Sintra

O dia amanheceu com um sol esplêndido, e apesar de ter que voltar para Lagos, nessa tarde, foi impossível ficar dentro de casa, com o dia lindo que estava lá fora… Por isso a manhã foi passada a passear pela vila de Sintra 🙂

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Não fui a nenhum palácio, nem castelo, pois apenas a vila em si, vale (muito) a visita.

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É caminhar sem rumo, perder-nos pelas suas ruas estreitas, e deixar-nos encantar pelos pormenores deliciosos, que vamos encontrando pelo caminho.

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Sintra é daqueles lugares mágicos, que não cansamos de visitar. Podemos ir lá ir 500 vezes, e das 500 vezes, ficamos encantados com algo.

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DSCN0428Mal entramos na vila, parece que fomos transportados para um conto de fadas. 🙂

É uma vila muito romântica, em qualquer estação do ano. Fica linda, num dia cheio de sol, mas nos dia nublados, a vila fica cercada de uma neblina, que confere um ar misterioso.

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DSCN0436Em Sintra há dois doces muito conhecidos, as queijadas e os travesseiros. As queijadas de Sintra não gosto, é um bolo seco.

Em relação aos travesseiros tinha a ideia que já tinha provado e não tinha gostado… Mas, no dia anterior, tinha comido uns travesseiros e adorei! São leves e deliciosos.

Então, não resisti em passar pela Piriquita e comprar uma caixa, para levar para o Algarve 🙂

DSCN0396A Piriquita é uma das casas mais antigas que fabricam travesseiros e também, as queijadas. Apesar de ser mais conhecida pelos seus deliciosos travesseiros.

Foi fundada há mais de um século, por Constância Pires, mais conhecida por Piriquita, e continua a ser gerida pela família, no mesmo local onde foi fundada.

A fama crescente e a incapacidade de atender todas as pessoas no espaço de origem da fábrica levou a empresa a inaugurar, ao cimo da rua, a Piriquita II.

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Sintra é um daqueles lugares que deixa sempre saudades, quando partimos…

Cascais e Boca do Inferno

O dia acordou bem nublado, por isso a ideia de passar o dia no Zoo de Lisboa foi descartada. Andei a pesquisar o que podia ser visto nas redondezas, como tinha uma certa curiosidade por experimentar os gelados Santini, e em Cascais havia uma loja, estava decidido o destino para essa tarde 🙂

A primeira paragem do dia foi na Boca do Inferno.

Boca do Inferno (16)

Existe um lenda para este sitio, que diz que há muitos atrás, existia um enorme castelo onde habitava um homem de aspecto feroz, que se dedicava à feitiçaria. Um dia esse homem decidiu casar-se e, para escolher a mulher mais bela das redondezas, consultou a sua lâmina de cristal de rocha para saber qual a casa onde deveria ir buscá-la.

Quando os seus cavaleiros voltaram ficou estupefacto. A jovem era ainda mais bela do que imaginara. Ficou, imediatamente, tão ciumento que decidiu escondê-la para preservar o seu amor.

Boca do Inferno (22) Fechou a sua mulher numa torre alta e solitária e escolheu para guardião o seu cavaleiro mais fiel. A jovem no alto da torre sentia-se tão só quanto o seu guardião. Tinham por única companhia o mar e as suas marés.Um dia, a curiosidade do cavaleiro falou mais alto. Quem seria aquela mulher encerrada na torre há tanto tempo? Como seria? Pegou na chave e decidiu subir. Junto à porta o cavaleiro parou para recuperar o fôlego e tomar coragem. Quando a abriu ficou espantado com a beleza da prisioneira. Boca do Inferno (14) A partir daquele dia partilharam os momentos de solidão, nascendo, assim, um grande amor entre os dois. Decidiram fugir juntos, esquecendo-se que, através da sua magia, o feiticeiro sabia de tudo. Montaram no cavalo branco do cavaleiro e cavalgaram pelos rochedos junto ao mar. Enquanto isso, no castelo, cheio de raiva e ciúme, o feiticeiro criou uma tempestade assustadora que fez com que os rochedos, por onde os dois amantes caminhavam, se abrissem como se fossem uma grande boca infernal. Cavalo e cavaleiros foram engolidos pelas águas, tendo desaparecido para sempre.

