The Scotch Whisky Experience | Edimburgo

Os amantes de Whisky não podem deixar de visitar o The Scotch Whisky Experience“, que se encontra logo ao lado do Castelo de Edimburgo. Confesso que apenas inclui esta experiência no nosso itinerário, porque o Sérgio gosta imenso desta bebida, mas eu, que não aprecio nem percebo nada de whisky, também adorei a visita!

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Existem vários tipos de tours, que vão desde as 17,00£ até às 79,00£. Podem ver o que está incluído nas diferentes tours no site oficial (aqui).

Nós fizemos a “The Silver Tour”, que é a mais comum. Não reservamos os bilhetes antecipadamente e na altura que fomos (Novembro), não vimos grande necessidade de fazê-lo. Assim que adquirimos os bilhetes “embarcamos” de imediato nesta experiência.

A tour começa a bordo de um carrinho em forma de barril, e à medida que vai andando é-nos explicado como se processam as diferentes fases da produção do Whiskey, através de projecções nas paredes. A visita é acompanhada por um áudio guia que contém toda a informação em vários idiomas, inclusive em Português (de Portugal).

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Quando saímos do carrinho dirigimo-nos para uma sala onde assistimos a um vídeo sobre as diferentes regiões da Escócia que produzem esta bebida. A visita aqui é efectuada por um guia em Inglês, mas podemos utilizar o áudio-guia e ouvir a explicação no nosso idioma. Tivemos muita sorte com a nossa guia, pois ela era bastante divertida e entusiasta a explicar tudo, o que tornou a visita bem mais animada e emocionante.

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Na entrada para esta sala e-nos entregue um cartão com as várias regiões produtoras de Whisky, e cada uma tinha um cheiro característico. Então, a guia explicou-nos como saber diferenciar, através do aroma, em que zona é produzido um whisky, que pode ir do frutado até ao fumado…

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De seguida passamos para uma sala onde vamos escolher o whisky que queremos experimentar, com base na explicação que anteriormente nos tinha sido dada.  Antes de  nos dirigirmos para a última sala da visita, através de efeitos visuais, é-nos mostrado a “abertura” de um cofre de alta segurança onde nos é apresentado a Maior Colecção privada de Whisky do Mundo. No momento que o “cofre” é aberto, o Sérgio larga um sonoro “Ahhhhhhhhh” num timbre duvidosamente agudo, que ainda hoje a nossa guia deve lembrar-se, uma vez que comentou que tinha sido a reacção mais entusiasta a que já tinha assistido! #sempreaenvergonharadesgraçadinha 🙂

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A colecção de Whiskys está exposta em várias vitrines de vidro, e é realmente impressionante. Aqui ficamos alguns minutos a apreciar as garrafas, assim como a saborear a bebida que nos foi oferecida. O copo onde nos é servido a bebida, para degustação, é um presente. No final dão-nos uma embalagem de cartão para colocarmos o copo, e dessa forma, o mesmo ficar melhor acondicionado.

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Esta experiência teve uma duração de 50 minutos, mas podemos ficar no bar do Museu o tempo que quisermos.

A última passagem é pela Loja, mas a mesma encontra-se aberta a qualquer pessoa, mesmo para quem não fez nenhuma tour. Aqui podem encontrar à venda uma enorme variedade de whiskys (em tamanho normal, como em miniatura), assim como diversos souvenirs.

Informações:

Morada: The Royal Mile,354 Castlehill

Site: scotchwhiskyexperience.co.uk

Horário: Existem diferentes horários consoante o mês. Dessa forma é melhor consultarem o site (aqui)

Preço: 17 Libras Silver Tour. Consultem o site para conhecerem as outras experiências disponíveis, assim como os respectivos preços.

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Edimburgo | Escócia

Edimburgo é a capital da Escócia e, apesar de ser uma cidade pequena, tem várias atracções fantásticas! Tem um dos castelos mais importantes do Reino Unido, vários museus interactivos e inovadores, e até a experiência de ver como são feitos e provar os famosos whiskys escoceses na sua terra de origem.

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Passear pelas ruas da Old Town, com os seus edifícios antigos, ficamos com a sensação de termos sido transportados para outra época. É uma verdadeira delícia passear pelas suas ruas estreitas e antigas e sermos surpreendidos pela música da gaita de foles.

Os mais conhecidos e principais pontos turísticos de Edimburgo estão concentrados na Old Town e, principalmente, na Royal Mile, que é a rua histórica mais importante da cidade, e que vai desde o Castelo até à Abadia de Holyrood. Esta rua está sempre lotada de turistas e na sua extensão é possível encontrar várias atracções da cidade, desde:

O Castelo de Edimburgo, que é a atracção mais visitada de toda a Escócia e um dos castelos mais importantes do Reino Unido, tendo por cá passado diversos monarcas ilustres, desde a Rainha Mary of Scots à Rainha Margaret, que mais tarde foi nomeada Santa. Entretanto o seu filho, o Rei David I, mandou construir a Capela Margaret, em sua homenagem. Actualmente é o edifício mais antigo de Edimburgo.

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Na realidade, o Castelo é um conjunto de vários edifícios como o Royal Palace, o National War Museum, Honours Of Scotland, entre muitos outros. O espaço é enorme e requer algum tempo para visitá-lo na totalidade.

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Se a sua ideia não for visitar o interior do Castelo, não deixe de lá ir, nem que seja apenas para admirar a vista fantástica, uma vez que o mesmo encontra-se numa das colinas mais altas da cidade.

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Logo a seguir ao Castelo encontra-se o Tartan Weaving Mill, que se trata de uma loja que é também uma atracção turística, onde podemos ver como é toda a produção dos famosos kilts, que são muito tradicionais aqui. A experiência é engraçada, e tinham por lá uns cachecóis de caxemira lindos que fiquei a roer-me por não ter comprado um…

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Mesmo à frente ao Tartan Weaving Mill encontramos o The Scotch Whisky Experience. Lá podemos conhecer toda a história do Whisky e ainda ver a maior colecção privada do mundo desta bebida. Se são fãs de Whisky é, sem dúvida, uma atracção a não perder. Nós fomos e adoramos! Vou contar todos os pormenores num próximo post.

