Zahara de la Sierra | Andaluzia

Zahara de la Sierra apareceu inesperadamente nos nossos planos! A ideia inicial era passar todo o fim-de-semana em Arcos de la Frontera mas, uma vez que vimos praticamente tudo no Sábado, começamos a pesquisar locais relativamente próximos para visitarmos no dia seguinte. Foi assim que descobrimos este destino.

À semelhança de Arcos de la Frontera, Zahara de La Sierra é um chamado pueblo blanco, localizado em pleno coração do parque natural da Serra de Grazalema.

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Depois de 40  minutos na estrada a apreciar as belas paisagens que esta zona de Espanha tem para oferecer, começamos a vislumbrar um amontoado de casas brancas com uma torre no topo de uma altíssima colina e percebemos logo que se tratava de Zahara . É deveras impressionante aquela vista!

Estacionamos o carro mesmo à entrada da povoação e começamos a explorar a pé o interessante centro histórico, que foi declarado Património da Humanidade da Unesco em 1977.

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Como não tínhamos nenhum roteiro definido, fomos percorrendo as ruazinhas estreitas com o objectivo final de chegar até ao topo do Castelo. A subida até lá não é fácil, com partes muito íngremes e uma estrada um pouco irregular, pelo que é aconselhável levar calçado apropriado. Mesmo em pleno Inverno (Fevereiro) fazia um calor insuportável, por isso, se lá forem durante o verão, aconselho que façam a visita logo de manhã ou ao final da tarde. No final, a subida é completamente recompensada pela vista deslumbrante.

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No topo da torre do Castelo (o acesso é gratuito) podemos desfrutar de uma desafogada vista sobre as águas azul turquesa do reservatório Zahara-el Gastor. Fiquei completamente hipnotizada por aquela vista fantástica que foi, sem dúvida, o ponto alto do meu fim-de-semana.

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E ficamos por ali imenso tempo a apreciar aquele magnifico cenário e a eternizar aquele momento, ao tirarmos centenas de fotos.

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Quem não tem fôlego para fazer a subida até à torre, existem vários miradouros ao longo do percurso até ao Castelo, com uma vista também muito interessante. Mas, a vista panorâmica do topo é incrível e indescritível, valendo qualquer esforço para lá chegar. Não deixem de ir! 🙂

Arcos de La Frontera | Andaluzia

Sem grandes planos de viagens para este ano (não estávamos a conseguir conciliar as nossas férias), decidimos aproveitar um fim de semana em Fevereiro e rumámos até Espanha para uma escapadinha e, dessa forma, sairmos um pouco da rotina do dia a dia.

Fomos até Arcos de la Frontera, que faz parte das Aldeias Brancas ou, na linguagem nativa, Pueblos Blancos. Trata-se de pequenas cidades na Andaluzia, que têm uma característica em comum: o Branco. Como o sol nesta zona de Espanha é bastante intenso, os seus moradores pintam as paredes das suas habitações dessa cor para minimizar o calor, o que resulta em cidades todas branquinhas.

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Arcos de La Frontera é relativamente pequeno e vê-se bem num par de horas. A sua principal atracção é a Igreja de Santa Maria e a praça principal, a Plaza Del Cabildo. Daqui podemos desfrutar de uma vista impressionante.

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Pessoalmente, gostei mais do Miradouro de Abades, pois a vista é igualmente fantástica, com a particularidade de ser muito menos concorrido do que o miradouro da praça principal. Fiquei por aqui bastante tempo a apreciar a paisagem e a saborear a paz que este lugar transmitia.

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Não há nenhum monumento ou lugar de visita obrigatória por aqui, pelo que a melhor forma de conhecer Arcos é percorrer as suas ruas estreitas e deixar-se admirar com os cantos charmosos e pequenos detalhes que vão surgindo ao longo da nossa caminhada.

Mas o que mais me impressionou em Arcos de La Frontera é a sua localização, uma vez que se encontra no topo de uma escarpa bem íngreme, e muitas das casas estão construídas mesmo à beira do abismo. É uma vista impressionante e ao mesmo tempo um pouco assustadora.

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Como Chegar

Arcos de La Frontera encontra-se a cerca de 85 km de Sevilha, na província espanhola de Cadiz. Nós seguimos directamente de Portugal, pois residimos no Algarve e a distância é relativamente curta.

