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Dicas Práticas Lago di Como: Como organizar a viagem, Como lá chegar, Como se deslocar…

Neste post vou compilar algumas informações e dicas para facilitar a organização da viagem ao Lago di Como:

  • Como chegar ao Lago, através de Milão:

Nós chegamos a Itália a partir do aeroporto de Malpensa, em Milão. E tínhamos duas opções para chegar ao Lago: Alugar carro, ou recorrer a transportes públicos. Como não íamos ter muitos dias disponíveis, achamos que a melhor opção, para nós, seria alugar um carro.

  • Alugar carro: Nós alugamos através do site rentalcars. Apesar de as rent-car locais (Sicily by car, Winrent) ficarem mais económicas, preferimos reservar numa rent-car mais internacional (Europcar), porque lemos várias críticas negativas, em relação às empresas Italianas de aluguer de carros. Por exemplo cobrarem a caução por alegarem que o carro tinha sido entregue com riscos… Por isso, fica aqui uma dica importantíssima: Tirem fotos a todos os pormenores do carro quando lhes é entregue e depois, na devolução!

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         O processo no balcão da rent-car foi extremamente rápido. Mas quando nos foram entregar o carro, verificamos que não foi aquele modelo que tínhamos alugado. (Escolhemos um carro pequeno para conduzirmos sem grande stress nas ruas estreitas do Lago). Mas o que nos fez mesmo recusá-lo, foi o estado em que se encontrava… Todo cheio de riscos e, para piorar, quando o ligamos tinha uma luz da pressão dos pneus acesa… Tivemos que voltar ao balcão, dentro do aeroporto, para nos entregarem outro veículo. Inicialmente disseram-nos que não tinham carros mais pequenos disponíveis e que tínhamos que esperar pelo menos 20 minutos… Decidimos esperar, mas nem 5 minutos tinham passado quando nos entregaram um Fiat Panda imaculado! Tirando este pequeno percalço inicial, correu tudo bem. O processo de entrega do carro foi bastante rápido. Mas, mais uma vez, não se esqueçam de tirar fotografias ao carro quando o entregarem!

Chegar de carro ao Lago é bastante fácil! Saímos do aeroporto e entramos na autoestrada A9 (pagamos 2,20€ pela portagem) e depois seguimos as indicações para Como. Foi bem mais simples lá chegar do que inicialmente pensei. Levamos cerca de 1 hora e meia.

  • Transportes públicos. Para quem não quer alugar carro para ir ao Lago di Como, também é possível fazê-lo através de transportes públicos. Apesar de não ter usado o comboio para chegar ao Lago, também pesquisei essa opção, antes da viagem: Da estação Cadorna, em Milão, existem comboios de hora a hora e levam cerca de uma hora até chegar à cidade de Como. A estação Como Nord Lago é bem perto do Lago e, dessa forma, podem apanhar o barco caso a vossa estadia não seja na cidade de Como.

 

  • Conduzir em Itália

Se optarem por alugar carro e conduzir no Lago, há algumas situações que devem ter em consideração. A primeira, é que as estradas são muito estreitas e, se não têm muita experiência em conduzir, não aconselho a fazê-lo. Mas, se o decidirem fazer, vão ser recompensados pelas vistas, pois as estradas atravessam vilas e, a maior parte das vezes, as estradas são junto às margens do Lago, o que proporciona umas vistas memoráveis.

  • Estacionamento: Outro pormenor que devem ter em atenção é o estacionamento! Quando reservarem o hotel tenham em consideração se existe estacionamento disponível (e gratuito, de preferência). Li situações que foi bastante complicado estacionar o carro e, acredito que no verão deve ser extremamente difícil. Nós alugamos uma casa com estacionamento privado, mas como era muito fácil e rápido de chegar ao centro da cidade, nunca utilizamos o carro para as deslocações próximas de casa. E essa foi a melhor decisão que podíamos ter tomado. Além da poupança em parquímetros, também nos livrou de várias dores de cabeça para encontrar estacionamento…

A única vez que utilizamos estacionamento público foi quando fomos conhecer a cidade de Como. E decidimos fazê-lo num parque onde se paga à saída, conforme o tempo que lá estivermos. Como não sabíamos quanto tempo iríamos ficar por lá, não queríamos colocar num parquímetro, e andar stressados que só tínhamos colocado moedas para “X” tempo e já o tínhamos ultrapassado…

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Se decidirem estacionar na rua, ou se não tiverem outra opção, devem ter atenção onde o vão fazer. As zonas de estacionamento estão marcadas no chão com três cores: Branco – Estacionamento gratuito, Azul – Estacionamento Pago, Amarelo – Estacionamento para Residentes.

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Estava um pouco preocupada com o estacionamento e com a condução por lá (apesar de ter muita confiança nas capacidades do condutor), devido aos relatos que tinha lido. E, realmente, os italianos são mesmo uns doidos a conduzir, naquelas estradas estreitas do Lago, onde por vezes apenas cabia um carro, eles nunca abrandavam! Os outros se quisessem que se desviassem, ou parassem… Mas correu tudo pelo melhor e não tivemos problemas com o estacionamento nem com a condução.

  •  Zona ZLT: Uma das formas mais fáceis de serem multados em Itália é entrarem nos centros das cidades, em áreas marcadas com ZTL: “Zona de Tráfego Limitado”. Nestas zonas só é permitida a entrada de viaturas de residentes e transportes públicos. Depois de entramos nessa zona, o nosso carro é fotografado e a multa é enviada para casa. (No caso de um carro alugado, será enviada para a rent-a-car, que posteriormente enviará a multa para nós, com custos administrativos!).IMG_7007

No centro de Bellagio, vimos essa sinalização, mas pelo que pudemos perceber também é permitido circular se o nosso hotel ficar mesmo no centro. Como não foi o nosso caso, não sabemos ao certo a forma correcta de proceder. Por isso, tenham algum cuidado quando circularem no centro das cidades. E se tiverem que entrar no centro para aceder ao vosso hotel, coloquem-lhes a questão previamente para saber quais os procedimentos a tomar, e assim evitar levarem uma multa.

