Museu do Terror

A Hungria teve um passado negro e é impossível percorrer as ruas de Budapeste sem pensar na sua história…

Durante a Segunda Guerra Mundial a Hungria apoiou a Alemanha e, com a derrota nazi, passou um mau bocado nas mãos dos Soviéticos. Aproximadamente um terço dos 250 000 Judeus da cidade faleceram durante a ocupação nazi. A cidade ficou muito danificada quando foi tomada pelo Exército Vermelho.

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Se apreciam História e querem saber um pouco mais sobre este tema, têm que ir ao Museu do Terror. Mas, aviso já, é preciso ter estômago para visitá-lo… Apesar de já ter visitado um campo de concentração e a topografia do horror, em Berlim, tocou-me bastante o que presenciei aqui.

O prédio que acolhe o museu foi escolhido a dedo. Foi a sede do quartel general do partido nazi, em 1944. O Museu do Terror está muito bem conseguido. Aqui podemos encontrar, de uma forma bastante impressionante, toda a história sobre um dos capítulos mais tristes da vida do país.

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Na primeira sala em que entramos levamos logo um murro no estômago, ao visualizarmos um vídeo onde estavam a assassinar inúmeros Judeus a sangue frio e os seus corpos a serem largados em valas comuns… Ao ver aquilo logo na primeira sala percebi que esta visita não ia ser fácil…

O museu é dividido em quatro andares, onde podemos ver fotos, vídeos, objectos e depoimentos, sendo todas elas demasiado pesadas. No andar inferior, podemos encontrar as celas solitárias e de interrogatório, originais, que foram utilizadas há 50 anos.

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O museu é bastante esclarecedor e realista, pelo que é praticamente impossível não ficarmos arrepiados e desconfortáveis ao ver tudo aquilo que se passou num passado que não é assim tão distante…

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Em todas as salas estão disponíveis folhas em Inglês com a descrição completa das informações.

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Não é permitido tirar fotografias no interior do museu. Todas as fotos do interior aqui colocadas, foram retiradas do site do museu.

No exterior do edifício, se olharmos para cima, vimos duas placas de aço a sair de cada um dos lados do telhado com a palavra TERROR. Também no exterior podemos ver algumas fotos das vítimas do holocausto.

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Morada: Andrássy út 60, Budapeste

Horário: 10 às 18 Hrs. Encerra às segundas-feiras.

Preço: 2000 HUF

Site: www.terrorhaza.hu/en

 

Budapeste

Budapeste era a cidade que mais expectativas tinha nesta viagem. A sua rica arquitectura, a sua impressionante história… e quanto mais lia mais empolgada e ansiosa ficava para conhecer Budapeste. Mas, e parte-me o coração confessar isto, não fiquei apaixonada por Budapeste! É verdade… Não quero com isto dizer que não seja uma cidade linda, que o é, com um belíssimo e impressionante edifício do parlamento, com as suas magníficas pontes a atravessar o rio Danúbio, com o seu sublime castelo… São só alguns pretextos para se encantar por Budapeste. Mas, sinceramente fiquei com aquela sensação que fosse encontrar mais do que encontrei… Talvez a expectativa tivesse demasiado alta, talvez o cansaço que já se fazia sentir não tivesse ajudado a descobrir os encantos da cidade, talvez o mau tempo que apanhamos no primeiro dia, que nos alterou vários planos, não tivesse ajudado, ou talvez, visitar qualquer outro sítio logo a seguir a Viena (da qual fiquei completamente apaixonada) não seja a melhor ideia, pois vão haver sempre comparações e, apesar de serem duas cidades completamente distintas, é inevitável fazermos comparações quando fazemos uma viagem do género que fizemos (visitarmos várias cidades europeias numa só viagem).

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O que achava que ia sentir por Budapeste foi o que senti por Viena, ficar completamente arrebatada com tanta beleza  junta… Mas com isto tudo não quero dizer que não gostei de Budapeste, muito pelo contrário, adorei, apenas estava à espera de mais, é o que faz as expectativas elevadas… 😛

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É impossível não gostarmos de uma cidade, que em tempos já foi duas cidades, de um lado Buda e do outro Peste, separadas pelo rio Danúbio. Esta união só aconteceu em 1873 e daí nasceu Budapeste.

No lado Peste encontramos o lado moderno, agitado com vários bares e restaurantes e muitas lojas e onde podemos encontrar o magnífico parlamento.

Do outro lado, no alto da colina, deparamo-nos com Buda onde podemos encontrar o seu castelo, as suas construções góticas e muita história.  Foi a parte que mais gostei da cidade, o lado Buda, muito charmoso com muitos edifícios lindíssimos e uma vista impressionante para o lado Peste.

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Nos próximos dias vou publicar alguns posts sobre os lugares que mais gostei em Budapeste, assim como o itinerário de dois dias na cidade 😉