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Bastante perto encontramos a Camera Obscura & World of Illusions, que me pareceu bastante interessante de visitar mas, infelizmente, já não tivemos tempo para fazê-lo.

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Ainda na Royal Mile encontramos a Catedral mais importante da cidade: a St. Giles. É bastante fácil de identificá-la, pois o alto da sua torre lembra a forma de uma coroa. O seu interior parece magnífico mas, infelizmente, quando lá passamos estava fechado e depois já não tivemos oportunidade de lá voltar.

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Afastando-nos um pouco da Royal Mile, mas ainda na Old Town, dirigimo-nos para a Grassmarket. Tratava-se de um mercado onde podíamos encontrar à venda cavalos e gado, e era também o local onde se faziam as execuções públicas. Actualmente encontramos aqui vários restaurantes e comércio diverso.

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Não deixem de passar pela Victoria Street e Victoria Terrace, que é, na minha opinião, um dos locais mais fotogénicos e bonitos de Edimburgo.

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Não muito distante daqui, encontramos a famosa estátua do cão que guardou o túmulo do seu dono durante 14 anos, até morrer: a Greyfriars Bobby.

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E mesmo ali ao lado encontra-se a The Elephant House, que é passagem obrigatória para os fãs do Harry Potter, pois foi aqui que J.K. Rowlins começou a escrever os primeiros esboços dos livros.

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Do outro lado da rua está o National Museum of Scotland. É um museu extremamente interessante e interactivo, onde existem várias salas sobre os mais diversos temas: Reino Animal, Ciência, Transportes, História… Gostei tanto deste museu que vou fazer um post com mais detalhes sobre ele. E o melhor de tudo é que a sua entrada é gratuita. 😉

Os jardins do Princess Street separam a cidade velha da cidade nova.  Trata-se de um enorme parque, com belos jardins, mas na altura que lá fomos (e por isso é que lá fomos nessa época) estava a decorrer o famoso mercado de Natal, pelo que grande parte do jardim foi invadido por barraquinhas de comida e artesanato, assim como várias atracções e divertimentos.

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Um dos principais destaques deste parque é o Scott Monument, construído em homenagem ao escritor escocês Sir Walter Scott. É possível subir para obter uma vista da cidade, sendo a entrada paga.

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Mas um dos locais onde se obtêm uma das melhores vistas da cidade é sem dúvida, o Calton Hill. Se apanharem um dia bom (não foi o nosso caso) a vista é completamente desafogada. Ainda nesta colina podemos encontrar vários monumentos: National Monument of Scotland, o Observatório e o Dugald Stewart Monument.

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Ainda na New Town não deixem de passar pelo museu Scottish Nacional Portrait Gallery, nem que seja apenas para admirar o seu belíssimo interior.

Sem dúvida que Edimburgo superou as minhas expectativas e deixou-me o “bichinho” de lá voltar e explorar toda a Escócia 🙂

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Campo de Concentração Auschwitz-Birkenau

Desde que tenho o blog, este foi o post mais difícil de escrever… há vários meses que o tinha a meio gás e nunca o conseguia terminar. Faltavam-me sempre as palavras para descrever a experiência que tive ao visitar Auschwitz. Mas cá vai…

Quem me conhece sabe da minha curiosidade acerca da história da Alemanha Nazi e dos seus campos de concentração. Já vi diversos documentários, li vários livros, fui a alguns Museus sobre o assunto (Berlim e Budapeste) e até já visitei o campo de concentração Sachsenhausen, em Berlim. Isto tudo para tentar compreender como foi possível acontecerem estes crimes bárbaros durante tanto tempo, sem que alguém tenha impedido e travado tamanha atrocidade. Mas, por mais que me informe sobre o assunto, é impossível compreender a imensa maldade do ser humano… Auschwitz não é uma invenção cinematográfica ou literária. Infelizmente existiu e acho que todos deveríamos visitar este lugar para termos conhecimento do que realmente se passou, de como o ser humano pode ser tão cruel e fazer mal ao seu semelhante, só por terem uma religião, etnia, ideias políticas ou orientação sexual diferentes.

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Há vários anos que queria ir a um dos mais maiores campos de extermínio, Auschwitz-Birkenau e, quando surgiu a hipótese de visitar a Polónia, não pensei duas vezes. Era obrigatório incluir uma visita a este local.

Um pouco de história…

Os campos de concentração foram criados no terceiro Reich e aqui eram aprisionadas pessoas consideradas como “elementos indesejáveis” para o regime Nazi; Judeus, Homossexuais  e adversários políticos.

Auschwitz (Junho 1940-Janeiro 1945) foi o primeiro campo de concentração Alemão fundado na Polónia e tornou-se o maior entre todos os campos existentes.

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Os membros das SS mantinham os judeus para lá deportados sem conhecimento sobre aquilo que os esperavam, até ao final… Muitas vezes diziam-lhes que seriam direccionados ao campo, mas antes deveriam passar pela desinfecção e banho. Aqui, a realidade era serem encaminhados para a câmara de gás.

Durante a existência de Auschwitz os Alemães deportaram para o campo, no mínimo, 1,3 milhões de pessoas.

O número exacto de mortos em Auschwitz é impossível de ser determinado, uma vez que os nazis destruíram grande parte dos registos. Mas estima-se que cerca de 900 mil judeus foram assassinados nas câmaras de gás logo após a sua chegada.

No final de 1944, quando os Alemães se aperceberam da possível derrota na guerra, começaram a destruir as provas dos crimes: Queimaram os registos dos prisioneiros, as listas de Judeus deportados, levaram objectos roubados das vítimas… Durante a última semana de existência do campo, explodiram as câmaras de gás e incendiaram os armazéns com os pertences deixados pelos Judeus, de forma a eliminar os vestígios do que tinha acontecido naquele local.

