Easyhotel Berlim

O hotel escolhido para a estadia em Berlim foi o Easyhotel. Fiquei tão fã do conceito dos hotéis Easy, que decidi fazer um post só sobre o hotel.

Este Easyhotel reúne todas as condições que procuro num hotel, durante as minhas viagens pela Europa. Ou seja, tranquilidade, o mínino de conforto, com WC privativo, limpo e económico.

DSCN4586O único senão é mesmo o espaço, é muito pequeno. Já sabia das dimensões do quarto quando o reservei, por isso não fui apanhada de surpresa quando lá cheguei. Mas para mim tem o espaço suficiente, para este tipo de viagens. Para quem, como eu, só regressa ao hotel à noite para descansar, não precisará de muito mais espaço…

Tem um pequeno espaço onde podemos colocar os trolleys (os nossos eram pequenos). Se o trolley for grande acredito que a logística de abrir a mala dentro daquele quarto será algo complicado.

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Logo à entrada temos um pequeno espaço onde podemos pendurar os casacos, e é o único espaço onde podemos colocar a roupa, não existem roupeiros…

Também havia um TV, mas se quiséssemos utilizá-la tínhamos que pagar. Para nós a TV durante as férias é completamente dispensável, por isso não é uma desvantagem não ter a tv disponível gratuitamente.

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A cama tinha um tamanho razoável e era bastante confortável. É um dos factores que mais apreciei na minha estadia, foi a tranquilidade e sossego, dentro do quarto. Já me aconteceu algumas vezes, quando reservo estadias em hotéis mais económicos ouvir tudo o que se passa nos outros quartos, e para quem tem um sono bastante leve, pode tornar-se um problema… No quarto deste Easyhotel não ouvi rigorosamente nada do exterior, o que permitiu que conseguisse ter umas noites muito sossegadas.

O aquecimento dentro do quarto é excelente, ao ponto de lá fora estar temperaturas negativas, e assim que chegava ao quarto tinha que ficar apenas de t-shirt.

DSCN4590No WC disponibilizavam toalhas de banho e rosto, assim como gel de duche.

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Neste hotel não servem o pequeno-almoço, mas devido à sua óptima localização isso não é um problema. Existem muitos cafés e restaurantes nesta zona.

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Nós fomos sempre ao Back-Factory tomar o pequeno-almoço. No Back-Factory podemos encontrar muita variedade de pães, sandes, bolos, e até pizza, como também, várias bebidas quentes ou frias. Tudo com óptima qualidade e a preços bem económicos.

Lá é tudo self-service… Tiramos a bebida que desejamos e a comida, pagámos e podemos usufruir da refeição lá dentro, ou podemos embrulhar tudo e comer noutro sítio qualquer.

DSCN5040Além do Back-Factory, nas imediações do Easyhotel existem vários cafés onde podemos tomar o pequeno-almoço e restaurantes para fazer outras refeições.

Muito próximo do hotel existe um café, o St. Oberholz, onde tem wi-fi gratuito. Fomos lá apenas uma vez, beber uma cerveja e desfrutar da internet gratuita 🙂

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O Easyhotel tem uma localização excelente, é possível aceder facilmente, a pé a Alexanderplatz. Mas também há uma estação de metro a poucos passos do hotel.

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Foi sem dúvida uma óptima estadia, gostei tanto, que na próxima viagem que fizer, vou ver se existem algum Easyhotel no destino que escolher 😉

Morada: Rosenthaler Strasse 69

Custo: Pagámos 136€ por 4 noites, num quarto duplo.

Piazza Rossa – Berlim

Eram horas de almoço e a fome começava a apertar, e nós, estávamos no meio de uma das praças mais movimentadas de Berlim, a Alexanderplatz. E eu tento fugir ao máximo dos restaurantes das zonas mais turísticas, pois normalmente são bastante mais caros e muitas vezes somos muito mal servidos…

Procuramos nas redondezas mas nada nos interessou. Até que reparamos num restaurante italiano na praça Alexanderplatz, fomos averiguar melhor e os preços pareciam em conta, por isso decidimos entrar.

Fomos muito bem recebidos, o serviço foi bastante rápido, mas o melhor de tudo foi mesmo a comida. Tanto eu, como o Sérgio, pedimos pizza, e estavam simplesmente deliciosas!

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Gostamos tanto, mas tanto, que no outro dia decidimos lá voltar para jantar. Como era sábado, o restaurante estava apinhado, mas lá nos conseguiram arranjar uma mesinha para os dois 🙂

Desta vez não fomos para as pizzas, a minha escolha recaiu para a Esparguete à Carbonara e o Sérgio escolheu a lasanha. A comida estava novamente deliciosa.

IMG_1478Mas a minha esparguete superou muitooooo as minhas expectativas, e não é fácil, pois depois de ter comido massas em Itália, todo o conceito de massas ganhou uma nova perspectiva para mim. E desde a minha viagem por Roma, que nunca mais tinha comido uma massa tão deliciosa, como esta… 🙂

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Este restaurante é uma excelente opção para quem gosta de comida italiana, com um atendimento excelente, comida deliciosa e com preços em conta.

