Eurotrip Praga, Viena, Bratislava e Budapeste | Gastos

Só poderia inaugurar a nova rúbrica do blog sobre os gastos por viagem, a qual mencionei no último post, com uma das viagens que mais visualizações tem tido; A Eurotrip que fizemos em Maio de 2016, percorrendo Praga, Viena, Bratislava e Budapeste em 10 dias (com direito a algumas horas em Frankfurt).

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Praga

Quando vimos viagens deste género nos panfletos de agências de viagem, os valores  apresentados nunca atingem menos de 4 dígitos. Mas é possível fazer uma viagem assim com um orçamento bem mais restrito. Querem saber quanto gastamos? De realçar que esta viagem foi feita em Maio de 2016.

VOOS

Vamos começar por aquilo que provocou o maior rombo no orçamento; os voos! Fizemos Lisboa-Praga pela TAP , Budapeste-Frankfurt, pela Lufthansa e Frankfurt-Lisboa pela TAP.

Gastamos 643€  pelos dois.

Actualmente há tarifas bem mais em conta pela TAP, para estes voos. E também voltaram a ter a rota Budapeste-Lisboa, pelo que já não temos que fazer escalas.

Fiz uma breve pesquisa e encontrei voos de LX-Praga a 83€/pessoa e Budapeste-LX por 86€/pessoa. Ou seja, praticamente metade do que pagamos!

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Praga

ALOJAMENTO

Ficamos sempre em apartamentos:

Praga: Apartments Pushkin  (Review)

Viena: Apartamento no AIRBNB (Review)

Budapeste: Bebop Opera Apartments (O link para o Booking já não se encontra disponível)

Para 9 noites gastamos 470€ pelos dois.

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Viena

ALIMENTAÇÃO

Como alugamos apartamentos, normalmente fazíamos as refeições por lá, o que nos permitiu poupar algum dinheiro.

Mas fazíamos questão de ir a pelo menos um restaurante em cada país, para experimentar a comida local. E em Viena, como era o meu aniversário, fizemos uma pequena extravagância e fomos a um restaurante mais caro.

No total, em comida gastamos 190€ pelos dois.  (Além de almoços e jantares, neste valor também estão incluídos as diversas cervejas que experimentamos, assim como, doces típicos).

TRANSPORTES

Neste valor estão incluídos os trajectos de comboio Praga-Viena, Viena-Bratislava e Bratislava-Budapeste. Assim como todos os restantes valores de deslocações que fizemos nas cidades.

Gastamos 142€ pelos dois, em transportes.

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Viena

ACTIVIDADES

Aqui estão incluídos todas entradas em museus e palácios.

Gastamos 170€ pelos dois.

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Budapeste

 

Dá um total de 807€ por pessoa, com tudo incluído.

De realçar que esta viagem foi feita em 2016 e, como tinha mencionado em cima, actualmente podem gastar metade do valor que nós gastamos nos voos.

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Como poupar para viajar: É assim que faço!

Muitas pessoas acham que ganho muito bem ou que ganhei o euromilhões ou, até mesmo, que tenho um namorado rico que me paga as viagens (Sim, já ouvi uma barbaridade dessas) por conseguir viajar algumas vezes. Estão muito enganadas! Nunca me saiu prémio nenhum, o meu ordenado também não é nada de especial e o meu namorado não é rico ou algo que se pareça para me bancar as viagens. Mas como viajar é uma prioridade e uma paixão para mim, faço algumas poupanças e esforços nesse sentido.

Grand Palace (97)

Tailândia – Janeiro 2014

Hoje em dia não precisamos de ser muito abastados para conseguir viajar, mas é preciso fazer alguns cedências. Eu estou disposta a isso para conseguir viajar! Como por exemplo:

  • Já pensaram no que gastam em restaurantes todos os meses? No dia a dia como sempre em casa! Aos fins de semana, também, raramente vou a restaurantes. Habituamo-nos a fazer um jantar mais especial (com direito a entradas, sobremesas e um vinho bom) ao fim de semana, e dessa forma não sentimos muito a necessidade de jantar fora.
  • Deixei de fazer compras por impulso. Preciso de ter aquele telemóvel que acabou de sair? Não! Ou aquela mala lindíssima de marca XPTO, mas que custa mais do que o meu ordenado?! Simplesmente não o faço! Se tenho que comprar algo mais dispendioso, pondero muito bem se preciso mesmo, ou se vou dar utilidade suficiente que justifique o investimento. E se sim, todos os meses separo uma certa quantia para esse fim. Claro que continuo a fazer compras supérfluas, como roupas e maquilhagem (a minha perdição). Mas hoje em dia não é nada disparatado.
  • Comprar revistas ou jogar nas raspadinhas, euromilhões e afins? Simplesmente não o faço, de todo!
  • Quanto fica uma saída à noite? Já pensaram bem? Uma caipirinha num bar, uma vodka na discoteca… Actualmente é muito raro sair à noite! Só o faço se houver um aniversário ou se houver algum convite de algum amigo. E, mesmo assim, consumo muito pouco. Não sou uma eremita! Simplesmente quando saio à noite em vez de consumir 10 bebidas, bebo uma na happy hour e pouco mais… Assim não faço grandes estragos no orçamento. E na realidade prefiro mil vezes ficar no relax de casa e beber um bom vinho tinto, do que sair à noite!
  • Fumar! Sei que é um assunto delicado, mas quanto é que um fumador gasta, por mês, em tabaco? Além de prejudicar a saúde também arruína a carteira.
  • Tenho uma conta-poupança de viagens. Ou seja, todo o dinheiro que sobra nesse mês, vai para essa conta. Todos os gastos das viagens saem dessa conta, assim, não chego a mexer na minha conta habitual. Dessa forma, não tenho nenhum rombo no orçamento mensal, quando viajo.
  • Arranjar um part-time. É uma boa forma de conseguirem ter um dinheiro extra! No meu caso, trabalhava aos fim-de-semana, na minha folga, durante o verão. Apesar de ser cansativo, é completamente recompensado quando estamos em viagem ☺️

Tailândia – Janeiro 2014

Paris – Março 2014

Estes são alguns exemplos das cedências que faço para poupar e conseguir viajar. Se eu consigo qualquer pessoa consegue, é só querer!Além disto tudo, pesquiso muitoooooo antes de marcar seja o que for! Hotel, vôos, aluguer de carro, bilhetes para museus…

Brugges – Setembro 2014

Pesquiso em diversas companhias aéreas antes de reservar o voo, para conseguir o melhor preço possível. E sempre com muita antecedência, 4/5 meses! Também utilizo muitas vezes o site momondo , para comparar preços. É um site bem útil!

