Um dia na Ilha de Gozo | Malta

A Ilha de Gozo foi a desilusão nesta viagem por Malta. Não por não ter gostado do que visitei, mas pelas expectativas demasiado elevadas em relação a esta ilha e, como fomos demasiado optimistas com os planos que tínhamos para apenas um dia, não conseguimos visitar todos os pontos que estavam no nosso roteiro. Apesar de Gozo ser a segunda maior ilha de Malta, é na realidade bem pequena, mas com muitos lugares de interesse para visitar. Por isso, para quem está a pensar lá ir tenho dois conselhos: Ficar a pernoitar para ter mais tempo para conhecer tudo com calma e levar carro (ou alugar lá), pois vários lugares são um pouco complicados de chegar através dos transportes públicos.

Decidimos levar o carro para Gozo porque achamos que era fundamental para visitarmos tudo o que nos tínhamos proposto e confirmou-se ser a melhor decisão. Chegamos ao Porto de Cirkewwa alguns minutos antes da hora do ferry e já lá se encontravam vários carros. O processo de embarque foi relativamente rápido e eficiente. Não pagámos nada ao embarcar, pois o bilhete só é adquirido no regresso.

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Dentro do ferry

Entramos com o carro para o ferry, onde é tudo sinalizado e organizado, cabendo muitas viaturas lá dentro. Como ninguém pode permanecer dentro do carro durante a viagem, dirigimo-nos ao andar de cima e  aproveitamos para apreciar as vistas. O barco é bem grande, tem dois bares com diversas bebidas e snaks, uma papelaria, WCs, áreas abertas e fechadas. A viagem foi bem tranquila e cerca de 30 minutos depois já estávamos a desembarcar em Gozo.

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Começamos a viagem por esta ilha da melhor forma possível: a perdermo-nos. 😛      Como achávamos que tínhamos todo o tempo do mundo, decidimos andar um pouco à aventura sem rumo certo…resultado: acabamos em caminhos de terra batida onde mal cabia um carro (e eu só a pensar na caução), e andamos nisto cerca de uma hora! 😛

Depois deste devaneio lá retomamos o foco e dirigimo-nos para  a primeira paragem do dia: o impressionante miradouro na gruta Calypso.

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Entrada para a gruta

O caminho até lá é de terra batida e o estado do mesmo não é dos melhores, mas a paisagem compensa largamente o esforço.

Do interior da gruta as vistas para a baía de Ramla são soberbas. Daqui podemos apreciar melhor o extenso areal dourado da praia de Ramla, que é muito requisitada pelos turistas que procuram praias grandes e com areia (o que não é assim tão comum em Malta).

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Levamos imenso tempo por lá, a apreciar a paisagem e a tirar fotos até a nossa paz ter sido interrompida por um enorme grupo de turistas.

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Quando nos apercebemos, já eram horas de almoço e como não tínhamos ideia em que local parar para comer, fomos conduzindo até chegar à pequena localidade de Marsalforn. Pareceu-nos o local ideal para encontrar algum sítio para almoçar, pois havia vários restaurantes junto à Marina. A nossa decisão recaiu no restaurante “Il Kartell” e foi sem dúvida uma escolha acertada! Foi uma das melhores refeições que tive em Malta, onde comi uma especialidade do país, raviolli com queijo de cabra e molho de tomate. Além da comida maravilhosa, ficamos na esplanada e apreciamos a bela vista para o mar mediterrâneo.

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Aqueles momentos souberam pela vida! Mas a tarde ia avançado e ainda tínhamos tanto para ver… Por isso, arrancámos à descoberta desta pequena ilha.

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A segunda paragem do dia foi no lugar que mais surpreendeu em Gozo, as Salt Pans (salinas).

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Na costa norte da ilha encontra-se uma extensa área de salinas escavadas nas rochas, mesmo junto ao mar. Uma conjunção de factores como a boa qualidade da água do mar, a posição das salinas e das rochas e também o clima, tornam esta área perfeita para a colheita do sal.

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A tradição do sal nesta região existe há séculos e é uma prática que tem sido transmitida de pais para filhos sendo o sustento de várias famílias locais.

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Depois de várias fotos seguimos rapidamente para o próximo destino; o desfiladeiro Wied il-Ghasri. Quando vi uma imagem deste local quis logo incluí-lo no nosso roteiro.

É possível chegar até lá de carro, mas o caminho é bem sinuoso e de terra batida, por isso “estacionamos” onde nos foi possível e fizemos o resto do percurso a pé até ao topo do vale, e lá de cima a vista é soberba. O vale esculpido nos rochedos e os vários tons de azul e verde da água do mar é espectacular!

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Uma das partes boas de viajar com carro é podermos parar quando e onde quisermos, sem estar dependentes de itinerários rigorosos e horários. Isso permitiu-nos fazer várias paragens quando achávamos algum sítio interessante.

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O próximo destino foi a Basílica Ta´Pinu.

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Foi a Sandra que sugeriu lá irmos e ainda bem que o fez. Esta igreja é de uma imponência brutal e toda a sua construção e envolvência não deixa ninguém indiferente.