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A 27 de Janeiro de 1945 sete mil e quinhentos prisioneiros doentes e esgotados deixados no campo, foram libertados pelos soldados soviéticos.

Auschwitz II – Birkenau 

Algo que desconhecia até à minha visita a este local, era que o campo de concentração é dividido em duas partes: Auschwitz, com uma dimensão de 20 Hectares e por Auschwitz II – Birkenau, com 171 Hectares e que estão a uma distância de 3Km entre eles. O Museu e Memorial que actualmente podemos visitar, foi fundado em 1947 e abrange a superfície do antigo campo de concentração de Auschwitz, sendo o maior campo de extermínio e  o único antigo campo tão bem conservado em relação ao seu estado original.

Iniciámos a nossa visita por Auschwitz II – Birkenau. Este campo começou a ser construído no Outono de 1941 e foi planeado para ser um campo para prisioneiros de guerra soviéticos, acabando por tornar-se no maior centro de extermínio de judeus e no maior campo de concentração nazi para prisioneiros de diferentes nacionalidades. No verão de 1944, durante o maior fluxo de transporte de judeus da Hungria e da Polónia para Birkenau, encontravam-se por lá cerca de 90 mil prisioneiros: 69 mil judeus, 13 mil polacos e 8 mil de outras nacionalidades.

Assim que entramos em Birkenau deparamo-nos com a linha ferroviária. Era aqui que  as SS dividiam os prisioneiros mal eles chegavam, entre os que iam directamente para as câmaras de gás (idosos, crianças e mulheres na sua maioria) e os que ainda tinham utilidade para trabalhos forçados.

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À nossa direita encontramos alguns barracões de madeira e aqui podemos ver os compartimentos onde se acumulavam os prisioneiros. Era aqui que dormiam e faziam as suas necessidades, e podemos ficar com uma pequena ideia das condições desumanas a que que foram obrigados a sobreviver…

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Em Birkenau podemos encontrar o que resta dos fornos crematórios e câmaras de gás, uma vez que as SS os explodiram durante a última semana de existência do campo, numa tentativa de apagar as provas de genocídio.

Fornos Crematórios

Fornos Crematórios

Auschwitz foi o único campo onde os cadáveres dos prisioneiros eram cremados em larga escala, em modernos e eficientes fornos crematórios. Segundo um relatório elaborado pelas SS, os crematórios tinham uma capacidade para 4756 cadáveres por dia.

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O campo ainda preserva as suas torres de vigia, assim como as “paredes” de arame farpado ao longo do seu perímetro.

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Depois de duas horas a percorrer todos os cantos de Birkenau, tentamos assimilar e compreender o que aqui se passou. Mas é impossível compreender o incompreensível!

Auschwitz não pode ser esquecido e tem que ser visitado.

Auschwitz I

A uma distância de 3 km encontra-se Auschwitz I, e foi para lá que nos dirigimos de seguida, num percurso efectuado por autocarro.

Logo à entrada de Auschwitz I podemos visualizar a frase mais conhecida da história Nazi “Arbeit Macht Frei” (O Trabalho Liberta). Depois de passar por este conhecido letreiro senti um arrepio na espinha, e imaginei que os milhares de prisioneiros que por aqui passaram devem ter sentido um réstia de esperança ao ler aquilo, e que se trabalhassem muito tudo ia correr bem… Não foi o caso 😦

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São 17 os blocos que podemos visitar para compreender o que lá passou… O Bloco 5 é um dos mais chocantes, pois aqui encontramos várias provas dos crimes. Milhares de objectos pessoais trazidos pelos deportados, desde óculos, sapatos, malas de viagem, pincéis de barba, etc. E o mais chocante de tudo, cerca de duas toneladas de cabelos que foram cortados às vitimas aquando da sua chegada ao campo.

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Há várias salas onde podemos perceber como era o dia-a-dia dos prisioneiros, assim como exposições fotográficas, muitas delas bastante chocantes. Uma que me impressionou particularmente, foi no Bloco nr.º 6. Aqui estão expostas várias fotografias dos detidos que estiveram no campo de concentração, com informações desde o nome, o numero de registo e data de nascimento. Todos os homens e mulheres que aparecem nessas fotos, morreram por lá.

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Estarmos no exacto local onde mais de um milhão de inocentes perderam a vida é avassalador e não deixa ninguém indiferente mas, na minha opinião, é uma visita “obrigatória”. Partilho a ideia de uma frase que li no campo “Those who do not remember the past are condemned to repeat it”.

Informações Práticas – Como visitar:

Excursão organizada

Por uma questão de praticidade marcamos a visita para Auschwitz através do site Get Your Guide. O site é muito fácil de utilizar, basta seleccionar a excursão que pretendemos ir; escolher o dia e fazer o pagamento. Logo de seguida recebemos um e-mail com os respetivos vouchers, onde está descriminado a hora e os locais onde o autocarro pára para recolher as pessoas que adquiriram estas excursões.

Existem várias excursões para Auschwitz , nós decidimos ir nesta, pagamos cerca de 22€/ pessoa. Estava incluído o transporte de ida-volta em autocarro, a partir de Cracóvia, o percurso entre Auschwitz I e Auschwitz II (são cerca de 3 km), o bilhete de entrada para o campo e um livro com toda a história do campo no nosso idioma.

Esta excursão teve uma duração de 8 horas (desde que saímos de Cracóvia até ao regresso), e apesar de ser possível visitar os campos de uma forma mais económica, recomendo fazê-lo por este site.

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De forma independente

É possível visitar Auschwitz de forma independente e gratuíta, sem recorrer as excursões. A primeira coisa que devem ter em atenção é adquirir os bilhetes o mais breve possível, pois eles esgotam rapidamente. Para fazê-lo, basta irem ao site oficial do campo (aqui), escolher a o dia e a hora.