Berlim – Dezembro 2014

E não sou muito rigorosa com o destino! Ou seja, se vir uma oportunidade muito boa, por exemplo, ver que os bilhetes de avião para determinado destino estão super baratos e apesar daquele lugar não estar nos meus planos imediatos, não perco essa oportunidade!

Londres – Outubro 2015

Em relação à hospedagem, normalmente utilizo o Booking. Aqui o truque também é reservar o quanto antes, para conseguirmos os hotéis com melhor classificação a preço mais em conta. Antes de reservar, vejo sempre a sua localização, tento que fique o mais central possível, para depois não perder muito tempo e dinheiro em transportes.

Lüneburg – Novembro 2016

Este post é o início de uma nova categoria que quero implementar no blog. Vou começar a mostrar-vos os custos de cada viagem, para assim terem uma noção dos valores gastos em cada lugar. Muitas vezes pensamos que aquele local de sonho é-nos completamente inalcançável por não termos orçamento, mas, com muita pesquisa e alguma poupança tudo é possível!

Lago di Como – Outubro 2017

Digam-me, têm algum truque para pouparem?

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Dicas de viagem em Dublin

Vamos a algumas dicas úteis sobre Dublin?

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Como Ir/Chegar ao Aeroporto desde Centro

O aeroporto de Dublin fica a 10 Km do centro da cidade e existem várias opções para se deslocar, desde: Aircoach, Airlink, Autocarro Público (Dublin BUS), Táxi, Transfers ou aluguer de automóvel.

Dentro das várias opções disponíveis, achamos que a mais conveniente para nós, tanto  a nível de tempo como monetária, seria optar pelos autocarros Aircoach.

O Airchoach 700 é quase directo, fazendo poucas paragens do Aeroporto-Centro e vice-versa. Este percurso leva em média cerca de 30 minutos.

Horários:

Aeroporto – Centro : 23:55 às 03:25 a cada 30 minutos / 03:25 às 23:55 a cada 15 minutos.

Centro – Aeroporto : 00:00 às 04:30 a cada 30 minutos / 04:30 às 23:59 a cada 15 minutos.

Preço: Bilhete Unitário 7€ / Ida-Volta 12€ / Online 11€

Nós comprámos o bilhete ida-volta e assim poupamos 2€/cada. Têm uma validade de 6 meses, desde a data da compra, ou seja, podem utilizá-lo numa viagem hoje e só voltar a usar daqui a 5 ou 6 meses.

Onde comprar o bilhete: Nós adquirimos o bilhete num guichê que se encontra à saída do aeroporto (Terminal 1), mas também pode ser adquirido directamente com o motorista, dentro do autocarro.

Paragens: Trinity College / Westmoreland Street / O´Connel Street  / Drumcondra / Dublin Airport

Idioma

A Irlanda possui duas línguas oficiais, o Irlandês (também conhecido por gaélico) e o Inglês.

Durante o domínio Inglês os Irlandeses foram fortemente perseguidos e seus costumes (como a língua) foram fortemente combatidos. Apesar disso, os Irlandeses sempre foram muito resistentes e a sua cultura nunca se extinguiu

Todas as placas de trânsito em Dublin (como em toda a Irlanda) estão escritas em ambas as línguas. E o ensino do Irlandês também é obrigatório nas escolas e a maioria da população local tem, pelo menos, noções básicas do idioma.

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Moeda

A moeda em Dublin é o Euro. Mas, se for para a Irlanda do Norte, a moeda local é a Libra Irlandesa.

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Tomadas Eléctricas

Em Dublin, as tomadas são como no Reino Unido, ou seja, diferentes das que estamos habituados em Portugal (3 entradas). Por isso, convém levar adaptador!

Horas antes de sair para o aeroporto deu-me um flash e lembrei-me que as tomadas poderiam ser diferentes… Fui pesquisar e vi que realmente o eram. Felizmente ainda fui a tempo de colocar os adaptadores que tinha dentro da mala. Mas, se não os tiver, encontram-se facilmente nos supermercados ou em lojas de conveniência.

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Hotel

O custo de vida em Dublin é elevado comparativamente como o nosso (o que não é difícil) e, apesar dos bilhetes de avião de Faro para Dublin serem bem acessíveis, o que vai pesar mais nesta viagem é a estadia, pois é tudo muito dispendioso.

Depois de muita pesquisa para encontrar algo mais acessível e central, achamos que era melhor alugar um apartamento (para variar) e assim sempre conseguíamos poupar algum dinheiro em refeições.

Vimos o Staycity Aparthotels Saint Augustine, que nos pareceu ser a escolha mais acertada, pois tinha a melhor relação qualidade/preço que encontramos (pagámos 327€/para 3 noites).

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O apartamento era central o que nos permitiu fazer todas as deslocações a pé. Tinha todas as comodidades necessárias, desde os mais diversos utensílios de cozinha para preparar refeições, loiças, máquina lavar roupa e loiça, tábua e ferro de engomar… Além disto, tínhamos ainda dois quartos e uma sala bem grande com dois sofás cama, o que daria perfeitamente para 6 pessoas.

O staff foi muito simpático e prestável, dando-nos um mapa da cidade e várias dicas para a nossa estadia na cidade.

Alimentação

Assim como a estadia, a alimentação é algo bem dispendioso em Dublin. Fizemos a maior parte das refeições no apartamento, indo a vários supermercados, como o Spar e Tesco, que se encontram facilmente em toda a cidade.

Mesmo comprando os alimentos em supermercados é tudo bastante caro, mas sai bem mais em conta do que se fossemos a restaurantes todos os dias.

A única vez que fizemos uma refeição fora do apartamento, foi quando fomos à Hamburgueria BUNSEN, da qual tinha lido boas críticas.

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O menu é bem pequeno, composto apenas por 4 hamburgers, 3 tipos de batatas fritas e algumas bebidas. Mas os hamburguers são muito saborosos e, para os padrões da cidade, é bastante em conta.

Existem 4 restaurantes “BUNSEN” em Dublin, sendo que um deles se encontra mesmo em frente ao bar “TEMPLE BAR”.

