Trinity College – A Universidade de Dublin

A Trinity College é a universidade mais famosa e mais antiga da Irlanda, fundada em 1592 pela Rainha Elizabeth I.

Originalmente esta Universidade pública só aceitava alunos protestantes, contudo poderiam ser aceites alunos católicos desde que abrissem mão das suas crenças. Embora estas restrições religiosas tenham sido abolidas em 1873, o clima protestante ainda se manteve forte na Universidade. Hoje em dia não há qualquer restrição religiosa e, na verdade, a maior parte dos alunos da Trinity College são católicos.

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Vários nomes ilustres estudaram aqui, como é o caso de Oscar Wilde e Samuel Beckett que frequentaram o Trinity College em 1871 e 1923, respectivamente.

A Universidade está aberta para visita e podemos fazê-lo de forma gratuita mas, para visitar a Biblioteca e o Book of Kells, a principal atracção do espaço, é necessário pagar.

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Mas é possível apenas passear pelo magnífico espaço da Universidade e apreciar os seus edifícios clássicos cheios de história.

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Na praça principal encontramos um campanário com 12 metros de altura, que abriga o sino da universidade. Existe uma lenda que diz que quem estuda nesta universidade e passar por baixo do arco do campanário poderá chumbar nos exames.

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Ainda no campus podemos ver um globo dourado que se trata de uma escultura feita por Arnaldo Pomodoro, intitulada “Sphere within a sphere” (esfera dentro da esfera). Ela faz parte de um conjunto de esferas espalhadas pelo mundo, existindo também no Vaticano, no Irão, em Nova Iorque, Washington, Indianapolis, São Francisco e Califórnia.

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Para visitar a biblioteca adquirimos o bilhete junto à entrada da mesma, e apesar de estar um pouco de fila, foi relativamente rápido o processo.

Existe a possibilidade de fazer uma tour pela Universidade assim como pela Biblioteca,  guiada pelos alunos da Universidade. Eles encontram-se numa pequena banca junto à entrada principal do recinto, mas só está disponível em alguns horários durante o dia.

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Começamos a visita pela exposição “Turning Darkness into Light” que é sobre o Book of Kells (Livro de Kells). Trata-se de um manuscrito com mais de 300 páginas escrito em latim pelos monges celtas, por volta de 800 d.C.

Devido à sua  beleza e à magnifica ilustração, com excelentes pormenores artísticos, este manuscrito é considerado, por muitos especialistas, como um dos mais importantes vestígios da arte religiosa medieval.

Percebemos de imediato onde se encontra exposto o livro (obviamente bem isolado dentro de vidros), pois o aglomerado de pessoas é sempre grande e é um pouco difícil apreciar calmamente. É expressamente proibido fotografar esta parte da exposição.

Mas a principal razão que me levou a entrar ali era para conhecer a biblioteca, que é considerada uma das mais bonitas do mundo.

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Assim que entramos na Long Room sentimo-nos esmagados com a imponência do lugar. A sala tem quase 65 metros de comprimentos e contêm cerca de 200 mil livros.

Inicialmente, existia apenas o nível inferior e o tecto era de gesso bastante simples. Mas, em 1850, o espaço já se encontrava completamente lotado e não havia lugar para colocar  mais livros. Por isso, em 1860, ergueram o 2º andar e construíram o tecto em forma de abóbada, tal como se encontra actualmente.

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Em cada fileira de livros, no primeiro piso, encontra-se um busto de mármore de figuras ilustres da Literatura, Filosofia e outras áreas nobres. São 48 bustos entre eles Sócrates, Aristóteles, Shakespeare, Francis Bacon.

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Uma curiosidade que ficamos a saber durante a visita: Os livros maiores e mais pesados foram colocados nas prateleiras inferiores, para evitar sobrecarregar o andar superior.

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Gostei bastante da visita à biblioteca, mas sinceramente, achei o bilhete muito caro! (14€/pessoa).

Morada: College Street

Preço: 14€/Pessoa

Horários: Segunda a Sábado 09:30 – 17:00 / Domingo(Outubro-Abril) 12:00 – 16:30, (Maio a Setembro) 09:30 – 16:30.

Dublin – Itinerário de 3 dias

Na procura de um destino relativamente próximo, económico e com partidas do aeroporto de Faro, Dublin pareceu-nos o lugar perfeito. Estávamos desesperados por uns dias longe da rotina habitual pois após vários meses a ver azulejos, cozinhas, pavimentos, mobília e tudo o que envolve uma obra, precisávamos de nos desligar disso tudo. Mas, depois de ter lido e de algumas pessoas me terem dito que Dublin não era nada de especial, ia com zero expectativas. Mas fui agradavelmente surpreendida  por ter chegado a uma cidade vibrante, com pessoas simpáticas e prestáveis e com uma arquitectura e história apaixonante. Ficamos tão apaixonados pela cidade, que não vemos a hora de voltar à Irlanda, para explorar todo o país. 🙂

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Apesar de Dublin ser uma cidade relativamente pequena e com tudo muito concentrado, tem imenso para explorar. Nós ficamos 3 dias e achamos que foi o suficiente para conhecer o mais importante que a cidade tem para oferecer.

