Quanto Custa viajar para um Mercado de Natal na Europa?

Depois do último post, hoje venho mostrar-vos que é possível fazer uma escapadinha de poucos dias para visitar um mercado de Natal na Europa, sem fazer um grande rombo no orçamento. O grande segredo para conseguir preços bem simpáticos é reservar com muita antecedência! Por vezes, ainda nem o Verão começou e eu já estou a planear a viagem para os mercados de Natal…

Com base nas minhas próprias viagens Natalícias, vou apresentar-vos vários custos (desde avião, alojamento, alimentação e transportes) para ficarem com uma ideia do quanto pode custar uma viagem a um mercado de Natal.

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Como algumas das minhas viagens já foram feitas há algum tempo e, para os valores serem o mais realistas possível,  fiz uma pesquisa de voos e alojamentos para Novembro/Dezembro deste ano.

Berlim

Voos

Através da companhia Low Cost Easyjet, desde Lisboa, com partida a 24/11 e regresso a 27/11, os bilhetes ficam por 86,36€

Easyjet Berlim

Alojamento

Na altura que fui a Berlim fiquei alojada no Easyhotel. É um hotel central e moderno mas,  para manter um preço competitivo, optámos pelo básico, ou seja, não estava incluído TV ou internet, por exemplo. Mas, na minha opinião, é o suficiente para quem só vai lá pernoitar.

De 24 a 27 de Novembro, as três noites ficam a 123€/Quarto Duplo, sem pequeno-almoço. Se não encontrarem alojamento aqui, os hotéis em Berlim são relativamente económicos e conseguem encontrar facilmente um hotel por 150€/para três noites.

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Alimentação

Gastou-se em alimentação cerca de 100€/ pessoa. Fui algumas vezes ao Macdonald´s, uma vez a um restaurante tipicamente alemão e a uma pizzaria maravilhosa (Trattoria Rossa), onde acabamos por fazer duas refeições.

Transportes

Os transportes públicos em Berlim são eficientes e económicos. Um bilhete diário custa 7€. Gastei num total 25€ em transportes públicos.

Preço total: 273€/ Pessoa

Artigos sobre Berlim

Hamburgo e Lüneburg

Voos

Através da Low Cost Ryanair, a partir de Lisboa no dia 03/12 e regresso a 06/12 os bilhetes ficam a 63,66€.

Anteriormente tinha feito uma pesquisa para as datas de 28/11 e regresso a 02/12 e os bilhetes ficam apenas por 29,98€, mas para essas datas o Hotel que eu fiquei já não tinha disponibilidade.

Ryanair Hamburgo

Alojamento

Ficamos alojados no Apartment-Hotel Hamburg Mitte e, apesar de não ser super central, é muito fácil lá chegar através de transportes públicos. Tem a vantagem de ter uma pequena kitchenette com frigorífico, lava loiça e microondas, onde podemos preparar algumas refeições simples e assim poupar algum dinheiro.

Para as três noites (03/12 a 06/12) ficam a 158€/Quarto Duplo.

hotel Hamburgo

Alimentação

Como ficamos alojados num apartamento economizamos bastante em alimentação, gastando apenas 50€/ Pessoa. Jantámos sempre no apartamento e durante o almoço comíamos nos mercados de Natal.

Transportes

Como o nosso apartamento não era exactamente no centro, fizemos todas as deslocações de metro e autocarro. Normalmente, comprávamos o bilhete diário e gastámos 22,50€/Pessoa em transportes. (Neste valor está incluído os custos de ida e volta para o aeroporto).

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Lüneburg

O bilhete de comboio ida/volta para Lüneburg foi 13€.

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Preço total: 213€/ Pessoa

Mercado de Natal Hamburgo

Mercado de Natal Lüneburg

Colónia & Aachen

Voos

A partir de Lisboa, pela TAP existem tarifas a 118,20€ para vários dias nos meses de Novembro e Dezembro, como podem ver na seguinte imagem:

Tap Colónia

Alojamento

Os alojamentos em Colónia são caros, sendo muito difícil encontrar algo por menos de 100€/Noite.

Nós alugamos um apartamentos no AirBnb que gostamos bastante. Era muito central e estava bem equipado mas, infelizmente, já não está disponível na plataforma.  Apesar disso, fiz uma breve pesquisa no site do Airbnb e encontrei este apartamento que me pareceu muito interessante, ficando por 286€ uma estadia de três noites.

AIRBNB Colónia

Alimentação

Jantamos sempre no apartamento, e ao almoço comíamos qualquer coisa nos mercados de Natal. A única vez que fomos almoçar a um restaurante, foi na cidade de Aachen e por isso economizamos bastante na alimentação, tendo gasto cerca 45€/pessoa.

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Transportes

Como estávamos hospedados mesmo no centro, quase não usamos os transportes públicos. Apenas nas viagens de e para o aeroporto e num dos dias que quisemos visitar uma loja que ficava um pouco afastada. No total gastámos 15€/Pessoa.

Aachen

O bilhete de comboio para Aachen custou 11€/ Pessoa. Como éramos quatro compensou comprarmos o bilhete diário até 5 pessoas, que custava 42,50€.

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Preço total: 320€/ Pessoa

Mercado de Natal Colónia

Mercado de Natal Aachen

Quer um incentivo para marcar a sua viagem? E que tal um desconto na sua estadia?

Airbnb – Através  deste link, depois de se registar receberá um desconto de 30€ na sua primeira viagem de valor igual ou superior a 65€.

Booking – Ao efectuarem a reserva do alojamento através deste link, serão reembolsados com 15€, após a vossa estadia.

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Mercados de Natal na Europa

O Natal está quase aí e com ele os seus tradicionais mercados… Apesar de cá em Portugal já se começar a ver alguns mercados em várias cidades, os mesmos ainda deixam muito a desejar… Temos muito a aprender com os outros países da Europa neste aspecto. Recordo-me de há uns 4 anos atrás ter ido a um mercado de natal em Lagoa (Algarve) e foi uma decepção total. O mesmo aconteceu há uns dois anos em Lisboa… nada tem a ver com os mercados que já visitei na Alemanha.

Para se conhecer o verdadeiro espírito natalício que se vive neste género de mercados, é preciso sair do país… Os mais antigos e tradicionais estão lá fora…

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Este tipo de mercados são muito tradicionais na Áustria, Suíça, França e Alemanha, sendo esta última a que tem a fama de conseguir ter os melhores. Ainda não tenho meio de comparação porque na verdade só fui a mercados na Alemanha, mas esses, posso garantir, são espectaculares!

