Gulden Vlies – Brugge

Escolher um hotel em Brugge foi difícil, não por falta de escolha, mas encontrar um hotel pelos preços que estávamos dispostos a pagar, e que a localização fosse boa, não foi tarefa simples. Se o preço era razoável, era fora do centro,  se era no centro os preços eram proibitivos para a nossa carteira.

Mas depois de muita procura encontramos o hotel ideal! Acabamos por ter muita sorte, porque este hotel estava com um preço promocional no Booking, ficou a cerca de 70€/noite, com pequeno-almoço incluido.

Este hotel é gerido por um jovem casal, que também lá vive. Assim que chegamos fomos recebidos pelo dono que nos deixou super à vontade.

Entregou-nos de imediato a chave do quarto e disse-nos que podíamos ir descansar e quando quiséssemos descer que ele daria todas as explicações que desejássemos sobre Brugge.

Assim o fizemos… O nosso quarto ficava no terceiro andar, e como é uma mansão do século XX, não tinha elevador, e tivemos que carregar com as malas até lá a cima. Mas nada que já não soubessemos quando reservamos o hotel 😉

Os quartos são espaçosos o suficiente e a cama era bastante confortável.

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No quarto tínhamos disponível um pequeno roupeiro, como um espaço para deixar as malas. E também um pequeno sofá e uma TV.

DSCN1828Existe uma casa de banho privativa, apesar de ser bem pequena, foi o suficiente para nós os dois, para os dias que lá ficamos. Além dos sabonetes e shampoos habituais, no armário do WC havia um secador de cabelo.

Mas o que gostamos mesmo neste quarto foi o sossego… Durante a noite não se ouvia nada, nem os hospedes do quarto ao lado, nem lá fora… Nada! Conseguimos ter umas noite completamente tranquilas 🙂

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Corredor do hotel

A decoração nos corredores de cada andar era encantadora.

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Corredor do hotel

Depois de termos descansado um pouco fomos falar com o dono do hotel, ele disponibilizou-nos um mapa da cidade e um cartão dos museus (temos desconto nos principais museus da cidade).

Aconselhou-nos percursos, o que não podíamos deixar de visitar, os restaurantes a ir e os que devíamos evitar… Um serviço excelente!

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Hall de entrada

Também adorei o pequeno almoço! Havia uma vasta escolha, desde leite, chás, cafés, sumos, iogurtes, fruta fresca, compostas, queijo, fiambre, salame, croissants acabadinhos de fazes, waffles, bolos…

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Já estou a engordar só de me lembrar daqueles pequenos-almoços 🙂

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O Gulden Vlies fica a uma curta caminhada (cerca de 10/15 minutos) da praça Markt, a principal da cidade.

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Sala de Refeições

Foi, sem dúvida a escolha acertada, tanto ao nível do serviço prestado, do preço e da localização. 🙂

Experiências imperdíveis em Brugge

Como já tinha mencionado, em Brugge não há nenhum monumento de visitação obrigatória, como a Torre Eiffel em Paris, o Big Ben em Londres ou mesmo o Coliseu em Roma, aqui o melhor é perdermo-nos pelas ruas da cidade e encantarmo-nos com os pormenores que nos vão surgindo à frente.

Mas considero que algumas experiências são imperdíveis, quando se visita esta linda cidade, e algumas delas pode-se fazer numa outra qualquer cidade da Bélgica.

Claro que existem pessoas diferentes, e as experiência que para mim considerei imperdíveis, outras pessoas podem não concordar.

Mas, para mim, estas foram algumas das experiências que tornaram esta viagem mais especial, e que voltaria a fazer, se voltasse a Brugge.

  • Chocolates

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O chocolate Belga é um dos mais famosos do mundo, e é praticamente impossível estar neste país e não sair de lá com um quilinho a mais 🙂

Em Brugge há inúmeras chocolaterias espalhadas pela cidade, o difícil é mesmo escolher a que entrar.