Morada: Rathausstr. 13, 10178 Berlim

Site: www.piazza-rossa.com

Campo de Concentração Sachsenhausen

Este foi o post mais difícil que tive que escrever até agora… Tentar passar por palavras tudo o que vi e o que senti durante a visita ao campo de concentração de Sachesenhausen é completamente impossível. Pois não existem palavras suficientes para retratar as atrocidades que aquele lugar assistiu…

Ainda no quarto de hotel reparamos que o dia tinha acordado bem cinzento e triste, tal como o local que íamos visitar…

Antes de partir abastecemos-nos com sandes, pois tínhamos lido algures que não havia nada nas redondezas do campo e sabíamos que íamos passar toda a manhã e início de tarde por lá… Apanhamos a linha de comboio S1 em direcção a Oranienburg (Não fazer confusão com a estação Oranienburguer Str., também na mesma linha) e quando estávamos quase a chegar reparamos que tinha começado a nevar… Fiquei bastante entusiasmada, mas o entusiasmo passou de imediato quando me apercebi que tinha que andar, até chegar ao campo, debaixo daquela neve…

Cerca de 45 minutos depois chegamos à paragem Oranienburg, a última da linha S1. Mas o campo ainda fica a cerca de 2 km de distância da estação de comboio.

É possível apanhar um autocarro, mas decidimos ir a pé… Não sei se foi a melhor decisão, pois além de estar um frio de gelar, estava a chuviscar e a nevar…

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Passados uns 15/20 minutos chegamos ao campo. A entrada é gratuita, mas toda a gente aconselhava o aluguer do áudio-guia, para melhor compreensão do que íamos vendo no campo. E foi isso que fizemos, pagamos 3€/cada e não nos arrependemos nada de o ter feito, pois apesar de haver painéis, em inglês e alemão, durante o percurso no campo, é completamente diferente ouvir todos os detalhes que os áudio-guia nos proporciona, e até mesmo relatos com histórias de pessoas que estiveram prisioneiras neste campo.

Para alugarmos os áudio-guias tivemos que deixar os nossos cartões de cidadão na recepção, como garantia que devolvíamos o respectivo aparelho. Com o guia é-nos entregue um mapa. Nesse mapa existem números de cada local, e quando queremos ouvir a explicação é só digitar o número e colocar o aparelho junto ao nosso ouvido. Confesso que a logística não foi fácil… andar com um mapa enorme, tentar digitar o numero com as luvas calçadas, sobre um frio congelante e neve… No final do percurso o mapa desintegrou-se completamente, devido à neve e à chuva que apanhou…

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O campo de concentração de Sachsenhausen foi construído no verão de 1936 e inicialmente era para prisioneiros políticos. Foi considerado um dos três maiores campos de concentração na Alemanha e funcionou até Abril de 1945, quando os soviéticos invadiram a Alemanha.

No edifício de entrada para campo existe um relógio que marca a exacta hora em que os prisioneiros foram libertados e atravessaram o portão para a conhecida “marcha da morte”.

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“O Trabalho Liberta”, é com esta frase que fomos recebidos à entrada do campo de concentração. Aliás, não apenas neste campo, mas em todos os campos nazis os prisioneiros encontraram esta expressão no portão de entrada.

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Muitos judeus foram atraídos para os campos de concentração por achar que se tratava de um asilo do governo, pois era essa a mensagem que faziam passar no rádio, onde transmitiam que havia abrigo, alimentos e seriam tratados dignamente… Mas quando chegaram viram da pior maneira possível que as promessas que tinham ouvido não passavam de um engano.

Assim que entravam nos campos havia uma selecção, os que tinham capacidades de fazer trabalhos forçados ficavam… Mas a maior parte dos idosos, crianças, e mulheres eram logo aniquilados…

Os que ficavam tinham que deixar todos os seus pertences assim que chegavam, e cada um recebia uma farda às riscas. Na farda havia um triângulo, e através desse triângulo sabia-se a razão de ali estar… Se tivessem um triângulo amarelo era porque eram judeus, se fosse rosa eram homossexuais, por sua vez os presos políticos tinham um triângulo vermelho.

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Estima-se que cerca de 200 mil pessoas passaram por este campo de concentração, entre 1936 e 1945. Muitos dos prisioneiros morreram de fome, de doenças, de trabalhos forçados, e até por terem sido submetidos a experiências médicas hediondas.

Dentro do campo vamos percorrendo pelas áreas onde os prisioneiros dormiam, onde trabalhavam e até onde eram assassinados…

IMG_5332Grande parte das barracas que abrigavam os prisioneiros foram destruídas, agora nessa área existe apenas uma marca de cimento e brita.

