Casa de Anne Frank

A casa de Anne Frank é um museu verdadeiramente fascinante. Aqui dentro podemos encontrar fotos, filmes e objectos originais que ilustram os acontecimentos que aqui se passarem, assim como ler citações do seu diário.

Anne Frank foi uma entre os milhões de vítimas da perseguição que os judeus sofreram durante a Segunda Guerra Mundial. Anne nasceu a 12 de Junho de 1929, em Frankfurt. Em 1933, ela e a sua família decidiram mudar-se para Amesterdão.

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Em Maio de 1940 o exército alemão invadiu os Países Baixos e implementou ainda mais medidas contra os judeus. No dia 6 de Julho de 1942, os pais de Anne, Otto e Edith Frank, bem como as suas duas filhas decidiram esconder-se num anexo da empresa de Otto, onde actualmente se encontra o Museu de Anne Frank.

Posteriormente, juntaram-se a eles Hermann Van Pels, a sua mulher Auguste e o filho deles, Peter. E, mais tarde, Fritz Pfeffer.

Os empregados do armazém desconheciam que havia gente escondida no anexo. No entanto, os empregados do escritório sabiam-no. Otto Frank pediu-lhes para os ajudarem na clandestinidade.

” Durante o dia temos sempre que andar levemente e falar sem barulho, porque não nos podem ouvir no armazém” Anne Frank, 11 de julho 1942.

Os empregados de escritórios, Victor Kugler, Miep Gies, Johannes Kleiman e Bep Voskuijl, forneciam aos clandestinos alimentos, roupas, livros e jornais. Esta responsabilidade era pesada pois os clandestinos estavam completamente dependentes deles e, ajudar gente escondida, era uma actividade de grande risco.

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Edifício do museu de Anne Frank

Os clandestinos estavam 24 horas por dia no interior no anexo. As cortinas permaneciam sempre fechadas, para que os vizinhos não os pudessem ver. De dia, quando os trabalhadores estavam ao serviço no armazém, os clandestinos tinham de estar em silêncio. A falta de espaço no esconderijo e a angústia de serem descobertos provocavam muita tensão.

“Durante o dia as nossas cortinas não se podem abrir nem um centímetro” Anne Frank, 28 de Novembro 1942.

O quarto de Anne Frank

Anne tinha que partilhar um quarto com Fritz e isso provocava regularmente grandes discussões. Custava muito a Anne não poder ir para o exterior. O seu diário, onde passava muito tempo a escrever, era onde desabafava os seus sentimentos e desejos;

“Apetecia-me andar de bicicleta, dançar, assobiar, ver o mundo, gozar a minha juventude, ser livre.” Anne Frank, 24 de Novembro 1943

Como muitas meninas, Anne decorava o seu quarto com imagens. As imagens reflectem a transformação de Anne de menina para mulher adulta. No inicio, ela gostava sobretudo de estrelas de cinema mas, mais tarde, ela interessou-se mais pela arte e pela história. Ainda é possível ver algumas das imagens que Anne colou nas paredes do seu quarto.

Durante a visita conseguimos ter uma perceção melhor de como foi possível esconderem-se por tanto tempo sem serem descobertos.

Após uma denuncia feita por telefone às S.S. alemãs, a polícia invadiu a Princegracht 263 a 4 de Agosto de 1944. Tinham sido traídos! Os oito clandestinos e os colaboradores Johannes Kleiman e Victor Kugler foram presos. Os nazis deixaram Miep Gies e Bep Voskuijl em paz.

A 3 de Setembro de 1944 os oito clandestinos foram deportados para o campo de concentração de Auschwitz.

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Arredores do Museu

Dos oito, apenas Otto Frank sobreviveu à guerra. Anne, Margot e Edith Frank, Peter, Auguste e Hermann van Pels e Fritz Pfeffer encontraram a morte num campo de concentração. Os colaboradores sobreviveram à guerra.

A 3 de Junho de 1945, Otto Frank voltou para Amesterdão. Sabia que a sua mulher tinha morrido, mas tinha esperança de que as suas filhas ainda estivessem vivas. Depois de saber que Anne e Margot não tinham sobrevivido, Miep Gies entregou-lhe os diários de Anne.

Ele decidiu publicar o diário de Anne e, a 25 de Junho de 1947 saiu a primeira edição em holandês.

 Em 1960, o anexo secreto, onde viveram escondidos, tornou-se um museu.

Informações Úteis

Se fazem questão de visitar este museu aconselho a comprarem bilhetes com antecedência, para garantirem a vossa visita. Aliás, o museu, das 9 às 15:30 Hrs só permite a entrada de visitantes que possuam um bilhete online. Os bilhetes são limitados, os mesmos estão disponíveis para venda no site do museu (aqui) com dois meses de antecedência.

Os bilhetes esgotam muito rapidamente, por isso comprem o bilhete o mais cedo possível 😉

Ao comprarmos o bilhete temos que selecionar o dia e hora da vista, e temos que chegar a essa hora, senão o bilhete perde a validade…

Assim que adquirimos o bilhete, através do site, recebemos um e-mail com os mesmos que podemos imprimir ou apresenta-lo no telemóvel à entrada.

A partir das 15:30 Hrs não é necessário o bilhete online e é possível visitar o museu adquirindo o bilhete na entrada.

Preço: 9€ (+0.50€ despesas de reserva)

Morada: Prinsengracht, nºs 263-267, Amesterdão.

Como lá chegar: Da estação central, leva cerca de 20 minutos a caminhar. Os eléctricos 13, 14 e 17 – além dos autocarros 170, 172 e 174 – param perto do museu, no ponto “Westermarkt”.

Ah, é proibido tirar fotografias lá dentro.