E existe algo mais romântico do que passear pela cidade com o namorado e comer uns chocolates belgas? 🙂

  • Cervejas

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Na Bélgica existem mais de 1500 cervejas diferentes, muitas delas de fabrico artesanal. Existem inúmeros bares espalhados por toda a cidade, acabamos por ir ao De Garre, o Sérgio experimentou a cerveja da casa, que tem o mesmo nome do bar, é uma cerveja bem incorporada e forte. Por isso, para não sair de lá a andar aos ziguezagues pedi uma mais fraquinha, pedi a opinião ao empregado do bar e ele recomendou-me a Augustijn. E acertou em cheio, gostei bastante.

Em geral as cervejas belgas são muito fortes, por isso é preciso ter algum cuidado para não acordarmos no dia seguinte com uma valente ressaca. 🙂

Uma boa opção para quem não é muito apreciador de cerveja são as cervejas com aromas de frutos vermelhos, são realmente uma delicia! 😉

O que achei mais curioso é que cada cerveja tem o seu copo, e em todos os bares que fui, eram servidos no respectivo copo.

  • Waffles

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Waffles existem em qualquer parte do mundo, mas não sei se existe tantas lojas de waffles, como na Bélgica.

Apesar de não ser grande apreciadora de waffles, não consegui sair daqui sem provar um. E se para quem não é muito fã de waffles gostou bastante, imagino para quem adora… 🙂

Há waffles simples, com chocolate, com morangos, com chantilly, existem waffles para todos os gostos… E o cheiro que sai das lojas? Para mim, essa foi a melhor parte 😀

  •  Belgium Fries

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Uma das coisas que mais gosto de fazer quando estou a viajar é experimentar a cozinha local. Se na Bélgica não existiam muitos pratos típicos que me despertassem a atenção, não consegui passar sem comer as famosas batatas fritas.

Vendem-se, principalmente, em barracas ou carros ambulantes, e há várias espalhadas pela cidade, especialmente, nas zonas mais movimentadas.

E o que tem de especial estas batatas fritas? Elas são fritas duas vezes, o que as torna bem estaladiças, e pode-se acrescentar um molho, o difícil é escolher qual, a variedade é enorme!

  •  Passeio de barco pelos canais

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Foi uma das experiências que mais gostei de fazer em Brugge. Em qualquer guia de viagem aconselham um passeio de barco pelos canais da cidade. Inicialmente, pensei que não devia acrescentar nada ao que já tinha visto durante o dia, ao percorrer junto aos canais a pé… Mas, como estava enganada!

A visão que temos da cidade a percorrer os canais é muito diferente, há certos pormenores que ou não nos é acessível ver ou que nos passa despercebido, quando estamos apenas a caminhar junto aos canais.

Em todos os passeios de barco, o comandante do barco faz uma visita guiada, o que torna ainda mais enriquecedora a viagem. E de bónus, tive uma sorte enorme com o comandante do barco que fui fazer o passeio, pois além de divertido, era muito comunicativo e o seu inglês era perfeito 😉

Chocolaterias em Brugge

É impossível falar em Brugge e não falar nos chocolates… Das cidades que visitei na Bélgica, achei que em Brugge era onde havia uma maior concentração de lojas de chocolates…

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Principalmente nas ruas Breidelstraat e Wollestraat, há uma chocolateria loja sim, loja sim. Mesmo! 🙂

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DSCN2028E se já é difícil resistir ao maravilhoso cheiro que sai daquelas lojas, é praticamente impossível resistir às lindas decorações que fazem com os chocolates, nas montras e dentro das lojas.

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A expressão “os olhos também comem” faz todo o sentido aqui!

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Todos os chocolates estão visiveis e perfeitamente alinhados e organizados, o que torna a tentação ainda maior. 🙂

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DSCN1922Além dos chocolates, há também várias lojas de waffles. Waffles simples, com chocolate, com gelado, com chantilly, com morangos… Como é que alguem consegue resistir a tenta tentação?! Ou somos alérgicos ao chocolate ou detestamos, porque de outra maneira, é impossivel não esquecermos a linha e experimentar algum doce 🙂

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As marcas Godiva, Leonidas e Neuhaus são as que tem mais fama. E existem várias espalhadas pela cidade, tanto em Brugge, como em Gent ou em Bruxelas.