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O que visitar

Uma visita aos típicos mercados é marcada pelos aromas a especiarias, a salsicha alemã, pelo vinho quente (glüwein), assim como pelas lindas casinhas de madeira devidamente decoradas, pelas centenas de luzes e, o melhor de tudo, pelo contagiante espírito natalício que lá se sente.

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Estes mercados não são feitos apenas para o turista, muito pelo contrário. A maior parte das pessoas que os frequentam são os habitantes locais. É bastante comum ver, principalmente ao final da tarde e/ou início da noite, os locais em grupos de amigos à volta das mesinhas bebendo e comendo em ambiente bastante animado.

Em vários mercados, principalmente nos maiores, existem actuações de entretimento que vão desde músicos a acrobatas, e até espectáculos de dança. Em Berlim, assisti a uma actuação do grupo Die Artistokraten que, ainda hoje, quando me lembro começo a sorrir! 🙂

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O que comprar

Além das comidas e bebidas, existem muitas barraquinhas onde podemos fazer as nossas compras de Natal. Encontra-se desde decorações para a árvore de Natal, artesanato, velas e até roupa.

Algo que compro sempre nestes mercados, além da decoração para a minha árvore, é a caneca em que servem o vinho quente. Quando pedimos o vinho, temos que pagar uma caução pela caneca e, ao devolvermos, entregam-nos esse dinheiro de volta. Mas, normalmente, eu fico com as canecas como souvenir. Em todos os mercados existe uma caneca diferente alusiva ao mesmo.

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Vou deixar-lhes uma lista dos mercados por onde passei:

  • Berlim – Levei anos a sonhar em visitar algum mercado de Natal, e quando finalmente consegui ir, a escolha recaiu em Berlim. Não sei se foi porque ter sido o primeiro destino em que visitei mercados de Natal, mas recordo-me desta viagem muitas vezes, sempre com um sentimento de nostálgico.

Mercado de Natal em Alexanderplatz

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Mercado em Gendarmenmarkt

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Mercado de Natal no Palácio Charlottenburg

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Hamburgo foi uma agradável surpresa, este destino apareceu um pouco ao acaso, mas adoramos a cidade e os seus mercados.

Rathaus

Muito próximo a Hamburgo encontra-se uma cidade bem pequena e com uma arquitectura apaixonante que combina na perfeição com os mercados de Natal. Se forem a Hamburgo não deixem de dar um pulinho aqui, pois vale muito a pena.

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Os Mercados de Colónia são considerados um dos maiores, mais tradicionais e dos mais visitados da Alemanha. Fomos no natal do ano passado e adoramos! Foram sem dúvida os mercados mais cheios onde estivemos e, à noite, é quase impossível passear por lá devido à quantidade de pessoas que por lá se encontram… Mas, em contrapartida, foram também os mais animados.

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Uma cidade que não precisa muito para ficar linda nesta altura do ano é Aachen. Toda a arquitectura e envolvência da cidade, com as casinhas de madeira dos mercados fazem-nos parecer que estamos num conto de fadas. A poucos quilómetros de distância de Colónia, é um lugar que não devem deixar de ir!

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Dependendo da cidade, normalmente os mercados abrem as suas portas no final de Novembro e encerram na véspera do Natal. O horário, na sua maioria, é entre as 11:00 até às 22 Horas.

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Como Planear uma Viagem & Dicas para organizar uma viagem económica.

Como planear uma viagem? Esta deve ser a questão que mais suscita curiosidade às pessoas quando me abordam sobre as minhas viagens. 99,9% das minhas viagens foram organizadas por mim! Apesar de ser algo que dá muito trabalho, pois é necessário reunir várias informações sobre o destino, fazer várias pesquisas e comparações… é algo que me dá muito prazer em fazer, planear a minha própria viagem, escolher os lugares que quero ir, no dia e hora que me apetecer sem pressões, algo que quando é organizado não acontece, temos um determinado itinerário e temos que nos sujeitar a ele.

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Budapeste – Hungria

Se organizar uma viagem fosse tão simples as agências de viagem não teriam trabalho! Mas, reconheço que as típicas agências de viagem são boas num certo tipo de viagens, como em Resorts nas Caraíbas ou Cruzeiros. Na altura que fui a Cuba (marquei numa agência de viagem) o preço que me paguei pelo Voo+Resort era o mesmo valor do hotel,  se fosse eu a marcar directamente. Nesse aspecto as agências tem uns preços muito mais competitivos.

Na Europa e na Ásia se formos nós a organizar a viagem saí bem mais em conta do que marcarmos numa agência. Mas se são daquelas pessoas que não têm paciência, nem tempo para levarem horas e horas a fazer pesquisas, o melhor mesmo é recorrerem a uma agência. Se tem vontade de organizar mas não sabem por onde começar, neste post neste post vou reunir algumas informações de como planear uma viagem e algumas dicas de como poupar em viagem 🙂

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James Bond – Tailândia

1 – Escolher o Destino

Aqui vai depender muito do vosso orçamento e do tipo de férias que pretendem (Cidades, Cultura, Praia).  Se já tem o destino escolhido, então é seguir com as pesquisas de voos.

Mas se não fazem a menor ideia para onde querem ir e estão abertos a qualquer sugestão é um óptimo ponto de partida para começarem a poupar em viagem. Como assim?! A minha primeira dica de poupança é ser flexível com o destino! Várias das minhas viagens tem como principal factor o preço dos bilhetes de avião. Se encontro algo realmente barato e tiver interesse em conhecer esse lugar não perco essa oportunidade, por exemplo, o ano passado encontrei bilhetes para Milão da TAP, a 20 e pouco euros, e foi por essa razão que surgiu a viagem para o Lago di Como.

Pesquiso essencialmente nos sites da Easyjet, Ryanair e Tap (que são as companhias que mais costumo viajar) para ver quais os destinos que tem os voos mais baratos. E compro sempre os bilhetes directamente no site das companhias aéreas e nunca por terceiros, para evitar comissões.

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Mas também utilizo o motor de busca Momondo que compara preços e companhias aéreas e assim torna-se mais simples encontrar qual o voo mais barato.

Também é importante ter alguma flexibilidade nas datas, por exemplo, pesquisem em várias datas, o preço pode ser bem mais em conta noutras datas.

Outro aspecto que devem levar em consideração é o horário dos voos! Um voo barato mas que só chega ao destino à 1 da manhã, será que compensa pagar uma noite num hotel? Não compensará mais um voo de manhã mesmo sendo ligeiramente mais caro… Outro exemplo, um voo de regresso às 3 da manhã, haverá transportes públicos a essa hora, pagar um táxi ou até mesmo uma noite num hotel para não dormir compensará?