1º Dia

Christ Church Cathedral – Também conhecida por Santíssima Trindade, é uma das catedrais medievais da cidade, sendo a outra a Catedral de St. Patrick. A Catedral foi fundada em 1028, no que era o coração espiritual da cidade, sendo hoje uma das principais atrações turísticas em Dublin.

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É possível entrar e conhecer o interior da Catedral, mas nós não o fizemos. Há bilhetes com diferentes preços e entradas combinadas com o Dublinia.

Site: http://christchurchcathedral.ie/

Morada: Christchurch Pl, Wood Quay

Horário: 09:30 – 18 Hrs, Domingo: 12:30 – 14:30 / 16:30:18:00. Última admissão: 45 min. antes de encerrar.

Preço: 7 € / Bilhete combinado com Dublinia – 14,50€

Dublinia – Para quem deseja conhecer um pouco da história e da cultura dos Vikings e da era medieval, vale a pena conhecer este museu interactivo que mostra a evolução da cidade até ao século XVI.

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Tive pena de não ter visitado este museu mas, com tanta oferta do género existente na cidade, alguns tiveram que ficar por conhecer… E, lógicamente, demos preferência aos que tinham entrada gratuita. #modoforretaon

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Site: http://www.dublinia.ie/

Morada: Christ Church

Horário: Segunda a Domingo 10:00 às 06:30 Hrs (Última entrada 05:30)

Preço: 9,50 € / Bilhete combinado com Christ Church Cathedral – 14,50€

Dublin Castle – O Castelo de Dublin é um dos edifícios mais importantes da história da Irlanda, desempenhando numerosos papéis ao longo da sua história. Originalmente construído como uma fortaleza defensiva para a cidade de Dublin, foi mais tarde convertido em residência real.

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O castelo permaneceu praticamente intacto até Abril de 1684, quando um grande incêndio causou sérios danos a grande parte do edifício. Apesar da extensão do fogo, partes das estruturas medievais sobreviveram e, ainda hoje, podem ser exploradas pelos visitantes.

O Castelo já serviu de cenário para vários filmes, incluindo Michael Collins, Becoming Jane e The Medallion, assim como a série televisiva The Tudors.

Site: http://www.dublincastle.ie/

Preço: 7€ Auto-Guia, Apenas podemos visitar o State Apartments / 10€ Visita Guiada, e passamos pelos seguintes locais: State Apartments; Viking Excavation; The Chapel Royal

Horário: Segunda a Domingo: 09:45 às 17:45 Hrs. (Última admissão 17:15Hrs)

The Castle Gardens – Junto ao Castelo encontram-se os seus jardins, que são de acesso gratuito. É um lugar imensamente popular, tanto para turistas como para cidadãos locais. É muito bonito e relaxante sendo comum vermos várias pessoas a ler um livro, a conviver ou apenas a apreciarem o belo cenário do local.

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Chester Beatty Library  – Mesmo junto aos jardins do Castelo de Dublin encontra-se a “Biblioteca Chester Beatty”. Trata-se de um museu de arte que abriga uma grande colecção de manuscritos, desenhos, livros antigos e alguns objectos decorativos que perteceram a Sir Alfred Chester Beatty.

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Vou falar um pouco mais sobre este lugar num outro post sobre os museus da cidade, para que este artigo não fique demasiado longo.

Morada: Dublin Castle

Preço: Gratuito

Horário: Segunda a Sexta 10 – 17 Hrs / Sábados 11 – 17 Hrs / Domingos 13-17 Hrs.

St. Patrick´s Cathedral – Esta catedral foi construída em 1220 em homenagem a Saint Patrick´s da Irlanda. Foi construída no local onde possivelmente, St. Patrick batizava aqueles que se convertiam ao catolicismo, em meados de 461 D.C.

 

Morada: St Patrick’s Close, Wood Quay, Dublin

Site: stpatrickscathedral.ie

Preço: 7€

St. Stephen’s Green – Construído em 1664, é um dos parque públicos mais antigos da Irlanda e um dos mais populares da cidade.

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O parque tem várias entradas, sendo a principal em frente à Grafton Street. Nessa entrada existe um arco intitulado “The Fusiler´s”, que foi construído em homenagem aos soldados mortos durante a Segunda Guerra Mundial.

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O parque é muito grande, possuindo um lago artificial, uma cascata, assim como alguns monumentos. A estátua “Famine Memorial” relembra a fome extrema que assolou a Irlanda durante o século XIX.