Normalmente as primeiras e as últimas visitas são sem guia, e dessa forma, não precisam pagar nada, mas tem que adquirir o bilhete à mesma, através do site.

Como lá chegar:

Os campos de concentração encontram-se a cerca de 80 Km de Cracóvia, e essa foi umas das razões que me levou a fazer esta visita através da excrusão organizada. Mas é possível fazer-se a visita por conta própria:

  • Comboio: A partir da estação Central de Cracóvia existem vários comboios em direção à Gare Oswiecim, que se encontra a cerca de dois quilómetros dos campos.
  • Autocarro: Os autocarros saem da estação de autocarros MDA (ao lado da estação de comboio) e a paragem Oswiecim Museum é bem próximo da entrada dos campos. Se tivesse feito a visita a Auschwitz de forma independente, esta teria sido a opção que tinha escolhido para lá chegar.

Entre Auschwitz e Birkenau são 3 km que podem ser percorridos de táxi, autocarro ou a pé. Existe um  autocarro  do museu que faz esse trajecto de forma gratuita. As partidas do campo de concentração de Auschwitz, entre Abril e Outubro, ocorrem a cada 10 minutos, entre Novembro e Março, a cada 30 minutos.

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Dicas práticas de Cracóvia e como conciliar viagem a Auschwitz e Minas de Sal Wieliczka

Como Chegar a Cracóvia

A Ryanair voa para Cracóvia a partir de Lisboa e do Porto, mas como achava os preços pouco low cost, decidi abranger a pesquisa também ao aeroporto de Sevilha. Como somos do Algarve, e a distância da deslocação para Lisboa ou Sevilha é a mesma, decidimos embarcar em Espanha uma vez que os preços eram bem mais simpáticos.

Como chegar ao centro de Cracóvia desde o aeroporto

O aeroporto de Cracóvia está localizado a cerca de 17 quilómetros do centro da cidade. Para lá chegar ou voltar para o aeroporto através de transportes públicos, podemos utilizar comboio ou autocarro. Nós optamos pelo comboio.

Comboio:  A estação encontra-se junto ao terminal. O comboio funciona das 04H00 às 23h30 com uma frequência de +/- 30 minutos, e a viagem tem uma duração de cerca de 20 minutos.

O bilhete de “Kraków Airport” para “Kraków Glówny” (estação principal) tem um custo de PLN 9 (2€/ preços em Maio/19) e pode ser adquirido nas máquinas situadas no terminal do aeroporto, que aceitam moedas, notas e cartões.

Como ainda não tínhamos Zloty (Moeda local), fizemos o pagamento dos bilhetes através do cartão Revolut, pois se tivéssemos utilizado o cartão multibanco português tínhamos pago uma taxa maior do que o preço do bilhete.

Dica: Há um carrefour à saída da estação de comboios (Nas Galerias Krakowka), e é uma boa opção para fazer logo algumas compras se estiverem hospedados num apartamento.

Alojamento

Escolher um alojamento central é uma óptima opção para não utilizar transportes durante a estadia. Nós escolhemos o Flower Residence, pois gostamos mais de ficar em apartamentos. Não é dos mais centrais, mas em cerca de 10/15 minutos a pé chega-se ao centro, tendo uma óptima relação qualidade-preço.

Como se deslocar

Se a localização do seu alojamento for central não precisará utilizar transportes para visitar Cracóvia, pois os principais pontos de interesse encontram-se relativamente perto uns dos outros e é bastante fácil fazer essas deslocações a pé. Apenas se pretender visitar os Campos de Concentração de Auschwitz ou as Minas de Sal Wieliczka é que terá que utilizar um meio de transporte para lá chegar, uma vez que ficam a alguma distância de Cracóvia.

Restaurantes

A gastronomia na Polónia é muito boa e tem um preço bastante acessível. Durante a nossa estadia fomos a alguns restaurantes e provamos alguns pratos típicos:

Fomos ao U Babci Maliny onde, além do serviço normal no andar de baixo, na parte superior funciona como um género de take-away.  Aqui escolhi a comida mais típica da Polónia: Pierogi. Pedi um prato onde havia três tipos diferentes de Pierogi e, apesar de ser saboroso, como eram fritos achei demasiado enjoativo…

No dia em que passeamos pelo Bairro Judeu, fomos ao Polakowski. O espaço é bem pequeno, mas a comida é bastante saborosa e económica. Aqui pedi um prato tradicional judaico: Tcholent, que é um género de feijoada com carne, batata e cevada e que estava delicioso! O Sérgio pediu um Schniztel de porco que também estava maravilhoso, e ainda pedimos Pierogi. Desta vez não eram fritos, e adorei!

No último dia decidimos almoçar pela feirinha que estava a acontecer na praça principal, pois o tempo estava magnífico e só apetecia estar numa esplanada. Dividimos uma espetada de carne que também estava deliciosa, mas foi a refeição mais cara que tivemos na Polónia!

Como conciliar uma viagem a Cracóvia com Minas de Sal e Auschwitz

Quem visita Cracóvia, normalmente, quer conciliar uma visita às Minas de Sal, em Wieliczka, e ao Campo de Concentração de Auschwitz.

O ideal será ficar 4 dias completos: 2 dias e meio em Cracóvia, uma manhã ou tarde para as Minas de Sal e um dia completo para Auschwitz.

Apesar de ser possível visitar Auschwitz e as Minas de Sal no mesmo dia, eu não recomendo, pois fica bastante cansativo e, além do mais, fica com pouquíssimo tempo disponível em cada sítio e acaba por não ver nada.

As Minas de Sal de Wieliczka ficam a 12 Km de Cracóvia e é fácil lá chegar através de de comboio, autocarro ou Uber (Podem ler o artigo completo sobre as minas e como lá chegar aqui).