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Se os voos de Portugal estão muito caros ou não existem voos directos para um determinado lugar, tentem pesquisar noutra cidade europeia, como Barcelona, Frankfurt, Londres… E depois é só procurar um voo de ligação para essa cidade numa companhia low cost. Quando fui para Marraquexe e Malta, os voos a partir de Portugal estavam bem mais caros do que em Sevilha, por isso fui a Espanha apanhar o voo 😉

São todos estes pequenos pormenores que verifico quando estou a pesquisar os voos!

2-  Transportes aeroporto/centro

Mas antes de marcar o voo faço sempre uma breve pesquisa sobre o destino. Nomeadamente a que distância se encontra o aeroporto do centro da cidade, quais são as opções para fazer essa deslocação e os respectivos preços. Às vezes podemos ter algumas surpresas e ser bem mais caro do que estávamos a contar.

Principalmente as companhias low cost aterram muitas vezes em aeroportos muito distantes e sai muito caro a deslocação até ao centro da cidade.

Se o local tiver transportes públicos do aeroporto-centro dou sempre preferência a essa opção, porque é sempre a mais vantajosa.

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Lago di Como – Itália

3 – Alojamento

Pesquiso sempre os preços de hotéis e alojamentos antes de reservar a viagem. Há destinos cujos voos são bem em conta, mas os alojamentos são caríssimos, e pode ser um factor determinante se é ou não viável lá ir.

Faço as pesquisas e as reservas de alojamento essencialmente nestes dois sites: Booking e Airbnb.

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Zaanse Schans – Holanda

Ao reservar há três aspectos que levo sempre em consideração: os comentários dos viajantes, a pontuação do alojamento (por experiência própria só reservo se tiver uma pontuação superior a 8, no caso do Booking e no Airbnb a partir das 4 estrelas e meia) e a sua localização, pois dou sempre preferência a hotéis/apartamentos que fiquem centrais. Apesar dos mais afastados serem mais econômicos, o tempo e dinheiro que se perde nas deslocações muitas vezes não compensam.

Aqui a dica é reservar com antecedência, pois os alojamentos com melhores preços e posicionamento esgotam rapidamente.

4- Deslocações no local

Também faço uma breve pesquisa sobre os transportes que irei utilizar, se é necessário alugar carro ou se as deslocações podem ser feitas facilmente de transportes públicos. É algo que devemos ter em consideração, pois poderá ser um aspecto que pode pesar no  nosso orçamento.

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Caso seja necessário alugar carro, normalmente utilizo o site Rentalcars. Colocamos as datas da viagem, onde pretendemos recolher e entregar o veículo e ele mostra-nos os preços de variados automóveis.

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Lago di Como – Itália

 5 – Elaborar o itinerário

Depois de todo o trabalho chato de pesquisa vem a parte mais divertida (mas também bastante trabalhosa), procurar o que quero fazer/visitar no local. Não gosto de chegar ao destino sem ter nada planeado, gosto de organizar e saber com antecedência o que vou fazer. Dessa forma conseguimos rentabilizar melhor os nossos dias em viagem.

É importante sabermos o que queremos visitar com alguma antecedência pois algumas atracções tem que ser previamente marcadas (como a Prisão de Kilmainham em Dublin, o Parlamento de Berlim ou a Casa de Anne Frank em Amesterdão), correndo o risco de não a visitarmos. E na maior parte das atracções, comprando os bilhetes antecipadamente online conseguimos um desconto e ainda temos a vantagem de evitar filas na entrada.

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Viena – Áustria

Como sei em antemão o que quero visitar tenho consciência do dinheiro que vou gastar em actividades. Se vir que no global ultrapassa um pouco do que posso/quero gastar então faço previamente uma selecção do que quero MESMO conhecer.

Começo a elaborar o itinerário antes de marcar alguma coisa, primeiro para ter uma ideia dos dias que são necessários para conhecer o que quero visitar, mas também sé é necessário marcar alojamento em mais do que um local.

Na pesquisa dos locais que gostava de visitar recorro a outros blogs, a fóruns de viagem, assim como aos guias de viagem da Lonely Planet (os meus preferidos).

Só depois de ter pesquisado todas estas informações é que efectuo a reserva dos voos, assim como o alojamento e se necessário o aluguer do veículo.

6 – Burocracias e Pormenores

Não devemos descorar de alguns pormenores importantes que podem fazer-nos ficar em terra… Como a necessidade de visto para entrar no país, se precisamos de passaporte (e se o mesmo está em dia – em alguns países temos que o ter com uma validade de pelo menos 6 meses). Recordo-me que quando fui a Cuba já me encontrava dentro do avião mas o mesmo nunca mais descolava… Depois de algum tempo fomos informamos que dois passageiros tinham tido problemas com os vistos e por isso estavam a retirar as suas malas do porão…

Também é necessário verificarem se é preciso levarem alguma vacina, para entrarem no país, e aqui aconselho a marcarem a consulta do viajante.

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Praga – República Checa

Dias antes da viagem verifico se é necessário fazer câmbio e volto a verificar todo o itinerário (e normalmente acrescento mais coisas), confirmo a estadia e faço o check-in online dos voos.

Mas como sou muito minuciosa, além disto tudo, ainda vejo quais são os transportes públicos mais próximos do alojamento, assim como, quais os supermercados próximos (no caso de ficar em apartamentos) e quais os parques de estacionamento (no caso de alugar carro).

Uma ferramenta que tenho utilizado bastante nas últimas viagens e que já não vivo sem é a aplicação do tlm “Citymaps2Go”. Descarrego previamente o mapa da cidade ou país e marco todos os lugares que pretendo ir. Como a sua navegação pode ser feita offline permite-nos poupar nos dados móveis. Desde que comecei a utilizar esta aplicação nunca mais me perdi 🙂

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Aplicação CityMaps2Go

7 – Alimentação

Ultimamente temos ficado sempre em apartamentos, principalmente pela comodidade e poupança que nos permite, pois conseguimos preparar as nossas próprias refeições. Se forem almoçar e jantar a restaurantes todos os dias da viagem, o valor só em alimentação é bastante elevado, o que pode ficar drasticamente reduzido se forem a um supermercado local e preparar as refeições no apartamento.

Ainda assim, gostamos de experimentar pelo menos uma vez a culinária local. Nessa altura utilizo o Tripadvisor para escolher o restaurante, vejo fotos, leio os comentários e verifico os preços…

8 – Evitar as alturas altas

Se evitarem viajar nas alturas altas conseguem poupar muito, porque normalmente está tudo muito inflacionado nessas alturas. Além do dinheiro, nessas alturas a quantidade de turistas é bem maior, o que normalmente origina filas para entrar nas atracções, o que se pode tornar bastante frustrante.

