Cuba: Dicas antes de ir

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Há algumas coisas que devemos saber e levar em atenção antes de ir para Cuba, nomeadamente:
  • Visto – É necessário ter um visto de entrada, obtido pela embaixada de Cuba em Lisboa (quem tratou do meu foi a agência de viagens que marquei a viagem). Mas este é um dos aspectos mais importantes. Durante o meu voo de Madrid-Cuba, a partida estava a demorar, depois fomos informados que o atraso foi devido a um problema com o visto de três passageiros, por isso tiveram que tirar as malas do avião e ficaram em terra… Além do visto, o passaporte tem que uma validade mínima de seis meses.
  • Seguro de Saúde – Antes de viajar tinha lido que era obrigatório, a partir de 1 de Maio de 2010, a subscrição de uma apólice de seguro de viagem. Apesar de ter feito o seguro, nada me foi pedido à entrada do país.
  • Cartão de Crédito/Moeda – Li em vários sítios sobre a dificuldade em utilizar cartão de crédito em Cuba, por isso não cheguei a utiliza-lo. Fiz mais ou menos um calculo do dinheiro que ia precisar e levei em numerário para fazer o câmbio lá. A taxa de câmbio é muito mais vantajosa em Euros, do que em Dólares, pois nos dólares é imposta uma sobretaxa de 10%. Nos grandes hotéis existem casas de câmbio, por isso fui fazendo o câmbio à medida que ia precisando.
  • Comunicações – Na rede vodafone não foi preciso activar o roaming, mas o custo das chamadas internacionais é extremamente elevado. Apenas liguei uma vez para Portugal e paguei 5€/minuto… Internet é para esquecer, além de caríssimo, a maior parte das vezes não conseguimos ter boa ligação ou, simplesmente não conseguimos aceder.
  • Vacinas – Os Europeus não precisam fazer qualquer vacinação para entrar em Cuba.
  • Alfândega – Os visitantes só estão autorizados a trazer 200 cigarros ou 50 charutos e 2 litros de álcool. No caso de artigos de arte, como quadros ou antiguidades, é necessário fazer-se acompanhar pelo recibo de compra.
  • Taxa de saída – À saída do país temos que pagar uma taxa de 25 CUC`s, que é paga no aeroporto, antes de passarmos pelo controlo de passaporte. Por isso, o melhor é separarem logo essa quantia para não a gastarem… 😉

Cayo Blanco

No último dia inteiro em Cuba marquei uma excursão para Cayo Blanco, através da operadora Travelplan, que se encontrava no hotel.

Cayo Blanco é um ilha deserta ao largo de Varadero. Mas a principal razão porque marquei esta excursão foi pela oportunidade de interagir com os golfinhos, em alto mar.

A viagem é feita através de catamarã.

Durante a viagem são servidos bebidas. Sol, bebidas e alegria são os ingredientes necessários para se fazer uma viagem animada 🙂

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Cayo BlancoA paisagem que vamos vendo ao longo da viagem é muito bonita.

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Cayo Blanco (4)Chegamos finalmente à reserva com golfinhos. Levei uma máquina fotográfica à prova de água emprestada por uma amiga. Quando comecei a tirar fotografias aos golfinhos reparei que o visor da máquina estava embaciado. Pensei que tivesse estragado a máquina, que apesar de todos os cuidados, tinha deixado entrar água dentro da mesma… Mas, quando cheguei a Portugal, a minha amiga disse-me que a máquina de vez em quanto fazia isso…

De qualquer forma, as fotografias não saíram nítidas, devido a esse pequeno problema.

A interacção com os golfinhos fazia-se em grupos pequenos, de 6/7 pessoas, de cada vez. Descemos umas escadas e ficamos todos em fila indiana, em cima de uma plataforma de cimento, com água até à cintura.

Depois o tratador começou a dar ordens ao golfinho e ele começou a nadar por cima das nossas mãos. Tocar na sua pele extremamente macia é uma experiência espectacular 🙂 O tratador avisou-nos que devíamos evitar o contacto com os olhos e o espiráculo (buraco que tem em cima da cabeça e que permite-lhes respirar).

De seguida, mesmo à nossa frente o golfinho começou a bater palmas e a dar saltos! Naquele momento não poderia estar mais feliz, foi um momento mágico 😀

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Depois de algum tempo fora de água, a máquina começou a desembaciar, por isso pedi ao tratador se podia descer novamente para tirar uma fotografia. Então, desci e interagi com o golfinho sozinha 🙂

Cayo Blanco (14)É uma experiência única e indescritível 🙂

A excursão, para mim, podia acabar neste momento! Não queria ir para nenhuma ilha deserta, queria ficar aqui, a dar e a receber beijinhos do golfinho 🙂

Cayo Blanco (15)Mas como não podia ser, seguimos viagem, novamente no catamarã. A paragem seguinte foi para fazer snorkeling. Disponibilizaram-nos os tubos e óculos e lá fui eu, experimentar, pela primeira vez fazer snorkeling… Não correu nada bem, não conseguia respirar através do tubo e acabava sempre por engolir água e engasgar-me…

Lá para o final, lá percebi como é que a coisa funcionava. Mas, também, não tive muita pena, não perdi grande coisa… A vida marinha no local onde estava não era nada de extraordinário.

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Cayo Blanco (20)Depois do snorkeling, continuamos a viagem até à ilha Cayo Blanco. E logo à chegada reparei nas diferenças da praia de Varadero para esta ilha, a água super cristalina e com uma tonalidade tão tentadora… 🙂

Cayo Blanco (5)Estava a decorrer um casamento, quando desembarquei na ilha 🙂

Cayo Blanco (6)Mal chegamos fomos logo encaminhados para o restaurante, onde saboreamos um delicioso almoço de lagosta.