Por sua vez, os campos de concentração de Auschwitz encontra-se a cerca de 70 Km de Cracóvia, também é possível lá chegar através de comboio ou autocarro. Como ainda é uma distância considerável e por questões práticas, decidimos fazer a visita aos campos de concentração através da empresa GetYourGuide. Mas podem ler o artigo completo sobre Auschwitz e como lá chegar aqui).

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Minas de Sal de Wieliczka | Polónia

Uma das visitas obrigatórias numa viagem à Polónia é às Minas de Sal de Wieliczka. Estas minas são umas das mais antigas do mundo, e foram exploradas sem interrupção desde o século XIII até 1996, ano em que a escavação de sal foi encerrada.

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Como numa viagem nossa tem que haver sempre uma peripécia nesta não foi diferente…por pouco, quase não visitávamos as Minas mesmo já com os bilhetes comprados! :p

Como o dia estava chuvoso decidimos visitar as Minas da Sal de Wieliczka, que fica a cerca de 15 Km de Cracóvia. Depois de adquirimos os bilhetes numa loja da cidade, fomos almoçar descontraídamente, e posteriormente seguimos para a estação de comboios com a intenção de chegamos a Wieloczka.  Mas atrasamo-nos e o comboio seguinte não permitia chegar a tempo da hora marcada para a nossa visita… Decidimos então ir de UBER, mas não contávamos que a hora de ponta na Polónia fosse às 2 da tarde! Resumindo, o que era para ser uma viagem de 20 minutos tornou-se numa longa  jornada de mais de 1 Hora!!! Com tudo isto, quando lá chegamos já tinha passado a hora da nossa visita! Mas, felizmente, aceitaram-nos na excursão seguinte.

A visita é obrigatoriamente guiada e acompanhada. Tem uma duração de 2,5 horas e começa da melhor forma: com uma descida de mais de 300 degraus numa escada de madeira! Mas ao todo,  ao longo da visita, descemos 800 degraus…é dose!

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Estas minas de Sal apresentam uma profundidade de 327 metros e estendem-se por mais de 290 quilómetros de túneis, ao longo dos quais podemos encontrar capelas e estátuas esculpidas que ilustram a história deste local, assim como dos mineiros que por cá passaram.

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É uma verdadeira cidade subterrânea, com várias infraestruturas (luz, água) e foi um produto do trabalho árduo de dezenas de gerações de mineiros.

Durante a visita, só conhecemos uma pequena parte da mina, (cerca de 3,5 Km), o que corresponde a apenas 1%.  Segundo a nossa guia, teríamos que caminhar durante 4 meses para conseguir percorrer toda a mina.

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A sala que mais se destaca durante a visita, devido à sua grandiosidade, é a Capela de Santa Cunegunda. Esta impressionante sala com 54 metros de longitude, conta com uma belíssima decoração, desde candelabros, capela, altar, estátuas, e tudo isto construído e esculpido em sal.

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Estava um pouco receosa com esta visita, pois não me sinto nada confortável em espaços muito fechados e escuros, mas os túneis da mina são largos e iluminados, o que não provoca uma sensação de claustrofobia.

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No final da visita subimos até à superfície num elevador bem pequeno, que vai sempre a rebentar pelas costuras e que foi a parte que menos gostei da visita.

Informações Úteis:

Bilhetes e Preços: Existem diferentes opções para visitar as minas: A Rota Turistica (a que fizemos), A Rota dos Mineiros e a Rota dos Peregrinos.

Para verem o preço dos bilhetes é melhor consultarem o site oficial: www.ebilety.kopalnia.pl/

O Guia está incluído no preço da entrada.

Para tirar fotografias e/ou filmar temos que pagar à parte 10 PNL

Horário: 01 Abril a 31 Setembro 07:30 às 19:30 /  02 Novembro a 31 Março 08:00 às 17:00.

Morada: Danilowicz Shaft, “Wieliczka” Salt Mine, ul. Daniłowicza 10

Como Lá Chegar: Apesar de termos chegado de UBER, o regresso foi feito através de comboio. A estação não é muito distante das Minas.

Há também a opção de irem de autocarro, como não utilizei não se é melhor ou não, Podem ver mais pormenores no site das Minas: //www.wieliczka-saltmine.com

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Cracóvia | Polónia

Cracóvia é a terceira maior cidade da Polónia, e entre os anos de 1038 a 1596 foi capital do País. É muito procurada turisticamente, principalmente pela sua proximidade ao Campo de Concentração de Auschwitz. E foi essa a razão fundamental que me levou a Cracóvia, pois há muito que andava a planear uma ida a esse local, que é considerado o maior campo de extermínio da história.

Mas agora falemos da belíssima Cracóvia, que me surpreendeu bastante pela positiva! É considerada uma das cidades medievais mais bem preservadas da Europa, uma vez que foi pouco bombardeada durante a 2ª Guerra Mundial e os seus magníficos edifícios ficaram praticamente intactos.

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Foi uma agradável surpresa passear pelas belas ruas de Cracóvia e descobrir todos os encantos que esta magnífica cidade possui. Além da sua impressionante história e de todos os fantásticos monumentos, tem a vantagem de ser um cidade barata, pois consegue-se arranjar alojamento relativamente económico e fazer refeições com apenas 6/7€.

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Apesar de pequena, Cracóvia tem vários pontos de interesse a visitar.

Principais pontos turísticos de Cracóvia

  • Praça do Mercado (Rynek Glowny) – Todos os caminhos vão dar à praça principal de Cracóvia, que é uma das maiores da Europa.

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Aqui podemos encontrar:

  • Basílica de Santa Maria (Kosciól Mariacki) – A imagem mais marcante da praça é sem dúvida esta Basílica. É possível visitar o seu interior, que é magnifico, mas infelizmente quando lá fomos estava coberto de andaimes, pois estavam a fazer obras de requalificação e não conseguimos apreciar convenientemente a sua beleza. Para visitar o interior é preciso pagar 10 PLN e a entrada faz-se pela porta lateral da Basílica. O acesso pela frente só é permitido a pessoas que queriam rezar, pois não se paga. De hora a hora é possível ouvir, do alto da torre, o som de um trompete.