Obviamente que pode haver situações que queremos ir numa altura que é considerada alta, quando assim o é marquem tudo com bastante antecedência. Por exemplo, eu adoro os mercados de natal da Alemanha, e sei que nessa altura há muita procura, por isso marco voos e alojamento com cerca de 5/6 meses de antecedência.

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Mar de gente no Mercado de Natal em Colônia.

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Aachen – Alemanha

Espero que lhes tenha ajudado a compreender como é todo o processo de sermos nós a marcarmos uma viagem, se lhes surgir alguma dúvida podem sempre enviar mensagem 🙂

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Como poupar para viajar: É assim que faço!

Muitas pessoas acham que ganho muito bem ou que ganhei o euromilhões ou, até mesmo, que tenho um namorado rico que me paga as viagens (Sim, já ouvi uma barbaridade dessas) por conseguir viajar algumas vezes. Estão muito enganadas! Nunca me saiu prémio nenhum, o meu ordenado também não é nada de especial e o meu namorado não é rico ou algo que se pareça para me bancar as viagens. Mas como viajar é uma prioridade e uma paixão para mim, faço algumas poupanças e esforços nesse sentido.

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Tailândia – Janeiro 2014

Hoje em dia não precisamos de ser muito abastados para conseguir viajar, mas é preciso fazer alguns cedências. Eu estou disposta a isso para conseguir viajar! Como por exemplo:

  • Já pensaram no que gastam em restaurantes todos os meses? No dia a dia como sempre em casa! Aos fins de semana, também, raramente vou a restaurantes. Habituamo-nos a fazer um jantar mais especial (com direito a entradas, sobremesas e um vinho bom) ao fim de semana, e dessa forma não sentimos muito a necessidade de jantar fora.
  • Deixei de fazer compras por impulso. Preciso de ter aquele telemóvel que acabou de sair? Não! Ou aquela mala lindíssima de marca XPTO, mas que custa mais do que o meu ordenado?! Simplesmente não o faço! Se tenho que comprar algo mais dispendioso, pondero muito bem se preciso mesmo, ou se vou dar utilidade suficiente que justifique o investimento. E se sim, todos os meses separo uma certa quantia para esse fim. Claro que continuo a fazer compras supérfluas, como roupas e maquilhagem (a minha perdição). Mas hoje em dia não é nada disparatado.
  • Comprar revistas ou jogar nas raspadinhas, euromilhões e afins? Simplesmente não o faço, de todo!
  • Quanto fica uma saída à noite? Já pensaram bem? Uma caipirinha num bar, uma vodka na discoteca… Actualmente é muito raro sair à noite! Só o faço se houver um aniversário ou se houver algum convite de algum amigo. E, mesmo assim, consumo muito pouco. Não sou uma eremita! Simplesmente quando saio à noite em vez de consumir 10 bebidas, bebo uma na happy hour e pouco mais… Assim não faço grandes estragos no orçamento. E na realidade prefiro mil vezes ficar no relax de casa e beber um bom vinho tinto, do que sair à noite!
  • Fumar! Sei que é um assunto delicado, mas quanto é que um fumador gasta, por mês, em tabaco? Além de prejudicar a saúde também arruína a carteira.
  • Tenho uma conta-poupança de viagens. Ou seja, todo o dinheiro que sobra nesse mês, vai para essa conta. Todos os gastos das viagens saem dessa conta, assim, não chego a mexer na minha conta habitual. Dessa forma, não tenho nenhum rombo no orçamento mensal, quando viajo.
  • Arranjar um part-time. É uma boa forma de conseguirem ter um dinheiro extra! No meu caso, trabalhava aos fim-de-semana, na minha folga, durante o verão. Apesar de ser cansativo, é completamente recompensado quando estamos em viagem ☺️

Tailândia – Janeiro 2014

Paris – Março 2014

Estes são alguns exemplos das cedências que faço para poupar e conseguir viajar. Se eu consigo qualquer pessoa consegue, é só querer!Além disto tudo, pesquiso muitoooooo antes de marcar seja o que for! Hotel, vôos, aluguer de carro, bilhetes para museus…

Brugges – Setembro 2014

Pesquiso em diversas companhias aéreas antes de reservar o voo, para conseguir o melhor preço possível. E sempre com muita antecedência, 4/5 meses! Também utilizo muitas vezes o site momondo , para comparar preços. É um site bem útil!

Berlim – Dezembro 2014

E não sou muito rigorosa com o destino! Ou seja, se vir uma oportunidade muito boa, por exemplo, ver que os bilhetes de avião para determinado destino estão super baratos e apesar daquele lugar não estar nos meus planos imediatos, não perco essa oportunidade!

Londres – Outubro 2015

Em relação à hospedagem, normalmente utilizo o Booking. Aqui o truque também é reservar o quanto antes, para conseguirmos os hotéis com melhor classificação a preço mais em conta. Antes de reservar, vejo sempre a sua localização, tento que fique o mais central possível, para depois não perder muito tempo e dinheiro em transportes.

Lüneburg – Novembro 2016

Este post é o início de uma nova categoria que quero implementar no blog. Vou começar a mostrar-vos os custos de cada viagem, para assim terem uma noção dos valores gastos em cada lugar. Muitas vezes pensamos que aquele local de sonho é-nos completamente inalcançável por não termos orçamento, mas, com muita pesquisa e alguma poupança tudo é possível!

Lago di Como – Outubro 2017

Digam-me, têm algum truque para pouparem?

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Eurotrip Praga, Viena, Bratislava e Budapeste | Gastos

Só poderia inaugurar a nova rúbrica do blog sobre os gastos por viagem, a qual mencionei no último post, com uma das viagens que mais visualizações tem tido; A Eurotrip que fizemos em Maio de 2016, percorrendo Praga, Viena, Bratislava e Budapeste em 10 dias (com direito a algumas horas em Frankfurt).

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Praga

Quando vimos viagens deste género nos panfletos de agências de viagem, os valores  apresentados nunca atingem menos de 4 dígitos. Mas é possível fazer uma viagem assim com um orçamento bem mais restrito. Querem saber quanto gastamos? De realçar que esta viagem foi feita em Maio de 2016.

VOOS

Vamos começar por aquilo que provocou o maior rombo no orçamento; os voos! Fizemos Lisboa-Praga pela TAP , Budapeste-Frankfurt, pela Lufthansa e Frankfurt-Lisboa pela TAP.

Gastamos 643€  pelos dois.

Actualmente há tarifas bem mais em conta pela TAP, para estes voos. E também voltaram a ter a rota Budapeste-Lisboa, pelo que já não temos que fazer escalas.

Fiz uma breve pesquisa e encontrei voos de LX-Praga a 83€/pessoa e Budapeste-LX por 86€/pessoa. Ou seja, praticamente metade do que pagamos!