Não cheguei a experimentar nenhum chocolate da marca Godiva, mas das outras duas provei. E sem dúvida, os chocolates Neuhaus são os melhores que já comi. Infelizmente (ou felizmente), comprei-os no último dia em Bruxelas, e só os experimentei quando já estava em Portugal… Senão, tinha trazido uma dose industrial 🙂

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Mas não são chocolates acessíveis, estes seis pralinés foram quase 7€!!

Mas o atendimento e a experiência valem esse valor, fomos atendidos com toda a simpatia, escolhemos os chocolates (confesso que foi um escolha dificil, a escolha era muito vasta…), colocaram num saquinho de papel personalizado, selado com um autocolante com um N, de Neuhaus. Posteriomente colocaram num saco de plástico com um cartão, que continha  a factura.

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Apesar dos chocolates belgas não terem um preço acessível, uma viagem a este país sem provar estas tentações, não tem o mesmo sabor.

E, para mim, as experiências gastronómicas que se fazem no país visitado, enriquecem mais uma viagem.

Passeio de Barco em Brugge

Um passeio de barco pelos canais de Brugge, é um dos programas que não se pode deixar de fazer, numa visita a esta encantadora cidade.

DSCN2520Os canais de Brugge, outrora muito utilizados por motivos comerciais, estão agora reservados aos barcos de turismo.

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Ainda ponderamos em não fazer este passeio, e fazê-lo em Gent, cidade que íamos no dia seguinte, pois durante a manhã estava bastante nublado… Mas ainda bem que o tempo melhorou e que decidimos fazê-lo aqui. Pois, mesmo que o tempo não esteja a nosso favor, o passeio de barco por estes canais é mesmo imperdível.

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Já tínhamos passado por todos estes sítios a pé, mas a perspectiva que temos dentro do barco é totalmente diferente, e na minha opinião, melhor 🙂

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O comandante do barco ia dando explicações por todos os sítios que nós passávamos.

Tive bastante sorte por ter sido a última a entrar no barco, e por isso, fiquei mesmo ao lado do comandante, o que permitiu tirar fotografias sem apanhar uma multidão de cabeças. 🙂

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Além do mais, o comandante era muito divertido e interagia bastante com os passageiros.

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Numa das janelas deste hotel o Colin Farrell saltou para a água do canal, no filme “Em Bruges”, gravado aqui. 🙂

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Colin Farrell saltou da janela deste hotel, para o canal, durante a gravação do filme “Em Bruges”

Os passeios de barcos partem de vários locais: Dijever, Rozenhoedakaao e Blinde Ezelstraar Bridge.

Duram 30 minutos e tem um custo de 7,60€ (adulto).

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Sei que vai parecer uma repetição, mas este passeio de barco é mesmo imperdível, e foi uma das experiências que mais gostei, em Brugge 🙂

Begijnhof e Minnewater

Na zona sul de Brugge encontra-se Begijnhof, que em português significa Beguinaria.

Uma Beguinaria consiste num agrupamento de casas, usadas pelas Beguinas, que são beatas católicas e normalmente vivem isoladas da cidades.

IMG_4048A Begijnhof de Brugge foi criada no século 12, quando um grande número de homens partiram para a Cruzada da Terra Santa, e nunca mais voltaram.

IMG_4050As suas mulheres, que ficaram sozinhas, sentiram a necessidade de encontrar segurança junto de uma ordem religiosa. No entanto, para aderir a esta comunidade era necessário abrir mão dos bens materiais.

Neste espaço encontra-se muita paz e tranquilidade.

DSCN2250Mesmo ao lado de Begijnhof encontra-se o Minnewater Park. Um parque com um vasto lago e espaço verde.

