Eurotrip Praga, Viena, Bratislava e Budapeste | Gastos

Só poderia inaugurar a nova rúbrica do blog sobre os gastos por viagem, a qual mencionei no último post, com uma das viagens que mais visualizações tem tido; A Eurotrip que fizemos em Maio de 2016, percorrendo Praga, Viena, Bratislava e Budapeste em 10 dias (com direito a algumas horas em Frankfurt).

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Praga

Quando vimos viagens deste género nos panfletos de agências de viagem, os valores  apresentados nunca atingem menos de 4 dígitos. Mas é possível fazer uma viagem assim com um orçamento bem mais restrito. Querem saber quanto gastamos? De realçar que esta viagem foi feita em Maio de 2016.

VOOS

Vamos começar por aquilo que provocou o maior rombo no orçamento; os voos! Fizemos Lisboa-Praga pela TAP , Budapeste-Frankfurt, pela Lufthansa e Frankfurt-Lisboa pela TAP.

Gastamos 643€  pelos dois.

Actualmente há tarifas bem mais em conta pela TAP, para estes voos. E também voltaram a ter a rota Budapeste-Lisboa, pelo que já não temos que fazer escalas.

Fiz uma breve pesquisa e encontrei voos de LX-Praga a 83€/pessoa e Budapeste-LX por 86€/pessoa. Ou seja, praticamente metade do que pagamos!

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Praga

ALOJAMENTO

Ficamos sempre em apartamentos:

Praga: Apartments Pushkin  (Review)

Viena: Apartamento no AIRBNB (Review)

Budapeste: Bebop Opera Apartments (O link para o Booking já não se encontra disponível)

Para 9 noites gastamos 470€ pelos dois.

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Viena

ALIMENTAÇÃO

Como alugamos apartamentos, normalmente fazíamos as refeições por lá, o que nos permitiu poupar algum dinheiro.

Mas fazíamos questão de ir a pelo menos um restaurante em cada país, para experimentar a comida local. E em Viena, como era o meu aniversário, fizemos uma pequena extravagância e fomos a um restaurante mais caro.

No total, em comida gastamos 190€ pelos dois.  (Além de almoços e jantares, neste valor também estão incluídos as diversas cervejas que experimentamos, assim como, doces típicos).

TRANSPORTES

Neste valor estão incluídos os trajectos de comboio Praga-Viena, Viena-Bratislava e Bratislava-Budapeste. Assim como todos os restantes valores de deslocações que fizemos nas cidades.

Gastamos 142€ pelos dois, em transportes.

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Viena

ACTIVIDADES

Aqui estão incluídos todas entradas em museus e palácios.

Gastamos 170€ pelos dois.

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Budapeste

 

Dá um total de 807€ por pessoa, com tudo incluído.

De realçar que esta viagem foi feita em 2016 e, como tinha mencionado em cima, actualmente podem gastar metade do valor que nós gastamos nos voos.

Budapeste: Dicas Práticas

Este será o último post sobre Budapeste e vou reunir algumas dicas práticas sobre a cidade (além daquelas que já foram mencionadas neste post.)

  • Hotel

Os requisitos para a escolha do hotel em Budapeste, como em qualquer outro lugar, foram a localização, que tivesse WC privado, que fosse minimamente confortável e que tivesse um óptimo custo x benefício. Inicialmente pensamos em alugar um quarto no Easyhotel, pois somos fãs do conceito. Mas continuei a pesquisar, tanto no Booking como no Airbnb, e encontrei um apartamento que preenchia todos os nossos requisitos e por isso decidimos reservar.

O apartamento é este. Infelizmente esqueci-me completamente de tirar fotografias ao sítio, como habitualmente faço.

Existem três apartamentos para alugar, em prédios residenciais, mas todos em diferentes localizações. Apesar de serem muito próximos uns dos outros, tenham em atenção esse pormenor. Assim que reservamos recebemos um e-mail do hotel com a localização exacta do apartamento, como lá chegar e outras informações importantes.

