unificação da Itália ocorridos no século XIX.

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Não entrei porque, como tudo em Roma, o bilhete era caríssimo…

A ponte Sant’Angelo, sobre o rio Tibre, é ornada por doze estátuas de anjos esculpidas por Bernini.

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Fiz uma pequena paragem numa padaria onde comi umas fatias de pizza deliciosas! Hum… já estou com água na boca só de pensar 🙂

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Com o estômago reconfortado, segui até a Piazza Navona, que no dia anterir não tinha conseguido apreciar convenientemente. A Piazza Navona deve a sua inconfundível forma elíptica a um estádio e a uma pista de corridas aqui construídos em 86 pelo Imperador Domiciano. A reconstrução pelo papa Inocêncio X, em 1644, ditou o aspecto actual. A animada fontana dei Quattro Fiumi (Fonte dos Quatro Rios), de Bernini, domina o espaço. Inaugurado em 1651, tem 4 figuras representativas dos rios do paraíso (Nilo, Ganges, Danúbio e Prata) e dos quatro cantos do mundo (África, Ásia, Europa e América)

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Fiquei por lá um belo bocado, sentada num banco a apreciar a piazza. Esta praça é bastante movimentada, tem vários pintores e fiquei com pena de não trazer nenhuma pintura, mas não tinha maneira de transportar…

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Como estava um dia com um céu azul maravilhoso, voltei ao Panteão para tirar mais uns quantas fotografias. Como na noite anterior tinha chovido, durante horas, o  interior do Panteão ainda tinha o piso um pouco molhado.

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Fui andando sem destino certo e descobri, mesmo atrás do Panteão, o Obelisco della Minerva. Depois de consultar o guia de viagem vi que a igreja de Santa Maria Sopra Minerva era bastante interessante de se visitar, pois é o primeiro e o único templo gótico de Roma.

Mas infelizmente estava fechado durante a hora de almoço e como parecia que ia chover decidi, com muita pena minha, não esperar e segui caminho.

Igreja de Santa Maria sopra Minerva

Interior da igreja de Santa Maria Sopra Minerva – imagem retirada da net

 Começou a choviscar e decidi entrar numa igreja que estava ali perto, a S. Ignazio di Loyola. Esta igreja não estava no roteiro, entrei mesmo para abrigar-me da chuva, mas ainda bem que entrei, pois esta igreja possui um impressionante conjunto de frescos e esculturas.

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O que mais me atraiu foi mesmo o seu tecto, um fresco admirável, que na minha humilde opinião não fica muito atrás do fresco na Capela Sistina. E de bónus ainda tive direito a assistir a um concerto de orgão de tubos que estava a ocorrer naquele momento, e foi lindo 🙂

A caminho do hotel comecei a ver grande aparato policial, mesmo em frente à igreja de Santa Maria Maggiore estava a acontecer uma grande manifestação dos partidos de esquerda, principalmente o partido Comunista.

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Quando estava a chegar ao nosso hotel comecei a ouvir uma grande discussão, era, pelo que percebi, uma reunião de condomínio que estava a acontecer no hall de entrada do hotel… Levaram toda a tarde naquela discussão, pensei seriamente que alguém não ia sair vivo daquela reunião… Quando saí para jantar ainda ficaram por lá…

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Decidi ir jantar novamente ao restaurante que tínha ido na noite anterior. Quando ia a caminho começou a chover, assim que cheguei ao restaurante reparei que estava cheio, aos fins-de-semana convém fazer reserva, como não sabia desse pormenor a solução era ficar na esplanada… Como era uma esplanada com toldo não fazia frio nem chuva lá e estava com tanta fome que fiquei.  O atendimento foi totalmente diferente da noite anterior, levaram uma eternidade a servir-me e farta de esperar decidi não esperar pela sobremesa e, simplesmente pedir a conta. Quando a conta veio (aliás não veio, tive que ir busca-la) cobraram a sobremesa que nunca chegou a aparecer…

