As “Villas” no Lago di Como

Visitamos três “Villas” em três cidades distintas, no Lago di Como. E depois de as ter visitado não consigo decidir qual foi a minha preferida. Apaixonei-me por todas elas, pois cada uma tem um encanto diferente que me fez ficar rendida…

A primeira que visitamos foi a Villa Monastero, em Varenna.

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A Villa Monastero é uma villa ecléctica, que inicialmente era um convento cisterciense, fundado no final do século XII.

Em 1566, o arcebispo Carlo Borromeo decidiu transferir as últimas seis freiras do mosteiro para outro edificio cistercensiano em Lecco; como consequência, em 1569, a Villa Monastero foi vendida a Paolo Mornico.

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Walter Kees de Leipzig comprou a villa em 1890 e, entre 1897 e 1909, realizou modificações que deram origem ao seu actual estilo eclético. Em 1936, a família Milanese De Marchi, originária da Suíça, doou a villa ao público e tornou-se num museu. Em 1940, os jardins foram abertos ao público.

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A Villa Monastero é cercada por um jardim, possuindo várias espécies botânicas raras provenientes de todo o mundo. Em cada época do ano, os visitantes, podem desfrutar de uma verdadeira explosão de cores, formas e perfumes.

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Esta Villa tem uma localização bastante privilegiada, mesmo à beira do lago, de onde se podem obter umas vistas deslumbrantes.

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Morada: Viale Giovanni Polvani, 4 – Varenna

Site: www.villamonastero.eu/

Horário: Consoante o mês tem um horário diferente, é melhor consultarem o site (aqui).

Preço: 5€ Jardins / Jardins e Casa 8€ – Desconto de 1€ no bilhete inteiro ao apresentar o bilhete de barco, Navigazione Lago di Como.

Quando saímos de Varenna dirigimo-nos até Tremezzo, para visitar a Villa Carlotta. Assim que começamos a aproximar-nos da Villa, através do barco, conseguimos ver o imponente edifício e as suas escadarias de cor branca, que se destacam de tudo o resto à sua volta.

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Esta belíssima villa foi construída no final do século XVII, pelo marquês Giorgio Clerici.

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Em 1801, Gian Battista Sommariva, político famoso, empresário e patrono das artes, comprou a Villa Carlotta. Graças a ele, a propriedade em Tremezzo alcançou o topo do seu esplendor, tornando-se num templo de arte do século XIX. O último beijo de Romeu e Julieta é apenas uma das muitas obras-primas que enriquecem a sua extraordinária colecção. Sommariva transformou a herdade num fascinante jardim romântico.

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Os herdeiros de Sommariva venderam a Villa em 1843 à princesa Marianne de Nassau, esposa de Albert da Prússia, que presenteou a sua filha Carlotta por ocasião de seu casamento com Georg of Sachsen-Meiningen. Daí o nome Villa Carlotta.

Os Sachsen-Meiningens usaram a Villa como local de férias. Não fizeram mudanças substanciais no edifício; venderam os restos da coleção de arte, com exceção de algumas estátuas e pinturas e dedicaram-se ao cuidado e ao enriquecimento do jardim, introduzindo uma grande variedade de espécies raras e exóticas.

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Os jardins desta Villa são verdadeiramente esplenderosos. A convivência harmonica dos estilos, a variedade de espécies de plantas e sua localização formidável, são apenas alguns dos aspectos que tornam este lugar num dos locais mais visitados do Lago di Como.
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É possível escolher entre dois percursos para visitar os jardins: o itinerário breve (45 minutos) e o completo (90 minutos). Nós decidimos escolher o maior, e fizemo-lo em modo passeio, com várias paragens para tirar fotografias e para apreciar a paisagem. Mesmo assim, demoramos menos de 90 minutos!
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É um passeio extremamente agradável, onde estamos em pleno contacto com a natureza. Encontramos pouquíssimos turistas, o que nos permitiu usufruir melhor de toda a envolvência. Acredito que nos meses de verão não seja tão tranquilo passear por lá…

Morada: Via Regina, 2 – Tremezzina

Paragem barco: Villa Carlotta (Pára mesmo em frente à Villa)

Site: www.villacarlotta.it

Horário: No mês de Dezembro encerram e só voltam a abrir no final de Março. Os horários mudam consoante o mês, por isso é melhor consultarem o site (aqui).

Preço: 10€ – Existe um desconto ao apresentar o bilhete de barco, Navigazione Lago di Como. Não sei qual o valor do desconto que só agora é que me apercebi que não me lembrei de apresentar o bilhete! #fail

Escassos três km separam Tremezzo de Lenno, local onde se encontra a Villa del Balbianello.

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Esta Villa foi construída nos últimos anos de 1700, pelo Cardeal Durini, que pretendia construir uma tranquila residência de Verão. Quando o Cardeal morreu, em 1797, a Villa foi herdada por Luigi Porro Lambertenghi, sobrinho de Durini, que transformou a villa num lugar de meditação serena para elementos da maçonaria.

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Ao longo dos anos a Villa passou por vários proprietários e algum abandono por parte dos mesmos. Até que em 1974, o seu último proprietário, Guido Monzino, fez uma ampla reestruturação, tanto na mansão como nos jardins, que adquiriram a forma actual.

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Guido Monzino, solteiro e sem herdeiros diretos, morreu em 1988, deixando a Villa, as suas fabulosas peças de mobiliário e os seus magníficos jardins para o Fondo Ambiente Italiano (FAI), juntamente com um fundo monetário que, ainda hoje, ajuda a suportar os seus custos de manutenção.

