Mosteiro da Batalha

Depois de termos visitado o Mosteiro de Alcobaça, seguimos para a vila da Batalha para visitarmos o seu Mosteiro.

O Mosteiro da Batalha foi mandado erguer pelo Rei D. João I, resultado do cumprimento de uma promessa feita em agradecimento pela vitória em Aljubarrota, batalha essa que lhe assegurou o trono e garantiu a independência de Portugal.

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As obras prolongaram-se por mais de 150 anos, através de várias fases de construção, o que resultou numa mistura de estilo arquitectónicos. Apesar do estilo Gótico ser predominante é fácil identificarmos outros estilos presentes neste Mosteiro, como o Manuelino e o Renascentista.

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Assim como o Mosteiro de Alcobaça, também o Mosteiro da Batalha em 1983 foi considerado Património Mundial pela UNESCO. E também foi eleito uma das sete maravilhas de Portugal.

O exterior deste monumento é de deixar qualquer um de queixo caído, o seus detalhes minuciosos e a sua grandeza é de uma espectacularidade única!

Podia ter ficado só pelo exterior que já tinha ficado feliz, devido à sua incomparável beleza. Mas, já que alí estavamos entramos, obviamente 🙂

 Também aqui, para acedermos apenas à igreja, não se paga nada.

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Junto à entrada da igreja encontra-se a bilheteira para termos acesso às outras partes do mosteiro.

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O interior deste Mosteiro fez-me lembrar muito o que tinha visitado anteriormente, o de Alcobaça.

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Fonte dos Dominicanos, onde os frades que aqui viviam vinham lavar as mãos antes das cerimónias

Terminamos a visita nas Capelas Imperfeitas, que na minha opinião é a zona mais bonita deste Mosteiro. Para lá chegarmos é necessário sairmos para o exterior do Mosteiro e logo de seguida voltar a entrar por uma pequena porta situada nas traseiras do monumento.

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As Capelas Imperfeitas são assim apelidadas por a sua construção nunca ter sido terminada, como é fácil perceber, pois o tecto nesta zona não existe.

Este local é composto por um conjunto de sete capelas funerárias em torno de um pátio.

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Os pormenores minuciosos que se encontram nas capelas imperfeitas são simplesmente extraordinários.

Os detalhes, o tecto inacabado e a chuva que estava a cair, naquele momento, no pátio fizeram-me apaixonar por esta zona do mosteiro e foi-me muito difícil dar por terminada esta visita. Só me apetecia ficar a admirar todo aquele espectáculo arquitectónico, aquela mistura do trabalho minucioso com o trabalho por acabar… Mas a chuva e o frio já começavam a incomodar, por isso tive que despedir-me daquele lugar, com a promessa de voltar num dia com sol 🙂

Informações Úteis:

Preço: 6€ / Entrada Livre no 1º Domingo de cada mês / Bilhete Património Mundial (Batalha, Alcobaça e Convento de Cristo) 15€ e é válido por 7 dias.

Horário: 16 Outubro a 31 Março 09:00 às 18:00 Hrs (última entrada às 17:30) / 01 Abril a 15 Outubro 09:00 às 18:30 Hrs (última entrada às 18:00)

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Miradouro do Arco da Rua Augusta

Quando vamos passar o fim de semana a Sintra tentamos quase sempre visitar algo de novo, como era início de Janeiro ainda tínhamos uma pequena esperança de apanharmos a iluminação de Natal de Lisboa ligada, mas apesar de as iluminações ainda lá estarem não se acenderam… Por isso, aproveitamos por passear pela baixa da capital e decidimos subir ao Miradouro do Arco da Rua da Augusta.

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A construção do Arco da Rua Augusta foi programada em 1759, no âmbito da reconstrução pombalina, após a destruição da baixa lisboeta pelo terramoto de 1755.

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A partir de 9 de Agosto de 2013 é possível aceder ao miradouro, no topo do Arco. A entrada faz-se pela Rua Augusta, através de uma pequena porta mesmo ao lado do arco. Parte do percurso para o acesso ao miradouro é feita através de elevador, depois é preciso subir dois lanços de escadas.

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As escadas são bem estreitas e em caracol e apenas cabe uma pessoa de cada vez. Para a subida e descida se faça sem qualquer constrangimento existe sinalizações (um género de um pequeno semáforo) que é necessário carregar e só quando fica verde podemos subir sem corrermos o risco de esbarrarmos em alguém…

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O topo do Arco oferece uma vista panorâmica ímpar sobre a cidade de Lisboa.

