Castelo de Vide

Depois de sairmos de Marvão, dirigimo-nos para Castelo de Vide, apenas com uma paragem estratégica na estrada N246-1 (conhecida localmente por “Alameda dos Freixos”), para a foto da praxe.

Castelo de Vide é uma vila alentejana, localizada numa colina da Serra de São Mamede.

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A abundância de vegetação, o clima ameno e a proximidade da Serra, mas também devido ao seu esplendor e encanto o que a torna numa das localidades mais românticas da região alentejana, tornaram-na conhecida como a “Sintra do Alentejo”.

O que fazer:

São diversos os locais de interesse e os monumentos na vila, destacando-se:

  • Castelo e as bonitas vistas obtidas de lá.

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A entrada para o Castelo é gratuita. Além das vistas panorâmicas que se tem do alto do Castelo, também podemos lá encontrar o Centro de Interpretação do Megalitismo.

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  • Judiaria

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Um dos exemplos mais importantes e bem preservados da presença judaica em Portugal. Aqui, a maioria das portas mantêm o arco gótico ogival e, em muitas ombreiras, do lado direito, podemos ainda ver fendas esculpidas. Era o local onde os judeus guardavam os seus Mezuzá, ou seja, os pergaminhos, que continham as duas passagens da Torá.

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Também ainda existe a Sinagoga, actualmente transformada num museu. A ideia era lá entrarmos, mas à hora que lá passamos estava encerrado para a pausa do almoço.

  • “Perder-se” pelas suas ruas labirínticas.

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Castelo de Vide é considerada uma das vilas medievais melhor preservadas em Portugal. Por isso, é muito fácil para quem visita este local deixar-se encantar pelo charme do  seu cenário medieval.

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Onde comer:

O restaurante surpresa desta road trip foi o que encontramos em Castelo de Vide, o Djony. O ambiente é bastante simples e descontraído, mas, o mais importante, a comida é simplesmente deliciosa.

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Antes de termos tempo para ver o menu, já o proprietário do restaurante, nos tinha servido uma tigela de sopa. E disse-nos que ali, em vez de servirem as habituais entradas com pão e patês, serviam sopa… E estava tão boa!!

Era apenas o inicio de uma repasto dos deuses… Além da comida deliciosa, o atendimento foi do mais atencioso possível! Se não bastasse a comida excelente, o atendimento maravilhoso, no final, quando veio a conta, também nos fez sorrir…Bastante acessível, pagamos cerca de 20€, os dois!!

Lugar a voltar, sem dúvida! 🙂

Hotel Dom Dinis – Marvão

Para a estadia em Marvão apenas tinha uma condição: Ficar dentro das muralhas! Depois de muito procurar, pareceu-me que o Dom Dinis era uma escolha acertada. E não podia estar mais certa, pois adoramossssss tudo! E, se um dia lá voltarmos, vamos ficar aqui, certamente!

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O quarto apesar de relativamente pequeno, era muito confortável e tinha uma vista magnífica para o Castelo de Marvão.

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De bónus, o hotel tinha um jacuzzi com vista para uma paisagem maravilhosa, o que tornou ainda mais especial aquele momento em que lá estivemos. A ida ao jacuzzi tem que ser marcada antecipadamente e só permitem uma marcação de cada vez, o que possibilita estarmos por lá mais à vontade e com mais privacidade.

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É muito bem localizado, mesmo ao lado do Castelo. Apesar das ruas estreitas de Marvão, o hotel é de fácil acesso e com estacionamento gratuito.

Foram todos muito simpáticos e prestáveis, desde a proprietária aos empregados.

IMG_5986O pequeno almoço estava incluído na tarifa e, além de muita variedade, tinham diversos produtos locais como queijos e doces, o que na minha opinião é uma mais valia.

Adoramos a experiência e vamos voltar, sem dúvida!

Marvão

Marvão é uma vila situada no alto Alentejo, na escarpa do Parque Natural da Serra de São Mamede. Da vila conseguimos obter vistas panorâmicas fascinantes, pois ela encontra-se a 862 metros de altitude, no topo da Serra do Sapoio.

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Esta povoação terá sido conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques, entre 1160 e 1166, mas foi tomada outra vez, numa contra-ofensiva moura, em 1190. Em 1229 D. Dinis apoderou-se do Castelo de Marvão, que teve uma grande importância nas guerras com os castelhanos e espanhóis.