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O seu jardim extremamente bem cuidado, com várias estátuas a embelezá-lo e com umas vistas espantosas para o Lago, tornam-na num lugar de uma beleza inqualificável.

De destacar a sua magnifica Loggia (elemento arquitetónico aberto inteiramente e, normalmente sustentado por colunas e arcos), toda envolvida em vegetação e com vistas esplendorosas para o Lago.

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É um lugar de extrema beleza que não passou despercebida a Hollywood. Por isso, já serviu de cenário para alguns filmes, entre os mais conhecidos está o Star Wars – Ataque dos Clones, episódio II.

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E também uma cena do filme 007 – Casino Royale, onde a Villa Del Balbianello serviu de clínica onde James Bond (Daniel Craig) recupera-se após uma tortura…

Morada: Via Comoedia 5, Tremezzina

Como lá chegar: É possível aceder a pé, a partir de Lenno. Assim que desembarcamos, existem indicações para a Villa del Balbianello à saída do cais. É cerca de 1 km até lá chegar, e metade do percurso é num caminho um pouco sinuoso, com subidas acentuadas. Também é possível aceder através de taxiboat, que pára num pequeno cais exclusivo e com acesso directo aos jardins da Villa. Não sei os valores, mas acredito que não deve ser muito barato…

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Site: www.fondoambiente.it/

Horário: Meados de Março a 19 de Novembro, das 10 às 18 Horas. Abre todos os dias, excepto às Segundas e Quartas. Existem algumas aberturas excepcionais durante o inverno, podem consultar as datas no site (aqui)

Preço: 10€ Jardins / 20€ Jardins e Villa.

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Lago Di Como – Itália

A lista de sítios que quero, ou que gostaria de visitar é interminável e, o Lago di Como em Itália, não estava nos planos imediatos. Mas, estava a precisar de umas férias mais relaxadas, não daquele género de viagens que necessito de férias depois das férias! Não podia ser um destino muito longe, pois o Sérgio já não tinha muitos dias de férias para gozar este ano…assim, e depois de pesquisar alguns voos, vi que as passagens para Milão estavam bastante acessíveis… E de Milão aos Lagos era um “pulinho”. Foi dessa forma que o Lago di Como nos apareceu como o próximo destino de férias! 🙂

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O Lago di Como é um dos três grandes lagos italianos: Lago Maggiore, Di Lugano e Di Como. É o 3º maior lago da Itália com 146 Km2 e está localizado no norte do país, bem perto da fronteira com a Suiça, numa região chamada Lombardia. É um dos lagos mais profundos da Europa, atingindo os 416 metros.

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O lago tem o formato da letra Y invertida, e tornou-se no mais conhecido devido às suas esplenderosas “villas” que têm servido de pano de fundo para diversos filmes. E, também, porque este lugar é um dos refúgios dos mais ricos. Vários famosos tem ou já tiveram casa aqui, como o George Clooney, Madonna, Gianni Versace…

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A beleza desde lugar é indescritível. As fotos não fazem juz à beldade das paisagens do Lago. Era tudo tão idílico que muitas vezes dava por mim a questionar se estaria em algum sonho… 🙂

Os muitos vilarejos encostados às margens do lago e rodeados pelas montanhas, tornam-no num lugar de beleza inqualificável.

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Apesar de à volta do Lago existirem várias vilas e imensos locais interessantes não conseguiríamos visitar tudo com os dias que tínhamos disponíveis. Além disso, queríamos fazer tudo muito calmamente para também praticarmos o “Dolce Far Niente”. 🙂

Depois de alguma pesquisa, decidimos visitar as seguintes “comunas” (expressão italiana para município):

Bellagio é um dos vilarejos mais conhecidos do Lago, e é também considerado um dos mais bonitos. (Não o achei o mais bonito, mas já lá vamos). É, sem dúvida, bastante pitoresco, com as suas ruas estreitas floridas e muito bem cuidadas.

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Decidimos pernoitar em Bellagio, devido à sua excelente localização. O ideal é ficar na “mid-lake”, ou seja, mais no centro do Lago, pois assim permitirá explorar mais facilmente as cidades à volta do Lago. Além disso, Bellagio é uma cidade maior em relação às suas vizinhas mais próximas e, por isso, existem mais transportes, restaurantes, hotéis…

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Varenna

Esta foi a cidade que conquistou o meu coração. Foi a grande surpresa da viagem, na minha opinião, (e do Sérgio) esta é a mais bonita e autêntica do Lago.

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Chegamos bem cedo e por isso o vilarejo estava praticamente por nossa conta. Nas primeiras horas quase não encontramos ninguém… Caminhamos muito calmamente e deliciamo-nos com vários pormenores de Varenna que, certamente, se estivesse apinhada de turistas não repararíamos. E simplesmente apaixonamo-nos por aquele lugar.

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Caminhamos na orla do lago, onde não circulam carros, e ficamos fascinados com as diversas esplanadas que lá se encontram, com uma vista esplendorosa e privilegiada para a báia. Ficamos com uma vontade enorme de almoçar por lá e praticar o “Dolce Far Niente”, mas ainda era muito cedo. Além de que não podíamos perder o próximo barco que nos levaria a Tremezzo.

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Tremezzo

Não desembarcamos em Tremezzo, mas sim, na Villa Carlotta (fica mesmo muito próximo), pois o objectivo principal era conhecer a Villa e os seus jardins.