  • Como se deslocar no Lago.

A melhor forma de nos deslocarmos pelas cidades que rodeiam o Lago é de barco! Para terem uma ideia, o trajecto de Bellagio para Varenna demora 13 minutos de barco. De carro, o mesmo trajecto, demora mais de uma hora! Por isso, na minha opinião, a melhor forma de visitarmos as vilas junto ao Lago, é mesmo através de barco.

Mas, apesar de estar decidido conhecermos o Lago dessa forma, esse aspecto estava a preocupar-me um pouco, pois li cobras e lagartos sobre o sistema de barcos de lá; que era muito confuso, que havia atrasos constantemente… E quando consultei o site, não fiquei mais tranquila… Primeiro, só tinham disponíveis os horários até 31 de Setembro e eu ia em Outubro… Depois, tentei perceber os horários que tinham disponíveis, e cada vez que olhava para aquela tabela ficava com um nó no cérebro… Não conseguia perceber a sequência das viagens…

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Através do site Gestione Navigazione Lahi, podem fazer o download dos horário dos barcos. (No lado esquerdo superior, escolham o Lago Como – Download Area – Aparece todas as tabelas. Cuidado, não tem apenas as tabelas que estão em vigor, por isso tenham atenção às datas). Dessa forma, conseguem planear muito melhor, e antecipadamente, os vossos dias no Lago.

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Quando, finalmente, publicaram os horário para Outubro, e depois de ter pesquisado um pouco e ter compreendido o sistema, não achei nada difícil.

Existe o Servizio Navetta in Centro Lago – Mid-Lake Shuttle, que pára nas partes mais turísticas do Lago.

Horário Lago

Download da tabela: www.navigazionelaghi.it/file2/_Navetta%20CL_A2017__.pdf

A tabela com todos os horários disponíveis, em Como, é muito mais confuso :/

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Mas, na prática, achei super simples apanhar os barcos e não assisti a nenhum atraso.

De qualquer forma, quando adquirimos o bilhete entregam-nos um horário.

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Mas também podem descarregar a aplicação no vosso telemóvel e consultar os horários dos barcos. A desvantagem é que ter que ter internet para consultar a aplicação.

Aplicação do Gestione Navigazione Laghi, no telemóvel.

Compramos o bilhete diário, que custou 15€ (Preços em Outubro de 2017). Podemos andar de barco as vezes que quisermos, durante esse dia.

Quem não quiser ficar dependente de horários e ter mais flexibilidade, pode sempre alugar um barco, com motorista. Mas, é muito caro!!

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Também existe o Servizio Autotraghetto / Car Ferry, no qual podem levar o carro. Tem a vantagem de terem o carro com vocês, mas a opção de horários é bem menor do que só a de passageiros, além de que teriam de preocupar-se com o estacionamento em cada cidade.IMG_6381

Um aspecto importante que devem levar em consideração, é verificar bem o horário do último barco, para o vosso destino final. Não queiram correr o risco de o perder, pois se estiverem do outro lado do Lago…Imaginem só os euros e o tempo perdido num táxi… :p

  • Melhor Altura para visitar o Lago: A altura alta é no verão, de Junho a Setembro! Por sequência os preços disparam, está tudo lotado e é quase impossível apreciar a beleza daquele lugar, devido à quantidade de turistas. Além de que os preços nessa altura, disparam… Mesmo que pudesse viajar nessa altura (o meu trabalho não me permite tirar férias no verão), muito provavelmente não o faria.

Nós viajamos no meio de Outubro e adoramos! Havia pouquissímos turistas, o que nos permitiu desfrutar de tudo muito melhor. E as cores do Outono, aqui, tornam tudo ainda mais mágico. Apanhamos um tempo óptimo, sempre com sol e calor. Mas, acho que tivemos muita sorte, porque o dono do apartamento que alugamos disse-nos que neste mês não é comum fazer tão bom tempo… Por isso, não sei se será a melhor altura. DSCN6136

Gostava muito de lá voltar no inicio da Primavera. Para apanhar ainda neve nos Alpes, deve ser uma imagem fantástica.

A partir de Novembro até meados de Março, muitos hoteís, Villas e restaurantes encerram.

Este post está gigantesco, mas queria reunir todas as informações que achei importantes para conseguirem uma viagem ao Lago di Como. Se tiverem mais alguma dúvida, podem deixar mensagem 🙂

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Decorações de Natal de Viagens

Normalmente quando viajamos gostamos de trazer algum souvenir para recordar essa viagem. Eu também o faço! Comecei por comprar imans (ainda continuo a comprar quando vejo algum bonito e original), bolas de neve, estatuetas… Mas, já estava a chegar a um ponto em que começava a acumular demasiada tranquitana e não estava a gostar de ver tanta coisa desorganizada! Até que vi no blog da Dri uma ideia super original. Comprar enfeites de Natal e, assim, ao decorar a árvore de Natal recordo as viagens que já fiz.

Por isso, há uns 3 anos, decidi também começar a comprar enfeites nas viagens.