Uns dias antes de chegarmos a Budapeste enviamos um e-mail a confirmar a reserva e a hora de chegada. Mas como decidimos apanhar um comboio um pouco mais cedo do que inicialmente estávamos a pensar, no caminho enviámos um sms a questionar se era possível alterar a hora de chegada ao que responderem prontamente, informando que não havia qualquer problema (Como é um prédio residencial não existe recepção, temos que aguardar que venham ter connosco para nos entregar a chave). Fomos recebidos por um rapaz super atencioso e simpático, que nos mostrou todos os pormenores do apartamento e deu-nos várias dicas sobre a cidade.

O apartamento era pequeno mas não sentimos necessidade de mais pois tinha todas as comodidades necessárias para que tivéssemos uma estadia confortável. A cozinha era completamente equipada, tinha fogão com forno, micro-ondas, chaleira, diversas loiças.

Ficou aprovadíssimo!

  • Transportes Públicos

O metro de Budapeste é o segundo mais antigo do mundo. A linha M1 começou a funcionar em 1896 e foi declarado Património da Humanidade pela UNESCO, em 2002.

Mesmo que não pretendam utilizar transportes públicos durante a vossa estadia em Budapeste, não podem perder a oportunidade de andar, nem que seja apenas uma vez, por uma das linhas de metro mais antigas do mundo.

O metro de Budapeste é pequeno, tem apenas três linhas. É também barato! Nós compramos um bloco com 10 bilhetes na estação de comboios quando chegamos à cidade e deu-nos para toda a viagem. O bloco com os 10 bilhetes custou-nos 3000 HUF (cerca de 10€), e também podem para ser usados nos autocarros públicos.

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É necessário validar o bilhete antes de entrar na carruagem. À entrada das estações existem máquinas onde devemos colocar os bilhetes para serem carimbados, com a data e hora. E guarde o bilhete até o final da viagem, pois é bastante comum haver fiscalizações durante o trajecto e as multas são pesadas! Apesar de termos andando pouco de metro fomos fiscalizados uma vez.

  • Como ir para o Aeroporto

É muito simples e económico deslocar-se para o Aeroporto de Budapeste. Apanhamos a linha de metro M3 (Azul) até a estação Kobánya-Kispet, que é a última da linha e, assim que saímos da carruagem começamos a ver placas com indicações para o Aeroporto. Ao segui-las, encontramos o Autocarro que nos leva até lá. O Autocarro é o 200E, e deixa-nos mesmo junto à porta das partidas 😉

Todo este trajecto leva cerca de uma hora. Utilizamos dois bilhetes (um para o metro, outro para o autocarro) do bloco de 10 bilhetes que tínhamos comprado no primeiro dia e, assim sendo, gastamos cerca de 2€ para chegar ao aeroporto 😉

Cada bilhete unitário custa 350 HUF (cerca de 1,15€), por isso façam contas e vejam se não lhes compensa mais comprar o bloco com os 10 bilhetes para usarem em transportes públicos durante a vossa estadia.

  • Câmbio

Nós não chegamos a trocar dinheiro, pois fizemos o cambio ainda em Portugal e o dinheiro que levamos chegou perfeitamente para todas as despesas que lá fizemos. De qualquer forma, existem casas de câmbio espalhadas por toda a cidade pelo que não terão problemas em trocar dinheiro. Em muitos sítios podem pagar em Euros e, inclusive, vimos máquinas multibanco que permitiam escolher levantar HUF´s ou Euros!

Itinerário de 2 dias em Budapeste

Como mencionei no post anterior, devido ao mau tempo que apanhamos no primeiro dia, tivemos que alterar um pouco os planos que tínhamos, apesar dos ajustes conseguimos ver praticamente tudo o que inicialmente tínhamos planeado.

1º Dia

Levamos todo o dia no lado Peste da cidade. Como estávamos hospedados na avenida Andrássy decidimos explorar as redondezas, inicialmente pensamos ir para o Museu do Terror, mas como nos pareceu que não ia chover nas próximas horas decidimos explorar a cidade, enquanto o tempo nos permitisse.

Começamos pela Sinagoga de Budapeste, que é a maior da Europa e a segunda maior do mundo.