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Reza a lenda que a Virgem apareceu aqui a uma mulher de Gharb, no início do século XIX, deixando um rasto de milagres. Para assinalar a sua aparição foi construída esta Basílica, que se converteu num lugar de peregrinação.

Chegamos a este local momentos antes da missa da tarde e é impressionante ver como os Malteses são religiosos. Como esta basílica é um pouco isolada, sem qualquer povoação nas proximidades, vimos vários autocarros, carrinhas e carros a transportar inúmeras pessoas apenas para assistirem à missa.

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A paragem seguinte, que era para mim a mais esperada do dia foi também a maior desilusão de Gozo: Azure Window (Janela Azul).

A Janela Azul era uma das imagens de Malta e uma das maiores atracções do país. O icónico arco natural esculpido na rocha formava uma “janela” perfeita e era uma das formações rochosas mais conhecidas do mundo.

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Tentativa falhada de fazer uma fotografia engraçada

Era um local de tal beleza que serviu de cenário à cena do casamento de Daenerys Targaryen e Khal Drogo na “Guerra dos Tronos”, e também nos filmes “Choque de Titãs” (1981) e “O Conde de Monte Cristo” (2002).

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Mas, para quem não sabe, a Janela Azul colapsou a 8 de Março de 2017 devido a fortes tempestades. Apesar de já estar ciente dessa situação pensava que apenas tinha caído o arco e que a coluna que sustentava o arco ainda continuava lá… Sinceramente não tinha pesquisado muito sobre o assunto e foi uma verdadeira desilusão o que lá encontrei. Não resta nada daquela imagem que todos temos, pois ruiu completamente.

Mesmo junto às ruínas da Janela Azul encontra-se o Blue Hole, que é um local bastante procurado para fazer mergulho.

Muito próximo daqui encontra-se a Inland Sea, que como o nome indica é um bocado de mar na terra. A água vem de um túnel que está “escavado” no meio do rochedo e há possibilidade de fazer passeios de barco pelas grutas.

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A última paragem do dia seria em Victoria que é a maior e mais importante cidade de Gozo. Mas, infelizmente, não conseguimos visitar porque não estávamos a encontrar lugar para estacionar e começamos a ver que as horas já iam ficando curtas para apanhar o ferry e conduzir até St. Julians (local do nosso apartamento), tendo a viajar connosco uma bebé de quase 2 anos. (Havia banho, jantar e dormida para tratar).

Assim, com alguma tristeza, desistimos da ideia de ver a cidade de Victoria e fomos apanhar o ferry de volta para Malta.

Guia prático de Gozo

Como chegar:

Os ferries para a ilha de Gozo partem do porto de Cirkewwa, na ilha de Malta. Nós levamos o carro para a ilha e a experiência de embarque correu super bem, bastante organizado, como contei no início deste post.

É possível chegar de transportes públicos até ao porto de Cirkewwa, pode apanhar o autocarro nr.º 41 ou 42 desde Valletta ou o 222 desde Sliema e St. Julians.

Para regressar a Malta temos que regressar ao porto de Mgarr, em Gozo, passamos com o carro por um guichê (nem precisamos sair do veículo) onde é efectuado o pagamento, não se paga nada na ida, apenas quando se regressa.

Nós pagamos 29,65€ (15,70€ pelo carro e condutor + 4,65€ por adulto, éramos 3).

O regresso efectuou-se de forma bem tranquila e organizada.

Mais informações de horários e preços actualizados consulte o seguinte site: Gozo Channel.

Deslocações em Gozo:

Recomendo levarem carro ou alugarem um veículo em Gozo, para conseguirem conhecer mais e melhor a Ilha e visitar além do óbvio, que foi o que mais me surpreendeu por lá. Sinceramente não estou a ver como conseguiríamos visitar tudo o visitamos em tão pouco tempo se estivéssemos dependente de transportes públicos.

Um boa alternativa para quem não quer conduzir ou não tem carta de condução são os autocarros Hop on Hop off, pois eles param nos principais pontos turísticos.  Para mais informações consultem o site: City Sightseeing.

Quando tempo ficar em Gozo

Se querem conhecer bem Gozo aconselho a pernoitarem, pelo menos por uma noite. Porque apenas com um dia não dá para ver tudo o que esta pequena ilha tem para oferecer.

Se a vossa viagem por Malta for muito curta e quiserem combinar num dia a visita a Comino e Gozo teoricamente é possível fazê-lo, apesar de não aconselhar pois será tudo muito corrido. Mas entre ir ou não ir de todo, é sempre melhor conhecer um pouco do que nada. Os ferry´s de Comino fazem a travessia às três ilhas, é uma questão de verificarem no site os horários e planearem bem a visita.

Lagoa Azul na Ilha de Comino | Malta

Vamos começar os posts de Malta da forma mais bela possível, ou seja, com a praia que é considerada uma das mais bonitas da Europa; a Lagoa Azul na ilha de Comino.

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E não é difícil perceber o porquê dessa distinção… Ainda no barco que nos levava até esta ilha paradisíaca, e apesar da distância que nos separava de Comino ainda ser relativamente grande, já era possível vislumbrar aquele azul hipnotizante da pequena ilha, pelo que não consegui conter um sonoro “UAU”!