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Os aspectos que me fizeram não adorar Amesterdão

No outro dia, num dos fóruns de viagem que sigo, perguntavam quais as três cidades preferidas dos viajantes. Posso dizer que em mais de metade das respostas estava a cidade de Amesterdão. Por isso, como fui um pouco dura no ultimo post sobre do que tinha achado da cidade, achei por bem enumerar os vários aspectos que me fizeram não ter amado aquele local.

– Bicicletas

Sei que parece uma tolice dizer que não gostei das bicicletas em Amesterdão, visto que quem lá vai sabe à partida que esta cidade tem mais bicicletas que pessoas… Mas, achei muito intimidante passear por lá pois estava sempre com receio de ser atropelada por alguma… E ia sendo várias vezes, durante a minha curta estadia por lá!

A ideia inicial era alugar uma bicicleta e andar a passear por lá, mas desisti logo dela pois achei que não iria correr lá muito bem…

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Outra coisa que não me agradou foi verificar que nas ciclovias circulam muitas vezes motociclos e outros veículos motorizados, nomeadamente “papa-reformas”. Se me distraía e não reparava que estava numa ciclovia, podia ser atropelada por um desses veículos, o que seria bem pior do que por uma bicicleta! Enfim, nunca andava a passear completamente descansada.

DSCN5515Além disso, vi diversas bicicletas espalhadas pela cidade completamente abandonadas, já sem várias peças… O que se torna muito pouco atractivo para um turista, passando uma imagem de cidade pouco cuidada.

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Apesar disso é impressionante ver a quantidade de bicicletas existentes na cidade e a mentalidade dos seus cidadãos. Eles andam de bicicleta faça chuva ou faça sol, vão às compras, deslocam-se para os seus trabalhos (de fato e gravata) e até andam com os seus bebés nos respectivos veículos. É tudo uma questão de mentalidade e, nesse aspecto, tiro-lhes o chapéu.

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– I Amesterdão

Sabem aquela foto que toda a gente tira em frente ao museu Rijksmuseum com as letras “ I Amesterdam”? Eu também tentei ficar com um registo, mas foi completamente impossível! Havia tantas, mas tantas pessoas lá que não havia um único espacinho livre para conseguir tirar um foto e perceber onde estava… Desisti!

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– Transportes Públicos

Já fui a várias cidades europeias e ando sempre de transportes públicos (metro, autocarro, electrico, comboio) e nunca tive grandes dificuldades em perceber como funcionava. Ás vezes, logo à chegada, ando um pouco à nora mas rapidamente consigo perceber o sistema.

Não aconteceu em Amesterdão! Chegamos a entrar no comboio errado e só nos apercebemos depois de termos começado a andar, mesmo tendo a certeza que estávamos na plataforma certa! E, sempre que entravamos em algum transporte  público, ficava a dúvida se seria o correcto.

Num dos dias levamos cerca de uma hora à procura de uma linha de eléctrico que nos levasse a um bar onde queríamos fazer uma tour! Resultado: Nada de tour, devido à chegada tardia… 😦

Outra coisa aborrecida com que nos deparamos foi que tínhamos que ter sempre moedas para comprar os bilhetes. Assim que chegamos ao aeroporto, não tínhamos trocos suficientes e tentamos vários cartões; VISA, Mastercard, e nenhum deu… Felizmente às horas que chegamos os guichés ainda estavam abertos e conseguimos comprar os bilhetes lá. (Aceita cartões “MAESTRO”).

Além de tudo isto, achamos uma cidade um pouco suja, com demasiadas bicicletas  corroídas pela ferrugem e espalhadas por todos os cantos, vários barcos completamente podres… Enfim, coisas que não são visualmente muito agradáveis. Sinceramente, não conseguimos captar a beleza desta cidade na sua plenitude!

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Amesterdão

Como já tem vindo a ser hábito, no aniversário do Sérgio tiramos uns dias e fazemos uma escapadinha. O destino escolhido para este ano foi Amesterdão.

Sentimos que era uma grande falha nossa não conhecer esta cidade, uma vez que adoramos viajar e Amesterdão é um daqueles destinos quase que “obrigatórios” para quem ama viajar.

Antes de partir e quando falava com alguém sobre esta viagem, toda a gente me dizia que ia adorar, que a cidade é fantástica, e eu própria convenci-me disso!

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Mas, (e agora preparem-se, pois vou ser polémica), não amei Amesterdão! Podem apedrejar-me, podem deitar-me à fogueira, mas estou a ser sincera! E fiquei muito desiludida por não ter gostado, pois antes de lá chegar achei mesmo que ia adorar aquele lugar!

No final do primeiro dia na cidade até estava a sentir-me mal comigo própria por não estar a conseguir captar aquela beleza que toda a gente me disse que tinha… Pensei que era de mim, que talvez não estivesse com feeling para aquele destino, talvez fosse do cansaço e do stress (andava a trabalhar bastante)… Mas senti que o Sérgio estava a sentir o mesmo que eu, e ele também não adorou Amesterdão.

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Isto não significa que a cidade não tenha coisas boas, não é isso! Houve lugares que gostávamos bastante, mas no geral não adoramos! Acho que é unanime dizer que achamos a cidade suja, demasiado turística, os transportes públicos difíceis de compreender, chegamos a entrar em comboios errados e nunca estávamos seguros se íamos na direcção correcta… (já viajamos para várias cidades europeias, sempre andamos de transportes públicos e nunca sentimos grandes dificuldades). Além disto, no que diz respeito a cidades envolvidas por canais, achamos que Brugge, Ghent ou até mesmo Hamburgo são muito mais interessantes e, prédios tortos, também não era propriamente uma novidade para nós, uma vez que já tínhamos visto esse “fenómeno” em Lüneburg.

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Apesar disso, acho que é uma cidade que merece uma visita, pelo menos uma vez na vida. Vou deixar uma lista dos locais que passei que mais gostei.