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  • Sukiennice – É considerado o centro comercial mais antigo da Europa. Foi construído no século XIV e chegou a ser um importante centro de comércio internacional. Hoje em dia, alberga lojas de souvenires e de produtos típicos e é bastante procurado pelos turistas. Encontrei várias lojas onde vendiam bolas de Natal, pelo que perdi imenso tempo a tentar escolher a bola desta viagem para acrescentar à minha colecção (Decorações de Natal de Viagens). Mas, no final, acabei por comprar noutro sítio… 🙂

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  • Torre Municipal – Trata-se de uma torre gótica que se encontra no meio da praça. Ao lado desta torre encontra-se a pitoresca escultura de “Eros Bendato”, que simboliza o deus grego do amor e do desejo.

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Portão St. Florian e Barbacã – O St. Florian é o portão da antiga muralha que existia e cercava a cidade. Esta porta tem mais de 700 anos e é a principal entrada para o centro histórico, dando acesso à Rua Floriasnnka. Em frente a este portão encontra-se o Barbacã, esta estrutura militar teve extrema importância na defesa da cidade, pois tinha como principal função a protecção das muralhas dos ataques da artilharia, onde se encontravam arqueiros e atiradores.

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Parque Planty (Planty krakowskie) – Com a perda de funcionalidade das muralhas que protegiam a cidade dos ataques, estas foram substituídas por um jardim que delimita o centro histórico de Cracóvia. É um espaço muito agradável para passear e  descontrair, sendo quase inevitável passar por este parque.

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Ulika Florianska – É uma das ruas principais de Cracóvia e que vai unir-se à praça do Mercado, aqui podemos encontrar muito e diversificado comércio, desde cafés, restaurantes, lojas…

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  • Castelo de Wawel – Não é apenas um castelo, mas sim um complexo de edificios que inclui o Palácio, a Catedral da Cracóvia, jardins, entre outros edificios importantes. O Castelo é sem dúvida uma das imagens mais conhecidas da cidade. A entrada para o recinto é gratuíta, mas para acedermos aos diferente edíficios é necessário adquirir bilhete. (Mais informações no site oficial wawel.krakow.pl).

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É sem duvida um dos lugares imprescindíveis, nem que seja apenas para ver este grandioso edifícios e apreciar as magnificas vistas para Cracóvia.

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  • Bairro Judeu (Kazimierz) – Os judeus de Cracóvia foram dos mais martirizados na II Guerra Mundial, e o bairro judeu é um dos melhores locais na cidade para sentir isso. Hoje em dia, apesar de haver um esforço para reformar este bairro, algumas ruas ainda parecem um pouco abandonadas. Há muito para ver por aqui, e nos últimos anos tem-se tornado muito popular, havendo muita oferta de restaurantes e bares.

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A não perder no Bairro Judeu:

  • Sinagoga Remuh e Cemitério – É a menor sinagoga do Bairro Judeu e a única que continua em funcionamento. Mas a principal atracção desta Sinagoga é o seu antigo cemitério, onde ainda é possível ver várias lápides com inscrições em hebreu. Na altura que a visitei encontrei vários Judeus a fazer as suas orações junto dos seus e a cuidar das lápides dos seus entes queridos. É sem dúvida uma experiência marcante, pois é algo a que não se assiste todos os dias. (Preço: 10PLN)
  • Sinagoga Tempel – O seu exterior é bastante simples, mas o interior desta Sinagoga surpreende os visitantes. É muito colorida e ricamente decorada, o que é algo incomum em lugares como este. Sem dúvida que vale uma visita! (Preço:5PLN)

Cracóvia é relativamente pequena e as suas principais atracções estão muito próximas umas das outras, o que possibilita ver tudo em relativamente pouco tempo. Infelizmente, tivemos algum azar com o tempo e apanhamos chuva torrencial todos os dias (com excepção do dia de regresso), o que nos condicionou um pouco os planos, tendo ficado algumas coisas por visitar, tais como:

  • Plac Bohaterów Getta (Praça Heróis do Gueto);
  • Fábrica de Schindler
  • Krakus Mound

Vendo as coisas pelo lado positivo, tenho um bom pretexto para voltar a esta bela cidade 🙂

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Mercados de Natal de Estrasburgo| França

Estrasburgo fica a cerca de 60 Km de Baden-Baden e, já que estávamos mesmo ali ao “lado”, aproveitamos um dos dias da viagem para conhecer um mercado de Natal noutro país, pois há muito que queria visitar um mercado fora da Alemanha.

É relativamente fácil e rápido chegar a Estrasburgo a partir de Baden-Baden. (Mais pormenores no final deste post.)

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Conhecido como “Marché de Nöel”, o mercado de Natal de Estrasburgo é considerado um dos maiores e mais antigos mercados da Europa.

Existem cerca de 11 mercados de Natal espalhados pelos principais pontos da cidade. Apesar de serem vários, como o centro da cidade de Estrasburgo é relativamente pequeno, dá perfeitamente para visitá-los a todos em apenas um dia.

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Para organizar de forma mais eficiente a sua visita o melhor é consultar o site oficial do Mercado noel.strasbourg.eu e analisar o mapa que lá tem disponível para perceber onde  os mesmos estão localizados.

Mas, basicamente, em todas as principais praças existe um mercado, como na Place Gutenberg, na Place Kléber ou, na principal praça da cidade, a Place de La Cathédral. 

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Nós começamos a nossa visita a Estrasburgo pelo bairro mais pitoresco da cidade: a Petit France; a sua arquitectura medieval e os diversos canais que o atravessam, dá-nos a sensação de entramos num conto de fadas, enquanto passeamos por este bairro tão encantador.