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Esta pequena ilha de Malta tem apenas 3,5 km2 e tem o nome de Comino devido à planta que cresce na região. Considerada em tempos antigos como um lugar perigoso de se viver devido à constante invasão de piratas, ainda hoje é pouco habitada, o que lhe confere um ar de ilha deserta.

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Apesar de ter ficado completamente fascinada com toda a beleza da Lagoa Azul, fiquei um pouco desiludida pela enorme quantidade de turistas que lá se encontravam.

Dessa forma aconselho que cheguem bem cedo. Nós apanhámos o segundo barco e ainda conseguimos aproveitar alguns instantes de sossego. Mas, a partir das 11h da manhã, começam a chegar vários barcos carregados de turistas, alguns com música bem alta, o que acaba de vez com a paz e a visão paradisíaca do local… E nós fomos no início de Maio, pelo que nem quero imaginar aquele lugar no pico do verão! :/

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A maior concentração de pessoas faz-se  junto ao cais, por isso a minha sugestão, se quiserem fugir da confusão, é afastarem-se um pouco dessa parte. Ou ficarem a pernoitar no único alojamento da ilha, o Comino Hotel, pois seguramente terão uma perspectiva bem diferente da ilha quando ao final da tarde todos os barcos turísticos partirem.

Além dos hospedes do hotel, não existe mais nenhum habitante na ilha de Comino; não há estradas, nem carros,  nem restaurantes e não existe mais nenhuma infraestrutura. Mas não se preocupem porque existem várias barracas junto à Lagoa Azul a vender todo o tipo de comidas e bebidas. Desde Hambúrguers, Cachorros, Saladas, Wraps, Gelados e Fruta. Não sei se em todas as barraquinhas era possível efectuar o pagamento através de multibanco, mas na que compramos o nosso almoço era. Pensei que por a oferta ser pouca para tanta procura os preços fossem estupidamente caros, mas não! Foi até bastante acessível! Eu e o Sérgio comemos um hambuguer cada, com uma dose de batatas fritas e dois refrigerantes, o que ficou por cerca de 10€.

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A extensão de areia na ilha é minúscula e essa parte é altamente competida pelos turistas. Há a possibilidade de alugar espreguiçadeiras e guarda-sóis, que dependente do lugar terá o seu custo. O mais caro que vi foi duas espreguiçadeiras + Chapéu de Sol na areia, por 25€ (O dia todo). Se ficar numa espreguiçadeira em cima do rochedo sairá mais barato…

Apesar de só existir areal (e bem pequeno) na parte central da Lagoa Azul, vale a pena fugir da confusão dessa zona e fazer uma caminhada pelo resto da ilha pois as vistas são igualmente deslumbrantes! Fiquei encantada pela Crystal Lagoon.

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Relativamente à água, como é no Mediterrâneo pensei que fosse mais quente. Não estava completamente gelada, mas imaginava-a bem mais agradável. Desagradável foram as centenas de alforrecas que por lá encontrámos. Tanto o Sérgio como o Ricardo (o amigo que viajou connosco) foram “atacados” por alforrecas e, apesar de não ter sido muito grave, durante todo o dia ficaram com a pele irritada na zona onde elas lhes tocaram.

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Ilha de Gozo lá o fundo.

Apesar das alforrecas, do turismo massivo e de todos os pontos negativos que enumerei, vale mesmo MUITO a pena uma visita a este local. A cor desta água é das mais bonitas que já vi, e é completamente hipnotizante!

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Guia Prático de Comino

  • Como Chegar à Blue Lagoon

Podem aqui chegar através de barco do porto de Cirkewwa ou da cidade de Sliema. A forma mais rápida e mais económica (e a que eu aconselho) é através do porto de Cirkewwa. Como tínhamos carro, dirigimo-nos até lá e ao chegar ao cais existem indicações de onde partem os barcos tanto para Comino como para Gozo. Estacionamos no parque (gratuitamente), compramos os bilhetes e embarcamos. O bilhete custou 10€ (ida e volta), demorou cerca de 15/20 minutos e ainda pararam junto a algumas grutas da ilha.

Mesmo que não tenha carro existe uma paragem de autocarro perto do porto de Cirkewwa.

Podem consultar os horários neste site: Comino Ferries.

Já desde Sliema os barcos demoram cerca de 1:30 Horas e cheguei a ver preços de 30€.

Malta, fomos para Malta! :P

Viajar para Malta estava completamente fora dos nossos planos de viagens para este ano. Aliás, este ano tínhamos falado que devíamos colocar um pequeno travão nas viagens e, ainda por cima, tínhamos acabado de regressar de Dublin. Mas os nossos amigos convidaram-nos a viajar com eles e nós simplesmente não conseguimos recusar um convite para uma viagem! 😀 Por isso, embarcamos nesta aventura de descoberta de um novo país!

Malta é um arquipélago constituído por 7 ilhas, mas apenas as três maiores (Malta, Gozo e Comino) são habitadas. Encontra-se situada em pleno Mar Mediterrâneo, a sul de Itália e ao norte de África, sendo um dos países mais pequenos da Europa. É tão pequeno que mal o conseguimos encontrar no mapa…

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Apesar de pequeno a sua história é bastante rica e antiga, com mais de 7000 anos!