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O edifício da Villa Carlotta é imponente mesmo visto de longe. Do barco conseguimos vislumbrar toda aquela construção de cor branca, com os seus portões e escadarias. Mas, é nos seus jardins que a magia acontece…uma paisagem luxuriante e de cortar a respiração, que terá direito a um olhar mais detalhado em outro post. 😉

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Como ainda faltava algum tempo para o próximo barco, quando saímos da Villa Carlotta, decidimos passear e conhecer um pouco de Tremezzo. Mas, não tem muito mais para se ver… Fomos avançando pela marginal e ao passarmos em frente ao Grand Hotel Tremezzo ficamos deslumbrados. O edifício encontra-se localizado em frente ao Lago e possui uma piscina construída lá dentro. Numa próxima viagem ao Lago, já sabemos onde ficar 😛 #deveserbaratinho

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Piscina do Grand Hotel Tremezzo

Lenno

Mais um vilarejo que parece que saiu directamente de um conto de fadas. Muito acolhedor e simpático, é relativamente pequeno e vê-se bem em pouco tempo.

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Mas, a sua principal atracção, e também o motivo da nossa visita, é a Villa del Balbianello. Lugar de tirar o folego de tão lindo que é! Já serviu de cenário para vários filmes. (Mais pormenores no próximo post, deixo só algumas fotos para abrir o apetite).

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Como

Apesar de ter pesquisado e planeado o que visitar na cidade de Como, inicialmente ponderamos em não ir. Mas, como tínhamos uma tarde livre, e apesar de querermos relaxar, não conseguimos parar quieto, especialmente se estivermos num sítio pela primeira vez… Então, decidimos pegar no carro e conduzir até Como.

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Esta cidade também foi uma agradável surpresa. Bem maior do que as que já tínhamos visitado nos outros dias, possuindo várias infraestruturas de uma cidade moderna mas sem perder o encanto de se encontrar rodeada pelas montanhas e pelo Lago.

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Como este post já está a ficar muito extenso, vou fazer outro com mais pormenores dos lugares a visitar em cada “comuna“.

Pois no último dia inteiro no Lago decidimos não fazer planos… Acordamos sem despertador, saboreamos o pequeno almoço na varanda do nosso apartamento calmamente, depois, fomos passear
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I’m going to Italy!!

A esta hora, se tudo correr bem, já estamos no avião a caminho de Milão! De lá alugamos um carro para o Lago Como 🙂

Vai fazer 5 anos que fui pela primeira vez a Itália, mais precisamente a Roma. E desde aí, ficou a vontade de conhecer muito mais deste país! Além disso, estou com tantas saudades da comida…

IMG_6852Quem me segue pelo Instagram pode ir acompanhando as aventuras desta viagem, pois vou publicar várias fotos por lá (espero!) 😁

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Marvão

Marvão é uma vila situada no alto Alentejo, na escarpa do Parque Natural da Serra de São Mamede. Da vila conseguimos obter vistas panorâmicas fascinantes, pois ela encontra-se a 862 metros de altitude, no topo da Serra do Sapoio.

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Esta povoação terá sido conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques, entre 1160 e 1166, mas foi tomada outra vez, numa contra-ofensiva moura, em 1190. Em 1229 D. Dinis apoderou-se do Castelo de Marvão, que teve uma grande importância nas guerras com os castelhanos e espanhóis.

Os rochedos de Marvão foram utilizados como refúgio e como ponto militar estratégico desde, pelo menos, o período romano.

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Depois de várias horas de viagem, apenas com uma paragem estratégica para um almoço rápido, subimos a íngreme estrada que dá acesso a esta vila. Já lá dentro, aventurámo-nos pelas suas ruas estreitíssimas. (Tão estreitas que eu só dizia ao Sérgio: “O carro não vai passar aqui!”).

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Estacionamos o carro junto ao castelo (pois o nosso hotel era mesmo ao lado) e fomos conhecer um pouco da vila.

Percorremos a pé as suas ruas estreitas e sinuosas e admiramos a pacata vila com as suas casas caiadas de branco, muito bem arranjadas.

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Além de admirar as vistas, de tirar o fôlego, que se obtém da vila, e de descobrir os encantos escondidos pelas ruas da vila, não existe muito mais para visitar, além do seu castelo. E foi isso que fizemos!

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Pagamos o bilhete da entrada, com um custo de 1,50€/pessoa, e fomos explorar o Castelo. Situado no topo da vila, no ponto mais alto do planalto, consegue-se desfrutar de uma vista espantosa e completamente hipnotizante! Era capaz de levar horas só a contemplar aquelas paisagens…

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Como disse José Saramago: “De Marvão vê-se a terra toda”. E tinha toda a razão, em dias de pouca nebulosidade consegue-se alcançar uma vista com distâncias espantosas.

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Começamos a visita pela cisterna, que se encontra junto à entrada principal. É uma das maiores cisternas dos castelos portugueses, com cerca de 10 metros de altura e 46 de comprimento. Acumulava água para cerca de 6 meses, o que era essencial para que a vila pudesse resistir a um cerco prolongado, pois no cume do monte, a quase 900 metros, não existia água disponível.

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A nossa visita ao castelo foi mais curta do que inicialmente estávamos a contar devido ao facto de o castelo estar cercado de uma praga de insectos. Eram aos milhares e chegou a um ponto que se tornou mesmo muito incomodo… voavam para cima de nós, entravam para dentro da roupa, chegamos a levar picadas… Tivemos que desistir e dar por terminada a visita.

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Em conversa com a dona do hotel onde ficamos, soubemos que era uma praga que tinham todos os anos, duas vezes por ano. Quando começava a fazer muito calor e quando o frio voltava… Durava cerca de 2/3 dias e que a autarquia já tinha feito várias intervenções e nunca conseguiram exterminar esta praga… Por nossa sorte, conseguimos acertar mesmo nessa altura do ano que a praga aparece! :p

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Ao final da tarde fomos aproveitar o jacuzzi do hotel (este hotel vai merecer um post à parte).