  •  Casa Anne Frank

É uma das atracções mais procuradas em Amesterdão. Anne e a sua família viveram aqui escondidos durante mais de dois anos. Infelizmente o esconderijo foi descoberto e foram levados para campos de concentração, onde acabaram por falecer. Apenas o pai de Anne sobreviveu. Quando voltou ao anexo descobriu o diário que a sua filha escreveu enquanto estiveram escondidos e decidiu publicá-lo.

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Vou fazer um post com mais detalhes da visita ao museu, assim como, pormenores de como lá chegar e comprar o bilhete.

  •  Loja de Queijos De Kaaskamer

Tanto eu como o Sérgio somos doidos por queijos, por isso, quando li no guia de viagem sobre esta loja, inseri-a de imediato no nosso itinerário! E foi uma verdadeira tentação lá entrar!

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Como a escolha era imensa e estávamos bastante indecisos no que levar, pedimos para provar alguns… E eram todos deliciosos!! Para não nos desgraçarmos, pedimos duas sandes com um dos queijos que mais gostamos e foi o nosso almoço!

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Ainda fico a salivar cada vez que me lembro do sabor daquele queijo… 🙂 Se são fãs de queijo não deixem de lá passar!

Morada: Runstraat 7

  •   Begijnhof

Na praça Spui encontra-se a entrada do Begijnhof (uma porta discreta ao lado de uma livraria). É um pequeno aldeamento onde antigamente viviam as Beguinas, uma irmandade católica onde as mulheres viviam afastadas da restante sociedade.

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É um local bastante calmo e tranquilo, sítio ideal para fugir da agitação e loucura que Amesterdão vive.

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  • Bloemenmarkt (Mercado flutuante de flores)

Localizado sobre uma margem do canal Singel encontram-se várias pequenas lojas flutuantes, onde se vendem não só as famosas tulipas, como todo o tipo de outras flores.

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Este é o sítio ideal para comprar souvenirs, pois fica bastante mais em conta do que nas restantes lojas do centro da cidade.

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  • Canais

Uma das principais características de Amesterdão são os seus inúmeros canais, por isso é impossível visitar a cidade e não passear juntos a eles.

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Apesar de parecerem todos iguais existem alguns que se destacam:

Canto de Staalstraat e Groenburgwal. Daqui, se olharmos para norte, temos uma vista magnifica e inspiradora, aproveitada por Monet para o seu quadro intitulado “the zuiderkerk”.

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Caminhar ao longo da Herengracht até a Reguliersgracht, onde se encontram as “7 pontes”. Se nos virarmos de costas para a Thorbeckplein e nos inclinarmos um pouco sobre a ponte, podemos apreciar os sete arcos que se encontram em frente.

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  • Cervejaria Brouwerij´t

Uma das experiências para quem vai a Amesterdão é fazer uma tour por uma cervejaria. A maior parte das pessoas visita a fábrica da Heineken.

Nós preferimos ter uma experiência mais “caseira” e tínhamos planeado fazer uma visita à fábrica artesanal da cervejaria Brouwerij´t (fazem visitas de sexta a domingo às 3:30 hrs). Mas como esta cervejaria fica um pouco longe do centro da cidade tínhamos que apanhar um elétrico para lá chegar e esse foi o problema… Levamos quase uma hora a tentar encontrar o elétrico correcto para lá chegar! Foram azares atrás de azares… Primeiro perdi o nosso planeamento do dia, onde estavam os locais que queríamos ir e a melhor forma de lá chegar (moradas, nome das estações) E, apesar de me lembrar vagamente da localização da paragem do eléctrico, naquele mesmo local estava a decorrer uma manifestação e o trânsito estava completamente parado, por isso tentamos encontrar outra paragem…

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Conclusão, quando chegamos à Cervejaria já não havia bilhetes para a tour :/ Apesar disso, não demos como perdida a viagem. O local é bastante interessante, encontra-se num antigo moinho e as cervejas são mesmo muito saborosas! Se apreciam cerveja não deixem de lá ir, nem que seja apenas para descontrair um pouco e saborear uma deliciosa cerveja artesanal.

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Tours: Sexta a Domingo às 3:30 Hrs

Preço: 5€

Morada: Funenkade 7, 1018 AL Amsterdam

  • Red Light District

Na Holanda a prostituição é legal. Assim, como qualquer outra profissão, as prostitutas aqui pagam os impostos sobre o que recebem e também tem direitos como qualquer trabalhador.

Em Amesterdão a maior concentração está localizada no famoso Red Light District.

Aqui, por detrás das vitrines, podemos encontrar as prostitutas a exibirem os seus corpos de forma natural. Se alguém entrar e requisitar os seus serviços a vitrine é fechada com uma cortina e o cliente é levado para o fundo da casa, onde se encontra um quarto.

O Red Light District atrai turistas de todo o tipo, desde casais que passeiam pelo bairro, pessoas que procuram os serviços oferecidos e até simples curiosos.

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Além das famosas vitrines, aqui podemos encontrar uma série de restaurantes, coffeeshops, bares e casas de striptease. Também aqui se encontra o museu Red Light Secrets, onde se pode descobrir a história do bairro e do estilo de vida das prostitutas.

É proibido tirar fotografias às vitrines quando lá estão as prostitutas. E o melhor é mesmo respeitar a regra, para não transformar esse passeio em algo desagradável. Existem seguranças à paisana contratados pelas próprias e, se apanham alguém a tirar fotografias às vitrines, obrigam-nos a apagar as fotografias e podem até destruir a máquina fotográfica.

O Red Light District fica localizado no bairro De Wallen. É um bairro bastante seguro, sendo comum ver muitos polícias a passar por lá.

  • Coffeeshops

Outra das experiências imperdíveis em Amesterdão é entrar numa coffeeshop.

