Cascais e Boca do Inferno

O dia acordou bem nublado, por isso a ideia de passar o dia no Zoo de Lisboa foi descartada. Andei a pesquisar o que podia ser visto nas redondezas, como tinha uma certa curiosidade por experimentar os gelados Santini, e em Cascais havia uma loja, estava decidido o destino para essa tarde 🙂

A primeira paragem do dia foi na Boca do Inferno.

Boca do Inferno (16)

Existe um lenda para este sitio, que diz que há muitos atrás, existia um enorme castelo onde habitava um homem de aspecto feroz, que se dedicava à feitiçaria. Um dia esse homem decidiu casar-se e, para escolher a mulher mais bela das redondezas, consultou a sua lâmina de cristal de rocha para saber qual a casa onde deveria ir buscá-la.

Quando os seus cavaleiros voltaram ficou estupefacto. A jovem era ainda mais bela do que imaginara. Ficou, imediatamente, tão ciumento que decidiu escondê-la para preservar o seu amor.

Boca do Inferno (22) Fechou a sua mulher numa torre alta e solitária e escolheu para guardião o seu cavaleiro mais fiel. A jovem no alto da torre sentia-se tão só quanto o seu guardião. Tinham por única companhia o mar e as suas marés.Um dia, a curiosidade do cavaleiro falou mais alto. Quem seria aquela mulher encerrada na torre há tanto tempo? Como seria? Pegou na chave e decidiu subir. Junto à porta o cavaleiro parou para recuperar o fôlego e tomar coragem. Quando a abriu ficou espantado com a beleza da prisioneira. Boca do Inferno (14) A partir daquele dia partilharam os momentos de solidão, nascendo, assim, um grande amor entre os dois. Decidiram fugir juntos, esquecendo-se que, através da sua magia, o feiticeiro sabia de tudo. Montaram no cavalo branco do cavaleiro e cavalgaram pelos rochedos junto ao mar. Enquanto isso, no castelo, cheio de raiva e ciúme, o feiticeiro criou uma tempestade assustadora que fez com que os rochedos, por onde os dois amantes caminhavam, se abrissem como se fossem uma grande boca infernal. Cavalo e cavaleiros foram engolidos pelas águas, tendo desaparecido para sempre.

O buraco nunca mais se fechou e o povo começou a chamar-lhe Boca do Inferno. Boca do Inferno (13)

Ao aproximar-me das rochas para fotografa-las, uma onda enfiou-se num desses buracos e fez um barulho atroz, e eu ,ia tendo um pequeno ataque de coração com o susto que apanhei…

Era hora de comer o tão esperado gelado, escolhi os sabores de chocolate e iogurte grego. Gostei, mas esperava melhor, a bolacha sem dúvida é mesmo muito boa!

Para perder as calorias, ingeridas com o gelado, fui passear pelo centro da vila de Cascais.

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É uma vila muito simpática e nesse dia, mesmo com chuva, estava cheia de vida, com muitas pessoas na rua, a passear junto à praia.

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