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Para terminar as publicações sobre Dublin quero realçar que é um lugar que me surpreendeu muito pela positiva e que vale mesmo a pena uma visita. Uma cidade vibrante, encantadora, repleta de história e com os seus habitantes sempre alegres e sempre prontos a ajudar! Se está na dúvida entre visitar ou não, não pense duas vezes 🙂

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A Vila de Howth | Irlanda

Howth é uma pequena vila piscatória que se encontra a poucos quilómetros de Dublin. Se tiver uma manhã/tarde livre numa viagem por Dublin, aproveite-a e dê um pulinho a Howth, pois vale bastante a pena. Se em Dublin encontramos uma cidade cosmopolita, aqui vamos encontrar a vertente paisagística que tanto caracteriza o país.

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A principal razão que nos levou a esta pequena localidade foi fazer uma caminhada e explorar os seus famosos Cliffs (Falésias). Toda a Irlanda é conhecida pelas suas falésias, sendo que a mais famosa é a “Cliffs of Moher” mas, como fica muito distante de Dublin, colocamos logo de parte a hipótese de visitá-la. Assim sendo, aventuramos-nos pelos Cliffs de Howth 🙂

Howth Cliffs

Existem 4 percursos, cada um com uma distância e nível de dificuldade diferente.

Lower Cliff Loop – Linha verde (6 km)
Tramline – Linha azul (7 km)
Black Linn – Linha vermelha (8 km)
Bog of the Frogs – Linha roxa (10 Km)

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Nós fizemos o percurso mais curto, o Lower Cliff Loop, pois só tínhamos uma tarde para fazer esta caminhada e ainda queríamos passear um pouco pelo porto de Howth.

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Os percursos estão sinalizados por cores (cada percurso tem uma cor diferente) e são super simples de se fazer, sem grandes obstáculos pelo caminho. Até a pessoa mais sedentária (tipo eu!) consegue percorrer este caminho sem dificuldades.

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Pelo caminho podemos apreciar as fantásticas vistas panorâmicas sobre as falésias, assim como toda a paisagem verdejante e as aves marinhas. Ali, estávamos em pela comunhão com a natureza.

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Levamos cerca de 1:30Hrs a percorrer este trilho, desde “Summit” até ao porto de Howth, mas fizêmo-lo com todas as calmas do mundo, parando diversas vezes ao longo do percurso para tirar fotografias.

Como Chegar até aos Cliffs

Apesar do percurso começar na Estação de Howth, nós decidimos que era muito mais prático e cómodo começarmos por Howth Summit e terminarmos no centro da vila.

Dessa forma, em Dublin dirigimo-nos à paragem nr.º 289 em Abbey Street, Irish Life Centre e apanhamos o autocarro nr.º 31B. Saímos na última paragem, a Howth Summit. De lá, depois de uma breve caminhada de cerca de 5 minutos, chegamos ao local onde se inicia o percurso.

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Também dá para chegar a Howth através de DART (Comboio) e daí apanhar o autocarro até Howth Summit, mas nós achamos que seria mais prático e económico fazermos como fizemos.

Howth além das falésias…

Para quem não é amante de caminhadas, pode aproveitar para fazer um passeio mais relaxante pelo cais de Howth. De lá podemos apreciar os barcos dos pescadores ancorados, sentir o cheiro a maresia (que tanto gosto), desfrutar das vistas panorâmicas e ver as focas!

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Sim, focas! Elas andam por lá, certamente à espera que os pescadores lhes dêem alguns peixinhos para se alimentarem.

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Nós conseguimos ver duas, e é obvio que estes bichinhos fazem as delícias dos turistas. Onde elas estão, há turistas a tentar captar a sua atenção e a tirar fotografias. Enquanto estava deliciada a ver as focas no seu ambiente (apenas as tinha visto no Oceanário e no Zoomarine que não é o seu ambiente natural), fui-me entretendo a tirar centenas de fotos e a fazer vários vídeos, quando se aproximou um casal de espanhóis que me arruinou aquele momento mágico, saindo-se com a frase: “estas focas son feas” 😀

Além das fofas focas, do porto temos uma vista deslumbrante para a vila, com as suas casas coloridas como pano de fundo, criando um cenário bastante idílico. 🙂

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Depois de nos termos deliciado com as focas, percorremos a avenida principal de Howth, a Harbour Road. É um lugar bastante agradável para passear, onde existe um parque com entretenimento para as crianças, assim como uns convidativos bancos. Nós aproveitamos os banquinhos com uma vista fantástica para o cais para fazer uma pausa e lanchar. Obviamente que a nossa refeição teve que ser compartilhada com as dezenas de pássaros que se aproximaram de nós quando sentiram que tínhamos comida 🙂

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Se estiverem lá na hora de almoço, aproveitem para saborear um prato de marisco, num dos muitos restaurantes que existe nesta zona.

Foi uma tarde muito bem passada, adoramos este local, e recomendamos muito a sua visita.

Como chegar a Howth

Existem duas formas de chegar a Howth, desde de Dublin: de carro ou de transportes públicos. Como não tínhamos carro e vi que era fácil e barato chegar lá através de transportes públicos, decidimos utilizá-los. Na ida recorremos ao Autocarro e o regresso utilizamos o DART (Comboio).

  • Autocarro

Como já tinha mencionado anteriormente, nós achamos que era muito mais prático e cómodo apanhar o autocarro na ida, para irmos directamente para Howth Summit, local onde começamos a fazer a caminhada pelas falésias.

Em Dublin, na paragem nr.º 289 em Abbey Street, Irish Life Centre, apanhamos o autocarro nr.º 31B e saímos na última paragem, a Howth Summit. De lá, depois de uma breve caminhada de cerca de 5 minutos, chegamos ao local do início do percurso.

Caso não seja o seu objectivo passear pelos Cliffs, também pode ir de autocarro e sair perto do cais de Howth.

Preço: 3,30€/Pessoa/Trajecto.

Os bilhetes podem ser comprados no próprio autocarro directamente com o motorista. Mas atenção que devemos ter dinheiro trocado, pois eles não dão trocos…

Há autocarros de 30 em 30 minutos, e o trajecto leva cerca de 30 minutos a ser efectuado.

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  • DART

Na estação de comboios de Dublin, a Connolly Station, existem vários comboios por hora a fazer o trajecto Dublin-Howth. Em Howth desembarcará perto do cais da vila.

Preço: 3,30€/Pessoa/Trajecto.

Os bilhetes devem ser adquiridos na estação e validados antes de embarcar.