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É um local muito bonito e agradável para passear e, como o visitamos durante o fim de semana, estava cheio de vida, com muitas pessoas a conviver, a fazer a fotossíntese, a relaxar…

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Morada: St. Stephen´s Square

Horário: Segunda – Sábado 07:30 – Anoitecer (06:30/08:30) / Domingos e Feriado 09:30 – Anoitecer

Church Notre Dam, Newman University – Muito próximo do jardim St. Stephen’s encontra-se esta pequena igreja. Pode passar despercebida aos mais distraídos pois é muito pequena e discreta por fora, mas vale a pena perderem alguns minutos a visitarem o seu interior, pois está recheado de detalhes lindos.

 

Grafton Street – Já que estávamos ali tão perto, aproveitamos para passear nesta rua, que é considerada a mais importante e movimentada de Dublin. Encontrámos várias lojas de marcas conhecidas, desde Tommy Hilfiger até Chanel, vários artistas de rua, e também a célebre estátua da Molly Malone.

 

 

 

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No primeiro dia conseguimos ver muitas coisa porque a cidade é pequena e a maior parte das atracções estão muito concentradas. E, como não entramos em nenhuma catedral nem museu, não perdemos muito tempo e conseguimos ter uma visão geral da cidade em apenas um dia.

2º Dia

Começamos o dia na biblioteca mais famosa do país, a Trinity College. É uma visita obrigatória numa ida a Dublin. Mas, vão ficar a saber mais pormenores da minha visita noutro post completamente dedicado a este local.

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Quando saímos da Trinity College, dirigimo-nos ao nosso apartamento para almoçar.

Depois do almoço decidimos ir à pequena vila piscatória de Howth, que se encontra a poucos quilómetros de distância de Dublin.

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Vou fazer um post só sobre esta Vila, pois merece! Adoramos a tarde que lá passamos! 🙂

3º Dia

Ainda em Portugal reservamos uma visita à famosa prisão de Kilmainham através do seu site. Dediquei um post com toda as informações relevantes sobre o local.

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Depois do almoço, e como o tempo não estava muito famoso brindando-nos com uma chuvinha chata, decidimos visitar alguns museus…

Começamos pela Biblioteca Nacional da Irlanda, é um local lindíssimo e onde impera o silêncio. A não perder a sala “Reading Room”! Infelizmente não é permitido tirar fotografias lá dentro.

 

Morada: Kildare Street

Entrada: Gratuito

De seguida fomos para o Museu de História Natural de Dublin. Este museu, entre os dublinenses, é conhecido como o Dead Zoo (Zoológico Morto), pois aqui podemos encontrar mais de 10.000 animais dissecados, provenientes de todas as partes do mundo.

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Não esperem um Museu de História Natural como o de Londres, mas para quem nunca visitou nenhum deste género pode ser uma experiência engraçada. Caso contrário, não vai acrescentar nada de novo.

 

Morada: Merrion Street

Horário: Terça a Sábado 10 – 17 Hrs / Domingos 14 às 17 Hrs / Encerrado às Segundas e Feriados.

Entrada: Gratuito

Dentro das várias hipóteses que tínhamos decidimos ir para o Museu Nacional de Arqueologia de Dublin. Confesso que estava um pouco com um pé atrás acerca deste museu, e só fui porque o Sérgio queria muito visitá-lo. E ainda bem que fui pois fiquei bastante surpreendida pela positiva com o que lá encontrei.

 

Neste museu podemos visualizar exposições arqueológicas desde a chegada dos primeiros habitantes no Mesolítico até à Irlanda Medieval.

O museu exibe objectos que datam desde 7000 a.C, organizados ao longo de sete galerias e dois andares.

Além da interessante exposição, o local possui uma decoração de grande riqueza que só por si vale a visita. Podemos encontrar várias colunas que fazem referência às antigas civilizações grega e romana e o incrível mosaico no chão mostra cenas da mitologia clássica.

Morada: Kildare Street, Dublin 2 

Horário: Terça a Sábado 10 – 17 Hrs / Domingos 14 às 17 Hrs / Encerrado às Segundas e Feriados.

Entrada: Gratuito

Quando saímos do museu fomos passear para o bairro Temple bar, que é um dos mais antigos e carismáticos da cidade. Este bairro é conhecido principalmente pelos inúmeros pubs e restaurantes, assim como a animada vida nocturna.

 

Passamos pela Ha’Penny Bridge, a ponte mais conhecida da cidade. Foi a primeira a ser construída sobre o rio Liffey, em 1816. Tem este nome porque tinham que pagar um half penny para a atravessar.

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E para terminar o dia, entramos num dos bares. Decidimos ir ao Oliver St. John Gogarty, por ter música ao vivo típica. Adoramos o ambiente alegre e descontraído do local, apreciamos uma bela caneca de cerveja ao som de música irlandesa! Não podia ter terminado de melhor forma esta viagem, que foi uma grande surpresa 🙂

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