Os rochedos de Marvão foram utilizados como refúgio e como ponto militar estratégico desde, pelo menos, o período romano.

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Depois de várias horas de viagem, apenas com uma paragem estratégica para um almoço rápido, subimos a íngreme estrada que dá acesso a esta vila. Já lá dentro, aventurámo-nos pelas suas ruas estreitíssimas. (Tão estreitas que eu só dizia ao Sérgio: “O carro não vai passar aqui!”).

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Estacionamos o carro junto ao castelo (pois o nosso hotel era mesmo ao lado) e fomos conhecer um pouco da vila.

Percorremos a pé as suas ruas estreitas e sinuosas e admiramos a pacata vila com as suas casas caiadas de branco, muito bem arranjadas.

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Além de admirar as vistas, de tirar o fôlego, que se obtém da vila, e de descobrir os encantos escondidos pelas ruas da vila, não existe muito mais para visitar, além do seu castelo. E foi isso que fizemos!

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Pagamos o bilhete da entrada, com um custo de 1,50€/pessoa, e fomos explorar o Castelo. Situado no topo da vila, no ponto mais alto do planalto, consegue-se desfrutar de uma vista espantosa e completamente hipnotizante! Era capaz de levar horas só a contemplar aquelas paisagens…

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Como disse José Saramago: “De Marvão vê-se a terra toda”. E tinha toda a razão, em dias de pouca nebulosidade consegue-se alcançar uma vista com distâncias espantosas.

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Começamos a visita pela cisterna, que se encontra junto à entrada principal. É uma das maiores cisternas dos castelos portugueses, com cerca de 10 metros de altura e 46 de comprimento. Acumulava água para cerca de 6 meses, o que era essencial para que a vila pudesse resistir a um cerco prolongado, pois no cume do monte, a quase 900 metros, não existia água disponível.

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A nossa visita ao castelo foi mais curta do que inicialmente estávamos a contar devido ao facto de o castelo estar cercado de uma praga de insectos. Eram aos milhares e chegou a um ponto que se tornou mesmo muito incomodo… voavam para cima de nós, entravam para dentro da roupa, chegamos a levar picadas… Tivemos que desistir e dar por terminada a visita.

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Em conversa com a dona do hotel onde ficamos, soubemos que era uma praga que tinham todos os anos, duas vezes por ano. Quando começava a fazer muito calor e quando o frio voltava… Durava cerca de 2/3 dias e que a autarquia já tinha feito várias intervenções e nunca conseguiram exterminar esta praga… Por nossa sorte, conseguimos acertar mesmo nessa altura do ano que a praga aparece! :p

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Ao final da tarde fomos aproveitar o jacuzzi do hotel (este hotel vai merecer um post à parte).

Depois de relaxarmos no hotel decidimos ir jantar… Não existem muitas opções de restaurante em Marvão, mas no hotel aconselharam-nos a Varanda do Alentejo. O serviço foi relativamente rápido e com um atendimento simpático e a comida era boa, mas nada de especial! Por no Alentejo comer-se sempre bem a fasquia nos restaurantes desta zona é sempre muito alta.

Para acompanhar a refeição bebemos o vinho “.Com”, que recomendo muitíssimo!! E além do mais, a companhia também era bastante boa :P, pelo que foi um jantar  bem agradável e com uma vista verdadeiramente fantástica! 🙂

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E, depois de uma corrida até ao nosso hotel pois começou a chover torrencialmente, demos por terminada a noite em Marvão. No dia seguinte tínhamos que sair cedo pois ainda tínhamos muitos quilometros pela frente…

A vila tipicamente Holandesa: Zaanse Schans

Se ficamos um pouco desiludidos com Amesterdão, Zaanse Schans teve o efeito contrário em nós. Ficamos completamente rendidos aos encantos daquela pequena vila.

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Zaanse Schans é uma vila típica holandesa. Aqui podemos encontrar tudo o que é estereótipo da Holanda. Moinhos de Vento? Sim! Queijos? Sim! Tamancos? Sim! Nesta vila podemos encontrar tudo isto e muito mais.

