Valletta e Vittoriosa | Malta

Fundada em 1566, Valletta é a capital de Malta e uma das mais pequenas capitais da Europa, mas possui muitos locais de importância histórica, tanto que a cidade foi declarada Património Mundial da UNESCO e é, este ano,  a capital Europeia da Cultura.

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Devido à sua localização estratégica foi ocupada por vários povos ao longo dos séculos, o que contribuiu para a riqueza histórica e arquitectónica da cidade.

A principal atracção de Valletta é a própria cidade, com as suas ruelas escondidas, a arquitectura barroca, as varandas, as igrejas e as vistas…

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Valletta surpreendeu-me muitooooo e gostei imenso desta cidade. Um lugar vibrante, cheio de vida, com uma arquitectura fantástica e umas vistas soberbas.

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Recomendo passarem pelo menos um dia inteiro por aqui!

Entramos na “City Gate” de Valletta e logo à nossa direita encontra-se o impressionante edifício “New Parliament”. A partir daqui fomos andando pelas ruazinhas um pouco sem rumo certo e fomos apreciando os edifícios e varandas tão característicos de Malta.

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É uma cidade bastante fotogénica, com vários locais fantásticos para fazer aquelas fotografias  lindas que costumamos ver nas “instagramers” famosas.

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Um sítio que tive muita pena de não ter conseguido visitar foi a St. John´s Co-Cathedral, mas acho que vale mesmo muita a pena!

Um dos locais que mais gostei em Malta foi o Jardim Lower Barrakka Gardens.  É um local bastante tranquilo, o sítio perfeito para fugir da confusão da cidade, um verdadeiro oásis. E, além de tudo isso, tem umas vistas de tirar o fôlego.

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Como é um pouco afastado, acaba por não ser muito visitado mas vale mesmo muito a pena passar por lá!

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Em frente ao jardim encontra-se o “Siege Bell War Memorial”. Foi inaugurado pela Rainha Elizabeth II em 1992, tratando-se de um monumento em honra das pessoas que morreram durante a Segunda Guerra Mundial, no famoso confronto ocorrido em Malta, e que ficou conhecido como “O cerco de Malta”.

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Não muito distante do Lower Barrakka Gardens encontra-se o Upper Barrakka Gardens, com a particularidade de ser bem mais frequentado do que o primeiro e, dessa forma, deixa de ter aquele factor que tanto me seduziu no Lower Barrakka e que é uma enorme sensação de paz! Ainda assim é um jardim muito bem cuidado e que tem vistas fantásticas para o porto e para as Três Cidades.

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Além disso, ainda temos vista para os canhões da Saluting Battery. Trata-se de uma plataforma construída para defender a cidade contra os ataques que vinham do Grand Harbour. Diáriamente ao meio-dia e às 16 Horas os canhões são disparados. Nós chegamos bem na hora que estavam a fazer a demonstração e conseguimos assistir ao disparo dos canhões.

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Ainda por lá fica o elevador do Upper Barrakka. Ao descermos temos acesso directo ao cais, de onde partem os barcos para as três cidades e é a forma mais simples de lá chegar.

Vittoriosa

Como não tínhamos tempo para conhecer as Três Cidades (Vittoriosa, Senglea e Cospicua), decidimos conhecer apenas a Vittoriosa (Birgu, em Maltês), que é considerada a mais bonita das três.

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Vittoriosa foi um dos principais locais da Ilha onde se instalaram os cavaleiros de S. João após a vitória sobre os Turcos Otomanos. Como a antiga capital Otomana, Mdina, localizava-se no centro da ilha, os cavaleiros resolveram criar uma nova cidade perto do mar. Batizaram-na de Vittoriosa porque venceram essa batalha.

Na marina de Vittoriosa podemos apreciar os barcos típicos malteses, os Luzzus, mas o que mais impressiona é a quantidade de iates de luxo que lá se encontram… Nunca tinha visto tantos iates daquele género juntos…

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Dicas Práticas

Como chegar a Valletta: Há várias formas de chegar à capital da ilha; nós fomos de carro e não tivemos problemas com o estacionamento.

Através de autocarro: Malta tem uma grande extensão de rotas de autocarros que cobrem toda a ilha, por isso, independentemente de onde se encontra hospedado, haverá certamente pelo menos uma rota que o levará até à cidade.

Outra hipótese é através de barco, o que por si já é um passeio! Os ferry boat partem de Sliema, através do porto de Marsamxett e atracam em Sliema Ferry ou em Bormla (uma das Três cidades).