A ilha passou pelas mãos de Fenícios, Árabes, Romanos, Franceses e ainda foi colonizada pelos Britânicos. Dessa forma é fácil perceber a grande mistura de culturas ainda bastante presente, seja na arquitectura, na culinária, ou até nos costumes Malteses.

Malta só conseguiu a sua independência no século XX, mais precisamente no ano de 1964.

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Engana-se quem pensa que apesar de pequeno consegue visitar-se tudo apenas num par de dias. Nós ficamos 6 dias inteiros e apenas conseguimos ver o essencial.  É um país muito interessante, com uma história riquíssima, praias paradisíacas, clima ameno, uma cultura hospitaleira e uma culinária deliciosa, que mistura o árabe, italiano e maltês, e que merece ser explorado e apreciado com calma.

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Nos próximos posts vão embarcar connosco nas nossas aventuras e peripécias pela ilha de Malta. Preparados? 😀

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Dicas de viagem em Dublin

Vamos a algumas dicas úteis sobre Dublin?

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Como Ir/Chegar ao Aeroporto desde Centro

O aeroporto de Dublin fica a 10 Km do centro da cidade e existem várias opções para se deslocar, desde: Aircoach, Airlink, Autocarro Público (Dublin BUS), Táxi, Transfers ou aluguer de automóvel.

Dentro das várias opções disponíveis, achamos que a mais conveniente para nós, tanto  a nível de tempo como monetária, seria optar pelos autocarros Aircoach.

O Airchoach 700 é quase directo, fazendo poucas paragens do Aeroporto-Centro e vice-versa. Este percurso leva em média cerca de 30 minutos.

Horários:

Aeroporto – Centro : 23:55 às 03:25 a cada 30 minutos / 03:25 às 23:55 a cada 15 minutos.

Centro – Aeroporto : 00:00 às 04:30 a cada 30 minutos / 04:30 às 23:59 a cada 15 minutos.

Preço: Bilhete Unitário 7€ / Ida-Volta 12€ / Online 11€

Nós comprámos o bilhete ida-volta e assim poupamos 2€/cada. Têm uma validade de 6 meses, desde a data da compra, ou seja, podem utilizá-lo numa viagem hoje e só voltar a usar daqui a 5 ou 6 meses.

Onde comprar o bilhete: Nós adquirimos o bilhete num guichê que se encontra à saída do aeroporto (Terminal 1), mas também pode ser adquirido directamente com o motorista, dentro do autocarro.

Paragens: Trinity College / Westmoreland Street / O´Connel Street  / Drumcondra / Dublin Airport

Idioma

A Irlanda possui duas línguas oficiais, o Irlandês (também conhecido por gaélico) e o Inglês.

Durante o domínio Inglês os Irlandeses foram fortemente perseguidos e seus costumes (como a língua) foram fortemente combatidos. Apesar disso, os Irlandeses sempre foram muito resistentes e a sua cultura nunca se extinguiu

Todas as placas de trânsito em Dublin (como em toda a Irlanda) estão escritas em ambas as línguas. E o ensino do Irlandês também é obrigatório nas escolas e a maioria da população local tem, pelo menos, noções básicas do idioma.

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Moeda

A moeda em Dublin é o Euro. Mas, se for para a Irlanda do Norte, a moeda local é a Libra Irlandesa.

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Tomadas Eléctricas

Em Dublin, as tomadas são como no Reino Unido, ou seja, diferentes das que estamos habituados em Portugal (3 entradas). Por isso, convém levar adaptador!

Horas antes de sair para o aeroporto deu-me um flash e lembrei-me que as tomadas poderiam ser diferentes… Fui pesquisar e vi que realmente o eram. Felizmente ainda fui a tempo de colocar os adaptadores que tinha dentro da mala. Mas, se não os tiver, encontram-se facilmente nos supermercados ou em lojas de conveniência.

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Hotel

O custo de vida em Dublin é elevado comparativamente como o nosso (o que não é difícil) e, apesar dos bilhetes de avião de Faro para Dublin serem bem acessíveis, o que vai pesar mais nesta viagem é a estadia, pois é tudo muito dispendioso.

Depois de muita pesquisa para encontrar algo mais acessível e central, achamos que era melhor alugar um apartamento (para variar) e assim sempre conseguíamos poupar algum dinheiro em refeições.

Vimos o Staycity Aparthotels Saint Augustine, que nos pareceu ser a escolha mais acertada, pois tinha a melhor relação qualidade/preço que encontramos (pagámos 327€/para 3 noites).

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O apartamento era central o que nos permitiu fazer todas as deslocações a pé. Tinha todas as comodidades necessárias, desde os mais diversos utensílios de cozinha para preparar refeições, loiças, máquina lavar roupa e loiça, tábua e ferro de engomar… Além disto, tínhamos ainda dois quartos e uma sala bem grande com dois sofás cama, o que daria perfeitamente para 6 pessoas.

O staff foi muito simpático e prestável, dando-nos um mapa da cidade e várias dicas para a nossa estadia na cidade.