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Esta zona era cercada com um muro e uma cerca de arame, para impedir as pessoas de saírem. Era um espaço isolado com pouco ou nenhum acesso a comida e combustível para aquecimento no inverno. E era daqui que eram seleccionadas as pessoas que iam ser deportadas para os campos de concentração. Em apenas oito meses a população de Judeus em Budapeste caiu de 200 mil para 70 mil pessoas, por conta das mortes e das deportações para Auschwitz.

Seguimos em direcção à Avenida Váci Utca, mas antes de embrenharmos por esta avenida, passamos pela Ponte Elizabeth que proporciona uma vista muito bonita para o Castelo de Buda.

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Vale a pena passear por esta zona, pois a arquitectura dos prédios é lindíssima e  muito interessante.

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No final da rua Vací Utca encontra-se o Mercado Central de Budapeste (Vásárcsarnok) que é o principal mercado da cidade. É bastante agradável passear pelo mercado pois é um espaço bem amplo e organizado. Aqui podemos encontrar frutas, legumes, carnes, souvenirs, a famosa paprika, entre outros…

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Antes de sairmos desta zona, passamos a ponte Liberdade, que fica mesmo ao lado do mercado.

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Depois de algumas fotografias dirigimo-nos para o Museu do Terror. Neste museu podemos encontrar retratados as monstruosidades que os judeus viveram durante o período nazi, no século XX. Mas podem ler mais pormenores sobre a minha visita ao museu aqui.

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Como já passava da hora de almoço e parecia que uma tempestade estava prestes a desabar decidimos ir para o nosso apartamento e almoçamos por lá. Pouco depois de chegarmos ao apartamento desmoronou uma tempestade enorme!

Apesar da chuva decidimos passar o resto da tarde nas termas Széchenyi. Podem ler mais sobre esta fantástica experiência aqui 😉

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2º Dia

Felizmente no segundo dia completo na cidade o tempo sorriu-nos e nada de chuva, e ainda fomos brindados com um belíssimo dia de sol 🙂

Como estávamos hospedados muito próximo da Avenida Andrássy fomos caminhando ao longo da avenida até chegarmos à Basílica de São Estevão. Mas até lá chegarmos fomos apreciando a que é a considerada a avenida mais bonita da cidade, repleta de residências elegantes, lojas caras e também da belíssima Opera.

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img_0787A Basílica de São Estevão é a maior e mais importante igreja da Hungria. O seu nome é uma homenagem ao primeiro rei Húngaro, que se tornou Santo após a sua morte.

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Esta basílica é imponente, tanto por fora como por dentro. O seu interior é lindíssimo e repleto de ricos pormenores, desde o seu altar majestoso, às pinturas até aos vitrais. A entrada para a basílica é gratuita. Se quiserem entrar devem ter algum cuidado pela forma que vão vestidos, não é permito entrar de calções, saia, ou grandes decotes. O Sérgio como estava de calções não entrou, apesar de não ter visto ninguém a fiscalizar e de ter visto algumas pessoas dentro da igreja de calções, mas fica a dica 😉

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Daqui seguimos para o impressionante Parlamento. Este imponente prédio foi concluído em 1902 e na altura era considerado um dos maiores Parlamentos do mundo, sendo apenas superado pelo Parlamento Britânico.

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É possível visitar o interior do parlamento, através de visitas guiadas, mas é necessário comprar o bilhete com antecedência, pois os mesmos são limitados e esgotam-se rapidamente. Nós decidimos não visitar o interior, pois devido ao percalço do primeiro dia (mau tempo), apenas tínhamos este dia para explorar a cidade, por isso não queríamos perder muito tempo em filas de espera…

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Mas ficamos completamente siderados pela arquitectura e pelo tamanho deste magnífico Parlamento. É simplesmente assombroso e deslumbrante, impossível não estarmos sempre a contemplá-lo.

Muito perto do edifício do Parlamento existe um memorial do Holocausto. Trata-se do “shoes on the Danube Bank” e consiste em vários pares de sapatos de ferro, que simbolizam os judeus assassinados na cidade durante a segunda Guerra Mundial. Os Judeus eram obrigados a retirar os seus sapatos e depois eram alvejados à beira do rio, para que caíssem ao rio gelado e os seus corpos fossem levados com a corrente…

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Completamente arrepiante!