Em alguns lugares é mesmo muito complicado encontrar algum adereço Natalício, principalmente se o país não celebra o Natal. Ou, em plena Primavera ou Verão, encontrar algo de Natal também é complexo… Mas, ao mesmo tempo, é muito divertido fazer essa procura! E, quando não se encontra algo mesmo próprio de natal, adapta-se… Já comprei porta-chaves, imans… E adaptei-os de forma a com eles decorar a árvore.

Quando chega o mês de Dezembro e vou buscar a caixa dos enfeites, revejo todas as decorações e recordo-me das viagens e das peripécias que tive para comprar cada um deles! 😀

Hoje decidi mostrar a minha pequena colecção. Um dia, espero que consiga decorar a minha árvore só com os enfeites comprados em viagem 😀

Vou começar por um dos meus preferidos! O de Hamburgo, na Alemanha.

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Outro dos meus preferidos é esta bola de Viena, com a Catedral Stephansdom pintada à mão.

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Já que estamos a falar nos enfeites preferidos, este é outro, o de Bratislava. Gosto tanto deste, mas tenho muito receio de parti-lo, pois esta pintura é feita numa casca de ovo…

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Esta foi a primeira bolinha que comprei 🙂 Em Dezembro de 2014, no mercado de natal em Berlim 🙂

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Também adoro esta bola de Budapeste, com a imagem do Parlamento.

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Quando vi uma loja com enfeites de Natal no Castelo de Praga, dei, literalmente pulinhos de alegria. E foi lá que comprei esta bolinha 🙂

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Bandeira de Cuba 🙂 Não a comprei na viagem a Cuba, pois ainda não tinha começado esta colecção. Mas quando a vi num mercado de Natal em Berlim, não consegui resistir 🙂

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O enfeite de Brugges foi o único que não comprei em viagem, pois ainda não tinha começado a minha colecção quando fui à Bélgica. Pedi a uma amiga que lá ia, para me trazer um enfeite.

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Bolinha de Lüneburg! Este deve ter sido o adereço mais difícil de encontrar de sempre!! Pensei que ia ser canja, uma vez que visitei a cidade na altura do Natal. Mas entrei em todas as lojas e visitei todas as barraquinhas de natal e nada alusivo à cidade… Já estava prestes a desistir, quando vi o posto de informações da cidade. Decidi entrar e lá consegui esta bola linda 😀 (E a mais cara de sempre!)

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Enfeite de Londres! Aconteceu-me um acidente com ele, deixei-o cair, e a parte de trás está partida 😦 Ainda assim, consigo usá-lo!

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Enfeite da Tailândia. Missão praticamente impossível comprar algo de Natal neste país, por isso, quando vi este iman, achei que conseguia adaptá-lo bem para um enfeite.

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Num país que não festeja o Natal é muito difícil encontrar algum enfeite para essa ocasião. Foi o que aconteceu em Marrocos! Mas encontrei este porta-chaves, e achei que iria ficar perfeito na árvore 🙂

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Vamos às viagens deste ano? 🙂

Começamos pelo enfeite de Amesterdão 🙂

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Tamanco de Zaanse Schans, na Holanda.

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Bolinha da Villa Monasteiro, no Lago di Como. Esta pintura é suposto ser a Villa… Está um bocado arcaico, mas gosto especialmente da parte de trás 🙂

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Já tinha comprado a outra, quando encontrei uma loja só com enfeites de Natal em Bellagio! Por isso, não resisti e comprei esta, por ter uma forma super diferente.

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E as mais recentes… As de Colónia, na Alemanha 🙂

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Fiquei tão triste por não ter conseguido encontrar um enfeite em Aachen, que decidi comprar dois enfeites em Colónia 😛

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E que tal, gostaram da minha colecção? Quem também faz o mesmo? 🙂

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Itinerário no Lago di Como

Tivemos dois dias inteiros e metade de outro no Lago, e conseguimos ver tudo a que nos propusemos, sem correrias. E ainda nos sobrou algum tempo que nos permitiu praticar o “Dolce Far Niente”, coisa que na maior parte das viagens não conseguimos fazer.

Para nós, os dias que lá passamos foram os suficientes para o que queríamos fazer. Mas, como já “falei” em outros posts, depende muito do ritmo de cada pessoa.

Vou deixar detalhado o que fizemos em cada dia, para terem noção do que é possível fazer/visitar num determinado período de tempo.

1º Dia (Tarde)

Chegamos a Bellagio por volta das 14 Horas. (Planeamos chegar por volta das 12 horas, mas devido à Rent Car, que nos atrasou todo o processo, chegamos bem mais tarde… Escreverei sobre este assunto num post de dicas práticas).

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Por isso, o resto da tarde, ficamos por Bellagio a conhecer um pouco da cidade. Sem qualquer destino predefinido, apenas vagueando pela cidade e descobrindo os encantos da mesma.

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2º Dia

O segundo dia foi o mais intenso da viagem, para terem uma ideia, caminhamos cerca de 20 km!

Acordamos bem cedo para apanhar o primeiro barco do Mid-Lake Shuttle para Varenna, que era às 8:45Hrs. O próximo só saíria às 10:45Hrs e, dessa forma, já comprometeria tudo o queríamos fazer nesse dia… Conseguimos apanhar o primeiro barco e ainda tivemos o privilégio de sermos os únicos passageiros! 😀

Treze minutos depois de termos partido de Bellagio, desembarcamos em Varenna. Como chegamos bem cedo, tivemos a cidade só para nós e simplesmente adoramos aquele lugar!