No regresso ao hotel apanhei uma molha daquelas…

E estava terminada a viagem, nem queria acreditar, que na manhã seguinte ia-me embora 😦

Quando estava a colocar o despertador lembrei-me que a hora em Portugal mudava nessa madrugada e não sabia se também mudaria nessa noite em Itália, e como lá é uma hora a mais do que em Portugal e com o cansaço acumulado já não sabia a que hora colocar o despertador… Levei horas a tentar descobrir que horas deveria acordar para apanhar o avião, o meu tic e tec quase fizeram curto-circuito 🙂 Conclusão, coloquei uns três despertadores diferentes, algum deles devia estar correcto. Com o receio de perder o voo nem dormi descansada e para ajudar, o alarme do prédio/hotel começou a tocar e levou uma hora naquilo…

Na manhã seguinte acordei à hora que devia e fui apanhar o avião, que se atrasou quase duas horas :S

Estes três dias não foram suficientes para conhecer toda a cidade, fiquei com a sensação que ficou muito para ver,  a cidade em si é um autêntico museu, com muitos pormenores escondidos a cada canto… Apesar da imagem negativa que fiquei dos italianos, adorei tudo o resto, a comida e toda a magia da cidade…

Roma – 2º Dia

O dia começou bem cedo, pois queria chegar ao Coliseu antes das 9 da manhã. Depois de um pequeno-almoço reforçado comecei a caminhada para o Coliseu e o Forum, pelo caminho passei pela Igreja Santa Maria Maggiore.

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Santa Maria Maggiore é justamente considerada a mais esplêndida basílica do inicio do Cristianismo, graças ao seu interior majestoso e a muitos mosaicos incríveis.

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Segunda reza a lenda, a Virgem apareceu ao papa Libério a 5 Agosto 352  e disse-lhe para construir uma igreja no exacto local onde a neve caísse no dia seguinte. Embora fosse verão, a neve caiu. Lendas à parte, a igreja data provavelmente de 430. Além da grandiosidade geral, os principais tesouros são os 36 mosaicos, representações do sec. V das vidas de Moisés, Abraão, Isaac e Jacob. O altar elevado alegadamente contém uma relíquia do berço de Cristo.

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Segui viagem para o destino principal desse dia, no meio das ruas estreitas comecei a avistar o Coliseu e os meus olhos começaram a brilhar, pois o Coliseu era o que mais desejava visitar, nesta viagem.

P1120444A fila na bilheteira não estava tão grande como estava à espera, talvez por ser bem cedo. O bilhete foi um pouco caro, como tudo em Roma. Mas com este bilhete, além de ter acesso ao interior do Coliseu, também deu acesso ao Fórum Romano e o Palatino.

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Uma vez dentro do Coliseu, tive a noção como está degradado, apesar do aspecto a imponência daquele monumento é verdadeiramente impressionante. Conseguimos, facilmente, transportar-nos para a época da Roma antiga, e imaginar toda a violência e morte que aquele recinto assistiu.

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No interior do recinto tem várias imagens/textos, onde podemos compreender melhor toda a história.

A construção do Coliseu foi iniciada pelo imperador Vespasiano no ano 72 e veio a ser inaugurado pelo seu filho Tito em 80 com uma gala onde se assistiu à chacina de 5000 animais num só dia.

Os combates com armas perduraram durante cerca de 500 anos. Criminosos, escravos e gladiadores lutavam entre si ou com animais, frequentemente até a morte. O público tinha o poder de decidir sobre a vida ou a morte dos derrotados, acenando com lenços para mostrar piedade ou virando o polegar para baixo para exigir o golpe final.P1120571

A ruina iniciou-se na Idade Média, com a pilhagem de pedras para construir igrejas e palácios. A profanação terminou em 1744, quando a estrutura foi consagrada à memória dos cristãos supostamente martirizados na arena.P1120606

Depois de algumas horas dentro do Coliseu sai e fui direito ao Arco di Constantino, que fica mesmo em frente ao Coliseu.

