Wat Arun

Antes de irmos para outro templo tínhamos que tratar do ratinho que já estávamos a sentir. Mesmo junto ao cais encontramos um restaurante, se é que aquele lugar pode ter esse nome… Mas tinha uma vista espectacular para o Wat Arun.

Ficamos na esplanada, por baixo de nós encontrava-se o rio, o piso em madeira não apresentava muita, ou nenhuma, segurança. Do lugar onde estávamos conseguimos ver a cozinha… Mas é melhor não falar da cozinha 🙂 Estávamos de férias e não queríamos ter esse tipo de preocupações.

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No restaurante 🙂

Pedimos dois pratos diferentes e trocamos entre nós. E esta foi, sem qualquer dúvida, a melhor refeição tailandesa que tive durante toda a viagem. E pagamos a módica quantia de 65 baths (1,50€).

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A refeição

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As vistas do nosso restaurante

Este dia foi inteiramente dedicado aos templos, para mim era inconcebível estar em Bangkok e não conhecer, pelo menos alguns dos templos mais importantes.

Uma vez que a religião budista está muito presente em todo o país, existem inúmeros templos por toda a cidade, e em todos os cantos da cidade existem imagens de Buda. Ora é o Buda em pé, ora deitado ou sentado. A devoção do povo é tanta que costumam deixar aos seus pés oferendas de todos os tipos, e a maioria das pessoas possuem altares de adoração à porta das suas casas.

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Pela cidade é muito comum vermos monges, e o primeiro impacto que tive com esta realidade foi algo de surpreendente, desconhecia que era tão comum ver os monges a fazem a sua vida normal pela cidade. Tinha uma ideia incorrecta, e pensava que estariam sempre nos templos…

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Escolher apenas alguns templos para visitar, numa cidade que tem tantos templos é uma escolha muito ingrata, e ainda é pior se só tivermos apenas um dia inteiro para explorar Bangkok. Depois de muito pesquisar, escolhi alguns, que para mim, eram imperdíveis, e se sobrasse tempo, depois do Grand Palace e do Wat Pho, o próximo seria o Wat Arun, que fica nas margens do Rio Chao Phraya.

Para chegar ao Wat Arun é necessário apanhar um barco para atravessar o rio, custou 6 bats (0,13€)

Foi uma confusão, não estavamos a perceber qual era o cais correcto para irmos para o templo, perguntamos a um local, mas o inglês dele era péssimo, por isso ficamos na mesma. :/

Perguntamos a um casal irlandês se estávamos correctas e eles pareciam ainda mais confusos que nós… Por isso, seguimos a maré…

Já dentro do barco, os únicos lugares sentados livres eram ao lado de um monge budista, por isso dirigimos-nos para lá com o intuito de nos sentarmo, quando reparamos que o monge começou a gesticular, como a nos enxotar… Demos meia volta e alguns rapazes cederam-nos o lugar… Depois percebemos que o monge não devia poder ter contacto com mulheres. Ou senão, não foi com a nossa cara, já que a minha amiga Cátia andava a apregoar que queria tirar uma fotografia com um monge, e de preferência deitado ao nosso colo 🙂

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A viagem de barco foi bem curta, nem chegou a 5 minutos. A entrada neste templo é de 50 Baths (1,10€) e temos, à semelhança dos outros templos, ir vestidos convenientemente, ombros, pernas e barriga cobertos.

Este templo foi construído no século XVIII, a torre mais alta do complexo tem 82 metros de altura.

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E para subir até la? Um verdadeiro desafio, as escadas são muito (e ao dizer muito estou a ser optimista) íngremes! E para descer? Ninguém queria ser a primeira, porque se caíssemos a queda não era amortecida por ninguém, já que éramos as primeiras… Tivemos que descer de costas.

Mas todo o esforço é recompensado pelas vistas verdadeiramente deslumbrantes e panorâmicas sobre Bangkok e do rio.

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As minhas amigas encontraram um casal português aqui, somo um pais pequeno mas encontra-se sempre um português em qualquer canto do mundo 🙂

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A decoração do templo também é bastante interessante, é feita de bocados partidos de mosaicos de porcelana chinesa. Visualmente a mistura de cores dos mosaicos, torna-se um espectáculo simplesmente fantástico!

À volta da torre havia um tecido de cetim de cor amarelo, onde as pessoas deixaram pequenas mensagens, e é claro que nós tivemos que deixar a nossa pequena marca.

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À saída do templo reparamos numa rapariga vestida com trajes tailandeses e pensávamos que era uma sessão fotográfica. Mas depois reparamos numa tenda com as roupas e logo de seguida fomos abordadas por duas mulheres tailandesas para alugarmos os fatos e tirarmos fotografias, inicialmente achamos um pouco caro e depois de muito regatiamento, ficou acordado que alugávamos os fatos por 50 Baths (1,10€), mas sem as unhas nem a coroa…

Escolhemos a cor e começaram a vestir-nos, a pessoa que estava a vestir-nos não devia saber do nosso acordo, por isso começa a por-nos as unhas e a coroa…Melhor assim, nós ficamos caladinhas que nem uns ratinhos 🙂

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P1090094Não tínhamos tempo limite com os trajes, por isso aproveitamos ao máximo, tiramos imensas fotografias (com as nossas máquinas) e divertimo-nos até nos fartar! 😀

Ainda faltava algumas horas até começar a anoitecer, como uma amiga minha queria conhecer Chinatown, e ao consultamos o mapa vimos que não ficava muito distante dali, decidimos seguir para lá. Apanhamos o barco, que foi outra vez uma confusão para tentar perceber qual o cais correcto, mas conseguimos chegar. E viajar de barco, pelo rio Chao Phraya, dá-nos uma perspectiva diferente da cidade.

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P1090128Só tinha ido a uma Chinatown, em Londres, e não se pode comparar… Aqui encontramos ruas e ruas a abarrotar de lojas com tudo o que se possa imaginar… As ruas são suficientemente estreitas para todas a lojas e pessoas que lá frequentam? Sem dúvida! Mas de certeza, que com jeitinho, ainda cabe uma scotter pelo meio… 🙂

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Nesta altura já nos arrastávamos… decidimos apanhar um tuk tuk para ir até ao hotel. Seria a primeira viagem de tuk tuk 🙂 Depois de muita negociação, mesmo assim fomos “roubadas”, agora temos noção disso, lá seguimos viagem, bem apertadinhas 🙂

Confesso que não foi uma experiência que me sentisse muito segura, tinha a sensação que a qualquer momento alguém ia contra nós ou que o tuk tuk ia dar volta… Ainda por cima fomos na hora de mais trânsito, o nosso motorista já estava super stressado por levarmos tanto tempo no mesmo sítio sem avançar… Comecei a temer o pior, pensei mesmo que ele fosse subir para o passeio, para ir para o outro lado da estrada, em sentido contrário… Mas correu tudo bem, e a primeira vez custa sempre, e foi a animação total 🙂

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