Havana

Cuba… Tinha curiosidade de conhecer esta ilha, de preferência antes que Fidel fosse desta para melhor… Decidi começar a ver os preços e, finalmente marquei a viagem para o inicio de Março. No final do mês de Fevereiro, o funcionário da agência de viagens ligou-me a dizer que havia um pequeno problema… A iberojet, a operadora onde tinha sido comprado a viagem, tinha ido à falência… Ou seja, tudo o que tinha reservado tinha ficado sem efeito… nessa altura caiu-me tudo! 😦

Era impossível remarcar para a mesma data, pelos valores que estava disposta a pagar. Acabei por remarcar tudo para o final de Maio, e ainda consegui um preço um pouquinho melhor 🙂

Finalmente tinha chegado o dia 20 de Maio, dia do meu aniversário. Na parte da tarde dirigi-me para a rodoviária para apanhar o autocarro até Lisboa. Mas não sabia que tinham mudado o local para apanhar o autocarro, já era hora de embarcar e nada de autocarro e nem passageiros… Felizmente apareceu um funcionário da EVA e avisou-me que já não era ali… Comecei a correr com as malas atrás, e vi o autocarro ao fundo a começar a abalar… Comecei a esbracejar e felizmente o autocarro parou! Uffaaa 😀

No dia 21 de Maio fui para o aeroporto de Lisboa para ir até Madrid, claro que o voo estava atrasado… Quase uma hora… Lá embarquei para Madrid, e já em Madrid fui literalmente a voar para a sala de embarque, pois já era a hora do voo para Havana 🙂

Após a desilusão de ter que desmarcar e, posteriormente, remarcar toda a viagem o meu entusiasmo ficou nas últimas. Só voltou quando entrei no transfer para o hotel, já em Havana. Não tirei os olhos do vidro, olhava em todas as direcção, para absorver tudo, e foi nessa altura que caiu-me a ficha… Estava em CUBA 😀

Em Havana fiquei hospedada no Hotel Habana Libre, escolhi este hotel principalmente devido à sua componente histórica. Este hotel foi ocupado pelo revolucionários cubanos Camilo Cienfuegos e Fidel Castro, liderados por Che Guevara. Permaneceram lá durante cerca de três meses, onde discutiram o rumo que a revolução deveria tomar.

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Mal fiz o check in arrependi-me de imediato da minha escolha… Estava desejosa de chegar ao quarto para tomar um banho e descansar. Dirijo-me ao meu suposto quarto e, quando abro a porta vejo uma senhora na cama… Fiquei completamente atrapalhada, fechei a porta logo de seguida e vou para a recepção… Estava danadissíma, e começo a explicar à recepcionista o que se tinha passado, e com toda a naturalidade do mundo, deram-me outro quarto, foi como se esta situação fosse bastante normal para eles…

Em compensação, fiquei no 7º andar e a vista era fantástica!

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Devido ao fuso horário, acordei cedíssimo e fui privilegiada por um nascer do sol, simplesmente deslumbrante 🙂

P1200058Quando sai do quarto reparei que a porta não ficava trancada… :/ Reportei a situação na recepção e disseram que iam logo resolver o problema. Estava com algum receio de deixar o passaporte e o dinheiro no quarto (como o cofre era pago, não aluguei…). Realmente resolveram a situação, e resolveram tão bem que quando quis voltar a entrar no quarto a porta não abria… 🙂 Nem a camareira conseguiu, resultado, ao final do dia ainda tinha o quarto por arrumar.

Conheci outros casais que também lhes tinha acontecido situação caricatas neste hotel…

Para um hotel de 5 estrelas esperava um pouco mais, a mobília do quarto estava um pouco velha, o ar condicionado do quarto estava avariado, não conseguia desligá-lo, nem mudar a temperatura… Apesar disso, os quartos são muito espaçosos. Sem dúvida, o que mais gostei foi dos pequenos almoços, uma enormeeee variedade e com óptima qualidade 🙂

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IMG_0167Porta da casa de banho

IMG_9601Hall de entrada no hotel

IMG_0233Várias fotos de de Che, Fidel e outros revolucionários quando ocuparam este hotel.

Tinha apenas um dia para conhecer Havana, por isso às 8 da manhã já estava a sair do hotel. Seguindo o itinerário de viagem feito por mim, o primeiro ponto de paragem seria o Callejon de Hamel, pelo que tinha pesquisado parecia-me bem pertinho do hotel… Mas era muito mais distante do que estava à espera e foi um pouco complicado dar com aquilo, mas com  a ajuda de alguns cubanos, que estão sempre dispostos a ajudar, consegui chegar.

Quase a chegar ao Callejon de Hamel, fui abordada por um cubano que se “voluntariou” para me levar lá e fazer uma visita guiada… Depois de vista este mural com pinturas, perguntou se queria charutos, como não estava interessada disse logo que não, mas o meu companheiro de viagem foi na dele… Quando reparei já estávamos bem distantes, a percorrer bairros sem quaisquer turistas, e queria que entrássemos numa cave…

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IMG_9577Disse logo que não entrava, fiquei com algum receio pois tinha acabado de fazer o câmbio de Euros para CUC´s e tinha muito dinheiro comigo… Desculpei-me que já estava atrasada para a reunião no hotel, com a operadora de viagem… Então, dispôs-se a levar-me ao hotel no carro dele, perguntei quanto levava, 50 CUC´s (cerca de 45€)!!! Agradeci-lhe, dei-lhe umas t-shirts e canetas… Mas claro que ele começou a reclamar, que queria era dinheiro… Tentei sair o mais rápido possível de lá, mas não sabia onde me encontrava… Mas tinha a ideia que o hotel não ficava muito distante do mar, segui nessa direcção… Apanhei um valente susto, mas serviu de lição, porque o povo cubano pode ser bastante prestativo, mas não podemos esquecer das condições em que vivem… Por isso, a maior parte deles, não fazem nada sem esperar algo em troca….