Nesta zona também temos uma vista privilegiada para o lado Buda de cidade, mais concretamente para o Castelo.

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dscn3723Atravessamos a Ponte das Correntes, que é a ponte mais famosa e antiga da cidade, pois foi a primeira ponte a ligar Buda a peste.

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Apanhamos o funicular para a chegarmos ao Castelo de Buda. Podem ler mais pormenores sobre o Castelo aqui.

Junto ao Bastião dos Pescadores existe uma escadaria que nos permite descer a colina e chegar à margem do Rio Danúbio e ficarmos mesmo de frente ao magnífico Parlamento.
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Antes de darmos por terminado o nosso dia decidimos voltar a Mercado Central de Budapeste para comprarmos alguns souvenirs para amigos e familiares, por isso caminhamos sempre junto ao rio e apreciamos as magnificas vistas que a cidade nos ofereceu.

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Como tivemos que alterar os nossos planos devido ao mau tempo que apanhamos no primeiro dia, houve certas coisas que não conseguirmos ver, como a Praça dos Heróis, o Parque da Cidade e assistir ao por do sol a partir da Cidadela.

Por isso, acho que temos que regressar a Budapeste 🙂

Banhos Termais de Széchenyi – Budapeste

No primeiro dia completo em Budapeste tivemos algum azar com o tempo, pois choveu torrencialmente durante toda a noite e também durante o dia, e até fomos brindados com fortes trovoadas.

Por essa razão tivemos que alterar os planos que tínhamos para esse dia. Durante a manhã ainda conseguimos conhecer um pouco da cidade e na hora de almoço fomos para o Museu do Terror mas, a seguir, começou a chover imenso e não sabíamos o que fazer… Tínhamos ido almoçar ao apartamento que alugamos na esperança de o tempo melhorar mas nem sinal da chuva dar tréguas… Começamos a ver as hipóteses que tínhamos disponíveis e, a maior parte das coisas que queríamos visitar eram ao ar livre! Mas estávamos em Budapeste e não sabíamos se íamos voltar a ter a oportunidade de visitar a cidade, pelo que não era a chuva que nos ia estragar a viagem… Assim, decidimos que íamos passar o resto da tarde nas termas Széchenyi.

E não podíamos ter tomado melhor decisão, pois simplesmente adoramos a experiência! É sem dúvida um dos lugares obrigatórios a visitar numa ida a Budapeste.

As Termas de Széchenyi são o maior complexo deste género na Europa. Inaugurado em 1913 e ampliado em 1927, actualmente conta com 15 piscinas interiores e 3 exteriores.

Piscinas Interiores

Piscinas Exteriores

As termas são abastecidas por fontes termais, de origem vulcânica, com temperaturas entre os 60 e os 76º, e as piscinas mantêm a sua temperatura acima dos 30º, seja verão ou inverno, mesmo ao ar livre.

Nós pouco aproveitamos as piscinas interiores porque estivemos a maior parte do tempo nas piscinas exteriores. E como estava a chover muito quando chegamos, as piscinas exteriores estavam praticamente sem ninguém, o que nos permitiu usufruir o espaço na sua plenitude. E foi, sem dúvida, uma experiência única  sentir a água fria da chuva a cair enquanto relaxávamos numa piscina com a água bem quente.

As piscinas exteriores quando chegamos

Quando adquirimos o bilhete deram-nos uma espécie de pulseira, que nos permitiu aceder ao interior do complexo e às cabines, onde trocamos de roupa.

No interior de complexo existem várias piscinas, serviço de sauna, massagens, bar e restaurante. No exterior existem três piscinas. No centro, a piscina de natação onde só é permitido entrar com touca e cuja água tem uma temperatura de cerca de 26º; existe também uma piscina termal com água a 38º e outra com água entre os 32 e os 34º. Quando lá fomos uma delas estava fechada, para manutenção.

Piscina de Natação

Quando saímos das termas sentiamo-nos tão, mas tão relaxados que mal conseguíamos andar. Era mesmo o que estávamos a precisar depois de vários dias sem qualquer descanso 🙂

Em Budapeste existem outros banhos termais, dos quais se destacam os do Hotel Gellert e os de Rudas, os mais antigos, ambas na outra margem do Danúbio.