Nas barracas 38 e 39 era o local onde se encontravam os prisioneiros judeus. Actualmente estas barracas foram transformadas em museu, onde podemos encontrar histórias dos prisioneiros judaicos, assim como, vários pormenores do dia-a-dia dos prisioneiros dentro do campo.

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Aqui era onde os prisioneiros, de manhã, faziam a sua higiene pessoal. Por vezes chegavam a juntar-se cerca de 400 pessoas neste local. Tinham cerca de 30 minutos para se despacharem até começarem a trabalhar, desde acordar, fazer a sua higiene, e comer.

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Alguns dos utensílios utilizados pelos prisioneiros.

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Um dos objectos onde transportavam os prisioneiros mortos.

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Um dos objectos onde transportavam os prisioneiros mortos.

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A prisão.

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A prisão.

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Imagens dos crematórios.

Apesar de já ter lido diversos livros e visto vários filmes e documentários sobre o holocausto, e pensar que já sabia bastante sobre o assunto, nada foi suficiente para me preparar para uma visita a um campo de concentração. É impossível estarmos dentro do campo e não pensarmos que todas as atrocidades e monstruosidades que aconteceram naquele sítio que onde estava naquele preciso momento.

A energia que se sente dentro do campo é muito pesada, aqui ninguém consegue sorrir, nem falar alto, é impossível sentirmos felizes ali dentro. Tristeza, é o sensação que nos acompanha durante toda a visita ao campo.

É como se o sofrimento ainda permanecesse naquele espaço, nem o sol se atreveu aparecer durante a nossa visita.

Já próximo do fim da nossa visita, chegamos ao local, que na minha opinião é o mais pesado deste campo… a Estação Z.

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A estação Z era o local onde os prisioneiros eram levados para serem fuzilados e, posteriormente, cremados. Este nome, Estação Z, foi dado pelos soldados como uma brincadeira (mórbida), uma vez que a entrada dos prisioneiros fazia-se pela Torre A, a saída era considerada a Estação Z… Por outras palavras, para eles, ninguém devia ter saído dali com vida…

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Ruínas dos fornos onde eram cremados os prisioneiros.

À entrada da zona dos crematórios, há uma placa com uma frase de um prisioneiro, que sobreviveu, que me marcou bastante. E dizia o seguinte: ” E eu sei de uma coisa mais – que a Europa do futuro não pode existir sem comemorar todos aqueles que, independentemente da sua nacionalidade, foram mortos na época com total desprezo e ódio, que foram torturados até à morte, que morreram de fome, em câmaras de gás, incinerados e enforcados…”

Algumas pessoas, no silêncio do seu olhar, sei que acharam um turismo mórbido quando disse que fazia questão de ir ao campo de concentração, na minha passagem por Berlim. E esta frase diz muito do meu pensamento sobre isso, não podemos simplesmente esquecer o que aconteceu, fingir que nada se passou num passado tão recente. É importante que testemunhemos tudo isto, para que nada do género se volte a repetir.

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Algumas informações úteis:

– Apesar de ter lido que não existia nenhum local onde fosse possível comer, existe um pequeno café  dentro das instalações do campo, onde é possível beber uma bebida quente e/ou comer qualquer coisa ligeira.

– A maneira mais fácil e prática de aqui chegar é através da linha S1, e descer na estação Oranienburg (última da linha).

– Esta zona fica fora da zona do centro de Berlim, por isso, para aqui chegar é preciso ter um bilhete que cubra a área ABC.

– Da estação de comboio até campo, ainda são cerca de 2 Km. É perfeitamente possível ir a pé, como eu fiz. Mas também existem autocarros que fazem paragens até ao campo de concentração.

– A entrada é gratuita, mas aconselho o aluguer do audio-guia.

Feira de Natal em Alexanderplatz | Berlim

A praça Alexanderplatz tem mais do que um mercado de natal, um deles foi o que fui na primeira noite (aqui), que fica junto à Igreja S. Maria (Marienkirche) e à Câmara Municipal de Berlim (Rotes Rathaus), e é caracterizado pela sua roda gigante. O outro mercado fica mesmo junto ao Weltzeituhr, o relógio-mundial, e apesar de no dia anterior já ter visitado este mercado durante o dia, não queria ir-me embora sem dar um “pulinho”a este mercado durante a noite.

Depois de termos chegado do campo de concentração, a meio da tarde, sentíamo-nos sem grande entusiasmo para continuar a turistar, por essa razão decidimos voltar para o hotel e ficar o resto da tarde por lá.

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Assim descansamos um pouco e aquecemos, pois estávamos completamente enregelados, mas depois de uma manhã inteira debaixo de neve não era de admirar!