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Por vezes esquecia-me que estava em França, pois esta parte do país pertenceu à Alemanha durante muitos anos, e isso nota-se bastante na sua arquitectura. Trata-se de um destino bastante interessante e que deixou muita vontade de explorar mais esta região.

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Além dos vários mercados de Natal que estão espalhados pelo centro da cidade, o que mais me impressionou foi toda a decoração, com enfeites e luzes que se vêem em praticamente todos os prédios e ruas da cidade. A decoração é tanta que chega a ficar exagerado. Não é à toa que a cidade é conhecida como a “Capital do Natal”.

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Apesar de ter adorado a arquitectura da cidade, a realidade é que fui lá principalmente por causa dos seus mercados de Natal e, nesse aspecto, ficou muito aquém das minhas expectativas! As barraquinhas e toda a sua decoração são praticamente iguais às dos mercados da Alemanha mas, a minha principal desilusão, foi não sentir por lá o espírito natalício que é o que tanto me encanta nos mercados Alemães. A espontaneidade, e a alegria das pessoas locais é que tornam os mercados especiais, e enquanto percorrei os de Estrasburgo não senti nada disso. Tudo o que vi dava a sensação de ser para o turista ver, acabando por soar um pouco a falso…

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Até as canecas onde servem o vinho quente (aqui chamado de Vin Chaud) não existem…e eu que adoro fazer colecção! O vinho é servido num copo de plástico que, apesar de ter uma decoração alusiva ao local, não deixa de perder um pouco o seu encanto… 😦

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Ainda assim, penso que vale a pena conhecer Estrasburgo pelo Natal, por toda a decoração excessiva que até tem algum encanto. Mas não deixem de visitar um mercado na Alemanha, para sentirem o verdadeiro e genuíno espírito natalício. 🙂

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Quando visitar

O mercado de Natal de 2018 abriu as suas “portas” no dia 23 de Novembro, mantendo-se até 30 de Dezembro. Mas o melhor é onsultarem o site oficial para saberem as datas no ano em  que vão: https://noel.strasbourg.eu/en/

A não perder

Na Place de La Cathédral, o mercado é à volta da imponente Catedral de Estrasburgo. Neste espaço também podemos encontrar a loja mais conhecida de decorações de Natal: a Käthe Wohlfahrt. Quem gosta de natal e as suas decorações não pode deixar de visitá-la.

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O Carrossel junto à Catedral também é outro ponto forte deste mercado. Aquele cenário quase idílico, com a magnífica Catedral e o belíssimo Carrossel rodeados pelas casas típicas da Alsácia, fez com que o meu imaginário retrocedesse para a infância e para um mundo onde tudo era fantástico e fácil. 🙂

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Passear nas ruas da cidade, principalmente junto aos mercados mais conhecidos para apreciar toda a decoração.

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Se lá forem não deixem de provar a Tarte Flambée. Trata-se uma espécie de pizza com recheio de cebola, queijo e bacon e é feita em forno de lenha! É mesmo boa!

Como Chegar

  • A partir de Baden-Baden: Apesar de não haver comboios directos, é bastante simples lá chegar. Da estação de comboios de Baden-Baden apanhamos o comboio até “Appenweier”, aqui temos que mudar de comboio e de linha (fica um pouco longe, mas está tudo sinalizado). Nesta estação apanhamos o comboio para o nosso destino final “Strasbourg”.

Nós adquirimos logo o bilhete de ida e volta no guiché da estação de Baden-Baden. A funcionária foi super prestável e tirou todas as nossas dúvidas. Deu-nos também o itinerário, com os horários, número de comboio e respectiva plataforma.

O bilhete de ida e volta teve um custo de 28,60€/Pessoa (Preços de Dez. 2018), todo o trajecto foi feito em 1:30 Hrs e nesse período tivemos cerca de 40 minutos na estação “Appenweier” a aguardar o comboio que nos levava para Estrasburgo.

É de salientar que na estação “Appenweier” não há nada! Nenhum terminal para nos abrigarmo-nos do frio ou algum sítio para comer ou beber, por isso vão preparados!

  • A Ryanair voa directamente a partir do Porto para Estrasburgo.
  • Outra hipótese é a partir do aeroporto de Basel (BSL), que é um aeroporto binacional, pois encontra-se na fronteira de França, Suiça e Alemanha, a Easyjet faz voos de Lisboa, Faro e Porto.
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Dicas práticas em Baden-Baden: Alojamento, Como se deslocar, Como chegar ao centro a partir do Aeroporto.

Neste post vão estar todas as dicas práticas para vos ajudar numa viagem a Baden-Baden.

  • Como Chegar a Baden-Baden

A forma mais prática e rápida de chegar à cidade é de avião, através do seu aeroporto Flughafen Karlsruhe (FKB). O aeroporto é muito pequeno e tem pouquíssimas infra-estruturas, ao ponto de no regresso querermos fazer uma refeição antes do voo e por lá apenas existir um café/pastelaria ao nosso dispor.

A companhia aérea Ryanair tem voos directos e normalmente muito económicos, com partida de Lisboa e do Porto.

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  • Como ir do Aeroporto para centro da cidade

O Aeroporto de Baden-Baden encontra-se muito próximo do centro da cidade, (cerca de 18 Km), e as únicas formas de nos deslocarmos para lá são o autocarro ou o táxi.

Nós fomos de autocarro, obviamente (€)! A paragem encontra-se mesmo à saída do aeroporto e os bilhetes podem ser adquiridos na máquina de venda automática (que se encontra junto à paragem) ou directamente com o motorista. Em Dez/18 teve um custo de 3,50€ por bilhete.

A linha 285 faz o trajecto até à estação central de comboios de Baden-Baden e tem uma duração de cerca de 30 minutos. Há autocarros de hora a hora até às 20:30, prolongando-se depois o horário até ás 23:15, mas com menos frequência. Podem consultar todos os horários aqui.

As linhas 234 e X34 fazem o percurso até a estação de Rastatt.