Como chegar

A forma mais fácil de chegar a Széchenyi é de metro. Através da histórica linha M1 do metro de Budapeste chega-se lá facilmente, descendo na penúltima estação (Széchenyi Fürdo) ficamos mesmo junto às termas.

Preços

Existem vários preços, para o fim-de-semana, para o dia todo, para apenas metade do dia, com ou sem cabine. Consultem o site das termas para mais pormenores.

Ah, e não se esqueçam de levar chinelos, toalha, touca e, claro, o fato de banho! Eles também tem estes itens para alugar (caso se esqueçam), mas é bem mais higiénico e barato levarmos as nossas próprias coisas 😉

Castelo de Buda

Hoje vou escrever sobre o lugar que mais gostei em Budapeste, o Castelo de Buda.

Para subir até ao Castelo utilizamos o Funicular, mas pode fazer-se este trajecto a pé, sem qualquer dificuldade. Muito provavelmente vão encontrar uma fila enorme para aceder ao funicular, mas vale a pena esperar um pouco, pois a subida é bem interessante e de bónus temos uma vista linda, para o lado de Peste.

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O que chamamos de Castelo de Buda (Várhegy) é na verdade o Palácio Real (Királyi-palota) e foi a casa de vários Reis da Hungria. Começou a ser construído em 1308, mas foi sendo remodelado, destruído e reconstruído ao longo dos anos. A versão actual é de 1896, e foi dividida em dois museus; Galeria Nacional Húngara e Museu da História de Budapeste. Neste último podemos encontrar a história da cidade desde a idade média até aos dias actuais, incluindo a história do Castelo de Buda.

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Ao chegarmos lá acima não sabemos se apreciamos o palácio, se a vista para a cidade… Daqui temos uma panorâmica privilegiada para o Rio Danúbio e para o Parlamento.

DSCN3831Budapeste é realmente muito fotogénica, especialmente a vista de Buda para Peste e é praticamente impossível não estarmos sempre a tirar fotografias em especial se o dia estiver tão bonito como estava quando lá fomos.

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Ainda no distrito do Castelo encontra-se uma das igrejas mais conhecidas de Budapeste, a Igreja Mathias. Foi construída entre 1255 e 1269, no mesmo local onde uma igreja antiga foi destruída em 1241. Tem este nome em homenagem ao Rei Mathias, que nela se casou duas vezes.

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A Igreja toda branca por fora contrasta com o seu telhado super colorido, e torna-se um monumento lindissímo.

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Em frente à igreja há um monumento chamado Bastião dos Pescadores, um conjunto de sete torres que homenageiam as sete tribos Magiares que fundaram a Nação Húngara. Esta zona é uma das mais fotografadas da cidade e não é para menos, pois daqui temos umas das vistas mais fantásticas sobre Peste e o Danúbio.

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Este lugar é super concorrido, está sempre lotado, mas com um pouco de paciência conseguimos um momento sem ninguém a “estragar” as fotografias.

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Existem zonas no Bastião dos Pescadores, onde só é possível aceder se pagarmos e, apesar de não ter ido a essa parte, acredito que a vista não seja muito melhor do que nos outros locais gratuitos do miradouro… Além do mais numa das torres, a mais distante, há um café onde é possível entrar e apreciar as vistas.

Antes de dar por terminada a visita ao Castelo de Buda fiz questão de ir à coffee house mais antiga de Budapeste, o café Ruszwurm, que fica junto à Igreja Mathias. Tinha lido que serviam a melhor apfelstrudel de sempre, por isso, aproveitámos para descansar um pouco e lá fomos nós à procura do café. O lugar é bastante concorrido e quase não conseguimos mesa, mas vale muito a pena… E sim, o apfelstudel é delicioso. Ainda hoje fico com água na boca quando penso nele!!! 🙂

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A entrada para o Castelo e para toda a área externa desde os pátios aos jardins, é gratuita mas, se quisermos visitar os museus ou a Igreja, o pagamento é feito à entrada dos mesmos.