Varenna

Varenna (3)

Esperamos até às 10 horas para a abertura da Villa Monastero (pormenores da visita aqui) e visitamos os seus jardins em pouco mais de uma hora. Não poderíamos demorar-nos muito mais, pois o próximo barco era às 11:23, e a Villa ainda é um pouco distante do cais… Mas foi tempo suficiente, conseguimos visitar todo o jardim sem pressas. Caso pretendam conhecer o museu, vão com certeza necessitar de mais tempo…

Varenna (2)

Apanhamos o barco que nos levou à Villa Carlotta e visitamo-la muito calmamente (pormenores da visita aqui).

Tremezzo (6)

Quando saímos de lá, ainda faltava muito tempo para o próximo barco (era só às 15 Horas). Por isso, decidimos andar um pouco sem rumo até encontrarmos algum sítio para comer uma pizza e descansar um pouco…

Tremezzo

Tremezzo (3)

Tremezzo (4)

Depois fomos conhecer um pouco de Tremezzo. Apanhamos aí o barco que nos levou até Lenno.

Lenno (5)

Lenno (4)

Lenno (2)

Adorei Lenno, achei-a super pitoresca. Antes de irmos para a Villa del Balbianello, fizemos (fiz, vá! Arrastei, literalmente o Sérgio para lá) uma paragem na “La Fabbrica del Gelato” onde comi (devorei, diga-se!) o melhor gelado da minha vida! A sério!!! Era tão bom, tão bom, que quando saí da Villa, antes de ir apanhar o barco de regresso, passei lá novamente para comprar outro gelado! Até o Sérgio, que não liga nada a doces, adorou!

Lenno (3)

Fica a dica, se lá forem, provem o de sabor a avelã (nocciola).

Apanhamos o barco das 17:09Hrs para regressarmos a Bellagio. Ainda havia um às 19:09, que era o último. Mas queríamos evitar ir no último barco, pois poderia algo correr mal e, se por alguma razão não conseguirmos embarcar nesse, ficamos sem grandes soluções para voltar a Bellagio… Como estávamos no outro lado do Lago… talvez só de táxi, e nem quero imaginar a fortuna que nos deviam cobrar!

Neste dia não fizemos mais nada. Arrastamo-nos, literalmente, até ao apartamento e ficamos por lá o resto da tarde/noite.

3º Dia

Como o dia anterior foi tão cansativo, neste dia decidimos não planear nada em concreto… Acordamos só quando nos apeteceu, sem despertador. Tomamos um delicioso pequeno-almoço na varanda do apartamento, que tinha uma vista maravilhosa para o Lago.

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Só saímos do apartamento no final da manhã, e fomos percorrer as ruazinhas de Bellagio. Entramos no Bar Pasticceria Rossi, que tem uma esplanada com vista para o Lago, e pedimos um cappuccino. Aquele bocadinho soube-nos tão bem, ficar ali apenas a apreciar as vistas e a relaxar 🙂

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Como não podíamos levar o resto do dia na esplanada, decidimos ir explorar mais um pouco da cidade. Caminhamos até chegar à “La Punta di Bellagio”. Local onde foi construído um pequeno porto, no ano de 1820, e que tem umas vistas magnificas para o Lago e para a cidades mais próximas.

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Antes de regressarmos ao apartamento para almoçar, encontrei em Bellagio uma loja com decorações de Natal, que fez-me ficar eufórica!

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Para quem não sabe, tento sempre trazer um souvenir de viagem para colocar na árvore de natal (copiei a ideia da Drieverywhere), assim, todos os anos ao decorar a árvore de natal recordo-me das viagens que já fiz 🙂 Mas, nem sempre é fácil encontrar enfeites de Natal… Por isso, quando encontro uma loja só com essas decorações é uma alegria!

E esta loja é um charme! Tem imensos artigos, e, também é possível personalizar o enfeite, escrevendo o que quisermos, e é feito na hora, pela dona da loja.

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Depois do almoço e de alguma indecisão do que iriamos fazer durante a tarde, entramos no nosso piccolo Fiat Panda e fomos até à Cidade de Como.

Quando chegamos à cidade de Como estacionamos o carro no parque de estacionamento Autosilo Valduce, que se fica a uns 200 metros do centro. Muito bem localizado e pagamos apenas 3,50€ por duas horas.

Seguimos em direcção à Catedral de Como (Duomo), que nos impressionou bastante. Esta Catedral foi a última que foi construída, no estilo em gótico, em Itália.

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À sua volta existe uma praça muito simpática, com muitos restaurantes e bares. Os seus prédios possuem uma arquitectura que não nos faz ficar com dúvidas que estamos em Itália.

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Passamos pela Piazza Cavour e depois seguimos por um caminho pedestre, sempre junto ao Lago, até chegarmos à escultura Life Electric, que se encontra no cais do Lago. Esta escultura contemporânea foi concluída em 2015, e é dedicada ao físico Alessandro Volta.

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A Life Electric foi inspirada na tensão eléctrica que existe entre dois polos de uma bateria.

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Existem muitas mais coisas para fazer em Como, é uma cidade muito interessante e que nos surpreendeu bastante. Mas a ideia não era fazer um reconhecimento exaustivo da mesma, mas sim conhecer algum sítio diferente e, ao mesmo tempo, descontrair. Por isso, apesar de termos conhecido muito pouco da cidade, ainda lá estivemos cerca de duas horas, mas foi tudo em slow mode.
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Não podíamos ir embora sem experimentar os gelados de Como! Não é?! 🙂 Entramos na Gelateria Lariana ( Lungo Lario Trento, 5 – Como) e recomendamos, muito!! Mais uma gelataria para entrar no meu top 5, de gelados preferidos!IMG_7041
4º Dia

No 4º e último dia de viagem saímos cedo do Lago, pois tínhamos que entregar o carro na rentcar do Aeroporto de Milão, até às 11 da manhã. Depois de devolvermos o veículo ainda nos restava algumas horas até apanhar o avião que nos levava de regresso a Portugal. E já que estávamos em Milão, tínhamos que aproveitar a oportunidade e conhecer um pouco da cidade!