Mas, da estação de comboios até ao centro da cidade, ficam ainda a faltar 5 km! Por isso, é necessário apanhar outro autocarro ou um táxi. Para vos facilitar o planeamento podem aceder ao site Deutsche Bahn e fazer uma pesquisa com a morada do vosso hotel/apartamento para ver qual o autocarro mais indicado para o vosso destino.

Também é possível descarregar a aplicação e aceder a toda essa mesma informação através do vosso telemóvel. É muito fácil de utilizar e foi bastante útil durante a viagem, bastando colocar o local onde se encontram, o local onde pretendem ir e o horário, que a aplicação dá-vos todas as informações necessárias, desde o nr.º do autocarro, a paragem, o horário e quantas paragens faz pelo caminho.

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  • Deslocações na Cidade

Para as deslocações dentro da cidade não utilizamos nenhum meio de transporte, pois a cidade é pequena e está tudo muito concentrado, podendo fazer-se a pé sem grandes dificuldades.

As únicas vezes que utilizamos os transportes públicos foram para ir e vir do aeroporto (mais informações no ponto acima) e quando fomos para Estrasburgo. Nesse caso tivemos que apanhar o autocarro até à estação central de comboios, para posteriormente apanharmos o comboio que nos levou até à França.

Mais uma vez utilizámos a aplicação DB mas, se fizerem uma breve pesquisa, vão perceber que é o autocarro nr.º 201 que faz o trajecto Estação Comboios – Centro e Vice-Versa com maior frequência e em menor tempo. A linha 201 passa de 10 em 10 minutos e leva 18 minutos a fazer esse percurso. Cada bilhete teve um custo de 2,50€/trajecto.

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  • Alojamento em Baden-Baden

Os preços do alojamento em Baden-Baden não são muito simpáticos, pois é uma cidade muito procurada por pessoas endinheiradas devido aos seus Spas, o que acaba por se reflectir nos preços dos hotéis.

Mas, depois de alguma pesquisa, consegui encontrar um apartamento com uma óptima pontuação no Booking e a um preço bastante acessível, do qual gostei muito e recomendo: City-Appartements im Hinterhof.

Este apartamento está super bem localizado, mesmo no centro e com supermercados a pouca distância. A casa estava decorada de uma forma rústica de muito bom gosto e tinha tudo para uma estadia confortável, desde utensílios de cozinha, a vários ingredientes básicos, como azeite, sal, café e diversas especiarias. O local era sossegado o que nos permitiu ter umas boas noites de descanso.

Não chegamos a conhecer o anfitrião, pois no dia do check-in recebemos um e-mail com todas as instruções necessárias para entrar no apartamento. A chave encontra-se numa pequena caixa com código que nos é dado na altura do check-in. Mas apesar de não o termos conhecido, foi sempre muito solícito na resposta às nossas dúvidas e, no último dia, solicitamos um check-out tardio, que nos foi prontamente concedido.

É sem dúvida um local onde voltaria  a ficar numa próxima viagem para Baden-Baden.

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Mercado de Natal em Baden-Baden

A principal razão que nos levou a Baden-Baden foi visitar os mercados de Natal. Mas, ao contrário dos outros mercados de Natal que já visitamos (Berlim, Hamburgo, Luneburg, Colónia e Aachen), onde existem vários mercadinhos espalhados pela cidade, em Baden-Baden existe apenas um.

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A verdade é que a cidade não tem uma infraestrutura que consiga albergar vários mercados espalhados pelas suas ruas, pois são muito estreitas e não têm capacidade para comportar um aglomerado de barraquinhas entre elas. Por isso, existe apenas um mercado, bem grande, que se encontra  no complexo Kurhaus, bem no coração desta simpática  cidade.

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O facto de ter apenas um mercado pode ser limitativo e sem piada? De forma alguma! O mais importante, aquilo que nos faz adorar os mercados Alemães estava lá… O espirito Natalicío que por lá se encontra.

Devo repetir-me constantemente quando escrevo os posts sobre os mercados de Natal, mas a verdade é que a atmosfera que se vive nos “Weihnachtsmarkt” é mágica. É uma experiência única, que faz as delícias de miúdos e graúdos. Como estou sempre a dizer: é impossível estar triste enquanto visitamos um mercado, pois a alegria e o espírito natalício são contagiantes.

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O Natal em Baden-Baden tem um encanto especial, pois é menos movimentado, permitindo-nos passear e apreciar tudo à nossa volta com muito mais calma. Além disso, sentimo-nos mais integrados na comunidade local, pois a grande maioria das pessoas que por lá circulavam eram locais, dando a sensação de ser tudo mais autêntico e genuíno.

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No mercado de Natal do Kurhaus encontramos as típicas barraquinhas de madeira, onde  os locais se dedicam à venda de artesanato tradicional, doces e até as famosas salsichas Alemãs e o vinho quente. Mas a principal característica desde mercado são os seus majestosos candeeiros públicos que iluminam o espaço e criam um ambiente mais requintado e acolhedor.

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Aqui também se pode encontrar um pinheiro de Natal com 15 metros de altura, um dos maiores da região, assim como uma exposição de presépios,  para visitar no Trinkhalle.

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Existe também um palco no centro do mercado, onde todas as tardes/noites podemos apreciar diferentes programas, que vão desde o aparecimento do Pai Natal até concertos musicais.

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Apesar de não ser um mercado de Natal, há um espaço no centro da cidade que é obrigatório visitar durante a altura do natal; trata-se do restaurante Löwenbräu.

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Nesta altura do ano, transformam a parte exterior do restaurante num mundo mágico, com milhares de decorações alusivas ao Natal que consegue fazer as delícias de qualquer apaixonado por esta quadra. Aliás, acho que ninguém consegue ficar indiferente a toda aquela decoração.

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O Baden-Baden Christkindelsmarkt começa habitualmente no último fim de semana de Novembro e prolonga-se até aos primeiros dias de Janeiro.

Boa viagem! 🙂

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