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Por fim, descemos pelo Bastião dos pescadores e apreciamos as casas antigas, as ruas estreitas e as igrejas do bairro do Castelo, até chegarmos junto ao Rio Danúbio e obtermos uma vista super hiper mega lindíssima do Parlamento.

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O lado de Buda foi a parte que mais gostei da cidade não só pela vista para o Rio e o Parlamento, mas também pelo charme da sua arquitectura que a torna mais luminosa e genuína.

Informações: 

Funicular: 07:30 – 22:00 Hrs / Preço: 1200HUF Ida, 1800HUF Ida e Volta

Igreja Mathias: 09:00 às 17 Hrs / Preço: 1500HUF Igreja, 15000HUF Acesso à torre.

Museu da História de Budapeste: 10:00 às 18:00 Hrs Encerra às Segundas / Preço: 2000HUF, 800HUF Licença para Fotografias.

Museu do Terror

A Hungria teve um passado negro e é impossível percorrer as ruas de Budapeste sem pensar na sua história…

Durante a Segunda Guerra Mundial a Hungria apoiou a Alemanha e, com a derrota nazi, passou um mau bocado nas mãos dos Soviéticos. Aproximadamente um terço dos 250 000 Judeus da cidade faleceram durante a ocupação nazi. A cidade ficou muito danificada quando foi tomada pelo Exército Vermelho.

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Se apreciam História e querem saber um pouco mais sobre este tema, têm que ir ao Museu do Terror. Mas, aviso já, é preciso ter estômago para visitá-lo… Apesar de já ter visitado um campo de concentração e a topografia do horror, em Berlim, tocou-me bastante o que presenciei aqui.

O prédio que acolhe o museu foi escolhido a dedo. Foi a sede do quartel general do partido nazi, em 1944. O Museu do Terror está muito bem conseguido. Aqui podemos encontrar, de uma forma bastante impressionante, toda a história sobre um dos capítulos mais tristes da vida do país.

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Na primeira sala em que entramos levamos logo um murro no estômago, ao visualizarmos um vídeo onde estavam a assassinar inúmeros Judeus a sangue frio e os seus corpos a serem largados em valas comuns… Ao ver aquilo logo na primeira sala percebi que esta visita não ia ser fácil…

O museu é dividido em quatro andares, onde podemos ver fotos, vídeos, objectos e depoimentos, sendo todas elas demasiado pesadas. No andar inferior, podemos encontrar as celas solitárias e de interrogatório, originais, que foram utilizadas há 50 anos.

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O museu é bastante esclarecedor e realista, pelo que é praticamente impossível não ficarmos arrepiados e desconfortáveis ao ver tudo aquilo que se passou num passado que não é assim tão distante…

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Em todas as salas estão disponíveis folhas em Inglês com a descrição completa das informações.

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Não é permitido tirar fotografias no interior do museu. Todas as fotos do interior aqui colocadas, foram retiradas do site do museu.

No exterior do edifício, se olharmos para cima, vimos duas placas de aço a sair de cada um dos lados do telhado com a palavra TERROR. Também no exterior podemos ver algumas fotos das vítimas do holocausto.

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Morada: Andrássy út 60, Budapeste

Horário: 10 às 18 Hrs. Encerra às segundas-feiras.

Preço: 2000 HUF

Site: www.terrorhaza.hu/en

 

Budapeste

Budapeste era a cidade que mais expectativas tinha nesta viagem. A sua rica arquitectura, a sua impressionante história… e quanto mais lia mais empolgada e ansiosa ficava para conhecer Budapeste. Mas, e parte-me o coração confessar isto, não fiquei apaixonada por Budapeste! É verdade… Não quero com isto dizer que não seja uma cidade linda, que o é, com um belíssimo e impressionante edifício do parlamento, com as suas magníficas pontes a atravessar o rio Danúbio, com o seu sublime castelo… São só alguns pretextos para se encantar por Budapeste. Mas, sinceramente fiquei com aquela sensação que fosse encontrar mais do que encontrei… Talvez a expectativa tivesse demasiado alta, talvez o cansaço que já se fazia sentir não tivesse ajudado a descobrir os encantos da cidade, talvez o mau tempo que apanhamos no primeiro dia, que nos alterou vários planos, não tivesse ajudado, ou talvez, visitar qualquer outro sítio logo a seguir a Viena (da qual fiquei completamente apaixonada) não seja a melhor ideia, pois vão haver sempre comparações e, apesar de serem duas cidades completamente distintas, é inevitável fazermos comparações quando fazemos uma viagem do género que fizemos (visitarmos várias cidades europeias numa só viagem).