Cayo Blanco (8)Assim que terminei o almoço, peguei na máquina fotográfica e fui explorar um pouco a ilha. Enquanto o resto das pessoas, que tinha conhecido durante a viagem, ficaram a beber cervejas no restaurante…

O tempo disponível não seria muito, por isso tinha que aproveitá-lo bem. E para mim, aproveitar bem é tentar conhecer o máximo do sítio onde estou. Beber cervejas num restaurante podia fazê-lo em qualquer lado…

Cayo Blanco (7)Nesta ilha não há qualquer construção, excepto um restaurante, onde servem refeições para os turistas que vão em excursões organizadas.Cayo Blanco (9)A areia é muito fina e bastante branca, a sua água azul turquesa e transparente é bastante convidativa ao banho.

Cayo Blanco (10)E foi isso que fiz, depois de ter tirado algumas fotografias.

O difícil foi sair, a água era tão quentinha… Quando vi já era hora de regressar.

Cayo Blanco (21)A viagem de regresso foi acompanhado por música e pela animação da tripulação. Além das bebidas e dos aperitivos 🙂

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Esta excursão foi um pouco dispendiosa, paguei cerca de 100 CUC´s, se não estou em erro. Mas se pensar bem, em Portugal, apenas para fazer a interacção com os golfinhos pagaria muito mais…

Varadero

A maior parte dos turistas que escolhem Cuba como destino de viagem, fá-lo, principalmente pelas suas praias de areia branca e a sua água transparente. E, muitas vezes, acabam por não sair do resort. Mas Cuba tem tanto para oferecer, é uma ilha encantadora, que é um desperdício passar todo o tempo confinado ao hotel.

Sinceramente, enquanto estive no resort, não me sentia em Cuba, por isso no único dia livre que tinha para estar de papo para o ar no Resort, decidi que precisava conhecer mais, por isso fui à cidade de Varadero.

Comprei um bilhete para o autocarro turístico (5 CUC´s), que é valido para todo o dia, e que percorre toda a península de Varadero. O autocarro vai fazendo paragens em todos os Resorts e hotéis ao longo da baía de Varadero.

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Autocarro Turístico

Chegando ao centro da cidade, fui para o mercado de artesanato.

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P1200410É o local ideal para comprar recordações e peças de artesanato, algumas delas não são muito acessíveis, mas a maior parte das vezes conseguimos negociar e arranjar um bom negócio.

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Varadero é uma cidade completamente virada para o turismo, as casas e estradas todas muito bonitinhas e arranjadas, muitos restaurantes à beira da estrada.

Esta cidade nada tem a ver com o pouco que conheci de Cuba… Aqui, o turista que fica confinado a Varadero, não vê a verdadeira realidade de Cuba!

Até os carros antigos, que por aqui andam, estão em muito melhor estado de conservação.

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Depois das compras feitas, dei uma voltinha pelas redondezas, mas a falta de atractivos na cidade fizeram-me voltar para o resort, onde passei o resto da tarde ora na praia, ora na piscina 🙂

No caminho de regresso, dentro do autocarro, passei pelo moinho de D. Quixote.

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Cienfuegos

São cerca de 85 km que separam a cidade de Trinidad de Cienfuegos. Deixei para trás uma cidade que parou no tempo e “aterrei” numa cidade mais elegante e moderna.

Cinfuegos

Cienfuegos situa-se junto à costa costeira, e é uma das cidades mais recentes de Cuba.

Foi fundada em 1819 por colonos franceses. Um francês convenceu o Governador de Cuba a arrendar terras, o Governador José Cienfuegos aceitou a proposta, e arrendou parcelas de terra junto ao porto, aos colonos franceses, que agradecidos deram o nome do governador à cidade.

Cienfuegos rapidamente se transformou num dos maiores portos de Cuba.

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Depois da primeira guerra de independência e da chegada do caminho-de-ferro, em 1850, Cienfuegos viveu um período de grande prosperidade económica e as riquezas foram investidas na construção da cidade, em estilo neoclássico, que hoje dá a esta cidade uma aparência mais “elegante e refinada”, comparando a outras cidades cubanas.

Cinfuegos (3)Os colonos franceses criaram um sistema quase perfeito de ruas direitas em redor da Plaza Marti. A praça é embelezada por edifícios neoclássicos.

Entre eles, estão a Catedral de La Purissima Concepcion.

Cinfuegos (5)Esta catedral foi construída entre 1833 e 1869, e é um dos principais edifícios da Plaza Marti.

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Cinfuegos (7)Do lado esquerdo da Catedral encontra-se o imponente Palácio do Governo Provincial.

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Na Plaza Marti encontramos o Arco do Triunfo, encomendado pela corporação de trabalhadores locais, em 1902, para celebrar a inauguração da República de Cuba.

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Atrás do Arco do Triunfo dei de caras com um belíssimo edifício, trata-se do palácio Ferrer, construído no início do século XX, pelo magnata do açúcar José Ferrer. Actualmente é a casa da cultura.

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Cinfuegos (10)Ainda ao redor da Plaza Marti encontra-se o Teatro Tomás Terry. Construído entre 1886 e 1889, por Tomás Terry Adams, proprietário de uma fábrica de açúcar que enriqueceu com o comércio de escravos.