Só voltamos a sair do hotel para irmos jantar, decidimos voltar ao restaurante italiano que almoçamos no dia anterior, na praça Alexanderplatz. (E este restaurante vai merecer um post completo)

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Depois de termos saboreado uma deliciosa refeição, “arrastei” o Sérgio (que nesta altura do campeonato já não via com bons olhos os mercados de natal), para o mercado junto ao relógio-mundial. Afinal ainda não o tinha visto durante a noite, e é à noite que estes mercados ganham vida e magia 🙂

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E foi só chegar ao mercado e ver todas as decorações e enfeites de natal que os meus olhos começaram a brilhar. Definitivamente, esta época do ano tem um efeito mágico em mim 🙂

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Percorremos todo o mercado e mais um vez ficamos impressionados com o ambiente que se vive aqui. Assim que caí a noite, os mercados ficam cheios de pessoas, o cheiro a doces e a vinho quente invadem os mercados e com a música natalícia, em plano de fundo, torna tudo isto em algo idílico.

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Até o Sérgio, que não é grande apreciador desta época do ano, ficou conquistado com todo o espírito natalício que se vive nos mercados de Natal (apesar de ele negar :P)

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É bastante comum vermos os habitantes em grupo de amigos e/ou em família a passearem e a fazerem compras pelos mercados de natal, depois de um dia de trabalho.

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Enquanto estávamos no meio do mercado, comecei a ver a neve a cair, e dei “literalmente” pulinhos de alegria… Mas depois comecei a achar que os flocos de neve eram demasiado grandes… Afinal era apenas neve artificial que tinham no recinto 🙂

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Como não tínhamos comido sobremesa no restaurante, comemos um doce típico numa das barraquinhas no mercado de Natal.

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Escolhemos um doce, que era parecido a uma bomboca gigante, e que era deliciosaaaaa 🙂

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Infelizmente era a última noite em Berlim e nos mercados de Natal, mas apesar disso, divertimo-nos imenso durante o resto da noite.

Talvez por isso, por nos termos divertido tanto durante toda a viagem, que Berlim vai ficar para sempre na minha memória, como uma das viagens que mais gostei de fazer. (Mas também acho que influenciou bastante o facto de ter ido aos primeiros mercados de natal na Alemanha.)

Gendarmenmarkt | Berlim

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Gendarmenmarkt foi o mercado escolhido para esta noite.

Há uns anos atrás, quando o meu fascínio pelos mercados de natal começou, este foi um dos primeiros mercados de natal que vi… E até começar a organizar a viagem nunca pensei que houvessem tantos mercadinhos espalhados pela cidade, onde existe uma praça há um mercado de natal 🙂

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Mas este ficou com um lugar especial no meu coração, foi o mercado que mais gostei, o que achei mais acolhedor, mais mágico e o que mais me diverti.

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Este também foi o único mercado onde tive que pagar a  entrada, mas é apenas 1€ e valem cada cêntimo, pois existem espectáculos, desde acrobatas, músicos, dançarinos…

Um pouco depois de ter entrado começou um espectáculo com os “Die Artistokraten” (www.artistokraten.de).

DSCN5323 Eram três artistas, faziam malabarismo, dançavam, faziam macacadas… Foi rir do inicio ao fim do espectáculo, simplesmente delicioso! E este foi um dos aspectos porque gostei tanto deste mercado. IMG_5217

Quando o espectáculo terminou já era noite cerrada, e ai esta praça ganhou outra magia. Todas as luzes se acenderam, a enorme árvore de natal junto a uma das catedrais ficou simplesmente perfeita toda iluminada.

DSCN5347Consideram esta uma das praças mais bonitas da cidade, e eu concordo. Toda a envolvência desta praça com as barraquinhas e decorações de natal tornam este local mágico e especial.

DSCN5360Nesta praça encontram-se duas catedrais gémeas, uma em frente à outra. A Franzosischer Dom (Catedral Francesa) e a Deutscher Dom (Catedral Alemã). Entre elas existe uma sala de concertos (Konzerthaus).

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Foi aqui que Leonard Bernstein deu um memorável concerto para celebrar a queda do muro, em 1989.

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Este mercado de natal não é muito grande, mas dessa forma torna-se bastante acolhedor. Apetece-nos percorrer todas as barraquinhas, deslumbrar-nos com todas as decorações de natal, apreciar todos os pormenores…

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Foi-me quase impossível não estar sempre a fotografar, queria registar todos os momentos, todos os pormenores que estava a ver…

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Para nunca me esquecer de tão belo que era este lugar e de tão feliz que estava, por estar num local que há muito desejava.  DSCN5346DSCN5341Antes de regressarmos ao hotel ainda demos um pulinho às galerias Lafayatte, já que em Paris não tive a oportunidade de fazê-lo. Só para satisfazer a curiosidade e ver as caríssimas malas da Coach, Michael Kors, Furla… Só fui mesmo ver, até porque não ligo nada a marcas… Prefiro investir o meu dinheiro em viagens, mas é tudo uma questão de prioridades 🙂

Berlim: Alexanderplatz & Ilha dos Museus

Depois de termos visitado o muro de Berlim terminamos a nossa manhã na praça Alexanderplatz.