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Daqui é possível avistar o Terreiro do Paço, a Baixa Pombalina, o Tejo, a Sé, o Castelo de São Jorge, a Ponte 25 de Abril e a estátua do Cristo Rei.

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É sem dúvida uma vista magnifica e imperdível numa visita a Lisboa.

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Preço: 2,50€ / Crianças com idades até 5 anos não pagam bilhete.
Horário: 9 às 19 hrs. Aberto todos os dias
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2016 em Viagens

Ultimo dia do ano! Altura ideal para fazer uma retrospectiva das viagens deste ano. Este ano não me posso queixar muito… consegui fazer uma das Eurotrips que há imenso tempo que queria fazer, visitei um mercado de Natal alemão e ainda consegui dar umas voltinhas pelo meu Pais.

Então cá vamos:

Em Janeiro começamos o ano a passear por Portugal.

Num fim de semana fomos ao Mosteiro de Alcobaça.

E também ao Mosteiro da Batalha.

Em Março fomos comemorar o aniversário do Sérgio em Évora.

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E passamos um fim de semana super divertido!

E também relaxante, pois aproveitamos bem a estadia na fantástica Casa do Governador.

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Antes de regressarmos ao Algarve ainda passamos por Montemor-o-Novo. Onde saboreamos uma deliciosa refeição no surpreendente restaurante “A Ribeira”.

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Em Abril aproveitamos um fim de semana prolongado e fomos dar umas voltinhas pelo nosso país.

Regressamos a Cascais, um local que gostamos muito.

Também fomos a Arrábida…

e passamos um dia fantástico no Jardim Zoológico de Lisboa.

Chegou o mês mais esperado do ano, Maio! Onde realizamos uma viagem há muito idealizada por nós, uma Eurotrip. Conhecemos 4 países novos e voltamos a um que gostamos imenso!

Começamos na República Checa, onde conhecemos a lindissíma cidade de Praga.

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De Praga fomos para uma cidade da qual me apaixonei instantaneamente, a deslumbrante Viena.

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A caminho de Budapeste demos um “pulinho” à Eslováquia e onde em apenas em algumas horas conhecemos um pouco de Bratislava.

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Um dos últimos destinos da nosso Eurotrip foi na Hungria, em Budapeste. Onde, apesar do mau tempo que apanhamos no primeiro dia, conseguimos aproveitar bastante a cidade e onde passeamos bastante a pé.

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E uma viagem a Budapeste não fica completa sem uma ida aos banhos termais! E nós, é claro que fomos! 😀

Demos por terminada a nossa Eurotrip, num regresso a um país que adoramos, a Alemanha.

Aproveitamos a escala de seis em horas em Frankfurt e fomos conhecer um pouco a cidade.

Apanhamos um dia fantástico e ficamos com muita vontade de regressar com mais calma 🙂

Chegou o verão e como o meu trabalho está muito ligado ao turismo é-me impossível tirar férias nessa altura, por isso, aproveitamos todos os fins-de-semana para descansarmos e tentarmos dar umas voltinhas por perto 🙂

Em Agosto fomos um fim de semana a Lisboa (o meu mês preferido para ir à Capital), e fomos conhecer o Museu da Carris.

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No auge do verão (julho e agosto) tentamos ir para praias mais desconhecidas e onde não existe uma quantidade massiva de turismo.

Praia do Amado, Carrapateira.

Praia do Vale dos Homens, Aljezur.

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Praia da Bordeira, Bordeira (Aljezur).

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Finalmente chegou o mês de Setembro, o nosso mês preferido do verão, onde já é possível aproveitar o nosso Algarve.

Regressamos às praias da nossa cidade, pois nesta altura já conseguimos estender a toalha na areia sem correr o risco de passados 5 segundos, termos alguém a um palmo de nós 😛

Praia do Camilo, Lagos. A minha praia preferida 🙂

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Praia D. Ana, Lagos.

A praia da D. Ana era a minha preferida até há uns tempos atrás, mas graças à intervenção humana perdeu toda a sua beleza… Um assunto que quero escrever num outro post…

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Chegou o mês de Outubro e tirei uma semaninha de férias, para descansar da loucura do verão que é aqui no Algarve.

Num desses dias de férias “agarrei” na minha mãe e presentei-a com uma viagem-relâmpago ao Porto.