Depois de relaxarmos no hotel decidimos ir jantar… Não existem muitas opções de restaurante em Marvão, mas no hotel aconselharam-nos a Varanda do Alentejo. O serviço foi relativamente rápido e com um atendimento simpático e a comida era boa, mas nada de especial! Por no Alentejo comer-se sempre bem a fasquia nos restaurantes desta zona é sempre muito alta.

Para acompanhar a refeição bebemos o vinho “.Com”, que recomendo muitíssimo!! E além do mais, a companhia também era bastante boa :P, pelo que foi um jantar  bem agradável e com uma vista verdadeiramente fantástica! 🙂

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E, depois de uma corrida até ao nosso hotel pois começou a chover torrencialmente, demos por terminada a noite em Marvão. No dia seguinte tínhamos que sair cedo pois ainda tínhamos muitos quilometros pela frente…

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Quinta da Regaleira – Sintra

Na minha opinião a Quinta da Regaleira é um dos locais mais românticos, mais enigmáticos e mais surpreendentes que Sintra pode oferecer.

A Quinta da Regaleira foi residência de verão da família Carvalho Monteiro, entre 1848 e 1920. António Augusto Carvalho Monteiro, um brasileiro riquíssimo de ascendência portuguesa decidiu adquirir esta quinta para criar o seu lugar de eleição.

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Quando adquirimos o bilhete de entrada é-nos entregue um mapa da Quinta. Não o percam porque vai dar muito jeito, pois o jardim é enorme e é muito fácil perdermo-nos por lá!

Apesar do Palácio da Regaleira ser o edifício principal desta Quinta, são os seus jardins os grandes protagonistas da visita e é aí que se encontra toda a magia e esoterismo.

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No enorme jardim podemos encontrar lagos, grutas, túneis subterrâneos, poços, torres, esculturas… é o inicio de uma viagem para um mundo de imaginação.

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Existem vários túneis, o que permite percorrer a quinta por debaixo da terra devido às ligações existentes entre eles. É aconselhável levar uma lanterna (ou o telemóvel) porque  lá dentro não há luz e a visibilidade é quase nula!

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É bastante interessante e misterioso percorrer estes túneis pois nunca sabemos ao certo o que vamos encontrar pelo caminho, nem onde vamos sair…

Um dos que mais gostei de fazer foi o Portal dos Guardiões, que nos leva a uma das entradas para o Poço Iniciático que é uma das imagens mais conhecidas da Quinta da Regaleira.

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O Poço Iniciático, ou a “Torre Invertida”, afunda-se a cerca de 27 metros no interior da terra, com acesso através de uma monumental escadaria em espiral. Acredita-se que aqui se faziam rituais relacionados com o esoterismo.

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A melhor forma de apreciar a grandiosidade desta obra, é percorrer um dos túneis que dão acesso à base do poço e ir subindo os degraus até ao topo.

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Não deixem de passar pelo Lago da Cascata, que pode passar despercebido aos mais distraídos por se encontrar um pouco escondido. Aqui temos que caminhar sobre umas pedras que se encontram ao longo do lago, para conseguirmos aceder ao túnel! Simplesmente mágico! 🙂

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Depois de percorrer todo o jardim deixamos para o final a visita ao Palácio. Aqui podemos encontrar diversas salas com uma decoração da época e algumas explicações sobre a história da Quinta.

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Uma das áreas que mais me impressionou aqui dentro foi a sua biblioteca. Junto às prateleiras o chão é em espelho, o que cria uma ilusão de óptica e dá a sensação que as prateleiras são infinitas!

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Informações Úteis:

Horário: 1 Abril a 30 Setembro – 09:30 às 20:00 Horas / 1 Outubro a 31 Março – 09:30 às 18:00 Horas

Preço: Adultos 6€. Desconto para crianças, idosos e estudantes.

Para os munícipes a entrada é gratuita aos domingos.

Morada: Quinta da Regaleira, 2710-567 Sintra

Site: http://www.regaleira.pt/default.aspx

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Roteiro de um dia no Porto

Já tinha ido ao Porto duas vezes, mas foi sempre de passagem. Da primeira vez o foco principal foi fazer o passeio de barco pelo Douro (2011) e da segunda, a viagem tinha como protagonista o Gerês (2012). Mas ficou sempre o desejo de voltar ao Porto para conhecer melhor a cidade.

Como em Outubro tinha uns dias de férias e não tinha nada planeado “agarrei” na minha mãe e rumamos à Cidade Invicta.

Começamos o dia bem cedo e cerca das 8 da manhã já estávamos a sair da estação de metro do Bolhão. Andamos sempre a pé e as únicas vezes que utilizamos os transportes públicos foi para ir e vir do aeroporto.

A primeira visita do dia foi à Capela das Almas, na Rua de Santa Catarina. Esta impressionante igreja com o seu exterior todo forrado a azulejo, representando os passos da vida de São Francisco e de Santa Catarina é um dos ícones da cidade do Porto.

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Entrada: Gratuita

Horário: 7:30-13:00/15:30-19:00

Muito próximo da igreja encontra-se um dos locais mais emblemáticos da cidade, o Mercado do Bolhão. Aqui podemos encontrar produtos alimentares como frutas, legumes, carnes, peixes, e até souvenirs.

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Seguimos para a Avenida dos Aliados, que é considerada o centro da cidade do Porto. Os seus imponentes edifícios tornam-na numa das mais bonitas e conhecidas da cidade.