Durante a II Guerra Mundial esta praça foi totalmente bombardeada, mais tarde ergueu-se e tornou-se numa das praças mais conhecidas e movimentadas de Berlim.

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Uma das principais atracções desta praça é a TV Tower (Berliner Fernsehturm), esta estrutura acompanhou-nos durante quase toda a nossa viagem por Berlim, não fosse ela um dos edifícios mais alto da Europa, com os seus 368 metros!

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Podemos aceder ao topo deste ícone de Berlim e obter uma vista panorâmica de toda a cidade. Existe também um restaurante giratório, poucos metros acima da plataforma de visita. Nós acabamos por não subir, pois era algo que não nos atraia muito fazer…

IMG_5128Só temos noção do tamanho desta torre quando estamos mesmo junto a ela, sentimo-nos uma autenticas formigas junto daquele enorme edifício!

Obviamente que esta importante praça tinha que ter também um mercado de natal, que é caracterizado pela sua roda gigante.

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Neste mercado de natal existe uma pista de gelo onde é possível fazer patinagem.

Visitar um mercado de natal durante o dia não tem o mesmo encanto que à noite, as luzes, a multidão, a alegria, o cheiro a salsichas acabadas de fazer e até mesmo o frio gelado, torna tudo muito mais especial.

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Aqui nesta praça também podemos encontrar a Igreja S. Maria (Marienkirche) e a Câmara Municipal de Berlim (Rotes Rathaus).

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Igreja de S. Maria

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Câmara Municipal de Berlim

Outra das grandes atracções da Alexanderplatz é o Weltzeituhr, o relógio-mundial.

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Este enorme relógio mostra as horas de vários locais do mundo!

DSCN5216Junto ao relógio existia outro mercado de natal 🙂

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Depois de muito andarmos a fome começou a apertar… Mas estávamos no meio de uma das praças mais movimentadas da cidade, e nós não gostamos de ir a restaurantes nestas zonas, porque normalmente são caros e não somos muito bem servidos… Fomos até a um centro comercial que ali se encontrava mas nada nos chamava a atenção, pois queríamos ir a algum sítio onde pudéssemos comer tranquilamente, sentados e quentinhos, de preferência. Até que tivemos a revelação da viagem, no meio de Alexanderplatz encontramos um restaurante italiano que servia comida deliciosa e com preços acessíveis.

Gostávamos tanto que fizemos questão de voltar no dia seguinte, para jantar 🙂 (Este restaurante vai merecer um post à parte)

Depois de alimentados seguimos caminho até à ilha dos Museus.

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Não chegamos a ir a nenhum museu, pois não era esse o objectivo principal desta viagem. Ainda assim, coloquei no itinerário o Pergamonmuseum, caso tivesse muito mau tempo e não conseguíssemos visitar o que queríamos no exterior, assim teríamos um plano B…

Felizmente tivemos sorte e apanhamos bom tempo, na maior parte dos dias, e não chegamos a recorrer ao plano B 🙂

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Na ilha dos museus encontra-se a belíssima Catedral de Berlim (Berliner Dom).

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Esta catedral sofreu muitos danos durante a segunda guerra mundial, parte da cúpula foi atingida e caiu ao chão. Em 1975 começaram os trabalhos de reconstrução.

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A sua majestosa e gigante cúpula é visível em diversas partes da cidade.

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Já fora da ilha dos museus fomos direitos para a praça Bebelplatz. Esta praça foi palco de uma famosa queima de livros por parte dos nazis, livros esses que eles consideravam inapropriados…

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Em forma de homenagem foi construído nesta praça um memorial bem discreto, mas com muito significado… No chão encontra-se uma placa de vidro, onde se pode ver uma sala com estantes de livros vazios…DSCN5292Simbolizando a destruição dos livros e do conhecimento, a que esta praça assistiu.

Pode passar despercebido aos mais distraídos, eu quase não dava por ele, mas vi algumas pessoas a olharem para o chão, calculei que fosse lá o sítio do memorial….

East Side Gallery

Berlim é uma cidade que respira história… Após o fim da segunda guerra mundial, as tropas americanas, britânicas, francesas e soviéticas dividiram a cidade em quatro sectores. Para evitar a fuga dos berlinenses para os sectores ocidentais, durante a madrugada do dia 13 de Agosto de 1961 o governo soviético decidiu que as pessoas do “seu lado” deixariam de entrar livremente para o lado ocidental… De um dia para o outro as pessoas acordaram com uma nova realidade… Se o seu emprego fosse do lado ocidental já não podiam ir mais… Se tinham família do outro lado já não podiam visitar…

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Inicialmente foram colocados umas barreiras de arame, posteriormente passaram a muros de cimento. O muro tinha uma extensão de cerca de 150 Km…

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Junto ao muro foram abertas algumas fronteiras para controlar a passagem das pessoas, os Checkpoints… Mas não era qualquer pessoa que podia passar, e antes tinha que passar por um complicado processo de pedido de visto.