P1120619 O arco de Constantino foi erigido quando o Imperador Constantino venceu o seu rival Imperador Maxentius em 312. Trata-se de um dos últimos grandes monumentos erigidos na Roma antiga.

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De seguida, entrei no Forum Romano. Já tinha lido que estava bastante degradado, mas nunca pensei que fosse tanto, e foi um pouco decepcionante para mim. É apenas um espaço enorme com um amontoado de pedregulhos e pedaços do que resta de edifícios e colunas. Quem, como eu,  desconhece  a história daquele recinto, ao visitá-lo, vai ficar na mesma. Foi a sensação que fiquei. Tive que recorrer ao meu guia de viagem, para tentar compreender um pouco o que era o quê.

P1120663 Apesar da desilusão com a degradação geral, os poucos edifícios que se encontram pouco deteriorados ou as colunas que ainda não estão totalmente partidas, são impressionantes. Dá o que pensar, olhar para todas aquelas construções grandiosas e imaginar o que sofreram os homens que tiveram que construir tal império, pois na altura não tinham acesso a maquinarias nem nada do género, era tudo com a força manual.P1120682

O Forum Romano foi o centro político e cívico do Império. O Fórum inicialmente era um pântano entre os montes Palantino e Capitolino. Mais tarde, tornou-se numa lixeira e a seguir, num mercado e num santuário religioso. A dada altura, juntou todas as estruturas da florescente vida civil, social e política de Roma. Ao longo de muitos séculos, cônsules, imperadores e senadores embelezaram-no com magníficos templos, tribunais e basílicas. Dois milénios de pilhagem e ruína deixaram uma amalgama de colunas estranhas e pedras amontoadas.

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Sai do Fórum, e ali perto encontrava-se a Piazza Venezia e a Piazza Del Campidoglio.

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A Piazza Campidoglio foi desenhada por Michelangelo no Capitólio, para a entrada triunfal do Imperador Carlos V na cidade em 1536.

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Aqui a fome já apertava, mas não encontrava nenhuma pizzaria por perto, então, fui andando até encontrar uma roulotte a vender comida, decidi experimentar os paninis, que são um género de um entalado de pão, com massa do género da pizza, com diferentes ingredientes lá dentro, eu  escolhi de presunto e queijo. Não sei se era da fome que tinha, mas achei delicioso 🙂

Enquanto devorava o meu panini, uma argentina abordou-me, a pedir informações,  em conversa com a rapariga vi que ela também partilhava da mesma opinião que a minha, em relação à simpatia dos italianos.

Perto de onde estava, encontrava-se a Bocca De La Veritá, diz a lenda que a população local acreditava que a boca se fecharia destruindo a mão de quem declarasse uma mentira, artifício útil para detectar a fidelidade do cônjuge.

P1120722Estava uma fila enorme e tinha que se pagar 1€, se quiséssemos tirar uma foto com a mão dentro da Boca. Decidi que não valia a pena, tirei uma foto de longe e segui viagem.

Ainda estava indignada com a situação que se tinha passado ontem no aeroporto e comentei que se tivesse sido hoje, a situação seria bastante diferente, tinha respondido à funcionária desta forma: Xau Puta! Uma senhora que ia à nossa frente, olhou automaticamente na minha direcção… Só depois é que me caiu a ficha, Xau em italiano tem o mesmo significado e puta é puttana…

Fui direito à Isola Tiberina, esta ilha é de pedra vulcânica e parece-se com um barco. Duas pontes unem-se às margens, uma delas, a Fabrício erigida em 62 A.C. é a única ponte romana a sobreviver intacta.