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Fizemos uma pequena pausa num dos cafés desta avenida para tomar o pequeno-almoço.

Caminhamos até a Igreja de Santo Idelfonso. À semelhança da Capelas das Almas esta igreja também tem a fachada decorada com azulejos.

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Morada: Praça da Batalha

Horário Seg.: 15-18hrs

Entrada Gratuita

Acabamos por não entrar nesta igreja pois quando lá passamos estava fechada. Continuamos o passeio e “perdemos-nos” pelas ruas estreitinhas da cidade e apreciamos mais de perto a arquitectura portuense.

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De seguida entramos na Estação de São Bento. Esta estação já foi considerada uma das mais belas do mundo. E não é de admirar tal reconhecimento, pois o seu átrio encontra-se decorado com belíssimos azulejos que representam alguns dos momentos mais importantes da história de Portugal.

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De seguida fomos para um dos monumentos religiosos mais importantes da cidade: A Sé do Porto.

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Na praça onde se encontra a Sé, o Terreiro da Sé,  obtemos uma vista privilegiada para a cidade.

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Não querendo ficar apenas pelo exterior deste monumento, decidimos entrar. O interior da igreja é de acesso gratuito, mas não deixem de adquirir o bilhete que dá acesso ao claustro.

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Trata-se de uma zona simplesmente magnífica onde podemos encontrar fantásticos painéis de azulejos do século XVIII que revestem as galerias, assim como um acervo de arte sacra.

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 Morada: Largo do Terreiro da Sé

Horário: 09:00 – 19:00 Hrs/ Museu e Clastros: 09:00-18:30/ Missa:11Hr

Preços: Igreja grátis / Claustros: 3€

A poucos metros da Sé encontra-se o tabuleiro superior da Ponte Luís I. Decidimos atravessar a ponte a pé, para apreciarmos as vistas magníficas da cidade. Infelizmente o tempo não estava a colaborar connosco e começou a chover com mais intensidade.

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Depois de atravessarmos a Ponte Luís I caminhamos até chegar às margens do Rio Douro, do lado de Vila Nova de Gaia.

Tiramos as fotos praxe dos barcos Rabelos e da Ponte e, como já estávamos a ficar com fome, decidimos procurar um sitio para almoçar.

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Optamos por regressar ao Porto, mas desta vez usando o tabuleiro inferior. Descobrimos um restaurante típico, onde entramos para almoçar uma francesinha (Obviamente)! Mas não estava nada de especial, já comi francesinhas bem melhores :/

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Depois do almoço caminhamos calmamente junto à zona ribeirinha do Porto e apreciamos toda a beleza daquele local.

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De seguida fomos para o Palácio da Bolsa mas, infelizmente, não conseguimos visitá-lo. O processo é extremamente complexo, fazendo muito pouco sentido. Não são permitidas visitas livres, obrigando sempre à presença de um Guia, cujo idioma é determinado consoante as marcações que estão efectuadas. Quando lá chegamos, as duas próximas visitas seriam em línguas que não iríamos compreender… Supostamente seria possível fazer marcação por e-mail, algo que tentei, não tendo obtido qualquer resposta.

Fiquei mesmo com imensa pena de não ter visitado o Palácio da Bolsa mas, pelo menos, já tenho um bom pretexto para voltar ao Porto 🙂

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Com a nossa visita frustrada, seguimos até à Torre dos Clérigos. Entramos e  visitamos a sua igreja (que é gratuita). Se lá forem subam à Torre, pois dizem que a vista é espectacular! Além do dia estar chuvoso, também achei que a subida ia tornar-se demasiado cansativa para a minha mãe pois ela já não tem 30 anos…

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Próxima paragem: Livraria Lello. Aquando da minha primeira visita ainda não se pagava entrada mas, concordo plenamente com essa decisão pois a maior parte das pessoas que lá iam não chegavam a comprar nada. Mas sendo assim, esperava que fosse  tudo mais organizado, o que não aconteceu… Colocamo-nos na fila junto à entrada da livraria mas, quando chegou a nossa vez, disseram-nos que os bilhetes tinham que ser adquiridos do outro lado da estrada… E não havia nenhuma indicação nesse sentido…

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Os bilhetes eram adquiridos aqui

Adquirimos os bilhetes, esperamos novamente na fila e lá entramos! Mas havia tantas, mas tantas pessoas lá, que era impossível desfrutar do belíssimo edifício.  Foi bastante frustrante. Agora que a entrada passou a ser paga, deveria também haver um controlo mais rigoroso sobre o numero de pessoas que entram de cada vez, para não se tornar tão caótico como estava! Espero sinceramente que não seja sempre assim, senão vão sair de lá muitos turistas desiludidos.

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A entrada é 3€, mas esse valor pode ser descontado na compra de um livro. Foi o que fiz!

Seguimos para a Igreja das Carmelitas. Esta belíssima igreja tem na sua fachada lateral a sua principal atracção, sendo toda ela revestida em painéis de azulejo onde está ilustrada a lenda da fundação da ordem das Carmelitas.

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Horário: 07:30às 19 Hrs

Entrada: Gratuita

Antes de voltarmos para o aeroporto fizemos uma paragem no Macdonald´s da Avenida dos Aliados, que foi considerado um dos mais bonitos do mundo, para lanchar e descansar um pouco das longas horas de caminhada.

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Apesar de cansativo, foi um dia muito bem passado e divertido. Ficou o sentimento de saudade mesmo antes de irmos embora.