Quando comecei a ver o hotel respirei de alívio e comecei a apreciar o ambiente, aqueles carros bastante barulhentos e poluentes, toda a cidade fica impregnada com cheiro a petróleo, mas é impossível conseguir parar de tirar fotografias, estes carrros são fascinantes. Parece que fomos transportados para os anos 50 🙂

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De regresso ao hotel, encontrei um casal português que tinha conhecido no avião, e eles sugeriram conhecermos Havana de táxi. Na entrada do hotel fomos abordados pelo Didier que nos fez uma proposta, por 40 CUC´s levava-nos aos sítios que quiséssemos durante todo o dia. Depois do que me tinha acabado de acontecer, achei esta ideia bastante viável.

O Didier foi impecável, levou-nos a todos os sítios que queríamos conhecer em Havana.

Começamos por visitar a Plaza de La Revolution e o Memorial José Martin.

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IMG_9634A Plaza de la Revolution é o local da sede do governo Cubano e centro da vida política e económica do país, desde o inicio dos anos 50.

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IMG_9617Monumento dedicado a José Marti, herói nacional Cubano.

De seguida fomos à fábrica de rum Legendário, foi-nos permitido conhecer as instalações e o processo de fabrico do rum, e de seguida assistimos a um show de confecção de café com rum. E foi o melhor café que já bebi na vida (E eu não gostava de rum…). Divinal!!

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IMG_9670Trouxe uma garrafinha de Rum por 6 CUC´s, e que Rum, sem qualquer dúvida o melhor rum que já bebi…

Passado um bocado o Didier pergunta-nos se queríamos charutos, disse-nos que tinha um amigo que vendia charutos a um preço muito mais acessível do que na fábrica. Lá fomos à casa desse amigo e comprei uma caixa de charutos, por 20 cuc´s, estava com algum receio que fosse apreendido no aeroporto, mas correu tudo bem.

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O calor começava a apertar por isso fizemos uma pequena paragem no bar Havana Club, para beber algo fresco. Pedi um pinacolada… Tão, mas tão boaaaaa 🙂 Estava a ser impossível não começar a apaixonar-me por este país… 🙂

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Já esfomeados, pedimos ao Didier para nos levar a um restaurante. Levou-nos ao El Guajirito, eu comi um prato tipicamente cubano, ropa veija e adorei! Como era de esperar o prato que o Didier pediu quem teve que paga-lo fomos nós, e ainda por cima, o prato que escolheu era o mais caro do menu! 😀

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Para desmoer o almoço fomos andar pela parte velha da cidade, começamos pelo Capitólio.

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IMG_9679A grandiosa antiga sede do congresso foi inaugurada em 1926, combinando elementos Art Deco num plano neoclássico similar ao Capitólio de Washington.

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De seguida fui para La Floridita, um dos bares preferidos de Hemingway, onde ele costumava beber Daquiris. Só lá entrei para tirar a foto da praxe, junto à estátua de Hemingway. O bar estava a abarrotar de turistas, por isso não tive lá muito tempo…

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 Continuando pela parte velha da cidade, passamos pela Iglesia Y Convento San Francisco.

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IMG_9759Esta parte da cidade estava toda em obras e em algumas ruas era difícil transitar…

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Passei muito rapidamente pela Plaza de Armas, nesta altura o Didier já tinha colocado o turbo e quando me apercebia  já ele estava bem distante, lá tinha que ir a correr para o apanhar 🙂

IMG_9793De seguida passamos pela plaza de la catedral, não entrei na Catedral, apenas tive uns breves momentos por aqui, a tirar fotografias 🙂

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Alí perto encontra-se outro bar muito conhecido, o Bodeguita del Medio, mais conhecido por ter o melhor mojito. Este bar também era frequentado pelo Hemingway.

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IMG_9830Frente ao bar estava a tocar e a cantar um cubano cego e actuava tão bem que fiquei um belo bocado a assistir e, apesar de ser forreta, dei uma moeda 🙂

Aliás, toda a cidade é uma animação, somos surpreendidos em várias partes por cubanos a tocar ou a cantar… E é verdadeiramente contagiante.

Seguimos para a Plaza Vieja, esta praça é muito bonita, com todas as casas com a pintura muito cuidada. Quando descarreguei as fotos é que reparei que o azulejo onde indicava o nome da Plaza Vieja era Português 🙂

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IMG_9761Entrei no hotel Ambos Mundo, era aqui que Ernest Hemingway ficava hospedado quando ia a Havana. Lá dentro tem várias fotos do escritor.

IMG_9778Mesmo à frente do hotel encontra-se o café La Columnata Egipciana, era o café frequentado por Eça de Queirós quando foi Cônsul de Portugal em Havana. O calor estava fortíssimo, por isso fiz uma pequena paragem neste café, onde me refresquei com uma água bem fresca.

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Mesmo a terminar o dia, e já de regresso ao hotel, acabou o combustível do carro do Didier… Ficamos apeados… 🙂

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Como ainda não tínhamos pago a visita guiada, o Didier pediu-nos se podíamos pagar, porque não tinha dinheiro para o combustível…

Já de regresso ao hotel, era tempo para apreciar, mais uma vez, a vista do meu quarto…

IMG_9862No final do dia o cansaço era tanto que nem tive forças para procurar um restaurante para jantar, acabei por jantar pelo hotel. Os preços até eram acessíveis e a comida era razoável.

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