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Apesar da chuva é uma cidade de nunca desaponta, é sempre linda, faça sol ou chuva 🙂

Nos últimos dias de Novembro e os primeiros de Dezembro regressamos à Alemanha, para conhecer mais um mercado de natal 😀

Apesar do foco principal da viagem serem os mercados de natal, ainda assim, conseguimos conhecer bastante da cidade de Hamburgo.

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Num dos dias desta viagem fomos conhecer a cidade de Lüneburg, que fica a cerca de 40 min. de comboio de Hamburgo.

Sabem aquelas cidade que parecem que saíram de um conto de fadas? Assim é Lüneburg!

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Uma cidade super fofa e da qual ficamos rendidos! 🙂

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E obviamente que também existiam vários mercados de natal espalhados pela cidade 🙂

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O meu emplastro 😛

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E assim demos por terminado mais um ano! Espero que o próximo ano nos traga tão boas surpresas como este nos trouxe 🙂

Feliz 2017! 😀

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Amo viajar

Li este texto e identifiquei-me tantooo 🙂

Phang Nga Bay (3)

“Quando eu viajo, acordo cedo no primeiro toque do celular, mesmo que tenha ido dormir bêbada e tarde. Caminho o dia todo e caminho mesmo, quilômetros. Corro entre uma atração e outra. Tenho programação para o dia e para a noite. Enfrento fila. Faço trilhas, canoagem, esquio, ando de bicicleta. Quando estou em casa eu fico cansada. Eu deixo de fazer coisas, encontrar gente por estar cansada. Se vejo 5 pessoas na fila do mercado fico sem comprar o que queria. Quando eu estou em casa eu pego táxi para ir a lugares no meu bairro.

Quando eu viajo, eu rio mais, eu sou mais carinhosa, eu faço ligações entre as coisas que já vi, estudei e o que estou conhecendo, eu lembro de pessoas queridas. Quando eu viajo eu sou uma pessoa fácil, maleável, com disposição, que aceita as mudanças de bom grado, eu provo coisas novas, aceito fazer programas que não curto tanto para acompanhar (e agradar quem eu amo). Quando eu viajo eu não me julgo isso ou aquilo. Eu faço o que quero e o que dá, sem neuras. Eu sou prática. Quando viajo não ligo para a minha aparência a ponto de perder algo por isso e me importo com ela o bastante para usar acessórios.

Quando eu viajo eu sou uma pessoa que eu gosto de ter por perto. Eu sou quem eu queria ser 365 dias por ano. E é por tudo isso que eu amo viajar. É também porque aprendi, viajando, que não preciso de todas as condições perfeitas para ser quem eu quero que escolhi a opção  mais difícil, menos prática. “

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Frankfurt

Frankfurt apareceu inesperadamente na nossa Eurotrip. Não estava nos nossos planos e só a visitámos porque a TAP suprimiu a rota Budapeste-Lisboa quando já tínhamos a viagem marcada e a solução foi fazer escala por lá. Como ficávamos com cerca de seis horas, decidimos sair do aeroporto e conhecer um pouco a cidade.

Foi uma agradável surpresa e ficamos com vontade de lá regressar com mais calma.

É fácil e rápido chegar ao centro através de transportes públicos, mais concretamente o S-Bahn, pois existe uma estação mesmo dentro do aeroporto.

Nós não chegamos a utilizar o transporte público, pois o Sérgio tem um casal amigo a viver em Frankfurt e, quando lhes disse que íamos lá, prontificaram-se a ir buscar-nos ao aeroporto e fazer-nos uma visita guiada pela cidade.

A primeira paragem foi na Römerberg, que é a praça principal da cidade. As casas à volta da praça tem a arquitectura típica Alemã. No entanto, os prédios e casas desta praça são construções recentes, uma vez que parte da cidade foi destruída durante a II Guerra Mundial, apesar disso, conseguiram manter o estilo original.

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Depois atravessámos a ponte Eiserner Steg que tem uma vista privilegiada para o Rio, para a igreja Dreikonigskirche e para parte da zona financeira da cidade.

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O Antigo e o Recente em plena harmonia.

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Daqui seguimos em direcção à Catedral de Frankfurt.

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Esta Catedral foi construída em 1300, mas já foi destruída e reconstruída algumas vezes. A sua última reconstrução foi após a II Guerra Mundial.