Alimentação

Assim como a estadia, a alimentação é algo bem dispendioso em Dublin. Fizemos a maior parte das refeições no apartamento, indo a vários supermercados, como o Spar e Tesco, que se encontram facilmente em toda a cidade.

Mesmo comprando os alimentos em supermercados é tudo bastante caro, mas sai bem mais em conta do que se fossemos a restaurantes todos os dias.

A única vez que fizemos uma refeição fora do apartamento, foi quando fomos à Hamburgueria BUNSEN, da qual tinha lido boas críticas.

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O menu é bem pequeno, composto apenas por 4 hamburgers, 3 tipos de batatas fritas e algumas bebidas. Mas os hamburguers são muito saborosos e, para os padrões da cidade, é bastante em conta.

Existem 4 restaurantes “BUNSEN” em Dublin, sendo que um deles se encontra mesmo em frente ao bar “TEMPLE BAR”.

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Para terminar as publicações sobre Dublin quero realçar que é um lugar que me surpreendeu muito pela positiva e que vale mesmo a pena uma visita. Uma cidade vibrante, encantadora, repleta de história e com os seus habitantes sempre alegres e sempre prontos a ajudar! Se está na dúvida entre visitar ou não, não pense duas vezes 🙂

A Vila de Howth | Irlanda

Howth é uma pequena vila piscatória que se encontra a poucos quilómetros de Dublin. Se tiver uma manhã/tarde livre numa viagem por Dublin, aproveite-a e dê um pulinho a Howth, pois vale bastante a pena. Se em Dublin encontramos uma cidade cosmopolita, aqui vamos encontrar a vertente paisagística que tanto caracteriza o país.

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A principal razão que nos levou a esta pequena localidade foi fazer uma caminhada e explorar os seus famosos Cliffs (Falésias). Toda a Irlanda é conhecida pelas suas falésias, sendo que a mais famosa é a “Cliffs of Moher” mas, como fica muito distante de Dublin, colocamos logo de parte a hipótese de visitá-la. Assim sendo, aventuramos-nos pelos Cliffs de Howth 🙂

Howth Cliffs

Existem 4 percursos, cada um com uma distância e nível de dificuldade diferente.

Lower Cliff Loop – Linha verde (6 km)
Tramline – Linha azul (7 km)
Black Linn – Linha vermelha (8 km)
Bog of the Frogs – Linha roxa (10 Km)

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Nós fizemos o percurso mais curto, o Lower Cliff Loop, pois só tínhamos uma tarde para fazer esta caminhada e ainda queríamos passear um pouco pelo porto de Howth.

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Os percursos estão sinalizados por cores (cada percurso tem uma cor diferente) e são super simples de se fazer, sem grandes obstáculos pelo caminho. Até a pessoa mais sedentária (tipo eu!) consegue percorrer este caminho sem dificuldades.

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Pelo caminho podemos apreciar as fantásticas vistas panorâmicas sobre as falésias, assim como toda a paisagem verdejante e as aves marinhas. Ali, estávamos em pela comunhão com a natureza.

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Levamos cerca de 1:30Hrs a percorrer este trilho, desde “Summit” até ao porto de Howth, mas fizêmo-lo com todas as calmas do mundo, parando diversas vezes ao longo do percurso para tirar fotografias.

Como Chegar até aos Cliffs

Apesar do percurso começar na Estação de Howth, nós decidimos que era muito mais prático e cómodo começarmos por Howth Summit e terminarmos no centro da vila.

Dessa forma, em Dublin dirigimo-nos à paragem nr.º 289 em Abbey Street, Irish Life Centre e apanhamos o autocarro nr.º 31B. Saímos na última paragem, a Howth Summit. De lá, depois de uma breve caminhada de cerca de 5 minutos, chegamos ao local onde se inicia o percurso.

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Também dá para chegar a Howth através de DART (Comboio) e daí apanhar o autocarro até Howth Summit, mas nós achamos que seria mais prático e económico fazermos como fizemos.

Howth além das falésias…

Para quem não é amante de caminhadas, pode aproveitar para fazer um passeio mais relaxante pelo cais de Howth. De lá podemos apreciar os barcos dos pescadores ancorados, sentir o cheiro a maresia (que tanto gosto), desfrutar das vistas panorâmicas e ver as focas!

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Sim, focas! Elas andam por lá, certamente à espera que os pescadores lhes dêem alguns peixinhos para se alimentarem.

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Nós conseguimos ver duas, e é obvio que estes bichinhos fazem as delícias dos turistas. Onde elas estão, há turistas a tentar captar a sua atenção e a tirar fotografias. Enquanto estava deliciada a ver as focas no seu ambiente (apenas as tinha visto no Oceanário e no Zoomarine que não é o seu ambiente natural), fui-me entretendo a tirar centenas de fotos e a fazer vários vídeos, quando se aproximou um casal de espanhóis que me arruinou aquele momento mágico, saindo-se com a frase: “estas focas son feas” 😀

Além das fofas focas, do porto temos uma vista deslumbrante para a vila, com as suas casas coloridas como pano de fundo, criando um cenário bastante idílico. 🙂

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Depois de nos termos deliciado com as focas, percorremos a avenida principal de Howth, a Harbour Road. É um lugar bastante agradável para passear, onde existe um parque com entretenimento para as crianças, assim como uns convidativos bancos. Nós aproveitamos os banquinhos com uma vista fantástica para o cais para fazer uma pausa e lanchar. Obviamente que a nossa refeição teve que ser compartilhada com as dezenas de pássaros que se aproximaram de nós quando sentiram que tínhamos comida 🙂

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Se estiverem lá na hora de almoço, aproveitem para saborear um prato de marisco, num dos muitos restaurantes que existe nesta zona.