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Praga

ALOJAMENTO

Ficamos sempre em apartamentos:

Praga: Apartments Pushkin  (Review)

Viena: Apartamento no AIRBNB (Review)

Budapeste: Bebop Opera Apartments (O link para o Booking já não se encontra disponível)

Para 9 noites gastamos 470€ pelos dois.

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Viena

ALIMENTAÇÃO

Como alugamos apartamentos, normalmente fazíamos as refeições por lá, o que nos permitiu poupar algum dinheiro.

Mas fazíamos questão de ir a pelo menos um restaurante em cada país, para experimentar a comida local. E em Viena, como era o meu aniversário, fizemos uma pequena extravagância e fomos a um restaurante mais caro.

No total, em comida gastamos 190€ pelos dois.  (Além de almoços e jantares, neste valor também estão incluídos as diversas cervejas que experimentamos, assim como, doces típicos).

TRANSPORTES

Neste valor estão incluídos os trajectos de comboio Praga-Viena, Viena-Bratislava e Bratislava-Budapeste. Assim como todos os restantes valores de deslocações que fizemos nas cidades.

Gastamos 142€ pelos dois, em transportes.

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Viena

ACTIVIDADES

Aqui estão incluídos todas entradas em museus e palácios.

Gastamos 170€ pelos dois.

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Budapeste

 

Dá um total de 807€ por pessoa, com tudo incluído.

De realçar que esta viagem foi feita em 2016 e, como tinha mencionado em cima, actualmente podem gastar metade do valor que nós gastamos nos voos.

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Sliema e St. Julians | Malta

Sliema e St. Julian´s são das zonas mais turísticas de Malta, muito por terem uma grande oferta de alojamento, restauração e facilidade de transportes.

O plano inicial quando começamos a organizar a viagem seria fazer as deslocações através de transportes públicos (mais tarde achamos que seria mais viável alugar carro), pois isso optamos por nos hospedarmos em St. Julian´s, devido à sua excelente oferta de alojamento e transportes públicos.

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Gostei bem mais de St. Julians do que Sliema. É mais pequena e apesar de ser também muito turística, achei que o clima é mais autêntico e descontraído.

Tem uma bonita marginal, a Spinola Bay, onde é muito agradável passear e descontrair apreciando toda a atmosfera Maltense.

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Uma parte de St. Julian´s que também me surpreendeu bastante foi o Portomaso Marina. trata-se de uma zona bem luxuosa, com hotéis de 5 estrelas e bons restaurantes, e com uma vista privilegiada para os vários iates atracados na marina.

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É em St. Julians que se encontram concentradas as escolas de Inglês, as quais recebem milhares de estudantes de intercâmbio de todo o mundo. É um destino de eleição dos estudantes por ser um país europeu económico e com clima ameno durante todo o ano pelo que é normal encontrar muitos jovens por lá.

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Já na zona de Paceville é onde se encontra a maior concentração de bares e restaurantes, ou seja, onde a vida nocturna de St. Julian´s acontece. É uma zona muito movimentada, com muito barulho e alguma confusão. Se procura algo mais relaxante é melhor afastar-se dessa zona.

Em relação a Sliema, do pouco tempo que lá estive, achei bem mais turístico do que St. Julian´s, com mais hotéis, bares e mais “apinhado” de turistas. Também tivemos alguma dificuldade em encontrar um lugar para estacionar ( e também foi o sítio onde pagamos mais pelo estacionamento), mas vale a pena vir cá e percorrer a marginal para apreciar as vistas fabulosas para Valletta.

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Esta vista para Valletta é uma das imagens mais famosas de Malta.

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Valletta e Vittoriosa | Malta

Fundada em 1566, Valletta é a capital de Malta e uma das mais pequenas capitais da Europa, mas possui muitos locais de importância histórica, tanto que a cidade foi declarada Património Mundial da UNESCO e é, este ano,  a capital Europeia da Cultura.

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Devido à sua localização estratégica foi ocupada por vários povos ao longo dos séculos, o que contribuiu para a riqueza histórica e arquitectónica da cidade.

A principal atracção de Valletta é a própria cidade, com as suas ruelas escondidas, a arquitectura barroca, as varandas, as igrejas e as vistas…

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Valletta surpreendeu-me muitooooo e gostei imenso desta cidade. Um lugar vibrante, cheio de vida, com uma arquitectura fantástica e umas vistas soberbas.

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Recomendo passarem pelo menos um dia inteiro por aqui!

Entramos na “City Gate” de Valletta e logo à nossa direita encontra-se o impressionante edifício “New Parliament”. A partir daqui fomos andando pelas ruazinhas um pouco sem rumo certo e fomos apreciando os edifícios e varandas tão característicos de Malta.

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É uma cidade bastante fotogénica, com vários locais fantásticos para fazer aquelas fotografias  lindas que costumamos ver nas “instagramers” famosas.

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Um sítio que tive muita pena de não ter conseguido visitar foi a St. John´s Co-Cathedral, mas acho que vale mesmo muita a pena!

Um dos locais que mais gostei em Malta foi o Jardim Lower Barrakka Gardens.  É um local bastante tranquilo, o sítio perfeito para fugir da confusão da cidade, um verdadeiro oásis. E, além de tudo isso, tem umas vistas de tirar o fôlego.

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Como é um pouco afastado, acaba por não ser muito visitado mas vale mesmo muito a pena passar por lá!

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Em frente ao jardim encontra-se o “Siege Bell War Memorial”. Foi inaugurado pela Rainha Elizabeth II em 1992, tratando-se de um monumento em honra das pessoas que morreram durante a Segunda Guerra Mundial, no famoso confronto ocorrido em Malta, e que ficou conhecido como “O cerco de Malta”.

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Não muito distante do Lower Barrakka Gardens encontra-se o Upper Barrakka Gardens, com a particularidade de ser bem mais frequentado do que o primeiro e, dessa forma, deixa de ter aquele factor que tanto me seduziu no Lower Barrakka e que é uma enorme sensação de paz! Ainda assim é um jardim muito bem cuidado e que tem vistas fantásticas para o porto e para as Três Cidades.

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Além disso, ainda temos vista para os canhões da Saluting Battery. Trata-se de uma plataforma construída para defender a cidade contra os ataques que vinham do Grand Harbour. Diáriamente ao meio-dia e às 16 Horas os canhões são disparados. Nós chegamos bem na hora que estavam a fazer a demonstração e conseguimos assistir ao disparo dos canhões.

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Ainda por lá fica o elevador do Upper Barrakka. Ao descermos temos acesso directo ao cais, de onde partem os barcos para as três cidades e é a forma mais simples de lá chegar.