É possível subir à sua torre e obter uma vista panorâmica da cidade, mas nós não o fizemos pois não tínhamos muito tempo disponível, pois ainda tínhamos um avião para apanhar :p

Depois caminhamos calmamente até à zona financeira da cidade e chegamos até ao impressionante edifício da Ópera.

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Bull e Bear Market

Muito próximo daqui estava a decorrer um género de festival, onde estavam muitas barracas a servir comida e bebida. Decidimos encontrar um lugar para nos sentar e saboreamos uma deliciosa refeição acompanhada por uma cerveja Alemã.

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Decidimos aproveitar o resto no tempo na praça Römerberg a beber uma cerveja, para tentarmos não ficar completamente desidratados, pois estava um calor infernal nesse dia, e assim desfrutar do ambiente da cidade.

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Budapeste: Dicas Práticas

Este será o último post sobre Budapeste e vou reunir algumas dicas práticas sobre a cidade (além daquelas que já foram mencionadas neste post.)

  • Hotel

Os requisitos para a escolha do hotel em Budapeste, como em qualquer outro lugar, foram a localização, que tivesse WC privado, que fosse minimamente confortável e que tivesse um óptimo custo x benefício. Inicialmente pensamos em alugar um quarto no Easyhotel, pois somos fãs do conceito. Mas continuei a pesquisar, tanto no Booking como no Airbnb, e encontrei um apartamento que preenchia todos os nossos requisitos e por isso decidimos reservar.

O apartamento é este. Infelizmente esqueci-me completamente de tirar fotografias ao sítio, como habitualmente faço.

Existem três apartamentos para alugar, em prédios residenciais, mas todos em diferentes localizações. Apesar de serem muito próximos uns dos outros, tenham em atenção esse pormenor. Assim que reservamos recebemos um e-mail do hotel com a localização exacta do apartamento, como lá chegar e outras informações importantes.

Uns dias antes de chegarmos a Budapeste enviamos um e-mail a confirmar a reserva e a hora de chegada. Mas como decidimos apanhar um comboio um pouco mais cedo do que inicialmente estávamos a pensar, no caminho enviámos um sms a questionar se era possível alterar a hora de chegada ao que responderem prontamente, informando que não havia qualquer problema (Como é um prédio residencial não existe recepção, temos que aguardar que venham ter connosco para nos entregar a chave). Fomos recebidos por um rapaz super atencioso e simpático, que nos mostrou todos os pormenores do apartamento e deu-nos várias dicas sobre a cidade.

O apartamento era pequeno mas não sentimos necessidade de mais pois tinha todas as comodidades necessárias para que tivéssemos uma estadia confortável. A cozinha era completamente equipada, tinha fogão com forno, micro-ondas, chaleira, diversas loiças.

Ficou aprovadíssimo!

  • Transportes Públicos

O metro de Budapeste é o segundo mais antigo do mundo. A linha M1 começou a funcionar em 1896 e foi declarado Património da Humanidade pela UNESCO, em 2002.

Mesmo que não pretendam utilizar transportes públicos durante a vossa estadia em Budapeste, não podem perder a oportunidade de andar, nem que seja apenas uma vez, por uma das linhas de metro mais antigas do mundo.

O metro de Budapeste é pequeno, tem apenas três linhas. É também barato! Nós compramos um bloco com 10 bilhetes na estação de comboios quando chegamos à cidade e deu-nos para toda a viagem. O bloco com os 10 bilhetes custou-nos 3000 HUF (cerca de 10€), e também podem para ser usados nos autocarros públicos.

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É necessário validar o bilhete antes de entrar na carruagem. À entrada das estações existem máquinas onde devemos colocar os bilhetes para serem carimbados, com a data e hora. E guarde o bilhete até o final da viagem, pois é bastante comum haver fiscalizações durante o trajecto e as multas são pesadas! Apesar de termos andando pouco de metro fomos fiscalizados uma vez.