Para aceder às Três Cidades, além da hipótese que mencionei acima, também pode apanhar um barco no caís de Valletta. Nós acabamos por ir de carro, pois achamos que seria mais prático e rápido, uma vez que não teríamos que regressar a Valletta.

*Dica: Uma das melhores vistas para Valletta é de Sliema, que é o bairro que se encontra do outro lado da baía de Valletta.

Mdina & Rabat | Malta

Reserve um dia para conhecer uma das zonas mais históricas de Malta: Mdina e Rabat, localizadas no centro da ilha.

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Mdina foi a capital de Malta até ao século XVI, altura em que Valleta passou a ser a capital do país. Actualmente é conhecida como a “Cidade Silenciosa”, por tratar-se de um local muito calmo, não sendo permitido a circulação automóvel dentro das muralhas. (apenas dos habitantes, e para cargas/descargas.)

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Acredita-se que Mdina foi inicialmente habitada pelos Fenícios, os quais começaram a edificá-la, tendo posteriormente chegado os Romanos que continuaram com a construção das muralhas em redor da cidade. Com a chegada dos Árabes, a cidade mudou para o seu nome actual: Mdina, que significa cidade muralhada.

A entrada na cidade fortificada faz-se pela porta da cidade. A sua entrada é gratuita e apenas se paga bilhete no caso de querermos visitar o interior de algum local.

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O local está incrivelmente preservado e é um dos melhores exemplos de uma cidade murada na Europa. Por isso, é um deleite para os olhos deambular pelas suas ruas estreitas, apreciar os palácios antigos e casas com tons castanho, varandas trabalhadas e portas coloridas.

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Deixe-se “perder” pela cidade e apaixone-se por este lugar bastante pitoresco. Se nos afastarmos do centro vamos perceber melhor o conceito de “cidade silenciosa”, pois iremos encontrar ruas completamente desertas…

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No final da rua “Triq Villegaignon” encontra-se um miradouro com vistas desafogadas de Malta.

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Em Mdina não deixe de visitar a St. Paul´s Cathedral que foi  construída em 1705. Inicialmente havia outra neste mesmo local, mas foi destruída por um terramoto em 1693.

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Depois de visitarmos Mdina dirigimo-nos a Rabat. O seu nome vem do árabe e significa subúrbios, pois esta cidade ficava próxima da antiga capital de Malta.

Rabat surpreendeu-me bastante, apesar de ser muito semelhante à cidade de Mdina. Com as suas ruas estreitas cheias de história e os edifícios antigos, tem a  particularidade de ter muito menos turistas.

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Rabat

As principais atracções de Rabat, além de passear sem rumo pela cidade, são a Igreja e Gruta de S. Paulo e as Catacumbas de S. Paulo.

Na igreja de São Paulo que foi construída por cima da gruta onde se escondeu o apóstolo Paulo, depois do barco onde seguia ter sofrido um naufrágio, encontra-se uma estátua do apóstolo na gruta onde ter-se-á escondido durante três meses.

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A gruta de S. Paulo é apenas uma pequena parte do enorme complexo de catacumbas debaixo de Rabat.

As Catacumbas de São Paulo são outro dos pontos de interesse em Rabat. Trata-se de um complexo de cemitérios romanos subterrâneos que foram utilizadas até ao século VII. Elas encontram-se fora das muralhas da antiga capital de Malta, Mdina, uma vez que a lei romana proibia os enterros dentro dos limites da cidade.

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São várias as catacumbas que podem ser visitadas (algumas delas encontram-se fechadas ao público), mas não é extremamente necessário entrar em todas, uma vez que são muito semelhantes.

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Se sofre de claustrofobia, talvez não seja o local mais indicado para se visitar. Os túneis são muito estreitos, só cabe uma pessoa de cada vez, e baixos, muitas vezes tínhamos que caminhar um pouco abaixados, e sim, assisti a várias cabeçadas nas rochas e eu própria também me estreei :/

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As catacumbas voltaram a ter um papel de grande importância durante a II Guerra Mundial, pois serviram de abrigo para a população da ilha.

Preço: 5€ (Adultos)

Horário: Segunda a Domingo 09:00 às 17:00 Horas

Morada: St. Agatha Street, Rabat

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Dicas Práticas:

Como chegar a Mdina & Rabat através de transportes públicos: Apesar de ter ido de automóvel é fácil lá chegar de autocarro. O autocarro nr.º 202, desde St. Julians, faz paragens até Rabat de hora a hora.