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Este pequeno vilarejo é um verdadeiro museu a céu aberto. Os moinhos de vento que lá se encontram têm vários anos. Eles geravam energia industrial para diversas partes da economia Holandesa. Actualmente muitos deles ainda funcionam, e alguns estão abertos ao público, sendo possível visitar o seu interior.

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Além dos moinhos de vento, podemos entrar e visitar outras casas/fábricas tradicionais, como a fábrica de tamancos, onde se pode observar uma demonstração ao vivo de como se fabricam este tipo de sapatos e ver as centenas de modelos que tem expostos para venda na loja.

 

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E para quem gosta de queijo, não pode deixar de ir à Catharina-Hoeve. É uma fábrica de queijo onde é possível fazer degustação de todos os queijos que lá tem à venda!! E eram bastantes… Nós, obviamente, provamos todos, várias vezes! 😀

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Também existe uma loja onde fabricam chocolates e onde podemos saborear uns waffles, entre outras guloseimas, bem como apreciar um pequeno museu onde estão expostas algumas máquinas que utilizavam no fabrico do chocolate. É uma loja bastante amorosa, e o cheiro que sai de lá é simplesmente irresistível.

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Mas o melhor de Zaanse Schans é passear e explorar calmamente a vila e deixar-se encantar pela magia deste local.

Apesar deste vilarejo parecer ter saído directamente de um conto de fadas, na verdade, muitas das casas são habitadas. Por isso tenham atenção para não entrarem no jardim de alguém 🙂

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Quando aqui chegamos decidimos alugar uma bicicleta, pois não queria sair da Holanda sem passear no seu típico meio de transporte. E como em Amesterdão não fiquei muito animada com essa ideia depois de ver a doidice da quantidade de bicicletas que por lá circulam, achamos que Zaanse Schans era o local perfeito para o fazer! E assim foi. Como chegamos cedo, a vila ainda não estavam repleta de turistas, por isso, conseguimos percorrê-la calmamente sem atropelar ninguém 🙂

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Alugamos as bicicletas por 1 hora (custou 5€/bicicleta), mas em apenas 15 minutos demos a volta à vila toda. Por isso decidimos explorar mais além e divertimo-nos imenso! Tanto que até perdemos a noção do tempo, e quando vimos já tinha passado da hora de entregar as bicicletas.

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Em poucas horas vê-se praticamente tudo em Zaanse Schans, mas pode “perder-se” um dia inteiro por lá facilmente. Como foi o nosso caso, adoramos tanto aquele cantinho que tentamos prolongar ao máximo aquele momento.

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Dicas:

  • Tentar chegar o mais cedo possível. Perto da hora de almoço e durante a tarde estavam tantos turistas que era praticamente impossível circular pelas ruas estreitas da vila. Nós chegamos perto das 10 da manhã e estava bem pacífico nessa altura e conseguimos usufruir muito mais do local.
  • Existe um miradouro, mesmo ao lado do Museu Zaans, do qual obtemos umas vistas panorâmicas sobre a vila. Além das vistas magnificas, conseguimos fugir um pouco dos turistas, pois pareceu-me, que esta zona ainda é pouco conhecida uma vez que não se encontrava lá ninguém…

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Como lá chegar:

A partir de Amesterdão é bem fácil chegar a Zaanse Schans. É possível fazer o trajecto de comboio ou autocarro (ou de carro!).

  • Comboio: Da estação Central de Amesterdão até Zaandikj (estação de Zaanse Schans) são cerca de 30 minutos. Quando desembarcamos temos uma caminhada de cerca de 10/15 minutos até chegar ao centro da vila, mas que se faz facilmente. O bilhete de comboio tem um custo de 3,10€/trajecto. Também é possível apanhar o comboio na estação Sloterdijk, em Amesterdão. Foi o que fizemos, pois era mais perto do nosso hotel. O bilhete de comboio tem um custo de 2,50€/trajecto. Existem diversos comboios por hora.
  • Autocarro: Apesar de não termos feito esse percurso de autocarro, na altura vi que era possível fazê-lo. Também da estação central de Amesterdão existem autocarros que levam directamente até à entrada de Zaanse-Schans. Talvez seja uma opção mais viável para quem tiver com crianças ou tiver algumas dificuldades de locomoção. De autocarro o percurso é cerca de 40 minutos.