Cinfuegos (13)Em Cienfuegos foi onde senti mais pobreza, ou talvez tenha sido onde me foi pedido mais coisas… Muitas pessoas abordaram-me para pedir embalagens de gel de duche, shampoo… Como não é um bem essencial, é muito caro para um cubano comprar este género de coisas em Cuba. Mas alguns não são para uso pessoal, vendem para tentar arranjar mais algum dinheiro…

Levei algumas embalagens com shampoos e também algumas roupas e rebuçados, comecei a distribuir a quem me pedia, quando vi estava rodeada de pessoas… Infelizmente, não tinha para todos.

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Cinfuegos (8)Com uns cubanitos simpáticos, depois de lhes ter oferecido uns rebuçados 🙂

Depois de uma pinã colada comprada num bar cubano, para refrescar do calor que se fazia sentir, parti rumo a Varadero.

No caminho de regresso reparei numa realidade cubana. Muitas pessoas, na berma da estrada a pedirem boleia. Nestas zona mais distantes, os autocarros públicos são muito escassos, por isso a boleia instaurou-se como um meio de transporte alternativo.

Qualquer veículo que tenha um espaço livre, pára e recolhe os peões, que necessitam de transporte. E foi isso o que aconteceu no autocarro turístico que eu ia, parou para dar boleia a um cubano. Se houver lugares livres, os cubano estão “moralmente obrigados” a oferecer boleia.

  • Valor excursão: 89 CUC´s (Santa Clara, Trinidad e Cienfuegos)
  • Agência Viagem: Cubatur

Trinidad

TrinidadO segundo destino do dia era o mais aguardado por mim, a cidade de Trinidad. Mas antes, fizemos uma paragem para almoçar. Um almoço simples, mas saboroso, à base de frango acompanhado com arroz e salada

Depois do almoço era a altura de explorar esta cidade que mantêm intacta uma encantadora atmosfera colonial.

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Trinidad foi fundada em 1514 por Diego Velázquez. É uma das mais bem preservadas cidades coloniais das caraíbas, as suas ruas calcetadas mantêm-se praticamente inalteradas, desde o século XVII, altura que Trinidad enriqueceu com o comércio do açúcar e dos escravos.

Trinidad (7)Os abastados comerciantes, durante o século XVII e XVIII, ergueram belas mansões.

As janelas das casas são quase até ao chão, cobertas por grades de ferro. Durante as escaldantes horas da tarde, os habitantes vêm o mundo a passar através dessas grades, local onde se refugiam do calor.

Trinidad (9)As casas cor de pastel, e as suas ruas, pouco mudaram desde a era colonial, o tempo parece que não passou por Trinidad.

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Em 1988 foi declarada Património da Humanidade, pela UNESCO.

As principais atracções de Trinidad são a Igreja e Convento de San Francisco de Assis.

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Este convento foi construído em 1730 por frades franciscanos. A imponência desta igreja é visível por toda a cidade.

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Depois de uma breve caminhada chegamos a outro atractivo desta cidade, a Plaza Mayor.

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Um espaço amplo e largo, local ideal para descansar e apreciar a bela arquitectura à sua volta.

Mas, para mim, o melhor em Trinidad é caminhar sem rumo, perder-nos pelas suas ruas estreitas. Pois, esta cidade é um verdadeiro museu a céu aberto.

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Aqui, são poucos os automóveis que circulam. O mais comum é ver carroças, bicicletas e peões…

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As escassas bombas de combustível e os altos preços do gasóleo levam aos habitantes a optarem por um transporte alternativo ao carro.

Trinidad (4)Depois de uma carga de água descomunal, era hora de despedir-me desta cidade encantadora e partir para o último destino do dia.

Santa Clara

No primeiro dia, inteiro, no resort o que uma pessoa normal faz? Vai para a piscina, para a praia ou, simplesmente fica a relaxar? Muito provavelmente, uma destas sugestões. O que é que eu decido fazer? Acordar às 5 da manhã, para fazer mais de 700 km, em apenas um dia 🙂

Tinha que aproveitar todos os minutos para conhecer o máximo, desta ilha maravilhosa 🙂

A primeira paragem do dia foi em Santa Clara, que fica a uma distância de 225 Km de Varadero. Pelo caminho fizemos uma breve paragem onde comi as bananas mais saborosas que já experimentei.

Santa Clara

A cidade de Santa Clara foi fundada em 1689. É conhecida como “cidade da guerrilha heróica”, foi um ponto estratégico durante as duas guerras de independência e revolução.

Em 1958, as tropas de Che Guevara tomaram a cidade e prenderam as tropas de Batista, quando estas chegaram num comboio blindado.

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Na Plaza de Che Guevara encontra-se um monumento dedicado a este revolucionário, uma grande figura de bronze segurando uma espingarda, que retrata o Che.

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Atrás da plaza encontra-se o Museo del Che, o principal museu de Cuba dedicado ao combatente argentino. Os seus restos mortais encontram-se num mausoléu adjacente.

Dentro do museu não é permitido tirar fotografias.

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Não muito longe da praça encontra-se o comboio blindado. Este monumento evoca o comboio que transportava as tropas de Batista e que as forças revolucionárias assaltaram, sob comando de Che Guevara, contribuindo assim para a queda da ditadura.

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Esta escavadora é uma réplica da que o Che utilizou para parar o comboio, onde ia o Batista e as suas tropas.

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Era hora de ir novamente para a estrada, pois ainda tinha muitos quilómetros pela frente…

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Meliã Península Varadero

Hoje o dia não foi nada produtivo, saí de Havana de manhã, e segui no transfer até Varadero. Pelo meio, ainda fiz uma paragem onde bebi a melhor piña colada da minha vida! Que delícia 🙂

O resort que fiquei hospedada foi o Meliã Península Varadero. À chegada serviram-me uma taça de espumante. Como só era possível fazer o check-in às 16 horas, deixei as malas na sala de bagagens, junto à  recepção, e fui almoçar.