  • Como ir para o Aeroporto

É muito simples e económico deslocar-se para o Aeroporto de Budapeste. Apanhamos a linha de metro M3 (Azul) até a estação Kobánya-Kispet, que é a última da linha e, assim que saímos da carruagem começamos a ver placas com indicações para o Aeroporto. Ao segui-las, encontramos o Autocarro que nos leva até lá. O Autocarro é o 200E, e deixa-nos mesmo junto à porta das partidas 😉

Todo este trajecto leva cerca de uma hora. Utilizamos dois bilhetes (um para o metro, outro para o autocarro) do bloco de 10 bilhetes que tínhamos comprado no primeiro dia e, assim sendo, gastamos cerca de 2€ para chegar ao aeroporto 😉

Cada bilhete unitário custa 350 HUF (cerca de 1,15€), por isso façam contas e vejam se não lhes compensa mais comprar o bloco com os 10 bilhetes para usarem em transportes públicos durante a vossa estadia.

  • Câmbio

Nós não chegamos a trocar dinheiro, pois fizemos o cambio ainda em Portugal e o dinheiro que levamos chegou perfeitamente para todas as despesas que lá fizemos. De qualquer forma, existem casas de câmbio espalhadas por toda a cidade pelo que não terão problemas em trocar dinheiro. Em muitos sítios podem pagar em Euros e, inclusive, vimos máquinas multibanco que permitiam escolher levantar HUF´s ou Euros!

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Itinerário de 2 dias em Budapeste

Como mencionei no post anterior, devido ao mau tempo que apanhamos no primeiro dia, tivemos que alterar um pouco os planos que tínhamos, apesar dos ajustes conseguimos ver praticamente tudo o que inicialmente tínhamos planeado.

1º Dia

Levamos todo o dia no lado Peste da cidade. Como estávamos hospedados na avenida Andrássy decidimos explorar as redondezas, inicialmente pensamos ir para o Museu do Terror, mas como nos pareceu que não ia chover nas próximas horas decidimos explorar a cidade, enquanto o tempo nos permitisse.

Começamos pela Sinagoga de Budapeste, que é a maior da Europa e a segunda maior do mundo.

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Esta zona era cercada com um muro e uma cerca de arame, para impedir as pessoas de saírem. Era um espaço isolado com pouco ou nenhum acesso a comida e combustível para aquecimento no inverno. E era daqui que eram seleccionadas as pessoas que iam ser deportadas para os campos de concentração. Em apenas oito meses a população de Judeus em Budapeste caiu de 200 mil para 70 mil pessoas, por conta das mortes e das deportações para Auschwitz.

Seguimos em direcção à Avenida Váci Utca, mas antes de embrenharmos por esta avenida, passamos pela Ponte Elizabeth que proporciona uma vista muito bonita para o Castelo de Buda.

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Vale a pena passear por esta zona, pois a arquitectura dos prédios é lindíssima e  muito interessante.

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No final da rua Vací Utca encontra-se o Mercado Central de Budapeste (Vásárcsarnok) que é o principal mercado da cidade. É bastante agradável passear pelo mercado pois é um espaço bem amplo e organizado. Aqui podemos encontrar frutas, legumes, carnes, souvenirs, a famosa paprika, entre outros…

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Antes de sairmos desta zona, passamos a ponte Liberdade, que fica mesmo ao lado do mercado.

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Depois de algumas fotografias dirigimo-nos para o Museu do Terror. Neste museu podemos encontrar retratados as monstruosidades que os judeus viveram durante o período nazi, no século XX. Mas podem ler mais pormenores sobre a minha visita ao museu aqui.

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Como já passava da hora de almoço e parecia que uma tempestade estava prestes a desabar decidimos ir para o nosso apartamento e almoçamos por lá. Pouco depois de chegarmos ao apartamento desmoronou uma tempestade enorme!

Apesar da chuva decidimos passar o resto da tarde nas termas Széchenyi. Podem ler mais sobre esta fantástica experiência aqui 😉

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2º Dia

Felizmente no segundo dia completo na cidade o tempo sorriu-nos e nada de chuva, e ainda fomos brindados com um belíssimo dia de sol 🙂

Como estávamos hospedados muito próximo da Avenida Andrássy fomos caminhando ao longo da avenida até chegarmos à Basílica de São Estevão. Mas até lá chegarmos fomos apreciando a que é a considerada a avenida mais bonita da cidade, repleta de residências elegantes, lojas caras e também da belíssima Opera.

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img_0787A Basílica de São Estevão é a maior e mais importante igreja da Hungria. O seu nome é uma homenagem ao primeiro rei Húngaro, que se tornou Santo após a sua morte.