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Pub´s em Dublin

A cidade de Dublin é conhecida pela sua animada vida nocturna. Dessa forma, nenhuma visita à cidade fica completa sem uma ida a algum dos icónicos Pub´s. São inúmeros os pub´s que a cidade oferece (quase mil), o que torna difícil decidir qual entrar… Reuni neste post alguns dos melhores e mais conhecidos, depois de algum trabalho de pesquisa 😉

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A maior parte dos pub´s estão concentrados no bairro Temple Bar, situado nas margens do rio Liffey. É um dos pontos turísticos mais visitados da cidade.

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-Temple Bar – Este pub faz parte das vida dos irlandeses desde 1840 e é, sem dúvida, o mais famoso de Dublin. É quase obrigatório passamos por lá, nem que seja só para vermos a sua linda e cuidada fachada. Se não o fizermos ficamos com a sensação que a visita a Dublin não ficou completa!

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Morada: 47/48 Temple Bar

-Fitzsimons – Bem próximo do Temple Bar, é conhecido principalmente por passar boa música a qualquer hora do dia. É animação na certa.

Morada: 21/22 Wellington Quay

The Brazen Head – Aberto em 1198 é um dos pub´s mais antigos do mundo e o mais antigo da Irlanda. Vale a pena uma visita, pois além do seu valor histórico  também é um dos melhores locais para ouvir música irlandesa na cidade.

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Também servem refeições, pratos tradicionais e contemporâneos.

Morada: 20 Bridge Street Lower

-Porterhouse – Foi o primeiro pub na Irlanda a fabricar a sua própria cerveja, oferecendo dez escolhas diferentes, que não encontrará em mais nenhum pub, sendo uma delas “The Plain Porter”, que já foi duas vezes galardoada internacionalmente pela indústria cervejeira.

Morada: 16-18 Parliament St.

Oliver St. John Gogarty – Decidimos entrar neste pub porque havia música tradicional Irlandesa ao vivo no momento em que lá passamos. Adoramos a música, pois passaram vários clássicos irlandeses, assim como o ambiente fantástico e a sua decoração que remete para a cultura do país.

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As cervejas não são baratas. Pedimos Uma Guinness (tinha que ser!) e uma Kilkenny e foram 6.50€ e 7.75€, respectivamente.

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Morada: Temple Bar 58/59, Fleet Street

Ir a pub é uma experiência que, na minha opinião, acho imperdível numa viagem a Dublin. Mesmo que não sejam apreciadores de cerveja o ambiente que lá se vive é único e fantástico, e só quem lá vai consegue sentir e compreender.

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Curiosidade

Um dos cartões postais de Dublin são as suas portas coloridas que também estão associadas aos pub´s da cidade… Como assim?! 🙂

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Dizem que a ideia de pintar as portas das casas de cores diferentes surgiu das mulheres Irlandesas que já estavam cansadas dos seus maridos irem bater nas portas erradas, depois de saírem dos pub´s já um pouco alcoolizados! 😀

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Museus em Dublin

A cidade de Dublin apesar de pequena, tem muita coisa para ver e, nesse rol, estão incluídos vários museus fantásticos. O difícil é mesmo decidir a quais ir.

Tinha uma lista com vários museus que gostava de ter visitado mas, infelizmente, o tempo que lá estive não permitiu ver todos pelo que vou indicar-vos os que visitei, assim como os que gostava de ter conhecido.

  • Science Gallery

Demonstrar a ciência é divertido, envolvente e muito mais relevante para o nosso dia a dia do que poderíamos imaginar, e é isso que vamos encontrar neste museu bastante interactivo.

Morada: The Naughton Institute, Pearse Street, Trinity College

Horário: Segunda: Encerrado / Terça a Sexta 12-20 Hrs / Sáb-Dom – 12-18 Hrs

Preço: Gratuito

  • Natural History Museum

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Como já tinha contado neste post, não encontrei nada de extraordinário neste museu. Sinceramente pensei que fosse mais dinâmico, um pouco como o de Londres… Mas não é nada parecido. Acho que a cidade tem uma oferta muito melhor em relação a museus, por isso não voltaria a visitá-lo.

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Morada: Merrion Street

Horário: Segunda: Encerrado / Terça a Sábado 10 – 17 Hrs / Domingos 14 às 17 Hrs

  • National Museum of Ireland – Archeology

Foi uma das grandes surpresas da viagem, no que diz respeito a museus. Pois além da exposição extremamente interessante, fiquei apaixonadíssima pelo mosaico do chão, que é simplesmente lindíssimo!

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Neste museu podemos encontrar uma colecção fantástica de artefactos desde a pré-história até ao período Viking. Quem gosta de história vai adorar este lugar pois está recheado de informação que nos ajuda a compreender um pouco melhor a evolução do país.

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O museu está organizado ao longo de sete galerias e dois andares, por isso vá com tempo para apreciar tudo. É possível tirar fotografias (sem flash).

A sua entrada é um pouco escondida e pode passar despercebida aos mais distraídos, mas encontra-se ao lado do Biblioteca Nacional da Irlanda.

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Morada: Kildare Street, Dublin 2

Horário: Terça a Sábado 10 – 17 Hrs / Domingos 14 às 17 Hrs / Encerrado às Segundas e Feriados.

Entrada: Gratuito

  • National Gallery

Quem aprecia pintura vai gostar bastante deste museu. Aqui vai encontrar uma excelente colecção de arte Irlandesa, mas também há colecções de alta qualidade de todas as principais zonas da Europa.

Há uma sala dedicada exclusivamente às obras de Jack Yeats.

Morada: W Merrion Street, Dublin 2

Horário: Segunda a Sábado 09:15 – 17:30 / Quinta 09:15 – 20:30 / Domingo 11:00 – 17:30

Entrada: Gratuito

Todos estes museus ficam muito perto uns dos outros e a sua entrada é gratuíta.

  • Chester Beatty Library

Quando coloquei este local no itinerário, pensei que se tratava de uma simples biblioteca com livros antigos pois foi essa a ideia que tinha ficado das informações que encontrei enquanto andava a pesquisar.

Por isso, fiquei agradavelmente surpreendida com o que me deparei. O Chester Beatty Library é um museu de arte que abriga uma grande colecção de manuscritos, pinturas, gravuras, desenhos, livros raros e alguns objectos decorativos que pertenceram a Sir Alfred Chester Beatty.

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A colecção pertenceu a Sir Alfred, um magnata americano dedicado à indústria de mineração. Coleccionador apaixonado, Chester mudou-se para a Irlanda em 1950, vivendo em Dublin até à sua morte, em 1968.