Como conhecia um casal português que já estava hospedado neste resort, o que tinha passado o dia comigo em Havana, depois do almoço fui buscar as malas, troquei-me no quarto deles e fui para a praia 🙂

Assim não perdi o resto da tarde à espera que me entregassem o quarto…

Eu adorei o resort, mas também ouvi fortes críticas negativas. Conheci um casal português que estava a detestar, disseram mesmo que foi o pior hotel por onde já tinham passado… Para quem está habituado a outros padrões, como eles estavam, talvez esta não seja a melhor escolha. Mas para quem, como eu, que estou habituada a viajar pela Europa e a ficar em hotéis de 3 estrelas, no máximo, e o que é mais importante é mesmo a viagem, e desde que tenha as mínimas condições (WC privativo, limpeza), vai achar os serviços disponibilizados um verdadeiro luxo.

Serviços e Instalações do Resort:

O Resort fica a uma distância de 14 Km do centro da cidade de Varadero, mas se não quisermos, nem precisamos sair do Resort, pois lá dentro encontramos tudo o que necessitamos para passar umas férias descontraídas e animadas.

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Hotel Varadero (22)Em todo o resort encontramos espaços verdes e lagos, há também uma área ao ar livre onde é possível praticar Yoga e Chi Kong.

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Existe também um salão de beleza, onde é possível ir ao cabeleireiro, fazer a manicure e pedicure, como também massagens. Era neste local que ia fazer a troca das toalhas de praia, uma vez que no quarto não faziam…

Junto à recepção encontra-se uma casa de câmbio, como também uma sala de internet center. Não utilizei, mas o casal que conhecia usou, pagou cerca de 10€ para aceder a 30 minutos de internet. E acho que nesse tempo nem conseguiram consultar o mail… Aceder à internet em Cuba é para esquecer…

Há também uma loja com souvenirs (bem caros), além disso existe lá à venda bikinis, acessórios de praias, diversas roupas, protectores solares à venda…

Na entrada há sempre táxis disponíveis.

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Quartos:

Os quartos são distribuídos em módulos de 2 e 3 andares, todos tem vista para o jardim ou piscina.

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Os quartos são muito confortáveis e espaçosos, com uma cama king size.

Há várias comodidades disponíveis no quarto, entre elas, ar condicionado, TV com satélite, minibar, cafeteira eléctrica, telefone no quarto e no WC e guarda-chuva, que dava um jeito enorme, principalmente para aquelas noites que caía aquelas chuvadas tropicais.

Todos os quartos tem uma pequena varanda, com uma mesa e cadeiras. Como o meu tinha vista para o jardim, era muito relaxante ficar por lá, a ler um bom livro 🙂

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Tem um closet, com um tamanho bastante aceitável onde é possível pendurar a nossa roupa e também há um cofre, um ferro e tábua de passar.

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O WC tem uma banheira e um chuveiro, também tem secador de cabelo e um espelho de aumento, onde fazia as minhas maquilhagens 🙂

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Piscina

O resort tem 3 piscinas, duas para crianças, e uma para adultos. Há várias espreguiçadeiras disponíveis.

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Dentro da piscina dos adultos encontra-se o Bar Arrecife, onde o balcão e cadeiras estão dentro da água. Por trás do bar encontra-se o Saoco, restaurante onde servem refeições fast-food, como cachorros, pizzas, sandes, hamburgers, que por sinal são muito boas! Este restaurante está aberto 24 horas/dia.

Como não sou muito fã de piscina, não tive muito tempo neste espaço, mas deu para perceber que era um espaço limpo e que havia animação no local.

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Praia

A praia está localizada numa área de reserva ecológica e encontra-se  a 10 metros do hotel, tendo acesso directo à praia, do hotel.

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A água morna e a areia branca é convidativa ao banho, achei a água um pouco turva, não sei se foi devido à ondulação que fez enquanto lá estive, ou se é normal a água ser assim…

É um mar calmo, sem correntes, mas há sempre vigilância disponível, inclusive à noite. Uma das noites decidi dar um mergulho no mar, e além de estar iluminada, também havia seguranças junto da praia.

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As espreguiçadeiras são logo colocadas à nossa disposição assim que chegamos à praia. Na praia  podem ser feitas várias actividades, desde volley, windsurf, andar de gaivota…

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Junto à praia existe o bar Chiringuito, onde é possível ir buscar bebidas entre as 10 e as 17 horas.

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Restaurantes

Fiquei em regime de tudo incluído, então fiz todas as refeições dentro do resort, excepto, quando estava em excursão.

Há vários restaurantes disponíveis neste resort, desde Mexicano, italiano, cozinha francesa, japonesa, além do buffet.

Das especialidades só tive oportunidade de experimentar o mexicano. Pois temos que marcar com antecedência, na recepção dentro de um horário estipulado pelo hotel. Como no 2º dia passei o dia fora não consegui marcar… Por isso, no dia seguinte, marquei para noite seguinte e só consegui marcação para o mexicano.

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O ambiente do restaurante é clássica, mas há música cubana, o que torna o lugar mais descontraído. A comida em si, não gostei! Sai deste restaurante e fui ao restaurante da piscina comer uma hamburger…

E esta foi a parte que mais me desiludiu neste resort, a comida era um pouco fraca, faltava-lhe tempero…

Nos outros dias jantava sempre no Palma Real, que era buffet. Não havia variedade na comida. As massas e carnes era preparados na hora, mas como o serviço era lento, por vezes a espera era grande…

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As bebidas tinham que ser pedidas aos funcionários que iam passando pelas mesas, e muitas vezes ficavam esquecidas, principalmente se não fossem acompanhadas por uma gorjeta.