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Esta basílica é imponente, tanto por fora como por dentro. O seu interior é lindíssimo e repleto de ricos pormenores, desde o seu altar majestoso, às pinturas até aos vitrais. A entrada para a basílica é gratuita. Se quiserem entrar devem ter algum cuidado pela forma que vão vestidos, não é permito entrar de calções, saia, ou grandes decotes. O Sérgio como estava de calções não entrou, apesar de não ter visto ninguém a fiscalizar e de ter visto algumas pessoas dentro da igreja de calções, mas fica a dica 😉

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Daqui seguimos para o impressionante Parlamento. Este imponente prédio foi concluído em 1902 e na altura era considerado um dos maiores Parlamentos do mundo, sendo apenas superado pelo Parlamento Britânico.

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É possível visitar o interior do parlamento, através de visitas guiadas, mas é necessário comprar o bilhete com antecedência, pois os mesmos são limitados e esgotam-se rapidamente. Nós decidimos não visitar o interior, pois devido ao percalço do primeiro dia (mau tempo), apenas tínhamos este dia para explorar a cidade, por isso não queríamos perder muito tempo em filas de espera…

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Mas ficamos completamente siderados pela arquitectura e pelo tamanho deste magnífico Parlamento. É simplesmente assombroso e deslumbrante, impossível não estarmos sempre a contemplá-lo.

Muito perto do edifício do Parlamento existe um memorial do Holocausto. Trata-se do “shoes on the Danube Bank” e consiste em vários pares de sapatos de ferro, que simbolizam os judeus assassinados na cidade durante a segunda Guerra Mundial. Os Judeus eram obrigados a retirar os seus sapatos e depois eram alvejados à beira do rio, para que caíssem ao rio gelado e os seus corpos fossem levados com a corrente…

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Completamente arrepiante!

Nesta zona também temos uma vista privilegiada para o lado Buda de cidade, mais concretamente para o Castelo.

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dscn3723Atravessamos a Ponte das Correntes, que é a ponte mais famosa e antiga da cidade, pois foi a primeira ponte a ligar Buda a peste.

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Apanhamos o funicular para a chegarmos ao Castelo de Buda. Podem ler mais pormenores sobre o Castelo aqui.

Junto ao Bastião dos Pescadores existe uma escadaria que nos permite descer a colina e chegar à margem do Rio Danúbio e ficarmos mesmo de frente ao magnífico Parlamento.
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Antes de darmos por terminado o nosso dia decidimos voltar a Mercado Central de Budapeste para comprarmos alguns souvenirs para amigos e familiares, por isso caminhamos sempre junto ao rio e apreciamos as magnificas vistas que a cidade nos ofereceu.

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Como tivemos que alterar os nossos planos devido ao mau tempo que apanhamos no primeiro dia, houve certas coisas que não conseguirmos ver, como a Praça dos Heróis, o Parque da Cidade e assistir ao por do sol a partir da Cidadela.

Por isso, acho que temos que regressar a Budapeste 🙂

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Banhos Termais de Széchenyi – Budapeste

No primeiro dia completo em Budapeste tivemos algum azar com o tempo, pois choveu torrencialmente durante toda a noite e também durante o dia, e até fomos brindados com fortes trovoadas.

Por essa razão tivemos que alterar os planos que tínhamos para esse dia. Durante a manhã ainda conseguimos conhecer um pouco da cidade e na hora de almoço fomos para o Museu do Terror mas, a seguir, começou a chover imenso e não sabíamos o que fazer… Tínhamos ido almoçar ao apartamento que alugamos na esperança de o tempo melhorar mas nem sinal da chuva dar tréguas… Começamos a ver as hipóteses que tínhamos disponíveis e, a maior parte das coisas que queríamos visitar eram ao ar livre! Mas estávamos em Budapeste e não sabíamos se íamos voltar a ter a oportunidade de visitar a cidade, pelo que não era a chuva que nos ia estragar a viagem… Assim, decidimos que íamos passar o resto da tarde nas termas Széchenyi.

E não podíamos ter tomado melhor decisão, pois simplesmente adoramos a experiência! É sem dúvida um dos lugares obrigatórios a visitar numa ida a Budapeste.

As Termas de Széchenyi são o maior complexo deste género na Europa. Inaugurado em 1913 e ampliado em 1927, actualmente conta com 15 piscinas interiores e 3 exteriores.

Piscinas Interiores

Piscinas Exteriores

As termas são abastecidas por fontes termais, de origem vulcânica, com temperaturas entre os 60 e os 76º, e as piscinas mantêm a sua temperatura acima dos 30º, seja verão ou inverno, mesmo ao ar livre.