O buraco nunca mais se fechou e o povo começou a chamar-lhe Boca do Inferno. Boca do Inferno (13)

Ao aproximar-me das rochas para fotografa-las, uma onda enfiou-se num desses buracos e fez um barulho atroz, e eu ,ia tendo um pequeno ataque de coração com o susto que apanhei…

Era hora de comer o tão esperado gelado, escolhi os sabores de chocolate e iogurte grego. Gostei, mas esperava melhor, a bolacha sem dúvida é mesmo muito boa!

Para perder as calorias, ingeridas com o gelado, fui passear pelo centro da vila de Cascais.

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É uma vila muito simpática e nesse dia, mesmo com chuva, estava cheia de vida, com muitas pessoas na rua, a passear junto à praia.

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Óbidos

Antes de regressar a Sintra, ainda deu para dar uma escapadinha a Óbidos. Já tinha ido a esta vila há uns 4 anos atrás e, na altura, não tinha ficado com grande impressão… Mas a minha opinião mudou nesta visita, fiquei encantada por esta vila medieval.

Para entrarmos na vila temos que passar pela Porta da Vila, e logo ai podemos prever o que nos espera… Esta “porta” é toda revestida por azulejos brancos e azuis.Obidos

Logo na entrada estava um músico a tocar umas baladas medievais, o que ajuda a criar um ambiente de viagem ao passado.

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A vila é cercada pelo Castelo de Óbidos, monumento que foi considerado uma das 7 maravilhas de Portugal.

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IMG_3822Percorri todo o castelo e tive umas tonturas danadas… Estava mesmo a ver que ia cair de lá de cima… 🙂

Mas em compensação, caminhar pela vila é uma verdadeira delícia, ir sem rumo e encantarmo-nos pelas suas ruas estreitas e pelos pormenores encantadores das casas.

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Encontrei no meio da vila uma livraria encantadora, as prateleiras eram caixas de madeira da fruta, e os seus livros já usados, dava um ar rústico e ao mesmo tempo acolhedor, a esta livraria.

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Quando estava a sair da vila encontrei o famoso surfista, Mcnamara, com um arsenal de fotógrafos e câmara men.

Depois de um dia de muito passeio era hora de regressar a Sintra 🙂

Buddha Eden Garden

Depois de um almoço muito agradável e de uma sobremesa divinal, pastel de pêra, não conhecia tal iguaria e é de chorar por mais, fomos queimar as calorias para o Buddha Eden.

A entrada é bastante acessível, 2,5€.

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É um espaço agradável para dar uma voltinha, e deu para matar um pouco das saudades da Tailândia 🙂

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Este jardim tem cerca de 35 hectares, foi concebido pelo José Berardo. A decisão de construir este jardim veio na sequência da destruição dos Budas Gigantes de Bamyan, no Afeganistão em 2001 pelo regime talibã. Estas estátuas de Buda eram umas das mais importantes da região e classificadas como património da humanidade pela Unesco, mas nem isso chegou para travar a intolerância religiosa deste grupo radical islâmico.

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Por um valor acrescido é possível fazer a visita ao jardim através de um comboio turístico.

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Uma das atracções que mais me agradou foram os soldados de terracota. Estes soldados foram inspirados nos guerreiros de Xian, na China.

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Actualmente não é possível chegar perto dos soldados, inicialmente era possível e como os soldados são feitos de barro, ou seja, são frágeis, alguns deles estão danificados. Deve ser essa a razão porque actualmente não é possível chegar perto…

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Outra zona que gostei bastante neste jardim foi a zona do lago e a sua envolvência.

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Depois de três horas a caminhar calmamente, o jardim ficou todo visto. Foi, sem dúvida, uma tarde bastante agradável e diferente.

Ericeira

Fim de semana prolongado?! A desculpa perfeita para um passeio 🙂 Não queria nada muito distante, para não perder muito tempo nas viagens.

Depois de alguma pesquisa a escolha recaiu para o Bombarral, mais concretamente, para o Buddha Eden Garden.
Então, no sábado de manhã rumamos para o Bombarral, mas antes, o Sérgio levou- me a conhecer a Ericeira, que ainda não conhecia. É uma vila conhecida por causa do surf, mas achei muito agradável passear pela vila, é uma vila simpática e acolhedora.

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