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DSCN2262Era o local ideal para descontrair e saborear os deliciosos chocolates que tinha comprado de manhã, e assim o fiz 🙂

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Memlingmuseum (Sint-Janshospitaal)

Não estava no meus planos visitar nenhum museu durante a viagem pela Bélgica. Tinha colocado o Memlingmuseum no itinerário, mas só de passagem, porque o edifício tem uma arquitectura medieval lindíssima.

DSCN2160Mas, no hotel o Sérgio tinha visto um panfleto com uma exposição, neste museu, com alguns quadros originais de Picasso.

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Pelo que a dona do hotel nos informou, estes quadros pertencem a um coleccionador privado, e era uma oportunidade única ver estes quadros de perto… Por isso, lá inclui nos planos do dia a visita ao museu.

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Este edifício que é o mais antigo de Brugge, que actualmente abriga um museu, era um antigo hospital medieval, o Sint-Janshospitaal. Este é um dos hospitais medievais mais bem preservadas da Europa, onde uma ordem religiosa cuidaram de peregrinos, viajantes e doentes.

Dentro do recinto deste antigo hospital senti que tinha sido transportada para outra época, por onde quer que olhasse todos os edifícios tinham um aspecto medieval, muito bem conservados.

Além de Picasso, estão expostas outras obras de grandes pintores, tais como Degas, Toulouse-Lautrec, Rodin, Miró, Matisse, René Magritte.

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Miró

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Miró

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René Magritte

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Picasso

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Picasso

Dentro do museu temos uma vista priviligiada para o pátios e jardins.

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O bilhete normal custa 8€, mas nós tivemos um desconto, devido a um cartão que nos foi disponibilizado pelo hotel, por isso ficou por 6,50€.

Pelo que percebi todos os hotéis associados ao Discover Bruges, disponibilizam aos seus hospedes um cartão, do qual temos desconto no acesso a vários museus, como outras atracções turísticas de Brugge.

Brugge: Markt, Burg e os seus canais

Quando acordei nem queria acreditar que estava em Brugge, nem o tempo cinzento que estava lá fora fizeram-me desanimar.

Esta cidade é conhecida como a Veneza do Norte, devido aos inúmeros canais que a cercam. Desde o ano 2000 que é Património da Humanidade pela UNESCO, devido à preservação das estruturas arquitectónicas medievais existentes na cidade.

Seguimos em direcção a uma das praças principais, a Markt. Apesar de ficar a uma curta distância do hotel, demoramos muito mais do que o previsto a chegar à praça, porque as paragens são constantes, pois a cada metro aparece algo que desperta o nosso olhar, ou algum edifício, ora algum canal…

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E Brugge é assim, não tem nenhum monumento de visitação obrigatória, pois a principal atracção é toda a cidade em si! 🙂

Ao chegar à praça Markt o nosso olhar vai directo para a torre, Belfort. Esta torre ergue-se a 83 metros do solo. Construído entre os séculos XII e XV  é o ex-libris de Brugge.

É uma majestosa praça, cercado por edifícios sumptuosos e com inúmeras carruagens de cavalos que estão sempre a transportar os turistas.

No centro desta praça encontra-se uma estátua de Pieter de Coninck e Jan Breydel, membros de uma guilda que liderou uma rebelião contra os franceses, em 1302.

Inicialmente pensamos subir a torre logo de manhã, mas como o dia estava tão cinzento e a vista lá de cima não iria ser grande coisa com o tempo assim, decidimos esperar pela tarde, para ver se o tempo melhorava…

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Por isso seguimos caminho pela rua Breidelstraat, esta rua liga as duas principais praças da cidade.