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Museu da Carris

Há imenso tempo que o Sérgio me dizia que gostava de visitar o novo museu da Carris. Como eu nunca lá tinha ido, aproveitamos um fim de semana que passamos em Lisboa e que não tínhamos nada combinado, lá fomos nós!

Desde 1872 que a Carris presta um forte contributo para o crescimento de Lisboa. A empresa de transportes públicos tem vindo a acompanhar a evolução da cidade desde então.

Ao visitarmos este Museu realizamos uma viagem no tempo através do vasto espólio disponível. Desde fotografias, uniformes, títulos de transporte, elétricos e autocarros, entre muitos outros documentos e objectos de grande interesse histórico.

Museu da Carris (11)

Fizemos o trajecto para o Núcleo II (que é o mais interessante, na minha opinião) num eléctrico de 1901. E não estava nada à espera, foi surreal! Só esta viagem valeu a visita ao museu 🙂

Museu da Carris (2)

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No Núcleo II encontra-se em exposição viaturas que fizeram a história da empresa (carro americano, eléctricos e autocarros).

Carro Americano

Carro Americano

Carro Americano

Em 1873 a Carris inaugurou o seu serviço ao público com viaturas de transporte urbano a tracção animal deslocando-se sobre carris.

Apelidados, pela gíria, de “Americanos”, eram puxados por dois animais. A entrada em circulação do serviço de carros eléctricos, em 1901, conduziu à sua total extinção.

Ilustrando um dos modelos desaparecidos, a réplica que se encontra no museu foi integralmente construída nas oficinas da Carris, com base num projecto datado de 1886.

Museu da Carris (4)

Electrico nr.º 444

Entre Maio e Junho de 1901 entraram em funcionamento os primeiros carros eléctricos fechados que integraram a frota da Carris, num total de 75, de “grande conforto e elegância” para a época, com janela de caixilhos envidraçados, guarnições interiores de madeira trabalhada a baixo-relevo, cadeiras interiores reversíveis forradas com tecido de palha entrançada e uma pintura exterior muito bem acabada.

Museu da Carris (5)

Foram numerados de 401 a 474. Eram conhecidos por “São Luis”, devido à sua proveniência de fabrico, a fábrica americana St. Louis Car, Cª. e, a partir de 1952, foram sendo progressivamente abatidos ao serviço.

Museu da Carris (14)

Museu da Carris (15)

Esta parte é bem interactiva, sendo possível entrar na maioria dos veículos, sentarmo-nos nos lugares dos passageiros, assim como no do motorista.

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Museu da Carris (8)

IMG_0392É um museu bem interessante e que vale uma visita! Eu adorei conhecer um pouco mais da história da Carris, assim como ter entrado em eléctricos e autocarros que estão fora de circulação há muitos anos!

Museu da Carris (9)

Informações Úteis:

Morada: Rua 1º Maio nr.º 101, Lisboa

Horário: Segunda a Sábado 10 às 18 Horas. Aos sábados encerra das 13 às 14 Horas. Encerrados aos Domingos e Feriados.

Preço: 4€/ Adulto

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Amesterdam ID Aparthotel

A hospedagem em Amesterdão é cara! Apesar de termos reservado com antecedência, todos os hotéis que encontrei não ficavam por menos de 80€/noite. Existem opções bem mais em conta, como hostels em quartos com dormitórios. Mas ultimamente ando um pouco mais selectiva com os hotéis, apesar de não escolher nada luxuoso (se o orçamento permitisse obviamente que escolhia!:p ), mas tento que tenha algum conforto, que tenha uma boa classificação e, principalmente, que seja limpo e tranquilo.

Já nos aconteceu ficarmos em algumas espeluncas (como em Paris), em que ouvíamos todos os ruídos na rua e nos outros quartos, e não conseguíamos descansar convenientemente. E isso acaba por estragar um pouco a experiência da viagem.

Como estava a achar os hotéis caros, comecei a procurar apartamentos. Assim sempre poupávamos algum nas refeições. E, além do mais, estamos fãs do conceito de alugar apartamentos nas viagens, pois dá-nos uma liberdade completamente diferente do que se ficarmos num hotel. Após alguma pesquisa encontrei o Amesterdam ID Aparthotel!

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E foi uma escolha acertadissíma! Apesar de não ficar mesmo no centro de Amesterdão, fica mesmo ao lado da estação de comboios Sloterdijk e em 10 minutos chegamos ao centro da cidade, pelo que não se tornou um problema para nós.

Ficamos agradavelmente surpreendidos pelas dimensões do apartamento, pelo conforto, pela decoração, por tudo! Adoramos!

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O apartamento era bastante espaçoso. Apesar de ser um T0 os espaços estavam bem distribuídos. Assim que entramos temos uma cozinha com todo o equipamento necessário para preparar refeições, desde fogão, microondas, frigorífico, tachos e loiças! Tinha até uma máquina de café, máquina de lavar loiça e vários chás de oferta.

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Logo ao lado estavam dois sofás bem confortáveis, uma mesa de centro e uma televisão.

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Atrás do sofá encontrava-se a nossa cama, bastante ampla e confortável e também um pequeno roupeiro.

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Mas o que mais no espantou foi a decoração, toda alusiva a Amesterdão, com bastantes detalhes fantásticos. Desde os pés da mesa da sala com as letras AMS (abreviatura de Amesterdão), ao pormenor do papel de parede da cozinha onde podíamos encontrar algumas receitas típicas holandesas. Simplesmente genial!

 

E o melhor de tudo foi a tranquilidade que lá encontramos! Não ouvimos rigorosamente nada durante a noite, nem na rua, nem no corredor, nem nos outros quartos. Nada! Conseguimos ter umas noites bem descansadas.

