El Rocio

Como em Palos de la Frontera as opções de alojamento não eram muitas, decidi ficar em Mazagón, no hotel Martín Alonso Pinzón.

A praia fica a poucos metros de distância do hotel, e há também piscina. Era o ideal para descansar e relaxar durante a tarde.

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hotel (4)Mas o tempo não estava muito convidativo a idas à praia, ainda tentei ir para a piscina mas estava em manutenção…

Apesar deste contratempo, o hotel era agradável e sossegado. Como tinha kitchenette preparamos o jantar no quarto e ficamos no relax o resto da noite.

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hotel (10)No domingo o dia também não amanheceu bom para a praia, por isso decidimos que o melhor era aproveitar o dia noutras bandas…

A 40 km de Mazagón fica uma localidade chamada El Rocio. E foi esse o destino desse dia.

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A localidade de El Rocio está inserida no Parque Nacional de Donãna. Logo à entrada dei de caras com um lindo pântano com vários cavalos selvagens.

Assim que entramos em El Rocio parece que somos transportados para o faroeste, nas ruas em vez de alcatrão existe areia, em vez de carros existem carroças e cavalos…

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A Eremita de El Rocio é uma das principais atracções desta localidade.

El Rocio

Foi construída no final do século XIII e consagra a Virgem del Rocío, cuja devoção se prolongou até aos tempos actuais, não apenas na Andaluzia, mas em muitas outras partes de Espanha, e até mesmo, de outros países.

A famosa romaria anual traz a esta localidade mais de um milhão de pessoas, muitas delas fazem peregrinações a pé.

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Como era domingo uma pequena multidão estava reunida junto à eremita, muito provavelmente tinha acabado a missa…
Por isso decidi fugir da confusão e percorri as ruas arenosas, nas traseiras da Eremita, e fui apreciando a arquitectura do local.
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As ruas largas e arenosas, rodeadas por casas pintadas com cores claras, com varandas amplas e com gradeamento nas janelas.
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Nas casas é muito comum ver azulejos com o nome do edifício ou simplesmente com alguma imagem religiosa.
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 Aqui não há parques de estacionamento, em vez disso, há barrotes de madeira onde se prendem os cavalos.
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Depois de um almoço numa taberna local, sentei-me num banco virado para o pântano e fiquei a apreciar esta bela paisagem 🙂

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El Rocio (12)É uma localidade cheia de personalidade e que vale, sem dúvida, uma visita.

Palos de La Frontera: Muelle de Las Carabelas

Qual é o melhor presente de aniversário para uma pessoa que gosta de viajar? Neste caso foi apenas uma escapadela de fim de semana, na semana do meu aniversário, pois o tempo e o $ não dava para mais 🙂

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O destino escolhido foi Palos de La frontera, que é considerada a cidade gémea de Lagos.

Bem cedo partimos pela infernal EN 125 até Espanha, e assim que se põe os “pés” em Espanha percebe-se logo que já não estamos em Portugal, pelo estado do piso da estrada…

Chegamos perto da hora de almoço a La Rábita, localidade perto de Palos de La Frontera, e onde podemos encontrar a Muelle de Las Carabelas.

Foi nesta localidade que os navios de Cristóvão Colombo partiram à descoberta da América, em 1492.

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Este espaço foi criado em 1992, para comemorar o V centenário dos Descobrimentos da América.

Muelle de las Carabelas (12)Assim que entramos, do nosso lado direito encontrava-se a sala de impressa, na altura estava a começar um documentário sobre a viagem de Colombo. Aproveitamos e fomos assistir, e gostei bastante. É uma excelente projecção onde está recriada a viagem de Colombo para a América.

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Numa lagoa encontra-se a réplica das três caravelas mais famosas do mundo (Pinta, Niña e Santa Maria). Foram nestas caravelas que Colombo e, o resto da sua tripulação, descobriram o caminho marítimo para a América.

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É possível andar no convés das caravelas, só não conseguimos entrar numa, pois estavam a fazer trabalhos de manutenção.

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Lá dentro vamos encontrar retratadas cenas do quotidiano dos navegadores. Também é possível descer e visualizar onde se guardavam as provisões.

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Dentro da Caravela Santa Maria existem umas colunas onde é possível ouvirmos o som do mar e das madeiras a ranger da caravela, e também, vozes dos navegadores, o que nos ajuda a transportar para aquela altura.

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A caravela Santa Maria, comandada por Cristóvão Colombo, encalhou num banco de areia, numa ilha no Haiti, na noite de 25 de Dezembro de 1492, acabando por naufragar nesse local…

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Em frente das caravelas encontramos uma recriação do que os navegadores teriam encontrando quando chegaram à América: Uma aldeia típica indígena.

Dentro de cabanas de palha e madeira encontramos estátuas, que representam as pessoas, fazendo actividades do quotidiano, como cozinhar, pescar…

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Na saída encontramos uma área com documentos, instrumentos de navegação, roupas, armas, instrumentos musicais, etc, do século XV.

Foi também possível assistir a um video onde aparece uma representação do Colombo, onde ensina como se utiliza os instrumentos de navegação, da altura. É uma visualização muito interessante e didáctica!

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Preço Bilhete: 3,55€/Adulto

Horários: Verão 10:30 – 22:00 hrs / Inverno 09:30 – 20 hrs

Morada: Paraje de La Rabida, Palos de La Frontera, Huelva