Alternativamente, para quem vive mais longe, pode chegar de avião a Sevilha e seguidamente alugar um carro.

Onde Ficar

Nós alugamos o Apartamento Duque de Arcos, através do Booking. Gostamos bastante, apesar da comunicação com os donos ter sido um pouco caricata (pois só falavam espanhol), mas foram muito atenciosos e simpáticos. Deixaram vários “mimos”, desde presunto, pão, cerveja, café, leite… A localização do apartamento é perfeita, fora da confusão do centro, mas perto o suficiente para acedermos facilmente a pé ao centro da cidade.

Dica

Não recomendo, de todo, levarem o carro para o centro de Arcos de la Frontera, uma vez que as ruas são extremamente estreitas, e em muitas delas é quase impossível passar um carro! Vi muitos carros raspados e riscados…

El Rocio

Como em Palos de la Frontera as opções de alojamento não eram muitas, decidi ficar em Mazagón, no hotel Martín Alonso Pinzón.

A praia fica a poucos metros de distância do hotel, e há também piscina. Era o ideal para descansar e relaxar durante a tarde.

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hotel (4)Mas o tempo não estava muito convidativo a idas à praia, ainda tentei ir para a piscina mas estava em manutenção…

Apesar deste contratempo, o hotel era agradável e sossegado. Como tinha kitchenette preparamos o jantar no quarto e ficamos no relax o resto da noite.

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hotel (10)No domingo o dia também não amanheceu bom para a praia, por isso decidimos que o melhor era aproveitar o dia noutras bandas…

A 40 km de Mazagón fica uma localidade chamada El Rocio. E foi esse o destino desse dia.

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A localidade de El Rocio está inserida no Parque Nacional de Donãna. Logo à entrada dei de caras com um lindo pântano com vários cavalos selvagens.

Assim que entramos em El Rocio parece que somos transportados para o faroeste, nas ruas em vez de alcatrão existe areia, em vez de carros existem carroças e cavalos…

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A Eremita de El Rocio é uma das principais atracções desta localidade.

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Foi construída no final do século XIII e consagra a Virgem del Rocío, cuja devoção se prolongou até aos tempos actuais, não apenas na Andaluzia, mas em muitas outras partes de Espanha, e até mesmo, de outros países.

A famosa romaria anual traz a esta localidade mais de um milhão de pessoas, muitas delas fazem peregrinações a pé.

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Como era domingo uma pequena multidão estava reunida junto à eremita, muito provavelmente tinha acabado a missa…
Por isso decidi fugir da confusão e percorri as ruas arenosas, nas traseiras da Eremita, e fui apreciando a arquitectura do local.
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As ruas largas e arenosas, rodeadas por casas pintadas com cores claras, com varandas amplas e com gradeamento nas janelas.
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Nas casas é muito comum ver azulejos com o nome do edifício ou simplesmente com alguma imagem religiosa.
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 Aqui não há parques de estacionamento, em vez disso, há barrotes de madeira onde se prendem os cavalos.
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Depois de um almoço numa taberna local, sentei-me num banco virado para o pântano e fiquei a apreciar esta bela paisagem 🙂

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El Rocio (12)É uma localidade cheia de personalidade e que vale, sem dúvida, uma visita.

Palos de La Frontera: Muelle de Las Carabelas

Qual é o melhor presente de aniversário para uma pessoa que gosta de viajar? Neste caso foi apenas uma escapadela de fim de semana, na semana do meu aniversário, pois o tempo e o $ não dava para mais 🙂

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O destino escolhido foi Palos de La frontera, que é considerada a cidade gémea de Lagos.

Bem cedo partimos pela infernal EN 125 até Espanha, e assim que se põe os “pés” em Espanha percebe-se logo que já não estamos em Portugal, pelo estado do piso da estrada…

Chegamos perto da hora de almoço a La Rábita, localidade perto de Palos de La Frontera, e onde podemos encontrar a Muelle de Las Carabelas.

Foi nesta localidade que os navios de Cristóvão Colombo partiram à descoberta da América, em 1492.

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Este espaço foi criado em 1992, para comemorar o V centenário dos Descobrimentos da América.