Posteriormente, a colecção foi doada para benefício público.DSCN7774

Até 2 de Setembro de 2018 há uma exposição muito interessante; O Coëtivy Hours. Trata-se de uma obra-prima de iluminuras em miniatura, datadas do século XV.

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Morada: Dublin Castle (A entrada faz-se pelos jardins do Castelo)

Horário: Segunda a Sexta 10:00 – 17:00 / Sábado 11:00 – 17:00 / Domingo 13:00 – 17:00

Preço: Gratuito

  • Dublinia

Foi sem dúvida o lugar que tive mais pena de não ter conseguido visitar. A Dublinia é um museu bastante interactivo onde podemos ficar a conhecer um pouco da história e cultura dos Vikings e da era Medieval.

A exposição é dividida em três níveis: Vikings, Medieval e Caçadores de História (History Hunters), mostrando como era a vida na altura, desde os seus hábitos e costumes.

Site: http://www.dublinia.ie/

Morada: Christ Church

Horário: Segunda a Domingo 10:00 às 06:30 Hrs (Última entrada 05:30)

Preço: 9,50 € / Bilhete combinado com Christ Church Cathedral – 14,50€

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Kilmainham Gaol (Prisão) – Dublin

Há quem ache mórbido ou chocante visitar sítios onde aconteceram situações pouco humanas ou deprimentes, tal como prisões ou campos de concentração. Eu não concordo e acho até muito importante fazê-lo, para assim ter-se um conhecimento mais aprofundado do que realmente aconteceu nesses locais e, dessa forma, evitar que situações semelhantes voltem a acontecer no futuro.

Por isso, quando começamos a pesquisar os locais que gostaríamos de visitar em Dublin, decidimos incluir no roteiro uma ida à prisão Kilmainham.

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A antiga prisão que foi inaugurada em 1796, teve um papel fundamental na história da Irlanda pois por aqui passaram muitas das pessoas que lutaram pela independência do País.

Uma visita a este local é uma forma interessante de conhecer alguns dos capítulos da História da Irlanda. É necessário fazer marcação prévia (mais pormenores no final deste post), sendo uma tour com um guia local. E esse é um factor determinante! Sei de pessoas que adoraram e outras que detestaram, muito devido à forma como foi conduzida a visita. Nós tivemos muitaaaaa sorte com o nosso guia pois ele era muito informado e um apaixonado pela História e todos os factos que lá se passaram, conseguindo assim transmitir todo esse entusiasmo às pessoas que fizeram a tour com ele.

 A visita guiada começa na capela da prisão, onde Joseph Plunkett se casou com a sua noiva Grace Gifford pouco antes de ser executado, por ter sido um dos lideres da Revolta da Páscoa. Essa Revolta tratou-se de uma rebelião na Irlanda durante a Semana Santa de 1916, e foi uma tentativa por parte de militantes republicanos irlandeses de ganhar a independência em relação ao Reino Unido.

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O primeiro político a ser preso foi Henry Joy McCracken, detido no dia 11 de setembro de 1796, tendo sido posteriormente condenado ao enforcamento em praça pública.

Nesta prisão os prisioneiros eram colocados todos juntos, independentemente de serem homens, mulheres ou crianças. As escuras e frias celas eram iluminadas apenas com a luz de uma vela, que se verificava ser uma fonte de calor insuficiente para um sítio tão húmido e frio.

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Com a chegada da Grande Fome, entre 1845 e 1849, o número de prisioneiros aumentou drasticamente em Kilmainham. Apesar de toda a Europa ter sofrido com a fome devido a uma doença que contaminou em larga escala as batatas, um terço de toda a população da Irlanda dependia unicamente delas para sobreviver, pelo que foi um dos países mais afectados.

A fome era tanta, que as pessoas cometiam pequenos delitos para serem presas, uma vez que na prisão tinham direito a uma refeição diária, por exígua que fosse. Nessa altura as condições que já não eram muitas, tornaram-se ainda mais precárias… A prisão sofria sérios problemas de sobrelotação e os presos viviam amontoados nas celas.

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Uma das alas mais conhecidas desta prisão é Victorian Wing. Foi inaugurada em 1862, acrescentando-lhe mais 96 celas. Durante esse período, a prisão era regida pelos princípios do silêncio e da separação, sendo a comunicação entre os prisioneiros completamente proibida, tendo que passar a maior parte do tempo nas suas celas.

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Numa das celas desta ala podemos ver uma pintura que Grace Gifford, esposa de Joseph Plunkett, fez enquanto aqui esteve detida.

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Mural of Madonna – Pintado por Grace Gifford, esposa de Joseph Plunkett.

A visita termina no pátio onde aconteciam as execuções. Aqui, entre os dias 3 e 12 Maio de 1916, foram executados 14 homens por terem participado na Revolta da Páscoa.

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O local exacto onde aconteciam as execuções, está actualmente assinalado com uma cruz.

A prisão deixou de funcionar em 1924.

A visita guiada leva cerca de 1 hora, e quando terminada podemos visitar o museu. Aqui podemos encontrar diferentes objectos que pertenceram aos prisioneiros, tal como  cartas, roupas, entre várias outras coisas.

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Vários filmes e até  um videoclip dos U2 (Celebration) forem gravados em Kilmainham.

Informações Uteis

Preço: Adulto 9€ / Crianças e Estudantes 5€ /Online 8€.

Como este lugar é bastante requisitado e não queríamos correr o risco de lá chegar e já não conseguirmos bilhetes, uma vez que as visitas tem um numero limitado por dia, decidimos comprar o bilhete online ainda em Portugal.

Acedemos ao site (aqui), escolhermos o dia e a hora pretendida, fizemos o respectivo pagamento e logo de seguida recebemos um e-mail de confirmação. Podemos imprimir os bilhetes, através do e-mail que nos enviam. Mas se não o fizerem não há problema, basta chegar à recepção da prisão um pouco mais cedo da hora da visita, e eles imprimem os respectivos bilhetes.

É importante chegar a horas, eles aconselham chegar 15 minutos antes da hora, para não corrermos o risco de não conseguir fazer a visita.

Nós pagamos 16€ pelos dois bilhetes + 1€ pelos custos administrativos.

Morada: Inchicore road 8

Horário: Diferem consoante o mês, o melhor é consultarem o site

Como lá chegar (Transportes públicos)

Luas – Linha Vermelha (paragem mais próxima Suir Road)

Nós não utilizamos os transportes públicos para deslocarmos para a prisão, fizemos o percurso a pé, pois o nosso hotel não era muito distante.