Também tive oportunidade de almoçar no restaurante La Laguna, que fica mesmo junto à praia. É um ambiente mais descontraído, e é o ideal quando se sai da praia. Existe uma grelha grande onde se pode pedir para grelhar carne e peixe. Mas não sabiam grelhar o peixe… meu rico peixe algarvio 🙂

P1200495Além dos restaurantes existes vários bares ao longo do resort, alguns deles só funcionam durante a noite.

Fartei-me de beber piña colada, mas geralmente, as bebidas são muito fracas. Mas se pedirmos com jeitinho, eles colocam mais álcool 🙂

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Animação

Havia sempre animação durante a noite. Apesar de só ter assistido a uma dança sevilhana, pois na maior parte das noite, depois do jantar ia para o quarto descansar… A idade não perdoa 🙂

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Havia também uma discoteca, mas nem cheguei a ir lá para o pé…

Em modo geral, gostei do resort. Os únicos aspectos negativos foram mesmo a comida e o facto dos funcionários só se tornarem simpáticos se fosse oferecida alguma gorjeta.

Havana: El Malecón

Como parar é morrer, depois de ter chegado da excursão a Pinar del Rio, ainda fui “bater perna” no Malecón.

O Malecón é um dos lugares mais emblemáticos de Havana. Trata-se de uma avenida que se estende por 8 kilómetros, ao longo da costa.

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A construção do Malecón começou em 1901, durante o governo provisório militar dos EUA. O principal objectivo desta construção, era proteger a cidade das marés, mas na realidade, acabou por transformar-se num local de passeio.

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E é aqui que centenas de cubanos, depois de um dia de trabalho, e aos fins de semana se reúnem para assistir a um belo por do sol 🙂

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E não podia perder esta oportunidade de assistir a este costume tão cubano.

A minha cor branquicela denunciou-me  logo que era turista, perguntaram-me de onde era e o que estava a achar do país…

O comunismo em Cuba pode ter os seus aspectos negativos, mas também tem o seu lado positivo… Um deles é a educação. O ensino médio e superior são gratuitos para todos os cidadão cubanos e é obrigatório até o 9º ano.

Não há analfabetos em Cuba, 99.8% da população cubana, acima de 15 anos, sabe ler e escrever. Impressionante não? Bem mais alta do que em Portugal, que é um país europeu desenvolvido…

E isso comprova-se ao falar com os cubanos, tem muita cultura geral. Quando dizia que era de Portugal, TODOS sabiam onde era… Sabiam que a capital é Lisboa, também sabiam da existência do Porto. Mesmo quando dizia que era da parte do sul de Portugal, também sabiam da existência do Algarve… Quantas vezes já me aconteceu, mesmo na Europa, dizer que era de Portugal e pensavam que ficava na Espanha… Dá que pensar 😉

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Sentei-me no muro do Malécon e fiquei a apreciar um belíssimo pôr do sol e deliciei-me com os carros antigos que iam passando na avenida.

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Mas não podia sair de Havana sem antes andar num coco táxi 🙂

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E foi uma experiência bem engraçada 😀 É uma das coisas que tem que ser feitas se forem a Cuba!

Havana (7)Fui até à parte velha da cidade, onde jantei um delicioso hambúrguer com uma coca-cola, lá do sítio, a Tukola 🙂

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Enquanto jantava, um grupo de músicos cubanos animava os transeuntes, com as suas canções alegres e contagiantes 🙂

Pinar Del Rio

Antes de viajar, gosto de pesquisar os sítios que pretendo visitar e  planear a melhor maneira de fazê-lo… E uma vez, que normalmente o tempo que tenho disponível nas viagens é muito limitado preciso fazê-lo antes de partir, para perder o menor tempo possível durante a viagem com esses pormenores, e assim, conseguir rentabilizar bem o tempo.

Depois de saber os lugares que gostava conhecer em Cuba (eram bastantes, mas o tempo disponível não permitia conhecer todos, por isso tive fazer uma selecção), vi que alguns sítios tinham que ser feitos através de excursão, porque exclui logo a hipótese de conduzir lá e os transportes públicos não são tão acessíveis aos turistas, como na Europa.

Então, ainda em Portugal, tentei encontrar uma agência que organizasse as excursões que pretendia fazer. Não foi tarefa fácil, mas depois de alguma procura encontrei uma agência que pareceu-me confiável e, tinha a mais valia de terem os escritórios no hotel que ia ficar hospedada em Havana.

Foi tudo tratado por e-mail e ficou combinado que o pagamento iria ser efectuado quando fosse aos escritórios da agência.

Por isso, na primeira manhã em Havana dirigi-me ao escritório, fiz o respectivo pagamento e ficou tudo marcado. A agência que marquei as excursões foi a Cubatur.

Um dos sítios que mais queria visitar em Cuba era o Vale de Vinãles, e só faziam essa excursão, a partir de Havana. Por isso, o segundo dia livre que tinha em Havana não iria ser passado na cidade, mas sim na zona rural de Pinar Del Rio.

À hora combinada, depois de um maravilhoso pequeno-almoço, estava na recepção do hotel à espera que chegasse alguém da agência…

Passaram 10, passaram 20, passaram 30 minutos e não aparecia ninguém! Já começava a pensar que se tinham esquecido de mim… Esperei mais um bocadinho, até quase fanicar, até que fui ver se já estava alguém nos escritórios, mas como era muito cedo, não estava…

Finalmente, praticamente uma hora depois, apareceram. Que aliviooooo… este era o sítio que mais queria ir em Cuba, e não teria outra oportunidade de ir, uma vez que no dia seguinte ia para Varadero.