Vittoriosa

Como não tínhamos tempo para conhecer as Três Cidades (Vittoriosa, Senglea e Cospicua), decidimos conhecer apenas a Vittoriosa (Birgu, em Maltês), que é considerada a mais bonita das três.

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Vittoriosa foi um dos principais locais da Ilha onde se instalaram os cavaleiros de S. João após a vitória sobre os Turcos Otomanos. Como a antiga capital Otomana, Mdina, localizava-se no centro da ilha, os cavaleiros resolveram criar uma nova cidade perto do mar. Batizaram-na de Vittoriosa porque venceram essa batalha.

Na marina de Vittoriosa podemos apreciar os barcos típicos malteses, os Luzzus, mas o que mais impressiona é a quantidade de iates de luxo que lá se encontram… Nunca tinha visto tantos iates daquele género juntos…

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Dicas Práticas

Como chegar a Valletta: Há várias formas de chegar à capital da ilha; nós fomos de carro e não tivemos problemas com o estacionamento.

Através de autocarro: Malta tem uma grande extensão de rotas de autocarros que cobrem toda a ilha, por isso, independentemente de onde se encontra hospedado, haverá certamente pelo menos uma rota que o levará até à cidade.

Outra hipótese é através de barco, o que por si já é um passeio! Os ferry boat partem de Sliema, através do porto de Marsamxett e atracam em Sliema Ferry ou em Bormla (uma das Três cidades).

Para aceder às Três Cidades, além da hipótese que mencionei acima, também pode apanhar um barco no caís de Valletta. Nós acabamos por ir de carro, pois achamos que seria mais prático e rápido, uma vez que não teríamos que regressar a Valletta.

*Dica: Uma das melhores vistas para Valletta é de Sliema, que é o bairro que se encontra do outro lado da baía de Valletta.

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Mdina & Rabat | Malta

Reserve um dia para conhecer uma das zonas mais históricas de Malta: Mdina e Rabat, localizadas no centro da ilha.

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Mdina foi a capital de Malta até ao século XVI, altura em que Valleta passou a ser a capital do país. Actualmente é conhecida como a “Cidade Silenciosa”, por tratar-se de um local muito calmo, não sendo permitido a circulação automóvel dentro das muralhas. (apenas dos habitantes, e para cargas/descargas.)

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Acredita-se que Mdina foi inicialmente habitada pelos Fenícios, os quais começaram a edificá-la, tendo posteriormente chegado os Romanos que continuaram com a construção das muralhas em redor da cidade. Com a chegada dos Árabes, a cidade mudou para o seu nome actual: Mdina, que significa cidade muralhada.

A entrada na cidade fortificada faz-se pela porta da cidade. A sua entrada é gratuita e apenas se paga bilhete no caso de querermos visitar o interior de algum local.

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O local está incrivelmente preservado e é um dos melhores exemplos de uma cidade murada na Europa. Por isso, é um deleite para os olhos deambular pelas suas ruas estreitas, apreciar os palácios antigos e casas com tons castanho, varandas trabalhadas e portas coloridas.

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Deixe-se “perder” pela cidade e apaixone-se por este lugar bastante pitoresco. Se nos afastarmos do centro vamos perceber melhor o conceito de “cidade silenciosa”, pois iremos encontrar ruas completamente desertas…

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No final da rua “Triq Villegaignon” encontra-se um miradouro com vistas desafogadas de Malta.

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Em Mdina não deixe de visitar a St. Paul´s Cathedral que foi  construída em 1705. Inicialmente havia outra neste mesmo local, mas foi destruída por um terramoto em 1693.

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Depois de visitarmos Mdina dirigimo-nos a Rabat. O seu nome vem do árabe e significa subúrbios, pois esta cidade ficava próxima da antiga capital de Malta.

Rabat surpreendeu-me bastante, apesar de ser muito semelhante à cidade de Mdina. Com as suas ruas estreitas cheias de história e os edifícios antigos, tem a  particularidade de ter muito menos turistas.

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Rabat

As principais atracções de Rabat, além de passear sem rumo pela cidade, são a Igreja e Gruta de S. Paulo e as Catacumbas de S. Paulo.

Na igreja de São Paulo que foi construída por cima da gruta onde se escondeu o apóstolo Paulo, depois do barco onde seguia ter sofrido um naufrágio, encontra-se uma estátua do apóstolo na gruta onde ter-se-á escondido durante três meses.

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A gruta de S. Paulo é apenas uma pequena parte do enorme complexo de catacumbas debaixo de Rabat.

As Catacumbas de São Paulo são outro dos pontos de interesse em Rabat. Trata-se de um complexo de cemitérios romanos subterrâneos que foram utilizadas até ao século VII. Elas encontram-se fora das muralhas da antiga capital de Malta, Mdina, uma vez que a lei romana proibia os enterros dentro dos limites da cidade.

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São várias as catacumbas que podem ser visitadas (algumas delas encontram-se fechadas ao público), mas não é extremamente necessário entrar em todas, uma vez que são muito semelhantes.

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Se sofre de claustrofobia, talvez não seja o local mais indicado para se visitar. Os túneis são muito estreitos, só cabe uma pessoa de cada vez, e baixos, muitas vezes tínhamos que caminhar um pouco abaixados, e sim, assisti a várias cabeçadas nas rochas e eu própria também me estreei :/

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As catacumbas voltaram a ter um papel de grande importância durante a II Guerra Mundial, pois serviram de abrigo para a população da ilha.

Preço: 5€ (Adultos)

Horário: Segunda a Domingo 09:00 às 17:00 Horas

Morada: St. Agatha Street, Rabat

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Dicas Práticas:

Como chegar a Mdina & Rabat através de transportes públicos: Apesar de ter ido de automóvel é fácil lá chegar de autocarro. O autocarro nr.º 202, desde St. Julians, faz paragens até Rabat de hora a hora.

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Estacionamento: Um dos aspectos que nos preocupava, por andarmos com carro durante a viagem, era o estacionamento. Mas não tivemos grande dificuldade nesse aspecto! Como não é possível entrar com o carro nas muralhas de Mdina, estacionamos num parque na Triq San Pawl, muito perto do portão da cidade. Não há parquímetros, mas como na maior parte da ilha, existe sempre um funcionário no parque que nos pede um pagamento, o valor que quisermos… Normalmente dávamos 1€!

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St. Peter´s Pool e Marsaxlokk | Malta

A St. Peter´s Pool foi um locais mais bonitos que tive a oportunidade de visitar em Malta. Trata-se de uma piscina natural que é resultante do colapso de uma falésia que deixou uma abertura que faz lembrar uma piscina.