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Trinity College – A Universidade de Dublin

A Trinity College é a universidade mais famosa e mais antiga da Irlanda, fundada em 1592 pela Rainha Elizabeth I.

Originalmente esta Universidade pública só aceitava alunos protestantes, contudo poderiam ser aceites alunos católicos desde que abrissem mão das suas crenças. Embora estas restrições religiosas tenham sido abolidas em 1873, o clima protestante ainda se manteve forte na Universidade. Hoje em dia não há qualquer restrição religiosa e, na verdade, a maior parte dos alunos da Trinity College são católicos.

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Vários nomes ilustres estudaram aqui, como é o caso de Oscar Wilde e Samuel Beckett que frequentaram o Trinity College em 1871 e 1923, respectivamente.

A Universidade está aberta para visita e podemos fazê-lo de forma gratuita mas, para visitar a Biblioteca e o Book of Kells, a principal atracção do espaço, é necessário pagar.

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Mas é possível apenas passear pelo magnífico espaço da Universidade e apreciar os seus edifícios clássicos cheios de história.

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Na praça principal encontramos um campanário com 12 metros de altura, que abriga o sino da universidade. Existe uma lenda que diz que quem estuda nesta universidade e passar por baixo do arco do campanário poderá chumbar nos exames.

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Ainda no campus podemos ver um globo dourado que se trata de uma escultura feita por Arnaldo Pomodoro, intitulada “Sphere within a sphere” (esfera dentro da esfera). Ela faz parte de um conjunto de esferas espalhadas pelo mundo, existindo também no Vaticano, no Irão, em Nova Iorque, Washington, Indianapolis, São Francisco e Califórnia.

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Para visitar a biblioteca adquirimos o bilhete junto à entrada da mesma, e apesar de estar um pouco de fila, foi relativamente rápido o processo.

Existe a possibilidade de fazer uma tour pela Universidade assim como pela Biblioteca,  guiada pelos alunos da Universidade. Eles encontram-se numa pequena banca junto à entrada principal do recinto, mas só está disponível em alguns horários durante o dia.

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Começamos a visita pela exposição “Turning Darkness into Light” que é sobre o Book of Kells (Livro de Kells). Trata-se de um manuscrito com mais de 300 páginas escrito em latim pelos monges celtas, por volta de 800 d.C.

Devido à sua  beleza e à magnifica ilustração, com excelentes pormenores artísticos, este manuscrito é considerado, por muitos especialistas, como um dos mais importantes vestígios da arte religiosa medieval.

Percebemos de imediato onde se encontra exposto o livro (obviamente bem isolado dentro de vidros), pois o aglomerado de pessoas é sempre grande e é um pouco difícil apreciar calmamente. É expressamente proibido fotografar esta parte da exposição.

Mas a principal razão que me levou a entrar ali era para conhecer a biblioteca, que é considerada uma das mais bonitas do mundo.

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Assim que entramos na Long Room sentimo-nos esmagados com a imponência do lugar. A sala tem quase 65 metros de comprimentos e contêm cerca de 200 mil livros.

Inicialmente, existia apenas o nível inferior e o tecto era de gesso bastante simples. Mas, em 1850, o espaço já se encontrava completamente lotado e não havia lugar para colocar  mais livros. Por isso, em 1860, ergueram o 2º andar e construíram o tecto em forma de abóbada, tal como se encontra actualmente.

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Em cada fileira de livros, no primeiro piso, encontra-se um busto de mármore de figuras ilustres da Literatura, Filosofia e outras áreas nobres. São 48 bustos entre eles Sócrates, Aristóteles, Shakespeare, Francis Bacon.

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Uma curiosidade que ficamos a saber durante a visita: Os livros maiores e mais pesados foram colocados nas prateleiras inferiores, para evitar sobrecarregar o andar superior.

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Gostei bastante da visita à biblioteca, mas sinceramente, achei o bilhete muito caro! (14€/pessoa).

Morada: College Street

Preço: 14€/Pessoa

Horários: Segunda a Sábado 09:30 – 17:00 / Domingo(Outubro-Abril) 12:00 – 16:30, (Maio a Setembro) 09:30 – 16:30.

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Dublin – Itinerário de 3 dias

Na procura de um destino relativamente próximo, económico e com partidas do aeroporto de Faro, Dublin pareceu-nos o lugar perfeito. Estávamos desesperados por uns dias longe da rotina habitual pois após vários meses a ver azulejos, cozinhas, pavimentos, mobília e tudo o que envolve uma obra, precisávamos de nos desligar disso tudo. Mas, depois de ter lido e de algumas pessoas me terem dito que Dublin não era nada de especial, ia com zero expectativas. Mas fui agradavelmente surpreendida  por ter chegado a uma cidade vibrante, com pessoas simpáticas e prestáveis e com uma arquitectura e história apaixonante. Ficamos tão apaixonados pela cidade, que não vemos a hora de voltar à Irlanda, para explorar todo o país. 🙂

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Apesar de Dublin ser uma cidade relativamente pequena e com tudo muito concentrado, tem imenso para explorar. Nós ficamos 3 dias e achamos que foi o suficiente para conhecer o mais importante que a cidade tem para oferecer.

1º Dia

Christ Church Cathedral – Também conhecida por Santíssima Trindade, é uma das catedrais medievais da cidade, sendo a outra a Catedral de St. Patrick. A Catedral foi fundada em 1028, no que era o coração espiritual da cidade, sendo hoje uma das principais atrações turísticas em Dublin.

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É possível entrar e conhecer o interior da Catedral, mas nós não o fizemos. Há bilhetes com diferentes preços e entradas combinadas com o Dublinia.

Site: http://christchurchcathedral.ie/

Morada: Christchurch Pl, Wood Quay

Horário: 09:30 – 18 Hrs, Domingo: 12:30 – 14:30 / 16:30:18:00. Última admissão: 45 min. antes de encerrar.

Preço: 7 € / Bilhete combinado com Dublinia – 14,50€

Dublinia – Para quem deseja conhecer um pouco da história e da cultura dos Vikings e da era medieval, vale a pena conhecer este museu interactivo que mostra a evolução da cidade até ao século XVI.