Compramos o bilhete de comboio de ida-volta que custou 20€/pessoa. (sai mais barato se comprarem assim, do que um bilhete por trajecto, que custa 13€).

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Apanhamos o comboio em direcção a Milano Cadorna, por ficar mais próximo das principais atracções de Milão. E cerca de 40 minutos depois, saímos da estação e seguimos em direcção ao Duomo de Milano.

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Só para terem uma ideia da complexidade que é tirar uma fotografia à Catedral, sem apanhar pessoas… 😛 #missãoimpossível

Depois entramos nas Gallerias Vittorio Emanuele II, onde fiz algumas comprinhas! #issoqueriaeu #aindaandeianamorarumagucci

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Onde está o Wally? 😛

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De seguida passamos pela Piazza de Scala.

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E já no regresso para a estação de comboio, fomos até ao Castello di Sforza. Mas ficamos apenas pelo exterior, pois não tínhamos muito mais tempo disponível…

E sinceramente, não ficamos com vontade de conhecer muito mais… A cidade desiludiu-nos um pouco… A Catedral e as Galerias são imponentes, realmente são… Mas… nada de extraordinário! E depois de alguns dias, no meio de paisagens naturais tão deslumbrantes como as do Lago, achamos que Milão era uma cidade um pouco suja e com demasiados turistas, para o nosso gosto! Não nos convenceu.

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As “Villas” no Lago di Como

Visitamos três “Villas” em três cidades distintas, no Lago di Como. E depois de as ter visitado não consigo decidir qual foi a minha preferida. Apaixonei-me por todas elas, pois cada uma tem um encanto diferente que me fez ficar rendida…

A primeira que visitamos foi a Villa Monastero, em Varenna.

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A Villa Monastero é uma villa ecléctica, que inicialmente era um convento cisterciense, fundado no final do século XII.

Em 1566, o arcebispo Carlo Borromeo decidiu transferir as últimas seis freiras do mosteiro para outro edificio cistercensiano em Lecco; como consequência, em 1569, a Villa Monastero foi vendida a Paolo Mornico.

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Walter Kees de Leipzig comprou a villa em 1890 e, entre 1897 e 1909, realizou modificações que deram origem ao seu actual estilo eclético. Em 1936, a família Milanese De Marchi, originária da Suíça, doou a villa ao público e tornou-se num museu. Em 1940, os jardins foram abertos ao público.

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A Villa Monastero é cercada por um jardim, possuindo várias espécies botânicas raras provenientes de todo o mundo. Em cada época do ano, os visitantes, podem desfrutar de uma verdadeira explosão de cores, formas e perfumes.

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Esta Villa tem uma localização bastante privilegiada, mesmo à beira do lago, de onde se podem obter umas vistas deslumbrantes.

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Morada: Viale Giovanni Polvani, 4 – Varenna

Site: www.villamonastero.eu/

Horário: Consoante o mês tem um horário diferente, é melhor consultarem o site (aqui).

Preço: 5€ Jardins / Jardins e Casa 8€ – Desconto de 1€ no bilhete inteiro ao apresentar o bilhete de barco, Navigazione Lago di Como.

Quando saímos de Varenna dirigimo-nos até Tremezzo, para visitar a Villa Carlotta. Assim que começamos a aproximar-nos da Villa, através do barco, conseguimos ver o imponente edifício e as suas escadarias de cor branca, que se destacam de tudo o resto à sua volta.

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Esta belíssima villa foi construída no final do século XVII, pelo marquês Giorgio Clerici.

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Em 1801, Gian Battista Sommariva, político famoso, empresário e patrono das artes, comprou a Villa Carlotta. Graças a ele, a propriedade em Tremezzo alcançou o topo do seu esplendor, tornando-se num templo de arte do século XIX. O último beijo de Romeu e Julieta é apenas uma das muitas obras-primas que enriquecem a sua extraordinária colecção. Sommariva transformou a herdade num fascinante jardim romântico.

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Os herdeiros de Sommariva venderam a Villa em 1843 à princesa Marianne de Nassau, esposa de Albert da Prússia, que presenteou a sua filha Carlotta por ocasião de seu casamento com Georg of Sachsen-Meiningen. Daí o nome Villa Carlotta.

Os Sachsen-Meiningens usaram a Villa como local de férias. Não fizeram mudanças substanciais no edifício; venderam os restos da coleção de arte, com exceção de algumas estátuas e pinturas e dedicaram-se ao cuidado e ao enriquecimento do jardim, introduzindo uma grande variedade de espécies raras e exóticas.

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Os jardins desta Villa são verdadeiramente esplenderosos. A convivência harmonica dos estilos, a variedade de espécies de plantas e sua localização formidável, são apenas alguns dos aspectos que tornam este lugar num dos locais mais visitados do Lago di Como.
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É possível escolher entre dois percursos para visitar os jardins: o itinerário breve (45 minutos) e o completo (90 minutos). Nós decidimos escolher o maior, e fizemo-lo em modo passeio, com várias paragens para tirar fotografias e para apreciar a paisagem. Mesmo assim, demoramos menos de 90 minutos!
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É um passeio extremamente agradável, onde estamos em pleno contacto com a natureza. Encontramos pouquíssimos turistas, o que nos permitiu usufruir melhor de toda a envolvência. Acredito que nos meses de verão não seja tão tranquilo passear por lá…

Morada: Via Regina, 2 – Tremezzina

Paragem barco: Villa Carlotta (Pára mesmo em frente à Villa)

Site: www.villacarlotta.it

Horário: No mês de Dezembro encerram e só voltam a abrir no final de Março. Os horários mudam consoante o mês, por isso é melhor consultarem o site (aqui).