E quem tentasse passar o muro era aniquilado…

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No final dos anos 80 a pressão para a queda do muro era grande, manifestações ganhavam cada vez mais adeptos, pedindo pela liberdade de passar para o lado capitalista da cidade.

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Apenas em 1989 o muro começou a ser destruído, mas só começou a ser oficialmente desmantelado em 1990.

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Apesar da maior parte do muro ter sido destruído, ainda existe marcas no chão, por toda a cidade, a registar por onde ele passava.

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Nesta zona ainda existe uma extensão do muro, com cerca de 1,3 Km. Serve de galeria a céu aberto, onde artistas de todo o mundo usam o muro como pano de fundo para as suas obras.

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E foi isso que fomos ver na manhã do terceiro dia em Berlim. Saímos na estação de metro U/S Warschauer. Da estação seguimos a pé até encontrar a ponte Oberbaumbrücke, e aí começa o que resta do muro…

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Ponte Oberbaumbrücke

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A meio do muro encontrei uma loja de souvenirs e reparei que também carimbavam os passaportes com os antigos carimbos dos postos de fronteira, tal como fazem no Checkpoint Charlie. Fui perguntar os preços e era bastante mais acessível aqui, por 3€ tive direito a quatro carimbos.

Carimbei nas últimas folhas do passaporte, com receio de ter algum problema por ter aqueles carimbos no passaporte, mas já viajei depois disto e não tive nenhum problema.

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Percorremos toda a extensão do muro debaixo de um frio de fazer cortar a respiração. Estava tão gelada que cheguei ao ponto de não conseguir sentir grande parte do meu corpo, por isso, quando chegamos ao final do muro e vimos um pouco de sol fomos directos para lá… e lá ficamos uns breves minutos, para ver se não congelávamos alguma parte do nosso corpo 😛

No final do muro existe uma estação de metro ali próxima, a Ostbahnhof. Por isso podem começar a visita ao muro por aqui e depois irem até à estacão que nós chegamos, ou fazer o percurso que fizemos 😉 Mas um coisa é certa, não podem deixar de visitar este bocado de história numa passagem por Berlim! 🙂
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Mercado de Natal no Palácio Charlottenburg | Berlim

Nesta viagem fazia questão de ir a mercado de natal diferente, todas as noites. No primeiro dia completo em viagem a escolha recaiu para o mercado do Palácio Charlottenburg.

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Este palácio ainda é um pouco longe do centro de Berlim, levamos quase 30 minutos de metro a lá chegar, descemos na estação Sophie-Charlotte-Platz. Daí ainda tivemos que percorrer quase 1 km a pé até chegarmos ao palácio.

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Apesar de ser longe, o tempo e esforço foram recompensados assim que lá chegamos. Parecia que tinha sido transportada para um conto de fadas, as barraquinhas em madeira, toda a decoração de natal e ao fundo o belo Palácio Charlottenburg fazem o cenário perfeito 🙂

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Não se paga para termos acesso ao mercado de natal, mas se quisermos visitar o interior do Palácio temos que pagar bilhete (cerca de 14€) nós não fomos, pois à hora que chegamos já se encontrava fechado.

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Como já sentíamos um ratinho dentro de nós decidimos experimentar uma deliciosa salsicha alemã (que delícia), e para acompanhar um Glühwein (vinho quente).

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O curioso destes mercados de natal é que não são feitos para o turista, muito pelo contrário, a grande maioria das pessoas que lá andam são mesmo os habitantes.

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Quando começa a anoitecer os mercados ganham outra vida, além das luzes, que tornam o espaço com mais magia, ficam cheios de vida devido às pessoas que começam a aparecer para conviver, tomar o seu glühwein, ou para saborear alguma comida típica, ou mesmo para fazer as suas compras de natal.

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Um mercado de natal sem um Glühwein não é a mesma coisa! É raro não vermos alguém junto à sua caneca a saborear esta deliciosa bebida.

E eu, rendi-me a esta bebida, além de ser muito saborosa (consiste num vinho quente com especiarias), também ajuda a aquecer do frio que se faz sentir nestas noites geladas de inverno.

Estes vinhos quentes são servidos numa caneca, quando compramos a bebida também temos que pagar uma caução da caneca, como garantia. Se no final devolvermos a caneca, o valor entregue de caução é devolvido. Mas podemos ficar com as canecas, como souvenir, foi o que eu fiz 🙂

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Berlim – 2º Dia

Depois de termos visitado o Parlamento Alemão, a nossa próxima paragem foi no Portão de Brandenburgo, que fica bem próximo do Reichstag.

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Este imponente portão foi erguido entre 1789 e 1791 e simbolizou a divisão durante a guerra fria, e ao mesmo tempo a reunificação, com a queda do muro, em 1989.

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Como era época de Natal, em frente ao portão encontrava-se uma enorme árvore de natal, que fez as delícias dos miúdos e graúdos 🙂

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Depois de uma breve caminhada, encontramos o Monumento do Holocausto.