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P1120733Passei pelo bairro judeu, onde encontrei vários homens com quipá, que são os chapéus utilizado pelos judeus tanto como símbolo da religião como símbolo de “temor a Deus”, a partir dai andei um pouco perdida e não consegui encontrar uma fonte que estava no itinerário, por isso fui andando pelas ruas. Acabei por fazer a compra do souvenir nessa zona, um íman com a imagem da Bocca de la veritá. Sem querer dei de caras com o cemitério de gatos. Onde encontrei um gatinho, que era idêntico ao teixerinha, começo a chamar-lhe para lhe tirar uma foto, quando se vira reparo que o pobre do gato é cego de um olho 😦

P1120756Daqui fui directo para o Panteão. O Panteão foi, muito provavelmente, o que mais fascinou em Roma. Não sei se pela sua antiguidade, se pela envolvência, se pelas dimensões do mesmo. Durante a minha estadia em Roma acabei por passar algumas vezes pelo Panteão e ficava sempre um belo bocado por lá, sentada numa fonte, que se encontrava mesmo à sua frente, a comer um belo gelati ou a apreciar a sua magnificência ou apenas a observar as pessoas que por lá passavam.

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O Pantheon é a maior estrutura romana completa que sobreviveu até hoje, edificado pelo Imperador Adriano entre 118 e 128. O oculus central, com 9 mt de diâmetro, é pensado para inspirar a medição com os céus lá em cima, deixa a luz (e a chuva) tombar no piso de mármores.

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Pertinho de lá fica a Piazza Navona, mas a bateria da minha câmara fotográfica já estava bastante fraca, consegui tirar apenas uma fotografia. E ir a um sítio e não tirar fotografias, para mais tarde recordar, é quase como se não tivesse lá ido, para mim. Como também parecia que vinha uma tempestade a caminho, decidi voltar para o hotel para descansar um bocado, antes do jantar. E foi a melhor decisão que tomei, mal fechei a porta do quarto, comecei a ouvir uma chuvada enorme, lá fora estava um temporal daqueles, livrei-me, por muito pouco, de uma bela molha 🙂

Enquanto estava na Piazza Navona, quase caí na tentação de dar 5€ por meia dúzia de castanhas assadas, umas castanhas enormes e com um aspecto delicioso. Não cheguei a experimentar mas depois fiquei arrependa…Seriam tão boas como apresentavam?

Como a chuva entretanto parou, sai para jantar, escolhi um restaurante junto ao Coliseu, pois queria  tirar fotografia nocturnas. Depois de várias fotos no Coliseu, fui procurar o restaurante que o nosso guia de viagem sugeria e foi a decisão mais acertada. A comida era simplesmente deliciosa, comi uma sobremesa de chocolate branco com frutos vermelhos de chorar por mais e, finalmente, consegui encontrar um italiano simpático, o empregado que me serviu foi bastante atencioso. E para melhorar, nesse restaurante não cobraram  a taxa de couvert.

P1120826Gostei tanto que decidi que seria o restaurante que iria na noite seguinte 🙂

P1120827Cerveja

P1120829Massa deliciosa

P1120831Sobremesa

Roma – 1º Dia

Mal fiz o check-in no hotel, apenas fui ao quarto deixar as malas e saí logo para conhecer a cidade. Não sabia bem qual seria a primeira paragem. Acabei por decidir ir em direcção à Fontana Del Tritone, pois tinha visto que havia um cinema bem perto, assim via logo se o filme “Eu e tu” dava nessa sala.

Como a fome já apertava fui comer umas fatias de pizza, numa pizzaria pertinho do meu hotel. Aliás, em Roma, há pizzarias loja sim, loja não 🙂

Apercebi-me logo de imediato que os italianos são uns malucos a conduzir, ficava sempre com receio de atravessar a rua, pois eles simplesmente não paravam nem sequer abrandavam se houvesse algum peão na estrada. Centenas de vespas, sempre a acelerar 🙂P1120251

Achei bastante fácil andar por Roma, com a ajuda no mapa que veio com o guia de viagem da CityPack. Cheguei facilmente à Fontana del Tritone e, depois das fotos da praxe procurei a sala de cinema e como o filme ia passar  nessa sala comprei logo o bilhete para essa noite.  Paguei 8,50€ para um bilhete (agora já não temos coragem de dizer que o cinema é caro em Portugal).