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Tive pena de não ter visitado este museu mas, com tanta oferta do género existente na cidade, alguns tiveram que ficar por conhecer… E, lógicamente, demos preferência aos que tinham entrada gratuita. #modoforretaon

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Site: http://www.dublinia.ie/

Morada: Christ Church

Horário: Segunda a Domingo 10:00 às 06:30 Hrs (Última entrada 05:30)

Preço: 9,50 € / Bilhete combinado com Christ Church Cathedral – 14,50€

Dublin Castle – O Castelo de Dublin é um dos edifícios mais importantes da história da Irlanda, desempenhando numerosos papéis ao longo da sua história. Originalmente construído como uma fortaleza defensiva para a cidade de Dublin, foi mais tarde convertido em residência real.

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O castelo permaneceu praticamente intacto até Abril de 1684, quando um grande incêndio causou sérios danos a grande parte do edifício. Apesar da extensão do fogo, partes das estruturas medievais sobreviveram e, ainda hoje, podem ser exploradas pelos visitantes.

O Castelo já serviu de cenário para vários filmes, incluindo Michael Collins, Becoming Jane e The Medallion, assim como a série televisiva The Tudors.

Site: http://www.dublincastle.ie/

Preço: 7€ Auto-Guia, Apenas podemos visitar o State Apartments / 10€ Visita Guiada, e passamos pelos seguintes locais: State Apartments; Viking Excavation; The Chapel Royal

Horário: Segunda a Domingo: 09:45 às 17:45 Hrs. (Última admissão 17:15Hrs)

The Castle Gardens – Junto ao Castelo encontram-se os seus jardins, que são de acesso gratuito. É um lugar imensamente popular, tanto para turistas como para cidadãos locais. É muito bonito e relaxante sendo comum vermos várias pessoas a ler um livro, a conviver ou apenas a apreciarem o belo cenário do local.

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Chester Beatty Library  – Mesmo junto aos jardins do Castelo de Dublin encontra-se a “Biblioteca Chester Beatty”. Trata-se de um museu de arte que abriga uma grande colecção de manuscritos, desenhos, livros antigos e alguns objectos decorativos que perteceram a Sir Alfred Chester Beatty.

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Vou falar um pouco mais sobre este lugar num outro post sobre os museus da cidade, para que este artigo não fique demasiado longo.

Morada: Dublin Castle

Preço: Gratuito

Horário: Segunda a Sexta 10 – 17 Hrs / Sábados 11 – 17 Hrs / Domingos 13-17 Hrs.

St. Patrick´s Cathedral – Esta catedral foi construída em 1220 em homenagem a Saint Patrick´s da Irlanda. Foi construída no local onde possivelmente, St. Patrick batizava aqueles que se convertiam ao catolicismo, em meados de 461 D.C.

 

Morada: St Patrick’s Close, Wood Quay, Dublin

Site: stpatrickscathedral.ie

Preço: 7€

St. Stephen’s Green – Construído em 1664, é um dos parque públicos mais antigos da Irlanda e um dos mais populares da cidade.

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O parque tem várias entradas, sendo a principal em frente à Grafton Street. Nessa entrada existe um arco intitulado “The Fusiler´s”, que foi construído em homenagem aos soldados mortos durante a Segunda Guerra Mundial.

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O parque é muito grande, possuindo um lago artificial, uma cascata, assim como alguns monumentos. A estátua “Famine Memorial” relembra a fome extrema que assolou a Irlanda durante o século XIX.

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É um local muito bonito e agradável para passear e, como o visitamos durante o fim de semana, estava cheio de vida, com muitas pessoas a conviver, a fazer a fotossíntese, a relaxar…

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Morada: St. Stephen´s Square

Horário: Segunda – Sábado 07:30 – Anoitecer (06:30/08:30) / Domingos e Feriado 09:30 – Anoitecer

Church Notre Dam, Newman University – Muito próximo do jardim St. Stephen’s encontra-se esta pequena igreja. Pode passar despercebida aos mais distraídos pois é muito pequena e discreta por fora, mas vale a pena perderem alguns minutos a visitarem o seu interior, pois está recheado de detalhes lindos.

 

Grafton Street – Já que estávamos ali tão perto, aproveitamos para passear nesta rua, que é considerada a mais importante e movimentada de Dublin. Encontrámos várias lojas de marcas conhecidas, desde Tommy Hilfiger até Chanel, vários artistas de rua, e também a célebre estátua da Molly Malone.

 

 

 

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No primeiro dia conseguimos ver muitas coisa porque a cidade é pequena e a maior parte das atracções estão muito concentradas. E, como não entramos em nenhuma catedral nem museu, não perdemos muito tempo e conseguimos ter uma visão geral da cidade em apenas um dia.

2º Dia

Começamos o dia na biblioteca mais famosa do país, a Trinity College. É uma visita obrigatória numa ida a Dublin. Mas, vão ficar a saber mais pormenores da minha visita noutro post completamente dedicado a este local.

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Quando saímos da Trinity College, dirigimo-nos ao nosso apartamento para almoçar.

Depois do almoço decidimos ir à pequena vila piscatória de Howth, que se encontra a poucos quilómetros de distância de Dublin.

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Vou fazer um post só sobre esta Vila, pois merece! Adoramos a tarde que lá passamos! 🙂

3º Dia

Ainda em Portugal reservamos uma visita à famosa prisão de Kilmainham através do seu site. Dediquei um post com toda as informações relevantes sobre o local.

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Depois do almoço, e como o tempo não estava muito famoso brindando-nos com uma chuvinha chata, decidimos visitar alguns museus…

Começamos pela Biblioteca Nacional da Irlanda, é um local lindíssimo e onde impera o silêncio. A não perder a sala “Reading Room”! Infelizmente não é permitido tirar fotografias lá dentro.

 

Morada: Kildare Street

Entrada: Gratuito

De seguida fomos para o Museu de História Natural de Dublin. Este museu, entre os dublinenses, é conhecido como o Dead Zoo (Zoológico Morto), pois aqui podemos encontrar mais de 10.000 animais dissecados, provenientes de todas as partes do mundo.

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Não esperem um Museu de História Natural como o de Londres, mas para quem nunca visitou nenhum deste género pode ser uma experiência engraçada. Caso contrário, não vai acrescentar nada de novo.

 

Morada: Merrion Street

Horário: Terça a Sábado 10 – 17 Hrs / Domingos 14 às 17 Hrs / Encerrado às Segundas e Feriados.

Entrada: Gratuito

Dentro das várias hipóteses que tínhamos decidimos ir para o Museu Nacional de Arqueologia de Dublin. Confesso que estava um pouco com um pé atrás acerca deste museu, e só fui porque o Sérgio queria muito visitá-lo. E ainda bem que fui pois fiquei bastante surpreendida pela positiva com o que lá encontrei.