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Como é um local de extraordinária beleza, é normal estar sempre com muitos turistas por isso, quanto mais cedo forem para lá, menos probabilidades de encontrarem uma multidão. E foi isso que fizemos, sendo esse o nosso primeiro destino do dia.

O caminho até à St. Peter´s Pool faz-se por uma estrada de terra batida muito estreita (onde só passa um carro) e em muito mau estado. Depois de estacionarmos o carro num de parque de terra (gratuito) ainda temos que fazer uma caminhada num piso desnivelado e com muitas pedras.

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Quem não tiver veículo, a melhor forma de lá chegar é ir de autocarro até à vila de Marsaxlokk e daí apanhar um barco até St. Peter´s Pool. (O barco custa 10€/pessoa, ida e volta).

Apesar de ser um pouco complicado lá chegar, a paisagem recompensa qualquer esforço pois é de uma beleza inqualificável. Os vários tons de azul que este local apresenta são um convite a um mergulho… E, se for essa a vossa vontade, não se deixem ficar pelo desejo, pois é possível fazer-se praia aqui, apesar de não ter areia. Para irmos à água temos duas hipóteses: ou saltamos da falésia, ou descemos por umas escadas que se encontram nas rochas.

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Quem pretende passar algum tempo na St. Peter´s Pool é melhor ir prevenido, pois o local não tem qualquer infraestrutura, não existindo WC´s, nem restaurantes, nem chapéus e cadeiras para alugar… Apenas vi uma roulotte no parque onde deixamos o carro a vender bebidas e gelados.

Marsaxlokk

Depois de visitarmos St. Peter’s Pool dirigimo-nos para a vila piscatória de Marsaxlokk. Era domingo, e esse é o dia mais concorrido na vila, tanto por turistas como também pelos locais, pois é o dia em que acontece o famoso mercado do peixe.

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Se querem conhecer esta vila com algum sossego não vão a um Domingo! Mas se querem ter a experiência de visita-la no dia de maior afluência, com muita agitação e animação, então o Domingo é o dia certo. Apesar de ter gostado muito da experiência de lá ter ido nesse dia, o único ponto negativo é que não encontramos nem um restaurante para almoçar  que não estivesse já cheio ou com reservas.

O mercado não vende apenas peixe. Trata-se de uma espécie de feira onde se vende de tudo um pouco, desde produtos locais como vegetais, frutas e mel, até souvernis e roupa. E digo-vos que os produtos tinham um óptimo aspecto! Ficamos com vontade de nos abastecermos de frutas e legumes, mas não iriamos regressar tão cedo ao apartamento e corríamos o risco de se estragarem dentro do carro, pois nesse dia estava um calor insuportável.

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Não existe nenhuma atracção “obrigatória” para visitar em Marsaxlokk, pelo que é saborear o ambiente do local, passear pelo mercado, pelas ruas, pela marginal e apreciar os pescadores a preparar os seus barcos para a faina.

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A parte da baía é magnífica, repleta com os típicos barcos de pesca, aqui chamados de “luzzu”. Os barcos são caracterizados pelas suas cores alegres e por um par de olhos pintados na proa, que é o símbolo da protecção aos pescadores quando se encontram em alto mar.

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Como não encontramos nenhum local onde pudéssemos almoçar, decidimos seguir em direcção ao próximo destino do dia. Pelo caminho encontramos um local, com um aspecto um pouco duvidoso, mas que  tinha à venda uns aperitivos típicos de Malta que queria muito experimentar: os Pastizzi. São uns folhados salgados que podem ser recheados com queijo, frango, ervilhas… Além de muito saborosos fizemos a refeição mais barata da viagem, pois com cerca de 2€ ficamos almoçados! 😛

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Um dia na Ilha de Gozo | Malta

A Ilha de Gozo foi a desilusão nesta viagem por Malta. Não por não ter gostado do que visitei, mas pelas expectativas demasiado elevadas em relação a esta ilha e, como fomos demasiado optimistas com os planos que tínhamos para apenas um dia, não conseguimos visitar todos os pontos que estavam no nosso roteiro. Apesar de Gozo ser a segunda maior ilha de Malta, é na realidade bem pequena, mas com muitos lugares de interesse para visitar. Por isso, para quem está a pensar lá ir tenho dois conselhos: Ficar a pernoitar para ter mais tempo para conhecer tudo com calma e levar carro (ou alugar lá), pois vários lugares são um pouco complicados de chegar através dos transportes públicos.

Decidimos levar o carro para Gozo porque achamos que era fundamental para visitarmos tudo o que nos tínhamos proposto e confirmou-se ser a melhor decisão. Chegamos ao Porto de Cirkewwa alguns minutos antes da hora do ferry e já lá se encontravam vários carros. O processo de embarque foi relativamente rápido e eficiente. Não pagámos nada ao embarcar, pois o bilhete só é adquirido no regresso.

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Dentro do ferry

Entramos com o carro para o ferry, onde é tudo sinalizado e organizado, cabendo muitas viaturas lá dentro. Como ninguém pode permanecer dentro do carro durante a viagem, dirigimo-nos ao andar de cima e  aproveitamos para apreciar as vistas. O barco é bem grande, tem dois bares com diversas bebidas e snaks, uma papelaria, WCs, áreas abertas e fechadas. A viagem foi bem tranquila e cerca de 30 minutos depois já estávamos a desembarcar em Gozo.

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Começamos a viagem por esta ilha da melhor forma possível: a perdermo-nos. 😛      Como achávamos que tínhamos todo o tempo do mundo, decidimos andar um pouco à aventura sem rumo certo…resultado: acabamos em caminhos de terra batida onde mal cabia um carro (e eu só a pensar na caução), e andamos nisto cerca de uma hora! 😛

Depois deste devaneio lá retomamos o foco e dirigimo-nos para  a primeira paragem do dia: o impressionante miradouro na gruta Calypso.

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Entrada para a gruta

O caminho até lá é de terra batida e o estado do mesmo não é dos melhores, mas a paisagem compensa largamente o esforço.

Do interior da gruta as vistas para a baía de Ramla são soberbas. Daqui podemos apreciar melhor o extenso areal dourado da praia de Ramla, que é muito requisitada pelos turistas que procuram praias grandes e com areia (o que não é assim tão comum em Malta).

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Levamos imenso tempo por lá, a apreciar a paisagem e a tirar fotos até a nossa paz ter sido interrompida por um enorme grupo de turistas.