Segui para a Fontana de Trevi e fiquei impressionada pelo dimensão da fonte, pelas fotos que já tinha visto parecia-me muito mais pequena. A fonte fica na fachada de um prédio de uns 4/5 andares. E estava lotada de pessoas, praticamente impossível chegar perto da fonte. E logo ai tive a noção da quantidade de “caça turistas”, ora era para tirarem fotos com uma poloroid, ou para levar a algum restaurante e eram bastante persistentes…

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O nome da Fontana de Trevi tem origem nas três estradas (tre Vie) que vão dar à praça.P1120263

Depois das centenas de fotos fui comer o  primeiro gelado italiano, e depois de comer um gelado daqueles a experiência de comer outros gelados nunca mais será a mesma. É simplesmente delicioso!

Fui andando pelas ruazinhas de Roma, únicas, com o seus prédios todas da mesma cor, um amarelo torrado, passei pela Colonna di Marco Aurelio e segui por diversas ruas até chegar à Piazza di Spagna. Descansei um pouco as pernas na escadaria da Santissima Trindade dos Montes. Com as pernas já descansadas segui caminho pela Via Dei Condotti, rua com as lojas mais caras de Roma.

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P1120311Como a fome já apertava e queria muito experimentar as massas italianas, rumei a caminho de um restaurante que tinha lido criticas muito positivas, o L´Archetto. Já estava quase a desistir quando o encontrei. A escolha foi difícil, pois no menu estavam mais de 100 massas e pizzas. A refeição não foi muito dispendiosa, o que achei  mais caro foi a taxa de couvert, uma taxa cobrada nos restaurantes italianos, cerca de 5€. A sobremesa? Outro gelado 🙂

P1120351Como ainda tinha algum tempo até o filme começar, voltei para a Piazza di Spagna. E aventurei-me pelas ruazinhas, apreciando as vespas e os vários prédios com detalhes fantásticos.

P1120365E chegou a tão esperada hora do filme “Eu e Tu”. A sala era um verdadeiro luxo, bastante espaçosa, com umas poltronas em pele, super confortáveis, valeu os 8,50€ do bilhete. Apesar do meu italiano deixar muito a desejar, como tinha lido o livro, compreendi a história 🙂

Já era tardíssimo quando sai do cinema, lá regressei ao hotel para o merecido descanso 🙂

Roma – A Chegada

Cheguei a Roma perto da hora de almoço, o primeiro impacto com os italianos não foi o mais positivo.

Logo no aeroporto achei demasiado mal organizado e não conseguia encontrar a saída por nada, dirigi-me para um balcão que depois percebi que era outro balcão de embarque. Mas quando me dirigi à senhora e entreguei-lhe o meu Cartão de Cidadão e o bilhete de avião, dirigiu-se a mim de uma forma bastante insultuosa e até fez um gesto como se eu fosse burra. Fiquei de boquiaberta, sem conseguir pronunciar uma palavra que fosse, pois aquela situação parecia surreal.

Depois de algum tempo lá consegui sair do aeroporto e fui de comboio para o centro de Roma. Tive a preocupação de procurar um hotel bem central para não ter que utilizar meios de transporte para deslocar-me. Fiquei hospedada perto da estação Termini, bem central.

Mal saí da estação de comboios o cheiro nauseabundo daquela cidade instalou-se nariz. O primeiro impacto não foi dos mais positivos, fiquei com uma imagem de uma cidade suja e com muitos sem abrigos, principalmente perto da estação Termini.

Comecei a temer o pior quando vejo que o meu hotel ficava num beco, quando entro no prédio vejo que alguns vidros estava partidos… mas, felizmente, o quarto até não era assim tão mau quanto isso, era espaçoso e limpo.