Existe um supermercado Spar mesmo junto à estação de comboios. Apesar de não ser muito grande é o suficiente para fazer as compras e preparar as refeições por alguns dias.

Ah, e quem não está a fim de cozinhar, o Aparthotel tem um restaurante no R/chão 😉

Sentimo-nos em casa! Se um dia voltarmos a Amesterdão, já sabemos onde vamos pernoitar! 😀

O apartamento para três noites ficou-nos em 269€. Acho um preço completamente justo por tudo o que tínhamos à nossa disposição.

Amesterdam ID Aparthotel

Naritaweg 51, Westpoort, 1043 BP,Amesterdão

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A vila tipicamente Holandesa: Zaanse Schans

Se ficamos um pouco desiludidos com Amesterdão, Zaanse Schans teve o efeito contrário em nós. Ficamos completamente rendidos aos encantos daquela pequena vila.

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Zaanse Schans é uma vila típica holandesa. Aqui podemos encontrar tudo o que é estereótipo da Holanda. Moinhos de Vento? Sim! Queijos? Sim! Tamancos? Sim! Nesta vila podemos encontrar tudo isto e muito mais.

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Este pequeno vilarejo é um verdadeiro museu a céu aberto. Os moinhos de vento que lá se encontram têm vários anos. Eles geravam energia industrial para diversas partes da economia Holandesa. Actualmente muitos deles ainda funcionam, e alguns estão abertos ao público, sendo possível visitar o seu interior.

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Além dos moinhos de vento, podemos entrar e visitar outras casas/fábricas tradicionais, como a fábrica de tamancos, onde se pode observar uma demonstração ao vivo de como se fabricam este tipo de sapatos e ver as centenas de modelos que tem expostos para venda na loja.

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E para quem gosta de queijo, não pode deixar de ir à Catharina-Hoeve. É uma fábrica de queijo onde é possível fazer degustação de todos os queijos que lá tem à venda!! E eram bastantes… Nós, obviamente, provamos todos, várias vezes! 😀

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Também existe uma loja onde fabricam chocolates e onde podemos saborear uns waffles, entre outras guloseimas, bem como apreciar um pequeno museu onde estão expostas algumas máquinas que utilizavam no fabrico do chocolate. É uma loja bastante amorosa, e o cheiro que sai de lá é simplesmente irresistível.

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Mas o melhor de Zaanse Schans é passear e explorar calmamente a vila e deixar-se encantar pela magia deste local.

Apesar deste vilarejo parecer ter saído directamente de um conto de fadas, na verdade, muitas das casas são habitadas. Por isso tenham atenção para não entrarem no jardim de alguém 🙂

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Quando aqui chegamos decidimos alugar uma bicicleta, pois não queria sair da Holanda sem passear no seu típico meio de transporte. E como em Amesterdão não fiquei muito animada com essa ideia depois de ver a doidice da quantidade de bicicletas que por lá circulam, achamos que Zaanse Schans era o local perfeito para o fazer! E assim foi. Como chegamos cedo, a vila ainda não estavam repleta de turistas, por isso, conseguimos percorrê-la calmamente sem atropelar ninguém 🙂

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Alugamos as bicicletas por 1 hora (custou 5€/bicicleta), mas em apenas 15 minutos demos a volta à vila toda. Por isso decidimos explorar mais além e divertimo-nos imenso! Tanto que até perdemos a noção do tempo, e quando vimos já tinha passado da hora de entregar as bicicletas.

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Em poucas horas vê-se praticamente tudo em Zaanse Schans, mas pode “perder-se” um dia inteiro por lá facilmente. Como foi o nosso caso, adoramos tanto aquele cantinho que tentamos prolongar ao máximo aquele momento.

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Dicas:

  • Tentar chegar o mais cedo possível. Perto da hora de almoço e durante a tarde estavam tantos turistas que era praticamente impossível circular pelas ruas estreitas da vila. Nós chegamos perto das 10 da manhã e estava bem pacífico nessa altura e conseguimos usufruir muito mais do local.
  • Existe um miradouro, mesmo ao lado do Museu Zaans, do qual obtemos umas vistas panorâmicas sobre a vila. Além das vistas magnificas, conseguimos fugir um pouco dos turistas, pois pareceu-me, que esta zona ainda é pouco conhecida uma vez que não se encontrava lá ninguém…

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Como lá chegar:

A partir de Amesterdão é bem fácil chegar a Zaanse Schans. É possível fazer o trajecto de comboio ou autocarro (ou de carro!).

  • Comboio: Da estação Central de Amesterdão até Zaandikj (estação de Zaanse Schans) são cerca de 30 minutos. Quando desembarcamos temos uma caminhada de cerca de 10/15 minutos até chegar ao centro da vila, mas que se faz facilmente. O bilhete de comboio tem um custo de 3,10€/trajecto. Também é possível apanhar o comboio na estação Sloterdijk, em Amesterdão. Foi o que fizemos, pois era mais perto do nosso hotel. O bilhete de comboio tem um custo de 2,50€/trajecto. Existem diversos comboios por hora.
  • Autocarro: Apesar de não termos feito esse percurso de autocarro, na altura vi que era possível fazê-lo. Também da estação central de Amesterdão existem autocarros que levam directamente até à entrada de Zaanse-Schans. Talvez seja uma opção mais viável para quem tiver com crianças ou tiver algumas dificuldades de locomoção. De autocarro o percurso é cerca de 40 minutos.
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Casa de Anne Frank

A casa de Anne Frank é um museu verdadeiramente fascinante. Aqui dentro podemos encontrar fotos, filmes e objectos originais que ilustram os acontecimentos que aqui se passarem, assim como ler citações do seu diário.