Foi uma tarde muito bem passada, adoramos este local, e recomendamos muito a sua visita.

Como chegar a Howth

Existem duas formas de chegar a Howth, desde de Dublin: de carro ou de transportes públicos. Como não tínhamos carro e vi que era fácil e barato chegar lá através de transportes públicos, decidimos utilizá-los. Na ida recorremos ao Autocarro e o regresso utilizamos o DART (Comboio).

  • Autocarro

Como já tinha mencionado anteriormente, nós achamos que era muito mais prático e cómodo apanhar o autocarro na ida, para irmos directamente para Howth Summit, local onde começamos a fazer a caminhada pelas falésias.

Em Dublin, na paragem nr.º 289 em Abbey Street, Irish Life Centre, apanhamos o autocarro nr.º 31B e saímos na última paragem, a Howth Summit. De lá, depois de uma breve caminhada de cerca de 5 minutos, chegamos ao local do início do percurso.

Caso não seja o seu objectivo passear pelos Cliffs, também pode ir de autocarro e sair perto do cais de Howth.

Preço: 3,30€/Pessoa/Trajecto.

Os bilhetes podem ser comprados no próprio autocarro directamente com o motorista. Mas atenção que devemos ter dinheiro trocado, pois eles não dão trocos…

Há autocarros de 30 em 30 minutos, e o trajecto leva cerca de 30 minutos a ser efectuado.

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  • DART

Na estação de comboios de Dublin, a Connolly Station, existem vários comboios por hora a fazer o trajecto Dublin-Howth. Em Howth desembarcará perto do cais da vila.

Preço: 3,30€/Pessoa/Trajecto.

Os bilhetes devem ser adquiridos na estação e validados antes de embarcar.

Pub´s em Dublin

A cidade de Dublin é conhecida pela sua animada vida nocturna. Dessa forma, nenhuma visita à cidade fica completa sem uma ida a algum dos icónicos Pub´s. São inúmeros os pub´s que a cidade oferece (quase mil), o que torna difícil decidir qual entrar… Reuni neste post alguns dos melhores e mais conhecidos, depois de algum trabalho de pesquisa 😉

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A maior parte dos pub´s estão concentrados no bairro Temple Bar, situado nas margens do rio Liffey. É um dos pontos turísticos mais visitados da cidade.

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-Temple Bar – Este pub faz parte das vida dos irlandeses desde 1840 e é, sem dúvida, o mais famoso de Dublin. É quase obrigatório passamos por lá, nem que seja só para vermos a sua linda e cuidada fachada. Se não o fizermos ficamos com a sensação que a visita a Dublin não ficou completa!

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Morada: 47/48 Temple Bar

-Fitzsimons – Bem próximo do Temple Bar, é conhecido principalmente por passar boa música a qualquer hora do dia. É animação na certa.

Morada: 21/22 Wellington Quay

The Brazen Head – Aberto em 1198 é um dos pub´s mais antigos do mundo e o mais antigo da Irlanda. Vale a pena uma visita, pois além do seu valor histórico  também é um dos melhores locais para ouvir música irlandesa na cidade.

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Também servem refeições, pratos tradicionais e contemporâneos.

Morada: 20 Bridge Street Lower

-Porterhouse – Foi o primeiro pub na Irlanda a fabricar a sua própria cerveja, oferecendo dez escolhas diferentes, que não encontrará em mais nenhum pub, sendo uma delas “The Plain Porter”, que já foi duas vezes galardoada internacionalmente pela indústria cervejeira.

Morada: 16-18 Parliament St.

Oliver St. John Gogarty – Decidimos entrar neste pub porque havia música tradicional Irlandesa ao vivo no momento em que lá passamos. Adoramos a música, pois passaram vários clássicos irlandeses, assim como o ambiente fantástico e a sua decoração que remete para a cultura do país.

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As cervejas não são baratas. Pedimos Uma Guinness (tinha que ser!) e uma Kilkenny e foram 6.50€ e 7.75€, respectivamente.

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Morada: Temple Bar 58/59, Fleet Street

Ir a pub é uma experiência que, na minha opinião, acho imperdível numa viagem a Dublin. Mesmo que não sejam apreciadores de cerveja o ambiente que lá se vive é único e fantástico, e só quem lá vai consegue sentir e compreender.

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Curiosidade

Um dos cartões postais de Dublin são as suas portas coloridas que também estão associadas aos pub´s da cidade… Como assim?! 🙂

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Dizem que a ideia de pintar as portas das casas de cores diferentes surgiu das mulheres Irlandesas que já estavam cansadas dos seus maridos irem bater nas portas erradas, depois de saírem dos pub´s já um pouco alcoolizados! 😀

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Museus em Dublin

A cidade de Dublin apesar de pequena, tem muita coisa para ver e, nesse rol, estão incluídos vários museus fantásticos. O difícil é mesmo decidir a quais ir.