A Holanda orgulha-se de ser um país bastante liberal, além da legalização da prostituição, aqui encontramos à venda, facilmente, cannabis (com autorização do governo), em lojas especializadas para esse efeito.

Mas obviamente que existem regras. Apenas pessoas com mais de 18 anos podem entrar e comprar os produtos com cannabis.  O único lugar onde se pode comprar este tipo de droga é dentro das coffeeshops, a além disso, os estabelecimentos não podem vender mais de 5g por cliente/dia. Drogas pesadas não podem ser vendidas nas coffeshops.

No Red Light District existem inúmeras lojas deste género. Nós queríamos ter essa experiência, mas as coffeeshops mais conhecidas estavam completamente cheias! Percorremos algumas ruas e encontramos uma que conseguimos entrar (não me recordo do nome)!

Lá dentro existia um espaço apropriado onde podemos fumar cannabis, local esse onde os funcionários não podem entrar (compreende-se o porquê… :p).

Além das coffeeshops, pode-se fumar livremente pelas ruas, e é muito comum estarmos a passear e começar-mos a sentir aquele cheiro tão característico.

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Lüneburg

Se ficamos fascinados com Hamburgo, em Lüneburg ficamos completamente apaixonados por esta pequena cidade.

Só descobrimos a existência desta cidade poucos dias antes de partirmos. Estávamos a ver vídeos no youtube sobre Hamburgo e num deles falava sobre Lüneburg. Decidi pesquisar e quando vi uma cidade com uma arquitectura com estilo Backsteingotik (da qual sou completamente apaixonada) não pensei duas vezes, tínhamos que reservar um dia para ir a Lüneburg!

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É relativamente perto de Hamburgo e muito fácil de chegar, através de comboio (mais pormenores de como chegar a Lüneburg no final do post).

Lüneburg é uma das cidades mais fascinantes do norte da Alemanha. E foi das poucas cidades do país que conseguiu manter a zona histórica intacta, durante a Segunda Guerra Mundial. Por isso, ainda preserva o seu centro medieval e a maior parte das casas são as originais, com centenas de anos.

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Lüneburg cresceu devido à exploração do sal. Por mais de 1000 anos e até 1980 os seus habitantes exploraram o sal existente na região, período no qual a cidade viveu os seus anos de riqueza.

Mas, devido a essa actividade, Lüneburg pagou uma factura muito cara. A exploração foi tão intensa que parte do solo, literalmente, abateu. Por esse motivo é que se vê espalhados pela cidade inúmeros prédios tortos e ruas com a calçada desnivelada.

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Apesar do seu lado negativo, esse é um dos factores que fazem com que esta cidade tenha um atractivo extra!

Lüneburg não tem nenhum monumento de visitação “obrigatória”, pois a cidade num todo é a principal atração mas, existem alguns lugares que não se pode deixar de visitar.

  • Praça Am Sande

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Nesta praça existem vários edifícios atingidos pelo problema que relatei anteriormente, ou seja, alguns prédios encontram-se tortos devido ao abatimento do solo.

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Numa das extremidades da praça encontra-se o belíssimo edifício da Câmara do Comércio, que se destaca por ter as cores de cinzento e branco.

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Na outra extremidade encontra-se a igreja St. Johannis, que na altura tinha um mercado de natal bastante acolhedor e com toda a sua envolvência tornava-o especial.

  • Ruas Heiligengeiststraße e Grapengieberstraße

“Percam-se” nestas ruas, pois a arquitectura dos edifícios é simplesmente imperdível.

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  • Die Alte Raths-Apotheke

Não deixem de passar por esta farmácia, estabelecida em 1524, pois tem uma fachada com pormenores incríveis!

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  • Markt

Principal praça da cidade onde o grande destaque vai para o Rathaus, construção iniciada no século XIII. A sua fachada é impressionante e bastante diferente do que se encontra no resto de Lüneburg.

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Nesta praça havia o maior mercado de natal da cidade. Passamos imenso tempo por aqui, entramos numa das barraquinhas e saboreamos as deliciosas salsichas alemãs e bebemos um delicioso vinho quente (eu! O Sérgio ficou-se pela cerveja :p)

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Acho que Lüneburg foi o local onde tive mais dificuldade em encontrar um souvenir (gosto de comprar um objecto para colocar na árvore de Natal alusivo ao sítio, assim quando vou montar a àrvore recordo-me das viagens), entrei, literalmente, em todas as lojas que vi… E nada de souvenirs… Quando já estava quase a desistir, vi o Posto de Turismo (mesmo ao lado do Rathaus) e decidi lá entrar! E finalmente consegui comprar uma bolinha de natal de Lüneburg! 😀

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Toda contentinha depois de finalmente ter encontrado um efeito de natal de Lüneburg 😀

Fica a dica para quem quiser comprar alguma recordação deste local 😉

  • Wasserviertel

Antigo porto da cidade, era daqui que exportavam o sal em direcção a Lübeck.

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Dessa época ainda resta o Alter Kran, um guindaste portuário medieval. Construído em 1797, era na altura um dos guindastes mais poderosos em todo o norte da Alemanha. Actualmente, é um dos marcos da cidade.

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É bastante agradável passear por esta zona e existem muitos restaurantes e bares com esplanada, onde se pode descontrair e a apreciar toda a beleza deste local.

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Mas o melhor de Lüneburg é “perder-se” e deixar-se surpreender pelo que se vai encontrando (e vai surpreender-se muito!). A cidade não é muito grande e dá para ver tudo, perfeitamente, em apenas um dia.

Como chegar a Lüneburg a partir de Hamburgo:

A partir da estação central de Hamburgo existem comboios a cada hora para lüneburg.