Depois percebi que o atraso foi porque o meu hotel foi um dos últimos locais que passaram para recolher os turistas. Bem podiam calcular, mais ou menos, a hora que iriam conseguir passar em cada hotel, e não marcar com todos à mesma hora… Mas enfim… o importante foi que não se esqueceram de me ir buscar 😛

Pinar del Rio fica a mais de 160 Km de Havana, por isso, depois de mais de duas horas no autocarro, cheguei à primeira paragem do dia, a fábrica de Run “Guayabita del Pinar”.

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Uma fábrica de rum artesanal, onde a maior parte do processo ainda é feito através da mão-de-obra do homem, e onde as grandes maquinarias ainda são muito escassas.

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Este rum é feito através de uma fruta que só há nesta região. Apesar da fruta saber horrivelmente mal, pois tive a oportunidade de experimentá-la, o rum é um verdadeiro licor dos deuses. Um rum tão docinho, que é praticamente impossível conseguir parar de bebê-lo 🙂

Claro que tive que trazer uma garrafa para Portugal. E arrependi-me de não ter trazido mais…os meus amigos trataram dela, em apenas uma noite… 😛

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Pinar Del Rio (23)A viagem seguiu para o destino mais aguardado, por mim, do dia. O Vale de Vinãles.

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As fotografias falam por si, este vale é de uma beleza deslumbrante, e qualquer adjectivo é sempre pouco para descrever tal cenário.

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As formação rochosas que se vêm neste vale são conhecidas por magotes. E são o que resta de um planalto de calcário.

Há cento e sessenta milhões de anos, no período jurássico, esta zona de montanhas calcárias sofrera tal erosão, devido aos rios subterrâneos, que se tornara numa extensa caverna. O tecto da enorme gruta, sustentado apenas por finas colunas de pedra mais resistentes, acabou por se desmoronar, deixando só os fragmentos dos pilares entre os escombros do tecto.

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Muitas destas grandes formações são atravessadas por grutas.

Pinar Del Rio (26)Este vale foi declarado Património Mundial da Unesco em 1999,  devido à sua beleza natural e pela sua arquitetura vernacular.

Pinar Del Rio (27)Depois de algum tempo a apreciar esta linda paisagem, seguimos viagem. Mas não nos afastamos muito, fomos para casa de um Veguero.

Pinar Del Rio (12)Os vales de Pinar del Rio são conhecidos por produzirem o melhor tabaco do país. Por isso, nesta zona é comum ver muitas plantações de tabaco, assim como as casas de palha, onde se faz a secagem da folha do tabaco.

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Pinar Del Rio (9)Este agricultor de tabaco, recebeu-nos calorosamente na sua casa e explicou-nos todo o processo de fabrico dos charutos, desde a secagem da folha até ao fabrico em si.

No final, ofereceu charutos a quem quisesse experimentar.

Pinar Del Rio (8)O fumo do charuto, dentro da cabana de palha e debaixo de um sol abrasador, tornou-se irrespirável para mim, por isso, decidi sair e fui apreciar as vistas…

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Senti uma paz muito reconfortante enquanto estive a apreciar aqueles vales sozinha, só eu a natureza…

Pinar Del Rio (7)Não me importava de lá ficar, via-a a acordar e a apreciar toda aquela magnifica vista todos os dias 🙂 Um verdadeiro paraíso!

Pinar Del Rio (6)Seguimos viagem para a Cueva del Indio.

Antes de aventurar-nos para dentro da gruta, tive a oportunidade de beber o caldo que foi extraído directamente da cana de açúcar.

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Hum… E era tão docinho 🙂

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Dentro de um magote, encontra-se esta gruta, com fabulosas formações calcárias.

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Pinar Del Rio (33)Depois de percorrer um trilho iluminado, a pé, o resto da travessia é feita num barco, através do rio subterrâneo.

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Pinar Del Rio (2)Na saída da gruta existe uma pequena queda de água.

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Tivemos alguns breves momentos livres para andar pela zona e depois seguimos caminho para o último destino do dia, o Magote dos Hermanas.

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Neste magote encontra-se pintado o mural da pré-história de Vinãles.

Foi pintado pelo artista Diego Rivera e foi encomendado pelo presidente Castro, o qual representa a história da evolução até ao homem moderno.

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Almoçamos neste local, com vista para este mural e ao som de música cubana, sempre alegre 🙂

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Depois do almoço, não tive praticamente nenhum tempo livre por aqui, porque começou a chover torrencialmente, e só parou quando estava a chegar a Havana.

Adorei a organização desta excursão, se um dia tiver oportunidade de voltar a Cuba e fizer mais alguma excursão, será com esta agência.

No final do dia conheci um casal português que nesse dia também tinha ido a Pinar del rio, mas com outra agência. E depois de ouvir a experiência deles, ainda fiquei mais contente com a minha escolha. Foram a uma fábrica de charutos, a Cohiba, bem industrializada, nada a ver com a casa do agricultor que eu fui… Ainda por cima nem fotografias podiam tirar. E só foram ao Vale de Vinãles à tarde, quando começou a chover torrencialmente, resultado, nem conseguiram sair do autocarro…

Paguei por esta excursão 59 CUC´s, o que incluiu o transporte, a entrada na Cueva del Indio como na fábrica de Run, e o almoço.