Preço: 10€ – Existe um desconto ao apresentar o bilhete de barco, Navigazione Lago di Como. Não sei qual o valor do desconto que só agora é que me apercebi que não me lembrei de apresentar o bilhete! #fail

Escassos três km separam Tremezzo de Lenno, local onde se encontra a Villa del Balbianello.

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Esta Villa foi construída nos últimos anos de 1700, pelo Cardeal Durini, que pretendia construir uma tranquila residência de Verão. Quando o Cardeal morreu, em 1797, a Villa foi herdada por Luigi Porro Lambertenghi, sobrinho de Durini, que transformou a villa num lugar de meditação serena para elementos da maçonaria.

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Ao longo dos anos a Villa passou por vários proprietários e algum abandono por parte dos mesmos. Até que em 1974, o seu último proprietário, Guido Monzino, fez uma ampla reestruturação, tanto na mansão como nos jardins, que adquiriram a forma actual.

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Guido Monzino, solteiro e sem herdeiros diretos, morreu em 1988, deixando a Villa, as suas fabulosas peças de mobiliário e os seus magníficos jardins para o Fondo Ambiente Italiano (FAI), juntamente com um fundo monetário que, ainda hoje, ajuda a suportar os seus custos de manutenção.

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O seu jardim extremamente bem cuidado, com várias estátuas a embelezá-lo e com umas vistas espantosas para o Lago, tornam-na num lugar de uma beleza inqualificável.

De destacar a sua magnifica Loggia (elemento arquitetónico aberto inteiramente e, normalmente sustentado por colunas e arcos), toda envolvida em vegetação e com vistas esplendorosas para o Lago.

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É um lugar de extrema beleza que não passou despercebida a Hollywood. Por isso, já serviu de cenário para alguns filmes, entre os mais conhecidos está o Star Wars – Ataque dos Clones, episódio II.

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E também uma cena do filme 007 – Casino Royale, onde a Villa Del Balbianello serviu de clínica onde James Bond (Daniel Craig) recupera-se após uma tortura…

Morada: Via Comoedia 5, Tremezzina

Como lá chegar: É possível aceder a pé, a partir de Lenno. Assim que desembarcamos, existem indicações para a Villa del Balbianello à saída do cais. É cerca de 1 km até lá chegar, e metade do percurso é num caminho um pouco sinuoso, com subidas acentuadas. Também é possível aceder através de taxiboat, que pára num pequeno cais exclusivo e com acesso directo aos jardins da Villa. Não sei os valores, mas acredito que não deve ser muito barato…

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Site: www.fondoambiente.it/

Horário: Meados de Março a 19 de Novembro, das 10 às 18 Horas. Abre todos os dias, excepto às Segundas e Quartas. Existem algumas aberturas excepcionais durante o inverno, podem consultar as datas no site (aqui)

Preço: 10€ Jardins / 20€ Jardins e Villa.

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Lago Di Como – Itália

A lista de sítios que quero, ou que gostaria de visitar é interminável e, o Lago di Como em Itália, não estava nos planos imediatos. Mas, estava a precisar de umas férias mais relaxadas, não daquele género de viagens que necessito de férias depois das férias! Não podia ser um destino muito longe, pois o Sérgio já não tinha muitos dias de férias para gozar este ano…assim, e depois de pesquisar alguns voos, vi que as passagens para Milão estavam bastante acessíveis… E de Milão aos Lagos era um “pulinho”. Foi dessa forma que o Lago di Como nos apareceu como o próximo destino de férias! 🙂

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O Lago di Como é um dos três grandes lagos italianos: Lago Maggiore, Di Lugano e Di Como. É o 3º maior lago da Itália com 146 Km2 e está localizado no norte do país, bem perto da fronteira com a Suiça, numa região chamada Lombardia. É um dos lagos mais profundos da Europa, atingindo os 416 metros.

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O lago tem o formato da letra Y invertida, e tornou-se no mais conhecido devido às suas esplenderosas “villas” que têm servido de pano de fundo para diversos filmes. E, também, porque este lugar é um dos refúgios dos mais ricos. Vários famosos tem ou já tiveram casa aqui, como o George Clooney, Madonna, Gianni Versace…

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A beleza desde lugar é indescritível. As fotos não fazem juz à beldade das paisagens do Lago. Era tudo tão idílico que muitas vezes dava por mim a questionar se estaria em algum sonho… 🙂

Os muitos vilarejos encostados às margens do lago e rodeados pelas montanhas, tornam-no num lugar de beleza inqualificável.

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Apesar de à volta do Lago existirem várias vilas e imensos locais interessantes não conseguiríamos visitar tudo com os dias que tínhamos disponíveis. Além disso, queríamos fazer tudo muito calmamente para também praticarmos o “Dolce Far Niente”. 🙂

Depois de alguma pesquisa, decidimos visitar as seguintes “comunas” (expressão italiana para município):

Bellagio é um dos vilarejos mais conhecidos do Lago, e é também considerado um dos mais bonitos. (Não o achei o mais bonito, mas já lá vamos). É, sem dúvida, bastante pitoresco, com as suas ruas estreitas floridas e muito bem cuidadas.

