Casa de Anne Frank

A casa de Anne Frank é um museu verdadeiramente fascinante. Aqui dentro podemos encontrar fotos, filmes e objectos originais que ilustram os acontecimentos que aqui se passarem, assim como ler citações do seu diário.

Anne Frank foi uma entre os milhões de vítimas da perseguição que os judeus sofreram durante a Segunda Guerra Mundial. Anne nasceu a 12 de Junho de 1929, em Frankfurt. Em 1933, ela e a sua família decidiram mudar-se para Amesterdão.

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Em Maio de 1940 o exército alemão invadiu os Países Baixos e implementou ainda mais medidas contra os judeus. No dia 6 de Julho de 1942, os pais de Anne, Otto e Edith Frank, bem como as suas duas filhas decidiram esconder-se num anexo da empresa de Otto, onde actualmente se encontra o Museu de Anne Frank.

Posteriormente, juntaram-se a eles Hermann Van Pels, a sua mulher Auguste e o filho deles, Peter. E, mais tarde, Fritz Pfeffer.

Os empregados do armazém desconheciam que havia gente escondida no anexo. No entanto, os empregados do escritório sabiam-no. Otto Frank pediu-lhes para os ajudarem na clandestinidade.

” Durante o dia temos sempre que andar levemente e falar sem barulho, porque não nos podem ouvir no armazém” Anne Frank, 11 de julho 1942.

Os empregados de escritórios, Victor Kugler, Miep Gies, Johannes Kleiman e Bep Voskuijl, forneciam aos clandestinos alimentos, roupas, livros e jornais. Esta responsabilidade era pesada pois os clandestinos estavam completamente dependentes deles e, ajudar gente escondida, era uma actividade de grande risco.

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Edifício do museu de Anne Frank

Os clandestinos estavam 24 horas por dia no interior no anexo. As cortinas permaneciam sempre fechadas, para que os vizinhos não os pudessem ver. De dia, quando os trabalhadores estavam ao serviço no armazém, os clandestinos tinham de estar em silêncio. A falta de espaço no esconderijo e a angústia de serem descobertos provocavam muita tensão.

“Durante o dia as nossas cortinas não se podem abrir nem um centímetro” Anne Frank, 28 de Novembro 1942.

O quarto de Anne Frank

Anne tinha que partilhar um quarto com Fritz e isso provocava regularmente grandes discussões. Custava muito a Anne não poder ir para o exterior. O seu diário, onde passava muito tempo a escrever, era onde desabafava os seus sentimentos e desejos;

“Apetecia-me andar de bicicleta, dançar, assobiar, ver o mundo, gozar a minha juventude, ser livre.” Anne Frank, 24 de Novembro 1943

Como muitas meninas, Anne decorava o seu quarto com imagens. As imagens reflectem a transformação de Anne de menina para mulher adulta. No inicio, ela gostava sobretudo de estrelas de cinema mas, mais tarde, ela interessou-se mais pela arte e pela história. Ainda é possível ver algumas das imagens que Anne colou nas paredes do seu quarto.

Durante a visita conseguimos ter uma perceção melhor de como foi possível esconderem-se por tanto tempo sem serem descobertos.

Após uma denuncia feita por telefone às S.S. alemãs, a polícia invadiu a Princegracht 263 a 4 de Agosto de 1944. Tinham sido traídos! Os oito clandestinos e os colaboradores Johannes Kleiman e Victor Kugler foram presos. Os nazis deixaram Miep Gies e Bep Voskuijl em paz.

A 3 de Setembro de 1944 os oito clandestinos foram deportados para o campo de concentração de Auschwitz.

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Arredores do Museu

Dos oito, apenas Otto Frank sobreviveu à guerra. Anne, Margot e Edith Frank, Peter, Auguste e Hermann van Pels e Fritz Pfeffer encontraram a morte num campo de concentração. Os colaboradores sobreviveram à guerra.

A 3 de Junho de 1945, Otto Frank voltou para Amesterdão. Sabia que a sua mulher tinha morrido, mas tinha esperança de que as suas filhas ainda estivessem vivas. Depois de saber que Anne e Margot não tinham sobrevivido, Miep Gies entregou-lhe os diários de Anne.

Ele decidiu publicar o diário de Anne e, a 25 de Junho de 1947 saiu a primeira edição em holandês.

 Em 1960, o anexo secreto, onde viveram escondidos, tornou-se um museu.

Informações Úteis

Se fazem questão de visitar este museu aconselho a comprarem bilhetes com antecedência, para garantirem a vossa visita. Aliás, o museu, das 9 às 15:30 Hrs só permite a entrada de visitantes que possuam um bilhete online. Os bilhetes são limitados, os mesmos estão disponíveis para venda no site do museu (aqui) com dois meses de antecedência.

Os bilhetes esgotam muito rapidamente, por isso comprem o bilhete o mais cedo possível 😉

Ao comprarmos o bilhete temos que selecionar o dia e hora da vista, e temos que chegar a essa hora, senão o bilhete perde a validade…

Assim que adquirimos o bilhete, através do site, recebemos um e-mail com os mesmos que podemos imprimir ou apresenta-lo no telemóvel à entrada.

A partir das 15:30 Hrs não é necessário o bilhete online e é possível visitar o museu adquirindo o bilhete na entrada.

Preço: 9€ (+0.50€ despesas de reserva)

Morada: Prinsengracht, nºs 263-267, Amesterdão.

Como lá chegar: Da estação central, leva cerca de 20 minutos a caminhar. Os eléctricos 13, 14 e 17 – além dos autocarros 170, 172 e 174 – param perto do museu, no ponto “Westermarkt”.

Ah, é proibido tirar fotografias lá dentro.

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