Muelle de las Carabelas (12)Assim que entramos, do nosso lado direito encontrava-se a sala de impressa, na altura estava a começar um documentário sobre a viagem de Colombo. Aproveitamos e fomos assistir, e gostei bastante. É uma excelente projecção onde está recriada a viagem de Colombo para a América.

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Numa lagoa encontra-se a réplica das três caravelas mais famosas do mundo (Pinta, Niña e Santa Maria). Foram nestas caravelas que Colombo e, o resto da sua tripulação, descobriram o caminho marítimo para a América.

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É possível andar no convés das caravelas, só não conseguimos entrar numa, pois estavam a fazer trabalhos de manutenção.

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Lá dentro vamos encontrar retratadas cenas do quotidiano dos navegadores. Também é possível descer e visualizar onde se guardavam as provisões.

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Dentro da Caravela Santa Maria existem umas colunas onde é possível ouvirmos o som do mar e das madeiras a ranger da caravela, e também, vozes dos navegadores, o que nos ajuda a transportar para aquela altura.

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A caravela Santa Maria, comandada por Cristóvão Colombo, encalhou num banco de areia, numa ilha no Haiti, na noite de 25 de Dezembro de 1492, acabando por naufragar nesse local…

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Em frente das caravelas encontramos uma recriação do que os navegadores teriam encontrando quando chegaram à América: Uma aldeia típica indígena.

Dentro de cabanas de palha e madeira encontramos estátuas, que representam as pessoas, fazendo actividades do quotidiano, como cozinhar, pescar…

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Na saída encontramos uma área com documentos, instrumentos de navegação, roupas, armas, instrumentos musicais, etc, do século XV.

Foi também possível assistir a um video onde aparece uma representação do Colombo, onde ensina como se utiliza os instrumentos de navegação, da altura. É uma visualização muito interessante e didáctica!

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Preço Bilhete: 3,55€/Adulto

Horários: Verão 10:30 – 22:00 hrs / Inverno 09:30 – 20 hrs

Morada: Paraje de La Rabida, Palos de La Frontera, Huelva

Torneiros

Começamos o dia a tomar banho nas cascatas geladas do Gerês, e terminamos nas piscinas de água quente, em Espanha 🙂

Depois de passarmos a fronteira, poucos quilómetros mais à frente, encontrámos uma povoação Galega, com nome de Torneiros.

Torneiros é uma terra espanhola, situada em plena serra do Xúrez, que ficou mais conhecida devido às suas nascentes de água quente.

O espaço onde existem as nascentes tem óptimas infra-estruturas. Assim que se chega há um amplo parque de estacionamento, como também um parque de merendas, parque infantil e um vasto espaço verde.

Torneros (3)Logo à entrada há uma espécie de tanque onde a água está, literalmente, a ferver.

Em pleno mês de Julho, a água tornou-se demasiado quente para mim… Por isso, não aguentei muito tempo lá dentro e optei por ir para o rio. Apesar de água do rio ser gelada, há uma zona onde existe uma nascente de água quente, nessa zona criaram uma espécie de lagoa com pedras à sua volta, assim aproveitam também essa água quente.

A água quente e fria acabam por misturar-se o que torna os banhos muito mais suportáveis. Mas claro que esse lugar é super concorrido e quase é preciso tirar uma senha para arranjar lugar 🙂

Torneros (2)O resto da tarde foi passada em terra de nuestros hermanos, a relaxar e a apreciar a beleza da natureza, que tinha à minha volta.

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No caminho de regresso passamos pela fronteira na zona da “Portela do Homem”, que é uma zona de acesso restrito. Para entrar de carro tivemos que pagar uma taxa de 1,50€, e não é possível parar durante o percurso…

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Consegui tirar uma foto à cascata da Portela do Homem, dentro do carro. Se tivéssemos mais tempo, teríamos deixado o carro na zona da fronteira e percorrido este caminho a pé, para apreciarmos melhor esta cascata…

Mas fomos forçados a parar, porque no meio da estrada estavam cavalos selvagens, que não queriam sair por nada…

Portela do Homem

Terminamos este magnifico dia no restaurante Lurdes Capela, no centro da vila do Gerês, onde comi uma delicioso bife de barrosã.