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Decidimos pernoitar em Bellagio, devido à sua excelente localização. O ideal é ficar na “mid-lake”, ou seja, mais no centro do Lago, pois assim permitirá explorar mais facilmente as cidades à volta do Lago. Além disso, Bellagio é uma cidade maior em relação às suas vizinhas mais próximas e, por isso, existem mais transportes, restaurantes, hotéis…

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Varenna

Esta foi a cidade que conquistou o meu coração. Foi a grande surpresa da viagem, na minha opinião, (e do Sérgio) esta é a mais bonita e autêntica do Lago.

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Chegamos bem cedo e por isso o vilarejo estava praticamente por nossa conta. Nas primeiras horas quase não encontramos ninguém… Caminhamos muito calmamente e deliciamo-nos com vários pormenores de Varenna que, certamente, se estivesse apinhada de turistas não repararíamos. E simplesmente apaixonamo-nos por aquele lugar.

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Caminhamos na orla do lago, onde não circulam carros, e ficamos fascinados com as diversas esplanadas que lá se encontram, com uma vista esplendorosa e privilegiada para a báia. Ficamos com uma vontade enorme de almoçar por lá e praticar o “Dolce Far Niente”, mas ainda era muito cedo. Além de que não podíamos perder o próximo barco que nos levaria a Tremezzo.

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Tremezzo

Não desembarcamos em Tremezzo, mas sim, na Villa Carlotta (fica mesmo muito próximo), pois o objectivo principal era conhecer a Villa e os seus jardins.

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O edifício da Villa Carlotta é imponente mesmo visto de longe. Do barco conseguimos vislumbrar toda aquela construção de cor branca, com os seus portões e escadarias. Mas, é nos seus jardins que a magia acontece…uma paisagem luxuriante e de cortar a respiração, que terá direito a um olhar mais detalhado em outro post. 😉

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Como ainda faltava algum tempo para o próximo barco, quando saímos da Villa Carlotta, decidimos passear e conhecer um pouco de Tremezzo. Mas, não tem muito mais para se ver… Fomos avançando pela marginal e ao passarmos em frente ao Grand Hotel Tremezzo ficamos deslumbrados. O edifício encontra-se localizado em frente ao Lago e possui uma piscina construída lá dentro. Numa próxima viagem ao Lago, já sabemos onde ficar 😛 #deveserbaratinho

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Piscina do Grand Hotel Tremezzo

Lenno

Mais um vilarejo que parece que saiu directamente de um conto de fadas. Muito acolhedor e simpático, é relativamente pequeno e vê-se bem em pouco tempo.

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Mas, a sua principal atracção, e também o motivo da nossa visita, é a Villa del Balbianello. Lugar de tirar o folego de tão lindo que é! Já serviu de cenário para vários filmes. (Mais pormenores no próximo post, deixo só algumas fotos para abrir o apetite).

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Como

Apesar de ter pesquisado e planeado o que visitar na cidade de Como, inicialmente ponderamos em não ir. Mas, como tínhamos uma tarde livre, e apesar de querermos relaxar, não conseguimos parar quieto, especialmente se estivermos num sítio pela primeira vez… Então, decidimos pegar no carro e conduzir até Como.

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Esta cidade também foi uma agradável surpresa. Bem maior do que as que já tínhamos visitado nos outros dias, possuindo várias infraestruturas de uma cidade moderna mas sem perder o encanto de se encontrar rodeada pelas montanhas e pelo Lago.

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Como este post já está a ficar muito extenso, vou fazer outro com mais pormenores dos lugares a visitar em cada “comuna“.

Pois no último dia inteiro no Lago decidimos não fazer planos… Acordamos sem despertador, saboreamos o pequeno almoço na varanda do nosso apartamento calmamente, depois, fomos passear
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I’m going to Italy!!

A esta hora, se tudo correr bem, já estamos no avião a caminho de Milão! De lá alugamos um carro para o Lago Como 🙂

Vai fazer 5 anos que fui pela primeira vez a Itália, mais precisamente a Roma. E desde aí, ficou a vontade de conhecer muito mais deste país! Além disso, estou com tantas saudades da comida…

IMG_6852Quem me segue pelo Instagram pode ir acompanhando as aventuras desta viagem, pois vou publicar várias fotos por lá (espero!) 😁

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Quinta da Regaleira – Sintra

Na minha opinião a Quinta da Regaleira é um dos locais mais românticos, mais enigmáticos e mais surpreendentes que Sintra pode oferecer.

A Quinta da Regaleira foi residência de verão da família Carvalho Monteiro, entre 1848 e 1920. António Augusto Carvalho Monteiro, um brasileiro riquíssimo de ascendência portuguesa decidiu adquirir esta quinta para criar o seu lugar de eleição.

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Quando adquirimos o bilhete de entrada é-nos entregue um mapa da Quinta. Não o percam porque vai dar muito jeito, pois o jardim é enorme e é muito fácil perdermo-nos por lá!

Apesar do Palácio da Regaleira ser o edifício principal desta Quinta, são os seus jardins os grandes protagonistas da visita e é aí que se encontra toda a magia e esoterismo.

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No enorme jardim podemos encontrar lagos, grutas, túneis subterrâneos, poços, torres, esculturas… é o inicio de uma viagem para um mundo de imaginação.

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Existem vários túneis, o que permite percorrer a quinta por debaixo da terra devido às ligações existentes entre eles. É aconselhável levar uma lanterna (ou o telemóvel) porque  lá dentro não há luz e a visibilidade é quase nula!

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É bastante interessante e misterioso percorrer estes túneis pois nunca sabemos ao certo o que vamos encontrar pelo caminho, nem onde vamos sair…

Um dos que mais gostei de fazer foi o Portal dos Guardiões, que nos leva a uma das entradas para o Poço Iniciático que é uma das imagens mais conhecidas da Quinta da Regaleira.