Anne Frank foi uma entre os milhões de vítimas da perseguição que os judeus sofreram durante a Segunda Guerra Mundial. Anne nasceu a 12 de Junho de 1929, em Frankfurt. Em 1933, ela e a sua família decidiram mudar-se para Amesterdão.

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Em Maio de 1940 o exército alemão invadiu os Países Baixos e implementou ainda mais medidas contra os judeus. No dia 6 de Julho de 1942, os pais de Anne, Otto e Edith Frank, bem como as suas duas filhas decidiram esconder-se num anexo da empresa de Otto, onde actualmente se encontra o Museu de Anne Frank.

Posteriormente, juntaram-se a eles Hermann Van Pels, a sua mulher Auguste e o filho deles, Peter. E, mais tarde, Fritz Pfeffer.

Os empregados do armazém desconheciam que havia gente escondida no anexo. No entanto, os empregados do escritório sabiam-no. Otto Frank pediu-lhes para os ajudarem na clandestinidade.

” Durante o dia temos sempre que andar levemente e falar sem barulho, porque não nos podem ouvir no armazém” Anne Frank, 11 de julho 1942.

Os empregados de escritórios, Victor Kugler, Miep Gies, Johannes Kleiman e Bep Voskuijl, forneciam aos clandestinos alimentos, roupas, livros e jornais. Esta responsabilidade era pesada pois os clandestinos estavam completamente dependentes deles e, ajudar gente escondida, era uma actividade de grande risco.

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Edifício do museu de Anne Frank

Os clandestinos estavam 24 horas por dia no interior no anexo. As cortinas permaneciam sempre fechadas, para que os vizinhos não os pudessem ver. De dia, quando os trabalhadores estavam ao serviço no armazém, os clandestinos tinham de estar em silêncio. A falta de espaço no esconderijo e a angústia de serem descobertos provocavam muita tensão.

“Durante o dia as nossas cortinas não se podem abrir nem um centímetro” Anne Frank, 28 de Novembro 1942.

O quarto de Anne Frank

Anne tinha que partilhar um quarto com Fritz e isso provocava regularmente grandes discussões. Custava muito a Anne não poder ir para o exterior. O seu diário, onde passava muito tempo a escrever, era onde desabafava os seus sentimentos e desejos;

“Apetecia-me andar de bicicleta, dançar, assobiar, ver o mundo, gozar a minha juventude, ser livre.” Anne Frank, 24 de Novembro 1943

Como muitas meninas, Anne decorava o seu quarto com imagens. As imagens reflectem a transformação de Anne de menina para mulher adulta. No inicio, ela gostava sobretudo de estrelas de cinema mas, mais tarde, ela interessou-se mais pela arte e pela história. Ainda é possível ver algumas das imagens que Anne colou nas paredes do seu quarto.

Durante a visita conseguimos ter uma perceção melhor de como foi possível esconderem-se por tanto tempo sem serem descobertos.

Após uma denuncia feita por telefone às S.S. alemãs, a polícia invadiu a Princegracht 263 a 4 de Agosto de 1944. Tinham sido traídos! Os oito clandestinos e os colaboradores Johannes Kleiman e Victor Kugler foram presos. Os nazis deixaram Miep Gies e Bep Voskuijl em paz.

A 3 de Setembro de 1944 os oito clandestinos foram deportados para o campo de concentração de Auschwitz.

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Arredores do Museu

Dos oito, apenas Otto Frank sobreviveu à guerra. Anne, Margot e Edith Frank, Peter, Auguste e Hermann van Pels e Fritz Pfeffer encontraram a morte num campo de concentração. Os colaboradores sobreviveram à guerra.

A 3 de Junho de 1945, Otto Frank voltou para Amesterdão. Sabia que a sua mulher tinha morrido, mas tinha esperança de que as suas filhas ainda estivessem vivas. Depois de saber que Anne e Margot não tinham sobrevivido, Miep Gies entregou-lhe os diários de Anne.

Ele decidiu publicar o diário de Anne e, a 25 de Junho de 1947 saiu a primeira edição em holandês.

 Em 1960, o anexo secreto, onde viveram escondidos, tornou-se um museu.

Informações Úteis

Se fazem questão de visitar este museu aconselho a comprarem bilhetes com antecedência, para garantirem a vossa visita. Aliás, o museu, das 9 às 15:30 Hrs só permite a entrada de visitantes que possuam um bilhete online. Os bilhetes são limitados, os mesmos estão disponíveis para venda no site do museu (aqui) com dois meses de antecedência.

Os bilhetes esgotam muito rapidamente, por isso comprem o bilhete o mais cedo possível 😉

Ao comprarmos o bilhete temos que selecionar o dia e hora da vista, e temos que chegar a essa hora, senão o bilhete perde a validade…

Assim que adquirimos o bilhete, através do site, recebemos um e-mail com os mesmos que podemos imprimir ou apresenta-lo no telemóvel à entrada.

A partir das 15:30 Hrs não é necessário o bilhete online e é possível visitar o museu adquirindo o bilhete na entrada.

Preço: 9€ (+0.50€ despesas de reserva)

Morada: Prinsengracht, nºs 263-267, Amesterdão.

Como lá chegar: Da estação central, leva cerca de 20 minutos a caminhar. Os eléctricos 13, 14 e 17 – além dos autocarros 170, 172 e 174 – param perto do museu, no ponto “Westermarkt”.

Ah, é proibido tirar fotografias lá dentro.

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