Nós pouco aproveitamos as piscinas interiores porque estivemos a maior parte do tempo nas piscinas exteriores. E como estava a chover muito quando chegamos, as piscinas exteriores estavam praticamente sem ninguém, o que nos permitiu usufruir o espaço na sua plenitude. E foi, sem dúvida, uma experiência única  sentir a água fria da chuva a cair enquanto relaxávamos numa piscina com a água bem quente.

As piscinas exteriores quando chegamos

Quando adquirimos o bilhete deram-nos uma espécie de pulseira, que nos permitiu aceder ao interior do complexo e às cabines, onde trocamos de roupa.

No interior de complexo existem várias piscinas, serviço de sauna, massagens, bar e restaurante. No exterior existem três piscinas. No centro, a piscina de natação onde só é permitido entrar com touca e cuja água tem uma temperatura de cerca de 26º; existe também uma piscina termal com água a 38º e outra com água entre os 32 e os 34º. Quando lá fomos uma delas estava fechada, para manutenção.

Piscina de Natação

Quando saímos das termas sentiamo-nos tão, mas tão relaxados que mal conseguíamos andar. Era mesmo o que estávamos a precisar depois de vários dias sem qualquer descanso 🙂

Em Budapeste existem outros banhos termais, dos quais se destacam os do Hotel Gellert e os de Rudas, os mais antigos, ambas na outra margem do Danúbio.

Como chegar

A forma mais fácil de chegar a Széchenyi é de metro. Através da histórica linha M1 do metro de Budapeste chega-se lá facilmente, descendo na penúltima estação (Széchenyi Fürdo) ficamos mesmo junto às termas.

Preços

Existem vários preços, para o fim-de-semana, para o dia todo, para apenas metade do dia, com ou sem cabine. Consultem o site das termas para mais pormenores.

Ah, e não se esqueçam de levar chinelos, toalha, touca e, claro, o fato de banho! Eles também tem estes itens para alugar (caso se esqueçam), mas é bem mais higiénico e barato levarmos as nossas próprias coisas 😉

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Castelo de Buda

Hoje vou escrever sobre o lugar que mais gostei em Budapeste, o Castelo de Buda.

Para subir até ao Castelo utilizamos o Funicular, mas pode fazer-se este trajecto a pé, sem qualquer dificuldade. Muito provavelmente vão encontrar uma fila enorme para aceder ao funicular, mas vale a pena esperar um pouco, pois a subida é bem interessante e de bónus temos uma vista linda, para o lado de Peste.

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O que chamamos de Castelo de Buda (Várhegy) é na verdade o Palácio Real (Királyi-palota) e foi a casa de vários Reis da Hungria. Começou a ser construído em 1308, mas foi sendo remodelado, destruído e reconstruído ao longo dos anos. A versão actual é de 1896, e foi dividida em dois museus; Galeria Nacional Húngara e Museu da História de Budapeste. Neste último podemos encontrar a história da cidade desde a idade média até aos dias actuais, incluindo a história do Castelo de Buda.

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Ao chegarmos lá acima não sabemos se apreciamos o palácio, se a vista para a cidade… Daqui temos uma panorâmica privilegiada para o Rio Danúbio e para o Parlamento.

DSCN3831Budapeste é realmente muito fotogénica, especialmente a vista de Buda para Peste e é praticamente impossível não estarmos sempre a tirar fotografias em especial se o dia estiver tão bonito como estava quando lá fomos.

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Ainda no distrito do Castelo encontra-se uma das igrejas mais conhecidas de Budapeste, a Igreja Mathias. Foi construída entre 1255 e 1269, no mesmo local onde uma igreja antiga foi destruída em 1241. Tem este nome em homenagem ao Rei Mathias, que nela se casou duas vezes.

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A Igreja toda branca por fora contrasta com o seu telhado super colorido, e torna-se um monumento lindissímo.

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Em frente à igreja há um monumento chamado Bastião dos Pescadores, um conjunto de sete torres que homenageiam as sete tribos Magiares que fundaram a Nação Húngara. Esta zona é uma das mais fotografadas da cidade e não é para menos, pois daqui temos umas das vistas mais fantásticas sobre Peste e o Danúbio.

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Este lugar é super concorrido, está sempre lotado, mas com um pouco de paciência conseguimos um momento sem ninguém a “estragar” as fotografias.