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Quando nos apercebemos, já eram horas de almoço e como não tínhamos ideia em que local parar para comer, fomos conduzindo até chegar à pequena localidade de Marsalforn. Pareceu-nos o local ideal para encontrar algum sítio para almoçar, pois havia vários restaurantes junto à Marina. A nossa decisão recaiu no restaurante “Il Kartell” e foi sem dúvida uma escolha acertada! Foi uma das melhores refeições que tive em Malta, onde comi uma especialidade do país, raviolli com queijo de cabra e molho de tomate. Além da comida maravilhosa, ficamos na esplanada e apreciamos a bela vista para o mar mediterrâneo.

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Aqueles momentos souberam pela vida! Mas a tarde ia avançado e ainda tínhamos tanto para ver… Por isso, arrancámos à descoberta desta pequena ilha.

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A segunda paragem do dia foi no lugar que mais surpreendeu em Gozo, as Salt Pans (salinas).

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Na costa norte da ilha encontra-se uma extensa área de salinas escavadas nas rochas, mesmo junto ao mar. Uma conjunção de factores como a boa qualidade da água do mar, a posição das salinas e das rochas e também o clima, tornam esta área perfeita para a colheita do sal.

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A tradição do sal nesta região existe há séculos e é uma prática que tem sido transmitida de pais para filhos sendo o sustento de várias famílias locais.

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Depois de várias fotos seguimos rapidamente para o próximo destino; o desfiladeiro Wied il-Ghasri. Quando vi uma imagem deste local quis logo incluí-lo no nosso roteiro.

É possível chegar até lá de carro, mas o caminho é bem sinuoso e de terra batida, por isso “estacionamos” onde nos foi possível e fizemos o resto do percurso a pé até ao topo do vale, e lá de cima a vista é soberba. O vale esculpido nos rochedos e os vários tons de azul e verde da água do mar é espectacular!

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Uma das partes boas de viajar com carro é podermos parar quando e onde quisermos, sem estar dependentes de itinerários rigorosos e horários. Isso permitiu-nos fazer várias paragens quando achávamos algum sítio interessante.

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O próximo destino foi a Basílica Ta´Pinu.

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Foi a Sandra que sugeriu lá irmos e ainda bem que o fez. Esta igreja é de uma imponência brutal e toda a sua construção e envolvência não deixa ninguém indiferente.

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Reza a lenda que a Virgem apareceu aqui a uma mulher de Gharb, no início do século XIX, deixando um rasto de milagres. Para assinalar a sua aparição foi construída esta Basílica, que se converteu num lugar de peregrinação.

Chegamos a este local momentos antes da missa da tarde e é impressionante ver como os Malteses são religiosos. Como esta basílica é um pouco isolada, sem qualquer povoação nas proximidades, vimos vários autocarros, carrinhas e carros a transportar inúmeras pessoas apenas para assistirem à missa.

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A paragem seguinte, que era para mim a mais esperada do dia foi também a maior desilusão de Gozo: Azure Window (Janela Azul).

A Janela Azul era uma das imagens de Malta e uma das maiores atracções do país. O icónico arco natural esculpido na rocha formava uma “janela” perfeita e era uma das formações rochosas mais conhecidas do mundo.

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Tentativa falhada de fazer uma fotografia engraçada

Era um local de tal beleza que serviu de cenário à cena do casamento de Daenerys Targaryen e Khal Drogo na “Guerra dos Tronos”, e também nos filmes “Choque de Titãs” (1981) e “O Conde de Monte Cristo” (2002).

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Mas, para quem não sabe, a Janela Azul colapsou a 8 de Março de 2017 devido a fortes tempestades. Apesar de já estar ciente dessa situação pensava que apenas tinha caído o arco e que a coluna que sustentava o arco ainda continuava lá… Sinceramente não tinha pesquisado muito sobre o assunto e foi uma verdadeira desilusão o que lá encontrei. Não resta nada daquela imagem que todos temos, pois ruiu completamente.

Mesmo junto às ruínas da Janela Azul encontra-se o Blue Hole, que é um local bastante procurado para fazer mergulho.

Muito próximo daqui encontra-se a Inland Sea, que como o nome indica é um bocado de mar na terra. A água vem de um túnel que está “escavado” no meio do rochedo e há possibilidade de fazer passeios de barco pelas grutas.

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A última paragem do dia seria em Victoria que é a maior e mais importante cidade de Gozo. Mas, infelizmente, não conseguimos visitar porque não estávamos a encontrar lugar para estacionar e começamos a ver que as horas já iam ficando curtas para apanhar o ferry e conduzir até St. Julians (local do nosso apartamento), tendo a viajar connosco uma bebé de quase 2 anos. (Havia banho, jantar e dormida para tratar).

Assim, com alguma tristeza, desistimos da ideia de ver a cidade de Victoria e fomos apanhar o ferry de volta para Malta.

Guia prático de Gozo

Como chegar:

Os ferries para a ilha de Gozo partem do porto de Cirkewwa, na ilha de Malta. Nós levamos o carro para a ilha e a experiência de embarque correu super bem, bastante organizado, como contei no início deste post.

É possível chegar de transportes públicos até ao porto de Cirkewwa, pode apanhar o autocarro nr.º 41 ou 42 desde Valletta ou o 222 desde Sliema e St. Julians.

Para regressar a Malta temos que regressar ao porto de Mgarr, em Gozo, passamos com o carro por um guichê (nem precisamos sair do veículo) onde é efectuado o pagamento, não se paga nada na ida, apenas quando se regressa.

Nós pagamos 29,65€ (15,70€ pelo carro e condutor + 4,65€ por adulto, éramos 3).

O regresso efectuou-se de forma bem tranquila e organizada.

Mais informações de horários e preços actualizados consulte o seguinte site: Gozo Channel.

Deslocações em Gozo:

Recomendo levarem carro ou alugarem um veículo em Gozo, para conseguirem conhecer mais e melhor a Ilha e visitar além do óbvio, que foi o que mais me surpreendeu por lá. Sinceramente não estou a ver como conseguiríamos visitar tudo o visitamos em tão pouco tempo se estivéssemos dependente de transportes públicos.

Um boa alternativa para quem não quer conduzir ou não tem carta de condução são os autocarros Hop on Hop off, pois eles param nos principais pontos turísticos.  Para mais informações consultem o site: City Sightseeing.

Quando tempo ficar em Gozo

Se querem conhecer bem Gozo aconselho a pernoitarem, pelo menos por uma noite. Porque apenas com um dia não dá para ver tudo o que esta pequena ilha tem para oferecer.

Se a vossa viagem por Malta for muito curta e quiserem combinar num dia a visita a Comino e Gozo teoricamente é possível fazê-lo, apesar de não aconselhar pois será tudo muito corrido. Mas entre ir ou não ir de todo, é sempre melhor conhecer um pouco do que nada. Os ferry´s de Comino fazem a travessia às três ilhas, é uma questão de verificarem no site os horários e planearem bem a visita.

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