Um bilhete para cada trajecto tem um custo de 8,70€. Nós adquirimos um bilhete diário de grupo para as áreas ABCDE que custou 26,50€, o que nos compensou. O bilhete de grupo permite até 5 pessoas viajarem durante todo o dia.

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Mercados de Natal em Hamburgo

A principal razão que nos levou a Hamburgo foi os seus mercados de natal. E apesar de a cidade nos ter surpreendido bastante e termos conseguido conhecer muito de Hamburgo, também passamos bastante tempo nos mercados de natal. Estes foram os que visitámos:

  • Rathausmarkt

O principal e maior mercado de natal fica em frente à Rathaus e é um dos mais famosos e respeitáveis mercados de natal da Alemanha.

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Mas também não é difícil perceber porquê. Toda a envolvência das barraquinhas do mercado e, como pano de fundo, o lindíssimo edifício do Rathaus tornam este cenário lindíssimo.

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Assim que entramos num mercado os nossos sentidos são logo despertados com o cheiro dos frutos secos caramelizados, das típicas salsichas e do popular Glühwein (vinho quente).

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Estes vinhos são servidos em canecas decoradas com motivos de natal e com o nome do respectivo mercado, por isso, todos os mercados têm um caneca diferente. Eu costumo ficar com as canecas, como souvenir. Nesta viagem trouxe duas, uma deste mercado outra da cidade de Lüneburg 🙂 Ao comprarmos a bebida temos que pagar uma pequena caução (cerca de 3€), e ao entregarmos a caneca devolvem-nos o dinheiro da caução. Como fiquei com a caneca fiquei sem esse dinheiro, mas quero fazer uma colecção dos diferentes mercados de natal que já fui. Já tenho 4! 🙂

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Uma das grande atracções deste mercado de natal é o pai natal no seu trenó que sobrevoa o mercado (através de um cabo de aço de 100 metros). Quando assistimos já era de noite e praticamente não se via o cabo. Dava mesmo a sensação que o trenó estava a voar sobre as nossas cabeças. Imagino que as crianças delirem com este espectáculo, pois eu fiquei toda derretida a assistir aquilo…

O pai natal vai visitar o mercado diariamente, às 16h, 18h e 20 h.

Uma das barraquinhas com mais movimento neste mercado é a da Käthe Wohlfahrt, uma loja especialista em decorações e artigos de Natal. Até fazem filas para lá entrar, mas vale muito a pena a espera!! A loja é uma tentação para os amantes do Natal, com artigos lindissímos, desde enfeites para a árvore de natal a presépios. O díficil mesmo é não comprar nada por aqui… Até o Sérgio que não liga nada ao Natal, andava todo contentinho a ver os artigos da loja :p

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  • Mercado de Natal em Gerhard-Hauptmannplatz

Este mercado de natal vai da Hauptbahnof (estação central de comboios) até à Rathaus, passando pela principal rua comercial da cidade, a Mönckebergstrasse.

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É uma área enorme, cheia de barraquinhas a fazer as delícias de miúdos e graúdos 🙂

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Neste mercado existe um espaço que gostamos bastante, a Winterwald, uma zona onde parecia que tínhamos sido transportados para o meio de uma floresta, pois estava recheada de pinheiros e outros arbustos. Um recanto mágico e super acolhedor.

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Como passamos por aqui, durante o dia e durante a noite, conseguimos ver a diferença e a dinâmica que os mercados ganham a partir do final da tarde. Durante o dia estava praticamente vazia mas, durante a noite, quase que não conseguíamos caminhar sem dar um encontrão a alguém…

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E não é só de turistas que estes mercados de natal estão cheios. Na realidade, os locais são a grande maioria. Saem do trabalho e vão conviver com amigos e/ou familiares, beber um vinho quente, fazer compras de natal… É um espectáculo ver todo aquele convívio e alegria e isso é contagiante! É impossível estarmos tristes enquanto estamos num mercado de Natal.

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  • Magia Branca em Jungfernstieg

Este mercado distingue-se dos outros por ser formado só com barracas e luzes brancas. Situa-se na avenida de luxo em Hamburgo, onde se encontram muitas lojas exclusivas.

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As barracas estão nas margens do Lago Alster e fazia mesmo muito frio quando lá fomos, por isso, estivemos pouco tempo por lá…

  • Mercado de St. Petri

As barracas colocadas à volta do igreja mais antiga da cidade, fazem este mercado ser bastante acolhedor.

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Tivemos pouco tempo por aqui, foi mesmo só de passagem.

  • Reeperbahn

Nesta conhecida rua de Hamburgo, famosa por aqui se encontrar o Red Light District, também existe um mercado de Natal.

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Nem éramos para vir aqui, mas como ainda faltavam algumas horas para o nosso voo, decidimos dar aqui um pulinho. E ainda bem que o fizemos, pois foi o mercado que mais nos surpreendeu, principalmente por ser tão diferente do que estamos habituados.

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É um mercado de natal normal, mas a grande diferença está nas suas decorações mais viradas para o erotismo e nos artigos pouco convencionais que encontramos à venda. Aqui podemos encontrar vários artigos eróticos com decoração de natal.

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Numa área fechada, numa extremidade do mercado e apenas acessível a adultos, existe uma tenda onde é possível assistir a shows de striptease.

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Estes são só alguns dos mercados de natal que a cidade de Hamburgo oferece, existem muitos mais. Mas claro, que com apenas 3 dias era-nos impossível percorrer todos e também conhecer minimamente a cidade.

Podem consultar este site para conferirem as datas, detalhes e localização dos mercados.

Geralmente todos os mercado de natal funcionam das 10 da manhã às 9 da noite e, às sextas, sábados e domingos, prolongam-se até às 10 da noite.

Nem que seja apenas uma vez tem que mercado de natal! É mesmo uma experiência única e encantadora, por momentos voltamos a ser crianças e vivemos a magia do natal como tal.