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Existem zonas no Bastião dos Pescadores, onde só é possível aceder se pagarmos e, apesar de não ter ido a essa parte, acredito que a vista não seja muito melhor do que nos outros locais gratuitos do miradouro… Além do mais numa das torres, a mais distante, há um café onde é possível entrar e apreciar as vistas.

Antes de dar por terminada a visita ao Castelo de Buda fiz questão de ir à coffee house mais antiga de Budapeste, o café Ruszwurm, que fica junto à Igreja Mathias. Tinha lido que serviam a melhor apfelstrudel de sempre, por isso, aproveitámos para descansar um pouco e lá fomos nós à procura do café. O lugar é bastante concorrido e quase não conseguimos mesa, mas vale muito a pena… E sim, o apfelstudel é delicioso. Ainda hoje fico com água na boca quando penso nele!!! 🙂

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A entrada para o Castelo e para toda a área externa desde os pátios aos jardins, é gratuita mas, se quisermos visitar os museus ou a Igreja, o pagamento é feito à entrada dos mesmos.

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Por fim, descemos pelo Bastião dos pescadores e apreciamos as casas antigas, as ruas estreitas e as igrejas do bairro do Castelo, até chegarmos junto ao Rio Danúbio e obtermos uma vista super hiper mega lindíssima do Parlamento.

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O lado de Buda foi a parte que mais gostei da cidade não só pela vista para o Rio e o Parlamento, mas também pelo charme da sua arquitectura que a torna mais luminosa e genuína.

Informações: 

Funicular: 07:30 – 22:00 Hrs / Preço: 1200HUF Ida, 1800HUF Ida e Volta

Igreja Mathias: 09:00 às 17 Hrs / Preço: 1500HUF Igreja, 15000HUF Acesso à torre.

Museu da História de Budapeste: 10:00 às 18:00 Hrs Encerra às Segundas / Preço: 2000HUF, 800HUF Licença para Fotografias.

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Museu do Terror

A Hungria teve um passado negro e é impossível percorrer as ruas de Budapeste sem pensar na sua história…

Durante a Segunda Guerra Mundial a Hungria apoiou a Alemanha e, com a derrota nazi, passou um mau bocado nas mãos dos Soviéticos. Aproximadamente um terço dos 250 000 Judeus da cidade faleceram durante a ocupação nazi. A cidade ficou muito danificada quando foi tomada pelo Exército Vermelho.

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Se apreciam História e querem saber um pouco mais sobre este tema, têm que ir ao Museu do Terror. Mas, aviso já, é preciso ter estômago para visitá-lo… Apesar de já ter visitado um campo de concentração e a topografia do horror, em Berlim, tocou-me bastante o que presenciei aqui.

O prédio que acolhe o museu foi escolhido a dedo. Foi a sede do quartel general do partido nazi, em 1944. O Museu do Terror está muito bem conseguido. Aqui podemos encontrar, de uma forma bastante impressionante, toda a história sobre um dos capítulos mais tristes da vida do país.

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Na primeira sala em que entramos levamos logo um murro no estômago, ao visualizarmos um vídeo onde estavam a assassinar inúmeros Judeus a sangue frio e os seus corpos a serem largados em valas comuns… Ao ver aquilo logo na primeira sala percebi que esta visita não ia ser fácil…

O museu é dividido em quatro andares, onde podemos ver fotos, vídeos, objectos e depoimentos, sendo todas elas demasiado pesadas. No andar inferior, podemos encontrar as celas solitárias e de interrogatório, originais, que foram utilizadas há 50 anos.

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O museu é bastante esclarecedor e realista, pelo que é praticamente impossível não ficarmos arrepiados e desconfortáveis ao ver tudo aquilo que se passou num passado que não é assim tão distante…

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Em todas as salas estão disponíveis folhas em Inglês com a descrição completa das informações.

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Não é permitido tirar fotografias no interior do museu. Todas as fotos do interior aqui colocadas, foram retiradas do site do museu.

No exterior do edifício, se olharmos para cima, vimos duas placas de aço a sair de cada um dos lados do telhado com a palavra TERROR. Também no exterior podemos ver algumas fotos das vítimas do holocausto.

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Morada: Andrássy út 60, Budapeste

Horário: 10 às 18 Hrs. Encerra às segundas-feiras.

Preço: 2000 HUF

Site: www.terrorhaza.hu/en

 

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