Esta rua está repleta de lojinhas que vendem chocolates, waffles e, também, uma loja só com decorações de Natal (adoro o Natal), e claro que me perdi lá dentro a apreciar todas aquelas decorações 🙂

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Foi na La Belgique Gourmande que perdi a cabeça pela primeira vez, e comprei um saquinho com chocolates belgas 😀

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Apesar de ser uma rua pequena foi difícil chegar à outra praça, devido a tanta tentação 🙂

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O prédio mais alto desta praça, é o Stadhuis, construído no século 14, no auge de Brugge, actualmente é a Câmara Municipal.

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Mas o que mais me impressionou, nesta praça, foi a Basílica of the Holy Blood, que se encontra do lado direito da Câmara. Pode até passar despercebida, pois fica num canto e é um edifício pequeno. Mas a sua fachada é impressionante, e o interior também é igualmente bonito.

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Dentro desta basílica existe uma relíquia, o sangue de Cristo. Quando entramos na igreja estavam a anunciar que ia haver uma demonstração com o sangue de Cristo, aguardamos um bocado, e muito resumidamente, a demonstração consistia em ver o suposto sangue de Cristo, que se encontra dentro de um cilindro de vidro e contribuir com algum donativo.

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Todas as pessoas fizeram fila para ver aquela relíquia, mas nós decidimos sair da igreja… Assim que chegamos lá fora, estava a chover… Por isso decidimos enfiar-nos por uma ruazinha escondida, mesmo ao lado da igreja, onde haviam mais lojas de chocolates… 🙂

Mas a chuva durou pouco, seguimos em direcção à rua Groenerei, que é cercada por um canal.

DSCN2375DSCN2044-2DSCN2040Foi uma das minhas ruas preferidas, o canal rodeado por casas com aspecto medieval e várias pontes, tornam este percurso mágico 🙂DSCN2043DSCN2057DSCN2063 DSCN2052

De seguida fomos para a rua Rozenhoedkaai, este é um dos locais mais fotografados de Brugge, e percebe-se porquê…

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Este local tem a capacidade de nos fazer ficar sem palavras de tão perfeito que é 🙂

DSCN2370As casas com arquitectura medieval, muito bem conservadas, as diversas pontes, o canal junto às casas, as flores junto ao caís, tornam todo este cenário espectacular, parece saído de um conto de fadas 🙂

DSCN2455DSCN2373DSCN2454Antes de continuarmos demos uma escapadinha pela rua Wollestraat, outra rua recheada de lojas de chocolates e também a 2BE beer Wall, uma cervejaria onde tem uma parede cheia de cervejas belgas.

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Continuamos sempre junto ao canal até chegarmos à belíssima Igreja de Nossa Senhora (Onze Lieve Vrouwekerk).DSCN2109 DSCN2347DSCN2345DSCN2153

A torre desta igreja tem 122 metros e é bastante imponente. Apesar de não termos entrado ficamos bastante impressionados com o seu exterior.

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Ao final da tarde, como o tempo já estava melhor, decidimos voltar à praça Markt, com a intenção de subir os 366 degraus do Belfort e deslumbrar as vistas de lá de cima.

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Tinha visto que o acesso à torre fechava às 17 horas, mas esqueci-me de ver um pormenor muito importante… É que a bilheteira fechava as 16:15, e nós chegamos lá às 16:20… 😦

Como não conseguimos subir a Belfort, aproveitamos o bom tempo para tirar algumas fotografias à praça.

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Era impossível estar na Bélgica e não comer um waffle, há várias lojas a venderem waffles, e o cheiro de sai de lá é praticamente irresistível… E eu não consegui resistir 🙂

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Como já tínhamos andando bastante, decidimos descansar um pouco e saborear uma cerveja belga na cervejaria De Garre. Esta cervejaria fica numa ruela, na rua  Breidelstraat, que é bastante movimentada, e que por essa razão encontrar a ruela deste bar pode passar despercebida à maior parte das pessoas.