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U-434: Museu Submarino Russo

Quando soubemos que em Hamburgo era possível visitar o interior de um submarino não quisemos perder essa oportunidade.

O U-434 é um submarino espião russo construído em 1976 e possui mais de 90 metros de comprimento. Sendo um dos maiores submarinos não nucleares do mundo, esteve ao serviço da marinha Russa até Abril de 2002.

Actualmente é possível entrar e visitar este submarino que se encontra em St. Pauli, em Hamburgo, muito próximo ao tradicional mercado de peixe.

Os bilhetes para visitar este museu são adquiridos na loja de souvenirs mesmo em frente ao submarino. Por não sabermos a sua localização exacta (pois não consegui encontrar no gps do tlm), andamos algum tempo à procura do mesmo. Uma coisa tínhamos certeza, tinha que estar dentro de água! Por isso, fomos caminhando sempre perto do mar e finalmente vimos a loja… Mas está um pouco mal sinalizada e pode passar despercebida aos mais distraídos.

Com os bilhetes comprados lá entramos no submarino!

Só estando lá dentro é que temos uma pequena noção do que é viver num espaço tão reduzido!

Os espaços são muito apertados e a grande maioria é ocupada por centenas de tubos, válvulas e torpedos. E, no meio dessa confusão, existem pequenos espaços onde a tripulação dormia, fazia as refeições ou cuidava da sua higiene diária. As condições são muito precárias, mesmo para as tarefas mais básicas…

A tripulação era constituída por 84 militares, divididos em 16 oficiais, 16 suboficiais e até 52 marinheiros. Sinceramente é-me muito difícil imaginar tantas pessoas em espaços tão reduzidos. Devia ser mesmo muito complicado viver tanto tempo nestas condições.

Havia uma cama de beliche para cada três membros da tripulação, pelo que as mesmas estavam constantemente ocupadas. Apenas os oficiais tinham outras regalias e tinham a sua própria cama.

O tempo máximo que o submarino podia estar submerso com a totalidade da tripulação era de aproximadamente três dias. Depois disso, o submarino teria que emergir pelo menos até a profundidade do periscópio para conseguir reabastecer-se de ar.

Para quem sofre de claustrofobia, não é aconselhável visitar um submarino! Eu não gosto de estar muito tempo em espaços pequenos e, no final, já estava a ficar um pouco aflita  por nunca mais ver a saída.

Também devem levar roupas confortáveis, pois a passagem de um compartimento para outro é feita através de pequenas escotilhas.

No interior do submarino não existe muita informação disponível ao visitante. Nós tínhamos um flyer que nos forneceram com a aquisição do bilhete, onde estavam várias especificações técnicas e dessa forma não nos sentimos muito à “nora” durante a visita.

Acho que existe a possibilidade de alugar um áudio-guia, mas só está disponível em alemão e russo…

O site está todo em alemão e tive alguma dificuldade em conseguir várias informações, desde horários a preços…

Morada: St. Pauli Fischmarkt 10, Hamburgo

Horário: Segunda a Sábado 09 às 20 hrs / Domingo 11 às 20 hrs

Preço: Adultos 9€ / Crianças (6-12 anos) 6€

Site: www.u-434.de

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Museu Marítimo Internacional de Hamburgo

Sendo Hamburgo uma cidade totalmente virada para o mar e possuindo o segundo maior porto da Europa, faz todo o sentido o Museu Marítimo Internacional ser nesta cidade.

Museu Maritimo (4)A origem deste museu parte da paixão de um homem pela navegação.

Aos seis anos de idade, Peter Tamm recebeu da sua mãe uma miniatura de um barco a motor e ficou encantado com esse presente. Desde essa altura começou a dedicar-se a coleccionar tudo o que estava relacionado com a navegação, tendo transportando esse hobby para a idade adulta.

Com o passar do tempo, Tamm acumulou 36 mil miniaturas de navios, 5 mil pinturas, gravuras e mapas, 500 mil fotos, 120 mil livros e variados instrumentos de navegação e outros objectos originais.

O seu sonho de construir um museu começou a ganhar forma em 2004, quando a administração de Hamburgo concedeu 30 milhões de euros à fundação Tamm e permitiu o uso gratuito, por 99 anos, de um dos prédios históricos em Speicherstadt.

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O armazém, antigamente usado como depósito de café e chá, foi completamente restaurado e cada um dos 10 andares tornou-se num mundo temático.

A colecção é tão extensa e impressionante, que mesmo quem não é muito apreciador ou entendido no assunto, consegue encantar-se com tanta história e detalhes que o local tem para oferecer.

O museu possui 10 andares, sendo o último reservado a eventos. Cada andar é dedicado a um tema diferente. Existe um elevador no edifício que nos pode levar ao andar que quisermos. Nós começamos pelo primeiro andar e fomos subindo as escadas até chegarmos ao nono andar.

O primeiro andar é dedicado aos descobrimentos e foi um dos meus preferidos. Aqui encontramos sete bustos dos maiores navegadores da história e três deles são portugueses: Vasco da Gama, Bartolomeu Dias e Fernão Magalhães.

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Neste andar também podemos encontrar instrumentos de navegação, uma construção em Lego do Queen Marry 2, com 7 metros de comprimento e onde foram utilizadas mais de 700 mil peças e um simulador de navegação.

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O segundo andar é dedicado à navegação à vela, onde podemos encontrar um Trirreme (antiga embarcação grega), navios Vikings, Navios de Guerra, entre outros.

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No terceiro andar conta-se a história da construção naval, sendo possível perceber a evolução tecnológica da mesma.

Nos andares seguintes podemos encontrar desde miniaturas de embarcações pertencentes a diversas marinhas do mundo (cerca de 40 mil modelos), até réplicas do interior de navios, onde era possível perceber como se vivia a bordo, tanto em cruzeiros como na marinha mercante.