Tinha uma lista com vários museus que gostava de ter visitado mas, infelizmente, o tempo que lá estive não permitiu ver todos pelo que vou indicar-vos os que visitei, assim como os que gostava de ter conhecido.

  • Science Gallery

Demonstrar a ciência é divertido, envolvente e muito mais relevante para o nosso dia a dia do que poderíamos imaginar, e é isso que vamos encontrar neste museu bastante interactivo.

Morada: The Naughton Institute, Pearse Street, Trinity College

Horário: Segunda: Encerrado / Terça a Sexta 12-20 Hrs / Sáb-Dom – 12-18 Hrs

Preço: Gratuito

  • Natural History Museum

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Como já tinha contado neste post, não encontrei nada de extraordinário neste museu. Sinceramente pensei que fosse mais dinâmico, um pouco como o de Londres… Mas não é nada parecido. Acho que a cidade tem uma oferta muito melhor em relação a museus, por isso não voltaria a visitá-lo.

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Morada: Merrion Street

Horário: Segunda: Encerrado / Terça a Sábado 10 – 17 Hrs / Domingos 14 às 17 Hrs

  • National Museum of Ireland – Archeology

Foi uma das grandes surpresas da viagem, no que diz respeito a museus. Pois além da exposição extremamente interessante, fiquei apaixonadíssima pelo mosaico do chão, que é simplesmente lindíssimo!

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Neste museu podemos encontrar uma colecção fantástica de artefactos desde a pré-história até ao período Viking. Quem gosta de história vai adorar este lugar pois está recheado de informação que nos ajuda a compreender um pouco melhor a evolução do país.

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O museu está organizado ao longo de sete galerias e dois andares, por isso vá com tempo para apreciar tudo. É possível tirar fotografias (sem flash).

A sua entrada é um pouco escondida e pode passar despercebida aos mais distraídos, mas encontra-se ao lado do Biblioteca Nacional da Irlanda.

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Morada: Kildare Street, Dublin 2

Horário: Terça a Sábado 10 – 17 Hrs / Domingos 14 às 17 Hrs / Encerrado às Segundas e Feriados.

Entrada: Gratuito

  • National Gallery

Quem aprecia pintura vai gostar bastante deste museu. Aqui vai encontrar uma excelente colecção de arte Irlandesa, mas também há colecções de alta qualidade de todas as principais zonas da Europa.

Há uma sala dedicada exclusivamente às obras de Jack Yeats.

Morada: W Merrion Street, Dublin 2

Horário: Segunda a Sábado 09:15 – 17:30 / Quinta 09:15 – 20:30 / Domingo 11:00 – 17:30

Entrada: Gratuito

Todos estes museus ficam muito perto uns dos outros e a sua entrada é gratuíta.

  • Chester Beatty Library

Quando coloquei este local no itinerário, pensei que se tratava de uma simples biblioteca com livros antigos pois foi essa a ideia que tinha ficado das informações que encontrei enquanto andava a pesquisar.

Por isso, fiquei agradavelmente surpreendida com o que me deparei. O Chester Beatty Library é um museu de arte que abriga uma grande colecção de manuscritos, pinturas, gravuras, desenhos, livros raros e alguns objectos decorativos que pertenceram a Sir Alfred Chester Beatty.

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A colecção pertenceu a Sir Alfred, um magnata americano dedicado à indústria de mineração. Coleccionador apaixonado, Chester mudou-se para a Irlanda em 1950, vivendo em Dublin até à sua morte, em 1968.

Posteriormente, a colecção foi doada para benefício público.DSCN7774

Até 2 de Setembro de 2018 há uma exposição muito interessante; O Coëtivy Hours. Trata-se de uma obra-prima de iluminuras em miniatura, datadas do século XV.

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Morada: Dublin Castle (A entrada faz-se pelos jardins do Castelo)

Horário: Segunda a Sexta 10:00 – 17:00 / Sábado 11:00 – 17:00 / Domingo 13:00 – 17:00

Preço: Gratuito

  • Dublinia

Foi sem dúvida o lugar que tive mais pena de não ter conseguido visitar. A Dublinia é um museu bastante interactivo onde podemos ficar a conhecer um pouco da história e cultura dos Vikings e da era Medieval.

A exposição é dividida em três níveis: Vikings, Medieval e Caçadores de História (History Hunters), mostrando como era a vida na altura, desde os seus hábitos e costumes.

Site: http://www.dublinia.ie/

Morada: Christ Church

Horário: Segunda a Domingo 10:00 às 06:30 Hrs (Última entrada 05:30)

Preço: 9,50 € / Bilhete combinado com Christ Church Cathedral – 14,50€

Kilmainham Gaol (Prisão) – Dublin

Há quem ache mórbido ou chocante visitar sítios onde aconteceram situações pouco humanas ou deprimentes, tal como prisões ou campos de concentração. Eu não concordo e acho até muito importante fazê-lo, para assim ter-se um conhecimento mais aprofundado do que realmente aconteceu nesses locais e, dessa forma, evitar que situações semelhantes voltem a acontecer no futuro.