Havana

Cuba… Tinha curiosidade de conhecer esta ilha, de preferência antes que Fidel fosse desta para melhor… Decidi começar a ver os preços e, finalmente marquei a viagem para o inicio de Março. No final do mês de Fevereiro, o funcionário da agência de viagens ligou-me a dizer que havia um pequeno problema… A iberojet, a operadora onde tinha sido comprado a viagem, tinha ido à falência… Ou seja, tudo o que tinha reservado tinha ficado sem efeito… nessa altura caiu-me tudo! 😦

Era impossível remarcar para a mesma data, pelos valores que estava disposta a pagar. Acabei por remarcar tudo para o final de Maio, e ainda consegui um preço um pouquinho melhor 🙂

Finalmente tinha chegado o dia 20 de Maio, dia do meu aniversário. Na parte da tarde dirigi-me para a rodoviária para apanhar o autocarro até Lisboa. Mas não sabia que tinham mudado o local para apanhar o autocarro, já era hora de embarcar e nada de autocarro e nem passageiros… Felizmente apareceu um funcionário da EVA e avisou-me que já não era ali… Comecei a correr com as malas atrás, e vi o autocarro ao fundo a começar a abalar… Comecei a esbracejar e felizmente o autocarro parou! Uffaaa 😀

No dia 21 de Maio fui para o aeroporto de Lisboa para ir até Madrid, claro que o voo estava atrasado… Quase uma hora… Lá embarquei para Madrid, e já em Madrid fui literalmente a voar para a sala de embarque, pois já era a hora do voo para Havana 🙂

Após a desilusão de ter que desmarcar e, posteriormente, remarcar toda a viagem o meu entusiasmo ficou nas últimas. Só voltou quando entrei no transfer para o hotel, já em Havana. Não tirei os olhos do vidro, olhava em todas as direcção, para absorver tudo, e foi nessa altura que caiu-me a ficha… Estava em CUBA 😀

Em Havana fiquei hospedada no Hotel Habana Libre, escolhi este hotel principalmente devido à sua componente histórica. Este hotel foi ocupado pelo revolucionários cubanos Camilo Cienfuegos e Fidel Castro, liderados por Che Guevara. Permaneceram lá durante cerca de três meses, onde discutiram o rumo que a revolução deveria tomar.

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Mal fiz o check in arrependi-me de imediato da minha escolha… Estava desejosa de chegar ao quarto para tomar um banho e descansar. Dirijo-me ao meu suposto quarto e, quando abro a porta vejo uma senhora na cama… Fiquei completamente atrapalhada, fechei a porta logo de seguida e vou para a recepção… Estava danadissíma, e começo a explicar à recepcionista o que se tinha passado, e com toda a naturalidade do mundo, deram-me outro quarto, foi como se esta situação fosse bastante normal para eles…

Em compensação, fiquei no 7º andar e a vista era fantástica!

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Devido ao fuso horário, acordei cedíssimo e fui privilegiada por um nascer do sol, simplesmente deslumbrante 🙂

P1200058Quando sai do quarto reparei que a porta não ficava trancada… :/ Reportei a situação na recepção e disseram que iam logo resolver o problema. Estava com algum receio de deixar o passaporte e o dinheiro no quarto (como o cofre era pago, não aluguei…). Realmente resolveram a situação, e resolveram tão bem que quando quis voltar a entrar no quarto a porta não abria… 🙂 Nem a camareira conseguiu, resultado, ao final do dia ainda tinha o quarto por arrumar.

Conheci outros casais que também lhes tinha acontecido situação caricatas neste hotel…

Para um hotel de 5 estrelas esperava um pouco mais, a mobília do quarto estava um pouco velha, o ar condicionado do quarto estava avariado, não conseguia desligá-lo, nem mudar a temperatura… Apesar disso, os quartos são muito espaçosos. Sem dúvida, o que mais gostei foi dos pequenos almoços, uma enormeeee variedade e com óptima qualidade 🙂

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IMG_0167Porta da casa de banho

IMG_9601Hall de entrada no hotel

IMG_0233Várias fotos de de Che, Fidel e outros revolucionários quando ocuparam este hotel.

Tinha apenas um dia para conhecer Havana, por isso às 8 da manhã já estava a sair do hotel. Seguindo o itinerário de viagem feito por mim, o primeiro ponto de paragem seria o Callejon de Hamel, pelo que tinha pesquisado parecia-me bem pertinho do hotel… Mas era muito mais distante do que estava à espera e foi um pouco complicado dar com aquilo, mas com  a ajuda de alguns cubanos, que estão sempre dispostos a ajudar, consegui chegar.

Quase a chegar ao Callejon de Hamel, fui abordada por um cubano que se “voluntariou” para me levar lá e fazer uma visita guiada… Depois de vista este mural com pinturas, perguntou se queria charutos, como não estava interessada disse logo que não, mas o meu companheiro de viagem foi na dele… Quando reparei já estávamos bem distantes, a percorrer bairros sem quaisquer turistas, e queria que entrássemos numa cave…

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IMG_9577Disse logo que não entrava, fiquei com algum receio pois tinha acabado de fazer o câmbio de Euros para CUC´s e tinha muito dinheiro comigo… Desculpei-me que já estava atrasada para a reunião no hotel, com a operadora de viagem… Então, dispôs-se a levar-me ao hotel no carro dele, perguntei quanto levava, 50 CUC´s (cerca de 45€)!!! Agradeci-lhe, dei-lhe umas t-shirts e canetas… Mas claro que ele começou a reclamar, que queria era dinheiro… Tentei sair o mais rápido possível de lá, mas não sabia onde me encontrava… Mas tinha a ideia que o hotel não ficava muito distante do mar, segui nessa direcção… Apanhei um valente susto, mas serviu de lição, porque o povo cubano pode ser bastante prestativo, mas não podemos esquecer das condições em que vivem… Por isso, a maior parte deles, não fazem nada sem esperar algo em troca….