P1230644 P1230642Mas a procura é recompensada quando entramos no bar, com um ambiente bastante rústico e acolhedor, e a cerveja… muito boa! 🙂

As primeiras horas na Bélgica

Depois de um voo de três horas, chegamos finalmente a Bruxelas. Digamos que as primeiras horas em terras belgas foram um pouco stressantes… Assim que chegamos ao aeroporto fomos directamente para a maquina automática, para comprar os bilhetes de comboio para o centro de Bruxelas, mas o raio da máquina só aceitava pagamento através de moedas ou com cartão multibanco. E como é óbvio, não tínhamos tantas moedas connosco, e o terminal de multibanco não aceitava os nossos cartões por nada, dava sempre erro… Decidimos tentar encontrar um balcão, onde conseguíssemos comprar os benditos bilhetes…

No piso 0 do aeroporto encontramos um balcão onde compramos os bilhetes, e ainda poupamos uns trocos, pois compramos logo para Brugge, em vez de comprarmos para o centro de Bruxelas e depois para Brugge, como íamos fazer se tivéssemos conseguido comprar na máquina automática. Mas de qualquer forma, temos sempre que parar numa das estação principais de Bruxelas (Midi, Nord ou Central), pois não há comboios directos do aeroporto para Brugge. O bilhete de comboio do aeroporto para Bruges custou 20,60€.

A linha de comboio encontra-se no piso -1, no aeroporto.

Depois de 20 minutos chegamos a Bruxelas e saímos na estação Bruxelles-Central. Daqui tínhamos que apanhar outro comboio em direcção a Brugge. No placard automático vimos qual era o próximo comboio para o destino que queríamos e como saia cinco minutos depois, fomos directamente para a plataforma correspondente.

O comboio chegou, instalamo-nos e ficamos todos felizes da vida até o revisor chegar… Quando apresentamos os nossos bilhetes avisou-nos que estávamos em 1ª classe e os nossos bilhetes eram de 2ª (bem que estava a achar demasiado confortável), lá tivemos que mudar para a carruagem dos pobres… 🙂 Mas, o pior foi quando ele nos alertou que este comboio fazia um trajecto mais longo até Brugge, ou seja, o comboio mais directo leva cerca de 1 hora, este levava 2:30 horas…

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A anta aqui, nem se lembrou em ver em que estações paravam o comboio… Vi que ia em direcção a Brugge, foi o que me bastou! Mas serviu de emenda, das outras vezes que andei de comboio fui verificar sempre quanto tempo demoravam a chegar e por onde pararam.

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Informações sobre os horários de todos os comboios

Depois de 2:30 horas finalmente chegamos a Brugge! Aleluia! Decidimos ir a pé até ao hotel, já que não estávamos cansados e estamos fartos de estar sentados… Sabia que ao sair da estação, tinha que virar para o lado esquerdo e depois seguia sempre em frente…

A paisagem não me estava a fazer lembrar nada do que tinha pesquisado… Depois de mais de meia hora a andar decidimos perguntar a uma rapariga onde é que estávamos… Conclusão, saímos do lado oposto da linha. Fizemos o caminho de regresso até chegar novamente até à estação e saímos na saída correcta 🙂

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Depois de uma hora a carregar com a mala, não conseguia mais transportá-la, e com receio de perder-me novamente, quis apanhar o autocarro. E lá fomos, o autocarro parou a uns 200 metros do hotel 🙂

Fomos recebidos calorosamente pelo dono do hotel, ofereceu-nos um mapa da cidade, e explicou-nos os melhores sítios a visitar e também nos recomendou um restaurante para jantarmos.

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O quarto era bastante confortável, e depois de descansarmos um pouco e tomar-mos um banho fomos até à praça principal, a Mark. A intenção era irmos ao restaurante que o dono do hotel nos aconselhou, mas estava completamente cheio, e para piorar, os belgas jantam bastante cedo, a partir das 9 da noite já não aceitam mais pessoas… Andamos às voltas à procura de algum sítio onde pudéssemos jantar, acabamos por encontrar um Quick (Fast-food) e nem pensamos duas vezes, foi mesmo alí 🙂

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Depois de algumas fotos naquela praça, regressamos ao hotel.

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