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Estacionamento: Um dos aspectos que nos preocupava, por andarmos com carro durante a viagem, era o estacionamento. Mas não tivemos grande dificuldade nesse aspecto! Como não é possível entrar com o carro nas muralhas de Mdina, estacionamos num parque na Triq San Pawl, muito perto do portão da cidade. Não há parquímetros, mas como na maior parte da ilha, existe sempre um funcionário no parque que nos pede um pagamento, o valor que quisermos… Normalmente dávamos 1€!

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St. Peter´s Pool e Marsaxlokk | Malta

A St. Peter´s Pool foi um locais mais bonitos que tive a oportunidade de visitar em Malta. Trata-se de uma piscina natural que é resultante do colapso de uma falésia que deixou uma abertura que faz lembrar uma piscina.

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Como é um local de extraordinária beleza, é normal estar sempre com muitos turistas por isso, quanto mais cedo forem para lá, menos probabilidades de encontrarem uma multidão. E foi isso que fizemos, sendo esse o nosso primeiro destino do dia.

O caminho até à St. Peter´s Pool faz-se por uma estrada de terra batida muito estreita (onde só passa um carro) e em muito mau estado. Depois de estacionarmos o carro num de parque de terra (gratuito) ainda temos que fazer uma caminhada num piso desnivelado e com muitas pedras.

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Quem não tiver veículo, a melhor forma de lá chegar é ir de autocarro até à vila de Marsaxlokk e daí apanhar um barco até St. Peter´s Pool. (O barco custa 10€/pessoa, ida e volta).

Apesar de ser um pouco complicado lá chegar, a paisagem recompensa qualquer esforço pois é de uma beleza inqualificável. Os vários tons de azul que este local apresenta são um convite a um mergulho… E, se for essa a vossa vontade, não se deixem ficar pelo desejo, pois é possível fazer-se praia aqui, apesar de não ter areia. Para irmos à água temos duas hipóteses: ou saltamos da falésia, ou descemos por umas escadas que se encontram nas rochas.

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Quem pretende passar algum tempo na St. Peter´s Pool é melhor ir prevenido, pois o local não tem qualquer infraestrutura, não existindo WC´s, nem restaurantes, nem chapéus e cadeiras para alugar… Apenas vi uma roulotte no parque onde deixamos o carro a vender bebidas e gelados.

Marsaxlokk

Depois de visitarmos St. Peter’s Pool dirigimo-nos para a vila piscatória de Marsaxlokk. Era domingo, e esse é o dia mais concorrido na vila, tanto por turistas como também pelos locais, pois é o dia em que acontece o famoso mercado do peixe.

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Se querem conhecer esta vila com algum sossego não vão a um Domingo! Mas se querem ter a experiência de visita-la no dia de maior afluência, com muita agitação e animação, então o Domingo é o dia certo. Apesar de ter gostado muito da experiência de lá ter ido nesse dia, o único ponto negativo é que não encontramos nem um restaurante para almoçar  que não estivesse já cheio ou com reservas.

O mercado não vende apenas peixe. Trata-se de uma espécie de feira onde se vende de tudo um pouco, desde produtos locais como vegetais, frutas e mel, até souvernis e roupa. E digo-vos que os produtos tinham um óptimo aspecto! Ficamos com vontade de nos abastecermos de frutas e legumes, mas não iriamos regressar tão cedo ao apartamento e corríamos o risco de se estragarem dentro do carro, pois nesse dia estava um calor insuportável.

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Não existe nenhuma atracção “obrigatória” para visitar em Marsaxlokk, pelo que é saborear o ambiente do local, passear pelo mercado, pelas ruas, pela marginal e apreciar os pescadores a preparar os seus barcos para a faina.

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A parte da baía é magnífica, repleta com os típicos barcos de pesca, aqui chamados de “luzzu”. Os barcos são caracterizados pelas suas cores alegres e por um par de olhos pintados na proa, que é o símbolo da protecção aos pescadores quando se encontram em alto mar.

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Como não encontramos nenhum local onde pudéssemos almoçar, decidimos seguir em direcção ao próximo destino do dia. Pelo caminho encontramos um local, com um aspecto um pouco duvidoso, mas que  tinha à venda uns aperitivos típicos de Malta que queria muito experimentar: os Pastizzi. São uns folhados salgados que podem ser recheados com queijo, frango, ervilhas… Além de muito saborosos fizemos a refeição mais barata da viagem, pois com cerca de 2€ ficamos almoçados! 😛