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O que achava que ia sentir por Budapeste foi o que senti por Viena, ficar completamente arrebatada com tanta beleza  junta… Mas com isto tudo não quero dizer que não gostei de Budapeste, muito pelo contrário, adorei, apenas estava à espera de mais, é o que faz as expectativas elevadas… 😛

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É impossível não gostarmos de uma cidade, que em tempos já foi duas cidades, de um lado Buda e do outro Peste, separadas pelo rio Danúbio. Esta união só aconteceu em 1873 e daí nasceu Budapeste.

No lado Peste encontramos o lado moderno, agitado com vários bares e restaurantes e muitas lojas e onde podemos encontrar o magnífico parlamento.

Do outro lado, no alto da colina, deparamo-nos com Buda onde podemos encontrar o seu castelo, as suas construções góticas e muita história.  Foi a parte que mais gostei da cidade, o lado Buda, muito charmoso com muitos edifícios lindíssimos e uma vista impressionante para o lado Peste.

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Nos próximos dias vou publicar alguns posts sobre os lugares que mais gostei em Budapeste, assim como o itinerário de dois dias na cidade 😉

Dicas práticas Praga-Viena-Bratislava-Budapeste: Como organizar a viagem

Esta trip pela Europa Central deu-me algum trabalho a organizar e tive alguma dificuldade em encontrar as informações que necessitava para a organização da viagem, tive que procurar e fazer muitas pesquisas. Por isso, decidi compilar todas as informações necessárias para conseguirem organizar uma viagem destas 😉

O primeiro passo é saber quantos dias temos disponíveis e quantos dias precisamos para cada país/cidade. Nós só tínhamos 11 dias disponíveis, e ficaram distribuídos da seguinte forma: 3 noites em Praga, 3 noites em Viena e 3 noites em Budapeste, Bratislava reservei apenas algumas horas para conhecer a cidade.

Depois de decidido os dias que vão ter para a viagem é altura de marcar os bilhetes de Avião.

Bilhetes de Avião

Fizemos Lisboa-Praga e Budapeste-Lisboa pela TAP.

Na altura que marcamos os voos ainda existia voo directo de Budapeste-Lisboa, entretanto essa rota foi suprimida. A alternativa foi fazer Budapeste-Frankfurt pela Lufthansa e depois Frankfurt-Lisboa pela TAP.

Apesar do stress de termos que alterar os planos iniciais, no final até calhou bem, assim aproveitamos para conhecer mais uma cidade que não conheciamos (uma vez que a escala era de 6 horas deu para sair do aeroporto e conhecer um pouco a cidade.)

Alojamento

Depois dos bilhetes de avião adquiridos é altura de marcar o alojamento. Nós decidimos alugar apartamentos, assim podíamos fazer algumas refeições e poupar algum na alimentação. Para reservar utilizamos o booking e o airbnb.

Em Praga ficamos nos Apartments Pushkin

Em Viena alugamos um apartamento através do Airbnb (este)

Em Budapeste ficamos Bebop Opera Apartments

Foram todos excelentes, mas vou fazer um post com mais pormenores de cada um.

Deslocações entre os Países 

Todas as deslocações entre os países foram feitas através de comboio. Um mês antes da viagem comecei a ver os horários e estações dos comboios, até que me apareceu um aviso sobre o dia que pretendia fazer a viagem de Praga-Viena ser bastante concorrido e já haver poucos bilhetes disponíveis. Assim sendo, para não arriscar a ficar sem passagem de comboio para o dia que pretendia decidi comprar os bilhetes online.

As viagens Praga-Viena e Viena-Bratislava foram compradas através da operadora OBB. Os comboios desta companhia são bastante confortáveis com ar condicionada e wi-fi.