Por isso, quando começamos a pesquisar os locais que gostaríamos de visitar em Dublin, decidimos incluir no roteiro uma ida à prisão Kilmainham.

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A antiga prisão que foi inaugurada em 1796, teve um papel fundamental na história da Irlanda pois por aqui passaram muitas das pessoas que lutaram pela independência do País.

Uma visita a este local é uma forma interessante de conhecer alguns dos capítulos da História da Irlanda. É necessário fazer marcação prévia (mais pormenores no final deste post), sendo uma tour com um guia local. E esse é um factor determinante! Sei de pessoas que adoraram e outras que detestaram, muito devido à forma como foi conduzida a visita. Nós tivemos muitaaaaa sorte com o nosso guia pois ele era muito informado e um apaixonado pela História e todos os factos que lá se passaram, conseguindo assim transmitir todo esse entusiasmo às pessoas que fizeram a tour com ele.

 A visita guiada começa na capela da prisão, onde Joseph Plunkett se casou com a sua noiva Grace Gifford pouco antes de ser executado, por ter sido um dos lideres da Revolta da Páscoa. Essa Revolta tratou-se de uma rebelião na Irlanda durante a Semana Santa de 1916, e foi uma tentativa por parte de militantes republicanos irlandeses de ganhar a independência em relação ao Reino Unido.

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O primeiro político a ser preso foi Henry Joy McCracken, detido no dia 11 de setembro de 1796, tendo sido posteriormente condenado ao enforcamento em praça pública.

Nesta prisão os prisioneiros eram colocados todos juntos, independentemente de serem homens, mulheres ou crianças. As escuras e frias celas eram iluminadas apenas com a luz de uma vela, que se verificava ser uma fonte de calor insuficiente para um sítio tão húmido e frio.

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Com a chegada da Grande Fome, entre 1845 e 1849, o número de prisioneiros aumentou drasticamente em Kilmainham. Apesar de toda a Europa ter sofrido com a fome devido a uma doença que contaminou em larga escala as batatas, um terço de toda a população da Irlanda dependia unicamente delas para sobreviver, pelo que foi um dos países mais afectados.

A fome era tanta, que as pessoas cometiam pequenos delitos para serem presas, uma vez que na prisão tinham direito a uma refeição diária, por exígua que fosse. Nessa altura as condições que já não eram muitas, tornaram-se ainda mais precárias… A prisão sofria sérios problemas de sobrelotação e os presos viviam amontoados nas celas.

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Uma das alas mais conhecidas desta prisão é Victorian Wing. Foi inaugurada em 1862, acrescentando-lhe mais 96 celas. Durante esse período, a prisão era regida pelos princípios do silêncio e da separação, sendo a comunicação entre os prisioneiros completamente proibida, tendo que passar a maior parte do tempo nas suas celas.

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Numa das celas desta ala podemos ver uma pintura que Grace Gifford, esposa de Joseph Plunkett, fez enquanto aqui esteve detida.

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Mural of Madonna – Pintado por Grace Gifford, esposa de Joseph Plunkett.

A visita termina no pátio onde aconteciam as execuções. Aqui, entre os dias 3 e 12 Maio de 1916, foram executados 14 homens por terem participado na Revolta da Páscoa.

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O local exacto onde aconteciam as execuções, está actualmente assinalado com uma cruz.

A prisão deixou de funcionar em 1924.

A visita guiada leva cerca de 1 hora, e quando terminada podemos visitar o museu. Aqui podemos encontrar diferentes objectos que pertenceram aos prisioneiros, tal como  cartas, roupas, entre várias outras coisas.

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Vários filmes e até  um videoclip dos U2 (Celebration) forem gravados em Kilmainham.

Informações Uteis

Preço: Adulto 9€ / Crianças e Estudantes 5€ /Online 8€.

Como este lugar é bastante requisitado e não queríamos correr o risco de lá chegar e já não conseguirmos bilhetes, uma vez que as visitas tem um numero limitado por dia, decidimos comprar o bilhete online ainda em Portugal.

Acedemos ao site (aqui), escolhermos o dia e a hora pretendida, fizemos o respectivo pagamento e logo de seguida recebemos um e-mail de confirmação. Podemos imprimir os bilhetes, através do e-mail que nos enviam. Mas se não o fizerem não há problema, basta chegar à recepção da prisão um pouco mais cedo da hora da visita, e eles imprimem os respectivos bilhetes.

É importante chegar a horas, eles aconselham chegar 15 minutos antes da hora, para não corrermos o risco de não conseguir fazer a visita.

Nós pagamos 16€ pelos dois bilhetes + 1€ pelos custos administrativos.

Morada: Inchicore road 8

Horário: Diferem consoante o mês, o melhor é consultarem o site

Como lá chegar (Transportes públicos)

Luas – Linha Vermelha (paragem mais próxima Suir Road)

Nós não utilizamos os transportes públicos para deslocarmos para a prisão, fizemos o percurso a pé, pois o nosso hotel não era muito distante.