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É um museu completíssimo sobre tudo o que está relacionado com a vida marítima, sendo necessário dispensar algumas horas para se poder ver tudo o que este edifício oferece. É uma visita a não perder em Hamburgo!

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Informações Úteis:

Morada: Koreastrasse 1, Kaispeicher B

Horário: Segunda a Domingo 10 às 18 Hrs.

Preço: 13€ (Preço de Dez/2016)

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Hamburgo

Hamburgo apareceu por acaso no nosso percurso, numa procura de voos baratos para a Alemanha, para visitar os famosos Mercados de Natal do país, dentro das várias hipóteses, a cidade de Hamburgo pareceu-nos a mais indicada  (leia-se: os voos mais baratos que encontramos :p).

Pouco sabíamos ou tínhamos lido sobre Hamburgo, por isso ficamos agradavelmente surpreendidos com esta cidade viva e vibrante.

Hamburgo é a segunda maior cidade da Alemanha, fica localizada nas margens do Rio Alba, e o seu porto é o segundo maior da Europa. O espírito marítimo vive-se por toda a cidade, desde a sua arquitectura ao som das gaivotas, pelo que sabemos que estamos perto do mar.

Apesar do foco principal da viagem serem os mercados de natal, à medida que fui pesquisando mais sobre a cidade vi as inúmeras coisas que a cidade tem para oferecer, por isso, neste post, vou sugerir-lhes alguns locais por onde passamos em Hamburgo e que gostamos bastante.

  • Rathaus

A Câmara Municipal da cidade (Rathaus) fica no coração da cidade. O edifício é lindissimo e domina toda a praça. Como é uma das principais praças da cidade, nesta altura do ano, encontra-se por aqui um enorme mercado de natal.

Quem estiver interessado, é possível fazer visitas guiadas no interior do Rathaus (Preço:4€)

  • Lagos Binnenalster e Aussenaslter 

Estes dois lagos artificiais são uma zona muito bonita em Hamburgo e é um lugar bastante agradável para passear, principalmente na primavera e no verão, pois nesta altura (Dezembro) estava muito frio.

É possível fazer-se passeios de barco através do Lago Binnenalster.

  • Mahnmnal St. Nikolai

Durante a segunda guerra mundial esta igreja foi parcialmente destruída e assim continua. Decidiram mantê-la dessa forma, como um monumento contra a guerra.

É possível subir à sua torre para obter uma vista para a cidade de Hamburgo. Quando lá fomos a torre estava em obras, por isso não conseguimos visitá-la.

  • Rua Deichstrasse

A arquitectura dos prédios desta rua é bastante interessante e muito bonita.

Um grande incêndio eclodiu num beco desta rua, em 1842. Devido a esse facto, actualmente vê-se algumas casas do século 18 restauradas.

  • Warehouse District

É o maior complexo de armazéns do mundo, conhecido como a “cidade dos armazéns” e é um dos símbolos da cidade de Hamburgo. Desde tapetes a café, passando por equipamentos marítimos, podem ser encontrados neste labirinto de enormes armazéns.

Há inúmeros canais nesta zona, existindo mais de 2500 pontes, sendo uma das cidades europeias que mais pontes possui.

Este bairro é considerado Património da Humanidade pela UNESCO.

É muito agradável fazer um passeio por esta zona.

  • Museu Internacional Marítimo

Os aficionados pelo mar vão sentir-se em casa ao visitar este museu. O material exposto no prédio de 10 andares narra a história de 3 mil anos de navegação. É considerado a maior colecção dos tesouros marítimos. (Vou fazer um post mais pormenorizado deste museu).

  • O Porto de Hamburgo

Caminhar pela extensão do porto de Hamburgo é um passeio muito aprazível, e se estiver um dia ensolarado torna-se numa caminhada perfeita.

Existem várias áreas onde é possível sentar, para descansar, ou apenas para ficarmos a observar o movimento dos barcos.

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Praça Vasco da Gama, em Hamburgo.

  • U-Boot Museum

Este museu funciona num submarino espião russo, da época da guerra fria. Possui 90,16 metros de comprimento e é um dos maiores submarinos não nucleares do mundo. (Vou fazer um post mais pormenorizado deste museu/submarino.)

  • Rua Reeperbahn

Neste rua encontra-se o Red Ligth District de Hamburgo. Mas o que gostamos mesmo desta zona foi o seu mercado de natal super alternativo. Aqui também podemos beber o delicioso  Glühwein (vinho quente), saborear as comidas típicas, mas o que diferencia mesmo é a sua decoração e os presentes eróticos especiais de natal que aqui encontramos. Bem engraçado e bastante diferente dos mercados de natal que estamos habituados 😉

Numa área fechada, numa extremidade do mercado e apenas acessível a adultos, existe uma tenda onde é possível assistir a shows de striptease.

Nós ficamos completamente rendidos à cidade e recomendamos muito uma visita a Hamburgo. 🙂

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Miradouro do Arco da Rua Augusta

Quando vamos passar o fim de semana a Sintra tentamos quase sempre visitar algo de novo, como era início de Janeiro ainda tínhamos uma pequena esperança de apanharmos a iluminação de Natal de Lisboa ligada, mas apesar de as iluminações ainda lá estarem não se acenderam… Por isso, aproveitamos por passear pela baixa da capital e decidimos subir ao Miradouro do Arco da Rua da Augusta.

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A construção do Arco da Rua Augusta foi programada em 1759, no âmbito da reconstrução pombalina, após a destruição da baixa lisboeta pelo terramoto de 1755.

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A partir de 9 de Agosto de 2013 é possível aceder ao miradouro, no topo do Arco. A entrada faz-se pela Rua Augusta, através de uma pequena porta mesmo ao lado do arco. Parte do percurso para o acesso ao miradouro é feita através de elevador, depois é preciso subir dois lanços de escadas.