O site é bastante simples de utilizar. Do lado esquerdo do site carregamos onde diz OBB e carregamos na opção “English”, para o site ficar em inglês (caso não percebam alemão). Na mesma coluna aparece a opção “Book Ticket Now” (a vermelho) e vamos ser reencaminhados para outro separador.

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Nesta página, do lado esquerdo, podemos criar a nossa conta (Create OBB account now), ou podem fazê-lo no final do processo de compra.

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Colocar o local de partida e do destino, o dia e hora que se pretende e aparecem as opções disponíveis, depois é só escolher o trajecto que se pretende (atenção ao escolher o percurso, pois nem todos são directos).

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Depois de seleccionado o percurso e a hora que pretendem, vai aparecer uma página para colocarmos o primeiro e último nome do passageiro e de seguida aparece a seguinte página:

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Depois é só carregar onde diz “Add to Basket”.

E escolher o modo como pretendemos pagar. Depois do pagamento efectuado os bilhetes são enviados para o nosso e-mail, depois é só imprimir e apresentar ao fiscal no comboio 🙂 Super simples 😉2

O bilhete de Bratislava para Budapeste não foi possível comprar online porque a companhia Eslovaca (www.slovakrail.sk/) não vende bilhetes internacionais através do site. Comprei quando cheguei a Bratislava e não houve qualquer problema. O bilhete não tinha horário, por isso, podíamos ir em qualquer comboio, o que nos deixou mais confortáveis, assim podíamos conhecer a cidade descontraidamente sem a preocupação que a determinada hora tínhamos que estar na estação de comboios.

Outro pormenor que devemos ter atenção ao comprar os bilhetes é  em relação às estações. Em algumas cidades existe mais do que uma estação, e devemos ver qual é a mais próxima do centro ou do nosso hotel. Deixo aqui os nomes das estações centrais onde desembarquei:

  • Praga – Praha Hlanvi Nadrazi ou Praha hl. N.
  • Viena – Hauptbahnhof ou Hbf
  • Bratislava – Hlavná Stanica ou Bratislava hl. st.
  • Budapeste – Keleti Railway Terminal

Os percursos de comboio que fizemos ficaram distribuídos da seguinte forma:

Praga – Viena / Viena – Bratislava / Bratislava – Budapeste

Autocarro

Estes percursos também podem ser feitos através de autocarro, se comprado com antecedência fica ligeiramente mais económico do que de comboio. Mas as paragens não eram tão centrais como as do comboio, e como gosto de viajar de comboio, decidi fazer todos os percursos dessa forma 😉

Deixo-lhes as empresas que pesquisei: Studentagency e Orangeways e pelo que li diziam que eram muito confortáveis, com ar-condicionado, wi-fi e serviço de café.

Aeroporto – Como ir/ou chegar ao centro

De Praga utilizei o Airport Express para chegar ao centro, das opções disponíveis achei que era a mais viável, a nível de custo/benefício.

Os autocarros do Airport Express encontram-se à saída do aeroporto, são fáceis de encontrar. Partem de meia em meia hora, e demoram cerca de 33 minutos a chegar ao centro de Praga. Fazem 3 paragens, e a última é na estação central de comboios, foi nessa que saí.

Custo: 60 CZK (Cerca de 2€). O bilhete pode ser comprado directamente ao motorista.

Do centro de Budapeste para o aeroporto também é bastante simples de chegar, através de transportes públicos.

De metro seguir para a estação Kobánya-Kispet (Linha M3), que é a última desta linha. Ao sairmos da estação existem indicações para o aeroporto, mas essas placas indicam o local para apanhar o autocarro para o aeroporto. O autocarro é o numero 200E. Faz diversas paragens, mas a última é mesmo em frente ao aeroporto.

Todo este percurso leva cerca de 1 hora.

O bilhete para o autocarro que nos leva ao aeroporto é o mesmo que usamos para os transportes públicos utilizados na cidade. Tinha adquirido um bloco de 10 bilhetes para andar de metro durante a minha estadia na cidade, e como não tinha utilizado todos acabei por não comprar mais nenhum para ir para o aeroporto.

Caso tenham que comprar o bilhete este percurso sairá por 700 Florins (Bilhete Metro 350 HUF + Autocarro 350 HUF), o que dá pouco mais de 2€.