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O Poço Iniciático, ou a “Torre Invertida”, afunda-se a cerca de 27 metros no interior da terra, com acesso através de uma monumental escadaria em espiral. Acredita-se que aqui se faziam rituais relacionados com o esoterismo.

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A melhor forma de apreciar a grandiosidade desta obra, é percorrer um dos túneis que dão acesso à base do poço e ir subindo os degraus até ao topo.

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Não deixem de passar pelo Lago da Cascata, que pode passar despercebido aos mais distraídos por se encontrar um pouco escondido. Aqui temos que caminhar sobre umas pedras que se encontram ao longo do lago, para conseguirmos aceder ao túnel! Simplesmente mágico! 🙂

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Depois de percorrer todo o jardim deixamos para o final a visita ao Palácio. Aqui podemos encontrar diversas salas com uma decoração da época e algumas explicações sobre a história da Quinta.

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Uma das áreas que mais me impressionou aqui dentro foi a sua biblioteca. Junto às prateleiras o chão é em espelho, o que cria uma ilusão de óptica e dá a sensação que as prateleiras são infinitas!

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Informações Úteis:

Horário: 1 Abril a 30 Setembro – 09:30 às 20:00 Horas / 1 Outubro a 31 Março – 09:30 às 18:00 Horas

Preço: Adultos 6€. Desconto para crianças, idosos e estudantes.

Para os munícipes a entrada é gratuita aos domingos.

Morada: Quinta da Regaleira, 2710-567 Sintra

Site: http://www.regaleira.pt/default.aspx

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Museu da Carris

Há imenso tempo que o Sérgio me dizia que gostava de visitar o novo museu da Carris. Como eu nunca lá tinha ido, aproveitamos um fim de semana que passamos em Lisboa e que não tínhamos nada combinado, lá fomos nós!

Desde 1872 que a Carris presta um forte contributo para o crescimento de Lisboa. A empresa de transportes públicos tem vindo a acompanhar a evolução da cidade desde então.

Ao visitarmos este Museu realizamos uma viagem no tempo através do vasto espólio disponível. Desde fotografias, uniformes, títulos de transporte, elétricos e autocarros, entre muitos outros documentos e objectos de grande interesse histórico.

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Fizemos o trajecto para o Núcleo II (que é o mais interessante, na minha opinião) num eléctrico de 1901. E não estava nada à espera, foi surreal! Só esta viagem valeu a visita ao museu 🙂

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No Núcleo II encontra-se em exposição viaturas que fizeram a história da empresa (carro americano, eléctricos e autocarros).

Carro Americano

Carro Americano

Carro Americano

Em 1873 a Carris inaugurou o seu serviço ao público com viaturas de transporte urbano a tracção animal deslocando-se sobre carris.

Apelidados, pela gíria, de “Americanos”, eram puxados por dois animais. A entrada em circulação do serviço de carros eléctricos, em 1901, conduziu à sua total extinção.

Ilustrando um dos modelos desaparecidos, a réplica que se encontra no museu foi integralmente construída nas oficinas da Carris, com base num projecto datado de 1886.

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Electrico nr.º 444

Entre Maio e Junho de 1901 entraram em funcionamento os primeiros carros eléctricos fechados que integraram a frota da Carris, num total de 75, de “grande conforto e elegância” para a época, com janela de caixilhos envidraçados, guarnições interiores de madeira trabalhada a baixo-relevo, cadeiras interiores reversíveis forradas com tecido de palha entrançada e uma pintura exterior muito bem acabada.

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Foram numerados de 401 a 474. Eram conhecidos por “São Luis”, devido à sua proveniência de fabrico, a fábrica americana St. Louis Car, Cª. e, a partir de 1952, foram sendo progressivamente abatidos ao serviço.

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Esta parte é bem interactiva, sendo possível entrar na maioria dos veículos, sentarmo-nos nos lugares dos passageiros, assim como no do motorista.

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IMG_0392É um museu bem interessante e que vale uma visita! Eu adorei conhecer um pouco mais da história da Carris, assim como ter entrado em eléctricos e autocarros que estão fora de circulação há muitos anos!

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Informações Úteis:

Morada: Rua 1º Maio nr.º 101, Lisboa

Horário: Segunda a Sábado 10 às 18 Horas. Aos sábados encerra das 13 às 14 Horas. Encerrados aos Domingos e Feriados.

Preço: 4€/ Adulto

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Hotel Dom Dinis – Marvão

Para a estadia em Marvão apenas tinha uma condição: Ficar dentro das muralhas! Depois de muito procurar, pareceu-me que o Dom Dinis era uma escolha acertada. E não podia estar mais certa, pois adoramossssss tudo! E, se um dia lá voltarmos, vamos ficar aqui, certamente!

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O quarto apesar de relativamente pequeno, era muito confortável e tinha uma vista magnífica para o Castelo de Marvão.

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De bónus, o hotel tinha um jacuzzi com vista para uma paisagem maravilhosa, o que tornou ainda mais especial aquele momento em que lá estivemos. A ida ao jacuzzi tem que ser marcada antecipadamente e só permitem uma marcação de cada vez, o que possibilita estarmos por lá mais à vontade e com mais privacidade.

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É muito bem localizado, mesmo ao lado do Castelo. Apesar das ruas estreitas de Marvão, o hotel é de fácil acesso e com estacionamento gratuito.

Foram todos muito simpáticos e prestáveis, desde a proprietária aos empregados.

IMG_5986O pequeno almoço estava incluído na tarifa e, além de muita variedade, tinham diversos produtos locais como queijos e doces, o que na minha opinião é uma mais valia.

Adoramos a experiência e vamos voltar, sem dúvida!

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