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Foram precisos 17 anos de discussão, planeamento e construção, mas no dia 10 de Maio de 2005 foi oficialmente inaugurado o Memorial dos judeus mortos na Europa.

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São mais de 2700 blocos de cimentos, de diferentes alturas, e simbolizam os seis milhões de vítimas do Holocausto.

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Este espaço é completamente labiríntico. O silêncio e o respeito imperam neste local.

IMG_4851 Continuamos a nossa caminhada e fomos parar a Potsdamer Platz.

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Esta zona foi completamente devastada durante a II Guerra Mundial, e posteriormente foi atravessada pelo muro.

E ainda são visíveis alguns pedaços do muro, mesmo junto à estação de metro da Potsdamer Platz.

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Depois da queda do muro esta zona voltou a erguer-se, tornando-se o símbolo da modernidade de Berlim.

É uma praça com prédios bastante modernos é um dos locais mais movimentados de Berlim. Nesta praça também se encontra o Sony Center, que é um complexo com restaurantes, cinemas, lojas, escritórios…

DSCN4869O Sony Center tem uma cúpula, que de noite, fica iluminada e torna-se espectacular.

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Obviamente que uma praça tão movimentada e conhecida tinha que ter um mercado de natal 🙂

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No meio de prédios modernos com diversos andares encontramos o mercadinho de natal. Aqui o moderno e o tradicional estão em perfeita harmonia.

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Apesar de ser um mercado bem pequeno, torna-se bastante interessante devido mesmo a esse facto. Ali estão as barraquinhas de madeira bem tradicionais e por detrás prédios bem modernos.

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Além das típicas barraquinhas com comida e decorações de Natal, aqui também podemos encontrar uma pista de neve artificial, onde é possível descer com uma bóia.

DSCN4846Eu e o Sérgio ainda ficamos tentados em descer a pista, mas depois ficamos a observar um bocado e reparamos que só estavam a andar crianças… Mudamos de ideias e acabamos por não ir, mas parecia tão divertido… 😛

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Comemos qualquer coisa rápida e como ainda tínhamos muita coisa para fazer neste dia, em vez de seguirmos a pé decidimos apanhar o metro até ao Checkpoint Charlie.

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O Checkpoint Charlie era um dos pontos que as pessoas com autorização, podiam passar de um lado para o outro da cidade, quando Berlim estava dividida com o muro.

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Este local é extremamente turístico, aqui estão alguns soldados onde podemos tirar fotos com eles ou mesmo carimbar o nosso passaporte com os antigos carimbos dos postos de fronteira que eram utilizados quando passavam para o outro lado do muro. Mas claro, que tudo isto tem que ser pago… Ainda perguntei o preço e achei caro, por isso, apenas tirei umas fotos (não com os soldados :P) e seguimos caminho.

O principal objectivo desta viagem era ir aos mercados de Natal e viver o espírito natalício, por isso não inclui no roteiro museus, por duas razões, primeira porque nos ocupam muito tempo e segunda porque normalmente os museus na Europa não tem um preço acessível…

Ainda assim inclui diversas opções culturais (O Sérgio matava-me se levássemos o dia em mercados de Natal :P), uma delas foi a Topografia do Terror, ainda por cima a entrada é gratuita! 😉

DSCN4885A Topografia do Terror fica a uma curta caminhada do Checkpoint Charlie. À entrada encontramos uns quantos metros do muro…

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Este museu foi construído no mesmo local onde funcionava a Gestapo, a polícia política.

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Aqui, através de fotos e documentos, é possível ver as acções de perseguição aos judeus que culminaram com a exterminação em massa…

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São muitas as fotografias que mostram as atrocidades que os judeus foram sujeitos, algumas das imagens são bem fortes e chocantes… As fotos são acompanhadas com textos com diversa informação (em inglês e alemão).

Além dos textos e fotos existem também gravações audio, assim como computadores onde podemos visualizar vários documentos.

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DSCN4906Este espaço está muito bem organizado, por ordem cronológica. É uma exposição bastante enriquecedora, onde podemos aprender mais um pouco do que se passou naquele período negro da história…

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Algo que me impressionou durante a minha viagem por Berlim, foi o facto de o povo alemão não esconder nada do que se passou, muito pelo contrário, fazem questão de mostrar tudo, como neste museu… Acho que essa atitude deve ser enaltecida, podiam perfeitamente tentar que caísse no esquecimento, mas não… Desta forma mostram às gerações actuais e futuras tudo o que se passou, durante aquela altura triste da história, assim os crimes efectuados nunca vão cair no esquecimento.

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À saída da topografia do Terror encontramos vários Trabis, era o carro fabricado na antiga Alemanha Oriental. O Sérgio que é doido por carros, delirou quando viu estas relíquias…

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Estes Trabis fazem passeios turísticos, passado nos principais pontos turísticos da cidade. O melhor de tudo, é que somos nós próprios que conduzimos o carro.