Quando comecei a ver o hotel respirei de alívio e comecei a apreciar o ambiente, aqueles carros bastante barulhentos e poluentes, toda a cidade fica impregnada com cheiro a petróleo, mas é impossível conseguir parar de tirar fotografias, estes carrros são fascinantes. Parece que fomos transportados para os anos 50 🙂

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De regresso ao hotel, encontrei um casal português que tinha conhecido no avião, e eles sugeriram conhecermos Havana de táxi. Na entrada do hotel fomos abordados pelo Didier que nos fez uma proposta, por 40 CUC´s levava-nos aos sítios que quiséssemos durante todo o dia. Depois do que me tinha acabado de acontecer, achei esta ideia bastante viável.

O Didier foi impecável, levou-nos a todos os sítios que queríamos conhecer em Havana.

Começamos por visitar a Plaza de La Revolution e o Memorial José Martin.

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IMG_9634A Plaza de la Revolution é o local da sede do governo Cubano e centro da vida política e económica do país, desde o inicio dos anos 50.

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IMG_9617Monumento dedicado a José Marti, herói nacional Cubano.

De seguida fomos à fábrica de rum Legendário, foi-nos permitido conhecer as instalações e o processo de fabrico do rum, e de seguida assistimos a um show de confecção de café com rum. E foi o melhor café que já bebi na vida (E eu não gostava de rum…). Divinal!!

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IMG_9670Trouxe uma garrafinha de Rum por 6 CUC´s, e que Rum, sem qualquer dúvida o melhor rum que já bebi…

Passado um bocado o Didier pergunta-nos se queríamos charutos, disse-nos que tinha um amigo que vendia charutos a um preço muito mais acessível do que na fábrica. Lá fomos à casa desse amigo e comprei uma caixa de charutos, por 20 cuc´s, estava com algum receio que fosse apreendido no aeroporto, mas correu tudo bem.

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O calor começava a apertar por isso fizemos uma pequena paragem no bar Havana Club, para beber algo fresco. Pedi um pinacolada… Tão, mas tão boaaaaa 🙂 Estava a ser impossível não começar a apaixonar-me por este país… 🙂

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Já esfomeados, pedimos ao Didier para nos levar a um restaurante. Levou-nos ao El Guajirito, eu comi um prato tipicamente cubano, ropa veija e adorei! Como era de esperar o prato que o Didier pediu quem teve que paga-lo fomos nós, e ainda por cima, o prato que escolheu era o mais caro do menu! 😀

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Para desmoer o almoço fomos andar pela parte velha da cidade, começamos pelo Capitólio.

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IMG_9679A grandiosa antiga sede do congresso foi inaugurada em 1926, combinando elementos Art Deco num plano neoclássico similar ao Capitólio de Washington.

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De seguida fui para La Floridita, um dos bares preferidos de Hemingway, onde ele costumava beber Daquiris. Só lá entrei para tirar a foto da praxe, junto à estátua de Hemingway. O bar estava a abarrotar de turistas, por isso não tive lá muito tempo…

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 Continuando pela parte velha da cidade, passamos pela Iglesia Y Convento San Francisco.

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IMG_9759Esta parte da cidade estava toda em obras e em algumas ruas era difícil transitar…

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Passei muito rapidamente pela Plaza de Armas, nesta altura o Didier já tinha colocado o turbo e quando me apercebia  já ele estava bem distante, lá tinha que ir a correr para o apanhar 🙂

IMG_9793De seguida passamos pela plaza de la catedral, não entrei na Catedral, apenas tive uns breves momentos por aqui, a tirar fotografias 🙂

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Alí perto encontra-se outro bar muito conhecido, o Bodeguita del Medio, mais conhecido por ter o melhor mojito. Este bar também era frequentado pelo Hemingway.

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IMG_9830Frente ao bar estava a tocar e a cantar um cubano cego e actuava tão bem que fiquei um belo bocado a assistir e, apesar de ser forreta, dei uma moeda 🙂

Aliás, toda a cidade é uma animação, somos surpreendidos em várias partes por cubanos a tocar ou a cantar… E é verdadeiramente contagiante.

Seguimos para a Plaza Vieja, esta praça é muito bonita, com todas as casas com a pintura muito cuidada. Quando descarreguei as fotos é que reparei que o azulejo onde indicava o nome da Plaza Vieja era Português 🙂

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IMG_9761Entrei no hotel Ambos Mundo, era aqui que Ernest Hemingway ficava hospedado quando ia a Havana. Lá dentro tem várias fotos do escritor.

IMG_9778Mesmo à frente do hotel encontra-se o café La Columnata Egipciana, era o café frequentado por Eça de Queirós quando foi Cônsul de Portugal em Havana. O calor estava fortíssimo, por isso fiz uma pequena paragem neste café, onde me refresquei com uma água bem fresca.

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Mesmo a terminar o dia, e já de regresso ao hotel, acabou o combustível do carro do Didier… Ficamos apeados… 🙂

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Como ainda não tínhamos pago a visita guiada, o Didier pediu-nos se podíamos pagar, porque não tinha dinheiro para o combustível…

Já de regresso ao hotel, era tempo para apreciar, mais uma vez, a vista do meu quarto…

IMG_9862No final do dia o cansaço era tanto que nem tive forças para procurar um restaurante para jantar, acabei por jantar pelo hotel. Os preços até eram acessíveis e a comida era razoável.

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