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As escadas são bem estreitas e em caracol e apenas cabe uma pessoa de cada vez. Para a subida e descida se faça sem qualquer constrangimento existe sinalizações (um género de um pequeno semáforo) que é necessário carregar e só quando fica verde podemos subir sem corrermos o risco de esbarrarmos em alguém…

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O topo do Arco oferece uma vista panorâmica ímpar sobre a cidade de Lisboa.

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Daqui é possível avistar o Terreiro do Paço, a Baixa Pombalina, o Tejo, a Sé, o Castelo de São Jorge, a Ponte 25 de Abril e a estátua do Cristo Rei.

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É sem dúvida uma vista magnifica e imperdível numa visita a Lisboa.

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Preço: 2,50€ / Crianças com idades até 5 anos não pagam bilhete.
Horário: 9 às 19 hrs. Aberto todos os dias
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2016 em Viagens

Ultimo dia do ano! Altura ideal para fazer uma retrospectiva das viagens deste ano. Este ano não me posso queixar muito… consegui fazer uma das Eurotrips que há imenso tempo que queria fazer, visitei um mercado de Natal alemão e ainda consegui dar umas voltinhas pelo meu Pais.

Então cá vamos:

Em Janeiro começamos o ano a passear por Portugal.

Num fim de semana fomos ao Mosteiro de Alcobaça.

E também ao Mosteiro da Batalha.

Em Março fomos comemorar o aniversário do Sérgio em Évora.

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E passamos um fim de semana super divertido!

E também relaxante, pois aproveitamos bem a estadia na fantástica Casa do Governador.

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Antes de regressarmos ao Algarve ainda passamos por Montemor-o-Novo. Onde saboreamos uma deliciosa refeição no surpreendente restaurante “A Ribeira”.

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Em Abril aproveitamos um fim de semana prolongado e fomos dar umas voltinhas pelo nosso país.

Regressamos a Cascais, um local que gostamos muito.

Também fomos a Arrábida…

e passamos um dia fantástico no Jardim Zoológico de Lisboa.

Chegou o mês mais esperado do ano, Maio! Onde realizamos uma viagem há muito idealizada por nós, uma Eurotrip. Conhecemos 4 países novos e voltamos a um que gostamos imenso!

Começamos na República Checa, onde conhecemos a lindissíma cidade de Praga.

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De Praga fomos para uma cidade da qual me apaixonei instantaneamente, a deslumbrante Viena.

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A caminho de Budapeste demos um “pulinho” à Eslováquia e onde em apenas em algumas horas conhecemos um pouco de Bratislava.

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Um dos últimos destinos da nosso Eurotrip foi na Hungria, em Budapeste. Onde, apesar do mau tempo que apanhamos no primeiro dia, conseguimos aproveitar bastante a cidade e onde passeamos bastante a pé.

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E uma viagem a Budapeste não fica completa sem uma ida aos banhos termais! E nós, é claro que fomos! 😀

Demos por terminada a nossa Eurotrip, num regresso a um país que adoramos, a Alemanha.

Aproveitamos a escala de seis em horas em Frankfurt e fomos conhecer um pouco a cidade.

Apanhamos um dia fantástico e ficamos com muita vontade de regressar com mais calma 🙂

Chegou o verão e como o meu trabalho está muito ligado ao turismo é-me impossível tirar férias nessa altura, por isso, aproveitamos todos os fins-de-semana para descansarmos e tentarmos dar umas voltinhas por perto 🙂

Em Agosto fomos um fim de semana a Lisboa (o meu mês preferido para ir à Capital), e fomos conhecer o Museu da Carris.

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No auge do verão (julho e agosto) tentamos ir para praias mais desconhecidas e onde não existe uma quantidade massiva de turismo.

Praia do Amado, Carrapateira.

Praia do Vale dos Homens, Aljezur.

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Praia da Bordeira, Bordeira (Aljezur).

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Finalmente chegou o mês de Setembro, o nosso mês preferido do verão, onde já é possível aproveitar o nosso Algarve.

Regressamos às praias da nossa cidade, pois nesta altura já conseguimos estender a toalha na areia sem correr o risco de passados 5 segundos, termos alguém a um palmo de nós 😛

Praia do Camilo, Lagos. A minha praia preferida 🙂

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Praia D. Ana, Lagos.

A praia da D. Ana era a minha preferida até há uns tempos atrás, mas graças à intervenção humana perdeu toda a sua beleza… Um assunto que quero escrever num outro post…

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Chegou o mês de Outubro e tirei uma semaninha de férias, para descansar da loucura do verão que é aqui no Algarve.

Num desses dias de férias “agarrei” na minha mãe e presentei-a com uma viagem-relâmpago ao Porto.

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Apesar da chuva é uma cidade de nunca desaponta, é sempre linda, faça sol ou chuva 🙂

Nos últimos dias de Novembro e os primeiros de Dezembro regressamos à Alemanha, para conhecer mais um mercado de natal 😀

Apesar do foco principal da viagem serem os mercados de natal, ainda assim, conseguimos conhecer bastante da cidade de Hamburgo.

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Num dos dias desta viagem fomos conhecer a cidade de Lüneburg, que fica a cerca de 40 min. de comboio de Hamburgo.

Sabem aquelas cidade que parecem que saíram de um conto de fadas? Assim é Lüneburg!

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Uma cidade super fofa e da qual ficamos rendidos! 🙂

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E obviamente que também existiam vários mercados de natal espalhados pela cidade 🙂

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O meu emplastro 😛

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E assim demos por terminado mais um ano! Espero que o próximo ano nos traga tão boas surpresas como este nos trouxe 🙂

Feliz 2017! 😀

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