Claro que não vamos à nossa vontade, vai um carro à frente com o guia 😉

Mas achamos o passeio um pouco dispendioso, era 40€ por pessoa, com uma duração de uma hora. Ainda insisti com o Sérgio para irmos, já que ele adora carros antigos, e era uma oportunidade única… Mas além de ser caro, juntou-se o facto de estar a começar a anoitecer e de estar um frio de rachar (obviamente que estes carros não tem aquecimento).

Por isso ficou combinado um regresso a Berlim, durante o verão, para fazermos este passeio 😀

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Parlamento Alemão

O 2º dia em Berlim começou pela visita ao Parlamento Alemão, também conhecido como Bundestag ou Reichstag.

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A entrada no interior do Parlamento é gratuita, mas é necessário agendar a visita antecipadamente.

A reserva da visita é efectuada através deste site. O processo é bastante simples, assim que entramos no site, do lado esquerdo clicamos em “Online Registration”, daqui carregamos na opção que desejamos, eu escolhi a terceira, “Visit to the dome”. Depois temos que colocar o número de visitantes, de seguida vai aparecer um quadro onde temos que colocar as letras e/ou números de segurança. Depois deste passo, podemos escolher o dia e o horário da visita (é possível escolher até três horários diferentes). De seguida temos que colocar os nossos dados pessoais.

Quando terminamos todos estes passas recebemos um mail a confirmar o registo, mas só 2 dias depois é que recebi o mail com a confirmação da visita (o mail de confirmação pode ser enviado até duas semanas, depois de termos feito o registo, vai depender do dia que pretendemos fazer a visita, por isso convém marcamos com alguma antecedência para garantirmos a visita no dia que desejamos) Depois é só imprimir o documento e apresenta-lo aquando da visita.

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A nossa visita estava agendada para as 9:30 hrs. Saímos cedo do hotel e tínhamos tempo mais do suficiente para chegar a horas ao Parlamento, se não acontecessem percalços… Apanhamos o metro e depois de duas paragens, anunciam qualquer coisa em alemão, e obviamente não percebemos nada, mas reparamos que quase toda a gente saiu da carruagem. Ficamos sem saber o que fazer, mas deixamo-nos ficar… Quando o metro recomeçou a andar percebemos que estávamos a voltar para trás, de onde tínhamos vindo… A estação estava em obras… Tivemos que ver outra opção para lá chegar. Depois de uma volta enorme, chegamos ao Parlamento, mas com 15 minutos de atraso… Mas já que lá estávamos, não tínhamos nada a perder, íamos tentar entrar…

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A entrada é feita através de uns contentores que se encontram do lado direito do edifício. Explicamos a situação e não houve qualquer problema, apresentamos os nossos documentos e depois de termos passado por uma apertada segurança, entramos no Parlamento 🙂

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Subimos de elevador até ao terraço, e lá é possível obtermos um auto guia gratuito, e a parte melhor é que há disponível em português (de Portugal) 😉

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Assim que entramos no interior da cúpula de vidro é quase impossível não soltarmos um “Uau”, devido a esta impressionante estrutura.

Do interior da cúpula temos uma vista privilegiada de Berlim.

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O audio-guia é automático durante toda a visita. Conforme vamos subindo a rampa da cúpula o audio-guia vai-nos dando explicações sobre diversos edifícios ou locais que conseguimos ver através da cúpula da vidro (Uns mais visíveis do que outros), como o Portão de Brandenburg, a praça Potsdamer, o Memorial do Holocausto, a TV Tower, entre outros…

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Além de narrar diversos factos históricos sobre a cidade.

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O edifício de Reichstag é associado a importantes momentos da história da Alemanha. Em 1933 foi parcialmente destruído por um incêndio, sob circunstâncias misteriosas, que nunca foram esclarecidas. Devido a esse incêndio os nazis acusaram os comunistas de conspiração contra o governo alemão, e assim, Adolf Hitler, convenceu os políticos a lhe darem o poder de perseguir os oponentes.

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O que sobrou do incêndio foi destruído em bombardeamentos, durante a segunda guerra mundial.

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A restauração completa é recente, só ficou concluída em 1999. O projecto é do arquitecto britânico Lord Norman Foster, que adicionou uma cúpula de vidro com 23 metros de altura, sobre a sala do plenário, onde os deputados se encontram actualmente. Além de ser uma construção impressionante, a estrutura é totalmente sustentável.

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A cúpula é toda revestida de vidro, possui espelhos em seu interior que reflectem a luz solar, o que proporciona iluminação natural ao plenário.

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A visita guiada dura aproximadamente 30 minutos, mas nós demoramos bem mais lá dentro, quase 1 hora, ora a apreciar todos os detalhes, ou a vista ou simplesmente a tirar fotografias 🙂

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Topo da cúpula

É sem dúvida, uma visita obrigatória, numa passagem por Berlim!

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Estação de metro mais próxima: U/Bahn Bundestag (Linha Branderburguer Tor).