 

Neste museu podemos visualizar exposições arqueológicas desde a chegada dos primeiros habitantes no Mesolítico até à Irlanda Medieval.

O museu exibe objectos que datam desde 7000 a.C, organizados ao longo de sete galerias e dois andares.

Além da interessante exposição, o local possui uma decoração de grande riqueza que só por si vale a visita. Podemos encontrar várias colunas que fazem referência às antigas civilizações grega e romana e o incrível mosaico no chão mostra cenas da mitologia clássica.

Morada: Kildare Street, Dublin 2 

Horário: Terça a Sábado 10 – 17 Hrs / Domingos 14 às 17 Hrs / Encerrado às Segundas e Feriados.

Entrada: Gratuito

Quando saímos do museu fomos passear para o bairro Temple bar, que é um dos mais antigos e carismáticos da cidade. Este bairro é conhecido principalmente pelos inúmeros pubs e restaurantes, assim como a animada vida nocturna.

 

Passamos pela Ha’Penny Bridge, a ponte mais conhecida da cidade. Foi a primeira a ser construída sobre o rio Liffey, em 1816. Tem este nome porque tinham que pagar um half penny para a atravessar.

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E para terminar o dia, entramos num dos bares. Decidimos ir ao Oliver St. John Gogarty, por ter música ao vivo típica. Adoramos o ambiente alegre e descontraído do local, apreciamos uma bela caneca de cerveja ao som de música irlandesa! Não podia ter terminado de melhor forma esta viagem, que foi uma grande surpresa 🙂

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Aachen e os seus Mercados de Natal

Se alguma cidade tem uma atmosfera perfeita para receber um mercado de Natal, esse lugar é  Aachen! Assim que aqui chegamos parece que somos transportados para o mundo imaginário de um conto de fadas; As construções rústicas dos edifícios, a lindíssima Catedral que mais parece um pequeno castelo e, à volta, várias barraquinhas com decorações de Natal. Pode haver algo mais idílico do que isto?

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O mercado de Natal de Aachen é considerado pelo site European Best Destination, um dos mais belos da Europa. E eu concordo, pois devido a toda a sua envolvência, foi um dos mais bonitos que já visitei.

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As zonas de Markt, Katschhof e Münsterplatz são as principais áreas onde podemos encontrar os mercados de Natal. É tudo muito concentrado e nem nos apercebemos quando termina um e começa outro mercado.

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Quando cheguei à praça Münsterplatz fiquei encantada. De um lado está o belíssimo edifício da Catedral de Aachen e, do lado oposto, encontra-se o edifício Rathaus, em estilo gótico. No centro, temos as várias barraquinhas que compõem o mercado. Todo aquele cenário foi um verdadeiro deleite para os meus olhos, onde o fascinante centro histórico da cidade estava em plena harmonia com toda a decoração de natal que a praça apresentava, tornando o conjunto num cenário bastante idílico.

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Aqui, nesta praça, também podemos encontrar a imperdível loja da Käthe Wohlfahrt, onde encontramos inúmeros e maravilhosos enfeites de Natal.

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É impossível tirar uma foto com o Sérgio, onde ele fique com um aspecto normal… :p

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Passamos todo o dia por aqui a saborear algumas comidinhas típicas e a aquecer-nos com algumas bebidas quentes, pois bem precisávamos… Acho que nunca tinha apanhado tanto frio na minha vida pelo que só mesmo um gluhwein para nos aquecer 🙂 Mas, apesar do frio e do foco principal da nossa ida ali serem os mercados de Natal, ainda conseguimos conhecer um pouco da cidade!

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O que visitar em Aachen

Praça Friedrich-Wilhelm-Platz, onde está o monumental Palácio Elisenbrunnen, reconstruído após a Segunda Guerra Mundial, em torno das fontes de água termal. A cidade de Aachen era famosa pelas suas fontes de água quente. No Palácio Elisenbrunnen ainda podemos encontrar uma fonte de água termal rica em enxofre!

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Nas traseiras do palácio encontra-se o jardim Elisengarten, um espaço muito agradável para relaxar que acredito que na Primavera e Verão dê para aproveitar muito melhor do que no Inverno. No meio do jardim existe um espaço coberto de vidro, que protege os achados arqueológicos da cidade, referentes a diferentes períodos da sua história.

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Se seguirmos em direcção ao centro histórico, ainda no jardim, vamos encontrar as estátuas presentes na fonte Kreislauf des Geldes, que representam a circulação do dinheiro.

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Embora a cidade tenha sido fortemente bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial, as zonas históricas foram cuidadosamente preservadas e os edifícios atingidos foram reconstruídos adequadamente.

De destacar a lindíssima Catedral de Aachen. A sua construção começou no final do século VIII sobre as ordens de Carlos Magno e é a catedral mais antiga do Norte da Europa. Esta catedral foi meta de peregrinação por abrigar 4 importantes relíquias referentes a eventos bíblicos: a roupa de Maria; o pano que Jesus vestia quando foi crucificado; as faixas de Jesus quando ele nasceu; o pano da decapitação de João Batista. Essas relíquias são o centro da peregrinação Heiligtumsfahrt, que acontece a cada 7 anos, desde 1349. Além disso, durante séculos, foi a igreja de coroação de quase todos os reis alemães.

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A fábrica dos chocolates suíços Lindt encontra-se na cidade de Aachen (não confundir com o museu, que fica em Colônia), e lá existe um outlet com uma vasta escolha de chocolates da marca. Ali, os chocolates são vendidos pelo menos 40% mais baratos que noutros lugares. Ficamos com pena de não ter ido, mas a fábrica não se encontra relativamente perto do centro e o tempo não estava a ajudar… E como no dia anterior tínhamos encontrado um Outlet de chocolates de todas as marcas que nos fez perder a cabeça, achamos que já não tínhamos espaço na mala para colocar tantos chocolates. 🙂

Mas fica a dica para quem lá for, a morada é a seguinte: Süsterfeldstraße 130. Podem obter mais informações no site: http://www.lindt.de

Como lá chegar

É muito simples chegar a Aachen, através de Colónia. Na estação central de comboios de Colónia, Hauptbanhof, adquirir o bilhete para Aachen. O bilhete diário custava 29,40€/pessoa (preços de Dez. 2017). Mas se for acompanhado compensa comprar o bilhete diário para até 5 pessoas, como eramos 4, compensou muito!

Da estação de comboios de Aachen até ao centro são cerca de 15 minutos a pé.

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